quarta-feira, agosto 5, 2026

Autor: Redação

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a produção da commodity em SC



A região Oeste de Santa Catarina tem se consolidado como uma das maiores produtoras de soja do Estado, destacando-se pela produtividade crescente e o uso de tecnologias adequadas. Conforme exibido no último episódio do Programa Soja Brasil, mais de 200 mil hectares são cultivados na área, com destaque para a produção de sementes e de proteína, essenciais para a indústria de ração animal, que utiliza a oleaginosa como matéria-prima.

Pequenos produtores, muitos deles localizados na região de Chapecó, têm obtido bons resultados por meio de manejos simples e eficazes. Desde a década de 90, o sistema de plantio direto transformou a produtividade da soja, com foco na recuperação e manutenção da qualidade do solo, como explica um dos produtores locais. De acordo com a reportagem, a expectativa para a safra deste ano é positiva, com o clima colaborando para o bom desenvolvimento das lavouras, e ele espera superar seu próprio recorde de produtividade, que foi de 80,1 sacos por hectare na safra anterior.

O outro lado: desafio para os produtores da soja

Apesar do cenário otimista, a colheita da soja, prevista para começar em janeiro, traz um desafio para os produtores: a possibilidade de chuvas durante o período de colheita. O mês de fevereiro é particularmente preocupante, já que historicamente a chuva nesse período pode afetar as lavouras. Em algumas áreas, as perdas podem chegar a até 20 sacos por hectare, o que impacta a rentabilidade dos produtores.

Em meio a esse cenário de desafios climáticos, a pressão sobre os preços da soja também é um ponto crítico. Muitos produtores afirmam que, para cobrir os custos e garantir a sustentabilidade das atividades, é necessário um aumento de 10 a 15% no preço da oleaginosa. A armazenagem da produção, especialmente em fevereiro, também pode se tornar um problema devido ao volume de soja a ser colhido de uma só vez, sobrecarregando as estruturas de armazenamento.



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Embaixador André Corrêa do Lago é escolhido para presidência da COP30



O embaixador André Aranha Corrêa do Lago será o presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), prevista para ocorrer em novembro, em Belém (PA).

Ele é o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores e terá a missão de conduzir as negociações para o acordo global sobre o tema.

A secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ana Toni, será a diretora-executiva da COP30.

O anúncio foi feito pelas ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e das Relações Exteriores substituta, Maria Laura da Rocha, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

“Essas duas posições são fundamentais e estratégicas na parte de conteúdo, negociação e liderança de todo o processo da COP”, disse Marina. Já as questões de logística e infraestrutura estão a cargo da Casa Civil da Presidência da República.

Corrêa do Lago tem experiência em temas de meio ambiente, desenvolvimento sustentável e mudança do clima e foi o negociador-chefe do Brasil em fóruns internacionais sobre o tema entre 2011 e 2013 e em 2023 e 2024.

Ana Toni tem longa trajetória direcionada ao fomento de projetos e políticas públicas voltadas à justiça social, meio ambiente e mudança do clima.

Os dois integraram ativamente a delegação oficial brasileira da COP29, realizada em novembro de 2024, em Baku, no Azerbaijão.

Em entrevista à imprensa, o embaixador agradeceu a confiança do presidente Lula e disse que o Brasil pode ter um “papel incrível” na COP deste ano, que, segundo ele, será construída com diversos atores – governo, sociedade civil e empresariado.

Corrêa do Lago garantiu que a participação das populações da Amazônia, onde ocorrerá a conferência, é “absolutamente essencial”:

“A COP tem várias dimensões, ela vai ter uma imensa dimensão para o próprio Brasil, como a RIO-92 [Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, em 1992] teve um impacto muito grande sobre a maneira como o brasileiro percebeu a mudança do clima, percebeu o meio ambiente, percebeu a biodiversidade. Então tem uma dimensão nacional extremamente importante.”

“Durante esse período preparatório nós vamos ter muito diálogo com a sociedade civil porque é essencial que eles estejam envolvidos no processo. Porque, como na RIO-92 são as populações que tem que acreditar nessa agenda [de combate à mudanças do clima] e que tem que contribuir para que essa agenda dê certo”, acrescentou o embaixador.

Embora a presidência formal da COP permaneça sob a responsabilidade do Azerbaijão até a abertura oficial do evento em novembro, caberá desde já ao Brasil, como presidência designada, liderar os esforços para o êxito das negociações, promovendo o diálogo entre países e demais partes interessadas.

Estados Unidos

Corrêa do Lago foi questionado sobre o esvaziamento da COP30 com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, tratado internacional adotado em 2015 sobre mitigação, adaptação e financiamento do combate às mudanças climáticas.

Ele esclareceu que o país norte-americano deixou o acordo mas continua signatário da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

“Há vários canais que permanecem abertos, mas não há a menor dúvida de que é um anúncio político de muito impacto”, disse sobre a decisão do novo presidente do Estados Unidos, Donald Trump.

“Os Estados Unidos é um ator essencial, porque não só é a maior economia, mas é também um dos maiores emissores [de gases de efeito estufa], um dos países que têm trazido respostas à mudança do clima, com tecnologia. Os Estados Unidos têm empresas extraordinárias e também têm vários estados americanos, cidades americanas que estão muito envolvidos nesse debate”, explicou.

“Estamos todos ainda analisando as decisões do presidente Trump, mas não há a menor dúvida de que terá um impacto significativo na preparação da COP e na maneira como nós vamos ter que lidar com o fato de um país tão importante estar se desligando desse processo”, complementou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Microcrédito rural do BNB alcança R$ 8,6 bilhões



O número de famílias atendidas também subiu



“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo"
“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo” – Foto: Pixabay

O Agroamigo, programa de microcrédito rural orientado do Banco do Nordeste (BNB), atingiu R$ 8,6 bilhões em contratações em 2024, um crescimento de 52% em relação a 2023, quando foram financiados R$ 5,6 bilhões. Comparado a 2022, quando o volume foi de R$ 3,8 bilhões, o aumento é de 126%.  

O número de famílias atendidas também subiu, com mais de 688 mil operações realizadas, representando um crescimento de 17%. Segundo o presidente do BNB, Paulo Câmara, o programa tem sido fundamental para a inclusão social, especialmente para os pequenos produtores. Ele destacou que mais de 113 mil novos clientes foram incorporados ao Agroamigo em 2024, muitas das famílias agora aplicando os recursos em suas produções agrícolas ou na criação de animais.  

“O Banco do Nordeste recebeu mais de 113 mil clientes novos no Agroamigo, em 2024. São famílias que nunca tinham tido acesso a esse crédito e agora estão recebendo recursos para aplicar na sua plantação, criação de animais ou beneficiando sua produção. O presidente Lula nos deu essa missão de levar oportunidades a todos os lugares, atendendo principalmente os pequenos”, afirma. 

Câmara ressaltou que a missão do programa é levar oportunidades a todos os lugares, como orientado pelo presidente Lula. Outro aspecto importante foi o aumento da participação feminina, com as mulheres representando 51,4% dos contratos e 51,6% do montante financiado, totalizando R$ 4,44 bilhões. Mais de 353 mil microempreendedoras rurais foram beneficiadas, contribuindo para o fortalecimento da economia familiar e o sustento das suas comunidades.

    





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Projeto vai estruturar indústrias de sisal para a produção de biocombustível


O projeto RePlanta Agave entrou em uma nova fase: o mapeamento e cadastro de produtores de sisal (Agave sisalana pierre), planta conhecida por ser a matéria-prima da tequila, mas que, nos últimos anos, também virou símbolo da versatilidade da produção de etanol.

A iniciativa desenvolvido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo governo da Bahia tem por objetivo melhorar as condições de plantio, colheita e uso da biomassa residual da produção de fibra de sisal, criando uma rede qualificada de agricultores para a produção de biocombustível a partir do agave.

De acordo com a entidade, o projeto vai investir R$ 2,6 milhões em ações para potencializar a cadeia produtiva da planta na região sisaleira da Bahia.

Mapeamento de produtores de sisal

Entre janeiro e março deste ano, a Associação dos Agricultores e Agricultoras de Serrinha (Apaeb Serrinha), vencedora do edital de chamamento público 012/2024, vai mapear e cadastrar, pelo menos, 400 agricultores da região semiárida baiana, que abrange 21 municípios.

Na próxima fase, os produtores cadastrados serão divididos em turmas de 20 beneficiários por localidade, e receberão qualificação e orientação técnica para preparação do solo, semeadura, manejo, colheita, armazenagem e comercialização dos produtos agrícolas.

“Esse é um projeto alinhado a Nova Indústria Brasil (NIB) e que representa nosso compromisso de transformar e fortalecer a indústria. O Replanta Agave promove a transição energética, fortalece a cadeia produtiva do sisal na Bahia e gera renda, empregos e sustentabilidade, transformando a economia local”, afirma a diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida.

Biocombustível do agave

Etanol feito com sisal pode mudar realidade de produtores do Território do Sisal, na Bahia; agave sisalana, agave; matéria prima; projeto ABDIEtanol feito com sisal pode mudar realidade de produtores do Território do Sisal, na Bahia; agave sisalana, agave; matéria prima; projeto ABDI
Fibra do sisal | Foto: Feijão Almeida/GOVBA

A fibra de sisal é a principal característica da espécie Agave Sisalana, planta do tipo suculenta típica das regiões semiáridas. Ela é aproveitada no processo de extração da fibra comercial, que é rígida e transformada em variedades de fios, cordas, tapetes e mantas, sendo o restante da biomassa descartado.

Entretanto, nos últimos anos, por meio de pesquisas, foram encontradas alternativas relevantes de aplicabilidade tanto para a fibra quanto para os resíduos. Entre elas, destacam-se o bioetanol de 1ª e 2ª geração.

De acordo com Perpétua, com o projeto Replanta Agave, a intenção agora é iniciar o processo de estruturação de indústrias de sisal para a produção de biocombustível, com foco na produção de etanol.

Segundo ela, entre os subprodutos derivados do agave, também podem ser obtidos bioinseticidas, bioherbicidas, ração, biometano, biohidrogênio verde, além de biochar (carvão vegetal empregado na correção de solo) e componentes de plástico para veículos.

Atualmente, o Brasil ocupa a posição de maior produtor de fibra de sisal do mundo. No mercado interno, o modo de cultivo é a agricultura familiar, sendo a Bahia responsável por 90% de participação, seguida por Paraíba e Pernambuco.



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DNIT inicia retirada de veículos da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira



Segurança

A estrutura remanescente está sendo monitorada em tempo real com tecnologia capaz de detectar movimentações mínimas. Caso qualquer alteração seja identificada durante os trabalhos, o planejamento poderá ser ajustado para preservar a segurança dos trabalhadores e equipamentos.

O desabamento da ponte interrompeu uma importante ligação entre os estados do Maranhão e Tocantins, afetando o tráfego e causando impacto logístico na região.



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Projeto pode mudar a definição do índice de produtividade da terra



O Projeto de Lei 2604/24 que altera as regras de medição dos índices de produtividade e servem de parâmetro para classificar uma propriedade como produtiva ou improdutiva está em análise na Câmara dos Deputados. O objetivo, segundo o autor da proposta, deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), é atualizar os parâmetros que estão defasados há cinco décadas.

Pelo texto, o Censo Agropecuário, a partir de metodologia própria, calculará os valores dos índices que formam o conceito de produtividade previsto na Lei da Reforma Agrária (grau de utilização da terra de 80% ou mais e grau de eficiência de 100%).

Com base nos dados apurados, um decreto determinará a atualização dos índices. O Censo Agropecuário é realizado a cada cinco anos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o texto, a propriedade será produtiva quando cumprir os requisitos previstos no art. 186 da Constituição, entre eles: aproveitamento racional e adequado, preservação do meio ambiente e observância das regras trabalhistas. Somente as grandes propriedades que cumprem a sua função social terão acesso a benefícios do setor público, como incentivos fiscais.

Defasagem

Hoje, a Lei da Reforma Agrária prevê que os índices de produtividade devem ser apurados pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura, ouvido o Conselho Nacional de Política Agrícola. Entretanto, conforme o deputado, isso nunca ocorreu.

Função social

O projeto também regulamenta a função social da propriedade produtiva, prevista na Constituição desde 1988.

“O projeto garante tratamento especial à propriedade produtiva que cumpre a função social”, afirma Tatto.

Próximos passos

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, nas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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Cenário internacional tende a beneficiar preços do milho no Brasil, aponta plataforma



Após os cortes na produção, exportação e estoques globais de milho divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o cereal manteve suporte nos preços, apresentando tendência de valorização devido à menor oferta disponível no mercado internacional.

Do outro lado, a demanda se manteve aquecida com margens positivas do mercado de proteína. Assim, produtores de gado e suínos seguem como o principal mercado.

Tal cenário promoveu melhora nos preços, o que impulsionou a comercialização, especialmente em Mato Grosso.

Em Chicago, o milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,85 por bushel, alta de 2,97% em relação ao último período. Contudo, no Brasil, o contrato de milho para março de
2025 registrou queda de 1,6% na B3, encerrando a R$ 76,70 por saca. Diferentemente da soja, no mercado físico, o milho mostrou valorização.

E agora, o que esperar do milho?

Análise da plataforma Grão Direto destaca três pontos de atenção que podem mexer com o mercado do milho no curto-prazo:

  • Milho primeira safra: as regiões produtoras de milho nesta primeira safra, apesar de alguns desafios, devem apresentar boas condições para o desenvolvimento vegetativo da cultura. Estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul têm previsões de chuvas regulares e temperaturas elevadas para os próximos 15 dias, alinhando-se às condições climáticas observadas na Argentina.
  • Milho segunda safra: as previsões climáticas indicam uma redução das chuvas devido à troca de polaridade do regime pluviométrico, com mais precipitações no Sul e menores volumes no Centro-Oeste (o inverso do que temos hoje). “Essa mudança tem impulsionado um movimento de alta nos preços, que pode se estender para a próxima semana, especialmente com o atraso na colheita da soja, dificultando o início do plantio do milho safrinha”, diz a Grão Direto, em nota.
  • Avanço de plantio safrinha: de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o plantio do milho safrinha já se iniciou no estado de Mato Grosso. Por ora, o avanço é pequeno, menos de 1% da área, ritmo lento justificado pelo atraso na colheita da soja por conta do excesso de chuva da semana anterior.

Diante dos pontos expostos, o cenário é de continuidade da valorização do milho. Segundo a plataforma, mesmo com muitas incertezas em jogo, o preço do grão deve ser beneficiado neste início de colheita no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como recuperar as áreas queimadas?



O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade



O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade
O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade – Foto: Canva

A recuperação de áreas devastadas por incêndios no Brasil é um grande desafio ambiental. Para José Otávio Menten, presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), a regeneração do solo e a restauração do ecossistema exigem esforços contínuos e tecnologias inovadoras. Além do combate ao fogo, a principal dificuldade é a perda da microbiota do solo, essencial para a fertilidade, que fica comprometida, tornando o solo mais compacto e menos produtivo. A erosão também agrava o cenário, dificultando a retenção de água e o crescimento da vegetação.

O impacto dos incêndios é devastador para a biodiversidade. O fogo destrói a vegetação, sementes, raízes e microrganismos do solo, alterando o equilíbrio ecológico. Espécies mais sensíveis são eliminadas, enquanto gramíneas invasoras se espalham, prejudicando a fauna local. A restauração envolve estratégias como cobertura do solo com palha, reintrodução da microbiota e plantio de espécies nativas pioneiras, que ajudam na recuperação da vegetação e estabilizam o microclima.

“O fogo elimina microorganismos importantes e nutrientes disponíveis, tornando o solo compactado e menos produtivo. Além disso, a natureza demora muito tempo para se regenerar, especialmente em ecossistemas sensíveis”, complementa.

Além disso, é fundamental o manejo adequado dos recursos hídricos, como recuperação de nascentes e irrigação temporária. Em ecossistemas como o cerrado, árvores de grande porte podem levar décadas para se regenerar, mas o uso de tecnologias como bioinsumos pode acelerar esse processo, favorecendo o retorno da vegetação nativa e contribuindo para a resiliência do ecossistema. Com as estratégias certas, é possível restaurar as áreas queimadas e garantir um futuro mais sustentável.

“Espécies raras e que não têm capacidade de regeneração rápida podem ser eliminadas. Áreas de vegetação rasteira podem começar a se regenerar em poucos anos, mas florestas densas podem levar décadas ou até séculos para recuperar sua estrutura original”, explica 

 





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Situação é crítica nas lavouras de soja; há previsão de melhora?



A situação das lavouras de soja em diversas regiões do Brasil continua preocupante, com destaque para o Rio Grande do Sul e o sul de Mato Grosso do Sul, onde a umidade do solo segue crítica. De acordo com o mapa de umidade do solo, nos próximos dias a chuva se concentrará principalmente na faixa leste do estado de Mato Grosso do Sul, com a expectativa de que as precipitações se espalhem por todo o estado na próxima semana. No entanto, as porções sul e oeste do estado continuarão com pouca chuva, dificultando as operações de colheita.

Em Mato Grosso, a porção oeste do estado também enfrenta dificuldades com a umidade do solo, atrasando as operações de campo. Já no Sudeste, a chuva avança por São Paulo e sul de Minas Gerais, o que ajuda a manter a boa umidade do solo, sem prejudicar os trabalhos em campo.

Na região Sul, a formação de um ciclone extratropical traz boas chuvas para Santa Catarina e Paraná, beneficiando as lavouras. A porção noroeste e norte do Rio Grande do Sul também recebe boas precipitações, embora o centro-sul do estado, especialmente a região da Campanha Gaúcha, continue com a situação hídrica crítica, sem previsão de chuva significativa nos próximos dias.

Por fim, no Nordeste, a chuva continua nas lavouras de soja do Maranhão, Piauí e interior da Bahia, com a umidade favorecendo as operações, embora as precipitações ainda sejam moderadas. Já no Norte, a chuva em Rondônia é favorável para as lavouras, com bons acumulados, mas no Pará, a situação é preocupante. Apesar da volta das chuvas, o acumulado de precipitações na porção central do estado, com mais de 100 mm em alguns locais, inviabiliza as operações de campo devido ao excesso de água no solo.



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BNDES apoia ampliação da Ferrovia Centro-Atlântica com R$ 500 milhões


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 500 milhões em financiamento para a modernização da via permanente, material rodante e construção de pátios da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), gerida pela VLI Multimodal S.A. A ferrovia, que é a maior do Brasil, conecta as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, abrangendo sete estados e o Distrito Federal em seus 7.840 km de extensão.

Modernização e Impactos

Os recursos serão utilizados para:

  • Ampliar e modernizar sete pátios da FCA;
  • Substituir trilhos e dormentes, aumentando a velocidade e segurança;
  • Recuperar pontes e instalar guarda-corpos e passagens de pedestres;
  • Modernizar o material rodante;
  • Construir uma Estação de Tratamento de Efluentes Industriais no Terminal Integrador Guará;
  • Realizar pagamentos de outorga.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa fortalece a logística integrada e multimodal, estratégica para reduzir custos e aumentar a competitividade do Brasil.

“O custo logístico no Brasil representa cerca de 11% do PIB. Com este apoio, seguiremos as diretrizes do governo Lula para aprimorar a infraestrutura logística”, destacou.

A diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, afirmou que a operação promove uma matriz logística mais integrada, sustentável e eficiente, alinhada à crescente demanda de mercados globais e dinâmicos.

Investimentos Complementares

Além do apoio do BNDES, o projeto conta com a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, coordenada pelo BTG Pactual, o BNDES e o Banco ABC Brasil. O banco de fomento subscreveu 50% do valor em uma tranche de longo prazo. No total, o investimento na FCA é estimado em R$ 3,9 bilhões.

Sobre a VLI

A VLI opera plataformas logísticas integradas, atendendo setores do agronegócio, siderurgia e indústria. Em 2023, a empresa transportou mais de 43,8 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) e movimentou 43 milhões de toneladas úteis (TU) por portos.



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