segunda-feira, agosto 10, 2026

Autor: Redação

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Escalas de abate mais ‘folgadas’ baixam preços do boi gordo; veja cotações


O mercado físico do boi gordo registrou preços acomodados ao longo da sexta-feira (13). Segundo a consultoria Safras & Mercado, a perspectiva ainda é de queda para os indicadores no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate (entre nove e dez dias úteis na média nacional).

As paralisações de final de ano são uma variável chave a ser considerada, com muitas indústrias interrompendo o abate para realização de manutenção programada.

“A demanda doméstica de carne bovina segue preocupante, com a população brasileira ainda priorizando o consumo de proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango”, disse o analista Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 315,50
  • Goiás: R$ 302,50
  • Minas Gerais: R$ 312,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,32
  • Mato Grosso: R$ 297,09

Mercado atacadista

frigorífico, preço da carne bovina
Foto: Governo do Tocantins

O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes para a carne bovina. Conforme Iglesias, o cenário delimitado para a segunda quinzena pode indicar para uma queda nos preços, considerando que a programação do varejo já está totalmente definida.

“Soma-se a isso a percepção de que o consumidor brasileiro vai priorizar proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, cortes suínos e do ovo”, assinalou Iglesias.

O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50 por quilo. O Quarto traseiro permanece precificado a R$ 27, por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 6,0286 para venda e a R$ 6,0266 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9726 e a máxima de R$ 6,0761. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,78%.



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Preços da soja estáveis no Brasil; confira o fechamento do mercado do grão



O mercado brasileiro da soja teve mais um dia de poucos negócios nesta sexta-feira (13). Com a queda na Bolsa de Chicago e o dólar subindo, os preços no Brasil ficaram de estáveis a mais baixos. A semana foi marcada por fraco movimento, uma vez que a indústria está abastecida e a janela de exportações quase finalizada.

Cotações no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 140,50
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 142,50 para R$ 142,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 133,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00

A soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. A perspectiva de safra cheia na América do Sul pressionou o mercado.

Conab

A safra brasileira deverá ser recorde. Conforme levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de soja deverá totalizar 166,211 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 12,5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 147,718 milhões de toneladas. Em novembro, a Conab trabalhava com estimativa de safra de 166,143 milhões de toneladas.

O mercado também sentiu impacto negativo na fraqueza de outros óleos vegetais, além da firmeza do dólar frente ao euro, o que reduz a competitividade dos Estados Unidos no cenário exportador.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 7,50 centavos de dólar, ou 0,75%, a US$ 9,88 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,95 por bushel, com perda de 8,25 centavos, ou 0,82%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 3,30, ou 1,13%, a US$ 286,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 42,61 centavos de dólar, com baixa de 0,06 centavo, ou 0,14%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 6,0286 para venda e a R$ 6,0266 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9726 e a máxima de R$ 6,0761. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,78%.



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Palestra online mostrará atualizações sobre o controle de brucelose em São Paulo



A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) convida sindicatos rurais e pecuaristas a participarem do evento Atualizações Sobre o Controle de Brucelose no Estado de São Paulo, que ocorrerá de forma virtual, na próxima terça-feira (17), às 18h.

Além das regras de imunização do rebanho, a palestra também abordará a substituição da marca a fogo pelos bottons de identificação e o lançamento do atestado de vacinação, no âmbito do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT) do território paulista.

Os temas serão conduzidos pelo diretor do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal, Affonso dos Santos Marcos.

O evento é resultado de parceria entre Faesp, Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (OCESP). Clique aqui para se inscrever.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas e manejo favorecem os citros, mas há risco de perdas



Suspeitas deriva preocupa produtores




Foto: Agrolink

Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar, citricultura apresenta cenários variados de desempenho no Rio Grande do Sul. Na região administrativa de Bagé, em Itaqui, as chuvas regulares e as temperaturas em elevação têm beneficiado os pomares, resultando em boa sanidade e excelente resposta às adubações. O pegamento de frutos é promissor, indicando uma safra positiva.

Por outro lado, em Maçambará, o cenário é mais desafiador. Apesar da excelente carga inicial de laranjas, há suspeitas de deriva de herbicidas aplicados em lavouras vizinhas, o que está provocando um abortamento de frutos. Levantamentos preliminares indicam que as perdas podem atingir até 80% da produtividade esperada, gerando preocupação entre os produtores.

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Na região administrativa de Frederico Westphalen, os pomares estão em fase de desenvolvimento dos frutos, com boas condições gerais. A expectativa para a safra 2024/2025 é de uma produtividade média de 35 toneladas por hectare. Os citricultores estão investindo em adubações e tratamentos fitossanitários preventivos, especialmente no controle da mosca-branca, que tem apresentado alta incidência, embora ainda sem causar grandes danos econômicos.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

Porém, em algumas áreas, foi detectada a presença da Clorose Variegada dos Citros (CVC), o que exige maior atenção no manejo. Apesar disso, o quadro fitossanitário geral é considerado adequado, alimentando as expectativas por uma safra produtiva e de qualidade, conforme apontado no informativo.





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Resolução que permite o trânsito de máquinas agrícolas em rodovias é comemorada



O trânsito de máquinas agrícolas em rodovias do país foi regulamentado pela Resolução nº 1.017/24, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), na última quarta-feira (11).

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) comemoraram a medida.

A iniciativa estabelece critérios para o registro e a circulação de tratores e equipamentos agrícolas em vias públicas com vistas a trazer segurança e organização no uso compartilhado das rodovias.

A Resolução é fruto de parceria entre o Ministério dos Transportes (MTrans) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que propuseram a regulamentação do Registro Nacional de Tratores e Máquinas Agrícolas (Renagro).

Consulta pública do Governo Federal sobre a proposta, que recebeu ao todo 280 contribuições, foi fundamental para a aprovação da normativa.

Principais mudanças

As principais mudanças da normativa que regulamenta o trânsito de máquinas agrícolas incluem o registro obrigatório para tratores agrícolas fabricados a partir de 1º de janeiro de 2016, autorizados a transitar em vias públicas. Esses veículos deverão ser cadastrados gratuitamente no sistema do Mapa.

Já os equipamentos fabricados até 31 de dezembro de 2015 poderão ser registrados de forma facultativa no Renavam e no Renagro. Além disso, para circular em vias públicas, os tratores precisam estar registrados e atender a requisitos como largura máxima de 3,20 metros e limite de deslocamento de até 40 km em vias pavimentadas.

Outra informação importante é que estão dispensadas da Autorização Especial de Trânsito (AET) as máquinas agrícolas que cumprem esses critérios. Além disso, a resolução exige sinalização especial para alertar outros motoristas, aumentando a segurança no trânsito.

A assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA, Elisângela Pereira Lopes, enfatizou a relevância da nova regulamentação.

“Essa medida traz segurança jurídica para os produtores que precisam circular com suas máquinas nas estradas — insumos indispensáveis para garantir alimentos à população brasileira e mundial. Além disso, promove a segurança viária, ao estabelecer regras claras para o compartilhamento das rodovias, priorizando o respeito e a proteção de todos os usuários”, destacou.



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saiba os impactos na lavoura de soja



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil aponta para a continuidade das chuvas até o final de 2024. Nos próximos dias, as precipitações ganham força, especialmente no Centro-Oeste, em Minas Gerais e São Paulo, com volumes que podem ultrapassar 80 mm em cinco dias.

Já no Matopiba, a tendência é que, ao aproximar-se da semana do Natal, entre 19 e 23 de dezembro, os acumulados de chuva ultrapassem os 80 mm tanto no Tocantins quanto no Maranhão. A chuva também avança gradualmente para o norte do Pará.

Chuva que fica no Sul do Brasil

Enquanto isso, o sul do país, especialmente o Rio Grande do Sul, experimenta chuvas persistentes, principalmente na porção sul, o que contribui para a reposição hídrica do solo. O verão, que se aproxima, deve apresentar volumes de precipitação acima da média em algumas regiões. O Centro-Oeste, Minas Gerais, São Paulo e Paraná terão chuvas intensas, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta um período mais seco. No entanto, as precipitações não devem impactar as lavouras de soja, já que os volumes estimados ficam entre 100 e 130 mm nos próximos 30 dias.

E a lavoura de soja no Matopiba?

No Matopiba, a tendência também é de chuvas acima da média, o que é um alívio para as lavouras em fase de enchimento de grãos. Contudo, uma situação mais preocupante é observada no norte do Pará, onde os volumes de precipitação ficam abaixo da média. Em fevereiro, com algumas lavouras já em fase final de enchimento de grãos e outras no início da colheita, o impacto da chuva fora do esperado pode afetar o ritmo da colheita, especialmente nas áreas do Centro-Sul, mas ao mesmo tempo, pode beneficiar outras lavouras em fase de enchimento.

Março de 2025

Quando analisamos a previsão para março, o cenário se torna ainda mais desafiador. Durante o meio e final da colheita, há uma expectativa de chuvas intensas em várias regiões produtoras, como o Centro-Oeste, Sudeste, Matopiba e a região Sul. Essas precipitações não só podem prejudicar o andamento da colheita, mas também dificultar o início da semeadura do milho segunda safra, um momento crítico para os produtores. A combinação de chuvas excessivas e atrasos na colheita pode impactar diretamente a produtividade e a logística das lavouras.



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Ciclone traz alerta de temporais severos, granizo e ventos de 100 km/h neste fim de semana



A formação de um ciclone extratropical trará instabilidade ao Centro-Sul do Brasil neste fim de semana, com previsão de temporais severos, rajadas de vento que podem ultrapassar 100 km/h e queda de granizo.

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o sistema começará a atuar na noite desta sexta-feira (13), ganhando força no sábado (14) e no domingo (15).

As áreas mais afetadas incluem o sul de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Triângulo Mineiro e partes do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Além de ventos intensos e granizo, há possibilidade de formação de tornados e microexplosões, especialmente em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Risco para o campo e infraestrutura

Os alertas meteorológicos indicam risco de danos a estruturas agrícolas, como silos e galpões, e de cortes no fornecimento de energia devido à queda de árvores.

No extremo sul do Rio Grande do Sul, em municípios como Pelotas e Santa Vitória do Palmar, os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 mm em 48 horas.

Apesar do cenário de alerta, Müller ressalta que o tempo seco retornará à maioria das regiões afetadas logo após a passagem do ciclone, reduzindo os riscos de enchentes.

Calor intenso no Nordeste

Enquanto o Centro-Sul enfrenta os efeitos do ciclone, o sol predominará no Nordeste, com máximas que podem chegar a 38 °C no norte do Piauí e Ceará.

As condições de tempo seco devem favorecer o trabalho no campo, mas a baixa umidade relativa do ar exige atenção dos produtores.



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Fungo inova no controle de pragas da banana e reduz uso de defensivos



Pesquisadores da Universidade Tiradentes (Unit), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP) e a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), estão desenvolvendo uma solução inovadora e sustentável para o combate ao Cosmopolites sordidus, um besouro de cor preta, uma das principais pragas da bananicultura mundial. O estudo utiliza fungos entomopatogênicos, microrganismos que adoecem e eliminam insetos, para promover o controle biológico dessa praga devastadora.

A pesquisa, liderada pelo professor Marcelo da Costa Mendonça, promete ser uma alternativa ao uso de defensivos, alinhando-se à tendência global de redução de químicos na agricultura. “O uso de fungos selecionados contribui para o controle sustentável, evitando a contaminação ambiental e preservando a saúde dos trabalhadores rurais”, afirma Lucas Jefferson Santos Barboza, mestrando responsável pela pesquisa.

Impactos da praga e avanços na pesquisa

O Cosmopolites sordidus, conhecido como moleque-da-bananeira, é um besouro que ataca o rizoma da planta, reduzindo a produção em até 80%. Além de enfraquecer as bananeiras, a infestação facilita a entrada de patógenos, comprometendo a saúde das plantas.

Nos testes de laboratório, um dos fungos isolados apresentou 100% de eficácia na eliminação dos insetos. Atualmente, a pesquisa avança para testes em estufas agrícolas, onde será avaliada a aplicação do fungo diretamente nas plantas. O método utiliza o hábito social dos besouros para disseminar o fungo entre a população da praga, promovendo seu controle de forma natural.

Soluções para produtores orgânicos e sustentáveis

O projeto atende à demanda de produtores orgânicos, que não podem utilizar defensivos e muitas vezes sofrem com perdas significativas. A tecnologia, após validação em campo e aprovação regulatória, será transferida para empresas produtoras de bioinsumos agrícolas, possibilitando sua produção em larga escala.

“Essa inovação é um marco para a bananicultura sustentável, pois oferece uma solução eficiente e ambientalmente correta para um problema crônico na produção de bananas”, ressalta Mendonça.

Tendência mundial

A iniciativa reforça a importância da agricultura sustentável e do uso de controle biológico como alternativa ao combate de pragas e doenças. Ao evitar o uso de inseticidas químicos, o método reduz impactos ambientais, melhora a qualidade dos alimentos e protege a biodiversidade.

Com a promessa de beneficiar produtores de diversas escalas, o estudo deve ganhar notoriedade no mercado de bioinsumos e representar um avanço significativo para a ciência agrária no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

pragas e doenças marcam final da safra de pêssego



Alta oferta pressiona preços no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar, a safra do pêssego destinado à indústria está próxima do encerramento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas. Em Pelotas e municípios vizinhos, cerca de 80% dos frutos já foram colhidos, mas a temporada enfrentou desafios como a grande incidência do gorgulho-do-milho, que migra de paióis, armazéns ou lavouras não colhidas para atacar frutos maduros. Além disso, a podridão-parda, favorecida pelas condições climáticas desde a floração, continua impactando a produção.

Outro ponto crítico é a redução do calibre das frutas de cultivares médias e tardias. Para a safra industrial, os preços de referência foram fixados em R$ 2,50 por quilo para frutos tipo I (diâmetro acima de 53 mm) e R$ 2,20 para tipo II.

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Na região de Passo Fundo, a colheita de variedades precoces avança, com cerca de 40% da produção já comercializada. Contudo, a alta oferta tem pressionado os preços, que variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00 por quilo, dependendo da qualidade.

Em Soledade, os trabalhos concentram-se nas variedades de ciclo médio. O manejo intensificado para controle da podridão-parda, agravada pelas chuvas, foi essencial para minimizar prejuízos e manter a qualidade da colheita.





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Entidades se posicionam contra pulverização de defensivos com drones



A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Fiocruz divulgaram na quarta-feira (11) um posicionamento oficial contra a pulverização de defensivos agrícolas com drones.

A nota foi publicada em defesa da Lei nº 16.820/19, sancionada pelo governo do Ceará em 2019, proibindo a prática de forma pioneira no país. A liberação do uso dos veículos aéres não tripulados para esse fim, entretanto, voltou a ser discutida na Assembleia Legislativa do estado.

A Abrasco e a Fiocruz afirmam que “existem robustas evidências científicas comprovando os impactos nocivos da exposição das populações humanas e da biodiversidade decorrentes da pulverização aérea de defensivos”.

Essas evidências foram sistematizadas no Dossiê Abrasco – um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde (2015), no Dossiê contra o Pacote do Veneno e em defesa da vida (2021) e no Dossiê Danos dos Agrotóxicos na Saúde Reprodutiva: conhecer e agir em defesa da vida (2024).

“Devido à prática da pulverização aérea em algumas regiões do país, acidentes envolvendo comunidades tradicionais e crianças têm sido verificados com frequência”, diz a nota.

“No estado do Ceará, especificamente, tal prática foi realizada por grandes empreendimentos agrícolas atingindo diversas comunidades de camponeses, como constatado na região da Chapada do Apodi, provocando intoxicações agudas e crônicas, produzindo câncer, malformações congênitas, desregulações endócrinas, dentre outros agravos à saúde que podem ser constatados em estudos científicos publicados”, acrescenta a nota.

Comunidades atingidas

As entidades citam dados de relatório divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) que apontam que a contaminação por defensivos nas comunidades rurais aumentou quase dez vezes no primeiro semestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado.

Somente no Maranhão, exemplificam, mais de 100 comunidades foram atingidas pela pulverização aérea de agrotóxicos neste ano.

O relatório Territórios Vitimados Diretamente por Agrotóxicos no Maranhão, também citado pela nota, denuncia que 88% dos casos de pulverização aérea que geram contaminação dessas comunidades, do meio ambiente e que resultaram em perda da produção foram causados por drones.

O estudo é de autoria da Rede de Agroecologia do Maranhão (Rama), da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão (Fetaema) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

“O melhor caminho para uma agricultura mais saudável e sustentável passa pela aprovação de políticas como o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), voltadas para a diminuição do uso de agrotóxicos e pela promoção da agroecologia, nos âmbitos municipais, estaduais e federal. Frente à atual crise climática, é uma das políticas públicas mais urgentes para serem implantadas na defesa da vida”, dizem a Fiocruz e a Abrasco.



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