domingo, agosto 23, 2026

Autor: Redação

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exportações e escalas apertadas puxaram preços em agosto


O mercado físico do boi gordo registrou preços em alta ao longo de agosto. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, três componentes deram sustentação aos preços.

“A atual posição das escalas de abate, que permanecem apertadas, e principalmente o desempenho das exportações e a boa demanda doméstica”.

As exportações ainda apresentam forte ritmo, com expectativa de estabelecer um novo recorde na atual temporada. “O Brasil é disparadamente a melhor alternativa para o fornecimento global de carne bovina”, assinalou.

Com isso, os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim em 28 de agosto:

  • São Paulo: R$ 242,53 a arroba, contra R$ 230,05 em 31 de julho, alta de 5,4%.
  • Goiás: R$ 235,32, ante R$ 224,43 (+4,85%).
  • Minas Gerais: R$ 234,41, contra R$ 219,41 (+6,83%).
  • Mato Grosso do Sul: R$ 242,50, ante R$ 227,14 (+6,76%).
  • Mato Grosso: R$ 216,01, frente a R$ 209,14 (+3,2%).

Exportações de carne de boi

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 730,315 milhões em agosto (17 dias úteis), com média diária de US$ 42,959 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 164,042 mil toneladas, com média diária de 9,649 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.452,00.

Em relação a agosto de 2023, há alta de 18,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 19,8% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,3% no preço médio.



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Irrigação por gotejamento pode dobrar produção de canaviais, destacam especialistas



O 6º Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (Irrigacana), realizado nos dias 28 e 29 de agosto em Ribeirão Preto, São Paulo, reuniu mais de 600 participantes para discutir as inovações e técnicas que podem transformar a produção canavieira no Brasil. Um dos principais destaques do evento foi a irrigação por gotejamento, uma tecnologia capaz de aumentar em até 100% a produtividade da cana-de-açúcar, além de permitir até 12 safras sem a necessidade de reforma do canavial.

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Leandro Lance, diretor comercial da multinacional israelense Rivulis, enfatizou durante o evento que a irrigação localizada por gotejamento representa “um novo sistema produtivo de cana de açúcar”. Ele apontou que essa tecnologia está em plena expansão, especialmente em regiões mais quentes e com solos arenosos, como o Noroeste Paulista, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, o Nordeste e o Pontal do Paranapanema, em São Paulo.

O seminário apresentou dois casos de sucesso de usinas que implementaram a irrigação por gotejamento. A Da Mata Açúcar e Álcool, localizada em Valparaíso-SP, adotou essa tecnologia há sete safras em 1.250 hectares de canaviais, e devido aos resultados positivos, já planeja ampliar a área irrigada para 1.600 hectares, com metas futuras de alcançar quatro mil. Outro exemplo destacado foi de um fornecedor que irrigou 100% de sua área de 150 hectares, também obtendo ótimos resultados.

Para incentivar a adoção dessa tecnologia, a Rivulis oferece um sistema de financiamento próprio. “Praticamente um aluguel do sistema, onde o produtor paga com açúcar a um preço pré-fixado, podendo quitar em até cinco anos“, explicou Lance. Além disso, a Rivulis garante suporte técnico com profissionais dedicados que acompanham o projeto por doze meses, oferecendo treinamento e monitoramento contínuo do programa de irrigação.

Eran Ossmy, vice-presidente da divisão de microirrigação da Rivulis, ressaltou a importância da irrigação eficiente para a sustentabilidade da produção canavieira. “Queremos ser cada vez mais uma ferramenta para auxiliar as usinas e os canavicultores a produzir mais, proporcionando segurança para as safras e melhores resultados“, afirmou Ossmy.

O evento também abordou a importância da irrigação na melhoria da pontuação das empresas no programa Renovabio, do Ministério de Minas e Energia (MME), que visa expandir a produção de biocombustíveis com previsibilidade e sustentabilidade ambiental, econômica e social. “Irrigar hoje é fundamental para agregar ainda mais sustentabilidade ao setor sucroenergético. Quando você irriga a área, aumentam os seus créditos dentro desse programa, oferecendo vantagens em relação ao cultivo de sequeiro“, destacou o executivo.



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Indústria de proteína animal celebra recuperação em 2024, diz Ricardo Santin



Nesta semana, o programa “Canal Rural Entrevista” exibiu uma conversa exclusiva entre Antônio Pétrin e Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Durante a entrevista, Santin discutiu os desafios e as perspectivas da indústria de proteína animal no Brasil, destacando o crescimento na produção e exportação de carne suína, de frango e ovos, além da recuperação econômica do setor.

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Santin afirmou que 2024 tem sido um ano de recuperação para o setor de proteína animal, após enfrentar anos difíceis. “É um ano de recuperação de rentabilidade para os produtores e de crescimento tanto na oferta interna quanto nas exportações“, explicou Santin. Ele destacou que os setores de aves e suínos, que sofreram perdas financeiras nos últimos anos, agora veem uma melhoria na rentabilidade e na produção.

O presidente da ABPA previu recordes históricos na produção e exportação de proteínas para 2024, com 15,2 milhões de toneladas de carne de frango e 5,3 milhões de toneladas de carne suína. “Esses números indicam um cenário de crescimento e superação das dificuldades recentes. A produção de ovos também continua robusta, apesar de uma leve queda nas exportações em comparação com o ano anterior“, comentou Santin.

A diversificação de mercados para a carne de frango e suína brasileira foi outro ponto discutido por Santin, que mencionou novos acordos comerciais com países como Panamá e México. “O Brasil continua a expandir sua presença global, consolidando-se como um dos maiores exportadores de frango, suínos, bovinos, ovos e tilápias do mundo“, ressaltou.

Santin também abordou a importância da biosseguridade e da resposta rápida a crises sanitárias, como o recente surto de New Castle no Rio Grande do Sul. “A biosseguridade é fundamental. O caso de New Castle foi isolado e tratado com rapidez, demonstrando ao mundo o compromisso do Brasil com a segurança alimentar“, afirmou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Lei do Tabaco Gaúcho Aprovada pelo TJRS: Entenda


O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto



O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto
O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto – Foto: Pixabay

A Lei Estadual nº 15.958/2023, que determina a classificação do tabaco nas propriedades dos fumicultores gaúchos, foi considerada constitucional pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). A decisão, tomada por maioria em sessão telepresencial na tarde de segunda-feira (26/8), também revogou a liminar que havia suspenso a lei no final do ano passado.

O julgamento foi presidido pelo Desembargador Alberto Delgado Neto. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) havia sido proposta pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SINDITABACO), que argumentava que a lei violava o princípio da separação dos poderes e usurpava a competência da União para legislar sobre Direito Civil. Além disso, o sindicato alegava que a norma interferia na atividade empresarial do setor, comprometendo a liberdade econômica e a livre concorrência. O Rio Grande do Sul conta com cerca de 70 mil unidades produtoras de tabaco.

Em 16 de novembro de 2023, o Desembargador Carlos Eduardo Richiniti havia concedido uma medida cautelar, suspendendo a lei até que o Órgão Especial a analisasse. Na decisão final, o Desembargador Niwton Carpes da Silva votou pela improcedência da ação, destacando que a lei apenas altera o local da classificação das folhas de tabaco, que passará a ocorrer na propriedade do produtor, ao invés das sedes das empresas. Para ele, a norma é complementar às disposições federais e não agride a Constituição. Já o Desembargador Ney Wiedemann Neto, relator da ADI, considerou que a lei invade competências da União e viola princípios constitucionais.
 





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Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa



A Arrozeira Pelotas lançou o primeiro lote de arroz rastreado do Brasil, utilizando o Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade (Sibraar), uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa que utiliza blockchain para garantir a integridade e auditabilidade dos dados. O arroz da marca Brilhante, rastreado com essa tecnologia, chegou inicialmente aos mercados do Distrito Federal no final de agosto e, em seguida, será distribuído para outros estados, como Rio Grande do Sul, Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Pará.

O Sibraar permite que o consumidor acesse informações detalhadas sobre a origem da matéria-prima e o processo pelo qual o produto passa, desde o cultivo até o momento em que chega ao supermercado. Essas informações estão disponíveis por meio de um QR Code impresso nas embalagens, que, ao ser escaneado, direciona para uma página de rastro com dados sobre o produtor, localização, cultivares utilizadas, e detalhes do processo de industrialização, entre outros.

Iniciativa visa atender legislação e demandas dos consumidores

A iniciativa responde às demandas previstas na Lei do Autocontrole, que estabelece a necessidade de monitoramento e registro auditável das informações ligadas aos processos produtivos, visando garantir a qualidade, segurança e conformidade legal dos produtos agropecuários. Nathalia Xavier, supervisora de qualidade na Arrozeira Pelotas, destaca que o projeto teve apoio integral da diretoria e gerência da empresa, alinhando-se às regulamentações vigentes e adotando mecanismos de autocontrole e certificações.

“Nosso objetivo é disponibilizar aos consumidores informações relevantes sobre o produto, demonstrando transparência no controle do nosso processo de produção”, explica Nathalia Xavier.

Transparência e valorização da cadeia produtiva

A rastreabilidade via blockchain, oferecida pelo Sibraar, não apenas garante a integridade dos dados, mas também agrega valor aos produtos, criando um diferencial competitivo para a indústria. Alexandre de Castro, pesquisador responsável pela tecnologia, ressalta a importância de fomentar uma cultura de rastreabilidade no Brasil, similar ao que ocorre na Europa, onde consumidores exigem informações detalhadas sobre a origem dos produtos que compram.

“O consumidor cada vez mais consciente começa a exigir que as indústrias e redes de varejo disponibilizem ferramentas de rastreabilidade para auxiliar na escolha no momento da compra”, comenta Anderson Alves, supervisor da área de negócios da Embrapa Agricultura Digital.

Parcerias estratégicas para expandir a rastreabilidade

A Embrapa tem firmado parcerias estratégicas com diversas associações de produtores, como a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), para expandir o uso da rastreabilidade em diferentes cadeias produtivas. A diretora-executiva da Abiarroz, Andressa Silva, destaca que o Sibraar incorpora o programa de autocontrole existente na indústria e promove a rastreabilidade do produtor ao consumidor, numa cadeia protegida por blockchain.

Além de garantir a conformidade com as regulações de qualidade e segurança, a rastreabilidade também melhora a gestão da cadeia de suprimentos, protege contra fraudes, aumenta a confiança do consumidor e valoriza os produtos que adotam essas práticas sustentáveis.

O lançamento oficial da tecnologia de rastreabilidade do arroz foi realizado durante a 47ª Expointer, em Esteio, Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (29), no espaço da Embrapa junto ao estande do governo federal.



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Ciência mapeia regiões com risco de desenvolvimento de novas pragas agrícolas



Uma pesquisa recente realizada pela Embrapa identificou as regiões e polos produtores brasileiros mais propensos ao desenvolvimento de três insetos-praga quarentenários ausentes: a Anastrepha curvicauda, a Bactrocera dorsalis e a Lobesia botrana. Essas pragas, que ainda não chegaram ao Brasil, são conhecidas por causar grandes prejuízos à fruticultura em outros países. Se forem introduzidas, elas poderiam se tornar uma preocupação constante para os agricultores, atacando diversas culturas e impactando o comércio internacional.

O estudo mapeou as regiões e épocas do ano em que essas pragas encontrariam condições climáticas favoráveis e hospedeiros adequados no Brasil. Além disso, a pesquisa também identificou potenciais inseticidas e agentes de controle biológico que poderiam ser utilizados caso essas pragas sejam detectadas no país.

Pragas e os riscos identificados

A Bactrocera dorsalis, conhecida como mosca-das-frutas-oriental, poderia se desenvolver no Brasil entre julho e outubro, afetando culturas como abacate, banana, cacau, e café. A Embrapa identificou regiões nas áreas Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste como propícias ao desenvolvimento dessa praga. Em algumas áreas do Nordeste, o risco é contínuo ao longo do ano.

A Anastrepha curvicauda, mosca-das-frutas-do-mamão, preocupa especialmente devido à importância do mamão e da manga para a exportação brasileira. O zoneamento identificou 721 municípios vulneráveis em todas as regiões, com destaque para estados produtores dessas frutas.

Já a Lobesia botrana, conhecida como traça europeia dos cachos da videira, representa uma ameaça à viticultura e outras culturas frutíferas no Brasil. A praga tem condições favoráveis para se desenvolver durante todos os meses do ano nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste e em diversos meses no Nordeste e Sul.

Estratégias de controle e preparação antecipada

De acordo com o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial (SP), a equipe utilizou métodos avançados de zoneamento climático e algoritmos para identificar as regiões de risco no Brasil. Esses métodos consideram dados históricos de clima e a presença de plantas hospedeiras para mapear áreas de risco. Quando dados laboratoriais específicos não estão disponíveis, são utilizados algoritmos para comparar dados ambientais de regiões afetadas no exterior com condições semelhantes no Brasil.

Em se tratando de pragas quarentenárias ausentes, ainda não existem produtos registrados no Brasil para seu controle. A Embrapa realizou um levantamento internacional de agrotóxicos e agentes de controle biológico já utilizados contra essas pragas em outros países. Foram avaliados 41 princípios ativos para a Lobesia botrana, 8 para a Anastrepha curvicauda e 23 para a Bactrocera dorsalis.

Cooperação e sustentabilidade no combate às pragas

Os resultados da pesquisa foram compilados em relatórios para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esses relatórios irão subsidiar políticas públicas e regulamentações para o controle fitossanitário dessas pragas. Segundo José Victor Alves Costa, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, a identificação de agrotóxicos e agentes de controle biológico é crucial para medidas emergenciais em caso de ingresso dessas pragas no território nacional.

A pesquisa contou com a colaboração de diversas unidades da Embrapa, incluindo Meio Ambiente, Amapá, Semiárido e Territorial, além de fiscais federais do Mapa. A antecipação e preparação para o possível surgimento dessas pragas demonstram o compromisso da Embrapa e do governo brasileiro com a sustentabilidade e a proteção da agropecuária nacional.



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Abiec reforça potencial da carne bovina brasileira no México


México é um dos mais recentes mercados abertos à carne bovina


Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) participou nesta quinta-feira (29) de um evento na Embaixada do Brasil no México, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que integrou a missão oficial ao país, promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O México é um dos mais recentes mercados abertos à carne bovina brasileira, e desde então, as exportações crescem. No encontro com as autoridades governamentais e diplomáticas mexicanas, a Associação mostrou a evolução dos embarques, e ressaltou o potencial de incremento e consolidação deste mercado.  Dentre as autoridades do Mapa presentes ao evento, estavam Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais, e Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária. Na agenda da missão estão incluídas reuniões e rodadas de negócios.

Em um comparativo entre os períodos de janeiro a julho de 2023 e 2024, o volume exportado passou de 288 toneladas, em 2023, para 23.108 toneladas, em 2024. De acordo com a diretora de Relações Internacionais da Abiec, Lhais Sparvoli, este salto significativo pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a alta demanda do mercado mexicano por carne de qualidade. “Mas é sobretudo o reconhecimento da excelência da carne bovina brasileira em termos de segurança e padrões sanitários, e os esforços conjuntos de ambos os governos e setores privados para facilitar o comércio, com destaque para a pareceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, com o projeto Brazilian Beef”, explica Lhais.

Ainda de acordo com a diretora, as importações de carne bovina do Brasil pelo México permitem que aquele país otimize o seu próprio mix de produtos exportados. “Eles suprem a demanda interna por um determinado tipo de carne com as importações e ganham escala para exportar outros cortes, conforme a estratégia no momento”, argumenta. “Eventos como esse ajudam a estreitar as relações bilaterais e fazem parte de uma agenda estratégica constante”, finaliza.





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Expectativa de safra recorde de soja nos EUA pressionou mercado em agosto


Os preços da soja tiveram comportamento misto em agosto, mês marcado por negócios em ritmo lento. Os agentes aproveitaram repiques pontuais para comercializar, diante de um quadro que se configura negativo para as cotações.

No balanço do período, tanto câmbio como os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) recuaram.

Variação da soja disponível no mês

  • Passo Fundo (RS): começou agosto em R$ 132 e fechou em R$ 130
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129 para R$ 133
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 123 para R$ 131
  • Porto de Paranaguá: abriu e fechou o mês a R$ 138

Bolsa de Chicago

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro apresentaram retração de 2,12% no mês, cotados na manhã da sexta (30), a US$ 10,00. No entanto, em boa parte do mês, a posição mais negociada ficou abaixo desse patamar.

A pressão sobre Chicago está sendo exercida pelo bom desenvolvimento das lavouras estadunidenses. O clima beneficiou a soja na atual temporada e, com a colheita próxima a ter início, as expectativas são positivas sobre o tamanho da safra, que deve ser a maior da história.

A produção norte-americana deverá totalizar 4,74 bilhões de bushels (aproximadamente 129 milhões de toneladas) em 2024, com produtividade média de 54,9 bushels por acre. A previsão foi divulgada pela Pro Farmer, após a realização da sua tradicional Crop Tour, entre 19 e 23 de agosto.

Projeção acima do USDA

A estimativa de produção indicada ficou acima do projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu mais recente relatório, de 4,589 bilhões de bushels. O USDA trabalha com rendimento de 53,2 bushels por acre.

O dólar também cedeu no balanço do mês na comparação com o real, mas segue em níveis elevados. Na manhã do dia 30, a moeda era cotada a R$ 5,62, com uma queda de 0,56% no mês.

Mas, durante o período, a moeda oscilou bastante, com picos acima de R$ 5,80, que favoreceu negócios pontuais e conteve a queda nos preços da soja no mercado físico.



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AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar sobe para a máxima de 6 semanas


Alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais


Foto: Pixabay

A quinta-feira (29) foi de alta no açúcar na maioria dos lotes das bolsas internacionais, com o mercado impulsionado pela menor produção da commodity no Brasil e pela iniciativa do governo indiano de permitir, à partir de 1º de novembro, que as usinas produzam etanol diretamente do caldo ou xarope, o que deve estimular a produção do biocombustível naquele país, que tem a meta de aumentar a mistura de etanol na gasolina já no próximo ano.
 
Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto, tela outubro/24, foi contratado a 19,89 centavos de dólar por libra-peso, alta de 35 pontos, ou 1,8%, no comparativo com os preços da véspera. Durante a sessão o contrato chegou a bater a máxima de seis semanas, chegando a 19,98 cts/lb. A tela março/25 subiu 27 pontos, contratada a 20,11 cts/lb. Os demais lotes oscilaram entre baixa de 15 pontos e alta de 19 pontos.
 
Segundo a Reuters, a associação de usinas Unica informou na quarta-feira que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil totalizou 3,11 milhões de toneladas métricas na primeira metade de agosto, uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior e abaixo das expectativas do mercado.
 
“Os incêndios nos canaviais brasileiros aumentaram os problemas na safra do maior produtor mundial, segundo especialistas. A Unica disse que as perdas potenciais aparecerão no próximo relatório”, destacou a Agência UDOP de Notícias.
 
Londres
 
Na ICE Futures Europe, de Londres, a quinta-feira foi de alta em todos os lotes do açúcar branco. O contrato outubro/24 foi comercializado a US$ 557,20 a tonelada, valorização de 12,50 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela dezembro/24 subiu 8,30 dólares, contratada a US$ 539,10 a tonelada. Os demais contratos subiram entre 90 cents e 7,30 dólares.
 
Mercado doméstico
 
No mercado interno a quinta-feira foi de baixa nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 129,43, contra R$ 130,73 de quarta-feira, desvalorização de 0,99% no comparativo.
 
Etanol hidratado
 
Já o etanol hidratado voltou a cair pelo Indicador Diário Paulínia ontem. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.692,00 o m³, contra R$ 2.695,50 o m³ praticado na quarta-feira, queda de 0,13% no comparativo entre os dias.





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Sistemas integrados cana-grãos potencializam a pegada de carbono favorável dos grãos



Na última terça-feira (27), ocorreu a 5ª Reunião do Grupo Fitotécnico IAC, no auditório principal do Centro de Cana IAC em Ribeirão Preto-SP. O evento contou com a participação de especialistas e representantes do setor sucroenergético, que discutiram temas relacionados à sustentabilidade e inovação na agricultura.

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Marcos Landell, coordenador do Grupo Fitotécnico IAC, abriu o evento, destacando a importância dos sistemas integrados de produção, que combinam o cultivo de cana-de-açúcar com grãos, como soja e amendoim, para potencializar uma pegada de carbono mais favorável dos grãos.

Vantagens ambientais e econômicas da integração cana-grãos

Nilza Patrícia Ramos, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, apresentou uma palestra sobre a contabilidade de carbono em sistemas de cana-de-açúcar integrados com grãos. Segundo Ramos, a integração de culturas ocorre principalmente durante a reforma do canavial, período em que o solo fica livre para o cultivo de outras plantas. Ela explicou que essa prática não só proporciona uma receita adicional para os produtores, reduzindo os custos da implantação da cana, mas também permite o compartilhamento das emissões de gases de efeito estufa provenientes das operações de preparo da área.

Há também o potencial de entrada de carbono no solo pela permanência dos restos culturais dos grãos, dependendo da espécie plantada. A soja e o amendoim são duas dessas espécies“, destacou Ramos. A integração, portanto, não só melhora o uso da terra, mas também combate as mudanças climáticas ao promover um ciclo de carbono mais sustentável.

Outros temas discutidos no evento

O evento também incluiu palestras sobre os benefícios da inclusão do amendoim na reforma da cana-de-açúcar, com José Rossato, presidente da Câmara Setorial do Amendoim, e sobre soluções para o período vegetativo da cana, apresentadas por Aimêe Seleghim, especialista em cana-de-açúcar da Stoller, que falou sobre o Programa Promova ND.

Representantes de várias usinas, incluindo Usinas Santa Adélia, Nardini Agroindustrial, MGC Agroindustrial, Usina Cerradão, Grupo Alta Mogiana, e do sindicato rural de Jaboticabal, compartilharam suas experiências com a reforma de grãos, enfatizando as práticas bem-sucedidas e os desafios enfrentados.

Campanha beneficente e participação

Além das discussões técnicas, o evento também teve um caráter solidário. O coordenador do Grupo Fitotécnico IAC solicitou a doação de 1 kg de alimento não perecível como parte de uma campanha beneficente. As doações serão enviadas para instituições de caridade, fortalecendo o compromisso do setor agrícola com a responsabilidade social.

As inscrições para o evento foram realizadas pelo site oficial do Grupo Fitotécnico de Cana, e os organizadores esperam que as práticas discutidas contribuam para um setor mais sustentável e eficiente.



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