domingo, abril 5, 2026

Autor: Redação

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Semeadura de soja ultrapassa 60% em MT; estado está entre os mais adiantados



O plantio da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso atingiu 60,05% da área estimada, conforme boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com dados de 24 de outubro. Na semana anterior, o índice era de 43,57%. No mesmo período do ano passado, o avanço era de 55,73%.

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Dados da Conab

No Brasil, o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que o plantio da soja alcançou 21,7% da área total prevista até 18 de outubro, frente a 11,1% na semana anterior. Na comparação anual, o ritmo está 23,3% mais acelerado.

Segundo a Conab, São Paulo lidera o plantio, com 40% da área semeada, seguido por Mato Grosso (39,8%), Paraná (39%), Mato Grosso do Sul (34%), Tocantins (7%), Bahia (6%), Minas Gerais (6%), Goiás (5%) e Santa Catarina (3%).



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do boi e carne seguem firmes em São Paulo



Valores do boi gordo e da carne seguem estáveis, mesmo com demanda reduzida


Foto: Divulgação

Os preços dos animais para abate seguem firmes em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, com as escalas um pouco mais curtas que na semana passada. Frigoríficos aumentam os valores quando precisam intensificar as compras e tendem a manter a mesma cotação nos dias seguintes, administrando novas altas de acordo com suas necessidades de escala.

No estado de São Paulo, levantamentos do Cepea mostram que os negócios têm saído principalmente entre R$ 310 e R$ 315, mas pecuaristas insistem em valores acima de R$ 320. No atacado da Grande São Paulo, ainda conforme o Centro de Pesquisas, os preços da carne vêm apresentando reajustes positivos ao longo do mês, mesmo neste período em que as vendas no varejo costumam diminuir. Como a oferta dos frigoríficos aos atacadistas é baixa, as cotações seguem em patamares firmes.





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Colheita de trigo no RS atinge 10% da área, mostra Emater



O tempo seco e ensolarado favorece a colheita do trigo no Rio Grande do Sul, que atinge 10% dos 1,141 milhão de hectares cultivados, informou a Emater. A cultura encontra-se nas fases de enchimento de grãos (50%) e maturação (40%).

“Os índices de PH dos grãos colhidos permanecem, em sua maioria, acima de 78, indicando boa qualidade industrial”, disse a empresa em nota.

As produtividades variam entre 2.400 e 4.200 kg/ha, de acordo com a região, a tecnologia empregada e a intensidade de ocorrência de doenças. Conforme a Emater, a produtividade está em 3.261 kg/ha, 8,81% superior à estimada no momento do plantio.

Plantio de milho e soja

Já o plantio de milho 2025/26 está “praticamente concluído” nas principais áreas de produção, disse a Emater. “A cultura de milho segue em ritmos distintos de semeadura no Estado e se desenvolve conforme as condições regionais de umidade e temperatura.” Na safra 2025/2026, a área deve alcançar 785.030 hectares, com produtividade estimada de 7.376 kg/ha.

Em relação à soja, a semeadura encontra-se em fase inicial no Estado, limitada a áreas com condições adequadas de umidade.

“O avanço reduzido resulta da combinação entre fatores econômicos e físicos, como a estratégia de produtores de postergar o plantio, minimizando riscos de redução da disponibilidade hídrica em novembro e dezembro; a priorização da colheita dos cereais de inverno; as baixas temperaturas e a diminuição da umidade nos solos, em parte do Estado”, destacou a empresa.



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plantio de soja no oeste da Bahia atinge 17,4%



No oeste da Bahia, o plantio de soja alcançou 17,4% da área total estimada, o equivalente a 385 mil hectares, informou a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). O ritmo na safra 25/26 é superior ao de um ano atrás, quando o avanço era de 7,6%, resultado da ampliação da janela de cultivo autorizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). 

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A semeadura antecipada ocorreu entre 25 de setembro e 7 de outubro, conforme a Portaria nº 047/2025, que liberou 150 mil hectares, um aumento de 35% em relação ao ciclo anterior. Os municípios de Luís Eduardo Magalhães, São Desidério e Barreiras concentram a maior parte das áreas já plantadas.

Apesar do início favorável, o calor intenso tem levado parte dos produtores a reduzir o ritmo nas áreas irrigadas, e a Aiba prevê desaceleração nos próximos dias por causa da estiagem esperada nas próximas duas semanas.

A área total de soja na região deve crescer 3,9%, para 2,218 milhões de hectares, com produtividade média de 68 sacas por hectare e produção estimada em 9,049 milhões de toneladas. O preço médio em 20 de outubro foi de R$ 126,50 por saca. A comercialização da safra 2024/25 atingiu 69%, enquanto 19% da nova safra já foram vendidos antecipadamente.

Por região, a Aiba estima os seguintes números para a soja: 

  • Região 01 (Barreiras, Riachão das Neves, Formosa do Rio Preto e Santa Rita de Cássia): 804 mil ha

  • Região 02 (Luís Eduardo Magalhães e São Desidério): 796 mil ha

  • Região 03 (Correntina, Jaborandi, Cocos, Coribe e São Félix do Coribe): 577 mil ha

  • Região 04 (Baianópolis, Cotegipe, Cristópolis, Wanderley e Tabocas do Brejo Velho): 36 mil ha

  • Região 05 (Barra e entorno): 5 mil ha

Milho

O milho deve ocupar 195 mil hectares, alta de 8,3% sobre 2024/25, com produção total de 2,201 milhões de toneladas entre verão e irrigado. Após revisão por geoprocessamento, a Aiba elevou a estimativa da área irrigada de 25 mil para 75 mil hectares, validada pelo conselho técnico. A produtividade média esperada é de 190 sacas por hectare.

Algodão 

O algodão deve recuar 2,4%, com 403 mil hectares e 2,006 milhões de toneladas de produção. Já o sorgo deve crescer 25%, totalizando 200 mil hectares e 720 mil toneladas.

Previsão do tempo 

Segundo o Inmet, outubro teve média de 14 milímetros de chuva na região. A previsão indica tempo instável nos próximos dias, com sol e pancadas isoladas, além de uma estiagem temporária antes do retorno das chuvas em novembro.



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Recursos do Banrisul para renegociação de dívidas rurais se esgotam após mais de 2 mil propostas



O Banrisul informou, em nota, que os R$ 880,7 milhões destinados ao banco pelo Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais já foram totalmente comprometidos. O banco do Rio Grande do Sul foi o primeiro do país a iniciar a operacionalização da linha junto aos produtores e encaminhou mais de duas mil propostas de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O volume de solicitações confirma a forte demanda por crédito voltado à regularização financeira no campo, especialmente entre agricultores que enfrentaram perdas recorrentes de safra nos últimos anos.

Alívio ao endividamento no campo

O programa, lançado em 15 de outubro pelo BNDES, tem orçamento total de R$ 12 bilhões e foi criado para auxiliar produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos entre 2020 e 2025. A medida busca restabelecer a capacidade econômica do setor agropecuário e garantir a continuidade da produção, com foco em agricultores familiares e médios produtores.

Segundo o BNDES, ao menos 40% dos recursos são destinados a produtores enquadrados nos programas Pronaf e Pronamp, que estão mais expostos aos impactos de secas, enchentes e variações climáticas.

“O objetivo é oferecer alívio econômico para que o produtor possa manter suas atividades e empregos no campo, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento regional”, afirmou Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce do BNDES.

Quem pode aderir à linha de renegociação

As operações puderam ser feitas por meio de instituições financeiras credenciadas, como o Banrisul, e atenderam produtores, cooperativas e associações rurais localizados em municípios com situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal entre 2020 e 2024.

Foram elegíveis para renegociação operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs) contratadas até 30 de junho de 2024. Para ter acesso ao programa, o produtor precisava comprovar perdas superiores a 30% em duas ou mais safras e estar em município com queda de mais de 20% em duas das principais atividades agrícolas locais.

Prazos e condições

Os financiamentos preveem prazo total de até nove anos, incluindo carência de um ano para o início dos pagamentos. O BNDES informou que as condições foram desenhadas para evitar o endividamento excessivo e garantir recuperação sustentável da atividade agropecuária.

Demanda reflete impacto das perdas climáticas

O esgotamento dos recursos destinados ao Banrisul em poucos dias evidencia a dimensão da crise enfrentada pelos produtores rurais, especialmente no Rio Grande do Sul, estado que sofreu sucessivas estiagens e enchentes nos últimos anos.

O Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais continua ativo por meio de outras instituições credenciadas. Mas a forte procura tende a acelerar o consumo dos R$ 12 bilhões disponíveis em todo o país.



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AgroNewsPolítica & Agro

Poder de compra se enfraquece em outubro



Poder de compra do suinocultor paulista recua frente ao milho em outubro


Foto: Pixabay

O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja vem se enfraquecendo em outubro, no comparativo com o mês anterior, indica levantamento do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, enquanto o suíno vivo tem se desvalorizado, refletindo a demanda desaquecida, o preço do milho apresenta pequena elevação.

Para o derivado da soja, o movimento também é de baixa, mas menos intensa que a observada para o animal. Pesquisadores ressaltam que, apesar da queda no poder de compra frente ao milho em outubro, o desempenho segue acima da média, considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

STOXX 600 fica estável na semana após decisões de bancos centrais importantes


Logotipo Reuters

Por Johann M Cherian e Tristan Veyet

(Reuters) – O índice pan-europeu STOXX 600 fechou praticamente estável nesta sexta-feira, encerrando uma semana agitada com uma nota positiva, com um humor de mercado que foi amplamente moldado por decisões cruciais de bancos centrais, incluindo o corte amplamente esperado da taxa de juros do Federal Reserve.

O índice pan-europeu STOXX 600 registrou variação negativa de 0,04%, a 554,81 pontos, enquanto permaneceu praticamente estável durante a semana.

O setor de bancos europeus liderou os ganhos do dia, com alta de 1,26%, conforme se recuperou de uma queda nesta semana.

O setor de defesa subiu 0,8%, pairando sobre recordes.

No entanto, os ganhos gerais foram ofuscados pelo setor de mídia, que caiu 2,4%, atingindo o menor nível em mais de duas semanas, prejudicado pelo grupo de publicidade WPP, que fechou em seu patamar mais baixo desde março de 2009.

O setor de energia também pesou, com baixa de 0,8%, pois acompanhou a queda nos preços do petróleo devido a preocupações com o grande volume de oferta.

Mesmo com o Fed cortando os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde dezembro, sua perspectiva de política monetária permaneceu menos “dovish” do que o esperado, apontando para um ritmo moderado de cortes futuros e uma falta de urgência para lançar um ciclo de afrouxamento completo.

Mas o movimento foi suficiente para impulsionar ativos mais arriscados, destacados por uma alta do setor de tecnologia, que se tornou o de melhor desempenho da semana, com alta de 4,9%.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,12%, a 9.216,67 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,15%, a 23.639,41 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,01%, a 7.853,59 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,01%, a 42.312,28 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,56%, a 15.260,70 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,29%, a 7.704,09 pontos.





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China anuncia plano quinquenal com foco em tecnologia e consumo



A China apresentou, nesta sexta-feira (24), as diretrizes de seu novo plano quinquenal, com prioridade para a autossuficiência tecnológica e o aquecimento do consumo interno, em meio ao desaceleramento econômico e às tensões comerciais com os Estados Unidos.

O documento, divulgado após quatro dias de reuniões do Partido Comunista em Pequim, prevê impulsionar setores estratégicos como inteligência artificial, biotecnologia e veículos elétricos, além de estimular a demanda doméstica para compensar os efeitos da crise imobiliária e do baixo consumo das famílias.

Objetivo da China

A meta do governo é manter crescimento médio entre 4% e 5% ao ano até 2035, quando o país pretende alcançar o status de “nação de nível médio de desenvolvimento”.

Autoridades chinesas destacaram ainda que o país continuará sendo um dos principais centros industriais do mundo e que reforçar a produção nacional é uma estratégia essencial para garantir segurança econômica e influência geopolítica.



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‘Produtor que cumpre a lei não pode ser responsabilizado por crimes ambientais’



Durante o encontro promovido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues fez um alerta contundente sobre o Plano Clima, em elaboração pelo governo federal.

“Não podemos aceitar que crimes ambientais sejam colocados na conta de quem produz dentro da lei. Isso é injusto e prejudica a imagem do Brasil no mercado internacional”, afirmou o professor e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O ex-ministro participou nesta quinta-feira (23), de uma edição do ABMRA Ideia Café, em São Paulo. O evento reuniu lideranças e especialistas para discutir os caminhos do agronegócio brasileiro diante dos desafios globais da sustentabilidade.

Documento do setor privado será entregue na COP30

Rodrigues, que fará parte da cobertura do Canal Rural no evento em Belém, é o responsável por coordenar o documento que o setor privado brasileiro apresentará na COP30, em Belém (PA), em 2025. O material foi construído com a colaboração de entidades, pesquisadores e representantes do agronegócio nacional e apresenta uma síntese dos avanços da agricultura tropical brasileira nas últimas cinco décadas.

O texto, segundo ele, destaca ciência, tecnologia e sustentabilidade como eixos centrais do modelo produtivo desenvolvido no país.

“É uma história que deve orgulhar o povo brasileiro. A agricultura tropical é uma conquista da ciência nacional e pode ser a chave para combater a fome e promover a paz no mundo”, destacou Rodrigues.

Propostas de cooperação e comércio mais justo

O documento será entregue ao embaixador André Corrêa do Lago, responsável pela coordenação da COP30 no Brasil. Entre as principais propostas, estão a criação de uma agenda internacional de cooperação para financiamento da transição sustentável e a revisão das regras de comércio global, consideradas desiguais para países emergentes.

A iniciativa reforça o papel do Brasil como líder mundial na produção de alimentos sustentáveis e modelo de agricultura tropical adaptável a outras regiões do planeta.

Apresentação em Brasília e eventos oficiais na COP30

Antes da conferência, o texto será apresentado oficialmente em Brasília, durante reunião conjunta do Instituto Pensar Agro (IPA) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Na COP30, Rodrigues coordenará dois eventos oficiais: um sobre carne e carbono e outro sobre agroenergia e biocombustíveis, reforçando o protagonismo do agro brasileiro na agenda climática internacional.

ABMRA Ideia Café fortalece o diálogo e a imagem do Agro

O presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, destacou que a presença de Roberto Rodrigues reforça o papel do ABMRA Ideia Café como espaço de debate e reflexão sobre o futuro do setor.

“O professor Roberto Rodrigues é uma das vozes mais respeitadas do Agro brasileiro. Tê-lo conosco em um momento tão decisivo demonstra a relevância desse fórum para o fortalecimento da imagem do setor”, afirmou Nicodemos.

O encontro foi mediado por Julio Cargnino, vice-presidente da ABMRA e presidente do Canal Rural, que ressaltou a importância de aproximar o Agro da sociedade por meio da comunicação e do conhecimento.

“A ABMRA tem a missão de construir pontes e promover um debate qualificado sobre os desafios do setor. Essa conversa com o professor Roberto Rodrigues simboliza exatamente isso”, disse Cargnino.



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AgroNewsPolítica & Agro

Porto de Paranaguá é concedido ao Consórcio Canal Galheta Dragagem


O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) venceu o leilão de concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR), realizado na tarde de quarta-feira (22) na B3, a bolsa de valores de São Paulo. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, estiveram em São Paulo para acompanhar o leilão.

A empresa ofereceu 12,63% de desconto na tarifa de referência para leilão, o valor máximo estipulado. Depois de uma disputa. em viva-voz. de 18 lances, o consórcio saiu vencedor com a oferta de R$ 276 milhões, batendo três concorrentes. O desconto na tarifa de referência foi um dos critérios para determinar a proposta vencedora. O modelo de licitação previa o híbrido, que incluiu a competição por maior outorga (valor fixo pago ao governo) e o menor valor de tarifa a ser cobrada dos usuários.

A maior disputa do leilão, que considerou o valor de outorga, ocorreu entre a vencedora do leilão e a chinesa China Harbour Engineering Company (CHEC) Dredging. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O leilão começou com o desconto de tarifa de referência, com valor máximo fixado em 12,63%. A DTA Engenharia ofereceu desconto de tarifa de referência no valor de 1,29%; a Jan de Nul, ofertou 0,34%; a Chec Dredging ofertou 10,30%; e o Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) ofertou 10,73%;

Como mais de uma concorrente participou desta etapa do leilão, os lances foram levados para a disputa por viva-voz. As três primeiras colocadas puderam participar do viva-voz, mas a Jan de Nul, que fez a menor oferta, ficou de fora. A DTA Engenharia, por sua vez, decidiu não fazer lances no viva-voz, deixando a disputa entre a Chec Dredging e o Consórcio Canal Galheta Dragagem, que ofereceram o mesmo valor máximo em disputa: 12,63%.

Como houve empate na primeira etapa, o leilão passou a avaliar o valor de outorga, que também foi levado a uma disputa por viva-voz. Depois de 18 lances, o leilão acabou vencido pelo Consórcio Canal Galheta Dragagem, que ofertou R$ 276 milhões como valor de outorga.

A concessão do acesso Aquaviário do Porto de Paranaguá (PR), realizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), representa um marco inédito para o setor portuário nacional, por se tratar do primeiro canal de acesso brasileiro a ser leiloado. A concessão é pelo prazo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação contratual por até 70 anos.

Segundo o governo do Paraná, o leilão é iniciativa inédita no Brasil, pois é o primeiro canal de acesso portuário a ser arrendado no país, além de ser inovadora, pois a responsabilidade de dragagem, que hoje é do porto público, passará a ser da arrendatária, ou seja, a concessionária que assumir o contrato ficará responsável por ampliar a profundidade do canal.

Esta foi a primeira licitação desse tipo no mundo, segundo o ministério, e prevê repassar à concessionária serviços hoje realizados pela Autoridade Portuária Portos do Paraná, como dragagens, sinalização, batimetria e monitoramento das embarcações nas operações de embarque e desembarque. O leilão deverá servir de modelo para as concessões dos portos de Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).

Para o leilão, as empresas concorrentes tiveram que apresentar descontos na taxa Inframar, paga pelos navios para acessarem os portos. A taxa cobre os custos das dragagens necessárias para garantir as manobras dos navios de forma segura. Atualmente, essa manutenção é feita pela Autoridade Portuária, mas, com o leilão, passará para a empresa vencedora.

O vencedor do leilão do Porto de Paranaguá terá que investir R$ 1,22 bilhão nos cinco primeiros anos de concessão, pagando uma outorga fixa anual de R$ 86 milhões ao longo de 25 anos. Uma das obrigações é ampliar a profundidade do canal e garantir que o porto passe dos atuais 13,5 para 15,5 metros de calado [que é a distância entre o ponto mais profundo da embarcação e a superfície da água). Isso deverá possibilitar a operação de navios de contêineres de grande porte, de até 366 metros, e de graneleiros com capacidade para 120 mil toneladas.

“Dois metros de calado representam, em média, mil contêineres a mais no navio ou 14 mil toneladas a mais de algum produto em uma embarcação, sem que o usuário pague mais por isso. A depender do resultado do leilão, teremos até um preço menor do que se paga hoje”, explicou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, por meio de nota.

Hoje, o Porto de Paranaguá recebe 2,6 mil navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. Segundo a Antaq, o Porto de Paranaguá foi a segunda instalação portuária pública que mais movimentou cargas no primeiro semestre de 2025. Foram 30,9 milhões de toneladas no período, um crescimento de 2,6% em comparação com os primeiros seis meses do ano passado.

Situado ao sul da Ilha do Mel, o Canal de Acesso, que tem parte do seu trecho conhecido como Canal da Galheta, é o principal acesso aquaviário ao porto e aos terminais da Baía de Paranaguá desde a década de 1970, quando a demanda de navios de maior porte exigiu a dragagem do Banco da Galheta e a consequente criação do canal.

Outros leilões

Mais cedo, o ministro participou de outros dois leilões portuários: um no Rio de Janeiro e outro em Maceió (AL). O Terminal RDJ07 é destinado à movimentação de cargas de apoio logístico offshore, voltadas às atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural. O investimento previsto para o período contratual de 25 anos é estimado em R$ 99,4 milhões.

Já o TMP de Maceió é um terminal de passageiros e deve impulsionar o turismo de cruzeiros marítimos no Nordeste. O leilão permitirá a modernização e expansão do porto e terá investimentos estimados em R$ 3,75 milhões ao longo de um contrato de 25 anos.





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