segunda-feira, agosto 17, 2026

Autor: Redação

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Chuvas beneficiam arroz no Sudeste Asiático, mas afetam óleo de palma


O relatório Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quarta-feira (16) traz uma análise detalhada das condições climáticas e seus impactos nas safras da Ásia. A influência do recuo da monção, sistemas de baixa pressão e chuvas tropicais estão moldando as atividades agrícolas em várias regiões do continente.

No sul da Ásia, amonção do sudoeste recuou em um ritmo mais lento que o esperado, resultando em chuvas leves, especialmente na metade sul da Índia. A precipitação variou de mais de 50 mm nos estados ao sul e ao longo da costa oeste a menos de 25 mm nas áreas do interior e no leste do país. No norte, onde a monção já recuou, o clima seco prevaleceu. A persistência das chuvas tem sido favorável para as safras kharif plantadas mais tarde, que estão em fase de amadurecimento. Além disso, a umidade acumulada é crucial para a safra rabi, cuja semeadura deve começar em novembro, conforme o USDA.

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No leste da Ásia, na China, Coreia do Sul e Japão, um conjunto de sistemas de baixa pressão trouxe instabilidade climática, com totais de chuva superando 25 mm em diversas áreas, chegando a 50 mm em algumas localidades. Essas precipitações aumentaram os níveis de umidade do solo e reforçaram os suprimentos de irrigação para o início da temporada de cultivo de inverno. No entanto, o clima úmido atrasou os trabalhos no campo. As temperaturas, que ficaram até 3°C acima da média, também influenciaram o avanço do clima congelante nas províncias mais ao norte da China.

De acordo com o relatório, no Sudeste Asiático, chuvas tropicais atingiram as Filipinas e o sul da Indochina, com algumas regiões registrando mais de 100 mm de precipitação. Enquanto essas chuvas beneficiaram o arroz plantado mais tarde, em alguns trechos, a umidade foi prematura para o arroz em fase de amadurecimento, impactando a colheita. Em outras áreas, como na porção norte da Indochina, o clima mais seco favoreceu o amadurecimento do arroz e o progresso das atividades de campo. Na Malásia e Indonésia, as fortes chuvas desaceleraram a colheita de óleo de palma, embora em Java, Indonésia, tenha havido pouca chuva, apesar do início antecipado da estação chuvosa em distritos ocidentais.





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Tempestade que acertaria São Paulo em cheio é deslocada para outros dois estados



Após alertas de tempo severo em regiões de São Paulo emitidos pela Defesa Civil, a situação meteorológica em todo o estado foi atualizada. Durante a noite de sexta-feira e a madrugada deste sábado (19), a chuva perdeu força, levando a tempestade a se locomover para Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Contudo, o território paulista ainda deve sofrer com pancadas de chuva a qualquer momento do dia, mas com volumes moderados.

De acordo com a Defesa Civil do estado, recomenda-se atenção em áreas mais vulneráveis, em especial as que fazem divisa com Minas Gerais, onde há previsão de chuvas mais intensas. O sábado será marcado pela nebulosidade, o que não deixará as temperaturas subirem.

Nas últimas 12 horas, o maior índice de chuvas foi registrado no município de Itapirapuã Paulista, na região de Itapeva (divisa com o Paraná), com 32 mm. Assim, não foram registradas ocorrências graves provocadas por vento e chuva no Estado de São Paulo nas últimas horas.

Para evitar transtornos como os do dia 11 de outubro, quando uma tempestade e ventania atingiu a Região Metropolitana de São Paulo deixando centenas de milhares de imóveis sem energia elétrica por dias, o governo do estado montou um gabinete de crise, que continua montado no Palácio dos Bandeirantes. A iniciativa conta com um representante de cada empresa de energia elétrica que atua no estado.



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Você viu? Criança de 9 anos mata 23 animais em fazendinha no Paraná



Um menino de 9 anos invadiu uma fazendinha em Nova Fátima, no Paraná, e matou 23 animais no último domingo (13). Essa notícia, originalmente escrita por Henrique Almeida, ficou entre as mais lidas do Canal Rural nesta última semana.

O incidente ocorreu em um espaço próximo a uma clínica veterinária e foi registrado pelas câmeras de segurança do local.

Nas imagens, o garoto aparece pulando uma pequena cerca. Ele estava acompanhado por um cachorro e ficou cerca de 40 minutos no local. Entre as vítimas, 20 coelhos e três porquinhos-da-índia que foram arremessados contra a parede, esquartejados e mutilados.

Conforme relatos de uma das sócias da fazendinha, Brenda Almeida, a criança já havia causado maus-tratos a animais anteriormente. “Ele confessou o que fez, detalhou como matou os animais e não mostrou arrependimento”, relatou.

Criança não será responsabilizada

A Polícia Civil informou que, devido à idade do menino, ele não pode ser responsabilizado criminalmente, mas o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar para as devidas providências.

Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apenas a partir dos 12 anos menores infratores podem sofrer medidas socioeducativas, caso cometam ato infracional, que não é um crime propriamente dito, mas uma ação análoga.

A ação causou comoção na cidade de Nova Fátima, que possui menos de 10 mil habitantes. Outro proprietário da fazendinha, Lúcio Barreto, lamentou o ocorrido, afirmando que o menino havia participado da inauguração do espaço no dia anterior e que, inicialmente, pensaram que ele havia voltado apenas para brincar com os animais.



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‘Estação de monta exige suplementação e manejo sanitário rigorosos’, alerta veterinário



O período das águas, que ocorre no Brasil entre outubro e março, marca uma fase crucial para os pecuaristas: o planejamento da estação de monta. Essa fase é estratégica para concentrar as atividades reprodutivas do rebanho em momentos que otimizam a produção, visando melhores resultados no manejo e na produtividade.

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Em entrevista ao programa Raio-X da Pecuária, o médico veterinário Octaviano Neto explicou como a estação de monta pode ser impactada por fatores climáticos, como a estiagem prolongada, e destacou a importância do planejamento e dos cuidados sanitários durante esse período. “Vacas com menor condição corporal, causadas por pastagens prejudicadas pela seca, têm menos capacidade reprodutiva. Isso afeta diretamente as taxas de prenhez e os resultados subsequentes”, afirmou.

Fatores que interferem na eficiência reprodutiva

Além das condições climáticas, o veterinário destacou que a nutrição é um dos principais fatores que influenciam na eficiência reprodutiva. Uma alimentação adequada, principalmente durante o período das águas, quando as pastagens melhoram, aumenta a fertilidade das vacas. A sanidade também é outro ponto essencial, já que doenças reprodutivas, verminoses e carrapatos, que tendem a aumentar com o retorno das chuvas, podem prejudicar os índices de prenhez.

Octaviano ressaltou ainda a importância do exame andrológico nos touros, que deve ser realizado entre 30 a 60 dias antes do início da estação de monta, para garantir que o macho esteja apto a fecundar as fêmeas e alcançar os resultados desejados.

Monitoramento e avaliação de resultados

O veterinário explicou que, para avaliar se a estação de monta foi bem-sucedida, é fundamental realizar o diagnóstico de gestação cerca de 35 a 40 dias após a exposição das fêmeas ao macho. A taxa de prenhez é um dos principais indicadores da eficiência do processo. Além disso, o pecuarista deve acompanhar a desmama dos bezerros e calcular a quantidade de quilos de bezerro desmamado por vaca exposta à reprodução, o que, segundo Neto, é a melhor métrica de sucesso na estação de monta.

O planejamento cuidadoso e a atenção aos fatores que impactam a eficiência reprodutiva são essenciais para garantir o sucesso da pecuária de corte, resultando em maior produtividade e rentabilidade para os pecuaristas.



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Infecções urinárias em porcas: impacto e prevenção


A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes




A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes
A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes – Foto: Pixabay

Problemas genito-urinários em fêmeas suínas são um desafio crescente nas granjas quando o manejo não é adequado. Segundo Andréa Silvestrim, gerente técnico comercial Latam da Trouw Nutrition, as infecções urinárias em porcas têm causado significativos problemas reprodutivos, especialmente com o aumento da prolificidade e do número de leitões nascidos vivos. Esses fatores, somados ao manejo inadequado, elevam as taxas de descarte, perdas reprodutivas e mortalidade, gerando custos adicionais de reposição e tratamentos.

Silvestrim alerta que infecções no trato genito-urinário podem levar a cistite severa, resultando em abortos e menor número de leitões nascidos. Uma das causas principais é o baixo consumo de água e sua baixa qualidade. Conforme a Embrapa, porcas devem consumir água de boa qualidade com temperatura abaixo de 20°C, variando entre 18 e 20 litros diários na gestação e até 42 litros no pico de lactação. No entanto, visitas a propriedades revelaram que porcas em lactação consumiam apenas 15 a 18 litros, volume insuficiente para fêmeas com 15 leitões, contribuindo para o problema.

Para identificar e monitorar infecções, Silvestrim recomenda a urinálise, avaliando visualmente a urina e enviando amostras para análise laboratorial quando necessário. A detecção precoce permite tratamentos mais eficazes, reduzindo o uso de antibióticos. A Trouw Nutrition também sugere o uso de ácido orgânico Selko® AlpHa na água para estimular o consumo e prevenir infecções. Além disso, a associação de ácidos orgânicos na ração ajuda a modular a microbiota, melhorando a saúde geral das fêmeas.

Silvestrim reforça a importância de cuidados como garantir ambientes limpos, secos e uma nutrição adequada para as porcas. A análise da água e o monitoramento contínuo são essenciais para prevenir problemas e assegurar a saúde e produtividade do plantel, minimizando perdas e melhorando o bem-estar animal.
 





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saiba as diferenças de cores e sabores da hortaliça



A Embrapa Hortaliças lançou o folder Hortaliça não é só salada – Batata-doce: escolha a sua cor, trazendo questões e abordagens sobre as diferentes colorações de polpa, além das cores branca e creme, mais conhecidas

A publicação faz parte do projeto “Incremento tecnológico e ações de comunicação para o fortalecimento da cadeia produtiva de batata-doce no Distrito Federal”, do Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

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Produzido pelas pesquisadoras Milza Lana, Larissa Vendrame e Lucimeire Pilon, a linha seguida pelas autoras tem como ponto de partida a diversidade de cores, explicada pelos diversos pigmentos naturalmente presentes na planta: a polpa pode ser branca, creme, laranja ou roxa e até mesmo apresentar uma combinação dessas cores, por exemplo, polpas laranja ou branca com manchas roxas.

Nessa paleta de cores, a branca reflete a maior presença do amido, encontrado em todas as variedades, independentemente da cor da polpa; a laranja expõe a presença de carotenoides, pouco expressivos nas de polpa creme; e a cor roxa pela presença de antocianinas, compostos bioativos que também dão o tom da berinjela, amora e açaí, por exemplo.

Já com relação ao preparo dos pratos, levando em consideração o diferencial das cores, todas podem ser consumidas assadas, cozidas ou fritas, ou usadas como ingredientes em receitas. Conforme as autoras, independentemente da cor da polpa, além do amido, todas as variedades são ricas em fibras e fornecem quantidades variáveis de sais minerais, de vitaminas e de compostos bioativos, a depender da sua composição química.

O texto também destaca que consumir somente a batata-doce de polpa laranja porque ela tem mais provitamina A do que as demais, por exemplo, é abrir mão de outros nutrientes e compostos bioativos importantes para a saúde e que estão presentes em maior quantidade nas demais batatas-doces.

Batata-doce: cores e sabores

A publicação também traz informações relevantes sobre as características envolvendo a relação cor e sabor de diferentes cultivares de batata-doce. Assim, algumas cultivares trazem características que influenciam o sabor, o que resulta em variedades mais ou menos doces; com polpa mais enxuta ou mais “aguada”; mais ou menos fibrosa; mais macia ou mais firme depois de cozidas.

A diversidade apontada pelas autoras envolve variedades com polpas de cores diferentes quando comparadas com as da mesma cor. A batata-doce Coquinho de polpa branca, por exemplo, tem o sabor mais doce do que a batata-doce Canadense de polpa creme.

Já as variedades Beauregard, desenvolvida nos EUA, e CIP BRS Nuti, desenvolvida no Brasil, ambas de polpa laranja, diferem quanto à textura, tendo a Nuti a polpa mais enxuta enquanto a Beauregard apresenta a polpa mais aguada.

Para a pesquisadora Milza Lana, idealizadora do programa Hortaliça não é só Salada, o objetivo do folder é informar o público geral sobre a disponibilidade de batata-doce com polpa de diferentes cores; o fato de essas cores serem devidas a presença de pigmentos naturais, próprios da batata-doce; e a possibilidade de utilizar a batata-doce em diferentes tipos de preparo.



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Temporais e granizo podem afetar o trigo na Região Sul


Preços do trigo estabilizam no Brasil





Foto: Canva

A colheita de trigo continua a pressionar os preços do cereal no Brasil. Apesar dessa pressão, houve certa estabilização nos valores ao longo da semana, com as cotações variando entre R$ 67,00 e R$ 68,00 por saca no Rio Grande do Sul e atingindo R$ 77,00 por saca no Paraná, conforme aponta a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Segundo a análise, no Paraná, a colheita do trigo já alcança 79% da área semeada, embora 17% das áreas restantes ainda estejam em condições consideradas ruins. No Rio Grande do Sul, até 10 de outubro, cerca de 2% da área havia sido colhida, um índice abaixo da média histórica de 8% para o período. Mesmo com o atraso, o estado ainda espera colher cerca de 4 milhões de toneladas. No entanto, o clima chuvoso, com temporais e granizo em outubro, pode reduzir esse volume, além de comprometer a qualidade de parte das lavouras.

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De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa oficial para a safra de trigo no Rio Grande do Sul é de 8,26 milhões de toneladas. No entanto, cálculos de analistas privados, considerando perdas já consolidadas no Paraná e em outros estados produtores, sugerem que o volume final pode ficar próximo de 7,5 milhões de toneladas. Esses números não levam em conta a quebra na qualidade do grão que ainda será colhido, conforme a análise do Ceema.





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Preço do milho recua em Chicago


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) apontou uma retração nas cotações do milho na Bolsa de Chicago nesta semana. O bushel do cereal, com vencimento no primeiro mês cotado, alcançou US$ 4,01 no dia 15 de outubro, mas fechou a quinta-feira (17) em US$ 4,06, uma queda em comparação com os US$ 4,18 da semana anterior. A retração ocorre em meio a um cenário de poucas novidades no relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no dia 11.

Segundo o USDA, a colheita de milho nos EUA para o ciclo 2024/25 foi ligeiramente ajustada para cima, agora estimada em 386,2 milhões de toneladas. Em contrapartida, os estoques finais norte-americanos foram revisados para 50,8 milhões de toneladas, ante os 52,3 milhões projetados em setembro. No cenário global, a produção mundial do grão ficou em 1,217 bilhão de toneladas, com leve redução em relação à estimativa anterior, enquanto os estoques mundiais caíram para 306,5 milhões de toneladas, frente aos 308,4 milhões previstos em setembro, conforme o informado pela Ceema.

A produção brasileira e argentina, no entanto, permaneceram inalteradas, sendo projetadas em 127 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente.

Nos EUA, a colheita de milho já alcançou 47% da área semeada até 13 de outubro, um avanço em relação à média histórica de 39% para o período. Em termos de qualidade, 64% das áreas ainda não colhidas foram classificadas como boas ou excelentes, 24% regulares e apenas 12% em condições ruins a muito ruins.

O relatório da Ceema também destacou que os embarques de milho dos EUA, até 10 de outubro, totalizaram 933.274 toneladas, elevando o acumulado do atual ano comercial para 4,3 milhões de toneladas, superando as 3,4 milhões do mesmo período do ano anterior.

De acordo com a análise, na Argentina, as chuvas retornaram a algumas regiões, mas os agricultores no oeste do cinturão agrícola foram forçados a interromper o plantio devido à baixa precipitação. Ainda assim, espera-se que o plantio de milho no país vizinho atinja 6,3 milhões de hectares, com uma produção final estimada em 47 milhões de toneladas.





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Defesa natural através da água


A produção e a qualidade dos frutos foram semelhantes em todos os grupos




O estudo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry
O estudo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry – Foto: Canva

As mudanças climáticas representam uma ameaça crescente à produção agrícola, com o aumento das temperaturas, padrões irregulares de precipitação e a proliferação de insetos e doenças, afetando negativamente a saúde e o desempenho das plantas. Diante desse cenário, cresce a necessidade de desenvolver estratégias que mitiguem esses impactos sem intensificar o uso de pesticidas químicos. 

Para abordar essa questão, o pesquisador Man-Kun Wang, do Departamento de Ciência e Tecnologia Vegetal da Universidade Agrícola de Huazhong, e sua equipe estudaram como a estimulação mecânica, através da aplicação de gotículas de água em tomateiros, pode influenciar o crescimento e a proteção das plantas contra pragas e infecções fúngicas. O estudo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry.

A pesquisa avaliou o efeito da pulverização de água no crescimento dos tomateiros e na proteção contra a lagarta-do-cartucho (Helicoverpa armigera) e o fungo necrotrófico Botrytis cinerea, causador do mofo cinzento. Os cientistas aplicaram água duas vezes ao dia, utilizando gotículas de diferentes tamanhos: pequenas (200 micrômetros) e grandes (1000 micrômetros), além de um grupo controle sem pulverização. Eles também isolaram o solo para que a quantidade de água recebida pelas raízes não fosse alterada.

Os resultados mostraram que os tomateiros pulverizados com gotículas grandes ficaram mais curtos e compactos, enquanto as diferenças entre os que receberam gotículas pequenas e o grupo controle foram mínimas. A produção e a qualidade dos frutos foram semelhantes em todos os grupos. A análise metabólica revelou que as plantas pulverizadas com gotículas grandes apresentaram aumento nos hormônios de defesa, maior resistência a pragas e níveis mais altos de ácido clorogênico, um composto protetor nas folhas.

Os pesquisadores concluíram que o desenvolvimento de tecnologias de pulverização de água pode ser uma solução promissora para aprimorar práticas agrícolas sustentáveis, promovendo uma defesa natural contra pragas e doenças.
 





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Produção de soja na América do Sul deve crescer 10%, diz consultoria


A área dedicada ao cultivo de soja na América do Sul e a produção do grão devem atingir patamares recordes na safra 2024/25, de acordo com projeções da consultoria Datagro.

A primeira estimativa da empresa, divulgada nesta sexta-feira (18), prevê que a área plantada da oleaginosa no continente deve alcançar 71,4 milhões de hectares, um aumento de 4% em relação ao recorde anterior, que foi de 68,7 milhões de hectares no ciclo passado.

Segundo o relatório da Datagro, a maioria dos países da região deve registrar um aumento na área semeada, com exceção do Uruguai, que deve manter a estabilidade.

Condições favoráveis para o plantio

Apesar de uma leve queda nos preços globais da soja, o relatório destaca que os produtores da região ainda obtêm preços razoáveis. A oferta global aumentou, enquanto a demanda manteve números consistentes, criando um cenário positivo para o plantio.

“Além disso, a redução nos custos de produção, com queda nos preços de defensivos e fertilizantes, está beneficiando os sojicultores. O milho, por outro lado, sofreu uma maior queda de preço, limitando o estímulo ao seu cultivo”, diz trecho do levantamento da Datagro.

Produção recorde de soja

produção de soja na América Latinaprodução de soja na América Latina
Foto: Divulgação Datagro

Com o aumento da área plantada e a melhoria no rendimento geral, a produção de soja na América do Sul deve alcançar 237,9 milhões de toneladas na safra 2024/25, um crescimento de 10% em comparação com as 216,6 milhões de toneladas da safra anterior.

A produtividade média deve superar o recorde anterior de 2019, que foi de 3.251 kg/ha (54,1 sacas), atingindo 3.331 kg/ha (55,5 sacas), um aumento de 6% em comparação com os 3.155 kg/ha da safra 2023/24.

Safra de soja no Brasil

No Brasil, a área dedicada ao cultivo de soja deve crescer 2%, passando de 46,3 milhões para 47 milhões de hectares. Se essa projeção se confirmar, será o 18º ano consecutivo de crescimento da área dedicada à cultura no país.

Com esse aumento, o país poderá atingir uma produção de 167,1 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, um crescimento de 11% em relação à safra anterior, estimada em 150 milhões de toneladas pela Datagro.



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