sexta-feira, agosto 14, 2026

Autor: Redação

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CNA discutirá o agro na segurança alimentar e climática



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participará da 29ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que será realizada de 11 a 22 de novembro em Baku, no Azerbaijão.

Durante o evento, a CNA defenderá a importância do setor agropecuário como parte da solução para garantir a segurança alimentar, energética e climática no mundo, além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

A principal mensagem da CNA será a de que os produtores rurais brasileiros têm um papel crucial a desempenhar nas ações globais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O vice-presidente da CNA e chefe da delegação brasileira na COP29, Muni Lourenço, destaca que o agro brasileiro tem se envolvido ativamente nas questões climáticas e deve ser reconhecido como um ator central para a solução dos desafios ambientais.

”A COP29 será um evento decisivo para avançarmos nas ações climáticas, e precisamos garantir que as metas de financiamento e a implementação de soluções eficazes para a agricultura sejam discutidas e formalizadas. Caso contrário, corremos o risco de enfrentar limitações na implementação das ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas”, afirmou Lourenço.

A COP 29 também será marcada pela discussão das novas metas de financiamento climático, um tema que a CNA considera fundamental. Para Lourenço, o sucesso do evento depende de uma definição clara dessas metas, que permitam aos países em desenvolvimento, como o Brasil, acessar recursos para implementar tecnologias de baixo carbono e soluções agrícolas sustentáveis.

A conferência servirá como preparação para a COP 30, que ocorrerá em Belém, no Brasil, em 2025, e que coincidirá com os 10 anos do Acordo de Paris, quando os países deverão atualizar suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).

A CNA também acompanhará de perto a evolução das negociações sobre o mercado de carbono e a implementação das ações climáticas na agricultura e segurança alimentar, que são temas centrais na agenda da COP 29.

Além disso, a confederação também dará atenção às discussões de alto nível político, que podem resultar em acordos e declarações importantes para o futuro das políticas climáticas globais.

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Agenda

Durante o encontro, a CNA manterá reuniões com organizações internacionais, empresas e representantes de governos de outros países. A agenda também inclui participação em debates e estandes de organismos internacionais. No dia 19 de novembro, a CNA marcará presença no Dia da Agricultura na COP29, com participação em painéis no pavilhão Brasil, organizado pelo Governo Federal.



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genética brasileira avança na América Latina com avaliação genômica



A Embrapa Gado de Leite enviou ao México em setembro a primeira avaliação genômica de rebanhos da raça gir leiteiro naquele país, marcando um passo importante na internacionalização da genética bovina brasileira. Essa tecnologia já havia sido enviada anteriormente à Bolívia, em maio deste ano, e a expectativa é expandir o serviço para 11 outros países latino-americanos até 2025.

Entre os próximos a receber as avaliações estão Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico e República Dominicana.

A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (PNMGL), desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL). Segundo o pesquisador da Embrapa Marcos Vinícius G. B. Silva, a exportação dessa genética coloca o Brasil em posição de destaque como referência no melhoramento de bovinos para regiões de clima tropical, consolidando a importância econômica da genética bovina para o país.

A demanda internacional pela avaliação genômica do gir leiteiro reflete o reconhecimento global da tecnologia desenvolvida pelo programa, que teve início em 1985. Essa ferramenta é considerada essencial para acelerar o progresso genético dos rebanhos, sobretudo por permitir análises mais precisas e rápidas. Estima-se que até novembro deste ano a Embrapa Gado de Leite receba informações genéticas de 350 rebanhos estrangeiros, totalizando cerca de 3 mil animais avaliados, com custo de até US$ 38 por animal.

Para ter acesso ao serviço, os produtores internacionais devem enviar amostras genéticas dos animais, como sangue, sêmen ou pelos, para um laboratório especializado que realiza a genotipagem. Os dados são então analisados em uma estrutura avançada de bioinformática montada pela Embrapa Gado de Leite, em parceria com a Embrapa Agricultura Digital. Após o processamento, as informações são repassadas à ABCGIL, que as disponibiliza aos produtores.

A partir deste ano, os resultados também estarão acessíveis em um aplicativo desenvolvido pela Embrapa e ABCGIL, que oferecerá certificados de avaliação e permitirá o acompanhamento do progresso genético dos rebanhos.

O uso da avaliação genômica permite que os países latino-americanos interessados dobrem a velocidade do melhoramento genético, reduzindo os custos em mais de 50% em comparação aos métodos tradicionais. Ao cruzar dados fenotípicos com o genótipo dos indivíduos, a tecnologia identifica características como ganho de peso, produção e resistência a doenças, tornando-se uma ferramenta valiosa para regiões tropicais.

A tecnologia genômica entrou oficialmente no PNMGL em 2018, tornando o gir leiteiro a primeira raça zebuína leiteira do mundo a adotar esse método. Com isso, o Brasil fortalece seu papel de liderança na exportação de tecnologia genética e segue promovendo o melhoramento do rebanho leiteiro adaptado às condições tropicais.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mapa amplia oportunidades de mercado para o agro brasileiro



Entre os dias 4 e 6 de novembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma missão estratégica em Tóquio, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e ampliar o acesso dos produtos agropecuários brasileiros ao mercado japonês.

A missão ocorreu no ano em que Brasil e Japão celebram 130 anos de relações bilaterais, com foco na parceria e no compromisso com o desenvolvimento sustentável, especialmente por meio da Parceria Verde firmada no G20.

Objetivos da missão

Liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Luis Rua, a delegação brasileira contou com o apoio da Embaixada do Brasil no Japão, do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da ApexBrasil.

O encontro teve como objetivo ampliar o mercado para exportações brasileiras, incluindo carnes bovina e suína, melão, farinhas e discutir questões regulatórias, como a regionalização das restrições relacionadas à Influenza Aviária, um tema de relevância crucial para o comércio de carne de aves.

Em reunião com o vice-ministro para Assuntos Internacionais do Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas do Japão (MAFF), Yoichi Watanabe, o Brasil solicitou a aceleração da análise de risco para permitir que outros estados brasileiros, além de Santa Catarina, exportem carne suína para o Japão.

A ampliação do acesso da carne bovina ao mercado japonês também foi discutida, já que o Japão é um mercado crescente para as proteínas animais do Brasil, com exigências sanitárias rigorosas.

Outro ponto discutido foi a proposta brasileira para que o Japão adote uma abordagem regionalizada em relação às restrições da Influenza Aviária, permitindo que surtos isolados não afetem as exportações de carne de aves de outras regiões do Brasil.

Além disso, o Brasil destacou a importância de concluir o Plano de Trabalho para a exportação de melão ao Japão. Após a recente abertura do mercado japonês para o abacate brasileiro, o melão surge como uma nova oportunidade de acesso a esse mercado altamente exigente.

Alinhamento estratégico

A missão também incluiu o Encontro dos SECOMS, SECTECs e adidos agrícolas, promovido pela ApexBrasil, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e do MAPA. Durante o evento, foram discutidas estratégias para explorar o potencial de outros mercados asiáticos para os produtos agropecuários brasileiros.

O secretário Luis Rua teve a oportunidade de apresentar, na 25ª Sessão Plenária do Conselho Empresarial Brasil-Japão, os atributos da agropecuária brasileira, destacando a qualidade, sanidade, sustentabilidade e a correlação dos produtos brasileiros com as demandas do mercado japonês.

Expectativas para o futuro

Em seu discurso, o secretário Luis Rua enfatizou as diretrizes do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que orientam a missão como parte de um esforço para consolidar o Brasil como um parceiro comercial confiável no mercado asiático. O objetivo é fortalecer a presença do Brasil no mercado japonês e ampliar o acesso de seus produtos a novos mercados na região.

“Temos boas expectativas de que os temas de interesse, tanto do Brasil quanto do Japão, avancem rapidamente, consolidando ainda mais o Brasil como um fornecedor confiável para o Japão e ampliando o acesso de nossos produtos a novos mercados no continente asiático”, concluiu o secretário Luis Rua.



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AgroNewsPolítica & Agro

Vendas de milho sobem nos EUA


De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas semanais de milho para exportação apresentaram um aumento significativo na última semana de outubro, enquanto as vendas de trigo e soja registraram quedas.

Entre os dias 25 a 31 de outubro, as vendas de milho para exportação alcançaram 2,77 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 18% em relação à semana anterior e à média dos últimos cinco anos. O México liderou as compras, com 1,4 milhão de toneladas, seguido por um país não identificado, com 673.500 toneladas, e o Japão, com 296.200 toneladas. Outros destinos importantes incluíram a Colômbia, com 155.200 toneladas, e Portugal, com 87.900 toneladas. As exportações da semana totalizaram 917.600 toneladas, um aumento de 17% em relação à semana anterior.

Por outro lado, as vendas de trigo para exportação caíram 9% em comparação com a semana passada e 20% em relação à média, somando 374.700 toneladas métricas. O México foi o maior comprador, com 105.800 toneladas, seguido por um país não identificado, com 73.000 toneladas, e a Tailândia, com 55.000 toneladas. As exportações totais de trigo caíram para 236.900 toneladas, atingindo um novo mínimo no ano de comercialização, com uma queda de 3% em relação à semana anterior.

As vendas de soja também apresentaram uma redução de 10%, totalizando 2,04 milhões de toneladas, mas ainda representando um aumento de 10% em relação à média das quatro semanas anteriores. A China foi o maior comprador, com 1,22 milhão de toneladas, seguida por um país não identificado, com 152.100 toneladas. Outras compras destacadas vieram do Egito (120.500 toneladas), Turquia (109.600 toneladas) e Japão (103.600 toneladas). As exportações de soja dos EUA caíram para 2,42 milhões de toneladas, uma redução de 1% em relação à semana anterior.

 





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Fazendas do grupo Mitsubishi adotam biofertilizantes para soja e milho



A Agrex do Brasil, subsidiária da Mitsubishi Corporation, está aplicando práticas inovadoras em suas seis fazendas voltadas à produção de soja e milho, localizadas nos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. A empresa, com sede em Goiânia (GO), tem priorizado o uso exclusivo de biofertilizantes como parte de uma estratégia para reduzir o impacto ambiental e promover a sustentabilidade na agricultura.

Durante uma visita às fazendas da Agrex no Maranhão, Rafael Villarroel, diretor de operações da organização, avaliou as práticas sustentáveis adotadas nas lavouras. Segundo ele, o uso de fertilizantes biológicos está alinhado aos objetivos da empresa de impulsionar uma agricultura de baixo impacto ambiental.

“As fazendas estão comprometidas com o uso de biofertilizantes, o que reforça nosso compromisso com a sustentabilidade”, afirmou Villarroel.

Além dos biofertilizantes, as fazendas da Agrex contam com biofábricas próprias para a produção de insumos biológicos e adotam a cobertura do solo com consórcios de gramíneas, uma prática que associa culturas diversas para melhorar o rendimento e a conservação do solo.

As propriedades também utilizam energia solar, contribuindo para uma menor emissão de carbono.

A implementação dessas práticas rendeu às fazendas a certificação RTRS (Round Table on Responsible Soy), um reconhecimento internacional de responsabilidade socioambiental na produção de soja.

A inovação tecnológica é outro pilar nas operações da Agrex. A empresa utiliza a tecnologia digital 4.0, que engloba a automação e integração de dados para otimizar os processos e elevar a eficiência.

As fazendas contam ainda com maquinários de última geração e monitoramento georreferenciado, que permite o acompanhamento das operações em tempo real.

“Com o monitoramento digital e o georreferenciamento, garantimos que nossas atividades de plantio e colheita ocorram 24 horas, atingindo a máxima produtividade de cada safra”, afirma Villarroel.



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Desafios e caminhos para inovar no Brasil


Segundo Pompeo Scola, administrador, psicólogo e CEO da aceleradora Cyklo Agrictech, empreender e inovar no Brasil é uma tarefa complexa, especialmente frente aos desafios de um cenário em transformação constante (Scola, 2024). Ele argumenta que os modelos e ferramentas de apoio ao empreendedorismo, desenvolvidos nas últimas quatro décadas, vêm perdendo eficácia. 

“O primeiro passo é saber onde buscar boas oportunidades de inovação. Se for um projeto que será iniciado do zero, como inovação aberta ou uma startup, é importante focalizar em áreas pouco exploradas como o agronegócio, qualidade de vida, ESG (Ambiental, Social e Governança) ou sustentabilidade. Que são frentes onde se tem grandes oportunidades para desenvolvimento. Agora, se for uma inovação incremental, ou seja, dentro de um negócio já existente, é preciso olhar detalhadamente os processos da empresa, principalmente os que se relacionam com clientes e fornecedores. Considerar tempo, custo envolvido, quantidade de pessoas, nível de satisfação e volume, que como indicadores podem ajudar a encontrar boas oportunidades”

Além disso, o aumento das informações digitais e do uso de big data amplia as possibilidades de inovação, oferecendo um campo fértil para novos negócios baseados em dados, altamente atrativos para empresas e órgãos de pesquisa. Ele destaca que a inovação precisa se alinhar aos interesses do cliente e do mercado, priorizando escalabilidade e relevância da solução, fatores que aumentam as chances de sucesso do projeto.

A fase de aceleração e captação de investimento exige cautela: Scola alerta que o mercado está menos disposto a financiar projetos que queimam caixa sem estratégia de retorno clara, especialmente em mercados saturados (os “oceanos vermelhos”). Uma abordagem eficiente seria adotar custos variáveis, como profissionais em tempo parcial, para otimizar o retorno do investimento.

“Estes são alguns dos muitos pontos que passam a inovação e seus projetos e que devem estar no radar de todo bom empreendedor, esteja ele começando ou em pleno crescimento ou consagrado. Buscar conhecimento e orientação é sempre o melhor caminho para o sucesso na inovação”, conclui.

 





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Vitória de Trump adiciona viés de queda para soja



Cenário permanece incerto após eleição nos EUA




Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) desta quinta-feira (7), o mercado da soja registrou elevação nos preços nesta semana na Bolsa de Chicago, com o bushel para o primeiro mês cotado em US$ 10,15, comparado aos US$ 9,82 da semana anterior. Esse aumento foi impulsionado pela valorização de 7% no óleo de soja durante a semana. Em outubro, o bushel teve uma média de US$ 10,02, o que representou uma queda de 1,2% em relação a setembro e um recuo em comparação com outubro do ano anterior, quando a média era de US$ 12,84/bushel.

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A análise da Ceema destacou que o mercado esteve sob influência das eleições presidenciais nos Estados Unidos, realizadas em 5 de novembro, além da expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previsto para 8 de novembro. A vitória de Donald Trump adiciona um viés baixista para a soja, uma vez que o ex-presidente já sinalizou a possibilidade de medidas protecionistas contra a China, o que poderia reduzir as importações chinesas de soja americana. Entre 2017 e 2020, durante o primeiro mandato de Trump, houve represálias comerciais da China que impactaram o mercado de soja dos EUA.

Nos EUA, a colheita da soja avançava rapidamente, alcançando 94% da área até 3 de novembro, bem acima da média histórica de 85% para o período. No Paraguai, onde a expectativa de safra total está em 10,5 milhões de toneladas, segundo a StoneX (enquanto o USDA estima mais de 11 milhões de toneladas), 12% da nova safra 2024/25 já foi comercializada antecipadamente.





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Frente fria passa a impactar duas regiões do país; veja os impactos



O Sul e Sudeste do país está sendo afetado por chuvas intensas nos últimos dias. Agora, a isso se soma uma frente fria que pode intensificar ainda mais as precipitações e, de quebra, derrubar temperaturas. Veja a previsão do tempo para este sábado:

Sul

A chuva começa a diminuir em grande parte da Região. Contudo, há chance de chuvisco nos litorais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, assim como em parte do noroeste do Paraná. Apesar do amanhecer mais encoberto, o sol aparece entre nuvens nas demais áreas e o tempo fica firme.

Sudeste

A frente fria vai continuar provocando bastante instabilidade entre São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, com predomínio de muitas nuvens no céu e chuva persistente. Temporais ainda podem acontecer no Grande Rio, em Belo Horizonte e em Vitória.

Centro-Oeste

Deslocamento da frente fria no Sudeste ainda deve estimular nuvens carregadas desde o nordeste de Mato Grosso do Sul até Goiás e o estado de Mato Grosso. O sábado será de sol entre nuvens e condição de chuva a qualquer momento, com risco ainda alto para temporais. O sol aparece um pouco mais no centro e noroeste sul-matogrossense, mas pode chover à tarde com risco de pancadas.

Nordeste

A chuva se espalha um pouco mais sobre o sul do Maranhão, Piauí, oeste e sul da Bahia, podendo acontecer em forma de pancadas com moderada intensidade. Dia de sol e pancadas mais rápidas no litoral do Nordeste. Manhã e tarde mais ensolarada em Teresina e São Luís, sem chuva nas duas capitais.

Norte

Tempo instável no Tocantins, sul do Pará, no Acre, Amazonas e em Roraima. Nessas regiões, pode chover forte a qualquer momento com chance de temporais. Sol e calor, com pancadas mais irregulares entre a tarde e a noite no leste e norte do Amapá. Tempo firme no litoral do Pará.



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Preços do milho seguem firmes no Brasil


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (7), o preço do milho permanece estável no Brasil. A média de preço no Rio Grande do Sul fechou a semana em R$ 65,94 por saca, enquanto em outras regiões do país os valores variaram entre R$ 53,00 e R$ 72,00 por saca. O indicador de milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) registrou uma alta de 13,4% em outubro, fechando o mês a R$ 72,94/saca, seu maior valor desde abril de 2023.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o plantio da safra de verão do milho alcançou 42,1% da área esperada até 3 de novembro, ligeiramente acima dos 40,2% registrados no mesmo período do ano anterior. O Paraná lidera a semeadura, com 97% da área plantada, seguido por Santa Catarina (90%) e Rio Grande do Sul (83%). Segundo a Conab, 12,1% das áreas já estão em fase de emergência, 85,4% em desenvolvimento vegetativo e 2,5% em floração. Analistas privados, no entanto, estimam um avanço maior, com 59% da área já plantada no Centro-Sul até o final de outubro, segundo a AgRural.

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De acordo com a análise, para a segunda safra de milho (safrinha) de 2024/25, a StoneX projeta uma produção de 101,5 milhões de toneladas, 8,4% acima do volume colhido na safra anterior. A área plantada deve aumentar 0,8%, o que pode elevar a produção total para 128,5 milhões de toneladas, incluindo a safra de verão. Com isso, o estoque final de milho no país pode alcançar 19,5 milhões de toneladas, possivelmente pressionando os preços em 2024. A StoneX projeta exportações de 37,5 milhões de toneladas para a safra 2023/24.

No Mato Grosso, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) sinalizou uma possível redução na área de plantio da safrinha, estimada em 6,79 milhões de hectares, devido ao atraso no plantio da soja. A expectativa é que a semeadura do milho ainda ocorra dentro da janela ideal.

No campo das exportações, o Brasil exportou 6,4 milhões de toneladas de milho em outubro, abaixo das 8,4 milhões registradas no mesmo mês do ano anterior. O milho americano, atualmente o mais barato do mundo, vem pressionando o mercado brasileiro, reduzindo o volume exportado do país. Em novembro, espera-se uma nova queda nas exportações brasileiras, com embarques estimados em 4,2 milhões de toneladas, frente aos 7 milhões de toneladas registrados em novembro de 2023. Até novembro de 2024, as exportações brasileiras devem totalizar 33,5 milhões de toneladas, abaixo dos 50 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023, marcando o fim da recente liderança brasileira no mercado mundial de milho, conforme apontaram os dados do Ceema.





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Rabobank prevê Selic em 13% até 2025



Rabobank projeta que o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base



As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram
As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram – Foto: Canva

O Rabobank destacou em análise recente que o Comitê de Política Monetária (Copom) optou, de forma unânime, por elevar a taxa Selic em 50 pontos-base, alcançando 11,25%. A decisão reflete uma preocupação crescente com a inflação, que continua a subir no horizonte relevante de política monetária. De acordo com o Copom, a projeção de inflação para o segundo trimestre de 2026 aumentou em 10 pontos-base, situando-se agora em 3,6% — 60 pontos-base acima da meta, mesmo levando em conta as expectativas de elevação da Selic para 12,50% até a reunião de junho de 2025, conforme o Focus.

As projeções de inflação para os anos-calendário de 2024 e 2025 também se deterioraram, respectivamente, em 20 pontos-base, para 4,6% e 4,1%, e em 10 pontos-base no horizonte relevante de 2026, com 3,6% de inflação projetada. Isso indica um ambiente inflacionário mais resistente, sugerindo que o Copom talvez precise ajustar a Selic a um patamar mais elevado de 13,00%, em vez de 12,50%, para que a inflação retorne a níveis próximos a 3,0% no horizonte de política.

Com base nisso, é possível afirmar que o Rabobank projeta que o Copom deve elevar a Selic em 50 pontos-base nas próximas três reuniões, com uma última elevação de 25 pontos-base em maio de 2025. Segundo a análise, o ritmo de aumento da taxa básica é uma tentativa de ancorar as expectativas inflacionárias e corrigir o cenário de deterioração. A ata desta reunião, que será divulgada na próxima terça-feira, deverá trazer mais detalhes sobre a reação do Banco Central frente à sua análise inflacionária e as condições econômicas.

 





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