quarta-feira, agosto 5, 2026

Autor: Redação

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Qual é o estado mais quente do Brasil em 2025?



Neste início de ano, a impressão de boa parte dos brasileiros é que eles estão vivendo no lugar mais quente do país, já que os termômetros têm mostrado índices altos por todo lado. Mas o estado que mais tem sentido o calor é o Rio de Janeiro, que lidera o ranking das temperaturas mais altas do Brasil em 2025.

Nesta terça-feira (21) a capital fluminense igualou seu recorde de maior temperatura do ano, com 38,7 °C, valor também registrado na segunda-feira (20).

Além disso, outras cidades do Rio de Janeiro também se destacaram nessa realidade, consolidando o estado como o mais quente do país neste início de verão.

Rio de Janeiro domina ranking das cidades mais quentes

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), algumas das maiores temperaturas registradas no Brasil até as 17h desta terça-feira ocorreram, em sua maioria, no estado do Rio de Janeiro.

Seropédica, com impressionantes 39,7 °C, marcou o recorde de calor do ano e do verão 2024/25 por enquanto

Duque de Caxias, Cambuci e Niterói dividiram a segunda posição, com 39,5 °C, também estabelecendo máximas para o período. Outras cidades fluminenses, como Silva Jardim (38,8°C), reafirmaram o domínio do estado no ranking.

Fora do território fluminense, mas ainda no Sudeste, as cidades de Coronel Pacheco, em Minas Gerais (38,9 °C), e Marilândia, no Espírito Santo (38,8 °C), figuram entre as mais quentes.

Na segunda-feira, o calor já havia sido destaque no RJ, com Niterói registrando 38,9 °C, seguida por Cambuci e Silva Jardim, com 38,4 °C, e Campos dos Goytacazes, com 37,6 °C.

Previsão: calor e temporais no horizonte

A previsão para os próximos dias no estado do Rio de Janeiro indica continuidade das altas temperaturas. De acordo com a Climatempo, as máximas previstas para a capital são:

  • Quarta-feira (22): 37 °C
  • Quinta-feira (23): 34 °C
  • Sexta-feira (24): 33 °C
  • Sábado (25): 37 °C
  • Domingo (26): 34 °C

Além disso, o aumento das chuvas, com alerta para temporais na faixa norte do estado, deve marcar o restante da semana.



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confira as estimativas de exportações de soja para 2025



A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou as estimativas de safra e exportações de soja para o Brasil em 2025. A nova projeção indica que a produção no país ultrapassará os 171 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 11% em relação à temporada anterior. Caso esse volume se concretize, o Brasil atingirá um novo recorde no mercado internacional.

Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, destacou que a demanda global por óleo de soja tem apresentado uma tendência de crescimento, principalmente devido à sua utilização em combustíveis renováveis. “O óleo de soja é uma matéria-prima essencial para a produção de biodiesel, o que impulsiona tanto a demanda por ele quanto pelos seus derivados, como o farelo de soja”, explicou Silveira.

Com o aumento da produção de óleo de soja, o farelo de soja, um subproduto para a alimentação animal, também experimentará uma alta na sua produção. Embora a demanda por farelo no Brasil não seja equivalente à de óleo, ela cresce devido ao consumo no setor agropecuário. A expansão da produção de óleo acaba resultando em uma oferta maior de farelo, o que, por sua vez, deve gerar uma pressão para a queda de preços deste produto no mercado.

Silveira apontou que a expectativa de aumento na produção e no processamento para a produção de óleo também refletirá em preços mais baixos para o farelo de soja, favorecendo o mercado interno. “O crescimento da demanda por óleo no cenário global impulsiona diretamente a produção de farelo, o que deve resultar em um cenário de preços mais competitivos”, concluiu.



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Governo poderá intervir nos preços dos alimentos, diz Rui Costa



O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse hoje (22), que o Governo Federal buscará intervenções para baratear os alimentos. Segundo ele, haverá reuniões com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda sobre o assunto. Ele deu a declaração em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, o veículo institucional do governo.

A inflação é uma das grandes preocupações do governo federal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teme que o aumento nos preços dos alimentos afete sua popularidade.

Rui Costa afirmou que haverá conversas com os outros ministérios ligados ao tema dos alimentos “para buscar um conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”. Ele também afirmou que haverá, no primeiro bimestre do ano, implementação de medidas sugeridas pelos supermercados para tentar conter os preços.

O ministro da Casa Civil afirmou que o clima atrapalhou a safra no ano passado, e que isso contribuiu para a inflação dos alimentos. Segundo ele, a expectativa é de um aumento das principais safras neste ano, o que contribuiria para uma baixa nesses valores.

“Não adianta o salário subir se os preços sobem na mesma proporção”, declarou Rui Costa. Ele afirmou que Lula tem dois compromissos principais, com a inclusão social – o que inclui programas de assistência, obras e outras ações – e o equilíbrio fiscal. “Se você não tem equilíbrio fiscal, quem paga a conta mais cara são as pessoas mais pobres”, afirmou.

“A qualquer tempo, a qualquer momento que se faça necessário, faremos o ajuste que precisar fazer para o compromisso fiscal. O governo só pode gastar aquilo que arrecada, se não gera inflação, gera expectativas ruins para o País”, disse o ministro da Casa Civil.

O chefe da Casa Civil também mencionou cortes feitos pelo governo no passado. Rui Costa já havia dado declarações semelhantes sobre a política fiscal na segunda-feira, 20, depois de uma reunião ministerial promovida por Lula em Brasília. O Executivo tenta manter sob controle as expectativas do mercado financeiro sobre sua dívida. Deteriorações nas expectativas fazem a cotação do dólar subir, por exemplo.



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desafios e tendências serão debatidos no Cana Summit 2025



A Organização das Associações de Produtores de Cana-de-Açúcar do Brasil (Orplana) reuniu, ontem (21), em Ribeirão Preto (SP), representantes de cooperativas e associações canavieiras para avaliar os resultados do 1º Cana Summit, realizado em 2024, e planejar a segunda edição do evento, marcada para os dias 2 e 3 de abril de 2025, em Brasília (DF).

Durante o encontro, foram apresentados dados e informações que ajudam a compreender a realidade dos produtores e a discutir as oportunidades e os desafios enfrentados pelo setor. O presidente da Orplana, Gustavo Rattes, destacou que o objetivo é repetir os bons resultados do primeiro evento, com foco em estratégias que defendam os interesses dos produtores de cana.

Entre as cooperativas participantes estavam Comigo, Coplana, Copercana, Coopercitrus e Coplacana. “Reunimos cinco cooperativas para ouvir seus desafios, necessidades e sugestões, e entender como podemos melhorar o cenário geral dos produtores de cana”, afirmou o CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira.

Desafios e oportunidades do setor

Durante o encontro, os representantes das cooperativas apontaram os principais desafios para os próximos dois anos, incluindo:

  • Necessidade de pesquisas para controle de pragas e doenças;
  • Prevenção e combate a incêndios;
  • Estudos sobre novas variedades de cana e manejo;
  • Alta dos juros e acesso a crédito;
  • Uso de tecnologias para redução de custos;
  • Demanda por mão de obra técnica e qualificada;
  • Implementação de pacotes tecnológicos e sucessão no campo

“O encontro de hoje é um passo crucial para fortalecer a união das cooperativas e associações. A troca de experiências e o alinhamento das estratégias são fundamentais para enfrentarmos os desafios do setor com mais força e assertividade. Nosso foco é trabalhar juntos, com o objetivo comum de garantir um futuro sustentável e competitivo para os produtores de cana-de-açúcar do Brasil”, concluiu Nogueira.

Cana Summit 2025: foco no futuro do setor

Com o objetivo de envolver todos os elos da cadeia produtiva, o 2º Cana Summit abordará temas relevantes para o futuro da produção de cana-de-açúcar e do setor sucroenergético. Políticas públicas, perspectivas de crescimento e desafios do setor estarão no centro das discussões.

Nos últimos anos, o setor sucroenergético tem crescido significativamente, impulsionado pela alta demanda por fontes de energia limpa e renovável. A cana-de-açúcar tem se destacado como um dos pilares dessa transição energética global, com grande potencial para a produção de bioeletricidade e biocombustíveis.

O evento pioneiro reforça sua missão de analisar o status das políticas públicas que envolvem a produção canavieira e apresentar tendências e inovações do setor.

Com a participação de líderes políticos, especialistas e representantes do setor produtivo, o evento busca promover um diálogo eficaz, fortalecendo a cadeia canavieira e incentivando o desenvolvimento sustentável. Entre os principais temas a serem debatidos estão:

  • Mão de obra e qualificação;
  • Produtividade e sustentabilidade;
  • Uso de ativos e sistemas de informação;
  • Estratégias para enfrentar os desafios do mercado global

O Cana Summit é realizado pela Orplana e reforça o compromisso com a promoção do setor sucroenergético como protagonista da transição para uma economia de baixo carbono.



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Bahia reduz desmatamento no Cerrado e planeja ações sustentáveis para 2025



Com o objetivo de fortalecer as ações do “Pacto Pelo Cerrado”, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) traçaram um planejamento conjunto para 2025. O pacto prevê a implementação de ações prioritárias para reduzir o desmatamento ilegal, preservar o bioma Cerrado e criar condições para a transição a um modelo de desenvolvimento sustentável na região.

Em 2024, a Bahia se destacou como o único estado do Matopiba (região que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) a reduzir o desmatamento, além de registrar recordes na produção agropecuária, evidenciando os resultados efetivos do programa.

“Nós temos uma excelente relação com os produtores do Oeste, e isso tem facilitado para ambos os lados. Em vez de adotar apenas medidas repressivas, trabalhamos com a colaboração, inclusive na fiscalização,” afirmou o secretário do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins.

O gestor destacou que a Bahia liderou nacionalmente a redução do desmatamento entre os biomas Cerrado e Amazônia Legal, com uma queda expressiva de 63,3% entre agosto de 2023 e julho de 2024. “Essa marca demonstra a seriedade com que tratamos o tema e a importância das parcerias com a sociedade civil,” acrescentou.

O chefe de gabinete da Sema, André Ferraro, ressaltou o papel da tecnologia no fortalecimento das iniciativas do pacto. “Nós e a Aiba estamos sempre buscando a introdução de novas tecnologias para melhorar as ações referentes ao Pacto Pelo Cerrado. Esse foi um dos temas discutidos no encontro,” afirmou.

Moisés Schmidt, presidente da Aiba, destacou a relevância da parceria inédita entre os produtores rurais e o governo estadual, especialmente no Oeste da Bahia.

“Nunca trabalhamos tão próximos como agora. Produtores e governo estão verdadeiramente unidos, somando esforços para enfrentar desafios e buscar soluções que priorizem uma produção mais sustentável, com foco no desenvolvimento econômico e social da Bahia. Esse trabalho conjunto é essencial para garantir o bem-estar da população como um todo,” concluiu Schmidt.

As informações foram divulgadas pelas assessorias de imprensa da Aiba e da Sema.



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Renegociação da dívida dos estados pode custar R$ 105 bilhões à União



Sancionado na última semana, o programa especial de renegociação da dívida dos estados gerará, no pior cenário, impacto negativo de até R$ 105,9 bilhões de 2025 a 2029 para a dívida do governo federal. No melhor cenário, a União arrecadará até R$ 5,5 bilhões no mesmo período.

As estimativas foram divulgadas ontem (21) pelo Tesouro Nacional. No cenário negativo, o Tesouro considera que os estados não transferirão ativos (como empresas estatais locais) para a União e o saldo devedor seja corrigido por juros reais (acima da inflação) de 2% ao ano.

No cenário mais favorável, além da transferência de ativos à União, prevista no programa especial, os estados poderão amortizar a dívida nos cinco primeiros anos. Nesse caso, o Tesouro considerou que o saldo devedor poderá ser reduzido em até 20% com juros reais de 0%. Para que o impacto seja positivo, os estados deverão transferir mais que R$ 160 bilhões em ativos ao governo federal, hipótese considerada otimista pelo Tesouro.

Os dois cenários, admitiu o Tesouro em nota técnica, são extremos. Na prática, os estados devem optar por diversas combinações entre as possibilidades oferecidas pelo Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), o que torna inviável o cálculo de todas as situações possíveis.

“Para os estados que aderirem ao programa, há vantagens substanciais ao reduzir os fluxos de pagamentos e equilibrar suas contas públicas no médio e no longo prazo. Além dos ganhos mencionados, há vantagens diretas para a sociedade, no que diz respeito à criação de novos investimentos em áreas essenciais, como ensino profissionalizante articulado ao ensino médio, saneamento, habitação, políticas ambientais, transporte e segurança pública”, destacou o Tesouro no documento.

Dívida pública

Em todos os casos, esclarece o Tesouro, não haverá impacto sobre as metas de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública). O impacto sobre as contas da União será financeiro, com efeitos na dívida pública e sem interferência nos Orçamentos anuais do governo.

Ao sancionar a lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou medidas que poderiam gerar impactos sobre o resultado primário. No entanto, governadores de oposição pressionam para a derrubada dos vetos no Congresso, que requer votos de pelo menos dois terços dos deputados e dos senadores.

Propag

Os estados têm até 31 de dezembro para aderir ao Propag. A lei permite que os entes paguem esses débitos em até 30 anos e com juros de 0% a 2% ao ano acima da inflação. A dívida poderá ser parcialmente abatida conforme a entrega de ativos ao governo federal, compromissos com investimentos assumidos e aportes no Fundo de Equalização Federativa, por meio do qual os estados em situação fiscal ruim compensarão os estados com boa situação fiscal.

No ano passado, o governo tinha proposto que os estados que investissem em educação pagassem menos juros. O Congresso abandonou a proposta e votou o projeto de Pacheco, que permite que os estados que aderirem ao Propag deem prioridade a investimentos em educação, saneamento, infraestrutura e segurança com o dinheiro que economizarão no pagamento de juros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Microbioma de batata é chave para desenvolvimento



A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo



A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo
A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo – Foto: Pixabay

Leandro Simões Azevedo Gonçalves, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), destacou um estudo recente publicado na Nature Microbiology, liderado por Song et al. (2025), que investiga a conexão entre o microbioma de tubérculos-semente de batata e o vigor das plantas na safra subsequente. A pesquisa revela que a composição microbiana nos olhos dos tubérculos pode prever a saúde e o crescimento das plantas, oferecendo novas possibilidades para aumentar a produtividade agrícola.

O estudo aponta que espécies como Streptomyces, Acinetobacter e Cellvibrio esempenham papéis cruciais nesse processo. O Streptomyces é associado ao aumento do vigor, pois contribui para a saúde das plantas. Por outro lado, Acinetobacter e Cellvibrio têm sido identificados como limitadores de crescimento, já que competem por recursos ou geram metabólitos inibitórios, impactando negativamente o desenvolvimento das plantas.

A pesquisa também destaca que fatores como as características do solo, a genética da cultivar e o histórico de produção determinam a composição do microbioma, moldando o vigor das plantas nas safras seguintes. A interação desses fatores cria um “legado microbiano”, refletindo nas diferenças fisiológicas e microbianas dos tubérculos, o que pode alterar a disponibilidade de nutrientes e as interações com patógenos.

A partir desses dados, é possível identificar tubérculos-semente com microbiomas benéficos, permitindo recomendações personalizadas para diferentes solos e climas. O estudo sugere que a manipulação das comunidades microbianas, por meio de inoculantes customizados, pode ser uma estratégia eficaz para aumentar a resistência a patógenos e melhorar a eficiência no uso de nutrientes, contribuindo para uma agricultura mais resiliente e sustentável.

 





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Pequenos produtores investem em tecnologia para impulsionar o agro



No Tocantins, a união entre tecnologia e sustentabilidade está transformando a realidade dos produtores no campo. Os pequenos empreendedores têm adotado inovações nos negócios para aumentar a produtividade e conquistar novos mercados, destacando-se em um setor cada vez mais exigente.

Bruno Vieira, gerente do Sebrae Tocantins, explica que a instituição desempenha um papel fundamental ao fornecer ferramentas necessárias para que os produtores compreendam como novas tecnologias podem ser aplicadas no dia a dia.

 “Nosso objetivo é apoiar os pequenos produtores na adoção de tecnologias que aumentem a produtividade e melhorem a gestão, além de promover práticas sustentáveis”, afirma Vieira.

Drones, sistemas automatizados de irrigação e equipamentos de precisão estão entre as tecnologias que têm revolucionado as propriedades. 

Além disso, práticas sustentáveis como a agricultura de baixo carbono, compostagem e rotação de culturas ajudam a reduzir o impacto ambiental e a preservar os recursos naturais.

“Estamos oferecendo as condições necessárias para que eles possam expandir seus negócios, tanto no Brasil quanto no exterior, com  produtos diferenciados e sustentáveis”, explica o gerente do Sebrae.

O Sebrae Tocantins conta com diversos projetos que podem ajudar a expandir seus negócios. Muitos especialistas atendem de forma online e gratuita. Acesse aqui para saber mais.



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Incêndios no Brasil devastam área maior que a Itália em 2024



O Brasil enfrentou um aumento alarmante de 79% nas áreas atingidas pelo fogo entre janeiro e dezembro de 2024, em comparação com o ano anterior. De acordo com o Monitor do Fogo do MapBiomas, 30,8 milhões de hectares foram consumidos, o equivalente a uma área maior que o território da Itália. Esse é o maior registro desde 2019.

Impactos Climáticos e Humanos

O aumento das queimadas foi impulsionado pelo El Niño, fenômeno climático que causa secas prolongadas, além da ação humana, como desmatamentos e queimadas ilegais. Segundo Ane Alencar, coordenadora do MapBiomas Fogo, os dados refletem uma crise ambiental grave que exige ações coordenadas e engajamento para conter os danos ambientais.

Biomas mais Atingidos

Amazônia: Foram 17,9 milhões de hectares queimados, o que representa 58% do total nacional. Cerca de 6,8 milhões de hectares eram de floresta, superando as áreas de pastagem atingidas. Felipe Martenexen, pesquisador do MapBiomas, reforça que o fogo na Amazônia é um elemento introduzido por ações humanas e não faz parte de sua dinâmica ecológica.

Cerrado: Registrou 9,7 milhões de hectares queimados, sendo 85% de vegetação nativa, principalmente formações savânicas. O aumento de 91% em relação a 2023 é o maior desde 2019. Vera Arruda, também pesquisadora do MapBiomas, alerta que, embora o Cerrado seja adaptado ao fogo natural, o aumento atual é intensificado por atividades humanas e mudanças climáticas.

Estados e outros Biomas

Os estados mais impactados foram Pará (7,3 milhões de hectares), Mato Grosso (6,8 milhões de hectares) e Tocantins (2,7 milhões de hectares).

  • Pantanal: 1,9 milhão de hectares queimados.
  • Mata Atlântica: 1 milhão de hectares.
  • Caatinga: 330 mil hectares.
  • Pampa: Apenas 3,4 mil hectares, a menor área desde 2019, atribuída ao excesso de chuvas causado pelo El Niño.

Urgência de Ações

O MapBiomas destaca a necessidade urgente de políticas públicas e ações globais coordenadas para mitigar os impactos das queimadas, especialmente nos biomas mais sensíveis, como a Amazônia e o Cerrado, que sofrem com o avanço de atividades humanas e as mudanças climáticas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Evite perdas na batata com a limpeza de máquinas



A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto



A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto
A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto – Foto: Pixabay

A limpeza das máquinas e implementos agrícolas é uma ação essencial no controle de nematoides na bataticultura, como aponta João Pedro Elias Gondim, engenheiro agrônomo. Os nematoides, como os nematoides-das-galhas-radiculares (‘Meloidogyne’ spp.) e os nematoides-das-lesões-radiculares (‘Pratylenchus’ spp.), causam grandes danos às lavouras de batata, afetando diretamente a absorção de água e nutrientes pelas raízes. Isso resulta em sintomas de amarelecimento, raquitismo e murcha, comprometendo tanto a quantidade quanto a qualidade dos tubérculos. Em alguns casos, as perdas podem chegar a 100% da produção.

O Brasil enfrenta sérios desafios no controle desses patógenos, que têm ampla distribuição geográfica nas regiões produtoras. O manejo integrado de nematoides, incluindo a limpeza e descontaminação de máquinas, é crucial para evitar a propagação dos patógenos. Máquinas contaminadas podem transferir nematoides de áreas infestadas para áreas limpas, agravando o problema. Além disso, o controle eficaz deve envolver o uso de cultivares menos suscetíveis, a rotação de culturas, a destruição de restos culturais e a aplicação de nematicidas.

A limpeza das máquinas é uma medida preventiva simples, mas de grande impacto, que deve ser combinada com outras práticas de manejo para reduzir a densidade populacional de nematoides e garantir a saúde das lavouras. O controle adequado desses patógenos não só reduz as perdas, mas também contribui para a produção de batatas de melhor qualidade, fundamentais para o abastecimento nacional. Portanto, adotar práticas integradas e a higiene das máquinas é essencial para a sustentabilidade da bataticultura.

 





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