sábado, maio 16, 2026

Autor: Redação

News

Brasil começará a exportar sementes de canola à África do Sul



O Brasil passará a exportar sementes de canola para a África do Sul, anunciou nesta sexta-feira (18) o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com mais de 63 milhões de habitantes, o país importou cerca de US$ 635 milhões em produtos agropecuários do Brasil em 2024, com destaque para carnes, açúcar, cereais e café.

“Além de promover a diversificação dos parceiros comerciais do Brasil, esta abertura de mercado representa uma nova oportunidade de negócios para o setor privado brasileiro, uma vez que a África do Sul é um produtor relevante de oleaginosas no contexto regional”, diz a pasta, em nota.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 394 aberturas de mercado desde o início de 2023.



Source link

News

Brasil contrata navios para hospedagem na COP30



Dois navios de cruzeiro serão usados como hotéis temporários para a 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30). As duas embarcações têm aproximadamente 3.900 cabines, com capacidade de até 6 mil leitos disponíveis durante a conferência, o maior evento climático do planeta. A contratação dos navios foi formalizada nesta semana.

As acomodações serão disponibilizadas por etapas, em todas as modalidades como setor hoteleiro e aluguel por temporada, conforme acordo entre o Brasil e o Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Para os países participantes, a ONU está mediando a oferta.

Em uma primeira etapa, 98 países em desenvolvimento ou formados por ilhas terão prioridade. Para esse primeiro grupo, as diárias são de até US$ 220. Depois, outros países podem adquirir acomodações por até US$ 600.

Segundo o secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, os dois navios se somam aos esforços de receber mais de 40 mil pessoas, entre delegações das Nações Unidas, observadores, organizações sociais, pesquisadores e empresários.

A contratação dos navios foi feita por meio da Secretaria Extraordinária para a COP30 e a Embratur. A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo selecionou, por meio de chamamento público, a operadora de viagens responsável por contratar os navios MSC Seaview e Costa Diadema, além de comercializar as cabines.

As embarcações ficarão no Terminal Portuário de Outeiro, que está sendo ampliado para o evento. Uma ponte vai dar acesso – em cerca de 30 minutos – entre o terminal e os locais da conferência.

Para ampliar as vagas de hotelaria, outras alternativas adotadas são negociações com plataformas virtuais como Airbnb e Booking, para cadastrar imóveis e aumentar a oferta de quartos disponíveis. Dezessete escolas públicas serão transformadas pelo governo paraense em espécies de hostel temporário.

A COP30 será realizada em Belém, no Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Câmara aprova novas regras de licenciamento ambiental


A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quinta-feira (17), por 267 votos a favor e 116 contra, o projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental no país. A proposta, que vai à sanção do presidente Lula (PT), teve forte articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e representa mais uma vitória do setor agro no Congresso. Segundo os ruralistas, as novas regras trazem segurança jurídica e podem acelerar obras de infraestrutura e empreendimentos agroindustriais, inclusive no campo.

De acordo com os textos analisados, o projeto cria sete tipos de licenciamentos, com destaque para a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), que permite ao empreendedor obter autorização por meio de autodeclaração. Também foram incluídas a Licença Ambiental Especial (LAE), sugerida pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), e a Licença de Operação Corretiva (LOC), que regulariza atividades sem licença prévia. A proposta ainda autoriza licenças renováveis automaticamente e retira a exigência de anuência do Ibama em casos de desmatamento da Mata Atlântica, transferindo mais responsabilidade para órgãos estaduais e municipais.

Entre os pontos mais polêmicos, estão a liberação facilitada para projetos de mineração e exploração de petróleo na Margem Equatorial, com prazos máximos de um ano para a resposta ambiental. A oposição, liderada por ambientalistas e setores da esquerda, apelidou o projeto de “PL da Devastação”, alegando que ele enfraquece os mecanismos de proteção a florestas, rios e solos, além de limitar a participação de indígenas e quilombolas nos processos de licenciamento fora de áreas demarcadas.

Apesar da orientação contrária do governo, a proposta teve apoio de ministérios como Transportes, Agricultura, Minas e Energia e Casa Civil. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ficou isolada na tentativa de barrar o avanço da proposta. A expectativa agora é de que Lula vete parte do texto, principalmente no que diz respeito ao enfraquecimento do Conama. No entanto, a FPA já articula para derrubar os vetos no Congresso, e também se prepara para eventual judicialização do tema no STF. Para o agronegócio, trata-se de uma resposta necessária a um sistema burocrático que vinha travando empreendimentos e investimentos no campo.

 





Source link

News

Ação do Mapa retira do ar mais de R$ 1 milhão em propagandas irregulares de bebidas



A Operação Ronda Agro Ciber II, com foco na repressão ao comércio eletrônico irregular de bebidas alcoólicas no Brasil, foi deflagrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) na última quarta-feira (16).

A ação conjunta retirou do ar mais de R$ 1 milhão em anúncios ilegais, principalmente de whiskys de luxo comercializados sem autorização de importação ou com indícios de falsificação.

Durante a operação foram identificadas mais de 70 marcas diferentes com irregularidades em plataformas digitais. O principal problema constatado foi a ausência do registro de importação junto ao Mapa, requisito obrigatório para que bebidas alcoólicas estrangeiras possam ser comercializadas legalmente no Brasil.

De acordo com a pasta, sem esse registro, não há garantias de rastreabilidade, controle sanitário ou conformidade com os padrões de identidade e qualidade exigidos pela legislação.

Importação de bebida falsificada

A fiscalização detectou indícios de importação clandestina, com produtos sem controle adequado de transporte e armazenamento.

Além disso, também haviam fortes indícios de falsificações, com conteúdo de procedência desconhecida e potencial presença de substâncias tóxicas, como o metanol.

Muitas propagandas também eram enganosas, levando o consumidor a acreditar que estava adquirindo produtos originais, quando, na verdade, se tratavam de versões clandestinas.

Segundo os Ministérios envolvidos, o comércio irregular de bebidas também afeta o setor, ao gerar concorrência desleal com empresas que operam de forma legal, além de provocar evasão de tributos como Imposto de Importação (II), IPI e ICMS.

“Embora muitos dos produtos pareçam autênticos, trata-se de comércio irregular, que, em alguns casos, podem configurar contrabando. Há ainda indícios da reutilização de garrafas vazias para fins de falsificação, o que amplia os riscos sanitários e de segurança para os consumidores”, alerta o Mapa, em nota.

A operação contou com o apoio de ferramentas do Programa de Monitoramento do Trânsito e Comércio Irregular de Produtos Agropecuários (Monitora), especialmente do módulo “e-Monitora”, voltado à identificação de irregularidades no comércio eletrônico de produtos agropecuários.

Próximos passos da operação

As plataformas digitais foram notificadas e os anúncios, removidos. As próximas etapas da operação incluem a identificação e responsabilização administrativa e criminal dos autores das infrações.

De acordo com a nota publicada no site do Ministério da Agricultura, a iniciativa faz parte de uma estratégia contínua do Mapa e do MJSP para proteger a saúde pública, combater a pirataria e preservar a integridade do mercado agropecuário brasileiro.

A operação foi coordenada pelo Mapa, por meio do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) e do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), em parceria com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, órgão vinculado ao MJSP.



Source link

News

Embrapa Soja lançará livro sobre fontes alternativas para o biodiesel



A soja responde por 74% do óleo vegetal usado na produção de biodiesel no Brasil, o que equivale a 7,2 bilhões de metros cúbicos. Já o milho representa cerca de 21% da produção nacional de etanol, segundo a segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Apesar da relevância desses grãos, o país busca ampliar o uso de fontes renováveis na matriz energética.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

A Embrapa Soja, por meio do pesquisador César de Castro, realizou uma análise sobre a viabilidade e eficiência de diversas matérias-primas para o programa de biocombustíveis no país, especialmente para o biodiesel. Essa pesquisa foi apresentada no livro Biodiesel no Brasil: Reflexões Sobre o Potencial das Principais Matérias-Primas, que será lançado durante o X Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2025, em Campinas (SP). A publicação gratuita, em formato digital, reúne trabalhos de especialistas da Embrapa e de outras instituições.

Segundo os autores, a transição para fontes renováveis tem impulsionado a pesquisa em cerca de 350 espécies vegetais com potencial para biodiesel, como macaúba, pinhão-manso, nabo forrageiro, colza, girassol, canola e camelina. Apesar disso, a soja ainda domina a produção de óleo vegetal no Brasil, com outras culturas como palma de óleo, algodão e girassol ocupando posições menores no mercado. O algodão e o dendê são apontados como matérias-primas regionais para atender à Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

O livro também destaca a importância da soja como cultura-chave na produção de bioenergia, mostrando sua relação direta com cadeias de outros materiais graxos, incluindo gorduras bovina, suína e de frango, além do óleo de fritura. Os autores ressaltam a necessidade de adoção de culturas com alta produtividade e elevado teor de óleo, que atendam aos critérios de baixas emissões de carbono e sejam compatíveis com práticas sustentáveis de manejo do solo.

O papel da soja

Por fim, a soja ocupa cerca de 47,5 milhões de hectares no Brasil, seguida pelo milho, que cultiva em aproximadamente 21 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O país é o maior produtor mundial de soja, com expectativa de 169 milhões de toneladas na safra 2024/2025. O milho, que produz quase 116 milhões de toneladas, tem grande potencial de crescimento para o etanol, podendo aumentar sua competitividade em algumas regiões e mercados, segundo o pesquisador César de Castro.



Source link

News

Comunicar o agro com propósito, inovação e sustentabilidade



O agronegócio vive um momento de profunda evolução. Novas tecnologias, práticas regenerativas e o avanço da sucessão familiar estão mudando a forma como o setor se estrutura e isso exige uma nova abordagem de comunicação.

Segundo Fernanda Blasque, profissional com mais de 20 anos de carreira em comunicação corporativa, comunicar o agro hoje é atuar como ponte entre quem produz, quem consome e quem regula. E isso pede muito mais do que campanhas tradicionais.

“O agro é altamente tecnificado, sustentável e internacionalizado. Mas quem está fora ainda não sabe disso. Cabe a nós tradutores desse setor mostrar essa realidade com linguagem acessível e responsável.”

Sustentabilidade como narrativa central

A sustentabilidade no agro ainda enfrenta desafios de compreensão, tanto por parte do consumidor urbano quanto por produtores que estão em fases diferentes de adoção de práticas mais regenerativas.

Educação e confiança

Um dos principais desafios, segundo Fernanda, é equilibrar a educação técnica com a construção de confiança. Conceitos como agricultura regenerativa, crédito de carbono e o uso de biológicos precisam ser traduzidos em uma linguagem que o produtor entenda e que a sociedade valorize.

“Não basta só informar. É preciso mostrar como essas práticas impactam positivamente o meio ambiente, a produção e o alimento que chega à mesa.”

Novas conexões com a sociedade

Para romper a bolha do setor e mostrar um agro moderno e responsável, é essencial criar pontes com outros universos. Ações que envolvem figuras públicas, esportes ou cultura têm sido estratégicas para atrair a atenção do grande público.

Comunicação que conecta

Seja em projetos com esportistas, artistas ou influenciadores, o importante é que a comunicação não fique restrita ao setor. Um bom exemplo é trazer vozes que não são do agro para aprender e contar suas descobertas, ampliando a visibilidade de práticas sustentáveis, tecnologias e do impacto social do agronegócio.

“Quando alguém de fora conhece o agro de perto, acaba se apaixonando. E vira um defensor.”

Comunicar o agro hoje é mais do que falar de produtividade é mostrar o impacto positivo do setor na vida das pessoas e no futuro do planeta. Isso exige propósito, inovação, sensibilidade e estratégia.

👉 Quer aprimorar sua comunicação no agro? Acompanhe o Canal Rural para mais conteúdos sobre inovação, sustentabilidade e liderança no campo.



Source link

News

Farmácia da pecuária revoluciona os primeiros socorros no campo


Pecuarista, você já pensou em ter um pronto-socorro dentro da própria fazenda? Essa é a proposta da farmácia da pecuária, tema em destaque no programa Giro do Boi desta sexta-feira (18). Quer transformar sua fazenda em um centro de atendimento rápido e eficaz? Assista à entrevista completa abaixo e conheça esta iniciativa!

A solução da Zoetis Saúde Animal chega para dar agilidade ao manejo sanitário e garantir que nenhuma vida animal seja perdida por falta de atendimento rápido.

Segundo Patrícia Andrade Nobre, gerente de marketing da Zoetis, e Henrique Hooper, coordenador de serviços técnicos da empresa, a ideia é simples e eficaz: disponibilizar um kit com medicamentos de uso imediato, uma cartilha de aplicação e capacitação da equipe da fazenda para agir nos primeiros minutos de uma emergência.

Armário completo e instruções claras

A farmácia da pecuária vem com antibióticos, anti-inflamatórios, antitérmicos, antissépticos e antiparasitários – todos selecionados para situações comuns e críticas no rebanho, como:

  • Pneumonia e diarreia em bezerros e confinamento
  • Tristeza parasitária que exige ação rápida
  • Feridas, bicheiras e lesões de casco

Tudo é organizado em um armário específico, com acesso rápido e prático. A cartilha anexa orienta o produtor sobre qual medicamento usar, qual a dosagem correta e a via de aplicação (intramuscular, subcutânea, etc.).

Foto: CanvaFoto: Canva
Foto: Canva

Mesmo com toda a estrutura da farmácia, os especialistas alertam: ela não substitui o médico-veterinário. A proposta é garantir os primeiros socorros com segurança até que o profissional chegue.

A Zoetis prega o conceito dos “cuidados contínuos”:

  1. Predizer doenças mais prováveis
  2. Prevenir com vacinação e manejo correto
  3. Diagnosticar com apoio técnico
  4. Tratar com os medicamentos corretos

A empresa oferece apoio técnico por meio de consultores em todo o Brasil, que ajudam a montar protocolos personalizados para cada fazenda.

Sazonalidade e capacitação fazem a diferença

Outro ponto importante é a gestão estratégica da farmácia na fazenda. As doenças variam conforme a época do ano – no inverno, por exemplo, é crucial ter medicamentos contra pneumonia.

Além disso, o produtor e sua equipe recebem treinamentos técnicos sobre uso correto, carência dos produtos e até interpretação de bulas. Tudo isso visando evitar perdas, aumentar a produtividade e manter a segurança alimentar.

A capacitação também ensina o chamado “olhar clínico”, que ajuda o trabalhador rural a identificar os primeiros sinais de doença, antecipando o tratamento e garantindo a recuperação mais rápida dos animais.

Mais lucro e menos perdas no campo

Com essa ferramenta na mão e informação na cabeça, o produtor se torna mais eficiente, ágil e estratégico.

A farmácia da pecuária é um avanço importante para quem trabalha com gado de corte a pasto, em confinamento ou leiteiro, reduzindo custos e aumentando a taxa de sucesso no tratamento de doenças.



Source link

News

Projeto fortalece pequenos citricultores no interior de São Paulo


A citricultura é uma das bases da economia rural no noroeste paulista, especialmente em municípios como Estrela d’Oeste, Cosmorama e Jales. Com o aumento de exigências técnicas e ambientais no setor, pequenos e médios produtores têm buscado alternativas para garantir produtividade, sustentabilidade e permanência no campo.

Nesse contexto, o projeto Fruto Resiliente, da Fundação Solidaridad, tem fortalecido a produção de laranja por meio de assistência técnica gratuita e personalizada, além de treinamentos, materiais educativos e acompanhamento direto nas propriedades.

Atualmente, mais de 500 produtores participam ativamente da iniciativa, que já atendeu mais de 800 citricultores desde seu início em novembro de 2019.

A Fundação Solidaridad é uma organização internacional sem fins lucrativos, que atua no desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas do agronegócio, promovendo práticas responsáveis, inclusão social e melhoria da produtividade.

Diagnóstico ambiental e boas práticas no campo

O trabalho começa com um diagnóstico detalhado da propriedade, que considera aspectos legais, ambientais e produtivos. A partir desse mapeamento, são oferecidas recomendações personalizadas para cada citricultor.

Entre as práticas incentivadas estão:

  • Análise de solo e água para ajustes nutricionais
  • Monitoramento e controle de pragas e doenças
  • Adequação do uso de defensivos
  • Armazenamento e descarte correto de embalagens
  • Proteção de nascentes e áreas de preservação

“O feijão com arroz é o que resolve o problema dentro da propriedade. Uma das principais mudanças foi a análise de solo. Hoje, praticamente 100% dos produtores da região já fazem”, destaca o analista de campo Lucas Fim Torres.


Família Sentinello aposta no futuro da laranja

Em Estrela d’Oeste (SP), a família Sentinello carrega uma longa história ligada à terra. Os avôs de Elton Sentinello vieram da Itália com amor pela roça e começaram a vida rural cultivando café. Foi apenas nos anos 1980 que o pai de Elton iniciou o plantio de laranja, dando início à citricultura na propriedade. Hoje, é o filho quem conduz a produção

Em Estrela d’Oeste (SP), a família Sentinello carrega uma longa história ligada à terra. Os avôs de Elton Sentinello vieram da Itália com amor pela roça e começaram a vida rural cultivando café. Foi apenas nos anos 1980 que o pai de Elton iniciou o plantio de laranja, dando início à citricultura na propriedade. Hoje, é o filho quem conduz a produção, com base técnica e foco em sustentabilidade.

Com o apoio do projeto Fruto Resiliente, Elton tem feito ajustes no manejo e investido na recuperação de áreas. Ele destaca os resultados obtidos no pomar mais jovem, com dois anos e meio, onde já é possível ver frutos em diferentes estágios de desenvolvimento.

Elton explica os diferentes estágios dos pomares – Foto: Renato Medeiros

“A gente fica feliz de ver o resultado. Tudo isso veio do que o meu pai passou”, afirma.

A dedicação ao campo segue em família. A poucos quilômetros do sítio, o cunhado de Elton, ex-tesoureiro Fábio Martin, trocou a cidade pela zona rural e hoje cultiva mais de 4 mil pés de laranja. Ele conta que já havia participado da formação de pomares antes, o que serviu de base para tocar a nova propriedade. “Nos alegra muito acordar e trabalhar praticamente no quintal de casa”, destaca.


Enfrentando os desafios climáticos e sanitários

Em Cosmorama (SP), o produtor Jerônimo Antônio Segala, de 71 anos, enfrentava perdas por conta da leprose e do cancro cítrico. Com apenas três hectares, ele viu a produtividade cair até receber assistência técnica pelo projeto.

A análise da água revelou um pH de 7,6 — valor que comprometia a eficiência dos defensivos. Com a correção para pH 5, os sintomas da leprose foram controlados. Além disso, Jerônimo adaptou o local de armazenamento de defensivos e aprendeu o processo de devolução das embalagens.

“Hoje a gente guarda os vasilhames no lugar certo e depois devolve. Ficou ótimo”, conta.

Jerônimo recebe assistência técnica do projeto Fruto Resiliente – Foto: Renato Medeiros

Resultados que reforçam a permanência no campo

Com foco na sustentabilidade e no cumprimento da legislação ambiental, o Fruto Resiliente tem contribuído para melhorar a renda, a organização da produção e o planejamento das propriedades. Além disso, os produtores ganham condições para acessar programas de certificação, financiamento e inserção em mercados exigentes.

Entre os principais resultados estão:

  • Redução de perdas por doenças e manejo inadequado
  • Melhoria da fertilidade do solo
  • Aumento da eficiência no uso de insumos
  • Adequação ambiental das propriedades
  • Retomada da confiança de produtores em continuar na atividade

“Produzir com responsabilidade, respeitar a legislação e buscar as melhores práticas não é mais escolha. É obrigação se o produtor quiser continuar vendendo”, reforça o gerente de programas da Fundação Solidaridad Guilherme Margarido Ortega.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pix incomoda e vira alvo dos Estados Unidos



Essa não é a primeira ofensiva dos EUA contra sistemas similares



Essa não é a primeira ofensiva dos EUA contra sistemas similares
Essa não é a primeira ofensiva dos EUA contra sistemas similares – Foto: Pixabay

O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, iniciou uma investigação contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais no setor digital, tendo como foco o sistema de pagamentos instantâneos Pix. A apuração, conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), ocorre com base na Seção 301 da Trade Act e pode levar à imposição de tarifas ou restrições contra o país.

Segundo o USTR, o Pix, por ser gratuito para pessoas físicas e desenvolvido pelo Banco Central, representa uma distorção de mercado que afeta empresas norte-americanas como PayPal, Visa, Mastercard, Apple Pay e Google Pay. A investigação também engloba temas como proteção de dados, decisões judiciais brasileiras que impactaram plataformas digitais dos EUA, além de críticas ao combate à pirataria e alegadas vantagens do agronegócio brasileiro por atuação em áreas desmatadas ilegalmente.

Essa não é a primeira ofensiva dos EUA contra sistemas similares. Em 2024, o governo americano usou o mesmo mecanismo para questionar o QRIS da Indonésia, impondo tarifas de até 32%. No caso do Brasil, o embate também tem motivações políticas. Trump mencionou o processo judicial contra Jair Bolsonaro e ameaçou aplicar tarifas de 50% a produtos brasileiros, enquanto nomes ligados ao trumpismo, como o bilionário Peter Thiel, têm interesse direto em empresas concorrentes ao Pix.

A reação do governo brasileiro veio com críticas públicas e ironia nas redes sociais. Especialistas avaliam que o ataque ao sistema estatal de pagamentos brasileiro é uma tentativa de proteger o domínio das big techs americanas, num momento em que o Banco Central do Brasil avança em planos de internacionalização do Pix por meio de acordos com outros países e participação no projeto Nexus, coordenado pelo G20 e o Banco de Compensações Internacionais. A audiência pública do caso está marcada para 3 de setembro.

 





Source link