quarta-feira, agosto 12, 2026

Autor: Redação

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Semana terá chuva acima de 100 mm em duas regiões do país


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou informativo meteorológico com a previsão do tempo entre esta segunda-feira (25) e a próxima (2 de dezembro) para as cinco regiões brasileiras. Confira:

Sul

A semana começará com instabilidades no sul do Rio Grande do Sul, o que favorece chuvas em grande parte do estado em acumulados acima de 50 mm. O deslocamento de um sistema frontal aumentará as precipitações na região, podendo gerar volumes acima de 100 mm em áreas do território gaúcho e em Santa Catarina ao longo desta semana.

Sudeste

previsão chuvaprevisão chuva
Foto: Inmet Divulgação

A tendência é de tempo firme nos próximos dias, com possibilidade de chuvas no leste de São Paulo e sul do Rio de Janeiro a partir de sexta-feira (29), com aumento das áreas de instabilidade nos dias seguintes em quase toda a região, com exceção do centro-norte de Minas Gerais.

De acordo com o Inmet, os maiores acumulados estão previstos para o leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com volumes abaixo de 50 mm.

Centro-Oeste

As instabilidades no tempo persistirão no Centro-Oeste do país. Assim, chuvas localmente significativas são esperadas em Mato Grosso e no oeste de Goiás, com acumulados previstos acima de 40 mm, mas podendo atingir 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho no mapa). Em Mato Grosso do Sul e centro-leste de Goiás, as precipitações deverão permanecer abaixo de 20 mm nos próximos dias.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados abaixo de 50 mm (tons de verde) no Acre, Roraima e sul do Pará.

Já no centro-oeste do Amazonas e em áreas do Tocantins, o Inmet prevê que as chuvas podem superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa). A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve provocar acumulados acima de 50 mm no norte do Amapá. No norte do Pará, centro-sul do Amapá e grande parte de Roraima, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 20 mm.

Nordeste

A previsão do Inmet indica área de instabilidade no nordeste da Bahia e Sergipe, que deve provocar acumulados acima de 50 mm entre os dias 26 e 29 de novembro.

No oeste da Bahia, sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste de Pernambuco, as pancadas de chuva poderão ser isoladas, com acumulados previstos abaixo de 50 mm. Nas demais áreas, o tempo permanecerá quente e com baixa probabilidade de chuva.



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Tecnologia da Embrapa para absorção de fósforo rende R$ 4 bilhões ao Brasil em cinco anos


Uma tecnologia que auxilia as plantas a absorver fósforo já gerou benefícios estimados em R$ 4,2 bilhões ao Brasil desde 2019, data de seu lançamento, até a atual safra 2022/2023. Desenvolvido pela Embrapa em parceria com a empresa brasileira Bioma, o inoculante solubilizador de fosfato, conhecido pelo nome comercial BiomaPhos, expandiu a sua presença em lavouras de 228 mil hectares, na safra 2018/2019, para mais de quatro milhões de hectares no atual período agrícola.

Segundo a Embrapa, nesse período o bioproduto impactou a soma de mais de 10 milhões de hectares que receberam o produto. O retorno financeiro estimado foi baseado no aumento da produtividade proporcionado pela aplicação do inoculante.

“Além de ser uma solução tecnológica inovadora e sem precedentes no mercado, o solubilizador de fosfato é possivelmente o maior caso de sucesso de adoção de uma tecnologia da Embrapa nos últimos anos”, relata Christiane Paiva, pesquisadora da área de Microbiologia do Solo da Embrapa Milho e Sorgo (MG), responsável pela pesquisa que chegou aos produtos comerciais. A tecnologia começou nas lavouras de milho e atualmente beneficia também as culturas de soja, cana e feijão.

Pesquisadora Cristiane Paiva. Foto: Guileherem Viana/Embrapa

O pesquisador Rubens Augusto de Miranda realizou um estudo que registrou a expansão do uso do bioinsumo ao longo do tempo. “A confirmação da eficiência do produto nos dois primeiros anos resultou no grande sucesso na safra 2020/2021, quando alcançou a marca de 2,45 milhões de hectares. Em 2021/2022, chegou a 2,77 milhões de hectares e, na safra seguinte, alcançou novo recorde com quase quatro milhões de hectares de área plantada. A expectativa é que em 2023/2024 a área de adoção de inoculantes solubilizadores de fosfato com tecnologia da Embrapa ultrapasse 5 milhões de hectares”, afirma o cientista. Os dados estão no Balanço Social da Embrapa de 2023 e a área de adoção foi estimada a partir da quantidade de doses comercializadas pela Bioma.

Segundo a Embrapa, a quantia estimada de R$ 4,27 bilhões em benefícios ao produtor é consideravelmente superior aos custos de desenvolvimento da tecnologia: cerca de R$ 53,3 milhões até esse período.

“Adicionalmente, o inoculante solubilizador de fosfato não apenas justificou financeiramente o investimento para a sociedade, como também trouxe mais visibilidade à Embrapa, proporcionando benefícios intangíveis para a Empresa”, rafirma Miranda.

Expansão internacional

Christiane Paiva conta que a solução extrapolou o mercado nacional e chegou no exterior. “Ela começou a ser avaliada nos Estados Unidos em 2022 quando obteve a liberação de uso em 14 estados americanos, incluindo os que compõe o chamado Cinturão do Milho, o Corn Belt”, conta Artur Soares, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa parceira Bioma.

Segundo ele, em maio de 2024 o produto foi ainda registrado na Alemanha, Canadá, Argentina, Paraguai, Bolívia e Costa Rica. No Uruguai, está em fase em registro. “A tecnologia foi validada no campo nos Estados Unidos, Canadá e Alemanha com ganhos médios de produtividade de 17 sacas de milho por hectare nas áreas avaliadas e de 10 sacas de soja por hectare”, diz Soares.

Como funciona a bisolubilização de fósforo?

Apenas 0,1% do elemento fósforo (P) está prontamente disponível para absorção imediata pelas plantas. Estudos conduzidos pela Embrapa revelam que há um estoque bilionário de fósforo nos solos, que se encontra inerte e que não pode ser aproveitado pelas plantas. “Em alguns solos de plantio direto, cerca de 88% do fósforo encontra-se em forma orgânica, indisponível para ser absorvido pelas raízes, e precisa ser mineralizado para esse fim. As bactérias solubilizadoras de fosfatos conseguem disponibilizar o elemento para a planta, atuando de forma agronômica nesse grande estoque presente na natureza”, conta Christiane Paiva.

O primeiro inoculante comercial brasileiro para a solubilização de fosfato foi produzido a partir de microrganismos tropicais, selecionados pela Embrapa. O inoculante líquido é recomendado para tratamento de sementes ou aplicação via jato dirigido no sulco de semeadura. De acordo com Paiva, os Bacillus presentes nos produtos comerciais se multiplicam mais facilmente e colonizam de forma mais eficiente a região da raiz da planta, a rizosfera, iniciando a produção de diferentes substâncias que atuam no processamento do fósforo, chamadas de solubilizadores, tornando esse nutriente mais disponível para a absorção e assimilação pelas plantas.

Além disso, a pesquisadora afirma que os Bacillus atuam na mineralização do fósforo presente na matéria orgânica do solo por meio da liberação de enzimas fitases, dando maior aporte desse elemento para o cultivo. Segundo ela, nas avaliações realizadas em áreas de produção de milho, a aplicação do produto resultou em ganho médio de produtividade de 8,9% e aumento de 19% do elemento fósforo exportado para os grãos. Para a soja, a média de produtividade saltou de 67,2 sacas por hectare para 71,6 sacas, além do aumento de 14% do conteúdo de fósforo nos grãos. No caso da cana, os ganhos em toneladas por hectare ficam acima de 14%, além de incremento de 12% para toneladas de açúcar.

Histórico da pesquisa e expansão de mercado

O inoculante solubilizador de fosfato foi lançado em agosto de 2019 (veja aqui), após mais de 19 anos de pesquisas, por meio de uma parceria público-privada entre a Embrapa e a empresa Bioma. Inicialmente, foram conduzidas ações voltadas para o isolamento de cepas eficientes para solubilização de fosfato, coletando-se amostras de solo, planta e raiz em áreas agrícolas representativas das culturas de milho e soja. Posteriormente, realizou-se o processo de screening (rastreamento) em bancada para a seleção das cepas mais eficientes na solubilização de vários tipos de fosfatos e produção de substâncias promotoras de crescimento da planta, segundo relembra a pesquisadora Christiane Paiva.

De acordo com ela, as cepas foram caracterizadas para testes em casa de vegetação e campo. “Foram selecionadas as cepas das bactérias Bacillus subtilis, que solubiliza fosfato de cálcio e ferro e apresenta alta produção de ácido glucônico e da enzima fitase – e Bacillus megaterium (isolada da rizosfera de milho, com capacidade de solubilizar fosfatos de cálcio e produzir fosfatase). Essas duas estirpes foram isoladas de áreas agrícolas no País, nas quais prevalece o cultivo de cereais e possuem propriedades de promoção de crescimento, estimulando o aumento da superfície radicular. Também registramos a produção de biofilme, que pode ajudar a proteger as plantas contra pragas e doenças, além de promover o crescimento das culturas por meio da disponibilidade de nutrientes”, diz Christiane.

Após a comprovação dos bons resultados da pesquisa desenvolvida pela Embrapa, foi estabelecida, ainda em 2016, a parceria com o parceiro privado, que estabeleceu os índices de produção em larga escala e executou os testes de diferentes formulações, culminando com o lançamento do produto comercial em 2019, indicado inicialmente para milho. Em 2021, foi obtido o registro para as culturas da soja e da cana-de-açúcar no Ministério da Agricultura (Mapa). O produto foi registrado no fim de 2023 também para a cultura do feijoeiro, trazendo incrementos de produtividade de 14%, dados avaliados em diversas regiões do País, em campos experimentais da Embrapa Arroz e Feijão. “Novos registros de uso do produto estão sendo validados agronomicamente, como para a cultura do sorgo, arroz, tomate, batata, entre outros”, antecipa a pesquisadora.

O mercado de bioinsumos

De acordo com a quinta edição do Outlook GlobalFert 2024, um dos principais provedores de informações estratégicas do segmento, houve aumento de 11% no consumo de fertilizantes em 2023, reflexo do movimento de retomada da demanda de mercado, após um período de restrições, gargalos logísticos e aumento nos preços causados pela guerra entre Rússia e Ucrânia. “A demanda nacional por fertilizantes é extensa e acaba exigindo a importação em alta escala, tendo em vista que 85% dos fertilizantes consumidos no Brasil são importados”, cita a publicação.

A meta brasileira de descarbonização da agricultura vem ao encontro de investimentos em alternativas para reverter essa situação, com o objetivo de aumentar a competitividade da agricultura nacional. “O Brasil se destaca como um dos principais consumidores de bioinsumos em nível mundial, com grandes chances de se posicionar como o maior consumidor desses produtos em escala global até o fim da presente década. Em se tratando de biofertilizantes, o Brasil liderou a primeira posição no ranking de adoção no primeiro semestre de 2023, com 36% de penetração, ficando à frente da União Europeia (25%) e China (22%)”, segundo informações da GlobalFert.



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Ministra da Agricultura da França critica acordo UE-Mercosul: ‘Concorrência desleal’



A ministra da Agricultura e da Soberania Alimentar da França, Annie Genevard, reforçou nesta segunda-feira (25) sua oposição ao acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, apontando que o tratado traria “concorrência desleal” para os agricultores europeus e impactos negativos nos âmbitos ambiental e sanitário.

“O projeto de acordo com o Mercosul não é bom. Ele causa uma concorrência desleal, não atende aos padrões sanitários e falha no plano ambiental”, declarou Genevard em entrevista à rádio France Inter.

A ministra, que postou a declaração no X (antigo Twitter), afirmou que a posição da França, respaldada por uma rara unanimidade política, tem influenciado os debates no nível europeu, destacando que “não se trata de protecionismo, mas de proteger os interesses legítimos da agricultura europeia”. “Estamos defendendo padrões de sustentabilidade econômica e ambiental para nossos agricultores, e nossa posição está mudando as linhas do debate na Europa”, acrescentou.

O acordo UE-Mercosul, negociado desde 1999 e finalizado em 2019, enfrenta resistência dentro da União Europeia, especialmente de países como França e Polônia. Entre as críticas, estão preocupações com a entrada de produtos agrícolas sul-americanos que não atenderiam aos padrões de produção europeus, além do uso de substâncias químicas proibidas no bloco. Nos últimos dias, protestos de agricultores em países como França e Polônia intensificaram a pressão contra a ratificação do tratado.

A ministra frisou que, além das questões agrícolas, o acordo falha em compromissos de sustentabilidade e transparência. “Não é aceitável abrir nosso mercado a produtos que não respeitam os mesmos padrões que exigimos de nossos produtores”, concluiu Genevard.

No domingo (24), agricultores poloneses suspenderam os protestos que bloqueavam a fronteira de Medyka, na divisa com a Ucrânia, após o governo se comprometer publicamente a rejeitar o acordo comercial entre a UE e o Mercosul. O ministro da Agricultura da Polônia, Czeslaw Siekierski, afirmou que o governo manterá sua “oposição inquestionável ao tratado com o Mercosul, como exigem os agricultores”.



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Confira as cotações da soja em meio à baixa oferta da commodity



A oferta de soja foi fraca no Brasil nesta segunda-feira (25), e os preços apresentaram volatilidade no mercado disponível devido a questões de abastecimento interno. Segundo a Safras & Mercado, as movimentações nos preços foram pontuais, com muitas indicações nominais.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 132,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 141,50 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 136,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 142,50 para R$ 142,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 145,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com leve alta, seguindo parcialmente o movimento de cobertura de posições vendidas iniciado na sexta-feira. A queda do dólar frente a outras moedas ajudou na valorização da soja, embora o cenário fundamental tenha limitado uma reação mais consistente, principalmente devido à previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no Brasil. Além disso, a queda do petróleo e do trigo também contribuiu para reduzir os ganhos.

No mercado de exportações, as inspeções de soja nos Estados Unidos chegaram a 2.102.002 toneladas na semana encerrada em 21 de novembro, superando as 1.574.084 toneladas da semana anterior.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros da soja para janeiro de 2025 tiveram uma alta de 2,25 centavos, fechando a US$ 9,85 3/4 por bushel, com uma variação positiva de 0,22%. Já o contrato com vencimento em março de 2025 registrou alta de 2,00 centavos, fechando a US$ 9,94 1/4 por bushel, uma variação de 0,20%.

O farelo de soja para dezembro também apresentou valorização, com alta de US$ 4,50, fechando a US$ 283,70 por tonelada, o que representa um aumento de 1,55%. Por outro lado, o óleo de soja para dezembro teve uma queda de 0,56 centavo, fechando a 41,21 centavos por libra, com uma desvalorização de 1,34%.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,8033 para venda e R$ 5,8013 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7759 e a máxima de R$ 5,8204.



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Fiscalização apreende 100 cabeças de gado avaliadas em mais de R$ 230 mil


Fiscalização no município de Dom Eliseu, nordeste do Pará, apreendeu 100 cabeças de gado nesse último domingo (24). O plantel é avaliado em R$ 231.686,00.

“Durante fiscalização, o veículo boiadeiro apresentou nota fiscal avulsa emitida em 19 de novembro, com origem em Bom Jesus do Tocantins, no Pará, com destino a Açailândia, no Maranhão, de transferência de 100 cabeças de gado fêmeas de 13 a 24 meses”, contou o coordenador da unidade Itinga, Gustavo Bozola, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa).

Segundo ele, a equipe de servidores do órgão desconfiou do tempo entre a emissão da nota e apresentação no posto fiscal, visto que a cidade de origem ficava apenas a 170 km da fronteira.

Transferência fictícia do gado

fiscalização 100 cabeças gado Paráfiscalização 100 cabeças gado Pará
Foto: Divulgação Sefa

Nas análises de registro do veículo em câmeras de monitoramento, foi verificada a passagem do veículo com o gado indo para Belém no dia 21 de novembro. Também foi identificado, junto à Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), que o contribuinte tinha uma Guia de Transporte Animal (GTA) emitida com origem em Soure e destino a Bom Jesus do Tocantins, ambos no Pará.

“A fiscalização confirmou que na verdade o gado estava vindo de Soure e tinha como destino Açailândia, e a transferência foi fictícia com a finalidade de não pagar o imposto devido, visto que o imposto é antecipado na saída do estado” resumiu o fiscal de receitas estaduais.

Assim, foi lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 38.923,25 correspondente ao imposto e multa.



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AgroNewsPolítica & Agro

exportações do agronegócio batem recorde em outubro


De acordo com dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA), as exportações do agronegócio da Bahia alcançaram um novo recorde em outubro de 2024, totalizando US$ 745 milhões. O valor representa um crescimento de 14,7% em comparação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados US$ 635 milhões. O montante é o maior da série histórica para o mês, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O complexo do cacau foi um dos motores do desempenho. Em outubro de 2023, o setor havia exportado US$ 19,8 milhões, mas em 2024, esse valor mais que dobrou, atingindo US$ 48,1 milhões, impulsionado pela valorização global das cotações da amêndoa, conforme informou a Secretaria de Agricultura.

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O café também se destacou, com um crescimento expressivo. As exportações passaram de US$ 15,4 milhões em outubro de 2023 para US$ 29,3 milhões no mesmo período deste ano, quase dobrando de valor.

Outros produtos como fibras, têxteis e o complexo soja também tiveram impacto positivo no recorde de exportações. O setor de produtos florestais, especialmente a celulose, registrou um salto, passando de US$ 101,9 milhões em outubro de 2023 para US$ 155 milhões no mesmo mês de 2024.

Os produtos agrícolas baianos chegaram a mais de 100 destinos internacionais, incluindo mercados estratégicos como China, Europa e Estados Unidos. Esse desempenho reforça a liderança da Bahia nas exportações do agronegócio no Nordeste, com um portfólio diversificado e de alta qualidade, segundo a Seagri BA.





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Quais fatores devem aumentar ou reduzir os preços do milho? Veja análise



Com o clima favorável, o plantio da safra 2024/25 de milho já supera 50% da área prevista, conforme levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Quanto ao mercado, o cereal encerrou a semana sendo cotado a US$ 4,26 por bushel (+0,47%) em Chicago, para o contrato com vencimento em dezembro de 2024.

No Brasil, na B3, seguiu o movimento de queda, com fechamento de -3,39%, encerrando a R$ 72,00 por saca no vencimento de janeiro de 2025. Tal cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando desvalorização em várias regiões.

Veja, agora, o que pode impactar os preços do milho nesta semana, conforme análise da plataforma Grão Direto:

O que esperar do mercado?

  • Oferta e demanda brasileira: de acordo com projeções da Conab, o Brasil deve alcançar a segunda maior safra de milho da sua história, com cerca de 120 milhões de toneladas. Esse volume, por si só, já exerce forte pressão sobre as cotações devido à elevada oferta. “No entanto, a demanda, especialmente pelo consumo doméstico, tem desempenhado um papel importante como contrapeso. O consumo interno cresce ano após ano e, nesta safra, deve aumentar cerca de 3%, atingindo 87 milhões de toneladas”, diz a nota da Grão Direto. Segundo a empresa, embora o estoque final deva superar o do ano passado, ainda ficará abaixo da média dos últimos sete anos. “Caso ocorra uma redução na área plantada de milho, poderá haver novos movimentos de alta nas cotações no mercado brasileiro.”
  • Consumo interno crescente: o principal fator por trás do aumento no consumo doméstico de milho é a produção de etanol à base do produto. “Esse crescimento tem compensado a queda nas exportações, contribuindo para uma valorização expressiva nas cotações do cereal brasileiro”, avalia a plataforma. Segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a demanda por milho na safra 2024/25 deve alcançar 17,7 milhões de toneladas, aumento de 21% em relação à safra anterior, com a produção de etanol passando de 6,3 para 8 bilhões de litros. “Esse avanço tem sido um suporte crucial para as cotações do milho, gerando excelentes oportunidades para os produtores”.
  • Análise Gráfica: considerando o contrato dezembro/24 do milho cotado em Chicago, a semana anterior foi de indecisão, com os preços de abertura e fechamento de mercado muito próximos. “Para esta semana, é provável que o preço apresente maior volatilidade”.

Cenários de alta e baixa para o milho

Para que o contrato do milho dezembro/24 cotado em Chicago tenha um cenário de alta é necessário que o preço consiga superar os US$ 4,28/bushel e caso consiga romper esta região, os patamares de US$ 4,32, US$ 4,36 e US$ 4,43/bushel.

Caso o milho perca o patamar de US$ 4,22, os possíveis alvos de baixa estão em: US$ 4,10 e US$ 4,02.

“As cotações de milho poderão continuar seu movimento de queda no curto prazo, podendo atingir a região dos R$ 70,00 na B3. Isso deve continuar impactando os preços dos mercado físico brasileiros em diversas regiões”, finaliza a Grão Direto.



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Veja como o mercado da soja se comportou; quais as projeções?



O plantio da safra brasileira da soja 2024/25 avança em todo o Brasil, com boas condições para o desenvolvimento inicial das lavouras. De acordo com a plataforma Grão Direto, apesar das chuvas esparsas em algumas regiões, o clima tem proporcionado um ritmo favorável tanto para o plantio quanto para o início do desenvolvimento das plantas.

USDA

Na última semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de quase 1 milhão de toneladas de soja, com uma boa participação dos compradores chineses. Isso demonstra que a China está aproveitando as boas oportunidades de preço, mas, apesar dessa movimentação, o mercado não demonstrou otimismo substancial. A instabilidade nos mercados e o impacto dos preços mais baixos continuam sendo um desafio para os produtores brasileiros.

Óleo da soja em queda

O mercado da soja foi pressionado por uma queda nos preços do óleo de soja e pelos riscos relacionados às mudanças no programa de biocombustíveis nos Estados Unidos. Além disso, a realização de lucros pesou sobre os contratos futuros de soja em Chicago, afetando diretamente os preços da oleaginosa no Brasil.

O contrato de soja para janeiro de 2025 encerrou a semana a US$ 9,85 por bushel, marcando uma queda de 1,30%. Já os dados de março de 2025 também registraram uma queda de 1,59%, fechando a US$ 9,93 por bushel. Por fim, o dólar, por sua vez, subiu 0,35%, fechando a R$ 5,81, o que impactou ainda mais o mercado físico de soja no Brasil.

O que esperar do mercado?

De acordo com o Boletim de Monitoramento Agrícola de novembro, divulgado pela Conab, o Brasil deve encerrar o ano-safra 2024/25 com estoques 24% superiores ao período anterior. Esse aumento será impulsionado pela expansão da área plantada (+2,6%) e por um crescimento expressivo de 12,5% na produção, que deverá alcançar um recorde histórico de 166 milhões de toneladas.

Porém, o consumo interno também deve crescer cerca de 5 milhões de toneladas, e, somado ao aumento das exportações (13 milhões de toneladas), a pressão sobre a oferta de soja será forte. Esse cenário pode continuar a exercer pressão sobre as cotações no Brasil, com uma oferta robusta e uma demanda crescente.

Além disso, na próxima quinta-feira (28), os Estados Unidos celebram o “Dia de Ação de Graças”, o que resultará em uma pausa na referência da Bolsa de Chicago. Tradicionalmente, durante esse período, o mercado tende a apresentar maior estabilidade nas oscilações, com um volume de vendas mais baixo. Isso se deve à menor atratividade das cotações atuais e ao comportamento do mercado de soja em Chicago, que tem se mostrado mais cauteloso.

A volatilidade do dólar também deve ser acompanhada de perto, já que o mercado aguarda o anúncio do corte de gastos do governo brasileiro, que está previsto para até terça-feira (26). Caso o corte não atenda às expectativas, isso pode aumentar o risco Brasil, pressionando o dólar a subir frente ao real. O mercado projeta uma redução de cerca de 40 bilhões de reais até 2026. Se o anúncio for abaixo dessa projeção, pode gerar desconfiança em relação à saúde fiscal do país, o que resultaria em uma nova alta do dólar. Por outro lado, um anúncio dentro das expectativas poderia desencadear uma queda do dólar nas próximas semanas.

Preços em Chicago

No mercado de Chicago, o contrato de soja para janeiro de 2025 foi cotado a US$ 9,83 por bushel, com uma ligeira queda ao longo da semana. Para que uma recuperação nos preços seja mais evidente, é necessário que o contrato se estabilize acima dos US$ 10,00 por bushel. Caso os preços subam, as regiões de preço mais relevantes são US$ 10,15, US$ 10,30 e US$ 10,56 por bushel. Por outro lado, se os preços perderem o suporte nos US$ 9,80 por bushel, as cotações podem cair para US$ 9,75, US$ 9,70 e até US$ 9,60 por bushel.

Com base nesse cenário, é possível que a próxima semana seja negativa para os preços da soja em Chicago, especialmente se o dólar continuar apresentando tendência de queda no Brasil. No mercado interno, os prêmios devem continuar valorizando para o grão disponível, enquanto a safra futura poderá ser pressionada para baixo, com menores perspectivas de valorização no curto prazo.



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Produtores de frango também paralisam vendas ao Carrefour, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, disse nesta segunda-feira (25), em entrevista à Folha de S. Paulo, que a paralisação de venda de frigoríficos brasileiros de carne bovina ao Carrefour se estende, agora, aos produtores de frango.

Segundo ele, o setor de proteína animal brasileiro manterá a medida até o momento em que a rede varejista fizer uma retratação global.

O chefe da pasta reafirmou que a decisão do setor tem o apoio irrestrito do próprio Ministério e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), entidade que congrega 43 empresas de proteínas animais, responsáveis por 98% do produto negociado internacionalmente.

O imbróglio teve início quando o CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, disse que a rede varejista não mais compraria carne advinda do Mercosul, o que inclui o Brasil, alegando questões ambientais e sanitárias.

Entidades representativas do setor de proteína animal, analistas de mercado e o próprio ministro Fávaro já disseram que a medida se tratava, puramente, de protecionismo. Assim, o posicionamento do executivo da empresa francesa seria uma forma de corroborar com o posicionamento de agricultores franceses, que protestam contra o acordo entre Mercosul e União Europeia.

“Se ele [o CEO do Carrefour] não quer comprar os produtos brasileiros, é simples, não compra […]. Agora, dizer que não tem qualidade sanitária? Faz 40 anos que a França compra carne do Brasil. E faz isso agora? Isso nós não vamos admitir, porque o que temos de mais precioso é a qualidade sanitária da nossa carne. É isso o que nos abriu tantos mercados no mundo”, disse Fávaro, à Folha.

Vale lembrar que o Grupo Carrefour Brasil já reconheceu, em nota, os impactos advindos da ruptura de fornecimento de carnes pela indústria nacional, após grandes frigoríficos, como JBS, Marfrig e Masterboi, interromperem a entrega de produtos às unidades do grupo no país.

Em contato com a reportagem do Canal Rural, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) não quis comentar, no momento, o apoio dos produtores de frango ao embargo.



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