segunda-feira, agosto 17, 2026

Autor: Redação

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No papel de protagonista: conheça produtoras de soja que rompem barreiras no agro


A presença feminina no campo se fortalece e transforma o agronegócio a cada dia. Apesar dos desafios, as mulheres estão saindo do papel de coadjuvantes e assumindo posições de protagonismo. Essas são palavras de Caroline Barcellos, produtora de soja e a única mulher a presidir uma Aprosoja, na região do Tocantins . “Sou da sétima geração no agronegócio brasileiro e trago a força da mulher para o agro, uma herança de muitos anos de dedicação e trabalho no campo”, diz.

O Soja Brasil teve a oportunidade de conversar com a presidente e outras mulheres durante o evento Caras Country Talks, realizado em São Paulo na última terça-feira (15), em celebração ao Dia Internacional da Mulher Rural, data que destaca o papel das mulheres no setor.

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História escrita ao longo de gerações

Foto: Aprosoja-TO

Natural de Porto Nacional, Caroline Barcellos destaca: “Minha avó e minha mãe já participavam do agro, mas essa não é a realidade de muitas mulheres no setor. Por muito tempo, elas não tiveram a força necessária para uma participação ativa. Hoje, estamos trazendo um novo olhar e uma nova força feminina para o nosso agronegócio. Estamos abrindo fronteiras para que o caminho das futuras gerações seja mais acessível e repleto de oportunidades.”

Celebrando a trajetória feminina

De acordo com o site do evento, 19% das proprietárias de estabelecimentos agrícolas são mulheres, e cerca de 947 mil delas gerenciam seus próprios patrimônios. Além disso, 34% dos cargos de liderança no agronegócio são ocupados por mulheres, e aproximadamente 30 milhões de hectares estão sob administração feminina, o que corresponde a cerca de 8,5% da área agrícola total. Esses números ressaltam a crescente presença e influência feminina no setor agropecuário.

O olhar feminino no agro

Foto: Emília Raucci/Canal Rural

Emília Raucci, diretora de qualidade da JBS, foi palestrante no evento e representa a nova geração de líderes no campo. Sua participação destaca a importância de celebrar as conquistas femininas, fundamental para inspirar e promover a igualdade de gênero no setor agro, evidenciando o papel das mulheres na transformação e no fortalecimento da agricultura.

Durante sua apresentação, Emília abordou a visão da mulher no agro, destacando temas como inovação, colaboração e empreendedorismo. Ela mencionou diversos projetos que têm impulsionado mudanças tecnológicas no agronegócio, como a migração dos monitoramentos de processos para um sistema eletrônico, que transformou o dia a dia dos colaboradores. Essa mudança permitiu que a equipe aproveitasse melhor a visão crítica dos funcionários, em vez de se concentrar em tarefas manuais.

Emília também falou sobre o conceito de “escritórios verdes”, que exemplificam o empreendedorismo e a inovação no setor. Esses escritórios oferecem suporte aos fornecedores, ajudando a resolver dúvidas e problemas relacionados à visão socioambiental, integrando-os novamente à cadeia produtiva e à pecuária.

Para ela, o uso da tecnologia e da inovação é importante para a inclusão e evolução de todos na cadeia do agro, promovendo um futuro mais sustentável e colaborativo.

Referência no segmento

Foto: Sônia Bonati/Canal Rural Reprodução

Sônia Bonato, produtora rural de Goiás, compartilha sua trajetória inspiradora no mundo da soja e do agronegócio. Proprietária da Fazenda Palmeiras, localizada em Ipameri, na região da Chapada, ela viveu no campo durante a infância, mas se afastou do setor após a mudança da família para a cidade, permanecendo longe do agronegócio por 30 anos. Somente após se unir ao marido em uma propriedade adquirida por ele, Sônia teve a oportunidade de retornar às suas raízes e retomar sua conexão com a agricultura.

“Comecei a aprender sobre plantio, colheita e a gestão da propriedade. Enquanto meu marido cuida da parte técnica, eu me dedico à administração”, conta Sônia. Juntos, eles começaram a cultivar soja e a criar bezerros, crescendo ano a ano, mesmo em um ambiente onde havia poucas mulheres no setor.

Sobre o plantio deste ano, Sônia comenta que a soja em Goiás está em um estágio normal para o início de outubro. “Para a safrinha, precisamos plantar até o dia 20 ou 30 de outubro. Já tivemos quatro boas chuvas, e acredito que até o final do mês nossa área estará completamente plantada”, afirma.

Ela revela que, embora sua propriedade não seja muito grande, é bastante produtiva, com uma média de 70 a 75 sacas por hectare em uma área de 65 hectares. “Minha soja é certificada e exportada para a Holanda, o que valoriza nosso trabalho e garante qualidade”, explica.

Sônia destaca que a certificação é uma exigência crescente no mercado, essencial para a sobrevivência dos produtores. “Quem não tiver certificação pode enfrentar dificuldades para vender sua produção. É uma prática que deve ser encarada como normal no dia a dia da fazenda e que pode até melhorar a renda”, aconselha.

Em meio aos grãos, a paixão pelo conhecimento

Foto: Malu Anchieta/Canal Rural

Malu Anchieta é uma agricultora de Astorga, no Paraná, dedicada à produção de grãos como soja, milho e trigo. Sua trajetória é marcada por desafios, especialmente diante da complexidade de se manter no campo em meio à incerteza climática que impacta as safras. Para a próxima safra, 2024/2025, Malu mantém um otimismo cauteloso, reconhecendo a importância da chuva e das condições climáticas, que muitas vezes estão além de seu controle, mesmo com os investimentos em tecnologia.

Apaixonada pela troca de conhecimento, ela contou ao Soja Brasil que acredita que a prática é essencial para o desenvolvimento do agronegócio. Malu lidera núcleos de inclusão feminina, promovendo a participação ativa das mulheres no setor agrícola. Sua história reflete um espírito de apoio mútuo e superação, e ela também se destaca como defensora da saúde mental no campo, conscientizando sobre a prevenção e o tratamento da depressão entre trabalhadores rurais.

Coração no campo

Foto: Kislei Tavares da Silveira/Canal Rural

Kislei Tavares da Silveira, de Guadalajara, Minas Gerais, é um exemplo inspirador de como a tradição familiar e a paixão pela agricultura se entrelaçam. Desde pequena, cresceu em meio à cultura do campo, com avós e bisavós dedicados à atividade agrícola. Após 20 anos em Belo Horizonte, ela decidiu voltar para sua fazenda. “Não aguentei ficar longe do que amo. A vida no campo é onde eu realmente pertenço”, compartilha.

Nos últimos três anos, tem se dedicado ao cultivo de soja, uma atividade que trouxe satisfação pessoal e momentos valiosos com seu marido e filhos. “É muito gratificante trabalhar com a terra e ver os frutos do nosso esforço”, diz.

A produtora valoriza o papel da mulher no agronegócio. Ela acredita que o empoderamento feminino é essencial para o futuro da agricultura. “As mulheres devem se sentir encorajadas a assumir papéis ativos no campo. Temos muito a contribuir”, ressalta.

Força, inclusão e otimismo

Foto: Ani Sanders/Canal Rural

Ani Sanders é uma representante da força feminina no agronegócio, na Fazenda Progresso, no Piauí. Sua trajetória começou ao se casar e acompanhar o marido na vida rural, onde desenvolveu um espírito de colaboração essencial para o crescimento da propriedade.

Com o tempo, Ani se tornou mãe e assumiu responsabilidades cada vez maiores. Cuidar dos filhos, da propriedade e do marido faz parte da sua rotina, e seu amor pela família e pela terra só cresceu. “A dedicação e os compromissos se tornaram maiores, assim como as responsabilidades”, afirma.

Agora, aos 61 anos, Ani mantém um espírito e uma visão inclusiva para o agro. “Quero transformar o setor, incluindo aqueles que se sentem excluídos”, diz. Para ela, capacitar as pessoas e garantir espaço para todos no agronegócio é fundamental. “O agro é vasto e temos muito a aprender”, ressalta.

Com otimismo, Ani compartilha suas esperanças para a safra: “Que ela nos proteja e não nos castigue. Espero que consigamos atingir nossos objetivos.” Enquanto chove em Minas, o Piauí também apresenta sinais promissores, deixando-a animada com o futuro. “Vejo muita sinergia onde as coisas estão acontecendo e estou otimista sobre o agro”, conclui.



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Café da Chapada Diamantina conquista Indicação Geográfica


No centro da Bahia, a Chapada Diamantina agora tem um novo título, importante para os produtores de café. Reconhecida mundialmente por suas belezas naturais, o café produzido nessa região montanhosa da Bahia recebeu Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem (DO), a primeira do estado.

O pedido de registro foi realizado pela Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina em 14 dezembro de 2022 e o reconhecimento publicado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), na Revista da Propriedade Industrial (RPI), nesta terça-feira (15).

Com esse registro, o instituto chega a 130 IGs reconhecidas no Brasil, sendo 91 IPs (todas nacionais) e 39 DOs (29 nacionais e 10 estrangeiras).

De acordo com o Inpi, segundo o estudo “Café da Chapada Diamantina, Bahia: qualidade da bebida e relações com o meio ambiente”, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), o manejo pós-colheita e o saber-fazer local são as variáveis humanas relacionadas com a qualidade do café.

Piatã, mais alto da bahia, chapada diamantina, café, inpi, denominação de origemPiatã, mais alto da bahia, chapada diamantina, café, inpi, denominação de origem
Piatã, município mais alto da Bahia e do Nordeste, é também conhecido pela produção de café | Imagem: Reprodução/YouTube/Luiz Silva Drone

Observa-se que, na Chapada Diamantina, quase toda a colheita é realizada de forma manual. Ainda de acordo com o estudo da UESB, as variáveis ambientais que apresentaram influência sobre a bebida foram a altitude, a temperatura e a orientação da encosta em que o cafezal se desenvolve.

Além disso, em estudo conduzido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), a análise química demonstrou maiores teores de ácidos orgânicos e clorogênicos e, principalmente, de lipídeos, nos cafés da Chapada Diamantina, demonstrando um perfil químico característico, que os distingue de amostras provenientes de outras regiões da Bahia e do Brasil.

Características

O Inpi informou ainda que quanto aos aspectos humanos da produção, foi demonstrada a adaptação de técnicas tradicionais de secagem do café, por meio da cobertura dos terreiros, protegendo-o das intempéries, mas mantendo a circulação do ar pelas laterais.

Essa técnica local influencia na qualidade final do produto. O cenário apresentado, fruto da conjunção de fatores naturais e humanos, é essencial para que o café da Chapada Diamantina seja caracterizado como uma bebida encorpada, adocicada, com acidez cítrica, notas de nozes e chocolate, além de final prolongado.

De acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), os grãos de cafés dessa região, são da espécie Coffea arábica L., processados ​​por via seca (natural) que frequentemente atingem resultados superiores a 85 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA), competindo de igual para igual com os melhores cafés colombianos e etíopes.

Abrangência

A DO “Chapada Diamantina” abrange 24 municípios da Mesorregião Centro-Sul Baiano: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ibitiara, Iramaia, Iraquara, Itaeté, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Novo Horizonte, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Utinga e Wagner.

“Essa conquista é um orgulho para a Bahia e um reconhecimento ao trabalho incansável dos cafeicultores da Chapada Diamantina”, comemorou o secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum.


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Programa para redução do uso de defensivos agrícolas está sendo elaborado, diz ministro


O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse que o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) está em fase de elaboração.

A implementação da medida está prevista no Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), lançado nesta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto.

“O objetivo é substituir aqueles agrotóxicos altamente tóxicos, altamente periculosos, mapeá-los e fazer um programa que envolva a Embrapa, envolve as universidades, envolva as empresas, de substituição desses agrotóxicos por bioinsumos”, explicou Teixeira a jornalistas após a cerimônia no Palácio do Planalto.

Discordâncias entre setores

A estratégia do governo federal, segundo Teixeira, é reduzir o uso de agroquímicos de alta periculosidade e alta toxicidade – classificação que é feita pela Anvisa.

O Pronara foi elaborado em 2014, mas não foi implementado até hoje com discordância do setor produtivo e da indústria de defensivos. A decisão de incluir o Pronara no Planapo foi do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A inclusão da estratégia de redução do uso dos agroquímicos causou divergência entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A Agricultura havia apresentado veto ao Pronara por “questões técnicas”.

O tema chegou ao Palácio do Planalto e foi consenso entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros no último mês. Nesta quarta, o Planapo foi assinado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, além de Teixeira.

“Tudo está consensuado no governo. O Pronara está esperando o fechamento para sair a portaria”, disse Teixeira.

Programa contempla apoio financeiro

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Teixeira afirmou que os agrotóxicos que serão alvo do programa serão definidos a partir da portaria que institui o programa, assim como os estímulos e apoio financeiro que serão dados para a substituição dos agroquímicos por bioinsumos pelos produtores rurais.

“O presidente bateu o martelo e agora iremos fechar a portaria que institui o programa. Cada um que tiver um similar disponível, será proibido. Essa é a proposta”, acrescentou o ministro do MDA. Ele não detalhou metas ou prazos de redução do Pronara.

Também na coletiva, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Márcio Macêdo, que coordenou o Planapo, afirmou que os defensivos a serem reduzidos pelo Pronara são os químicos já proibidos na Europa e com comercialização liberada no Brasil.

“Isso atenta contra a saúde do nosso povo. Vamos nos debruçar nisso, sem nenhum tipo de caça às bruxas nem nenhuma perseguição. Apenas fazendo um estudo, um debate na sociedade, para ser um processo de substituição na direção de uma alimentação saudável”, afirmou Macêdo.

Para o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, a inclusão do Pronara no Planapo foi o primeiro passo dado pelo governo.

“Agora haverá a regulamentação do Pronara, mas é um gesto do governo de caminhar para produção mais sustentável e apoiar o produtor na substituição de produtos altamente tóxicos para sua saúde, para o meio ambiente e para a produção por agrotóxicos menos perigosos”, afirmou Agostinho.

Essa regulamentação tende a passar pelo sistema tripartite de registro, controle e fiscalização de defensivos agrícolas, que engloba Ibama, Anvisa e Ministério da Agricultura.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do arroz mantêm estabilidade após alta em Santa Catarina


Segundo o Boletim Agropecuário de outubro, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pelo Observatório Agro Catarinense, os preços do arroz em casca em Santa Catarina mantiveram uma tendência de estabilidade durante setembro e no início de outubro, após um longo período de alta iniciado em abril. O mercado tem sido influenciado pela entressafra, o que reduziu a oferta interna do grão e sustentou os preços em patamares elevados. No entanto, fatores como o desaquecimento da demanda e a queda do dólar, que desestimula exportações, estão pressionando os preços para baixo, estabilizando o mercado nos últimos meses.

A comercialização do arroz catarinense se concentra no primeiro semestre do ano, com cerca de 95% da produção já vendida até o momento, o que reflete a necessidade dos produtores de honrar compromissos financeiros e preparar a safra seguinte. Entre as regiões do estado, houve variações nos preços. Na Grande Florianópolis e no Litoral Norte, os preços subiram entre agosto e setembro, enquanto no Alto Vale do Itajaí os valores se mantiveram estáveis, e no Litoral Sul houve uma leve retração, influenciada pelo comportamento do mercado no Rio Grande do Sul.

No comércio internacional, as exportações de arroz catarinense entre janeiro e setembro de 2024 totalizaram US$ 2,67 milhões, com destinos principais como Trinidad e Tobago, Gâmbia e Senegal. Este valor é 71% menor em comparação com o mesmo período de 2023, resultado da menor competitividade do produto brasileiro devido à desvalorização do dólar. Em contrapartida, as importações cresceram 51,18% no mesmo período, devido à menor oferta interna e preços internacionais competitivos, sendo o Uruguai, Tailândia e Paraguai os principais fornecedores.

Com 76% da área de arroz já semeada para a safra 2024/25, estima-se uma produção estável em 145 mil hectares, mas com aumento de 9,9% na produtividade média, chegando a 8,74 toneladas por hectare. O clima favorável e o investimento em tecnologia devem garantir uma produção de 1,269 milhão de toneladas. As condições atuais das lavouras são predominantemente boas, com expectativa de resultados positivos para o ciclo.





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Com chuvas volumosas, plantio da soja avança em Nova Mutum (MT)



A região de Nova Mutum, no médio-norte do Mato Grosso, recebeu volumes maiores de chuva, permitindo o avanço do plantio da soja. Segundo a Safras & Mercado, as precipitações, que antes eram localizadas, agora se espalharam, facilitando o trabalho no campo. A mudança no tempo começou por volta das 19h30 da última terça-feira (15) e se estendeu até a madrugada de quarta-feira.

Na semana anterior, as chuvas foram irregulares e acompanhadas de vendaval, dificultando o plantio. Essa nova fase traz alívio aos agricultores, permitindo um avanço mais eficiente e uma expectativa positiva para a safra.

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Prevenção no plantio

O aumento das queimadas e o tempo seco na região Centro-Oeste tornaram a prevenção e o manejo essenciais para a sustentabilidade agrícola. Lucas Costa Bêber, presidente da Aprosoja-MT, destaca que o atraso nas chuvas forçou os agricultores a buscarem alternativas após o fim do vazio sanitário em 7 de setembro, recorrendo às áreas irrigadas por pivô central.

A fumaça reduz a luminosidade, levando muitos a adiar o plantio até que as chuvas limpem o ar, garantindo melhores condições para a fotossíntese. Com o calendário de plantio comprometido, a preocupação cresce. O atraso nas chuvas afeta tanto a soja quanto a janela de plantio do milho em Mato Grosso, o que pode impactar a produção de ambas as culturas.



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PRF apreende cerca de 12 t de pasta de caju



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma carga de 11,8 toneladas de pasta de caju sem nota fiscal. O caso ocorreu durante uma fiscalização na tarde desta terça-feira (15) na BR-101, em Mamanguape (PB).

De acordo com o motorista de 52 anos que transportava a carga, os produtos vinham de Aracati (CE), e tinham como destino Salvador, na Bahia. As quase 12 toneladas da mercadoria estavam armazenadas em 118 tonéis. Segundo ele, as notas fiscais viriam após a entrega do carregamento.

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Em nota, a  PRF contou que Fisco Estadual da Paraíba registrou o auto de infração e encaminhará o caso para o Conselho de Contribuintes, enquanto a Vigilância Sanitária apurará possíveis irregularidades sanitárias na carga de pasta de caju.

O condutor foi autuado por diversas infrações, incluindo o transporte de carga sem a devida documentação e o descumprimento da lei do descanso. Os agentes também informaram que o caminhão onde as mercadorias eram transportadas estava com licenciamento vencido.



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governo toma decisão definitiva; saiba aqui



O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou nesta quarta-feira (16) em coletiva de imprensa que o governo decidiu não adotar o horário de verão em 2024.

De acordo com o titular da pasta, a definição foi baseada em novos estudos apresentados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

“Chegamos à conclusão de que não há necessidade de implementar o horário de verão neste período. A segurança energética está garantida”, afirmou.

Horário de verão pode voltar em 2025

Embora a medida não seja adotada em 2024, Silveira não descartou a possibilidade de retomar o horário de verão em anos futuros. Ele ressaltou que a política pode ser reavaliada, especialmente em momentos de crise energética.

“Podemos, após o verão, considerar o retorno dessa política para 2025. Defendo a implementação do horário de verão no Brasil”, destacou o ministro.

A decisão de não implementar o horário de verão ocorre após a extinção da medida em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde então, a política tem sido avaliada de acordo com as necessidades energéticas do país.



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Mapa abre consulta pública para modernizar operações aeroagrícolas com drones



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou uma consulta pública para revisar as regras que regem as operações aeroagrícolas no Brasil, abrangendo tanto drones quanto aeronaves tripuladas. A iniciativa, formalizada pela Portaria SDA nº 1.187, ficará disponível por 60 dias, permitindo que interessados contribuam com sugestões para aprimorar as normas. A nova regulamentação visa desburocratizar o processo de registro de operadores e credenciamento de entidades de ensino, além de alinhar as regras às tecnologias mais recentes.

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A proposta de revisão substituirá as normativas atuais — a Instrução Normativa Mapa nº 2/2008 (para aeronaves tripuladas) e a Portaria nº 298/2021 (para drones). Segundo Uéllen Colatto, chefe da Divisão de Aviação Agrícola, o objetivo é simplificar exigências e melhorar a eficiência na gestão e fiscalização das operações aeroagrícolas.

A revisão das normas estará em conformidade com o novo Decreto da Aviação Agrícola, que deve ser publicado em breve, e com a Lei 14.515/2022, conhecida como Lei do Autocontrole. O coordenador José Victor Torres destacou a importância da participação de diversos setores, uma vez que as mudanças terão impacto significativo nas operações e no ensino voltado para o setor.

As contribuições poderão ser enviadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman) até o término do prazo de consulta, com a deliberação final ocorrendo após a consolidação das sugestões.



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Não se deixe enganar! Conheça 10 motivos para comer carne vermelha



É consenso entre historiadores que a carne entrou para a dieta dos seres pré-humanos há cerca de 2,6 milhões de anos. De lá para cá, o alimento teve um papel fundamental no desenvolvimento das pessoas, em especial do cérebro.

O segredo é que a proteína, abundante no produto, foi essencial para fornecer mais calorias (com menos esforço) ao corpo, favorecendo o crescimento do mais importante órgão humano, que exige muitos nutrientes.

Mesmo acompanhando homens e mulheres desde a Idade da Pedra, ainda existe muita desinformação sobre o consumo de carne, especialmente a bovina.

Para explicar o que é verdade e o que é mentira, a nutricionista Letícia Moreira, especializada em dietas low carb e cofundadora da Primal Endurance, desvenda 10 mitos associados ao alimento.

De acordo com ela, que acompanha a dieta do primeiro Ultraman carnívoro do mundo, Alessandro Medeiros, o importante é adotar uma alimentação “baseada em comida de verdade, optando por ingredientes frescos, naturais e com mínimo de processamento para manter uma boa saúde”.

Fatos sobre a carne bovina

  1. Carne não aumenta o colesterol: a carne vermelha não está associada ao aumento do colesterol. O seu consumo não impacta negativamente esses níveis em indivíduos saudáveis. “O mito de que a carne vermelha eleva o colesterol é desmistificado quando analisamos a dieta como um todo. A qualidade das gorduras e a presença de carboidratos processados têm um impacto muito maior na saúde cardiovascular”, afirma a nutricionista.
  2. Carne não apodrece no intestino: ela é digerida de forma eficiente no sistema digestivo humano, e o tempo de digestão é semelhante ao de outros alimentos proteicos, como ovos e laticínios. “O processo digestivo humano é bastante eficiente. O que realmente importa é a saúde intestinal e a composição da dieta. A carne não apodrece no intestino, mas sim contribui para a saúde do organismo”, diz Letícia.
  3. Não aumenta o ácido úrico: embora a carne vermelha contenha purinas, que podem aumentar os níveis de ácido úrico em algumas pessoas, o seu consumo moderado não é um fator determinante no desenvolvimento de gota. “O consumo de carne vermelha em quantidades adequadas não causa aumento do ácido úrico. É essencial considerar o contexto geral da dieta, a genética e os hábitos de vida do indivíduo”.
  4. Carne não aumenta a ferritina: a carne vermelha é uma fonte rica de ferro heme, que é melhor absorvido pelo organismo. No entanto, para a maioria das pessoas saudáveis, o consumo regular do alimento não causa aumento excessivo nos níveis de ferritina, que é a proteína que armazena ferro no corpo. De acordo com Letícia, a excreção de ferro é regulada pelo organismo e os excessos são raros. “A ferritina é uma proteína de armazenamento de ferro, e sua elevação não está ligada ao consumo de carne, mas sim a processos inflamatórios e se deve investigar o estado de saúde geral do indivíduo”.
  5. Não causa doenças renais: não há evidências conclusivas que demonstrem que o consumo moderado de carne vermelha cause doenças renais em indivíduos saudáveis. Estudo da National Kidney Foundation sugere que o risco de doença renal é mais associado a fatores como hipertensão e diabetes do que ao consumo de carne. “A carne é uma fonte de proteína de alta qualidade, e em pessoas saudáveis não causa doenças renais. A questão é individual, ou seja, cada pessoa deve observar, junto de um profissional, suas necessidades e condições de saúde”, considera a nutricionista.
  6. Carne pode fazer parte de uma alimentação saudável: a profissional afirma que a carne vermelha deve ser parte de uma dieta saudável, fornecendo proteínas de alta qualidade e nutrientes essenciais, como ferro, zinco e vitaminas do complexo B. “Ela é um componente valioso na dieta, especialmente quando equilibrada com comida de verdade. Fornece nutrientes essenciais que são difíceis de obter de outras fontes”.
  7. Não engorda: o ganho de peso é resultado de um balanço calórico positivo, não apenas do consumo de carne. Quando integrada a uma dieta saudável e a um estilo de vida ativo, a carne vermelha não é um fator isolado que leva ao ganho de peso. Além disso, a proteína encontrada na carne pode ajudar na saciedade, reduzindo a ingestão total de calorias. “A carne em si não é a vilã da balança. O que realmente importa é a quantidade total de calorias consumidas e a qualidade da dieta como um todo”.
  8. Carne é grande aliada dos exercícios: Letícia destaca que por ser uma excelente fonte de proteína, a carne é fundamental para a recuperação e construção muscular. Pesquisas indicam que a proteína da carne é eficaz na promoção da síntese proteica muscular. “Para atletas e praticantes de atividades físicas, a carne é um aliado indispensável. Ela fornece os nutrientes necessários para a recuperação e o desenvolvimento muscular”.
  9. Rica em nutrientes: a carne vermelha é uma fonte concentrada de nutrientes que são essenciais para a saúde. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 100 gramas do alimento contêm uma quantidade significativa desses nutrientes. “A carne é uma verdadeira fonte de nutrientes, incluindo proteínas, gordura, ferro, zinco e vitaminas B12 e B6, oferecendo uma variedade de vitaminas e minerais que são fundamentais para a saúde e o bem-estar geral”.
  10. Não causa diabetes: não há relação direta entre o consumo da proteína e o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Estudos mostram que a dieta como um todo, incluindo a quantidade de carboidratos e a qualidade da alimentação, é mais influente no risco de diabetes do que a carne em si. “O importante é focar na qualidade da carne e na variedade da dieta. O consumo, quando integrado a uma dieta saudável, não é um fator de risco para diabetes. O importante é reduzir açúcares e carboidratos processados”.

Para Letícia, os brasileiros têm uma vantagem a mais ao consumir o alimento. “A carne brasileira é reconhecida mundialmente por sua qualidade. O manejo e os padrões de produção atendem às exigências do mercado externo, e isso se reflete na qualidade que o consumidor brasileiro também recebe”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços da soja registram alta em Santa Catarina


De acordo com o Boletim Agropecuário de outubro, produzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado de soja em Santa Catarina registrou uma leve alta de 2,6% nos preços pagos ao produtor em setembro, após dois meses consecutivos de queda. O movimento de alta continua em outubro, com um aumento de 2,2% nos primeiros 10 dias do mês, em comparação com o preço médio de setembro.

A elevação das cotações é atribuída à menor oferta interna do produto, aliada às condições climáticas desfavoráveis, como a estiagem que afeta o início da safra 2024/25 na região Centro-Oeste do Brasil. Apesar desse movimento positivo nos preços, os fatores predominantes no mercado indicam uma estabilização e até uma possível queda das cotações, em função da oferta e demanda global de soja, principalmente pela incerteza sobre o volume de compras da China até o final do ano.

Nos Estados Unidos, o clima favoreceu uma safra recorde em 2024. No Brasil, embora o clima tenha se mostrado irregular no início do plantio, o país, maior produtor mundial de soja, ainda se encontra na janela ideal para semeadura, conforme o zoneamento agroclimático. A oscilação do mercado também tem sido influenciada por investimentos na Bolsa de Chicago e por iniciativas do governo brasileiro, como a sanção da Lei do Combustível do Futuro, que aumenta a demanda pelo biodiesel, feito a partir de óleo de soja.

Em Santa Catarina, a safra 2024/25 de soja está sendo plantada com maior intensidade em outubro. A área plantada deve crescer 1,78%, atingindo 768 mil hectares, com uma expectativa de aumento significativo na produtividade. A projeção indica um incremento de 10,8% na produtividade média, que deve alcançar 3.837 quilos por hectare. Com isso, a produção catarinense de soja da primeira safra deve crescer 13,5%, chegando a aproximadamente 2,94 milhões de toneladas.

As regiões de Chapecó e São Miguel do Oeste registraram o maior avanço no plantio até o início de outubro, com 8% a 12% da área prevista já semeada. As chuvas intensas no estado, que chegaram a acumular mais de 180 mm até o dia 10 de outubro, atrasaram o ritmo do plantio, mas os produtores ainda estão dentro da janela ideal para a semeadura.

Entre janeiro e setembro de 2024, as exportações catarinenses de soja somaram 1,22 milhão de toneladas. A expectativa é de que o volume total exportado seja inferior ao de 2023, devido à queda na produção da safra 2023/24. As exportações atingiram seu pico em abril e mantiveram uma média entre 119 mil e 158 mil toneladas mensais. Em setembro, o volume exportado foi de 129 mil toneladas, com a China sendo o principal destino, absorvendo 78% das vendas externas do estado. No entanto, houve uma redução de 6% nas exportações para o mercado chinês, enquanto outros destinos mostraram crescimento.

O mercado global de soja e outras oleaginosas tem mostrado volatilidade. Enquanto os preços da soja subiram devido às condições climáticas adversas na América do Sul, eles recuaram ligeiramente com a chegada das chuvas no Brasil em outubro. Produtos derivados, como o farelo de soja, acompanharam as oscilações de preço da commodity. Já os óleos vegetais, incluindo óleo de soja nos EUA e óleo de palma, registraram alta de preços, impulsionados pela menor oferta esperada de outros óleos, como palma, colza e girassol.





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