segunda-feira, maio 11, 2026

Autor: Redação

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Produtor paulista une mel e morango e cria negócio sustentável no campo


De abelhas sem ferrão a morangos agroecológicos, o produtor Isaías Rondinelli Rosa Pasqualini encontrou no campo, especificamente, em São Roque, interior de São Paulo (SP), um jeito de unir renda e sustentabilidade.

Apaixonado pela apicultura, Pasqualini começou em 2016 com colmeias legalizadas e, anos depois, investiu no cultivo de morango.

“Os dois são maravilhosos. Porque, na realidade, um complementa o outro. O morango precisa de muita polinização. Eu tenho um morango que quase não tem deformidade por conta da polinização”, relata.

Ao longo do caminho, ele percebeu que informação e capacitação são essenciais. Por isso, buscou aperfeiçoamento no Sebrae/SP e no Senar, incluindo o Empretec Rural e treinamentos sobre gestão de custos. “Você precisa saber quanto gasta e quanto vende, para ter certeza de que está lucrando”, afirma o produtor ressaltando a importância da qualificação na hora de empreender.

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Na foto, há duas pessoas com roupas específicas da apicultura Na foto, há duas pessoas com roupas específicas da apicultura
“Meu filho está começando a acompanhar o trabalho de retirada do mel”, conta Pasqualini.
Foto: Arquivo pessoal

Entre a lei e o mel

No início, Pasqualini conta que a maior barreira como apicultor foi a legislação. Afinal, para comercializar os produtos de origem animal, é preciso estar regularizado nos órgãos competentes. Mas, esta já foi uma etapa superada. Agora, Pasqualini vai comemora mais uma conquista: “minha certificação orgânica.”

Com visão empreendedora, ele integra produção, polinização e gestão de forma planejada. “Acredito que o conhecimento é o ingrediente essencial para manter o campo vivo e rentável. Inclusive, eu estudei, sou pós-graduado em apicultura e em meliponicultura – que é a criação racional de abelhas sem ferrão”, diz o produtor orgulhoso dos seus cultivos, títulos e do interesse do filho pela apicultura: “meu filho está começando a acompanhar o trabalho de retirada do mel”, finaliza Pasqualini.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso exporta volume recorde de carne bovina



China impulsiona alta nas exportações de carne bovina




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), as exportações de carne bovina de Mato Grosso atingiram 89,49 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) em julho de 2025. O volume representa aumento de 31,44% em relação ao mês anterior e estabelece o maior patamar já registrado pelo estado.

O instituto destacou que, além da elevação no volume embarcado, o preço médio da carne exportada subiu para US$ 4.340,03 por tonelada. “Esse cenário resultou em um faturamento de US$ 388,40 milhões em julho”, informou o Imea.

A maior demanda chinesa foi apontada como o principal fator para o avanço das exportações, com alta de 31,98% no volume destinado ao país no comparativo mensal. De acordo com o Imea, caso se mantenha o ritmo de compras no segundo semestre pelos principais importadores, em especial pela China, Mato Grosso poderá alcançar um novo recorde anual de volume exportado.





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Comece o dia bem informado sobre o mercado com o Diário Econômico


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o CPI dos EUA de julho veio em linha com o esperado, reforçando apostas de início dos cortes de juros pelo Fed já em setembro, com probabilidade acima de 90%.

O resultado, aliado à trégua parcial nas tensões comerciais com a China, impulsionou bolsas em Nova York, enfraqueceu o dólar e elevou o apetite por risco. No Brasil, o IPCA abaixo do piso das projeções fortaleceu o real, que fechou em R$ 5,38, e derrubou a curva de juros, levando o Ibovespa a 137 mil pontos.

Hoje, o foco é nas vendas do varejo no Brasil, CPI final da Alemanha e falas de dirigentes do Fed.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Tempestade fura o céu e geada encobre o chão; veja previsão de hoje



O dia será marcado por risco de temporais em parte do Norte e de geada no Sul e no Sudeste. Confira a previsão do tempo para esta quarta-feira (13) para todo o Brasil:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo segue firme, sem previsão de chuva, com predomínio de sol na maior parte da região. As temperaturas continuam baixas e há possibilidade de geadas nas áreas mais serranas, com destaques para mínimas de 6°C em Santa Maria (RS) e Guarapuava (PR), e 5°C em Urubici (SC).

Sudeste

Chuva fraca no nordeste de Minas Gerais e no Espírito Santo devido à umidade transportada do oceano. As temperaturas continuam baixas pela manhã, com possibilidade de geadas no sul mineiro e paulista. Ao longo do dia, as temperaturas voltam a subir no centro-norte de São Paulo e em boa parte do oeste mineiro. A umidade relativa do ar permanece abaixo dos 30% na maior parte da região.

Centro-Oeste

O tempo segue com predomínio de sol e não há previsão de chuvas. As temperaturas ficam mais amenas em Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso e de Goiás, mas ao longo do dia sobem, com destaques para Sinop (MT) com 36°C, e 33°C em Cuiabá (MT).

Nordeste

O calor e a alta umidade favorecem o desenvolvimento de pancadas de chuva isoladas, moderadas a fortes, entre o Maranhão, o oeste do Piauí e o litoral leste. No litoral baiano, as temperaturas ficam mais amenas, enquanto no interior do estado e em áreas piauienses e maranhense, os termômetros sobem, podendo chegar a 34°C.

Norte

Pancadas de chuva em boa parte da região norte. Entre o Amazonas e o Amapá há risco de temporais. No Acre e em Rondônia, o sol aparece entre nuvens e há bastante nebulosidade nas demais áreas. As temperaturas continuam elevadas na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Baixa oferta eleva preço do leite no Mato Grosso



Preço do leite sobe 14,25% no semestre




Foto: Divulgação

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), o produtor de leite de Mato Grosso recebeu, no primeiro semestre de 2025, em média, R$ 2,31 por litro. O valor representa alta de 14,25% em relação ao mesmo período de 2024 e é o maior já registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2015.

O instituto apontou que a elevação foi influenciada pela menor oferta de leite no estado e pelo aumento dos custos de produção. “No mesmo período, o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) em Mato Grosso foi de 51,28%, queda de 3,47 pontos percentuais, atingindo a menor média desde 2015”, informou o Imea.

Ainda segundo o levantamento, o Diferencial de Base (DB) entre o preço do leite em Mato Grosso e a “Média Brasil”, calculada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ficou em -14,64%, equivalente a -R$ 0,40 por litro. Trata-se da menor diferença desde o primeiro semestre de 2016.

Para os próximos meses, a expectativa do Imea é de que a redução das chuvas, com o pico do período de seca no estado, impacte ainda mais a captação de leite na região.





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Produtores reorganizam rebanhos para pastagens


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (7), a pecuária de corte no Rio Grande do Sul atravessa um período de gestação em todas as regiões, com parições previstas para os próximos meses. A condição corporal dos animais variou conforme o manejo. Em algumas propriedades, o uso de forrageiras cultivadas e suplementação manteve o escore adequado, mas, em áreas dependentes apenas de campo nativo ou com lotação elevada, houve perdas acentuadas de peso e risco de morte.

Na região administrativa de Bagé, aumentou o uso de sal proteinado para suplementação alimentar, medida necessária diante da dificuldade dos animais em manter peso e escore corporal. Em Caxias do Sul, a situação foi considerada crítica em propriedades com rebanho mantido exclusivamente em campos nativos, onde houve registros de morte por desnutrição. A Emater/RS-Ascar informou que “em grande parte das propriedades, reprodutores e matrizes prenhes receberam alimentação de melhor qualidade em comparação às demais categorias”.

Em Frederico Westphalen, houve incidência significativa de carrapato. Ainda assim, os animais mantiveram peso com o uso de suplementação. Em Passo Fundo, o estado nutricional e sanitário foi considerado apropriado, e a oferta de animais no mercado aumentou com a readequação da lotação das pastagens. Em Pelotas, o rebanho apresentou escore corporal adequado, e a vacinação contra clostridioses foi reforçada. A oferta de animais prontos para abate permaneceu restrita.

Na região de Porto Alegre, animais em campo nativo tiveram condição corporal comprometida, enquanto aqueles em campos diferidos e suplementados com sal proteinado mantiveram o escore. Em Santa Maria, o clima e a alimentação favoreceram o desenvolvimento do rebanho.

Em Santa Rosa, houve ganho de peso e reorganização dos rebanhos para reduzir a pressão sobre as pastagens. Produtores buscaram crédito para aquisição de animais de engorda ou reposição. A demanda por gado de invernar permaneceu abaixo do esperado. Para o gado gordo, o aumento da oferta oriunda de pastagens cultivadas provocou queda nos preços. Em Santo Antônio das Missões, pecuaristas familiares se reuniram para discutir alternativas de manutenção alimentar do rebanho após os impactos das geadas. Em Soledade, categorias de boi gordo e vaca gorda tiveram prioridade nas melhores pastagens, e o período de parições continuou, com terneiros apresentando bom peso ao nascer.





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Santa Catarina investe R$ 51,4 milhões no meio rural em julho



Fundo rural beneficia 9,9 mil produtores




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A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) repassou R$ 51,4 milhões em julho por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). Segundo o órgão, o montante foi destinado diretamente aos produtores rurais, com o objetivo de incentivar investimentos nas propriedades e contribuir para a permanência das famílias no campo.

De janeiro a julho, o total aplicado pelo FDR atingiu R$ 101,8 milhões, beneficiando 9.951 produtores em todas as regiões do estado. Conforme a Sape, os recursos foram destinados ao financiamento e à subvenção de juros em programas como Pronampe Agro SC, Pronampe Agro SC Emergencial, Água no Campo SC, Financia Agro-SC, Jovens e Mulheres em Ação, Reconstrói SC, Leite Bom SC e Safra Garantida, operacionalizados pela Epagri em parceria com a secretaria.

O investimento foi direcionado a melhorias estruturais nas propriedades, incluindo a construção de cisternas, instalação de sistemas de energia fotovoltaica, aquisição de máquinas e equipamentos, implantação de estações de tratamento de água, compra de computadores e notebooks, além de matrizes e reprodutores bovinos, ovinos e caprinos.





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Lula pediu a presidente da China a retomada de compra de frango após gripe aviária



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu ao presidente da China, Xi Jinping, que o país volte a comprar frango brasileiro.

As exportações brasileiras de produtos avícolas de todo o território nacional à China estão suspensas desde 16 de maio, quando foi confirmado um caso de gripe aviária em granja comercial no município de Montenegro (RS), conforme prevê o acordo bilateral sanitário entre os países.

O pedido de aval para a retomada das exportações brasileiras foi feito por Lula durante telefonema a Xi na noite da segunda-feira (11), afirmam interlocutores. Xi teria dito a Lula que buscaria a resolução do tema, conforme os relatos.

Lula teria mencionado o assunto três vezes durante a ligação com o líder chinês, de acordo com as fontes. Em nota divulgada na segunda-feira, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que a ligação durou cerca de uma hora e que os presidentes falaram sobre “a parceria estratégica bilateral” entre o Brasil e a China e “saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países”.

Anteriormente à ligação, o governo avaliava o envio de uma nova carta ao governo chinês pedindo a liberação dos embarques. O Brasil busca retomar a exportação de frango para a China após a conclusão do caso de gripe aviária e a recuperação do status de país livre de gripe aviária em plantel comercial, com reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) obtido desde o fim de junho.

O protocolo acordado entre Brasil e China prevê que o país pare de certificar as exportações para o mercado chinês em caso de gripe aviária em plantel comercial. O reconhecimento do status sanitário brasileiro e a retomada das exportações dependem da validação da autoridade sanitária chinesa, assim como ocorre com os demais países importadores dos produtos avícolas nacionais.

Frigoríficos habilitados

O Ministério da Agricultura enviou ainda em junho um dossiê técnico de informações para avaliação da Administração Geral de Alfândega da China (GACC), autoridade sanitária do país asiático, para consequente autorização do retorno das exportações e restituição da habilitação dos frigoríficos aptos a exportar ao país.

Antes da suspensão temporária, 51 frigoríficos brasileiros estavam habilitados a exportar carne de frango e derivados ao país asiático.

No último mês, a GACC solicitou informações adicionais sobre a situação do Rio Grande do Sul e as medidas tomadas para evitar que a gripe aviária se espalhasse em um questionário enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As respostas foram encaminhadas e havia expectativa de conclusão da análise pela GACC neste mês.

China é maior importador

A China é o principal destino do frango brasileiro, sendo responsável por 13% dos embarques da proteína brasileira. Em 2024, o Brasil exportou 561 mil toneladas de carne de frango à China, gerando US$ 1,288 bilhão em vendas externas.

Em junho de 2023, o presidente Lula fez um movimento semelhante para liberar embarques de carne bovina à China. Na época, o presidente se envolveu pessoalmente para tentar destravar cerca de 40 mil toneladas de carne brasileira retida em contêineres na China, o equivalente a R$ 2,5 bilhões.

Na ocasião, o presidente Lula também ligou a Xi para pedir a liberação da proteína congelada exportada e produzida antes da confirmação de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (conhecida como mal da vaca louca) em 23 de fevereiro daquele ano, quando o país asiático suspendeu temporariamente as exportações do produto brasileiro. A liberação ocorreu cerca de 20 dias após a ligação.



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