sábado, agosto 8, 2026

Autor: Redação

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Sudeste, Centro-Oeste e Norte ficam em alerta de chuva forte para hoje



Este sábado (4) será de chuva de moderada a forte intensidade, com risco para temporais, em boa parte do país. Veja a previsão de Norte a Sul:

Sul

Calor e umidade ainda provocam pancadas de chuva sobre a maior parte da Região Sul neste sábado. Muito sol e calor no Rio Grande do Sul, com pancadas mais irregulares entre o litoral norte, Grande Porto Alegre e Serra. Pancadas de verão entre Santa Catarina e Paraná, com risco de alguns temporais localizados.

Sudeste

A chuva continua no sábado em grande parte do Sudeste. Dia mais nublado no centro-norte paulista, em Minas Gerais e no norte do Espírito Santo, com previsão de chuva forte a qualquer momento do dia. O dia terá pancadas intercaladas com algumas aberturas de sol, mas com risco de temporais no centro-leste e litoral paulista e no no estado do Rio de Janeiro.

Centro-Oeste

Final de semana abafado, mas com condições de chuva forte em toda a Região. Dia de muitas nuvens em Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e no estado de Mato Grosso com risco alto para temporais. As pancadas podem ocorrer em vários períodos do dia e há risco alto para transtornos.

Nordeste

O risco de chuva aumenta sobre áreas da costa norte do Nordeste. Dia abafado e com precipitações mais regulares entre Maranhão, Piauí, Ceará e o Rio Grande do Norte. Chuva em forma de pancadas podem acontecer intercaladas com alguns períodos de melhoria, como na costa da região. Risco de chuva forte no oeste da Bahia.

Norte

Sem grandes mudanças nas condições de tempo: dia abafado e com potencial ainda de temporais nos estados da região. Alerta de chuva forte em Manaus, Rio Branco, Macapá, Boa Vista e Belém.



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AgroNewsPolítica & Agro

Prêmios de milho seguem estáveis no início do ano



Na Argentina, o mercado manteve ampla oferta de opções de entrega



No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t
No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t – Foto: Claudio Neves/APPA

Segundo informações da TF Agroeconômica, os mercados de milho retomaram as atividades de forma tímida neste início de ano, com prêmios permanecendo inalterados em relação ao final de 2024. Em Paranaguá, as negociações seguem como referência, com prêmios para janeiro registrando venda a Sv (120) e compra a 101 (sC), base H5. Para os meses de julho e agosto, os prêmios apresentaram leve alta, com venda a 75 (+5) e compra a 59 (+2), base U5.  

No mercado chinês, as cotações do milho para janeiro registraram queda de 1 CNY/t, enquanto para março a redução foi de 6 CNY/t. Produtos derivados, como amido de milho, também apresentaram recuo: 16 CNY/t para janeiro e 15 CNY/t para março. No segmento de proteínas, os preços dos ovos caíram 30 CNY/500kg para janeiro e subiram 2 CNY/500kg para fevereiro. Já o suíno sofreu queda de 365 CNY/t para janeiro, mas apresentou alta de 265 CNY/t para março.  

Na Argentina, o mercado manteve ampla oferta de opções de entrega, com preços estáveis e poucas variações operacionais. O melhor preço para desembarque imediato foi A$ 187 mil/t, enquanto a parcela contratual subiu A$ 5 mil/t, atingindo A$ 190 mil/t. Para entrega entre março e abril, o preço do milho do próximo ciclo comercial permaneceu em US$ 175/t, e para o cereal de colheita tardia, em US$ 165/t.  

Com este cenário, os mercados globais ainda tateiam as oportunidades, enquanto produtores e compradores aguardam sinais mais claros de movimentação nas cotações. A estabilidade observada, no entanto, sugere cautela no curto prazo. As informações foram divulgadas depois da virada do ano.





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Moinhos do RS antecipam compras de trigo



No Paraná, as negociações estão praticamente zeradas



Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento
Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento – Foto: Canva

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os preços do trigo pão no Rio Grande do Sul permanecem na faixa de R$ 1.220 a R$ 1.280, sem muitos negócios concretizados. Quando há demanda, os embarques são programados para fevereiro e março. Produtos como branqueador e melhorador apresentam preços de R$ 1.550/1.600 e R$ 1.400, respectivamente, dependendo da qualidade e da urgência de entrega. Apesar da antecipação de movimentos de alta no custo da matéria-prima, os preços da farinha não estão contribuindo para alavancar o mercado. No setor de exportação, o trigo Milling para entrega em janeiro foi negociado a R$ 1.370/tonelada, enquanto o trigo de ração alcançou R$ 1.320 para o mesmo período, com pagamentos agendados para fevereiro.  

Em Santa Catarina, o mercado de trigo segue em ritmo lento devido às festas de fim de ano e ao período de férias. As cooperativas estão recebendo os últimos lotes da safra local, mas os preços pedidos são mais altos do que os do trigo gaúcho CIF. Algumas ofertas no estado incluem R$ 1.300 mais frete para o trigo do RS e R$ 1.450 no moinho para trigo local. Apesar disso, os preços pagos aos produtores catarinenses permanecem estáveis, variando entre R$ 68,00 e R$ 73,00 por saca, dependendo da região.  

No Paraná, as negociações estão praticamente zeradas, reflexo da pausa das indústrias para manutenção e balanços anuais. As últimas cotações apontam pedidas de vendedores a R$ 1.500 no norte do estado, consideradas baratas frente ao custo das importações. Já no oeste e sudoeste, os valores são ligeiramente inferiores, tornando o trigo paranaense mais competitivo do que o gaúcho. No entanto, as importações de trigo argentino continuam, com a chegada prevista de três navios em Paranaguá, totalizando 88.610 toneladas.  

 





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Queda de PIB e preços


Segundo dados do Cepea/Esalq-USP divulgados por Ricardo Leite, superintendente executivo do Banco Safra, o agronegócio brasileiro enfrentou desafios significativos em 2024, com o PIB do setor recuando 3,5% no primeiro semestre. Isso equivale a uma perda de R$ 92 bilhões em relação a 2023. A retração foi mais severa no setor agrícola, que registrou queda de 5,1% (R$ 96 bilhões), enquanto a pecuária cresceu 0,5% (R$ 4 bilhões).

De janeiro a setembro, as exportações alcançaram US$ 126 bilhões, levemente abaixo do mesmo período em 2023. Apesar do aumento de 0,3% no volume exportado, o preço médio em dólar caiu 1%, reflexo da oferta abundante de commodities como soja e milho. A desvalorização do real (+7,1%) melhorou a competitividade, mas não foi suficiente para evitar uma queda de 5,4% no faturamento em reais.

A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras, absorvendo 34,6% do total, seguida pela União Europeia (13%) e pelos Estados Unidos (6,7%). A recuperação de preços dependerá da próxima safra brasileira, além de condições nos mercados americano e argentino, destacando a necessidade de estratégias de gestão de riscos, como hedge cambial e de preços.

“A taxa de câmbio favorável pode trazer vantagens competitivas, mas os desafios internos, como custos de produção e infraestrutura, continuam a pressionar o setor. Essa análise reforça a importância de estratégias de gestão de riscos, como hedge cambial e de preços, para mitigar os impactos das oscilações do mercado internacional no setor”, escreveu, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Oferta de fêmeas predomina no início do ano no mercado de bovinos



Mercado pecuário inicia 2025 com estabilidade




Foto: Kadijah Suleiman

Segundo dados do informativo “Tem Boi na Linha” publicado pela Scot Consultoria na quinta-feira, (2), o mercado pecuário brasileiro iniciou o ano de forma estável, com parte significativa da ponta compradora ausente dos negócios no primeiro dia útil. A oferta predominante nas praças analisadas foi de fêmeas, o que chamou a atenção dos analistas do setor. As escalas de abate ficaram, em média, ajustadas para sete dias, refletindo a menor movimentação registrada nos últimos dias.

Nas praças pecuárias de Minas Gerais, o cenário foi marcado por poucos negócios. O volume de abates foi reduzido, e a oferta de bovinos também seguiu limitada. Agentes do mercado aguardam uma retomada mais intensa na próxima semana, acompanhando de perto o comportamento do mercado consumidor.

No sudeste de Rondônia, o mercado ficou praticamente parado, com poucas negociações realizadas. Os preços mantiveram-se estáveis, refletindo a cautela dos frigoríficos e pecuaristas, que seguem avaliando o cenário antes de retomarem as operações com maior intensidade.





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Veja como os preços da arroba do boi gordo finalizaram a semana



O mercado físico do boi gordo apresentou preços firmes no fechamento da semana. Houve sinalização de melhora na oferta no decorrer do dia, mesmo que de maneira comedida.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a liquidez do mercado físico tende a continuar melhorando gradualmente nos próximos dias, com agentes retornado às negociações, agora que o período de festas ficou para trás.

“A oferta curta de animais no final de ano e as negociações travadas resultaram no encurtamento das escalar de algumas plantas frigoríficas. Deste modo pode haver uma postura mais ativa delas nas compras do boi gordo no curto prazo, o que pode favorecer os preços”, diz o analista da empresa Allan Maia.

Segundo ele, a evolução da carne no atacado, o dólar, o fluxo de exportação e as condições das pastagens são fatores a serem acompanhados no decorrer das próximas semanas.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: alta nos preços no decorrer do dia. A arroba do boi gordo comum foi sinalizada entre R$ 310 e R$ 315 e o China, em até R$ 325
  • Minas Gerais: ficou estável. Foi cotado entre R$ 300 e R$ 310
  • Goiás: cotada entre R$ 300 e R$ 310
  • Mato Grosso do Sul: em Campo Grande e Naviraí a arroba foi indicada em até R$ 315
  • Mato Grosso: apresentou preços sustentados. Em Barra dos Garças, foi cotada entre R$ 310 e R$ 315 e em Mirassol d’Oeste, em R$ 305

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços estáveis. A entrada da massa salarial é fator que pode ajudar o consumo no curto prazo.

“Contudo, vale destacar que o perfil de consumo tende a mudar agora que se passaram as festividades, com migração de demanda de cortes nobres para mais acessíveis”, assinalou Maia.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,30, por quilo. Quarto traseiro foi precificado em R$ 26,70
por quilo. Ponta de agulha ficou posicionado em R$ 19,40, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 6,1820 para venda e a R$ 6,1800 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1357 e a máxima de R$ 6,1997. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.



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Poucos negócios para a soja; confira o fechamento de mercado



O mercado brasileiro da soja teve poucos negócios nesta sexta-feira (3). Com poucos agentes presentes, muitos preços foram apenas nominais. Além disso, os preços tiveram viés de baixa, com a Bolsa de Chicago caindo e o dólar praticamente estável durante parte da sessão.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): preço manteve-se em R$ 120,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 124,00 para R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 123,00 para R$ 121,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, praticamente zerando os ganhos acumulados ao longo da semana. Após o mercado ter atingido bons níveis, vendas por parte de produtores e um movimento de consolidação pesaram sobre as cotações.

As fracas vendas semanais americanas e o dólar valorizado frente a outras moedas – mesmo com o recuo de hoje, o balanço da semana foi de dólar fortalecido – ajudaram na correção. Com a moeda americana firme, a competitividade dos produtos de exportação americanos é menor.

O clima na América do Sul segue no foco das atenções. Mesmo com falta de chuvas em regiões da Argentina e no sul do Brasil – o que ajudou na sustentação da semana -, as expectativas são favoráveis para a safra dos dois países, ampliando a oferta global e pesando fundamentalmente sobre as cotações.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 484.700 toneladas na semana encerrada em 26 de dezembro. O volume é o menor para o ano comercial. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,05 milhão de toneladas.

O mercado volta parte de suas atenções para os dados de oferta e demanda que serão divulgados na sexta, 10, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 20,25 centavos de dólar ou 2% a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,03 3/4 por bushel, com perda de 21,25 centavos, ou 2,07%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 11,30 ou 3,53% a US$ 308,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 39,93 centavos de dólar, com baixa de 0,34 centavo ou 0,84%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 6,1820 para venda e a R$ 6,1800 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1357 e a máxima de R$ 6,1997. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.



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Venda de milho à agricultura familiar cresce 70% em 2024



As vendas de milho para pequenos criadores, por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançaram 111,9 mil de toneladas em 2024, o que corresponde a um aumento de 70% em comparação com o ano anterior (65,9 mil toneladas).

Segundo a Conab, foi o melhor resultado dos últimos quatro anos. Conforme a estatal, o crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do Programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores, um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, disse em comunicado que “o ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”.

Dentre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas em 2023 para 19,46 mil toneladas em 2024, uma alta de 98%. Com este resultado, o estado nordestino registrou o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará.

Expectativa para 2025

Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da Companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, o crescimento será de 17%.

Nesta sexta-feira (3) foi publicada a Portaria Interministerial Mapa/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Conab, que permite a retomada das vendas do produto pela estatal.

O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.



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AgroNewsPolítica & Agro

Baixa renovação do maquinário ameaça competitividade



A volatilidade cambial tem agravado a situação



A volatilidade cambial tem agravado a situação
A volatilidade cambial tem agravado a situação – Foto: USDA

O setor de maquinário agrícola enfrenta um cenário desafiador, com margens reduzidas e alta volatilidade cambial, o que impacta diretamente a renovação de equipamentos e a competitividade dos principais fabricantes como John Deere, CNH e AGCO Corporation. Segundo Anderson Nacaxe, gerente da Agrotoken, a queda de até 28% na receita anual das fabricantes reflete a redução nos investimentos, já que produtores rurais têm priorizado a manutenção dos maquinários existentes, devido ao aumento nos custos de insumos e à volatilidade das commodities.

A volatilidade cambial tem agravado a situação, tornando o preço de equipamentos dolarizados mais elevado, o que restringe o acesso, principalmente para pequenos e médios produtores. Esse cenário resulta em estoques elevados e queda na demanda. A John Deere, com margem operacional de 15,3% e lucro líquido de US$ 1,25 bilhões, tem se destacado, enquanto CNH e AGCO enfrentam margens menores de 8,4% e 5,5%, respectivamente. A disparidade nos resultados reflete a capacidade das empresas em lidar com a crise.

Além disso, a falta de investimentos em inovação impacta a competitividade do setor. A John Deere, por exemplo, alocou US$ 620 milhões em tecnologias de agricultura de precisão, superando os US$ 221 milhões da CNH e os US$ 121 milhões da AGCO. A baixa renovação de maquinário compromete a produtividade, dificultando o cumprimento de metas ambientais e ampliando desigualdades no setor. No longo prazo, a falta de renovação tecnológica e a volatilidade cambial podem prejudicar a competitividade do agronegócio brasileiro e global.





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Atraso no plantio da soja; consequências e prejuízos na safra do milho



O atraso no plantio da soja em Mato Grosso pode comprometer a produção e afetar a segunda safra de milho. Com um atraso de quase quatro semanas em relação à média dos últimos cinco anos, o plantio deste ano foi prejudicado pela irregularidade nas chuvas, que também causaram problemas na safra anterior. Mesmo com a possibilidade de uma normalização do clima, o deslocamento do fotoperíodo das plantas pode prejudicar o desenvolvimento da soja e impactar sua produtividade.

O impacto também se estende à segunda safra de milho. Com o plantio mais tardio, o milho será semeado mais tarde, o que gera um efeito em cadeia. A falta de sincronização entre o plantio da soja e o milho, além da escassez de colheitadeiras, pode acarretar atrasos no ciclo da soja e no tempo ideal para o plantio do milho. Para que a semeadura do milho aconteça no momento certo, a soja precisa ser colhida mais cedo, o que se torna um desafio diante do atraso no plantio da soja.

A expectativa para a colheita da soja também não é das melhores. Se houver chuvas intensas durante a colheita, pode ocorrer uma perda, principalmente com a secagem da soja. Além disso, as empresas que atuam no recebimento terão que aumentar os turnos de trabalho para evitar um colapso no processo de coleta e distribuição, garantindo que o produto dos produtores seja processado e comercializado de forma eficiente.

Expectativa

O cenário climático para 2025 é de um ano relativamente bom para a agricultura, mas sem grandes expectativas de superávit. O atraso no plantio e o deslocamento do fotoperíodo da soja comprometem as expectativas de uma safra excepcional. Para o milho, a probabilidade de uma quebra significativa na segunda safra é alta, caso o clima não surpreenda e as chuvas não se estendam além do período normal. Se o clima seguir o padrão esperado, tanto a soja quanto o milho devem enfrentar desafios em 2025.



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