A participação das agroindústrias brasileiras de carne de frango, carne suína e ovos na SIAL Paris 2024 resultou em expectativas otimistas, com projeções de exportações alcançando US$ 880 milhões. O evento, que se encerrou ontem, consolidou negócios superiores a US$ 126 milhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A ABPA, em colaboração com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, levou 25 agroindústrias exportadoras à França, incluindo grandes nomes como Seara, C.Vale e Frimesa. Durante os cinco dias da feira, foram realizados mais de 3 mil encontros de negócios, dos quais quase 50% foram com novos potenciais clientes, segundo informações das cooperativas participantes.
“Recebemos em nosso espaço lideranças políticas, nomes importantes do comércio global e clientes dos cinco continentes. Ações como a realizada na SIAL Paris gera ganhos enormes em tempo e custos, ao mesmo tempo em que proporciona oportunidades únicas de avançar, o que é comprovado pelo número de novos clientes registrados”, destacou Ricardo Santin, presidente da ABPA.
O espaço da ABPA ocupou mais de 550 metros quadrados, organizado em áreas comerciais, gastronômicas e institucionais. Durante o evento, foram degustados mais de 2 mil pratos elaborados com produtos brasileiros, além de uma exposição que destacou o empreendedorismo feminino no setor. A ABPA também distribuiu materiais informativos sobre a qualidade, a diversidade e a sustentabilidade da produção.
“Esperamos avançar não apenas em negócios, como também em soft skills para o setor, ampliando a percepção externa sobre quem somos e nossos propósitos como produtores de alimentos”, destaca Isis Sardella, gerente de marketing e promoção comercial da ABPA.
Na quinta-feira (24), a comercialização de soja apresentou uma desaceleração em várias regiões, exceto em algumas áreas específicas. Segundo a Safras & Mercado, nos portos, os preços permaneceram firmes, o que permitiu a realização de negócios, com indicações de pagamentos que alcançaram até R$150,00 por saca de 60 quilos.
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Chicago
Em Chicago, a semana foi positiva pela boa demanda pelo produto dos Estados Unidos. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes a 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 2.151.700 toneladas na semana encerrada em 17 de outubro. A China foi a maior importadora, com 1.289.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 1,2 milhão e 2,5 milhões de toneladas.
Brasil
No Brasil, os produtores estão concentrados no plantio devido às condições climáticas favoráveis, o que deve resultar em um avanço significativo até o final da semana. O dólar apresentou pequenas variações, mas a cotação ao redor de R$ 5,70, juntamente com prêmios firmes, continua a sustentar os preços no mercado físico.
Projeções de produção
A produção de soja no Brasil deve atingir 161 milhões de toneladas no ano comercial 2024/2025, em comparação com 152 milhões de toneladas no período anterior, segundo o Gain Report do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A área semeada deve aumentar de 45,8 milhões para 46,3 milhões de hectares em 2024/25. Houve uma revisão positiva na estimativa de produção, que antes era de 160 milhões de toneladas para 2024/25.
As exportações de soja devem totalizar 102 milhões de toneladas na temporada 2024/25, comparadas a 97 milhões de toneladas no ano anterior, enquanto o consumo doméstico é previsto em 59,296 milhões de toneladas, em relação a 57,750 milhões de toneladas na temporada passada.
A Aprosoja Mato Grosso manifestou apoio ao Projeto de Lei nº 2951/2024, que propõe melhorias na legislação do seguro rural no Brasil. Em um ofício entregue ao senador relator Jayme Campos, a entidade apresentou sugestões que visam aprimorar a proposta, conforme destacou o presidente Lucas Costa Beber.
“O seguro rural é crucial para reduzir os riscos associados à atividade agropecuária, especialmente em um país sujeito a variações climáticas que podem afetar a safra,” afirmou Beber.
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Mais segurança no campo
Entre as recomendações da Aprosoja MT, está a inclusão de produtores no conselho do Seguro Rural, uma medida considerada essencial pelo diretor administrativo da entidade, Diego Bertuol. “Com mais de 8 mil associados, nossas sugestões refletem as necessidades reais dos produtores. A participação no conselho é vital para garantir a representatividade do setor e adequar a política pública às demandas regionais,” enfatizou Bertuol.
As sugestões apresentadas incluem:
Reconhecimento do seguro rural como garantia bancária
Adoção de incentivos claros para regulamentações vinculadas à contratação do seguro ao acesso ao crédito, com o objetivo de evitar aumentos injustificáveis nos custos financeiros dos produtores
Participação de produtores nos conselhos do seguro, independentemente de serem cotistas
Atualização do Zoneamento de Riscos Climáticos (ZARC)
Eliminação da venda casada no crédito rural
Inclusão do prêmio do seguro rural como despesa dedutível no Imposto de Renda.
Centralização de informações sobre produtos de seguro rural
Garantia de previsibilidade orçamentária para a evolução do seguro rural
Atualmente, o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) tem recursos assegurados, ao passo que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) enfrenta riscos de cortes orçamentários. Essa falta de previsibilidade resulta em insuficiência de cobertura, como evidenciam dados do Censo Agropecuário do IBGE.
Essa situação impacta diretamente os agricultores, que frequentemente precisam renegociar dívidas devido a perdas não cobertas, comprometendo investimentos em tecnologia e inovação, como a agricultura de precisão. Para a Aprosoja MT, a modernização do seguro rural por meio deste projeto de lei é essencial para garantir a segurança necessária aos produtores.
“Aprovar um seguro rural que beneficie todos os agricultores é não apenas uma proteção, mas também um alicerce para a economia do país, permitindo que continuem investindo e contribuindo para o crescimento do Brasil,” concluiu Lucas.
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Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24), a semeadura do milho no Rio Grande do Sul avançou, alcançando 68% da área projetada para a safra 2024/2025. A maior parte das lavouras (96%) encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 4% já atingiram a fase de florescimento nas áreas semeadas precocemente. A conclusão do plantio ainda depende de algumas áreas na Campanha e nos Aparados da Serra.
O clima contribuiu para o bom desenvolvimento da cultura, com chuvas frequentes e bem distribuídas, aliadas a dias de alta radiação solar e noites de temperaturas amenas. Essas condições favoreceram o crescimento saudável das plantas e o potencial produtivo. Em várias regiões, a adubação nitrogenada em cobertura, aplicada entre os estágios vegetativos V2 e V4 (2 a 4 folhas estendidas), foi finalizada com sucesso. Em algumas lavouras mais avançadas, os produtores anteciparam a aplicação da segunda dose de nitrogênio, visando aproveitar as previsões de chuva para melhorar a absorção do nutriente, conforme os dados da Emater/RS.
Segundo o Informativo, no manejo fitossanitário, o controle da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) foi necessário em áreas do Alto Uruguai, onde a praga causou danos mais severos. Aplicações pontuais também ocorreram no Planalto e no Alto da Serra do Botucaraí. Nas regiões do Baixo Médio Uruguai e Noroeste Colonial, foram feitas aplicações preventivas de fungicidas para evitar infecções, já que as condições climáticas favoreceram o surgimento de doenças.
Para a próxima safra, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 748.511 hectares, com uma produtividade média estimada de 7.810 kg/ha. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos aumentou 2,13% na última semana, passando de R$ 62,39 para R$ 63,72.
Minas Gerais tem uma forte tradição na produção de leite, atividade que passa de geração em geração e representa uma fonte vital de renda para milhares de famílias.
A partir dessa prática, consolidou-se também a cultura dos queijos artesanais, que hoje são referência nacional e têm ganhado reconhecimento internacional, com prêmios ao redor do mundo.
Segundo levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), existem no estado cerca de 7,7 mil agroindústrias familiares de queijos artesanais, caracterizados da seguinte forma:
Queijos artesanais de Alagoa;
Cartilha de orientações
Diante da relevância da fabricação de queijos artesanais no estado, principalmente entre pequenos produtores, a Emater-MG trabalha constantemente na aplicação de boas práticas agropecuárias e de produção nas queijarias.
Assim, a entidade está lançando a cartilha “Queijos Artesanais: Boas Práticas de Fabricação”, com orientações sobre os padrões de higiene e segurança em todas as fases da produção, para garantir a total qualidade do produto que chega aos consumidores.
“As boas práticas de fabricação, junto com as boas práticas agropecuárias, são de fundamental importância para a qualidade do queijo artesanal. Elas previnem contaminações por bactérias patogênicas, por produtos químicos ou por algum agente físico que possa causar algum dano à saúde do consumidor”, explica o assistente técnico da Emater-MG e um dos autores da cartilha, Érik Flores.
Higiene na produção de queijo
Foto: Reprodução/ Freepik
Com mais de 30 páginas e dividida em diversos tópicos, a cartilha aborda desde as exigências básicas para as instalações da queijaria, que devem garantir o fluxo contínuo de trabalho e evitar contaminação cruzada, até o uso de água de qualidade.
O leite cru, utilizado na fabricação dos queijos artesanais, precisa ser obtido em condições que garantam sua qualidade e segurança. A higiene no manejo do leite, tanto durante a ordenha quanto no transporte até a queijaria, é fundamental para evitar a introdução de contaminantes que possam comprometer o produto final.
Além das condições adequadas das instalações, a higienização correta de utensílios e superfícies que entram em contato com o leite e o queijo é outro ponto tratado na cartilha.
A remoção de resíduos, a utilização de detergentes e sanitizantes apropriados, além da aplicação de técnicas de higienização específicas garantem que o processo de fabricação seja seguro e livre de contaminações.
A cartilha também orienta sobre o preparo correto de soluções cloradas para higienização, detalhando o passo a passo para que os produtos de limpeza sejam utilizados de maneira eficaz e segura.
Controle de pragas
O controle de pragas e a gestão de resíduos na queijaria também são abordados. Manter as instalações limpas, afastadas de fontes de contaminação e seguir um rigoroso controle de pragas são ações fundamentais para preservar a integridade dos queijos.
Os resíduos devem ser descartados de forma adequada para evitar que se tornem focos de contaminação, e as prateleiras onde os queijos são maturados devem estar sempre limpas e em boas condições de uso.
Salga e transporte do queijo
O processo de salga também recebe atenção especial. A cartilha recomenda o uso de salmoura em concentrações adequadas para que o queijo atinja o ponto certo de sabor sem comprometer a qualidade. Além disso, o tempo de maturação dos queijos é um fator crucial para garantir a segurança do produto, pois contribui para a eliminação de microrganismos indesejáveis que possam estar presentes no leite cru.
No transporte e armazenamento, a cartilha salienta a importância de usar veículos adequados para manter a integridade do produto até a chegada ao ponto de venda. Os queijos devem ser transportados em veículos com carroceria fechada e, em alguns casos, climatizados, para evitar variações de temperatura que possam comprometer sua qualidade.
A cartilha ressalta, ainda, a necessidade de os produtores implementarem Programas de Autocontrole (PAC) para monitorar a qualidade de suas produções. Esses programas, aliados à realização periódica de análises laboratoriais, são essenciais para garantir que o queijo artesanal atenda às exigências legais e chegue ao consumidor final com total segurança.
Montes Claros, em Minas Gerais, será palco do 17º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada, que ocorrerá entre os dias 28 de outubro e 2 de novembro de 2024, no Parque de Exposições João Alencar de Athayde.
O evento, organizado pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), em parceria com o Núcleo Mangalarga Marchador do Norte de Minas, promete reunir expositores, criadores e fãs da raça de equinos.
Além dos julgamentos diários dos animais, o público terá acesso gratuito a uma estrutura com opções gastronômicas e shows ao vivo. O evento integra as comemorações dos 75 anos da ABCCMM, reforçando a importância da raça mangalarga marchador no agronegócio nacional.
Segundo a presidente da associação, Cristiana Gutierrez, a movimentação financeira gerada pela raça representa cerca de R$ 11,7 bilhões por ano.
A raça, que surgiu no sul de Minas Gerais há mais de dois séculos, possui um plantel ativo de aproximadamente 750 mil animais e emprega diretamente 40 mil pessoas.
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Foto: Pixabay
Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do trigo registraram uma leve queda na bolsa de Chicago nesta semana. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (24) cotado a US$ 5,81, contra US$ 5,89 na semana anterior. Diferentemente da soja e do milho, o trigo apresentou uma leve retração nas negociações.
Nos Estados Unidos, o plantio do trigo de inverno avançou, alcançando 73% da área esperada até o dia 20 de outubro, ligeiramente abaixo da média histórica de 76% para o período. Do total semeado, 46% já havia germinado, também um pouco abaixo da média histórica de 50%, conforme apontou a Ceema.
Segundo o informado na análise semanal, em relação às exportações, os embarques de trigo dos EUA somaram 268.375 toneladas na semana encerrada em 17 de outubro. No acumulado do atual ano comercial, o volume exportado totalizou 9,3 milhões de toneladas, um crescimento em relação aos 6,9 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Na Argentina, as chuvas recentes ajudaram a melhorar o cenário de algumas lavouras de trigo. No entanto, 34% das áreas de cultivo ainda permanecem em condições ruins, enquanto 47% enfrentam déficit hídrico, segundo as últimas estimativas.
Na última semana, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou um treinamento em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, focado na Política Nacional de Recursos Hídricos. O evento reuniu produtores irrigantes e técnicos da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) para discutir a gestão eficiente da água no setor agropecuário. As informações são da própria confederação.
O treinamento enfatizou a importância da participação ativa dos representantes do setor nos comitês de bacias hidrográficas, onde são tomadas decisões sobre o uso da água. O engajamento dos produtores é essencial para defender os interesses do segmento e garantir a segurança hídrica, fundamental para a segurança alimentar.
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Capacitação como foco
A capacitação faz parte de um programa da CNA que visa fortalecer as federações de agricultura e pecuária em todo o Brasil. A troca de conhecimentos durante o treinamento é vista como uma maneira de preparar os participantes para se envolverem em discussões cada vez mais importantes sobre a gestão hídrica no estado.
O evento também contou com a participação de presidentes de comitês de bacia e técnicos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, todos dedicados à defesa do setor agropecuário.
A Escola Técnica Agropecuária Engenheiro Salvador Arena (Etasa), localizada em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, abriu inscrições para o processo seletivo do curso técnico gratuito em Agropecuária. As inscrições, que vão de 20 de outubro a 20 de novembro de 2024, são destinadas ao primeiro semestre de 2025 e oferecem 40 vagas para candidatos interessados em ingressar em uma das áreas mais dinâmicas e estratégicas do Brasil.
Com duração de dois semestres, o curso técnico abrange áreas como agronomia, zootecnia, gestão ambiental e engenharia agrícola. Mantida pela Fundação Salvador Arena, a Etasa proporciona aos alunos formação prática e intensiva.
Os estudantes terão a oportunidade de vivenciar atividades agroindustriais diretamente no campo, com envolvimento em processos de cultivo de soja, milho, café e criação de gado e aves, que são conduzidos dentro da própria instituição.
A estrutura da escola é reforçada pela Agroindustrial Salvador Arena (AGSA), instalada no mesmo local, que conta com tecnologia avançada para a produção agrícola. A AGSA permite que os alunos da Etasa participem de um ambiente prático, onde podem aprender de forma direta os desafios e inovações do agronegócio. Além disso, o curso é complementado pelo Núcleo de Apoio às Carreiras (NAC), que oferece workshops, suporte para estágios e incentivo ao empreendedorismo no setor.
Diretora da Etasa, Cristina Favaron Tugas destaca que o agronegócio brasileiro é um dos principais pilares da economia nacional, com impacto direto na geração de empregos e oportunidades. “Nosso curso não oferece apenas uma formação técnica, mas uma oportunidade de nossos alunos se tornarem líderes e inovadores dentro do setor”, afirma.
Para garantir acesso a todos os estudantes, a Etasa oferece transporte, alimentação, uniformes e materiais didáticos gratuitos. As inscrições devem ser feitas pelo site oficial da escola até o dia 20 de novembro de 2024.