sexta-feira, agosto 21, 2026

Autor: Redação

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ONS recomenda que governo volte a adotar o horário de verão



O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou nesta quinta-feira (19) a volta da adoção do horário de verão no país. No entanto, o governo federal ainda avaliará o cenário, antes de optar pela medida.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, uma decisão deve ser tomada nos próximos dez dias. Se for adotada, a medida valeria ainda para 2024, não necessariamente em todo o verão.

Alexandre Silveira disse que, apesar da indicação da ONS, não há risco energético em 2024 graças ao planejamento adotado. No entanto, o ministro destacou que é preciso pensar a longo prazo, com o olhar em 2025 e 2026.

Silveira apontou o horário de verão como uma medida que contribui para a sustentabilidade energética e citou o Canadá como exemplo de outro país que adota o mecanismo.

Instituído em 1931 no Brasil, o horário de verão funcionou continuamente de 1985 até 2019, quando o governo passado decidiu revogá-lo, em abril de 2019, alegando pouca efetividade na economia energética.



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escalas de abate apertadas continuam elevando preços da arroba



O mercado físico do boi gordo segue apresentando preços mais altos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios segue sugerindo para a continuidade deste movimento no curto prazo.

Isso porque as escalas de abate seguem apertadas em grande parte do país, na pior posição da atual temporada.

“Os fatores de demanda ainda são relevantes para a formação de preço, considerando exportações que caminham para um recorde histórico, além de melhora dos indicadores de consumo no mercado doméstico”, assinalou Iglesias.

Preço médio da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 267,82

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes, e a perspectiva ainda é de menor espaço para reajustes no decorrer da segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.

A carne bovina tende a perder competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne de frango.

O quarto traseiro permanece no patamar de R$ 19,50 por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,68%, sendo negociado a R$ 5,4232 para venda e a R$ 5,4212 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3959 e a máxima de R$ 5,4410.



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Bahia tem o 2º maior aumento absoluto de bovinos do país e chega a 13,3 mi de animais



A Bahia registrou o segundo maior crescimento absoluto de bovinos entre os estados do Brasil entre 2022 e 2023. O plantel aumentou de 12,5 milhões para 13,3 milhões de animais (+6,1%), o que representou mais 764,5 mil cabeças, atrás apenas do Paraná (+822,7 mil cabeças). 

Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2023, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (19).

Com esse crescimento, o efetivo baiano de bovinos quebrou o recorde do ano anterior e chegou, em 2023, ao seu maior patamar nos 49 anos da PPM, iniciada em 1974.

Altas consecutivas

De acordo com o IBGE, o aumento no número de bovinos em 2023 foi o terceiro consecutivo no estado.

Com o resultado positivo, a Bahia manteve o 7º maior efetivo do país, respondendo por 5,6% do total nacional, que foi de 238,6 milhões de cabeças (+1,6% frente a 2022).

Em 2023, Santa Rita de Cássia passou a ter o maior rebanho bovino do estado: 188,4 mil animais.

O município tinha o 4º maior efetivo em 2022, mas registrou alta de 26,7% em um ano. Itamaraju, que liderava na Bahia, passou a ter o 2º maior rebanho (183,2 mil cabeças); e Itanhém caiu da 2ª para a 3ª posição (169,0 mil).

O maior crescimento no número de bovinos entre 2022 e 2023 na Bahia, porém, ocorreu em Santa Terezinha, que passou de 23,0 mil para 95,1 mil animais, ou seja, mais 72,1 mil cabeças em um ano, em um aumento de 312,9%. O município passou do 170º para 29º lugar no ranking estadual.


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quinta-feira é travada com disparidade entre compradores e vendedores no país



O mercado brasileiro da soja teve mais um dia marcado pela estagnação. Embora tenham ocorrido negociações pontuais em momentos favoráveis na Bolsa de Chicago, os volumes foram insignificantes, resultando em preços nominais nas principais praças de comercialização.

A disparidade entre compradores e vendedores continua a ser um grande obstáculo. A indústria apresenta ofertas acima da paridade de exportação, mas os produtores consideram esses preços abaixo do que deveriam ser. Como estratégia, muitos vendedores optam por reter seus grãos disponíveis, aguardando melhores oportunidades.

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Números

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Na região das Missões (RS), o preço recuou de R$ 132,00 para R$ 130,00
  • No Porto de Rio Grande (RS), o valor diminuiu de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • No Paraná (PR), a saca desvalorizou de R$ 133,50 para R$ 132,50
  • No porto de Paranaguá (PR), o preço caiu de R$ 139,50 para R$ 138,00
  • Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 128,00 para R$ 126,00
  • Em Rio Verde (GO), o valor se estabilizou em R$ 128,00

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em leve baixa, com alta volatilidade. Os números positivos das exportações semanais dos EUA deram suporte aos preços, mas o mercado já começa a precificar o início de uma safra recorde no Brasil.

As exportações líquidas da soja dos EUA, referentes à temporada 2024/25, totalizaram 1.748.100 toneladas na semana encerrada em 12 de setembro, com a China liderando as importações, totalizando 973.900 toneladas.

Para a temporada 2025/26, as exportações somaram apenas 8.400 toneladas, abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas somadas às duas temporadas.

Apesar do clima seco, o atraso na semeadura no Brasil ainda não gera preocupação quanto ao potencial produtivo. A Conab divulgou recentemente sua primeira projeção para 2024/25, estimando uma safra em torno de 166,3 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com uma queda de 0,75 centavo de dólar, ou 0,07%, a US$ 10,13 1/4 por bushel. A posição de janeiro teve cotação de US$ 10,31 1/4 por bushel, também com perda de 0,75 centavo ou 0,07%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou em alta de US$ 0,20, ou 0,06%, a US$ 321,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 40,93 centavos, com alta de 0,62 centavo ou 1,53%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,68%, negociado a R$ 5,4232 para venda e a R$ 5,4212 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3959 e a máxima de R$ 5,4410.



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Poluição do ar em Brasília cresceu 350 vezes durante incêndio


“Eu fiquei muito apavorada. Você querer respirar e não conseguir é muito ruim. Isso terminou me prejudicando porque precisei faltar ao trabalho”, contou a brasilense Edelweiss Ilgenfritz, de 52 anos. Asmática, a trabalhadora autônoma acordou na madrugada da terça-feira (17) com o apartamento cheio de fumaça.

A concentração de partículas finas no ar da capital do país cresceu cerca de 350 vezes durante o incêndio de grandes proporções que consumiu 1,4 mil hectares do Parque Nacional de Brasília nesta semana.

Antes do incêndio, na manhã do domingo (15), o ar da capital registrava concentração de 4 microgramas por metro cúbico (µg/m3) de Moléculas de Partículas (MP) de tamanho 2,5, considerada uma molécula mais fina. Na madrugada da terça-feira (17), o ar de Brasília registrou 1,3 mil µg/m3 da MP 2,5. Somente nesta quinta-feira (18) a poluição voltou a cair de forma sustentada.

indíce de poluiçãoindíce de poluição
Brasília (DF), 19/09/2024 – Arte para a matéria Poluição do ar em Brasília. Arte/Agência Brasil

“É realmente muito alto. Foi o nível que Manaus chegou no ano passado em um pico de queimadas que teve por lá. É o indicativo que a poluição estava muito crítica e precisava ser melhor controlada, mas principalmente deveria ter uma orientação para a população”, comentou JP Amaral, gerente de natureza no Instituto Alana e membro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Padrão de qualidade do ar

Como o poder público não tem dados de acompanhamento em tempo real da qualidade do ar na área central da capital do país, as informações foram retiradas da plataforma PurpleAir, que tem um equipamento instalado no final da Asa Norte, próximo ao incêndio que deixou a cidade imersa na fumaça.

Para se ter uma ideia, o Conama prevê como padrão de qualidade do ar, no máximo, 60 µg/m3 para partículas finas com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros em uma média de 24 horas. As MP tamanho 2,5 são menores e têm maior facilidade para entrar no aparelho respiratório e na corrente sanguínea, causando problemas de saúde, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Mesmo o padrão de 60 µg/m3 é considerado alto quando comparado com outros países. Por isso, o Conama aprovou resolução em julho de 2024 prevendo a redução desse padrão para 50 µg/m3, em 2025, até chegar em 25 µg/m3, na média de 24 horas, em 2044. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda como limite para concentração de partículas no ar, uma média diária de 15 µg/m3 para partículas 2,5.

Monitoramento do ar

A estação de monitoramento da qualidade do ar do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que fica no centro da capital, na Rodoviária do Plano Piloto, tem mais de 20 anos e só emite resultados a cada seis dias. De acordo com o Ibram, entidade ligado ao governo do Distrito Federal (GDF), os dados coletados dos dias 17 e 18 de setembro só devem ser divulgados na próxima segunda-feira (23).

Existe receio de órgãos ambientais de usar dados de equipamentos privados, como do PurpleAir, por não ser considerado uma estação “robusta”.

O presidente do Ibram, Rôney Nemer, diz que não é possível saber se as medições de poluição são confiáveis, que seria preciso analisar o equipamento.

Por outro lado, a diretora do Instituto Ar, a médica Evangelina Araújo, avalia que os equipamentos privados são confiáveis e trazem um dado aproximado da realidade.

“Os órgãos ambientais criticam porque o equipamento é de baixo custo, mas é confiável. Pode às vezes não ser exatamente igual a um equipamento robusto de um órgão ambiental público, mas é muito confiável. É muito próximo da realidade e, não havendo dados de monitoramento, é com isso que se trabalha”, afirmou.

As metrópoles de Brasília (DF), Goiânia (GO) e Manaus (AM) estão entre as localidades com maior defasagem de monitoramento da qualidade do ar no país, segundo pesquisa do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA).

“Quatorze estados da federação não monitoram a qualidade do ar. Sem monitoramento, não se sabe a concentração de poluentes que as pessoas respiram. E se não há o monitoramento, o órgão ambiental não comunica à população qual é a situação e também não identifica episódios críticos”, acrescentou a especialista Evangelina.

Segundo o Ibram, o governo do Distrito Federal autorizou a compra de equipamentos para monitoramento da qualidade do ar em Brasília, mas ainda não há data para a compra dessas novas estações.

Sem planos

O Instituto Alana fez um levantamento mostrando que das 27 unidades da federação, 26 não têm qualquer plano para enfrentamento de episódios críticos em relação à qualidade do ar.

“Quando há um episódio crítico, temos que alertar a população, avisar aos noticiários, talvez fechar as escolas. Mas o ponto é que a gente não tem plano de ação do que fazer e como orientar a população. Só São Paulo tem um plano de ação e esse plano de ação é de 1978. Então ele é muito antigo”, destacou JP Amaral, do Instituto Alana.

Para Evangelina Araújo, do Instituto Ar, é preciso um plano de ações para atuação nos episódios críticos de poluição do ar. “Além de alertar a população, o órgão ambiental tem que adotar medidas para reduzir outras fontes de emissões. As partículas não vêm só da queimada, vêm do trânsito, da queima do combustível fóssil, vêm da indústria”, alertou.

Recomendações de saúde

A iniciativa Médicos Pelo Ar Limpo elaborou uma nota técnica com orientações sobre como se proteger dos efeitos da fumaça. A dica é permanecer em ambientes internos, mantendo portas e janelas fechadas.

Se possível, usar purificador de ar ou ventiladores, além de pendurar toalhas molhadas dentro de casa para umidificar o ambiente.

É preciso ainda evitar exercícios físicos moderados ou intensos ao ar livre em qualquer horário. Para proteção contra partículas finas, podem ser usadas máscaras tipo N95 ou PFF2. Máscaras cirúrgicas ou panos não protegem contra partículas finas, apenas contra as maiores, como fuligem.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fusão reforça a distribuição agrícola


A Nutrien, multinacional canadense de soluções agrícolas, acaba de lançar a Agroessence, sua nova marca B2B no Brasil, que surge da fusão das redes distribuidoras Casal e Cultive. Com isso, a Agroessence inicia suas operações como a maior plataforma de redistribuição agrícola do país, abrangendo mais de 2500 revendas que eram atendidas pelas empresas anteriores.

A apresentação oficial da Agroessence ocorreu em Belo Horizonte no dia 5 de setembro. A nova marca busca não apenas consolidar a presença da Nutrien no mercado, mas também expandir para regiões onde Casal e Cultive ainda não atuavam, prometendo maior eficiência e agilidade. Cristiano Cursino, diretor comercial da Agroessence, destacou que a empresa investirá em logística para assegurar a disponibilidade oportuna dos insumos e a continuidade das entregas, evitando grandes estoques nas revendas.

“Mais do que presença geográfica, queremos ser reconhecidos sobretudo em termos de agilidade e eficiência. Para isso, seguiremos investindo em uma logística eficiente, capaz de garantir a disponibilidade de insumos no tempo certo e a continuidade das entregas. Assim, garantimos que as revendas mantenham um ritmo de vendas saudável sem a necessidade de grandes estoques; um fluxo de eficiência que sempre foi referência na atuação das redes Casal e Cultive e norteará também o trabalho da Agroessence”, afirma o diretor comercial da Agroessence, Cristiano Cursino.

O portfólio da Agroessence será ampliado com soluções integradas e personalizadas, apoiadas pela plataforma Nutrien e por parcerias estratégicas. Fabio Roberto Coelho, gerente nacional de vendas, ressaltou a continuidade dos modelos de sucesso das redes anteriores, como RTVs de campo e o teleatendimento, com foco na capacitação técnica e no relacionamento com as revendas. A Agroessence promete trazer inovações significativas e contribuir para o crescimento sustentável do agronegócio no Brasil.

“A expectativa é que a Agroessence não apenas consolide a posição da Nutrien no mercado, mas também promova uma verdadeira transformação no setor de distribuição agrícola, tornando-se uma referência para outras empresas e contribuindo para o crescimento sustentável do agronegócio no Brasil”, conclui Fábio.
 





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câmara setorial estima aumento da área na temporada 2024/25



A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estima que a área plantada com algodão no país em 2024/25 cresça 7,4% em relação a 2023/2024, e atinja 2,14 milhões de hectares.

Durante a 76ª reunião da câmara, presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), foi divulgado levantamento considerando os dados indicados pelas associações de produtores estaduais.

A produtividade projetada é de 1.859 quilos de algodão beneficiado (pluma) por hectare, o que aponta para produção de 3,97 milhões de toneladas de algodão, 8% maior que a da temporada anterior.

Em nota, a Abrapa diz que os números são mais otimistas do que os divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta uma produção de 3,68 milhões de toneladas de pluma, numa área de 2 milhões de hectares, com produtividade esperada de 1.831 quilos por hectare.

“Para consolidar a previsão, vai depender muito da produtividade, que, por sua vez, está atrelada ao clima, sobre o qual não temos ingerência. Por isso, e considerando também o mercado, a nossa recomendação é que o produtor se preocupe muito em reduzir – ou otimizar – os custos e fazer o melhor possível para aumentar a produtividade, para compensar os preços não tão atrativos no momento”, afirma na nota o presidente da Abrapa e da Câmara Setorial, Alexandre Schenkel.

Sobre a temporada 2023/24, a Abrapa informou área total de 1,99 milhão de hectares, com produção de 3,68 milhões de toneladas de pluma e produtividade de 1.848 quilos de pluma por hectare, em linha com o levantamento anterior, de junho.

“O estado de Mato Grosso se manteve como o maior produtor nacional, com 2,67 milhões de toneladas de algodão em pluma, colhidos numa área de 1,47 milhões de hectares, seguido pela Bahia, que colheu 679,8 mil toneladas, em 345,4 mil hectares, e por Mato Grosso do Sul, que registrou produção de 66,6 mil toneladas e área 32 mil hectares.

No evento desta quarta-feira, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus, disse esperar que no próximo ciclo o Brasil continue como o maior exportador global.

“A oferta global, marcada por grandes safras no Brasil, Estados Unidos e Austrália, contrasta com uma demanda moderada, especialmente pela redução das importações da China, o maior comprador mundial. A China, que no ciclo anterior representava 50% das exportações brasileiras, agora absorve apenas cerca de 20%, desafiando o setor a buscar novos mercados, como Índia e Egito”, afirmou.

Quanto ao mercado interno, a Anea destacou a demanda “moderada”, e a expectativa é de que o preço se mantenha estável, com possível queda no final do ano devido ao aumento da oferta.

Ainda de acordo com a nota da Abrapa, de janeiro a julho de 2024, a produção têxtil cresceu 3,6% e a de vestuário 1,3%. No entanto, ao longo de 12 meses, o vestuário ainda apresenta queda de -1,4%. A importação de vestuário subiu 12,9% de janeiro a agosto, e a importação do setor subiu 13,4%.

“Já a exportação de têxteis e confeccionados caiu 9,5%, principalmente devido à crise na Argentina, principal mercado do Brasil.”



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Agro não pode pagar pelos criminosos, diz governador do MT à CNN sobre queimadas


O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), defendeu a criação de medidas ambientais mais rígidas para punir crimes contra o meio ambiente.

Em entrevista ao CNN 360°, Mendes argumentou que o agronegócio brasileiro não pode ser prejudicado por uma minoria que comete infrações.

Segundo o governador, o Código Florestal brasileiro é “sem dúvida, a lei ambiental mais restritiva do planeta”.

No entanto, ele ressaltou que uma pequena parcela de produtores ainda descumpre a legislação: “Quem não cumpre ela de forma deliberada, que desmata além daquilo que pode, que comete esses crimes ambientais, é menos de 2%”.

Proteção da imagem do agronegócio

Mendes enfatizou a importância de proteger a reputação do setor agrícola brasileiro: “Nós não podemos prejudicar o país, a imagem do agronegócio brasileiro, as nossas relações com os comércios internacionais que nós fazemos a partir do agro, por causa de 2% das pessoas”.

O governador relatou que, em uma reunião com 50 presidentes de sindicatos rurais, houve consenso sobre a necessidade de penalizar severamente os infratores.

“É melhor nós penalizarmos duramente 2% do que deixar 2% penalizarem o nosso país, o meio ambiente e os nossos mercados com os quais nós desenvolvemos atividade a partir do agro brasileiro”, afirmou.

Expectativa de apoio do Congresso Nacional

Mauro Mendes expressou confiança de que o Congresso Nacional compreenderá a importância de adotar medidas mais rigorosas contra crimes ambientais.

Ele acredita que, com a implementação dessas medidas, será possível ‘banir alguns crimes ambientais’ e que esse exemplo possa ser aplicado em outros setores da legislação brasileira.

“Tenho absoluta convicção de que adotando-se essa medida mais dura e mais restritiva, praticamente nós vamos banir alguns crimes ambientais e que esse exemplo possa servir para outros campos também da normativa brasileira, banir alguns tipos de crimes também tão recorrentes e tão persistentes no nosso Brasil”, concluiu o governador.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.



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‘Estão querendo transformar a vítima em vilão’, diz Tereza Cristina sobre incêndios florestais



A senadora e ex-ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina, se manifestou sobre as acusações que o agronegócio vem recebendo a respeito dos incêndios florestais que assolam o país. “Estão querendo transformar a vítima em vilão”.

Segundo ela, a agropecuária nacional tem sido o setor mais prejudicado pela atual crise. “A cana-de-açúcar sofre um prejuízo incomensurável. O setor não utiliza o fogo [para a colheita] há muitos anos, principalmente no estado de São Paulo, onde é colhida com máquinas”.

Dados da Secretaria de Agricultura paulista apontam que o fogo já consumiu 400 mil hectares de lavouras da cultura. Ao todo, o prejuízo ao agronegócio no estado gira em torno de dois bilhões de reais.

De acordo com a parlamentar, em seu estado, o Mato Grosso do Sul, as queimadas intensas no Pantanal são fruto da seca severa deste ano, mas também da falta de planejamento do governo federal.

“O governo já sabia dessa seca e não se preparou, não se planejou para o que ele precisava fazer. O Brasil é um país continental, é difícil sim [se preparar], mas ele podia ter se preparado melhor”.

Poucas ações contra os incêndios

Tereza afirma que o governo fez muitas reuniões, mas não ajudou na estruturação de soluções à crise. “Precisamos de aviões, de brigadistas. Os nossos bombeiros são insuficientes e eles têm trabalhado diuturnamente para conter esses incêndios”.

A ex-ministra também se queixa da falta de conscientização à população. “Não vi nada sendo feito a respeito de propagandas em rádios e televisões, uma campanha que diga ‘não ponha fogo’, ‘cuidado’, ‘a vegetação está muito seca’, algo a esse respeito”.

A senadora ressaltou que o produtor de gado do Pantanal enfrente grave crise agora, visto que ele não tem onde colocar o seu rebanho por conta das queimadas que destruiram o capim. “Até chover e voltar novamente essa vegetação, vamos ter mortalidades muito grandes dos rebanhos nos estados atingidos pelos incêndios, principalmente o Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso”, alerta.

Política pública para o produtor rural

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) um crédito extraordinário de R$ 514 milhões para combater os incêndios florestais que se alastram pelo país.

Tereza ressalta que este valor também precisa ser empenhado em ações para prevenir os incêndios do períod de seca do próximo ano.

Neste cenário, ela questiona qual será a política pública destinada aos produtores rurais que tiveram suas propriedades afetadas pelos incêndios, como ocorreu com os criadores de gado no Pantanal.

“Eles precisam de recursos para levar esses rebanhos para fora do Pantanal, para áreas de serra ou ter condições de dar algum tipo de suplementação para manter esse gado em suas propriedades”.



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Chicago fecha em leve baixa por perspectiva positiva para safra brasileira; boas vendas dos EUA limitam



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a quinta-feira em leve baixa, em uma sessão marcada por alta volatilidade.

Apesar de bons números para as exportações semanais americanas terem dado suporte aos preços durante a maior parte do dia, o mercado já começa a precificar o início do plantio de uma safra que promete ser recorde no Brasil.

As exportações líquidas norte-americanas da soja, referentes à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 1.748.100 toneladas na semana encerrada em 12 de setembro.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

China

A China foi o principal destino das exportações, com importações de 973.900 toneladas. Para a temporada 2025/2026, o volume de exportações foi de apenas 8.400 toneladas. Analistas haviam previsto um intervalo entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas para as exportações combinadas das duas temporadas.

Estimativas

Embora o clima seco tenha gerado preocupações, o atraso na semeadura no Brasil ainda não é considerado alarmante em relação ao potencial produtivo. Na quarta-feira, a Conab divulgou suas primeiras estimativas para 2024/25, projetando uma safra em torno de 166,3 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com uma queda de 0,75 centavo de dólar, ou 0,07%, sendo cotados a US$ 10,13 1/4 por bushel. A posição de janeiro também registrou uma baixa de 0,75 centavo, com preços a US$ 10,31 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo de soja fechou em alta de US$ 0,20, ou 0,06%, alcançando US$ 321,60 por tonelada. Já os contratos de óleo com vencimento em dezembro terminaram a 40,93 centavos de dólar, com um aumento de 0,62 centavo, representando uma alta de 1,53%.



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