sexta-feira, julho 31, 2026

Autor: Redação

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Degustação de carnes agrada visitantes do Show Rural



A 37ª edição proporciona experiências nas mais diversas áreas


Foto: Pixabay

No Salão Tecnológico da Pecuária, os visitantes do Show Rural podem desfrutar de uma degustação especial de carnes de aves, peixes e suínos, e saborear produtos exclusivos da Coopavel. A 37ª edição proporciona experiências nas mais diversas áreas, seja em soluções tecnológicas, mas também produtos que satisfazem o paladar do consumidor. 

Basta visitar o estande da cooperativa para participar dessa experiência gastronômica gratuitamente. “Temos cortes temperados, panceta, sobre paleta, linguicinhas, o joelho cozido e defumado. Temos aqui também o filé de tilápia feito em iscas. O tempero que a utilizamos é o mais natural possível, livre de condimentos fortes, então o público come e não sai com aquele gosto forte do temperado”, relata o coordenador industrial do Frisuínos, Vinicius Noraldino Borborema. 

A degustação inclui também a coxinha da asa, petisco, sassami, frango a passarinho e outros cortes temperados. Esse mesmo produto é o que o cliente vai achar na área de venda do supermercado. Todos os produtos da linha foram desenvolvidos para serem diferenciais. A média de degustações diárias varia de 8 mil a 12 mil degustações, mas estima-se que até o término do evento sejam entregues 100 mil pratinhos com os deliciosos produtos da Coopavel. 

A agricultora de Quedas do Iguaçu, Ivani Goldani (72), foi uma das inúmeras visitantes de todas as idades que degustou e aprovou os petiscos servidos. “Nossa, está uma delícia, tudo ótimo, nota 10. Gostei de fazer a degustação, é bom para conhecer os sabores. São produtos de primeira qualidade”, elogiou. 

Os pratinhos são servidos todos os dias entre 9h e 11h da manhã e das 14h às 16h. Esse é o terceiro ano que o frigorífico da Coopavel está presente na feira oportunizando essa experiência aos visitantes. O objetivo é tornar cada vez mais conhecidos os produtos da cooperativa. 





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Agronegócio deve puxar a economia e fazer PIB crescer 2,3%, diz Fazenda


A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) apresentou, nesta quinta-feira (13), projeção de crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) do país em 2025.

A atividade econômica deverá ter alta de 2,3%. A estimativa anterior, em novembro, era de um crescimento de 2,5% do PIB. A queda poderia ser maior se não fosse a projeção de crescimento para as atividades agropecuárias, de 6%, levando em consideração os prognósticos da safra, dados preliminares de abate de bovinos para o quarto trimestre de 2024 e uma melhora da situação climática.

De acordo com o ministério, a redução da estimativa de 2,5% para 2,3% para o ano está baseada, principalmente, na elevação dos juros, na desaceleração da atividade econômica no quarto trimestre de 2024 e no cenário conjuntural externo.

“A gente reduziu essa projeção, em parte, pesando o que a gente está vendo na política monetária. E, em parte, porque estamos vendo uma desaceleração mais acentuada da atividade agora no quarto trimestre de 2024. Então, no cenário de 2,3% estão incorporados esses dois elementos”, destacou a subsecretária de Política Macroeconômica, Raquel Nadal.

No entanto, ela ressalvou que o ministério incluiu nessa projeção do PIB a melhora nos resultados do setor agropecuário em razão das boas perspectivas para a safra de 2025.

Desaceleração da indústria

Por setor produtivo, a SPE espera uma desaceleração da indústria e dos serviços, parcialmente compensada pela aceleração da produção agropecuária.

Para a indústria, a previsão de crescimento em 2025 foi revisada de 2,5% para 2,2% em razão da desaceleração projetada para a indústria de transformação e para a construção, apesar da recuperação da indústria extrativa, sobretudo, em função da entrada em operação de novas plataformas de petróleo.

Para serviços, o ritmo de expansão projetado para 2025 pela secretaria caiu de 2,1% para 1,9%, principalmente como reflexo da desaceleração na criação de novos postos de trabalho e da redução no ritmo de concessões de crédito em função do patamar elevado dos juros.

Efeito Trump

Donald Trump, EUA, Estados UnidosDonald Trump, EUA, Estados Unidos
Foto: The White House/ Andrea Hanks

Para o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, ainda é cedo para projetar os impactos da política comercial implementada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no crescimento brasileiro de 2025.

“É muito cedo para incorporar esse tema em qualquer cenário. Claro que você pode construir cenários alternativos e possíveis, mas nós temos ainda que entender melhor como isso vai ocorrer, em que prazo, quem vai ser mais afetado, quem não vai ser, isso ainda leva tempo para ter mais clareza sobre esse cenário. Então, hoje é muito difícil apontar possíveis impactos”, disse.

De acordo com Mello, até o momento é possível apontar apenas impactos setoriais, mas não macroeconômicos.

“Caso necessário, caso a gente enxergue que existe a necessidade de incorporação de algo no cenário macro, nós vamos incorporar no momento que nós tivermos essa convicção”, finalizou.



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Inflação dos alimentos deve ter queda até o fim do ano, prevê Fazenda


A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda apresentou nesta quinta-feira (13) projeções macroeconômicas para o país em 2025.

De acordo com a pasta, a inflação da alimentação deverá ceder até o fim do ano e apresentar recuo principalmente em razão de um cenário climático melhor, de safras recordes, e do fim da reversão do ciclo do abate de bovinos.

“A gente está vendo que, por exemplo, uma safra muito favorável de soja, uma safra muito favorável de arroz e feijão, vai ajudar [a conter] os preços de cereais, leguminosas, derivados da soja. Estamos vendo também que, a partir de março, a projeção é de neutralidade climática, o que tende a ajudar o preço de frutas e hortaliças, entre outras”, destacou a subsecretária de Política Macroeconômica, Raquel Nadal.

Preço da carne

carne de cordeirocarne de cordeiro
Foto:Pixabay

O comportamento do preço da carne em 2025, de acordo com a subsecretária, terá um papel central no resultado da inflação da alimentação.

O preço do produto deverá desacelerar em razão do fim da reversão do ciclo do abate – período em que as vacas são destinadas ao abate, após a retenção delas para procriação e a entrada dos bezerros no mercado – que aumentará a oferta de animais.

“O impacto maior da reversão do ciclo de abate na inflação se deu já em 2024. Então a tendência é de desaceleração desses preços [em 2025]. Se o preço da carne subiu cerca de 20% em 2024, esse ano, essa inflação deve desacelerar. Então nós estamos vendo tudo isso ajudando na [contenção da] inflação de alimentos”, acrescentou Raquel.

Outros alimentos

A subsecretária frisou que os preços do café e do leite subiram em 2024 impactados pelas estiagens e queimadas no segundo semestre do ano. Já a inflação no preço da laranja ocorreu, segundo ela, devido ao greening, doença que prejudica a produção de cítricos.

O maior choque nos preços de alimentos no ano passado, de acordo com a subsecretária, veio em razão da reversão do ciclo de abate de bovino, de agosto em diante. A queda no abate, somado ao forte crescimento das exportações em 2024, levou a uma alta de mais de 19% no preço das carnes bovinas.

“A alta foi tão relevante que, excluindo carnes bovinas do índice de inflação, teríamos uma inflação de alimentos em cerca de 6,2% em vez de 8,2% em 2024. Nesse cenário, a inflação cheia teria fechado 2024 dentro da meta, em 4,5%”, destacou Nadal.

Para 2025, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta elevação de 4,8% no Índice Nacional de Preços aos Consumidor Amplo (IPCA), variação similar à observada em 2024.



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mercado fica dividido entre oferta de fêmeas e exportações em alta; veja as cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais baixos nas principais regiões produtoras.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o avanço da oferta de fêmeas entre os meses de janeiro e fevereiro foi o grande elemento baixista para justificar a pressão de queda.

“As indústrias conseguiram posicionar confortavelmente suas escalas de abate, e a expectativa é que sejam testados patamares mais baixos de preço no curtíssimo prazo”, ressalta.

Por outro lado, Iglesias conta que as exportações em bom nível são uma importante variável de suporte. “No entanto, o mercado doméstico de carne bovina já começa a apresentar fragilidades durante a segunda quinzena, contando com queda das cotações, em especial em alguns cortes de maior valor agregado, como alcatra, contrafilé e picanha”.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 318,32 (R$ 318,98 ontem)
  • Goiás: R$ 300,18 (R$ 300,36 anteriormente)
  • Minas Gerais: R$ 308,53 (R$ 310,29 na quarta)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 309,77 (R$ 311,14 ontem)
  • Mato Grosso: R$ 317,74 (R$ 319,96 anteriormente)

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços em queda no decorrer desta quinta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere pelo recuo dos preços no curto prazo, considerando o arrefecimento da demanda ao longo da segunda quinzena do mês.

“Percebe-se que o movimento foi mais acentuado em determinados cortes, a exemplo da picanha, alcatra e do contrafilé. Esse movimento se encaixa perfeitamente no perfil de consumo delimitado para o primeiro bimestre, com a preferência da população recaindo sobre
proteínas mais acessíveis”, disse Iglesias.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17,00 por quilo, queda de R$ 1,50. Ponta de agulha foi precificada a R$ 17,50, queda de R$ 0,30. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,7669 para venda e a R$ 5,7649 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7564 e a máxima de R$ 5,7994.



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Soja tem poucos negócios; confira as cotações pelo país



O dia foi de poucos negócios e poucas novidades no mercado brasileiro de soja. Na indústria, embora tenha ocorrido pagamentos acima da paridade de exportação, os lotes negociados foram pouco expressivos.

De acordo com a Safras & Mercado, os produtores, ainda focados na colheita, consideram os preços atuais muito baixos. No mercado, os preços ficaram mistos, com o frete pesando na formação.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): de R$ 133,00 para R$ 133,50
  • Região das Missões (RS): de R$ 133,00 para R$ 133,50
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): de R$ 124,00 para R$ 124,50
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 112,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): de R$ 116,00 para R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): estabilizou em R$ 111,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços em leve alta. Após passar a maior parte do dia em território negativo, o mercado reagiu tecnicamente, fechando com ganhos moderados. O retorno das chuvas na Argentina amenizou os prejuízos no potencial produtivo da safra daquele país, o que gerou pressões sobre as cotações. A produção de soja da Argentina para a safra 2024/25 está estimada em 47,5 milhões de toneladas, abaixo das expectativas.

Projeções

A produção brasileira de soja deve alcançar 166,01 milhões de toneladas na temporada 2024/25, o que representa um aumento de 12,4% em comparação com a safra anterior (147,72 milhões de toneladas). Esta estimativa foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 5º levantamento de acompanhamento da safra de grãos.

Exportações dos EUA

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos, para a temporada 2024/25, chegaram a 185.500 toneladas na semana encerrada em 6 de fevereiro. A China liderou as importações com 222.000 toneladas. Para a temporada 2025/26, mais 24,3 mil toneladas foram exportadas. Analistas esperavam um volume de exportação entre 300 mil e 800 mil toneladas.

Preços de Mercado em Chicago

Os preços de mercado em Chicago apresentaram variações na quinta-feira. O contrato de soja com entrega em março fechou a US$ 10,30 por bushel, com alta de 2,25 centavos ou 0,21%.

Já o contrato de soja com vencimento em maio foi cotado a US$ 10,47 por bushel, com ganho de 1,25 centavos ou 0,11%. O farelo de soja para março registrou uma queda de US$ 1,40, fechando a US$ 292,70 por tonelada, o que representa uma desvalorização de 0,47%. Por outro lado, o óleo de soja para março teve alta de 0,59 centavos, com cotação de US$ 46,25 centavos por libra, ou um ganho de 1,29%.

Câmbio

Quanto ao câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,07%, negociado a R$ 5,7669 para venda e R$ 5,7649 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,7564 e R$ 5,7994.



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Show Rural 2025 bate recorde de público nos primeiros dias



Show Rural conta com a participação de 600 expositores nacionais e internacionais




Foto: Divulgação

A 37ª edição do Show Rural Coopavel, realizada em Cascavel (PR), registrou um novo recorde de público. Na quarta-feira (12), o evento recebeu 112.498 visitantes, superando a marca anterior de 109.091, alcançada na mesma data da edição de 2024.

O crescimento na visitação também foi notável nos dias anteriores. Na terça-feira (11), o público chegou a 84.086 pessoas, um novo recorde para o segundo dia do evento, ultrapassando os 83.280 visitantes da edição passada. Já na segunda-feira (10), primeiro dia do Show Rural 2025, 56.510 pessoas passaram pelo parque, superando os 55.356 da abertura de 2024.

Nos três primeiros dias, o evento já atraiu 253.498 visitantes, 5.771 a mais que no mesmo período do ano passado, quando o total foi de 247.727 pessoas. A expectativa é que os números sigam crescendo até o encerramento do evento, na sexta-feira (14).

Com o tema “Nossa natureza fala mais alto”, o Show Rural 2025 conta com a participação de 600 expositores nacionais e internacionais. A entrada e o estacionamento são gratuitos, garantindo amplo acesso ao público interessado nas inovações do agronegócio.





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Com dúzia de ovos a R$ 60, norte-americanos começam a criar galinhas em casa



A gripe aviária tem causado problemas cada vez maiores à população dos Estados Unidos. Desde o início do surto, há cerca de três anos, o vírus H5N1 exterminou cerca de 120 milhões de galinhas, perus e outras aves em 49 estados norte-americanos, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O efeito prático disso é, obviamente, a redução na oferta de ovos e o aumento dos preços do produto, que já atingem mais de 10 dólares a dúzia (o equivalente a R$ 60).

Por conta disso, conforme informações da agência AFP, uma loja de criação de animais no estado de Houston vendeu recentemente 100 galinhas em quatro dias, número que normalmente é alcançado em três semanas, ou seja, muitas pessoas estão recorrendo à produção dos seus próprios ovos em casa para driblar a escalada dos preços.

“Nas últimas semanas, vimos um aumento dramático na demanda por galinhas, com pessoas querendo comprá-las porque os preços dos ovos subiram ou simplesmente não há ovos disponíveis. Nossas vendas de aves dobraram ou até triplicaram”, diz John Berry, de 43 anos, gerente da Wabash, que também vende alimento para essas aves, em entrevista à agência de notícias.

Ele explica que a maioria de seus novos clientes está apenas começando na criação. É o caso de Arturo Becerra, que recentemente comprou 10 galinhas, pelas quais pagou US$ 400 (R$ 2.308). Ele gastou US$ 20 (R$ 115) em alimento para um mês.

O novo criador já disse que pretende expandir o plantel porque a família é grande. Todas as que possui ainda são jovens e devem começar a pôr ovos em algumas semanas. Desde que as normas de saúde sejam cumpridas, várias cidades do Texas permitem a criação de aves no quintal.

Outro que está expandindo a criação é o empreiteiro da construção civil Bill Underhill, que já é um ávido criador de galinhas. “Ouvi alguém dizer que os ovos custavam cerca de US$ 10 a dúzia, então já estava pensando em comprar mais algumas galinhas. Compro algumas a cada dois meses porque algumas eventualmente morrem e param de botar, então vou manter o fluxo de ovos na minha família”, afirma, em entrevista à AFP.

De acordo com o USDA, apenas neste ano, 21 milhões de galinhas poedeiras foram sacrificadas devido à gripe aviária, fator que acerta em cheio as grandes granjas do país.

Roubo de ovos

Ainda conforme a reportagem da AFP, os ovos ‘premium’ atingiram um preço de mais de US$ 10 (R$ 57) a dúzia, e as versões básicas chegaram a US$ 6 (R$ 34) em alguns supermercados, mais que o dobro do preço normal.

Na cidade de Seattle, região noroeste dos Estados Unidos, um restaurante foi assaltado durante a madrugada na semana passada. Resultado: mais de 500 ovos foram roubados de seu depósito.



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SP lança plano para fortalecer cooperativismo rural no estado



O governo de São Paulo lançou um plano para fortalecer o cooperativismo rural no estado, contemplando medidas como a criação de uma diretoria específica dentro da Secretaria de Agricultura e a ampliação do acesso ao crédito para cooperativas. O plano foi assinado pelo secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, durante o Intercâmbio Técnico do Cooperativismo Agropecuário, realizado na Universidade de St. Gallen, na Suíça, e organizado pelo Sistema Ocesp.

Entre as principais iniciativas está a inclusão das cooperativas de produtores e de crédito no Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). A medida busca atingir a meta de aquisição de mil máquinas agrícolas em 2025 por meio da linha de crédito Pró-Trator, que subvenciona 4% dos juros incidentes nas operações de financiamento. A expectativa é que o valor da subvenção estadual cresça 400% em relação a 2024.

O secretário ressaltou a importância do incentivo para impulsionar o setor. “Vamos ampliar e facilitar ainda mais o acesso do produtor ao Feap com as cooperativas. Nossa meta é que o setor adquira mil máquinas agrícolas este ano”, afirmou Piai.

Outro destaque do plano é a inclusão do café no Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS). Além disso, o governo estadual, por meio do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), está desenvolvendo um processo de simplificação para a adesão de produtores cooperados ao programa.

A cadeia produtiva do leite também será contemplada no plano. A parceria com a Comevap e a continuidade do Hub do Leite beneficiarão aproximadamente 600 produtores. A ação envolve pesquisas aplicadas para aprimorar a qualidade, eficiência e competitividade do setor, com apoio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Com a assinatura do plano, foi oficializada a criação da Diretoria de Cooperativismo e Associativismo dentro da Secretaria de Agricultura. O objetivo é garantir a participação ativa das cooperativas na formulação das políticas públicas do estado.

Segundo a Ocesp, São Paulo conta com 181 cooperativas agropecuárias e 165 mil produtores cooperados. O modelo cooperativo facilita o acesso a insumos, tecnologia, assistência técnica e comercialização, fortalecendo as comunidades rurais e impulsionando a economia do agronegócio no estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

comercialização do milho supera safra anterior



Comercialização do milho avança, mas preço cai




Foto: Divulgação

No Mato Grosso, a comercialização de milho avançou na safra 2023/24, atingindo 96,62% da produção total, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em 10 de fevereiro. O percentual representa um avanço de 2,96 pontos percentuais em relação a dezembro de 2024.

Segundo a análise semanal do Imea, crescimento nas vendas foi impulsionado pela necessidade dos produtores de liberar espaço nos armazéns, já que o preço do milho apresentou queda de 4,45% no último mês, fechando em média a R$ 55,97 por saca. Ainda assim, os negócios desta safra estão 8,30 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra passada.

Para a safra 2024/25, os negócios alcançaram 32,16%, um avanço de 5,50 pontos percentuais ante dezembro de 2024. Esse aumento foi influenciado pela valorização de 1,75% no preço do cereal, que atingiu R$ 46,42 por saca, cobrindo os custos operacionais da produção no estado.

Apesar do avanço, o ritmo de comercialização da safra 2024/25 ainda está 12,81 pontos percentuais atrás da média das últimas cinco safras, evidenciando uma cautela maior do mercado em relação ao futuro dos preços e da demanda pelo grão.





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Safra 2025 pode ser 11,1% maior que a do ano passado, diz IBGE



A safra agrícola de 2025 deve totalizar um recorde de 325,3 milhões de toneladas, 32,6 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 11,1%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgado nesta quinta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao terceiro Prognóstico da Produção Agrícola de 2025, houve um aumento de 0,8% na estimativa, 2,7 milhões de toneladas a mais.

A área a ser colhida na safra agrícola de 2025 deve totalizar 80,9 milhões de hectares, 1,8 milhão de hectares a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 2,4%, segundo o levantamento do IBGE divulgado nesta quinta.

Em relação ao terceiro Prognóstico da Produção Agrícola de 2025, houve um aumento de 0,6% na estimativa da área colhida, 472,1 mil hectares a mais.

Soja

A expectativa de uma nova safra recorde de soja tem ajudado a turbinar a projeção para a produção agrícola brasileira de 2025. A colheita da oleaginosa deve totalizar um ápice de 166,5 milhões de toneladas neste ano, um aumento de 14,9% em relação a 2024.

Em relação ao terceiro prognóstico para a safra 2025, porém, houve uma retração de 0,6% no rendimento médio e de 0,4% na estimativa da produção, o que representou uma queda de 750,2 mil toneladas.

“Ainda assim, estima-se que teremos um incremento de 11,7% no rendimento médio anual, que deve alcançar 3.519 kg/ha, contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País em 2025”, frisou o IBGE.

Clima favorável

Além da soja, o país deve colher neste ano mais milho, algodão, sorgo, arroz e feijão. São esperados aumentos em 2025 para a soja (alta de 14,9%, para um recorde de 166,5 milhões de toneladas) e o milho (8,2%, para 124,1 milhões de toneladas).

O milho 1ª safra terá alta de 10,0%, para 25,2 milhões de toneladas, e o milho 2ª safra terá aumento de 7,8%, totalizando 98,9 milhões de toneladas.

As projeções são de aumentos também para o arroz (8,3%, para 11,5 milhões de toneladas), feijão (10,9%, para 3,4 milhões de toneladas), algodão (1,6%, para um novo recorde de 9,0 milhões de toneladas) e sorgo (5,4%, para 4,2 milhões de toneladas). O trigo deve encolher 3,3%, para 7,3 milhões de toneladas.

“O clima está beneficiando as lavouras, embora as chuvas tenham demorado a chegar. Desde os meses de outubro e novembro, tem chovido bem, com exceção da Região Sul, que já apresenta algumas secas”, disse Carlos Barradas, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, em nota.

Segundo o pesquisador, a estiagem atinge principalmente o Rio Grande do Sul, mas as perdas no estado ainda não estão contabilizadas no levantamento de janeiro.

As equipes do IBGE ainda estão em campo para atualizar as estimativas nas divulgações seguintes.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou estatísticas sobre a safra brasileira nesta quinta-feira. O órgão indica a colheita de 325,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, um crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior. Os números da Conab diferem em relação aos divulgados pelo IBGE, pois utilizam metodologias diferentes, além de a Conab adotar o ano-safra e o IBGE, o ano civil.



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