sábado, maio 9, 2026

Autor: Redação

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Soja brasileira rouba espaço dos EUA; preços sobem e mercado ganha ritmo



A semana foi marcada pela recuperação dos preços da soja no Brasil e na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Mesmo com prêmios cedendo, a alta do dólar ajudou a dar ritmo aos negócios no Brasil, principalmente envolvendo vendas antecipadas.

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Segundo a consultoria Safras & Mercado, o mercado disponível apresentou um movimento mais moderado. Os produtores, que já negociaram bem com a recente reação das cotações, adotaram postura mais retraída, especulando e aguardando por condições ainda melhores.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 kg subiu de R$ 131,00 para R$ 135,50
  • Cascavel (PR): passou de R$ 131,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): aumentou de R$ 120,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 136,00 para R$ 141,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com entrega em novembro, os mais negociados, tiveram valorização de 1,44%, cotados na manhã de sexta-feira (22) a US$ 10,57 ½ por bushel. Boa parte dessa alta veio do salto dos preços na quinta-feira (21), quando a posição subiu cerca de 2%, seguindo a disparada de 5% nos preços do óleo de soja.

Em geral, o cenário segue baixista para os contratos em Chicago, apesar da recente valorização. A tradicional crop tour do Profarmer, que divulgará os números finais na sexta-feira à tarde, indica bom potencial produtivo, embora os participantes considerem que os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estejam superestimados.

Demanda da soja americana pela China

As importações de soja do Brasil pela China subiram 13,9% em julho na comparação anual, reflexo de maior oferta pela safra brasileira e dos temores com a guerra comercial com os Estados Unidos. Foram 10,39 milhões de toneladas importadas do Brasil em julho, ante 9,12 milhões no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, a China trouxe 42,26 milhões de toneladas, 3% inferior ao mesmo período de 2024.

Dos Estados Unidos, a China comprou 420,874 mil toneladas em abril, queda de 11,5% na comparação anual. No acumulado do ano, as importações somam 16,57 milhões de toneladas, 31,2% acima do mesmo período do ano passado.

Produtores de soja dos EUA pediram ao presidente Donald Trump que firme um acordo com a China para garantir compras da oleaginosa, diante da ausência de contratos antecipados da nova safra.

A China tem priorizado a soja brasileira, o que pode gerar perdas bilionárias aos agricultores americanos. Em 2023/24, o país comprou 54% da soja exportada pelos EUA, equivalente a US$ 13,2 bilhões. A American Soybean Association alertou que os produtores enfrentam forte pressão financeira, com preços em queda e custos mais altos, e que a falta de acordo até o outono agravará os impactos para o setor.



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Alckmin diz que tarifaço de Trump atinge 3,3% das exportações brasileiras



O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil vai superar a crise comercial aberta pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos e destacou que a dependência brasileira em relação ao mercado norte-americano é menor do que no passado. “Vai passar. Na década de 1980, era 24% a nossa exportação para os EUA. Hoje, é 12%. E o que está afetado é 3,3%”, disse. As informações são da Agência Brasil.

Segundo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, os setores mais impactados são os de manufaturados, como máquinas, equipamentos, calçados e têxtil. Ele ressaltou que, enquanto alimentos como carne e café encontram alternativas em outros mercados, os produtos industrializados têm mais dificuldade de realocação. “Acaba realocando, mas demora um pouco mais”, pontuou.

O vice-presidente reforçou que continuará negociando para reduzir a alíquota de 50% e retirar mais itens da lista de sobretaxados. Ele lembrou que 42% dos produtos brasileiros exportados aos EUA não foram afetados e que outros 16% foram incluídos em taxas semelhantes às aplicadas a outros países, como aço, alumínio e cobre.

Como alternativa, Alckmin citou a ampliação de mercados por meio de acordos internacionais. O governo aposta na assinatura do tratado Mercosul-União Europeia até o fim do ano, além de negociações em andamento com o EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), Singapura e Emirados Árabes Unidos.

No plano interno, o governo anunciou medidas de apoio aos exportadores brasileiros, como linhas de crédito, suspensão de tributos sobre insumos importados e aumento da restituição de tributos federais. Já no âmbito internacional, o Brasil levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) e não descarta acionar também a Justiça norte-americana. “Você não pode usar política regulatória por razões partidárias, políticas”, afirmou o vice-presidente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como estão as safras argentinas



O trigo também apresenta melhora significativa na umidade do solo



O trigo também apresenta melhora significativa na umidade do solo
O trigo também apresenta melhora significativa na umidade do solo – Foto: Seane Lennon

De acordo com dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), um amplo sistema de tempestade avançou sobre o leste da área agrícola da Argentina no início desta semana, trazendo volumes importantes de chuva para os cereais de inverno e para o girassol. No norte do país, a semeadura já supera 70% da área projetada, enquanto no Centro-Norte de Santa Fé, com 23% de avanço, a estimativa de plantio se mantém firme. No total, 15,8% dos 2,6 milhões de hectares projetados já foram semeados, mostrando avanço de 15,3 pontos percentuais em relação ao ano passado e 6,6 pontos acima da média do último quinquênio.

O trigo também apresenta melhora significativa na umidade do solo, em um momento crucial para a refertilização, principalmente nas regiões-chave para a produção. Apesar de alguns excessos de água no centro-leste, a expectativa é que boas condições climáticas normalizem a situação no curto prazo, permitindo a continuação das lavouras e a boa absorção de nutrientes. 

A semeadura da cevada foi concluída em todo o país, incluindo os últimos lotes do sul. Durante o período de plantio, partes do sul, centro e oeste de Buenos Aires tiveram atrasos devido ao excesso de água, que dificultou a entrada das máquinas. Hoje, 98% dos lotes nos principais núcleos cevadeiros do sul apresentam condição de cultivo entre normal e excelente, com 60% das lavouras em perfilhamento. Já no centro de Buenos Aires, 50% das lavouras estão no mesmo estágio.

No milho destinado a grão, a colheita avançou apenas 1,3 ponto percentual na última semana, atingindo 95,9% da área estimada. Esse ritmo representa atraso de 2,8 pontos em relação ao ano passado e 1,1 ponto abaixo da média das últimas cinco safras. Ainda restam plantios tardios e de segunda safra no sul, que demandarão vários dias para retomada geral das colheitas. Assim, a finalização da colheita de milho 2024/25 pode se estender até setembro. A produção projetada permanece em 49 milhões de toneladas.

 





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Uberlândia (MG) recebe feira de queijo, mel, café e cachaça



A Prefeitura de Uberlândia (MG), por meio da Secretaria Municipal de Agronegócio, inaugurou, nesta sexta-feira (22) a Feira do queijo, mel, café e cachaça – Edição 2025. Realizada no piso I do Uberlândia Shopping, a feira é aberta ao público e segue até este domingo (24), das 14h às 20h, com o objetivo de valorizar e fortalecer as agroindústrias rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O evento conta com o apoio da Emater/MG e do próprio shopping, com um espaço para exposição e comercialização de produtos.

“O evento é uma oportunidade de levar os produtos do campo para mais perto da população, destacando a qualidade e a tradição das agroindústrias locais. Além da venda direta, oferecemos cursos e treinamentos que auxiliam os pequenos produtores a aperfeiçoarem seus processos”, afirmou Thiago Silveira, secretário municipal de Agronegócio.

Sete agroindústrias foram selecionadas por meio de chamamento público para participar da feira. São quatro de Queijo Minas Artesanal, uma de Mel, uma de Café e uma de Cachaça. Os produtores são responsáveis pela conservação e transporte de seus produtos, além das negociações comerciais realizadas durante o evento. Todos os itens expostos estão acondicionados em suas embalagens originais, garantindo qualidade e segurança para o consumidor.

Além da comercialização, a feira sedia o 5º Concurso Regional de Queijo Minas Artesanal do Triângulo Mineiro, promovido pelo Governo de Minas Gerais por meio da Emater-MG. Dez competidores participarão da disputa, e cinco serão selecionados para representar a região na etapa estadual, que acontecerá em 4 de setembro, em Itanhandu (MG).



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Passarelas garantem travessia segura de animais e aumentam proteção de motoristas



A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) iniciou a construção de seis passarelas aéreas para garantir a travessia segura de animais nas rodovias GOs-118 e 239, na região da Chapada dos Veadeiros em Goiás.

O projeto tem como foco principal a preservação dos animais, que poderão usar as passarelas para escapar dos riscos das rodovias movimentadas. As estruturas também contribuem para a segurança dos motoristas.

De acordo com a Goinfra, três passarelas já estão construídas e em fase de instalação, enquanto as demais serão construídas em seguida.

Segundo o gerente de Meio Ambiente da Goinfra, Fábio Miguel, as estruturas são soluções completas para minimizar o impacto da rodovia sobre a fauna existente. “Buscamos aprimorar corredores ecológicos naturais, deixando os ambientes mais seguros para primatas, marsupiais e outros animais arboríferos, bem como motoristas e demais usuários”, explica.

Também está em processo final de contratação os serviços de cerca direcionadora de fauna para passagens inferiores. A função da estrutura é conduzir os animais terrestres para atravessarem a rodovia utilizando passagens subterrâneas que já existem ao longo das rodovias GO-239 e da GO-119.

“Estamos colocando em prática soluções que demonstram que infraestrutura, preservação e segurança viária podem e devem caminhar juntas”, ressalta o diretor de Segurança Viária da agência, Flávio Cavalcante.



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Friboi é a marca de picanha favorita dos paulistanos, aponta Datafolha



A Friboi, do grupo JBS, foi eleita pela terceira vez consecutiva a marca de picanha preferida dos paulistanos. O reconhecimento veio na pesquisa Datafolha divulgada na publicação “O Melhor de São Paulo Gastronomia 2025”, da Folha de S.Paulo.

“Estar nas mesas dos paulistanos e ser reconhecido por um público tão exigente é motivo de orgulho. Esse prêmio é um reflexo do nosso compromisso com a qualidade, e da paixão que colocamos em cada corte”, destaca a diretora de Marketing da JBS, Anne Napoli.

A pesquisa Datafolha, ouviu paulistanos de todas as regiões da cidade entre abril e maio de 2025, também revelou as marcas favoritas em 49 categorias de produtos culinários.

Além de premiar as marcas na publicação anual, a Folha de S.Paulo organizou uma premiação para os bares e restaurantes vencedores da edição de 2025 na última segunda-feira (18), na Pinacoteca.

O evento, que teve o patrocínio da JBS, reuniu grandes nomes da gastronomia para celebrar os destaques da cena culinária da capital paulista.



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AgroNewsPolítica & Agro

Frio e chuvas marcam o fim de semana no Sul e Centro-Oeste



O Inmet alerta que a massa de ar frio terá efeitos também na região Norte




Foto: Pixabay

Durante este fim de semana, uma frente fria avança sobre o Sul do Brasil e deve provocar fortes instabilidades, com possibilidade de chuvas intensas em diversos pontos da região. Após os acumulados de até 70 milímetros, a previsão indica queda acentuada nas temperaturas, o que pode resultar em geadas no Rio Grande do Sul no início da próxima semana, especialmente na segunda-feira (25).

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema também deve se deslocar em direção ao Centro-Oeste. No Mato Grosso do Sul, a queda nas temperaturas será sentida já no sábado (23), enquanto no Mato Grosso o declínio ocorre no domingo (24). As capitais dos dois estados devem registrar máximas entre 25°C e 30°C. A metade oeste do Mato Grosso será a área mais afetada, com os menores valores previstos.

O Inmet alerta que a massa de ar frio terá efeitos também na região Norte. Na segunda-feira (25), os estados de Rondônia e Acre devem sentir a influência do fenômeno, com mínimas em torno de 20°C nas capitais Porto Velho e Rio Branco. O declínio previsto é de 5°C em Porto Velho e de 3°C em Rio Branco.

No Amazonas, as temperaturas podem chegar a 3°C abaixo do normal no sul do estado, reforçando a intensidade do fenômeno. Essa condição caracteriza o sétimo episódio de friagem registrado em 2025, reforçando o impacto da massa de ar frio na região amazônica.

O cenário climático deve afetar diretamente a rotina da população, tanto no campo quanto nas cidades. Agricultores do Sul devem se preparar para a possibilidade de geadas, que podem comprometer lavouras mais sensíveis às baixas temperaturas. Já no Centro-Oeste e Norte, o frio repentino pode alterar a demanda por energia e serviços, além de surpreender moradores pouco acostumados a temperaturas tão baixas.





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Agro paraense mostra força da sustentabilidade durante visita de diplomatas



A 10ª edição do programa AgroBrazil, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), que promove intercâmbio de diplomatas e representantes de organismos internacionais para apresentar práticas do agronegócio brasileiro, reuniu participantes para conhecer o setor e a sustentabilidade no estado do Pará.

Em visitas a propriedades rurais, cooperativas e agroindústrias em Belém, Paragominas e Tomé-Açu, o programa destacou o compromisso do agro com práticas sustentáveis e a integração entre produção de alimentos, preservação ambiental e geração de renda.

Inovação e sustentabilidade

Durante seis dias, a comitiva acompanhou projetos que unem inovação e sustentabilidade, como fábricas de chocolate de cacau nativo, agroindústrias de dendê que recuperam áreas degradadas, sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e colheita de açaí com robôs. Também visitaram indústrias de madeira que operam só com matéria-prima reflorestada e experiências de agricultura familiar que integram lavouras e espécies florestais.

Fernanda Maciel, diretora adjunta de Relações Internacionais da CNA, destacou que o intercâmbio reforça a imagem do agronegócio brasileiro como referência em sustentabilidade e segurança alimentar. “Mostramos aos diplomatas a força da agricultura tropical sustentável e o papel essencial do produtor rural para alimentar o mundo preservando o meio ambiente”, afirmou.

Os visitantes observaram ainda a diversidade produtiva, desde monoculturas de grãos e reflorestamento de eucalipto até sistemas agroflorestais e cooperativos. Para Felipe Spaniol, coordenador de Inteligência Comercial da CNA, o intercâmbio evidenciou a geração de renda para pequenos produtores e a integração da produção com a preservação ambiental. “Mostramos ao mundo que o Brasil produz com diversidade, sustentabilidade e inclusão”, disse.



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Aviação agrícola brasileira celebra avanços e projeta expansão


O Congresso da Aviação Agrícola do Brasil 2025 encerrou-se nesta quinta-feira (21), após três dias de intensa programação, marcando um importante momento para o setor aeroagrícola nacional. Realizado no Aeroporto Executivo de Santo Antônio do Leverger, em Mato Grosso, o evento contou com a presença de autoridades políticas, empresários, pesquisadores e pilotos, consolidando-se como espaço estratégico de debates, networking e inovação tecnológica.

Segundo informações divulgadas pelo próprio Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), o congresso coincidiu com a comemoração do Dia Nacional da Aviação Agrícola, celebrando os 78 anos da atividade no país. A solenidade de abertura, realizada na noite de terça-feira (19), marcou o lançamento oficial do evento, com discursos que destacaram a importância histórica e econômica do setor para Mato Grosso e para o Brasil.

A presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos, ressaltou a relevância da aviação agrícola e os avanços alcançados nos últimos anos. “É com muita honra que damos início a mais uma edição do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, aqui no coração do agro. Declaro aberto o evento”, afirmou. Hoana ainda destacou o aumento da participação feminina no setor, os desafios econômicos enfrentados e a necessidade de combate aos mitos sobre a atividade. Ela anunciou que 2025 seria o Ano da Segurança na Aviação Agrícola, enfatizando o compromisso com a qualificação e o profissionalismo do segmento.

Durante o congresso, foi entregue a Medalha Mérito Aviação Agrícola, maior honraria do setor, em reconhecimento às contribuições de profissionais e empresas que se destacaram na atividade. O auditório, lotado durante os três dias, recebeu palestras, debates, apresentações científicas e a mostra tecnológica, que evidenciou o porte e a ambição da edição deste ano.

Um dos principais temas discutidos foi o impacto da taxação americana sobre equipamentos aeronáuticos. O economista Claudio Junior Oliveira Gomes, diretor operacional do SINDAG, moderou debates sobre o assunto, destacando que a aplicação da Lei de Reciprocidade pelo Brasil poderia afetar diretamente a compra de aeronaves e a prestação de serviços. “A taxação impacta indiretamente o setor aeroagrícola, pois ele atende setores que são afetados”, explicou. Gomes lembrou que, na fase inicial, a expectativa era de um recuo de US$ 500 milhões, mas ajustes ainda eram necessários devido à exclusão de alguns produtos da taxação.

O setor aeroagrícola brasileiro apresenta crescimento consistente, segundo o SINDAG. Nos últimos 14 anos, a frota nacional aumentou de 1.560 para 2.722 aeronaves, com Mato Grosso concentrando 749 aviões. Para 2025, o faturamento anual do setor deve chegar a R$ 8 bilhões, e a projeção é que a frota alcance 3.400 aviões em 2028, atendendo 170 milhões de hectares em todo o país.

O congresso, que se consolidou como referência no setor, deixou claro que a aviação agrícola brasileira busca crescimento sustentável, inovação tecnológica e fortalecimento da segurança.





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Economista de Harvard classifica tarifaço de Trump como ineficaz até para americanos



O ‘tarifaço’ promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra parceiros comerciais é considerado ineficaz até mesmo para os americanos, segundo o economista da Universidade de Harvard Dani Rodrik. Para ele, as sucessivas taxações sobre produtos importados não estimulam a economia nem garantem melhores empregos aos norte-americanos. “Há uma boa chance de que, no final das contas, isso seja autodestrutivo”, afirma Rodrik. As informações são da Agência Brasil.

O economista participou do seminário Globalização, Desenvolvimento e Democracia, realizado pelo BNDES e Open Society Foundations no Rio de Janeiro. Rodrik criticou a política de Trump, dizendo que os objetivos de reconstrução industrial e fortalecimento da classe média não serão alcançados com tarifas. “O problema com a América de Trump não é o nacionalismo econômico, é que Trump não está adotando políticas que sejam nacionalistas o suficiente. Na verdade, não está servindo ao interesse econômico americano”, afirma.

O impacto do tarifaço

Produtos brasileiros estão entre os alvos das tarifas. Em 6 de agosto, entrou em vigor a taxação de 50% sobre parte das exportações para os EUA, o que afetou 35,9% das mercadorias enviadas, cerca de 4% do total das exportações brasileiras. Para reduzir o impacto, o governo lançou o Plano Brasil Soberano, enquanto cerca de 700 produtos foram excluídos da sobretaxa.

Lucros não significam mais empregos

Rodrik destaca que tarifas podem aumentar a arrecadação ou lucro de empresas, mas isso não significa que haverá mais empregos de qualidade ou investimentos em inovação. “As tarifas apenas aumentam a lucratividade de certos segmentos da manufatura. Agora, quando algumas empresas se tornam mais lucrativas, elas necessariamente inovam mais? Elas investem mais em seus trabalhadores? Todas essas coisas boas não estão diretamente ligadas ao fato de que estão ganhando mais dinheiro”, explica.

Mais críticas ao tarifaço

Alex Soros, presidente do Conselho da Open Society, também criticou as políticas de Trump, citando cortes da Usaid que afetaram ações humanitárias globais. “Falando como um americano, isso não é um interesse americano”, disse. A Open Society anunciou ainda um plano de investimentos de oito anos na América Latina, incluindo Brasil, para apoiar populações historicamente marginalizadas, com foco em acesso a serviços, empregos de qualidade e políticas públicas inclusivas.



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