sexta-feira, agosto 21, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo aponta para alta


Colheita ainda não trouxe impacto




Entre os fatores de alta, destaca-se a contínua compra dos Fundos de Investimento
Entre os fatores de alta, destaca-se a contínua compra dos Fundos de Investimento – Foto: Divulgação

Segundo informações da TF Agroeconômica, quem seguiu as recomendações da consultoria sobre o trigo na última semana obteve uma redução de R$ 144/tonelada nos custos de matéria-prima, o que representa R$ 8,64/saca para agricultores e cooperativas. O mercado futuro, especialmente em Chicago, apresentou oscilações significativas, mas apontou para uma possível duplicação da alta, o que pode abrir novas oportunidades para os moinhos que enfrentam altos custos e preços baixos das farinhas. Essas movimentações podem melhorar o desempenho no mercado físico, que segue travado.

Entre os fatores de alta, destaca-se a contínua compra dos Fundos de Investimento, que vêm liquidando suas posições vendidas devido aos problemas de oferta mundial. A menor disponibilidade de trigo exportável na União Europeia, confirmada pelo USDA, somada aos problemas climáticos na Rússia e nos EUA, tem impactado os preços. Nos EUA, o déficit de umidade nas áreas de plantio de trigo de inverno tem se agravado, aumentando a expectativa de elevação nos preços do cereal .

No Brasil, tanto o USDA quanto a Conab superestimaram a produção de trigo. A Conab prevê 8,81 milhões de toneladas, enquanto a estimativa da TF Agroeconômica é de 8,1 milhões de toneladas, considerando as perdas previstas em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. A menor produção nacional deverá elevar os preços e aumentar as importações de trigo .

Por outro lado, a colheita da nova safra no Brasil, que já atingiu 14,6% da área plantada, ainda não trouxe impacto significativo nos preços, que permanecem nos mesmos níveis da safra passada. No cenário internacional, a Rússia tenta acelerar o escoamento de trigo antes do inverno, que impõe dificuldades logísticas, mas há possibilidade de restrições nas exportações em 2025, o que poderia impulsionar ainda mais os preços.
 





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Previsão do tempo mostra chuvas irregulares e temperaturas amenas



A previsão do tempo para esta terça-feira (17) indica que algumas áreas continuam enfrentando chuva irregular e temperaturas amenas, enquanto outras experimentam um clima mais seco, com gradativo aumento nas temperaturas.

Confira os detalhes para todas as regiões do país, de acordo com análise da Climatempo.

Sul

A chuva começa a diminuir em grande parte da região, mas as temperaturas continuam baixas.

O céu fica nublado e há condição de chuva mais irregular no norte de Santa Catarina, na região do Vale do Itajaí e no leste do Paraná (incluindo litoral e capital).

As demais áreas do Sul não têm chuva e apresentam temperatura amena à tarde.

Sudeste

A chuva ainda pode ocorrer de maneira irregular em todo o litoral da região.

No Rio de Janeiro, as pancadas podem ocorrer intercalando períodos de melhora. No sul do Espírito Santo, há condição de chuva moderada a forte.

A temperatura continua amena na cidade de São Paulo e pode garoar. O tempo é firme em Belo Horizonte.

Centro-Oeste

Algumas pancadas irregulares podem acontecer no extremo noroeste de Mato Grosso, ainda devido à umidade que vem do Norte.

O tempo vai seguir firme e seco no Distrito Federal e no interior de Goiás. Não chove e aos poucos a temperatura volta a subir de maneira gradativa em Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Pancadas moderadas atingem o leste da Bahia e o litoral de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Dia de sol com poucas nuvens no céu nas demais áreas e calor à tarde. O tempo continua seco e pode ventar em todo o interior da região.

Norte

A chuva se espalha um pouco mais pelo Amazonas, norte do Acre e Rondônia. O tempo continua abafado durante todo o dia.

O ar seco ainda é destaque no sul do Pará e no Tocantins. Calor, sol e tempo firme em Macapá (AP) e Belém (PA).



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Fundecitrus Podcast – Irrigação: cenário, desafios e caminhos para a citricultura – parte 1


A irrigação na citricultura é tema do 45º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

A irrigação na citricultura é tema do 45º episódio do Fundecitrus Podcast. O tema é importantíssimo para a agricultura, como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem, fortalecendo a produtividade no campo. Na citricultura, não é diferente.

Em dois episódios, o Fundecitrus Podcast traz orientações sobre a implantação desse sistema, planejamento, benefícios, estudo de solo e tipos mais adequados para o setor.

Hoje, 36% da área total do cinturão conta com irrigação e a tendência é de aumento. Nesse primeiro episódio, a conversa é com o consultor e professor do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da Unesp de Ilha Solteira, Fernando Braz Tangerino Hernandez.





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produtores já iniciaram o plantio da soja?


Os produtores da soja no Paraná enfrentam dificuldades devido à falta de chuvas na região. A região II, que inclui o Norte, Noroeste, Oeste e Centro-Oeste do estado, pôde iniciar o plantio da soja a partir do dia 1º de setembro. A escassez de precipitações, no entanto, tem atraso o início da semeadura.

De acordo com Eduardo Cassiano, presidente da Aprosoja-PR, um número reduzido de produtores começou o plantio na última quinta-feira. Essa decisão foi influenciada pela previsão de chuva, que acabou se confirmando em algumas áreas espalhadas pelo estado. Mesmo assim, a maioria dos produtores segue no aguardo de mais chuvas para garantir condições mais favoráveis para o plantio.

Segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), os registros de plantios até o momento são bastante isolados, refletindo a falta de chuvas adequadas para a germinação das sementes. Em anos anteriores, nesta mesma época, pelo menos 1% da área destinada ao cultivo já teria a soja emergida.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Safra 2024/25

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Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Para a safra 2024/25, a estimativa é de que cerca de 5,8 milhões de hectares sejam plantados, com uma previsão de colheita de aproximadamente 22,3 milhões de toneladas. A situação atual, marcada pelo clima quente e seco, pode impactar as projeções e produtividade esperada.



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Polícia apreende 32 toneladas de cobre transportadas com nota fiscal de soja



Fiscalização realizada no último sábado (14) pela equipe da Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa), em Conceição do Araguaia, sudeste do estado, apreendeu 32 toneladas de minério de cobre avaliada em R$ 64 mil.

De acordo com o coordenador da operação, Cicinato Oliveira, a ação foi desdobrada na Rodovia PA 441, no km 38, na fronteira entre Pará e Tocantins.

“Um caminhão não obedeceu à ordem de parada obrigatória e foi perseguido e trazido de volta pela Polícia Militar do estado do Pará”.

Documentação errada

Oliveira relata que o condutor da carga apresentou documentação fiscal de 37 toneladas de soja que, supostamente, iam de Santana do Araguaia para Santa Maria das Barreiras, no Pará.

“No entanto, após a verificação física da carga, foi constatado que o conteúdo transportado não era soja, mas sim minério”, informou o fiscal.

Após a entrega do documento errado, foi apresentada uma nova nota fiscal indicando que o material era rejeito de cobre, com origem em Anapu, Pará, e destino no interior de São Paulo, na cidade de Atibaia. “O condutor alegou ter retirado a carga em Canaã dos Carajás, no Pará”, conta Oliveira.

Imagens da amostra do minério foram enviadas à Agência Nacional de Mineração (ANM). O órgão confirmou que a carga era de minério de cobre, cuja extração e transporte não possuíam autorização.

Assim, diante das irregularidades, foi emitido um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 13.824,00, referente a ICMS e multa.

O caminhão foi escoltado pela Polícia Militar do Estado do Pará e entregue à Polícia Federal em Redenção, para investigação e procedimentos legais.



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Soja: exportações do Brasil somam 3,015 milhões de toneladas em setembro


As exportações da soja em grão do Brasil renderam US$ 1,299 bilhão em setembro (10 dias úteis), com uma média diária de US$ 129,931 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 3,015 milhões de toneladas, com média diária de 301,546 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 430,90.

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2023 x 2024

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Foto: Luiz Henrique Magnante/Embrapa

Na comparação com setembro de 2023, houve baixa de 21,3% na receita média diária e de 5,7% no volume. O preço caiu 16,5%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.



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Safra recorde de soja no mundo suspende alta nos preços


Os preços da soja, que vinham em alta, sofreram uma pausa nos últimos dias





Foto: Pexels

Os preços da soja, que vinham em alta, sofreram uma pausa nos últimos dias devido à expectativa de aumento da oferta mundial. De acordo com dados divulgados pelo USDA em 12 de setembro, a safra global de soja para 2024/25 deve atingir um recorde de 429,2 milhões de toneladas, um crescimento de 8,73% em relação à temporada anterior. No Brasil, principal produtor mundial, a produção deve saltar de 153 milhões de toneladas em 2023/24 para 169 milhões na próxima safra.

Pesquisadores do Cepea apontam que, embora a colheita da safra 2024/25 no Hemisfério Norte esteja se aproximando, ainda há um longo caminho até o cultivo e o desenvolvimento, principalmente na América do Sul. No Brasil, as preocupações com o clima seco persistem, mas a previsão de chuvas nas próximas semanas já está motivando muitos produtores a dar início ao plantio da nova temporada.





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Governo investiga mais de 20 pessoas por incêndios florestais no RJ



O governo do Rio de Janeiro informou que mais de 20 suspeitos são investigados pela polícia por provocar incêndios florestais no estado.

Desde que o governador anunciou a criação do gabinete de crise para combate às queimadas, na última quinta-feira (12), foram combatidos 1.280 incêndios florestais. Segundo o Corpo de Bombeiros, há cerca de 80 focos de incêndios no estado.

“Muito claramente há ação humana nas queimadas. Já temos uma investigação muito robusta nesse sentido. Os mandados já estão sendo buscados na Justiça, há vídeos que mostram pessoas ateando fogo em incêndios criminosos. A gente espera que ao longo dessa semana já tenhamos prisões. Seremos implacáveis, faremos uma fiscalização dura e botaremos esses criminosos na prisão”, disse o governador Cláudio Castro, na manhã desta segunda-feira (16).

Como medida de segurança, Cláudio Castro determinou o fechamento de 40 unidades de conservação no sábado (14) para proteger a população e concentrar esforços no combate aos incêndios. Não há ainda previsão de reabertura.



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Vale identifica trincas superficiais em barragem de Ouro Preto



A companhia Vale informou que está conduzindo verificações adicionais na barragem Forquilha III, na mina de Fábrica, em Ouro Preto, Minas Gerais.

Segundo a empresa, inspeção de rotina identificou trincas superficiais na estrutura. Contudo, a mineradora ressaltou que as condições de estabilidade da construção seguem inalteradas.

De acordo com comunicado, a barragem Forquilha III está em nível de emergência 3 e é monitorada em caráter permanente.

Ela conta com uma Estrutura de Contenção a Jusante e tem a respectiva Zona de Autossalvamento evacuada, sem a presença de comunidades.

“A Vale mantém seus compromissos de avançar na descaracterização da estrutura e de buscar a redução de seu nível de emergência”, diz a companhia, em nota.

Rompimento da barragem em Brumadinho

Em 2024, completou cinco anos o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais. Na tragédia – em janeiro de 2019 – 272 pessoas morreram, incluindo nessa conta dois bebês de mulheres que estavam grávidas.

O colapso da estrutura liberou uma avalanche de rejeitos, o que também gerou grandes impactos em diversos municípios da bacia do Rio Paraopeba.

Após o desastre, foi sancionada a Lei Mar de Lama Nunca Mais, em 2019. A lei proíbe novas
barragens a montante e determina que seja feita a descaracterização das que ainda estão ativas. Forquilha III passa por esse processo.

Barragens a montante são aquelas cujo corpo da barragem é construído com o uso de rejeito através de alteamentos sucessivos sobre o próprio rejeito depositado. Foi o método utilizado nas barragens rompidas em Mariana e Brumadinho.



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Feijão: Exportações garantem segurança


Além disso, o Brasil tem visto um aumento na produção de feijão




 No âmbito do projeto Brazil Superfoods, o Brasil conseguiu estabelecer parcerias sólidas e promover os feijões brasileiros.
No âmbito do projeto Brazil Superfoods, o Brasil conseguiu estabelecer parcerias sólidas e promover os feijões brasileiros. – Foto: Canva

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), o mercado de feijão terminou a semana com estabilidade e viés de alta nos preços. A demanda robusta por todos os tipos de feijão tende a manter esse cenário positivo. As exportações de feijão ao longo do ano têm demonstrado claramente o potencial do mercado internacional para o Brasil. Com exportações de 161 mil toneladas e receita de US$ 147 milhões até agosto deste ano, o Brasil já enviou feijão para mais de 50 países, com destaque para o México, que entrou pela primeira vez entre os principais destinos.

A pesquisa do IBRAFE revelou que o México, que enfrentou uma quebra significativa na produção no final do ano passado, tem se tornado um destino importante para o feijão brasileiro. No âmbito do projeto Brazil Superfoods, o Brasil conseguiu estabelecer parcerias sólidas e promover os feijões brasileiros. Os resultados foram notáveis, com US$ 28 milhões em exportações para o México, sendo 95% desses valores referentes ao feijão-preto. O crescimento do mercado internacional é evidente, com uma taxa composta de crescimento anual de 4,5%, totalizando um mercado de US$ 15 bilhões.

Além disso, o Brasil tem visto um aumento na produção de feijão, incentivado pelo IBRAFE e pelos exportadores. Desde 2021, o país tem aumentado sua área de cultivo de feijão-preto, substituindo as importações da Argentina. Os produtores brasileiros têm agora a confiança de que o mercado interno está seguro e que os excedentes não dependerão de preços mínimos governamentais. Para aqueles interessados em participar deste mercado promissor, o caminho envolve o fortalecimento das relações comerciais e o aproveitamento das oportunidades de exportação oferecidas pelo mercado internacional.
 





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