sábado, agosto 15, 2026

Autor: Redação

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Açúcar segue pressionado e cai entre os principais contratos de NY e Londres


Queda do petróleo e desvalorização do real pressionam cotações

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Os preços futuros do açúcar iniciaram esta quarta-feira (09) com novas baixas nas bolsas e Nova York e Londres. Segundo o Barchart, o adoçante segue pressionado por conta da redução acentuadas nos valores do petróleo, que na última terça-feira (08) caíram mais de 4%, e pela desvalorização do real diante do dólar, o que incentiva vendas para exportação pelos produtores brasileiros.

Nesta manhã, por volta das 8h40 (horário de Brasília), o contrato março/25 perdia 0,31 cents, cotado em 22,18 cents/lbp. O maio/25 tinha queda de 0,26 cents, com valor de 20,68 cents/lbp. O julho/25 caía 0,24 cents, negociado em 19,75 cents/lbp. O outubro/25 tinha redução de 0,21 cents, com preço de 19,55 cents/lbp.

Em Londres, o dezembro/24 era negociado em US$ 563,20/tonelada, com baixa de US$ 11,90. O março/25 tinha preço de US$ 569,30/tonelada. O maio/25 estava cotado em 566,10/tonelada, redução de US$ 9,80. O agosto/25 caía US$ 8,00, com valor de US$ 552,10/tonelada.

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Comissão aprova inclusão de pescadores artesanais em programa de apoio financeiro



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 2232/24, que inclui os pescadores artesanais de baixa renda entre os beneficiários do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais.

Para o relator, deputado Albuquerque (Republicanos-RR), “a proposta representa o reconhecimento do papel fundamental exercido pelos pescadores artesanais na segurança alimentar das comunidades”.

Criado pela lei 12.512/11, esse programa consiste na transferência de recursos financeiros não reembolsáveis para aplicação em projeto de estruturação da unidade produtiva familiar, elaborado em conjunto com a família beneficiária.

O programa inclui a disponibilização de serviços de assistência técnica para o acompanhamento social e produtivo dessas famílias e, no caso de atividades produtivas realizadas coletivamente, poderá contemplar mais de uma família.

“A ideia é melhorar a condição de trabalho dos pescadores artesanais e assegurar que esse grupo continue a contribuir para a economia das localidades em que atuam”, disse o autor da proposta, deputado Henderson Pinto (MDB-PA).

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



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Miniarroz produzido em São Paulo é destaque na gastronomia



Cultivado no Vale do Paraíba (SP), o miniarroz 100% brasileiro é a nova aposta na gastronomia, sendo valorizado em pratos como risotos e sobremesas. Além de sua aparência atraente, o produto tem cozimento rápido e uma consistência mais cremosa, com sabor marcante, textura macia e aroma suave.

O arroz é um dos grãos mais cultivados e consumidos no mundo. O Brasil configura entre os maiores produtores mundiais, com média de 10 milhões de toneladas por safra, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No estado de São Paulo, a área destinada a produção do grão gira em torno de 5,6 mil hectares, com uma produtividade média de 32 mil toneladas/hectare, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta). A produção está concentrada principalmente em Guaratinguetá (47,4%), Pindamonhangaba (29,6%) e Registro (16,7%), que juntos representam 93,7% do cultivo paulista.

De acordo com Sizele Rodrigues, nutricionista do Departamento de Segurança Alimentar da da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o miniarroz é uma excelente fonte de energia por seu alto teor de carboidratos, além de oferecer proteínas e quantidades significativas de vitaminas B1, B2 e B3, fósforo, zinco, ferro e fibras.

A empresa Ruzene, localizada em Guaratinguetá (SP), possui uma cultivar exclusiva do miniarroz, obtida por meio de seleção massal e cruzamentos conduzidos em seu centro de pesquisa. Em sua linha, contam com diferentes variedades, com diferencial de cores e sabores que atendem à demanda do mercado.

“No momento possuímos três tipos de miniarroz: o preto e o vermelho, resultado de cruzamentos e com sabor acastanhado; e o branco, resultante do cruzamento com arroz aromático, com aroma floral e sabor levemente adocicado”, destaca a engenheira agrônoma responsável pelo centro de pesquisa da empresa, Maria Oséas.

A Ruzene produz cerca de 70 toneladas de miniarroz por ano. Atualmente, também vem multiplicando sementes para poder enviar 50 toneladas a Angola, na África, por meio de uma parceria. “A venda é voltada para um público particular, que aprecia pratos diferenciados da culinária gourmet. Por essa razão, o volume ainda é reduzido, uma vez que o Brasil começou a se familiarizar com esses tipos de arrozes especiais há apenas uma década. No entanto, as vendas têm crescido a cada ano”, diz Maria Oséas.


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Cancelamento de viagem de Haddad é positiva para economia, dizem especialistas



A decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de cancelar a viagem que faria à Europa ao longo desta semana é bem vista por especialistas, que esperam uma reação positiva dos mercados amanhã (4).

Segundo nota divulgada pela Fazenda na manhã deste domingo (3), o ministro permanecerá em Brasília para tratar de “temas domésticos” a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa agora é de que haja um anúncio de medidas fiscais em breve.

O cancelamento da viagem foi uma surpresa “bem” positiva, segundo Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital. Ao mesmo tempo, indica que o governo se sensibilizou, dado o recente estresse dos mercados financeiros no Brasil em meio ao anúncio da ida do ministro ao continente europeu. “O dólar superou R$ 5,80 e os juros explodiram. O cancelamento mostra que o governo se sensibilizou, indica um senso de urgência”, afirma Takeo.

Por conta da indefinição com o fiscal, na sexta-feira (1º), o dólar à vista fechou no segundo maior nível da história, a R$ 5,8694, em alta de 1,53%, com avanço forte dos juros futuros. O Ibovespa recuou 1,23%, aos 128.120,75 pontos, o menor nível de fechamento desde 7 de agosto, então aos 127,5 mil pontos.

“De forma geral é uma sinalização positiva para o mercado e para o Brasil. Visto que a situação está mais delicada, ver o governo focado em trazer uma resposta concreta e rápida é importante”, concorda o economista da Manchester Investimentos Thiago Lourenço. “Essa sinalização de Lula pedindo para o Haddad ficar vem num bom momento. O mercado precisa ter a presença dele aqui voltada para controlar os gastos”, diz Gustavo Riess, sócio e assessor da Ável Investimentos.

Para Gabriel De Biase Berenguer, presidente executivo (CEO) da RJ+ Asset, o governo priorizou os desafios econômicos internos e evitou um possível estresse adicional aos mercados. Ele diz que a reação dos mercados na abertura de amanhã pode ser favorável, mas as ações concretas dos próximos dias seguem no radar.

“Se efetivamente essa postergação da viagem se dá para ter algum anúncio em relação ao fiscal, isso é bastante positivo”, reforça Rodrigo Moliterno, head de Renda Variável da Veedha Investimentos.

Na mesma linha, Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, afirma que o cancelamento da viagem em si não deve trazer grande alívio. “O mercado quer resoluções práticas e concretas, anúncios, não mais promessas. Isso controlaria a parte de especulação que estamos tendo, as pressões em cima do câmbio e da inflação”, afirma. “Só remarcar a viagem não muda nada, dado a calamidade que está”, observa Gabriel Meira, especialista e sócio da Valor Investimentos. E, para Gustavo Jesus, sócio da RGW Investimentos, “cada vez que o governo adia a questão, menos paciência o mercado tem”.

Mas a expectativa de Takeo, da Potenza, é de que a abertura dos ativos brasileiros amanhã seja atenuada, pois o governo pode anunciar o pacote de corte de despesas nos próximos dias, em vez de fazer isso apenas na semana seguinte. Ele pondera, no entanto, que os ativos ainda podem não devolver todo o prêmio de risco, uma vez que os investidores e os agentes querem algo concreto.

De acordo com o economista-chefe do BV, Roberto Padovani, com o cancelamento da viagem, o governo anunciará alguma medida fiscal para reduzir as despesas da máquina pública. E, segundo o analista da Empiricus Research, Matheus Spiess, esse anúncio pode vir logo, talvez até o dia 8 ou 9. O estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, por sua vez, vê chance de algo sair já amanhã. “Imagine a pressão que não ficou em cima do Haddad, que teve de cancelar a viagem. Provavelmente terá de fazer algum anúncio nesta segunda-feira”, estima. Mas, se o anúncio não agradar, Laatus decreta: “É dólar a R$ 6”.

O economista-sênior da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, afirma que só mesmo um anúncio de medidas que levem à percepção de responsabilidade fiscal mudará a dinâmica dos ativos brasileiros. “Se houver, é o que realmente vai mudar, mesmo que de forma tardia”, afirma



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Viu esta? Tudo o que você precisa saber sobre resistência e controle de carrapato bovino



O carrapato bovino é um dos principais desafios da pecuária brasileira, agravando-se com o início das chuvas. O médico-veterinário Daniel Rodrigues, gerente técnico de ruminantes da MSD Saúde Animal, detalhou as mais recentes tecnologias no controle deste importante parasito para as fazendas brasileiras.

Essa foi uma das reportagens mais lidas do Giro do Boi, projeto do Canal Rural. Assista ao vídeo abaixo e confira:

A infestação por carrapatos prejudica o desempenho dos bovinos, debilitando-os e favorecendo a transmissão de doenças como anaplasmose e babesiose.

Resistência do carrapato aos medicamentos

A resistência dos carrapatos aos medicamentos é um problema crescente. O uso prolongado das mesmas moléculas, sem a correta dosagem ou em excesso, tem selecionado parasitos mais resistentes.

O carrapato desenvolve mecanismos de defesa, como a criação de uma camada protetora que impede a penetração dos medicamentos ou a capacidade de excretar ou digerir os produtos aplicados.

Para enfrentar essa resistência, a inovação é fundamental. A introdução do Exzolt 5%, uma nova molécula lançada no Brasil, representa um avanço significativo.

Esse produto atua contra carrapatos multirresistentes, além de combater a mosca do chifre, berne e bicheira, com aplicação ‘pour on’. Seu uso é recomendado para manter a saúde dos bovinos, especialmente em propriedades com alta infestação de carrapatos.

Eficiência e aplicação

O Exolt 5% é de fácil aplicação e tem efeito rápido, mesmo durante períodos de chuva. No entanto, deve-se evitar o uso em animais molhados. O tempo de carência para o abate na pecuária de corte é de 42 dias, enquanto não é recomendado para vacas em lactação, mas é permitido em vacas prenhes.

A rentabilidade do produto é alta, podendo proporcionar retorno de até quatro vezes o valor investido, segundo estudos realizados no Mato Grosso do Sul.



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nova regulamentação impulsiona produção sustentável de mel



A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará implementou uma nova regulamentação para a bioeconomia local, focada na produção de mel com abelhas nativas sem ferrão (ANSF). A resolução simplifica o licenciamento ambiental para a meliponicultura – nome dado à atividade – e incentiva a preservação dessas abelhas.

Além de poder criar e manejar abelhas sem ferrão, os meliponicultores no Pará podem comercializar colmeias, produtos e subprodutos, como mel, própolis e cera. Essa regulamentação transforma a atividade, dando protagonismo aos pequenos produtores na cadeia produtiva do mel e conferindo maior valor agregado a seus produtos.

Adcleia Pereira Pires, produtora de mel e fundadora do sítio de meliponicultura Eiru Su, celebra o avanço.

“Depois de anos, finalmente temos uma resolução que não só oficializa a atividade, mas também orienta os produtores sobre como formalizar sua participação no mercado, garantindo direitos e segurança jurídica”, diz.

Processo de regulamentação do setor

O processo de construção da resolução foi participativo, com a Semas reunindo-se com meliponicultores do Baixo Amazonas, além de representantes de instituições públicas e entidades ligadas ao setor.

“Foi possível ver nossas demandas expressas no texto da Resolução, o que torna esse processo ainda mais legítimo”, conta a produtora.

No Pará, estado que abriga 119 espécies de abelhas nativas sem ferrão, o manejo adequado dessas abelhas não só aumenta a produção de alimentos, como no caso do açaí, mas também fortalece a preservação da biodiversidade e a oferta de serviços ecossistêmicos. Pesquisas da Embrapa Amazônia Oriental mostram que a presença de colmeias pode aumentar a produtividade dos açaizeiros entre 30% e 70%.

Para o secretário-adjunto de gestão e regularidade ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, a regulamentação impacta positivamente a bioeconomia. “A nova resolução do Coema tem como principal objetivo promover a bioeconomia do mel, possibilitando a certificação de origem, agregação de valor, ampliação de mercados e a regularidade comercial de médios e pequenos produtores”, destaca o secretário.

Segundo Selma Santos, assessora da Secretaria Adjunta de Gestão e Regularidade Ambiental (Sagra), a nova resolução abre portas para incentivos e expansão de mercados: “A regularidade ambiental fortalece o acesso a financiamentos e certificações, ampliando o valor agregado aos produtos da meliponicultura, e, ao mesmo tempo, protege saberes tradicionais, garantindo a conservação ambiental.”


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Inmet emite alerta de chuva intensa para 8 estados


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou na manhã deste domingo (3) aviso de chuvas intensas, com grau de severidade classificado como “perigo potencial” para localidades de oito estados:

  • Rio Grande do Sul,
  • Santa Catarina,
  • Paraná,
  • São Paulo,
  • Rio de Janeiro,
  • Espírito Santo,
  • Minas Gerais e
  • Mato Grosso do Sul.
Fonte: Inmet

De acordo com o Inmet, a previsão é de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora (mm/h), além de ventos intensos de 40 a 60 quilômetros por hora (km/h) hoje até as 10h desta segunda-feira (4). O instituto informa ainda que é baixo o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

A instrução do órgão é para, em caso de rajadas de vento, a pessoa não deve se abrigar debaixo de árvores e estacionar veículos próximos a torres de transmissão de energia e de placas de propaganda. Deve-se evitar também o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Outras orientações podem ser na Defesa Civil (telefone 199) e no Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Áreas afetadas pela chuva

Central Mineira, Norte Pioneiro Paranaense, Oeste Catarinense, Sudoeste Rio-grandense, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Metropolitana de Curitiba, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Campinas, Oeste de Minas, Noroeste Rio-grandense, Bauru, Piracicaba, Centro Ocidental Rio-grandense, Sul/Sudoeste de Minas, Itapetininga, Sul Espírito-santense, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Centro Ocidental Paranaense, Ribeirão Preto, Araçatuba, Metropolitana de Porto Alegre, Noroeste Paranaense, Macro Metropolitana Paulista, Marília, Metropolitana de Belo Horizonte, Norte Central Paranaense, Sudeste Rio-grandense, Araraquara, Sudoeste Paranaense, Oeste Paranaense, Nordeste Rio-grandense, Sul Fluminense, Vale do Paraíba Paulista, Noroeste Fluminense, Centro Oriental Paranaense, Centro Fluminense, Noroeste de Minas, Centro Oriental Rio-grandense, Metropolitana de São Paulo, Assis, Litoral Sul Paulista, Sudeste Paranaense, Centro-Sul Paranaense, Norte de Minas, Central Espírito-santense, Metropolitana do Rio de Janeiro, Norte Fluminense, Jequitinhonha, Vale do Rio Doce, Sudoeste de Mato Grosso do Sul, Sul Catarinense.



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Banco de colostro pode aumentar sobrevivência e produtividade de bezerras



O colostro, leite de baixo volume produzido nos primeiros dias de lactação, é essencial para a saúde dos bezerros, atuando como uma verdadeira “primeira vacina” que protege os animais nas primeiras horas de vida. Rico em nutrientes e anticorpos, o colostro é tema central da entrevista com o zootecnista Rafael Azevedo no quadro Raio-X da Pecuária.

Azevedo destaca a importância desse líquido para a sobrevivência e o desenvolvimento produtivo das bezerras, além dos cuidados necessários na coleta e armazenamento.

Segundo Azevedo, o colostro desempenha um papel vital porque, ao nascer, o bezerro não possui proteção imunológica contra o ambiente externo. “O colostro é essencial, pois fornece os anticorpos e nutrientes que o bezerro precisa para sobreviver e crescer com saúde”, afirma.

A falta desse cuidado inicial pode resultar em maiores riscos de doenças, reduzido ganho de peso e até aumento na mortalidade. Um bezerro que não recebe colostro adequado tem duas vezes mais chances de morrer em comparação com aqueles que são bem alimentados logo ao nascer.

Outro ponto levantado por Azevedo é a prática de criar um banco de colostro, uma alternativa eficaz para propriedades de todos os tamanhos.

“Um banco de colostro permite que fazendas tenham colostro de qualidade armazenado para situações emergenciais, como o nascimento de gêmeos ou casos em que a vaca não produza colostro suficiente”, diz ele. O zootecnista recomenda o armazenamento em saquinhos de dois litros, devidamente identificados e congelados, prontos para serem utilizados conforme a necessidade.

A qualidade do colostro é fundamental, e Azevedo alerta para os cuidados de higiene na coleta e armazenamento. Como é um alimento rico em proteínas e gorduras, bactérias podem proliferar rapidamente caso o manuseio seja inadequado. O uso de luvas e recipientes limpos durante a coleta é essencial para evitar contaminações. Além disso, o refratômetro Brix é recomendado para avaliar a qualidade imunológica do colostro, que deve apresentar um índice mínimo de 25% para ser considerado adequado para o bezerro.

“Quando esses cuidados não são adotados, os impactos podem ser graves”, alerta Azevedo. Ele conta que um colostro contaminado pode causar doenças e prejudicar o crescimento do animal, resultando em perdas significativas para o produtor. Além da mortalidade, um bezerro que não recebe colostro de qualidade desde cedo terá comprometido seu desenvolvimento, influenciando negativamente seu peso ao desaleitamento e até sua produção de leite no futuro.

O banco de colostro e a correta colostragem representam investimentos que podem trazer vantagens econômicas a longo prazo, pois reduzem a mortalidade e melhoram a saúde geral do rebanho. Com essas práticas, os produtores têm a oportunidade de garantir um desenvolvimento mais robusto das bezerras e, assim, melhorar a rentabilidade da fazenda.



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Disputa internacional pode elevar preço da internet no Brasil



Uma disputa internacional envolvendo fabricantes de fibra óptica pode fazer subir o preço da internet no Brasil. Neste mês, o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aprovou a elevação da alíquota de importação de fibra e cabos por um período de seis meses.

O comitê tomou essa decisão após analisar um pedido de investigação de suposta prática de dumping por exportadores chineses. Essa é uma prática de concorrência desleal, que consiste em vender mercadorias abaixo do seu custo de produção com o objetivo de ganhar mercados e despistar competidores.

O pedido de investigação foi feito por multinacionais com operações no Brasil: a italiana Prysmian, a japonesa Furukawa e a mexicana Cablena.

Após análise inicial, o governo elevou o Imposto de Importação de forma preventiva, e as alíquotas mais que triplicaram, batendo no teto. O reajuste foi de 11,2% para 35% em cabos ópticos; e de 9,6% para 35% em fibras. A medida vale para importações de todos os destinos (não só da China) e entrou em vigor no último dia 21 de outubro, com validade até 20 de abril do ano que vem. O prazo poderá ser ampliado de acordo com o desfecho do processo sob análise.

Em comunicado, a Prysmian afirmou que a diferença entre os preços das fibras e cabos ópticos importados e o custo de produção local dos mesmos itens descolou desde o fim de 2023. Enquanto a fibra importada sai a US$ 2,50 (R$ 14,50) por quilômetro, o custo de produção por aqui está em cerca de US$ 6 (R$ 34,80) por quilômetro.

“Não é um caso isolado do Brasil. Outras economias acabaram adotando medidas para se proteger também. A União Europeia aplicou medidas antidumping, os Estados Unidos têm um programa de compras locais, e o México aumentou o imposto de importação”, afirmou a Prysmian, em nota. “Pensando em mercados em expansão, o Brasil até então era o único ‘desprotegido’, o que fez a China direcionar seu excedente em estoque para o país”, disse o grupo italiano, elogiando a decisão do governo.

Até então, a multinacional cogitava até mesmo fechar sua fábrica de Sorocaba (SP). Pelo menos metade da fibra óptica consumida no mercado brasileiro é importada, estima a Prysmian, que agora espera ter um alívio.

Mais imposto sobre fibra óptica gera queixa de operadoras

As operadoras de internet não gostaram nada da elevação do imposto, que irá afetar os custos da implantação das redes de fibra óptica que cortam cidades inteiras até entrar nos domicílios. A medida foi vista com preocupação por representantes dessas empresas, que citaram o risco de reajuste nos preços da internet.

“A decisão resultará em aumento de custos para manutenção e expansão das redes de banda larga fixa no Brasil, trazendo impactos negativos sobre a viabilidade de investimentos no período. Além disso, a medida poderá refletir em aumento de preços aos consumidores”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Mauricélio Oliveira Júnior.

Ele acrescentou que a banda larga no Brasil é um serviço que já migrou – na sua grande parte – das redes antigas de cobre para fibra óptica. Portanto, a decisão do governo afeta o setor em cheio.

“Endereçar problemas de concorrência desleal através da elevação das tarifas de importação pode gerar distorções de longo prazo”, disse, referindo-se ao encarecimento da banda larga e interrupção no crescimento da cobertura.

A Conexis, que representa Vivo, Claro, TIM, Oi, Algar e Sercomtel, também manifestou preocupação. “Essa medida pode gerar impactos financeiros negativos, elevando os custos para as empresas de telecomunicações e, consequentemente, para o consumidor final”, afirmou o sindicato patronal.

“O encarecimento das redes de fibra compromete o acesso a serviços de qualidade e a expansão da conectividade no país”, emendou.

O dono da consultoria Teleco, Eduardo Tude, concorda que há risco de subida de preço da internet, embora não acredite que isso ocorrerá imediatamente. “Os revendedores devem ter algum nível de estoque. Então, nada deve mudar por enquanto. Na hora em que forem comprar de novo, importar, aí vamos saber qual será o impacto do custo maior”, disse Tude.

O consultor observa que a China é um forte exportador no mercado de telecomunicações e tem buscado os mercados compradores. “Eles têm escala e um custo de produção mais baixo”, afirmou. “Falar em dumping é discurso das empresas que fabricam aqui. E o governo, em vez de aumentar o custo de importação, deveria incentivar o fabricante local para poder competir em melhores condições. Assim não haveria um aumento de custo para as empresas.” 



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Frente fria e temporais de até 150 mm de chuva na previsão do tempo da semana



Nesta semana, de 4 a 8 de novembro, o Brasil enfrenta variações climáticas significativas, com previsão de temporais, acumulados de chuva e períodos de calor intenso, conforme informações da Climatempo e análise do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Confira as condições climáticas detalhadas por região.

Sul

A semana começa com pancadas de chuva irregulares no Sul. O Rio Grande do Sul terá sol com pancadas à tarde no oeste e sudoeste, enquanto o litoral de Santa Catarina e o meio-oeste catarinense também devem registrar chuvas.

No Paraná, há previsão de chuva mal distribuída no sul, centro e leste, enquanto as demais áreas do estado terão tempo firme e mais sol.

O acumulado de chuva na semana varia entre 40 e 70 mm nos três estados, com alerta para até 100 mm no norte do Paraná, o que pode impactar as operações agrícolas.

Há risco de tempo severo, com rajadas de vento intensas e queda de granizo, especialmente entre segunda (4) e quarta-feira (6), devido à influência de um cavado, seguido por uma nova frente fria na quinta-feira.

Sudeste

A região terá início de semana instável, com chuva frequente em São Paulo, Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Temporais são esperados no interior mineiro e norte paulista.

No Rio de Janeiro e em Vitória (ES), o dia começa com sol e clima abafado, mas pode chover em momentos isolados.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva em São Paulo e no Triângulo Mineiro varia entre 80 e 150 mm, com possibilidade de temporais e ventos de 40 a 60 km/h, além de risco de granizo.

A reposição de umidade favorece a safra 2024/2025 no Sudeste, com exceção do nordeste de Minas Gerais, que ainda necessita de mais chuva.

Centro-Oeste

A circulação de ventos mantém o tempo instável na região, com chuva intensa e temporais previstos para o Distrito Federal, leste e nordeste de Mato Grosso do Sul e centro-oeste e norte de Mato Grosso.

O acumulado de chuva entre 60 e 100 mm nos próximos dias é positivo para a safra 2024/2025 e ajuda na recuperação das pastagens, com alívio para o gado em confinamento. No entanto, há risco de ventos de 40 a 60 km/h e atividade elétrica intensa (raios), o que pode afetar as lavouras.

Nordeste

O início da semana terá chuva no oeste e sul da Bahia, com risco de temporais em Ilhéus e Barreiras. No sul do Maranhão e do Piauí, chove de forma irregular, enquanto o tempo se mantém firme em São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE).

Chuva moderada é esperada no litoral de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte, com acumulados de 20 a 30 mm no sul da Bahia e Maranhão, o que melhora a umidade do solo.

O calor predomina no restante do Nordeste, com temperaturas entre 36 °C e 39 °C, aumentando o risco de incêndios.

Norte

A semana começa com clima abafado e possibilidade de temporais no Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins. O sul de Roraima também pode registrar chuvas irregulares, e há previsão de pancadas isoladas no norte do Amapá.

O acumulado de chuva nos próximos cinco dias varia entre 60 e 80 mm no Amazonas, centro-sul do Pará, Rondônia e Tocantins, contribuindo para a umidade do solo e favorecendo a implementação da safra 2024/2025.

No entanto, o centro-norte do Pará, Amapá, Roraima e Acre terão uma semana quente e seca, com temperaturas acima de 36 °C e chuvas escassas, limitando a reposição da umidade do solo.



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