quinta-feira, agosto 20, 2026

Autor: Redação

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veja como os preços da arroba fecharam a semana



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com alta dos preços no decorrer da sexta-feira (27).

Segundo informações da consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, pois mesmo diante do constante movimento de alta, as indústrias não conseguem uma evolução consistente de suas escalas de abate.

A demanda no geral permanece aquecida, com exportações muito representativas, em um ano que certamente será pautado por um recorde de embarques.

Por sua vez, a demanda doméstica também está aquecida, considerando a atual taxa de ocupação da economia brasileira. Neste caso, o impacto do 13º salário na atividade econômica será amplo na atual temporada.

Preços médios da arroba do boi a prazo

  • São Paulo: até R$ 280 a prazo
  • Mato Grosso do Sul: na região de Campo Grande, até R$ 270
  • Mato Grosso: em Rondonópolis, até R$ 235

Mercado atacadista

Mercado atacadista segue com preços firmes no decorrer da sexta-feira. A expectativa para a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo em função da entrada dos salários na economia.

As proteínas concorrentes devem continuar ganhando competitividade em relação a carne bovina, mais uma vez a carne de frango deve ser a principal beneficiada.

Quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.



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AgroNewsPolítica & Agro

IPCA-15 foi de 0,13% em setembro


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,13% em setembro, 0,06 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em agosto (0,19%).

O IPCA-E, o IPCA-15 acumulado trimestralmente, foi de 0,62%, acima da taxa de 0,56% registrada em igual período de 2023.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,15%. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa é de 4,12%, abaixo dos 4,35% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em setembro de 2023, o IPCA-15 foi de 0,35%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em setembro. A maior variação e o maior impacto positivo vieram de Habitação (0,50% e 0,08 p.p). Já Alimentação e bebidas (0,05% e 0,01 p.p.), grupo de maior peso no índice, registrou aumento de preços após dois meses de queda. As demais variações ficaram entre o recuo de 0,08% de Transportes e o aumento de 0,32% em Saúde e Cuidados Pessoais.

No grupo Habitação (0,50%), o principal impacto veio da energia elétrica residencial, que passou de -0,42% em agosto para 0,84% em setembro, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1 a partir de 1º de setembro. Além disso, houve os seguintes reajustes redução de 2,75% em Belém (-2,52%), a partir de 7 de agosto; e reajuste médio de 0,06% em uma das concessionárias de Porto Alegre (2,81%), a partir de 19 de agosto.

Destaca-se, ainda, a alta da taxa de água e esgoto (0,38%), que decorre dos seguintes reajustes tarifários: redução média de 0,61% em São Paulo (-0,15%), a partir de 23 de julho; de 5,81% em Salvador (3,02%), a partir de 1º de agosto; e de 8,05% em Fortaleza (5,23%), a partir de 5 de agosto. O resultado do subitem gás encanado (0,19%) decorre do reajuste de 2,77% no Rio de Janeiro (1,43%), a partir de 1º de agosto; e da mudança na estrutura das faixas de consumo nas faturas em Curitiba (-2,01%), também a partir de 1° de agosto.

No grupo Transportes (-0,08% e -0,02 p.p), o resultado foi influenciado pela gasolina (-0,66% e -0,03 p.p.). Em relação aos demais combustíveis (-0,64%), o etanol (-1,22%) também recuou, enquanto o gás veicular (2,94%) e o óleo diesel (0,18%) apresentaram altas. As passagens aéreas registraram aumento nos preços (4,51% e 0,03 p.p).

No grupo Alimentação e Bebidas (0,05%), alimentação no domicílio registrou variação de -0,01%, após recuar 1,30% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado as quedas da cebola (-21,88%), da batata-inglesa (-13,45%) e do tomate (-10,70%). No lado das altas, destacam-se o mamão (30,02%), a banana-prata (7,29%) e o café moído (3,32%).

A alimentação fora do domicílio (0,22%) desacelerou em relação ao mês de agosto (0,49%), em virtude das altas menos intensas do lanche (de 0,76% em agosto para 0,20% em setembro) e da refeição (0,37% em agosto para 0,22% em setembro).

Quanto aos índices regionais, sete áreas de abrangência tiveram alta em setembro. A maior variação foi observada em Salvador (0,35%), por conta da alta da gasolina (2,17%) e do gás de botijão (3,04%). Já o menor resultado foi em Recife (-0,37%), que registrou queda nos preços da gasolina (-4,51%) e da cebola (-31,80%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de agosto a 13 de setembro de 2024 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de julho a 14 de agosto de 2024 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.





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Fortalecimento do agro paulista é firmado entre secretaria e universidade



A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo assinou, na noite desta quinta-feira (26), um protocolo de intenções com o Instituto Presbiteriano Mackenzie para incrementar a pesquisa agrícola paulista e desenvolver o agro.

O termo foi assinado pelo secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes e pelo diretor-presidente do Instituto Mackenzie, Milton Flávio Moura.

Entre as ações previstas, estão um projeto de qualificação e formação especializada de estudantes universitários para atender as demandas do setor agrícola e a transferência de conhecimento por meio de estágio.

Projeto Agrojovem

A ocasião também destacou o lançamento do Projeto Agrojovem. O deputado estadual Lucas Bove, presente na ocasião, comentou que o combate à doutrinação nas escolas contra o agro brasileiro é uma das ideias centrais da iniciativa.

“A ideia é justamente fazer com que esse tipo de problema não ocorra mais e que a gente possa, de fato, ter uma educação de qualidade que não prejudique o nosso agronegócio e também que ajude, obviamente, o produtor rural”.

De acordo com o parlamentar, no âmbito estadual, o ensino fundamental e médio são os alvos, mas a intenção é, também, levar o programa para as universidades.

“Mas, principalmente, para a Educação Básica junto aos municípios porque é desde cedo que a gente precisa formar esses jovens para que eles tenham uma real noção do que representa o agronegócio e, também, a liberdade de pensar e de criticar se tiver que criticar, mas também poder elogiar quando tem que elogiar”, frisa Bove.

A fundadora do projeto De Olho no Material Escolar, Leticia Jacintho, salienta que observa a atuação de jovens universitários que fazem parte do agronegócio ou desejam se inserir.

“Eles trazem inovação, força de trabalho, energia, então, realmente, é muito é muito interessante. […] tenho visto isso em diversas universidades, antes eram somente em algumas, mas hoje em dia várias têm aberto esse espaço para o agronegócio”, observa Leticia.



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Chuvas em breve nas regiões produtoras da soja? Confira a previsão do tempo


Os atrasos no plantio da soja continuam a ser um desafio para os produtores, principalmente devido à baixa umidade do solo, que persiste mesmo com o retorno das chuvas em algumas regiões.

Na região Norte, há registro de trovoadas no final da tarde, com uma leve melhoria no Noroeste de Mato Grosso. Em Minas Gerais, também se esperam precipitações, mas ainda não são suficientes para iniciar a semeadura.

De 3 a 7 de outubro, o cenário deve permanecer semelhante. Embora as chuvas estejam previstas para a região Sul, a umidade do solo continua muito baixa, sem a necessária reposição hídrica.

No final da primeira quinzena, há expectativa de uma melhor distribuição das chuvas, especialmente no Centro-Oeste, Tocantins e Rondônia, o que poderá ajudar na umidade do solo.

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Previsão do Tempo em Cristalina (GO)

Foto: Canal Rural

Entre os dias 8 e 12 de outubro, é esperado um bom volume de chuvas que auxiliará na reposição hídrica. Contudo, após esse período, a seca deve retornar, com novas chuvas previstas apenas no final do mês, somando cerca de 30 mm. A expectativa é de que as chuvas continuem em novembro na região de Goiás.

Clima em Brasnorte (MT)

Em Brasnorte, MT, as chuvas estão previstas para os próximos dias até a primeira quinzena de outubro, trazendo alívio para os produtores.

Região de Ponta Grossa (PR)

A região de Ponta Grossa terá um clima mais seco, com chuvas retornando a partir do dia 8 de outubro, totalizando cerca de 130 mm. A situação requer cautela na região Centro-Oeste, onde as precipitações devem ser modestas, variando entre 30 a 40 mm. Com essas chuvas, o plantio pode prosseguir, pois a temperatura deve diminuir gradativamente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorável aumenta expectativa da produção de soja no Paraná


Paraná avança no plantio de soja





Foto: Pixabay

De acordo com a análise do Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, na última semana, as condições climáticas foram propícias para o avanço do plantio das culturas de verão no Paraná, com destaque para a soja, principal cultura agrícola do estado. Segundo dados recentes, dos 5,8 milhões de hectares previstos para o plantio nesta safra, 600 mil hectares já foram semeados, representando 10% do total.

A produção estimada de soja para esta temporada é de 22,4 milhões de toneladas, o que, se confirmado, representará um aumento de 21% em relação à safra anterior. A expansão se dá pelo bom clima, que favoreceu o desenvolvimento inicial das lavouras e elevou as expectativas para o ciclo atual.

O Sul do Paraná é a principal região produtora de soja, com previsão de plantio em 1,67 milhão de hectares, o que equivale a 28,7% da área total do estado destinada à cultura. Em seguida, a região Norte ocupa a segunda posição, com previsão de 1,48 milhão de hectares plantados, correspondendo a 25,4% da área total.





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Morte de brigadistas em incêndio florestal é investigada pela Polícia Civil



A Polícia Civil do Piauí investiga a morte de dois brigadistas municipais, que foram cercados pelo fogo na localidade de Santa Maria, zona rural de Uruçuí, no interior do Piauí, durante combate a um incêndio florestal na última segunda-feira (23).

José Almir Portugal, de 51 anos, morreu ainda no local e Edinelson Maciel, de 30 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o G1, José Almir atuava como brigadista há oito anos e chefiava uma equipe de cinco brigadistas que tentavam controlar o incêndio.

Em nota de pesar, o Corpo de Bombeiros, se solidarizou com as famílias e disse que as vítimas eram “homens comprometidos que dedicaram suas vidas a um ofício de extremo perigo, assim como os bombeiros militares”.

A nota diz ainda que o trabalho dos brigadistas ao redor de todo o Piauí é indispensável no enfrentamento às queimadas e combates a incêndios florestais no geral.

Os Bombeiros atuam em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (SEMARH).

Especialistas seguem monitorando os focos de incêndio no interior do estado, bem como treinando novos brigadistas em diversas regiões.

De acordo com o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), até o dia 26 de setembro, 2.928 focos de incêndio foram registrados no Piauí.

Nesta quarta-feira (25), no estado de São Paulo, um brigadista morreu e outro ficou ferido quando combatiam um incêndio em uma área de canavial na Estrada Municipal de Corumbataí.

Investigação

A Polícia Civil informou que iniciou as investigações relativas a situação que vitimou dois brigadistas e que agentes estiveram em campo.

Além disso, a perícia já foi ao local do ocorrido para realizar as primeiras análises após requisição da autoridade policial.

De acordo com a Polícia Civil, ainda não é possível apontar as causas do incêndio e se a origem do fogo teria sido criminosa.

As investigações seguem em andamento com a coleta de mais elementos para subsidiar o inquérito policial.


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CNA faz 12 recomendações aos produtores impactados por incêndios



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) publicou, nesta quinta-feira (26), comunicado técnico com instruções aos produtores rurais afetados por incêndios.

A nota inicia afirmando que a agricultura moderna não se utiliza de queimadas e promove o combate, de forma incisiva, dos focos por conta dos efeitos colaterais aos sistemas produtivos, à biodiversidade e à saúde humana.

Isso porque o fogo “gera perda da fertilidade e da produtividade das culturas agrícolas, pois reduz a quantidade de matéria orgânica no solo, elimina microrganismos, perde minerais, diminui a capacidade de infiltração e retenção da água e intensifica o processo de erosão e desertificação”.

Assim, o comunicado da CNA enfatiza que os produtores rurais são os maiores prejudicados com os incêndios, visto que, na maioria dos casos, a destruição acontece em áreas de produção ou de conservação florestal, atingindo benfeitorias, maquinários, culturas e rebanhos.

Recomendações aos produtores

Por conta desses impactos, a entidade estabeleceu 12 recomendações aos produtores impactados por incêndios divididos em ações preventivas, medidas a serem tomadas durante os incêndios e iniciativas pós-incêndios. Veja:

Ações preventivas

1. Construir/reestabelecer os aceiros no entorno dos limites da propriedade, particularmente nas áreas com maior acúmulo de matéria seca;

2. Documentar ferramentas, maquinários e equipamentos disponíveis para o combate aos incêndios;

3. Documentar a altura das pastagens e eventuais focos de incêndios na paisagem;

4. Observar as legislações do seu estado quanto à permissão do uso do fogo.

    Durante o incêndio

    5. Mantenha a calma e garanta a segurança: priorize a segurança de pessoas e animais evacue todos que possam estar em risco. Não tente combater grandes incêndios sozinho. Acione o Corpo de Bombeiros ligando para o número de emergência (193) e relate a situação.

    6. Informe o órgão ambiental local: registre boletim de ocorrência (BO). Após a comunicação às autoridades, vá até uma delegacia para registrar um BO formal, o que pode ser importante em eventuais investigações.

    7. Colabore com as equipes de combate ao incêndio: facilite o acesso à propriedade e garanta que as equipes de combate ao incêndio consigam chegar rapidamente ao local. Quando da presença, se possível, disponibilize recursos como água, tratores ou qualquer equipamento que possa ajudar no controle do fogo.

8. Reúna documentação e provas: registre o incêndio com imagens e vídeos que possam mostrar a origem e extensão do fogo. Identifique pessoas que possam testemunhar sobre o ocorrido, especialmente se o fogo começou em área externa e se alastrou para sua propriedade.

Pós-incêndio

9. Avaliação dos danos:

    • Contrate um especialista: caso haja danos significativos, considere contratar profissional gabaritado para fazer um laudo da área afetada, o que pode ser útil em processos de recuperação ambiental.
    • Relatório detalhado: prepare um documento que descreva o impacto ambiental, incluindo fauna, flora e bens materiais danificados.

    10. Informe os vizinhos:

    • Comunique as propriedades vizinhas: se o incêndio se alastrou ou colocou outras áreas em risco, mantenha os vizinhos informados. Isso pode evitar conflitos futuros e também ajuda a compartilhar responsabilidades.

    11. Acompanhe as investigações

    • Colabore com os órgãos públicos: forneça todas as informações solicitadas por órgãos como Ibama, Secretaria do Meio Ambiente, Polícia Ambiental, entre outros.
    • Mantenha cópias de todas as comunicações: guarde e organize toda a documentação relacionada ao incidente, incluindo e-mails, ofícios e relatórios.

    12. Evite problemas jurídicos:

    • Documente todo o processo: desde a comunicação inicial do incêndio até a recuperação da área, mantenha registros detalhados. Isso demonstrará que você agiu de forma responsável e poderá ajudar em defesas legais, caso sejam necessárias.
    • Solicite vistoria final: ao concluir a recuperação, solicite uma vistoria ao órgão ambiental competente para obter a validação de que a área foi devidamente restaurada.



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Produtores rurais de MS discutem soluções emergenciais em meio à crise no agronegócio



Produtores rurais de Mato Grosso do Sul se reuniram nesta quinta-feira (27) para discutir soluções emergenciais diante da crise que atinge o agronegócio no estado. O aumento nos custos de produção, o endividamento dos produtores e as dificuldades no acesso ao crédito foram os principais temas abordados no encontro. O diretor executivo da MS Integração, Roney Pedroso, foi quem trouxe os detalhes da reunião.

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De acordo com Roney, a situação financeira dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul se agravou nos últimos três anos devido a fatores climáticos, como a seca, e aos elevados custos de produção. “A produção forrageira tem sofrido devido à falta de água, afetando diretamente a rentabilidade dos produtores. Além disso, os preços das commodities não têm sido suficientes para compensar os custos crescentes“, explicou Roney.

A apresentação feita durante a reunião destacou que a média de produtividade dos últimos três anos foi fortemente afetada. A região centro-sul do estado, que representa 60% a 85% da área plantada, sofreu perdas significativas. O cenário ficou ainda mais crítico com a defasagem dos preços das commodities, como soja e milho, e os altos custos de arrendamento, investimentos e juros.

Diante desse cenário, os produtores estão buscando a união entre sindicatos, associações como a Famasul e a Aprosoja, o governo estadual e a Assembleia Legislativa para encontrar soluções. “Estamos organizando o setor, envolvendo sindicatos, Famasul, Aprosoja e autoridades para buscar um caminho que possa contornar essa situação aqui no estado”, ressaltou Roney.

Durante o encontro, foram discutidas as consequências dessa crise para toda a economia do estado, pois o agronegócio é um dos principais setores produtivos de Mato Grosso do Sul. A redução na produção impacta negativamente os tributos arrecadados pelo estado, dificultando investimentos e afetando o comércio local.

Roney enfatizou que o estado vive um momento sério e que muitos produtores já estão deixando a atividade. “Hoje o agro de Mato Grosso do Sul pede socorro. Estamos tentando sensibilizar as autoridades para trazer apoio e ajudar a reverter esse cenário“, afirmou.



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AgroNewsPolítica & Agro

perdas podem gerar prejuízo de R$ 1,3 bilhão no Paraná


De acordo com a análise do Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a colheita de trigo no Paraná se aproxima de metade da área semeada, com projeção de 2,58 milhões de toneladas colhidas em uma área de 1,15 milhão de hectares. No entanto, as perdas médias no estado foram calculadas em 32%, devido à seca severa e geadas que impactaram as lavouras durante o inverno.

O volume total de trigo esperado inicialmente era de 3,8 milhões de toneladas, representando uma redução de 1,2 milhão de toneladas na estimativa atual. Essas perdas podem gerar um impacto financeiro de até R$ 1,3 bilhão aos triticultores paranaenses, montante que só pode ser parcialmente amenizado por contratos de seguro.

A cultura da cevada também foi prejudicada, com uma produção projetada em 291 mil toneladas, 14% abaixo do potencial estimado de 340 mil toneladas. No entanto, devido ao ciclo mais longo e à concentração das áreas no sul do estado, a cevada apresentou uma melhor resposta às condições climáticas adversas, em comparação ao trigo.

A aveia, por sua vez, deve registrar perdas de 26%. Contudo, a possibilidade de colheita em áreas alternativas pode levar à reavaliação desse número. Mesmo assim, as perdas são significativas, especialmente para uma cultura conhecida por sua rusticidade.

No que diz respeito ao milho, o plantio da primeira safra de 2024/25 já atingiu 60% dos 257 mil hectares previstos. A produção esperada é de 2,6 milhões de toneladas, com as principais regiões produtoras, Ponta Grossa e Guarapuava, já com 85% e 70% das áreas plantadas, respectivamente.





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Como enfrentar os desafios climáticos e garantir o sucesso da lavoura da soja?


O sucesso da lavoura da soja depende, em grande parte, das condições climáticas, que influenciam a produtividade e a qualidade dos grãos. Cada fase do desenvolvimento do grão requer condições específicas que podem impactar diretamente os resultados da safra.

José Renato Farias, pesquisador da Embrapa, destaca que os dois fatores mais relevantes são a temperatura e a disponibilidade de chuvas. Ele observa que, atualmente, várias regiões do país enfrentam a seca, o que afeta a umidade do solo e a quantidade de água disponível.

Ele comenta que é fundamental discutir as implicações climáticas para a safra, especialmente com a previsão de um fenômeno La Niña. A combinação de temperaturas elevadas e a falta de chuvas pode trazer desafios inesperados, tornando o planejamento estratégico ainda mais essencial.

Conforme dados da Embrapa Soja, a soja se desenvolve melhor em temperaturas entre 20°C e 30°C, sendo a temperatura ideal em torno de 30°C. Quando o solo cai abaixo de 20°C, a semeadura deve ser evitada, pois isso compromete a germinação e a emergência das plantas. A faixa ideal para o plantio é entre 20°C e 30°C, com 25°C favorecendo uma emergência rápida e uniforme.

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Em direção ao sucesso da lavoura

sojasoja
Foto: Pedro Silvestre

Para assegurar o sucesso da lavoura, Farias recomenda o uso de sementes de alta qualidade, com bom poder germinativo e vigor. ”Sementes saudáveis garantem um melhor estabelecimento da lavoura, aumentando as chances de uma colheita produtiva. Além disso, é importante realizar o plantio em condições adequadas, assegurando umidade no solo e profundidade correta”, explica.

Semeaduras em condições de seca e calor podem comprometer o estabelecimento das lavouras, tornando as sementes vulneráveis a pragas e doenças. A melhor estratégia é aguardar condições climáticas favoráveis para a semeadura. Utilizar sementes de boa qualidade e semear de forma adequada garante um desenvolvimento saudável das plantas, preparadas para enfrentar futuros estresses.

Outra estratégia para mitigar os impactos da seca e calor é escalonar a época de semeadura, sempre dentro da janela especificada pelo Zoneamento Agrícola para Redução de Riscos (Zarc), e/ou utilizar cultivares de ciclos diferentes. Se ocorrer um período de estresse climático, nem toda a área será afetada da mesma maneira.

O escalonamento das datas de semeadura é crucial. Recomenda-se usar diferentes cultivares em áreas distintas, como uma cultivar de 100 dias em um talhão e outra de 110 dias em outro, variando as datas de semeadura. Essa prática pode ser eficaz para reduzir os riscos de deficiências hídricas ou altas temperaturas, garantindo alguma produção mesmo em situações adversas.

Semear a mesma cultivar na mesma data pode expor toda a região a riscos climáticos, resultando em perdas significativas. Em situações de estresse hídrico ou temperaturas excessivas, a saúde das plantas pode ser comprometida. Portanto, implementar esses cuidados simples durante o planejamento e instalação das lavouras pode fazer toda a diferença.

O clima é um dos fatores mais desafiadores na produção agrícola, e sua imprevisibilidade transforma as adversidades climáticas no principal risco para os agricultores. Compreender essas dinâmicas e adotar estratégias adequadas são passos cruciais. Com atenção às condições climáticas e práticas de manejo eficientes, é possível minimizar riscos e maximizar o sucesso da lavoura da soja, garantindo não apenas produtividade, mas também sustentabilidade a longo prazo.



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