Na última semana, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou um treinamento em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, focado na Política Nacional de Recursos Hídricos. O evento reuniu produtores irrigantes e técnicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) para discutir a gestão eficiente da água no setor agropecuário. As informações são da própria confederação.
O treinamento enfatizou a importância da participação ativa dos representantes do setor nos comitês de bacias hidrográficas, onde são tomadas decisões sobre o uso da água. O engajamento dos produtores é essencial para defender os interesses do segmento e garantir a segurança hídrica, fundamental para a segurança alimentar.
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Capacitação como foco
A capacitação faz parte de um programa da CNA que visa fortalecer as federações de agricultura e pecuária em todo o Brasil. A troca de conhecimentos durante o treinamento é vista como uma maneira de preparar os participantes para se envolverem em discussões cada vez mais importantes sobre a gestão hídrica no estado.
O evento também contou com a participação de presidentes de comitês de bacia e técnicos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, todos dedicados à defesa do setor agropecuário.
A Escola Técnica Agropecuária Engenheiro Salvador Arena (Etasa), localizada em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, abriu inscrições para o processo seletivo do curso técnico gratuito em Agropecuária. As inscrições, que vão de 20 de outubro a 20 de novembro de 2024, são destinadas ao primeiro semestre de 2025 e oferecem 40 vagas para candidatos interessados em ingressar em uma das áreas mais dinâmicas e estratégicas do Brasil.
Com duração de dois semestres, o curso técnico abrange áreas como agronomia, zootecnia, gestão ambiental e engenharia agrícola. Mantida pela Fundação Salvador Arena, a Etasa proporciona aos alunos formação prática e intensiva.
Os estudantes terão a oportunidade de vivenciar atividades agroindustriais diretamente no campo, com envolvimento em processos de cultivo de soja, milho, café e criação de gado e aves, que são conduzidos dentro da própria instituição.
A estrutura da escola é reforçada pela Agroindustrial Salvador Arena (AGSA), instalada no mesmo local, que conta com tecnologia avançada para a produção agrícola. A AGSA permite que os alunos da Etasa participem de um ambiente prático, onde podem aprender de forma direta os desafios e inovações do agronegócio. Além disso, o curso é complementado pelo Núcleo de Apoio às Carreiras (NAC), que oferece workshops, suporte para estágios e incentivo ao empreendedorismo no setor.
Diretora da Etasa, Cristina Favaron Tugas destaca que o agronegócio brasileiro é um dos principais pilares da economia nacional, com impacto direto na geração de empregos e oportunidades. “Nosso curso não oferece apenas uma formação técnica, mas uma oportunidade de nossos alunos se tornarem líderes e inovadores dentro do setor”, afirma.
Para garantir acesso a todos os estudantes, a Etasa oferece transporte, alimentação, uniformes e materiais didáticos gratuitos. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial da escola até o dia 20 de novembro de 2024.
A missão brasileira do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou da 16ª Cúpula do BRICS, realizada em Kazan, Rússia, com uma série de reuniões com autoridades locais. Os encontros tiveram o objetivo de fortalecer o comércio agropecuário entre Brasil e Rússia e discutem temas como habilitação mútua de estabelecimentos, certificação eletrônica de produtos de origem animal e revisão de medidas que impactam as exportações.
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Diálogo
O Secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, esteve acompanhado pelo Diretor de Promoção Comercial e Investimentos, Marcel Moreira, e pelo Adido Agrícola na Rússia, Marco Túlio Santiago. Eles se reuniram com a Ministra da Agricultura da Federação Russa, Oksana Lut. Rua expressou agradecimentos pela recepção e elogiou a organização da Cúpula. Ele enfatizou a importância do diálogo entre os ministérios da agricultura dos dois países para o comércio bilateral.
Questões em pauta
Durante as reuniões, a comitiva brasileira solicitou a reavaliação da suspensão das exportações do Rio Grande do Sul, imposta após a detecção de um foco de doença de Newcastle em julho de 2024. O prazo de 90 dias estipulado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já foi cumprido, o que torna a reabertura das exportações uma prioridade. Também foi pedida a revisão da exigência de reinspeção de produtos brasileiros nos portos.
A Ministra Oksana se mostrou aberta às solicitações e afirmou que as analisaria junto ao Ministério da Agricultura da Rússia e ao Rosselkonadzor.
Cooperação técnica e científica
Foi discutido o fortalecimento da cooperação técnica e científica entre Brasil e Rússia, envolvendo a Embrapa, centros de pesquisa russos e universidades agrícolas, com foco em áreas animal e vegetal.
Encontro
A comitiva também se reuniu com Marat Azatovich Zyabbarov, Ministro da Agricultura do Tartaristão, uma região importante para a agropecuária russa, conhecida pela produção de trigo, leite, frango, batata e beterraba. Rua destacou as semelhanças nas produções agropecuárias, ponto que reforça o potencial para colaborações. Ambos concordaram em intensificar o intercâmbio de experiências, especialmente na produção e comercialização de produtos halal, devido à população muçulmana na região. A possibilidade de visitas futuras de representantes do Tartaristão ao Brasil também foi discutida.
Comércio com a Rússia
Desde o início da gestão do Ministro Carlos Fávaro, a Rússia abriu nove novos mercados para produtos agropecuários brasileiros, incluindo ovos, sêmen, embriões bovinos e ovinos, amêndoas de cacau e erva-mate. Em 2024, as exportações brasileiras para a Rússia alcançaram quase US$ 1 bilhão, com soja, café e carnes. Em números, representa cerca de 80% das receitas de exportação.
O Ministério da Agricultura e Pecuária revelou um mapeamento dos 100 municípios mais prósperos do Brasil no setor agropecuário. Esta análise baseia-se nos dados da Pesquisa Anual do IBGE sobre a Produção Agrícola Municipal (PAM).
Em 2023, a produção agrícola totalizou R$ 814,5 bilhões, com os cem municípios mais produtivos contribuindo com 31,9% desse valor, ou seja, R$ 260 bilhões.
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Estados em destaque
A lista abrange municípios de 14 estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
A região Centro-Oeste se destacou, especialmente Mato Grosso, que abriga 36 dos municípios mais produtivos do país.
Os 100 municípios mais ricos do agro (em bilhões)
Sorriso (MT) – R$ 8,313
São Desidério (BA) – R$ 7,789
Sapezal (MT) – R$ 7,544
Campo Novo do Parecis (MT) – R$ 7,157,
Rio Verde (GO) – R$ 6,923
Diamantino (MT) – R$ 5,905
Formosa do Rio Preto (BA) – R$ 5,789
Nova Ubiratã (MT) – R$ 5,463
Nova Mutum (MT) – R$ 5,380
Jataí (GO) – R$ 4,839,397
Cristalina (GO) – R$ 4,830
Maracaju (MS) – R$ 4,335,
Querência (MT) – R$ 4,203
Primavera do Leste (MT) – R$ 4,078
Paranatinga (MT) – R$ 3,963
Campo Verde (MT) – R$ 3,810
Campos de Júlio (MT) – R$ 3,782
Brasnorte (MT) – R$ 3,680
São Félix do Araguaia (MT) – R$ 3,627
Lucas do Rio Verde (MT) – R$ 3,615
Ponta Porã (MS) – R$ 3,531
Baixa Grande do Ribeiro (PI) – R$ 3,221
Canarana (MT) – R$ 3,198
Ipiranga do Norte (MT) – R$ 3,193
Barreiras (BA) – R$ 3,116,
Sidrolândia (MS) – R$ 3,114
Tapurah (MT) – R$ 3,036
Correntina (BA) – R$ 3,027
Dourados (MS) – R$ 2,918
Uberaba (MG) – R$ 2,845
Unaí (MG) – R$ 2,788
Luís Eduardo Magalhães (BA) – R$ 2,705
Tabaporã (MT) – R$ 2,682
Nova Maringá (MT) – R$ 2,617
Igarapé-Miri (PA) – R$ 2,575
Mineiros (GO) – R$ 2,570
Porto dos Gaúchos (MT) – R$ 2,483
Uruçuí (PI) – R$ 2,435
Rio Brilhante (MS) – R$ 2,325
Itiquira (MT) – R$ 2,324
Paracatu (MG) – R$ 2,289
Santa Rita do Trivelato (MT) – R$ 2,257
Gaúcha do Norte (MT) – R$ 2,245
Itapeva (SP) – R$ 2,239
Sinop (MT) – R$ 2,225
Petrolina (PE) – R$ 2,220
Patrocínio (MG) – R$ 2,117
Riachão das Neves (BA) – R$ 2,096
Costa Rica (MS) – R$ 2,087
Santo Antônio do Leste (MT) – R$ 2,082
Paragominas (PA) – R$ 2,045
Perdizes (MG) – R$ 2,044
São José do Rio Claro (MT) – R$ 2,019
Vera (MT) – R$ 1,993
Balsas (MA) – R$ 1,959
Tasso Fragoso (MA) – R$ 1,820
Feliz Natal (MT) – R$ 1,814
Água Boa (MT) – R$ 1,793
Montividiu (GO) – R$ 1,771
São Gabriel do Oeste (MS) – R$ 1,739
Brasília (DF) – R$ 1,692
Jaborandi (BA) – R$ 1,678
Chapadão do Sul (MS) – R$ 1,673
Nova Alvorada do Sul (MS) – R$ 1,621
Guarapuava (PR) – R$ 1,619
Juazeiro (BA) – R$ 1,595
Naviraí (MS) – R$ 1,591
Bom Jesus do Araguaia (MT) – R$ 1,583
Santa Carmem (MT) – R$ 1,578
Tangará da Serra (MT) – R$ 1,570
Paraúna (GO) – R$ 1,570
Sacramento (MG) – R$ 1,567
Silvânia (GO) – R$ 1,528
Caarapó (MS) – R$ 1,528
Chapadão do Céu (GO) – R$ 1,518
Catalão (GO) – R$ 1,494
Laguna Carapã (MS) – R$ 1,471
Dom Pedrito (RS) – R$ 1,439
Ipameri (GO) – R$ 1,431
Goiatuba (GO) – R$ 1,421
Tibagi (PR) – R$ 1,396
Araguari (MG) – R$ 1,391
Santa Cruz do Rio Pardo (SP) – R$ 1,380
Comodoro (MT) – R$ 1,375
Frutal (MG) – R$ 1,373
Santa Vitória do Palmar (RS) – R$ 1,370
Rio Paranaíba (MG) – R$ 1,337
Marcelândia (MT) – R$ 1,334
Aral Moreira (MS) – R$ 1,331
Casa Branca (SP) – R$ 1,326
Itanhangá (MT) – R$ 1,296
Cláudia (MT) – R$ 1,281
Barretos (SP) – R$ 1,280,
Lagoa da Confusão (TO) – R$ 1,275
Buritis (MG) – R$ 1,268
Dom Eliseu (PA) – R$ 1,252
Coromandel (MG) – R$ 1,247
Amambai (MS) – R$ 1,240
Uberlândia (MG) – R$ 1,235
Vacaria (RS) – R$ 1,225
Área colhida e produtos
Os municípios mais ricos ocupam uma área de 33,1 milhões de hectares, o que representa34,5% da área total de 95,8 milhões de hectares do Brasil. A análise abrange 70 produtos das lavouras temporárias e permanentes de todos os 5.563 municípios brasileiros. A soja continua sendo a líder, com R$ 348,6 bilhões, correspondendo a 42,8% do total da produção agrícola.
Cores diferenciadas, qualidade de vagens e elevada produtividade são os principais atributos das duas novas cultivares de feijão-caupi (feijão-de-corda), do tipo feijão-de-metro, que a Embrapa Amazônia Oriental (PA) apresenta ao mercado. A BRS Lauré, com vagem de coloração roxo-avermelhada, e a BRS Raíra, com vagem verde-oliva, são recomendadas para plantio no estado do Pará e possuem potencial para outras em regiões com clima quente.
Com vagens longas e roxo-avermelhadas, a BRS Lauré é a primeira cultivar com essas características desenvolvida pela pesquisa para o mercado da região Norte. “É um produto novo no mercado que atrai pelo apelo visual, mas que apresenta elevada produtividade e distribuição bem equilibrada de vagens ao longo do dossel da planta”, afirma o pesquisador da Embrapa Rui Alberto Gomes.
Nos testes em campo, a média de produtividade foi de 11,6 toneladas de vagem fresca por hectare enquanto a média dos materiais utilizados atualmente no campo foi de 7,6 t/ha, a cultivar comercial; e de 8,6 t/ha, uma variedade crioula bastante cultivada na região.
Já a BRS Raíra, que possui vagens na cor verde-oliva, mais claras que as vagens tradicionais, produziu mais de 10 toneladas de vagem fresca por hectare enquanto os materiais tradicionais ficaram entre 7 (cultivar comercial) e 8,6 t/hectare (variedade crioula). “Essa cultivar tem vagens longas, no padrão do mercado consumidor, e são boas para o consumo em virtude do baixo teor de fibra”, destaca o pesquisador.
Tanto em períodos secos quanto chuvosos, o desempenho produtivo das duas cultivares se mostrou superior ao das variedades em uso atualmente. A BRS Raíra e BRS Lauré apresentaram boa tolerância ao estresse hídrico (falta de chuvas) e às elevadas temperaturas.
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa
O pesquisador explica que o feijão-de-metro é cultivado durante todo o ano no estado do Pará, sob diferentes condições de umidade, contudo, é preciso ajustes no sistema de produção, incluindo o cultivo nas partes mais altas da propriedade. “É importante plantar em leiras ou camalhões para evitar encharcamento durante o período mais chuvoso do ano, e fazer irrigação do cultivo na época mais seca”, acrescenta Gomes.
Incentivo à produção e ao consumo
O pesquisador aposentado Francisco Freire, que liderou o programa de melhoramento genético de feijão-caupi da Embrapa, explica que as novas cultivares foram selecionadas entre centenas de materiais coletados dentro e fora do Brasil. Os sucessivos ciclos de cultivo e seleção, realizados entre os anos de 2016 e 2018 em dois municípios paraenses, Belém e Terra Alta, consideraram a produtividade, qualidade comercial das vagens e sanidade.
Freire pontua que as duas novas cultivares são voltadas principalmente para a agricultura familiar do estado do Pará. “O feijão-de-metro é cultivado na forma de hortaliça e sua produção é muito característica dos pequenos e médios produtores. Além de incentivar e fortalecer o cultivo e a produção do feijão-caupi junto a esse público, o programa objetiva também promover o consumo dessa hortaliça”, acrescenta Freire.
Gomes reforça que as cultivares apresentam vantagens ao produtor e ao consumidor. “Para o produtor é uma opção de complementação da renda, uma vez que é possível colher praticamente o ano todo. Já para o consumidor, esse produto amplia o cardápio com um alimento nutritivo”, afirma.
As vagens frescas das duas cultivares, segundo o pesquisador, possuem em sua composição alto conteúdo de molibdênio, micronutriente que protege as células do corpo, e é fonte de selênio. Além disso, possuem fibras, lipídeos, proteínas, carboidratos e nutrientes.
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Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (24) pela Emater/RS, a semeadura do arroz no estado avançou significativamente durante o período, mesmo com as chuvas recentes, que interromperam temporariamente os trabalhos em algumas áreas. A retomada do plantio se deu principalmente em talhões com melhor capacidade de drenagem, especialmente em solos de textura média à arenosa. Em propriedades maiores, a infraestrutura adequada e a mão de obra qualificada garantiram eficiência nas atividades.
A elevação das temperaturas a partir de 19 de outubro contribuiu para uma germinação rápida e uniforme das sementes. Em algumas áreas, a umidade excessiva exigiu a adubação nitrogenada por via aérea, um método mais custoso, mas que apresentou resultados positivos devido às condições favoráveis do solo para a absorção de nutrientes, conforme os dados da Emater/RS
Segundo o informatico, o controle de plantas daninhas também foi intensificado, com aplicação de herbicidas em pré-emergência nas áreas recém-semeadas e em pós-emergência nas mais avançadas. Nas lavouras semeadas em setembro, o ciclo produtivo já se encontra mais adiantado, e os sistemas de irrigação estão garantindo o suporte hídrico necessário para o desenvolvimento da cultura.
O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta uma área de 948.356 hectares cultivados para a safra, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 8.478 kg/ha.
No que diz respeito à comercialização, o preço médio do arroz no estado subiu 0,20% em relação à semana anterior, passando de R$ 116,09 para R$ 116,32 por saca de 60 quilos, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
Neste domingo (27), 33.996.477 eleitores de 51 municípios voltam às urnas para a escolha de seus prefeitos e vereadores para os próximos quatro anos. A votação ocorre das 8h às 17h (horário de Brasília) em todo o Brasil, exceto no Distrito Federal.
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Voto obrigatório
Os cidadãos que não votaram no primeiro turno terão a oportunidade de votar no segundo, mesmo que não tenham justificado a ausência anteriormente. A Justiça Eleitoral trata cada turno como uma eleição distinta, portanto, aqueles que não votarem em nenhum dos turnos deverão justificar a ausência em ambas as ocasiões.
A legislação brasileira determina que o voto é obrigatório para quem tem idade entre 18 e 70 anos e facultativo para pessoas analfabetas, jovens com 16 e 17 anos e para todos com mais de 70 anos.
É necessário estar com o título eleitoral em situação regular e mesmo que o nome do eleitor não apareça no caderno de votação da zona eleitoral, ele poderá exercer a cidadania se seus dados eleitorais constarem no cadastro da urna eletrônica de sua zona eleitoral.
Documentação necessária
É necessário apresentar um documento oficial com foto para cumprir seu direito como cidadão. São aceitas as seguintes opções:
e-Título
Carteira de Identidade
Passaporte
Carteira de Trabalho
Carteira Nacional de Habilitação (mesmo com validade expirada)
Não é obrigatório levar o título eleitoral, desde que o eleitor saiba o número e o local de votação, que podem ser consultados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pelo aplicativo e-Título.
Segundo a legislação, documentos oficiais sem foto, certidões de nascimento e de casamento não serão aceitos nas seções eleitorais, a fim de se assegurar a identificação adequada das eleitoras e dos eleitores.
Utilização de aparelhos eletrônicos
Durante a votação, é proibido utilizar celulares, câmeras e qualquer dispositivo que possa comprometer o sigilo do voto. Apenas tecnologias assistivas são permitidas, como aparelhos auditivos.
Manifestação de preferências
Os eleitores podem expressar suas opiniões através de bandeiras, broches e camisetas, mas reuniões e propagandas eleitorais no dia da votação são vetadas. A propaganda e o uso de equipamentos de som são considerados crimes.
Transporte de armas
O transporte de armas e munições é proibido nas 24 horas que antecedem e sucedem as eleições, exceto para agentes de segurança em serviço.
Justificativa
Eleitores que estiverem fora do país e não puderem votar devem justificar sua ausência pelo aplicativo e-Título ou pelo site do TSE. O prazo para apresentação da justificativa é de até 60 dias após a eleição.
Divulgação dos resultados
Após o fechamento das urnas, às 17h (horário de Brasília), os resultados das eleições serão divulgados. Isso incluirá a contagem dos votos em branco, nulos e as abstenções. Segundo o TSE, os boletins de urna usados para a totalização estarão disponíveis no site, juntamente com as tabelas que mostram os dados conforme o recebimento.
Um estudo realizado pela Embrapa em colaboração com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mostrou que o umbu, fruto típico da Caatinga, é uma promissora matéria-prima para a elaboração de bebida alcoólica fermentada e naturalmente gaseificada, tipo “vinho espumante”.
Os pesquisadores registraram uma aceitação positiva do novo produto, por meio de um teste com potenciais consumidores.
Eles avaliaram as características físico-químicas da bebida, que se encontram em conformidade com os parâmetros regulatórios do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para fermentados de frutas.
“O teste de consumidor mostrou que o fermentado de umbu gaseificado foi bem aceito pelos consumidores brasileiros”, conta a pesquisadora Aline Biasoto, da Embrapa Meio Ambiente (SP).
Ajuste do teor de açúcar
A pesquisadora relata que o teste de intenção de compra reforçou o potencial de sucesso da bebida no mercado.
Em contrapartida, Aline também detectou a necessidade de ajuste do teor de açúcar antes do fechamento da garrafa com rolha de cortiça, a fim de aumentar a intensidade do aroma de umbu e do gosto doce, que correspondem a potenciais direcionadores de preferência para melhorar a aceitação da bebida desenvolvida.
O umbu, fruto nativo do bioma Caatinga, é perecível, o que provoca volume elevado de perdas após a colheita. Por isso, a sua utilização para a produção de bebida similar ao vinho espumante é uma estratégia de agregação de valor e diminuição das perdas, e é capaz de atrair consumidores interessados em bebidas inovadoras com matérias-primas alternativas e exóticas.
A inovação poderá contribuir para a melhoria da economia circular em uma das regiões mais afetadas pela escassez de água, fortalecendo a agricultura familiar e extrativista no bioma Caatinga.
Processamento do umbu
Foto: Luís Henrique Pereira de Sá Torres/Embrapa
O fermentado de umbu gaseificado foi obtido utilizando o método denominado tradicional ou clássico para a elaboração de vinhos espumantes. Esse método é utilizado na produção de vinhos espumantes de alta qualidade, como o Champagne, e envolve duas etapas de fermentação alcóolica.
Na primeira, a polpa de umbu diluída com água é fermentada após a adição de cultura de levedura S. cerevisiae e açúcar (chaptalização), obtendo-se o fermentado de umbu base.
O produto deve passar por processamentos para então ser acondicionado em garrafas e iniciar a segunda etapa de fermentação, com uma mistura de açúcar e leveduras, chamada de licor de tiragem.
A garrafa é então fechada com uma tampa provisória de metal, semelhante a uma tampa de garrafa de cerveja. Como a garrafa está fechada, o dióxido de carbono (CO2) fica preso no líquido, criando as bolhas características do vinho espumante.
Por ser uma espécie nativa extremamente resistente às condições naturais do clima da região, predominantemente quente e seco, o umbuzeiro é capaz de produzir quantidades substânciais de frutos anualmente, porém de forma concentrada nos primeiros três meses do ano.
Assim, alternativas de processamento são vantajosas para estender a vida de prateleira de produtos à base de seus frutos.
Os pesquisadores acreditam que a produção de fermentados de fruta também é uma estratégia que pode estabelecer uma cadeia produtiva sólida, baseada em produtos com alto valor agregado e crescente interesse do consumidor.
Na última quinta-feira (24), o governador Mauro Mendes sancionou a lei que revoga a Moratória da soja em Mato Grosso, retirando os incentivos fiscais para empresas signatárias do acordo a partir de janeiro de 2025. A mudança é vista como uma grande vitória pelos produtores rurais, que questionam os efeitos negativos do acordo.
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Agradecimento e mobilização
Foto: Lucas Beber/MT
O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, expressou sua gratidão a todos que contribuíram para essa conquista. Ele destacou o apoio de deputados estaduais que votaram pela aprovação da lei, assim como dos prefeitos de mais de 120 municípios e dos vereadores que se mobilizaram contra a Moratória. Beber também fez uma menção ao Tribunal de Contas de Mato Grosso e às diretorias anteriores da Aprosoja, que iniciaram a luta pela derrubada do acordo.
“Nosso agradecimento é direcionado a todos que participaram dessa jornada. O presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso e o conselheiro Antônio Joaquim também foram essenciais nesse processo. Sem essa união, não teríamos chegado até aqui”, declarou Beber.
Impacto
A nova legislação proíbe a concessão de benefícios fiscais a empresas que adotam compromissos que limitam a expansão agropecuária em áreas não protegidas por leis ambientais. Segundo Beber, o intuito é eliminar os incentivos fiscais para aqueles que não cumprem as diretrizes, ao mesmo tempo em que abre espaço para que empresas que não estão vinculadas à Moratória possam aproveitar esses benefícios.
”Estamos focados em proteger os interesses dos nossos produtores. Essa mudança é um novo passo para garantir um mercado mais justo e competitivo. Vamos melhorar a economia do nosso estado e reduzir as desigualdades”, afirma o presidente.
Assunto em pauta
No último trimestre do ano, o assunto referente à Moratória da soja se intensificou no setor, com agricultores questionando a legalidade do acordo. Eles argumentam o impedimento à comercialização de grãos de áreas desmatadas legalmente, o que, segundo eles, contraria o Código Florestal brasileiro e provoca tensões no setor agrícola.
Além das questões legais, preocupações com os impactos socioambientais da moratória também foram colocadas em pauta. A falta de clareza nas diretrizes levantou dúvidas sobre a sustentabilidade das práticas agrícolas e os efeitos sobre a economia local.