terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Queijaria do Paraná ganha prêmios e cresce com apoio do Sebrae



Leomar Melo, de Santana do Itararé (PR), iniciou sua trajetória na produção de queijos em 2017. Na época, ele enfrentava dificuldades financeiras e buscava uma saída. “Não viemos de uma família tradicional queijeira. O queijo apareceu na nossa vida como uma dádiva de Deus”, relembra.

A partir daí, ele e a família mergulharam na atividade e, com muito esforço, foram se aprimorando. Como resultado, os queijos conquistaram prêmios importantes dentro e fora do Brasil. Entre as conquistas estão duas premiações internacionais, em 2021 e 2023, além do reconhecimento no Prêmio CNA de Queijos Artesanais.

Finalista Prêmio CNA

Para Leomar, participar de uma competição como a CNA fortalece o setor e gera oportunidades. “Não imaginava estar entre os finalistas, mesmo sabendo que o nosso produto era bom, diferenciado e novo”, conta. Ele destaca que a motivação não está em disputar com outros produtores, mas em superar a própria queijaria. “A gente não compete com ninguém. A queijaria compete com ela mesma.”

Além disso, Leomar ressalta a importância da visibilidade para a agricultura familiar. “A CNA tem prestado um grande serviço para os queijos artesanais, como é o nosso caso”, afirma.

Apoio que faz a diferença

Durante essa jornada, o Sebrae se tornou um parceiro estratégico. Segundo Leomar, a instituição contribuiu com a divulgação, a criação da logomarca, o design das embalagens com o auxílio do Sebraetec, onde ele aprendeu sobre custo de produção. “O Sebrae tem sido fundamental. Tudo que é relacionado a queijo e agroindústria, eles nos convidam, fazem exposições e conexões”, explica o produtor.

Assim, a história da queijaria de Santana do Itararé mostra como dedicação, inovação e apoio técnico transformam desafios em conquistas no mercado de queijos artesanais.



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Bancos sustentam alta do Ibovespa; e agora, o que esperar do mercado?


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a ata do Fed reforçou cautela sobre cortes de juros nos EUA, mas foi considerada defasada pelo mercado. As bolsas de NY fecharam sem direção única, com quedas em tecnologia.

No Brasil, Ibovespa subiu levemente a 134 mil pontos, sustentado pelo setor bancário, enquanto dólar caiu abaixo de R$ 5,48 e juros futuros recuaram. Hoje, destaque para PMIs globais e agenda local esvaziada.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Ministério da Agricultura suspende vacina que pode ter matado mais de 100 animais



Foi suspenso de forma imediata pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o uso da vacina Excell 10, dos lotes 016/2024 e 018/2024, após a morte de mais de 100 bovinos, caprinos e ovinos nos municípios de Simões e Curral Novo do Piauí, ambos no estado nordestino.

O imunizante, fabricado pela Dechra Brasil e que previne contra clostridiose — doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium, encontradas no ambiente e no trato intestinal de animais — está sendo investigada pela Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e também pelo Ministério.

Agora, o uso da vacina está proibido mesmo nos casos em que o produto já havia sido adquirido antes da suspensão.

“Solicita-se aos Órgãos Executores de Sanidade Agropecuária alertar aos médicos veterinários, produtores rurais e revendedores de produtos veterinários sobre a necessidade de suspender imediatamente o uso”, diz trecho da nota do Mapa.

O Ministério orienta que produtores não deixem de comunicar novos casos pelo canal FalaBR. Contudo, de acordo com a pasta, não há registros de problemas em outros lotes da vacina e nem a confirmação da causa exata das mortes.

Mortes e produtores afetados

Segundo reportagem do G1, o secretário de Desenvolvimento Rural de Simões, Rosenalvo Coelho, destaca que as mortes começaram a ocorrer cerca de 10 dias após a vacinação, em julho de 2025. No município, até o momento, 11 produtores foram afetados.

Conforme ele, além de Simões, os municípios de Curral Novo do Piauí, Jatobá do Piauí, São Francisco de Assis do Piauí e os estados de Sergipe, Rio Grande do Norte e Maranhão registraram mortes.

Já a Adapi informou que amostras dos animais mortos foram enviadas para análise na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Os resultados devem ser divulgados em até 30 dias.

Resposta da fabricante da vacina

Em nota divulgada à imprensa, a fabricante afirma:

A Dechra Brasil informa que recebeu relatos de reações vacinais principalmente em caprinos e ovinos após a administração do produto Excell 10, lotes 016/24 e 018/24. As manifestações observadas incluem edema no local da aplicação, febretransitória, apatia, variando em intensidade e duração.

No momento, nossas equipes técnica e de qualidade estão conduzindo investigações detalhadas juntamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para identificar eventuais causas. De maneira preventiva, estamos solicitando que sejam interrompidas as vendas dos lotes 016/24 e 018/24 de Excell 10.

Estamos acompanhando a situação com máxima atenção e já tomamos todas as providências necessárias para identificar as causas. As análises estão em andamento e trabalhamos para que os resultados e atualizações sejam divulgados o mais breve possível.

Reiteramos nosso compromisso com a qualidade, eficácia e segurança de nossos produtos e com o apoio técnico aos profissionais e criadores que confiam em nossa marca.



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Produtores de Goiás relatam casos de raiva no rebanho



A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) intensificou as ações de captura e controle de morcegos hematófagos em Carmo do Rio Verde, Goiás, após a confirmação de casos de raiva de herbívoros em quatro propriedades rurais locais.

Segundo a Agrodefesa, os casos foram notificados pelos próprios produtores, que procuraram a Agrodefesa após observarem sintomas neurológicos nos animais. Médicos veterinários coletaram amostras dos animais e enviaram para análise no Laboratório de Diagnóstico Veterinário da Agrodefesa (LabVet), que confirmou os casos de raiva.

Após a confirmação dos exames, equipes da Unidade Regional Rio das Almas deram início imediato às ações de controle, que incluem vacinação, atividades de educação sanitária e fiscalização para identificar possíveis novos casos.

“Diante de um caso positivo, a ação precisa ser imediata para conter a disseminação da doença e proteger tanto a pecuária quanto a saúde pública.” diz o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos. 

Atualmente, cinco equipes estão na região, em um raio de 12 quilômetros dos focos, realizando vigilância epidemiológica e orientando os produtores quanto à vacinação dos rebanhos. Uma das equipes está mobilizada para identificar possíveis abrigos de morcegos hematófagos e implementar medidas de controle populacional.

Notificação de casos de raiva

A raiva é uma doença grave e de alta letalidade. A imunização preventiva é um investimento que protege não só os animais, mas também a saúde humana, já que a doença pode ser transmitida às pessoas. 

A Agência reforça que a notificação não gera multa nem penalidade. Os casos suspeitos devem ser informados no sistema e-Sisbravet, diretamente na Unidade Operacional Local da Agência ou pelo telefone 0800 646 1122.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Mercado de trigo segue cauteloso no Sul do Brasil


O mercado de trigo no Sul do Brasil segue marcado pela cautela, especialmente no Rio Grande do Sul, onde compradores e vendedores ainda aguardam definições sobre a qualidade e o volume da nova safra. Segundo informações da TF Agroeconômica, a forte resistência dos produtores em aceitar os preços oferecidos para a safra nova pode alterar a tendência natural de queda, com expectativa de valorização nos próximos meses.

No estado gaúcho, o mercado disponível permanece lento, com negócios pontuais para agosto e maior concentração em setembro. As indicações de preços variam conforme qualidade e localização, oscilando entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 a tonelada, com os moinhos relatando moagem reduzida e margens estreitas. Até o momento, cerca de 90 mil toneladas já foram negociadas da nova safra, sendo 60 mil destinadas à exportação e 30 mil para abastecer moinhos. No cenário internacional, o trigo argentino para dezembro vem sendo pressionado por maior oferta prevista, resultando em preços até US$ 10/t abaixo do spot.

Em Santa Catarina, o abastecimento segue vindo do trigo gaúcho, mantendo os preços estáveis entre R$ 1.330,00 e R$ 1.360,00 FOB, acrescidos de frete e impostos. Nos preços pagos diretamente ao produtor, houve recuos em diversas praças, com valores variando de R$ 72,00 a R$ 78,00 a saca, dependendo da região. O estado ainda não apresenta indicações consistentes para a safra nova.

Já no Paraná, o mercado permanece travado, com produtores resistindo a vender nos patamares atuais. No spot, os preços recuaram levemente para R$ 1.400,00 CIF, enquanto no futuro ficaram próximos de R$ 1.300,00 CIF. O trigo paraguaio aparece como alternativa, mas enfrenta dificuldades logísticas, enquanto o produto argentino segue competitivo em Curitiba e nos Campos Gerais. Os preços médios pagos aos agricultores caíram 0,23% na semana, para R$ 75,87/saca, mantendo margens de lucro próximas a 4%, embora o mercado futuro já tenha oferecido oportunidades mais atrativas.

 





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Alckmin pede urgência em propostas sobre exportações na Câmara



O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu nesta quarta-feira (20) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para apresentar as propostas legislativas prioritárias do governo em defesa das exportações brasileiras, impactadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, pediu a Motta urgência na tramitação dos projetos, de forma a preservar os empregos e os produtos afetados pelas sanções determinadas pelo líder norte-americano Donald Trump, e que entraram em vigor há duas semanas.

Entre as propostas apresentadas pelo governo está a Medida Provisória (MP) que cria o Plano Brasil Soberano e apresenta um conjunto de medidas para socorrer empresas prejudicadas pelas tarifas dos EUA sobre as exportações brasileiras.

O plano inclui uma linha de crédito no valor de R$ 30 bilhões para exportadores, mudança nas regras do seguro de crédito à exportação e em fundos garantidores, suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados (drawback) e compras governamentais de gêneros alimentícios que deixaram de ser exportados.

Restituição de tributos

Há também um Projeto de Lei Complementar (PLP) que aumenta o percentual de restituição de tributos federais a empresas afetadas, via Novo Reintegra – Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários. Trata-se de um incentivo fiscal que permite às empresas recuperar parte dos impostos indiretos incidentes sobre a cadeia produtiva dos produtos exportados.

“Pedimos urgência para as duas propostas que o presidente Lula encaminhou [ao Congresso]. A Medida Provisória que estabelece o crédito, fundo garantidor, compras governamentais drawbeck. E o PLP, que estabelece Reintegra. Eles estabelecem um apoio para preservar emprego e a produção dos produtos afetados pela tarifa de 50% dos exportadores brasileiros para os Estados Unidos”, destacou Alckmin em coletiva de imprensa, após a reunião.

O vice-presidente também pediu apoio de Hugo Motta na tramitação de outros 15 projetos de lei, que tratam de comércio exterior, 11 deles são acordos internacionais, que eliminam a bitributação e investimentos recíprocos. Um desses projetos é um acordo comercial com a Índia.

Aço e alumínio

À imprensa, Alckmin também informou que, por decisão dos EUA, produtos que têm componentes de aço e alumínio passam a ser taxados de acordo com a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial norte-americana, que é aplicada a todos os países, com exceção do Reino Unido.

“Melhora a nossa competitividade na área industrial. Então, se eu vendo uma máquina que tem aço, essa parte do aço fica igual com o mundo inteiro, porque entra na Seção 232. Garfo, faca, tudo que tiver aço e alumínio”, observou.

Pelos cálculos do governo, o impacto desse alívio no tarifaço abrange 6,4% das exportações brasileiras aos EUA, alcançando um valor de US$ 2,6 bilhões.



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Brasil quer ser protagonista em alimento e energia limpa


Na manhã de quinta-feira, 21 de agosto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sediou o Seminário Cadeia das Proteínas: Combustível e Alimento para o Mundo, que reuniu lideranças do agronegócio e do Parlamento brasileiro para discutir o papel estratégico do país na produção de alimentos e biocombustíveis. O encontro destacou a força do agro nacional na oferta de proteínas animais e vegetais, além do protagonismo brasileiro na transição para uma matriz energética mais limpa.

Brasil na vanguarda da produção sustentável

O presidente da CNA, João Martins, ressaltou os avanços tecnológicos da nutrição animal e como isso colocou o Brasil em posição de liderança mundial na produção de carnes.

“Hoje, nossas cadeias de aves e suínos apresentam níveis de eficiência muito superiores aos da década de 1970. O frango, por exemplo, melhorou em 40% sua eficiência alimentar para atingir o mesmo peso. Nossa carne bovina é a mais sustentável do planeta”, destacou Martins.

Ele também reforçou que a integração entre o setor agropecuário e os biocombustíveis é estratégica para o futuro. “Estamos engajados para que o Brasil se mantenha na vanguarda mundial, tanto em energia limpa quanto na oferta de alimentos de qualidade”, completou.

Piauí e o avanço do Cerrado

O deputado federal Flávio Nogueira (PI) trouxe a experiência do seu estado, que nos últimos 15 anos se consolidou como uma nova fronteira agrícola do Brasil.

“O Piauí deixou de ser apenas pecuária e cajueiro para se transformar em grande produtor de soja e milho. Esse avanço impulsiona também a pecuária, os frigoríficos e a geração de empregos. Isso nos dá orgulho, porque é o agro que coloca o Brasil como referência internacional”, afirmou.

Nogueira reforçou ainda que o Brasil tem a missão de expandir o uso de energias renováveis. “Eventos como esse são fundamentais para que possamos reduzir cada vez mais o uso do diesel fóssil, uma demanda global em prol do clima”, completou.

Previsibilidade e reconhecimento internacional

Já o deputado federal Arnaldo Jardim, presidente da Comissão de Transição Energética, destacou os desafios regulatórios e a importância de políticas consistentes para dar segurança ao setor.

“O Brasil já avança para misturas mais elevadas de biodiesel e isso cria um mercado cativo, que traz previsibilidade. O problema é que muitas vezes decisões conjunturais sobre preços atrasam esse processo. Não podemos quebrar a confiança da cadeia produtiva”, alertou.

Jardim também chamou atenção para o papel do Brasil na agenda climática internacional:

“O etanol e o biodiesel são instrumentos de descarbonização, mas esse benefício é computado no capítulo energia e não no agro. Precisamos corrigir essa distorção, pois o campo é fundamental no combate às mudanças climáticas. Se o mundo fizesse o que o Brasil já faz, estaríamos muito mais avançados nessa agenda”, reforçou.

Desafios do crédito e da comunicação

Presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, Alceu Moreira defendeu mudanças estruturais no modelo de crédito e seguro rural, além de maior inteligência estratégica na abertura de mercados internacionais.

“Nosso modelo de crédito ainda é da década de 1950. Quem produz acaba pagando pelos que não cumprem. Precisamos de uma plataforma de crédito positivo, que premie o produtor honesto e dê previsibilidade à produção”, destacou.

O parlamentar também ressaltou que o setor precisa se comunicar melhor com o consumidor internacional, diante das barreiras ambientais e comerciais impostas a produtos brasileiros:

“Não adianta fazer discursos inflamados. O que precisamos é conquistar a dona de casa na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia. É ela quem decide na prateleira do supermercado. Temos de mostrar rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade dos nossos produtos, com comunicação inteligente e transparente”, afirmou Moreira.

Ele ainda lembrou que o avanço do biodiesel e do etanol está gerando desenvolvimento social no interior do Brasil. “Vimos comunidades que antes viviam na pobreza agora construindo cooperativas, frigoríficos e lojas a partir da economia circular do agro. Esse é o Brasil real que precisamos fortalecer”, concluiu.

 Convergência entre alimento e energia

A cadeia das proteínas está no centro de dois grandes desafios globais: a segurança alimentar e a transição energética. Para os líderes presentes, o Brasil tem todas as condições de se consolidar como protagonista mundial em ambas as frentes.

 





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Custo do milho atinge maior nível em três safras e pressiona rentabilidade do produtor em MT



Alta de insumos eleva ponto de equilíbrio e exige preço mínimo de R$ 39,88/sc




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O produtor mato-grossense de milho terá um desafio adicional na próxima safra. De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), por meio do projeto CPA-MT, o custo de produção do milho para a temporada 2025/26 fechou o mês de julho em R$ 3.279,54 por hectare, representando um avanço de 1,37% em relação ao mês anterior.

Esse acréscimo, embora aparentemente discreto, foi impulsionado por reajustes nos preços de insumos estratégicos: sementes (+1,09%) e corretivos e fertilizantes (+2,41%). Como reflexo direto, o Custo Operacional Efetivo (COE) também subiu, alcançando R$ 4.767,00 por hectare — elevação de 1,01% frente ao relatório de junho.

Com o avanço das despesas, o ponto de equilíbrio para o produtor modal também foi ajustado. Considerando uma produtividade média de 119,54 sacas por hectare (média das últimas três safras), será necessário negociar o milho a, no mínimo, R$ 39,88 por saca para cobrir os custos operacionais.

Segundo o Imea, esse é o maior ponto de equilíbrio registrado nas últimas três safras — um alerta claro de que o ambiente de produção está mais sensível e demandando atenção redobrada à gestão de custos e estratégias comerciais.

“A pressão sobre os preços e a necessidade de maior produtividade reforçam a importância de o produtor acompanhar de perto as movimentações de mercado e buscar eficiência operacional”, destaca o instituto.

 





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Importações de fertilizantes recuam 18,5% no Mato Grosso



Comportamento do mercado reflete a expectativa frustrada de recuo nos custos




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Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (18), Mato Grosso importou cerca de 617,15 mil toneladas de fertilizantes em julho de 2025, volume 8,86% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento das compras de nitrogenados, com alta de 361,89%, e de fosfatados, com avanço de 75%.

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o estado importou 2,97 milhões de toneladas de fertilizantes, uma queda de 18,51% em relação ao mesmo período de 2024. “Esse é o menor volume adquirido nos últimos seis anos”, informou o Imea.

Veja também: Fertilizantes mais caros elevam cautela de produtores

De acordo com o Instituto, a retração está diretamente ligada ao encarecimento dos fertilizantes. Muitos produtores aguardam uma redução nos preços, mas em alguns produtos essa queda não se concretizou. “O comportamento do mercado reflete a expectativa frustrada de recuo nos custos”, avaliou o Imea.

O ritmo de comercialização dos insumos para a safra 2025/26 também foi afetado. Até julho, o índice estava cerca de 12,58 pontos porcentuais abaixo do observado na safra anterior, configurando, segundo o Imea, a temporada mais atrasada da série histórica do Instituto.

O cenário, conforme o Imea, pode indicar não apenas um menor investimento por parte dos produtores na próxima safra, mas também possíveis entraves logísticos. “Muitos postergaram suas compras e ainda não garantiram todos os insumos necessários”, informou..

 





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Mamona ajuda a regenerar solos no Cerrado


A mamona vem ganhando espaço como alternativa para regeneração do solo em sistemas de rotação de culturas no Cerrado, com destaque para a Bahia e o Mato Grosso. O cultivo contribui para reduzir a compactação e aumentar a retenção de água, trazendo benefícios diretos à sustentabilidade da produção agrícola.

Segundo Igor Borges, head de sustentabilidade da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL — a mamona possui sistema radicular profundo, que auxilia na descompactação do solo, no controle natural de nematoides e até na recuperação de pastagens degradadas. Além disso, a oleaginosa demanda menos água para completar seu ciclo e ajuda a estruturar melhor o solo em áreas de baixa fertilidade.

De acordo com dados da Conab, a área plantada no Brasil chegou a 64,2 mil hectares na safra 2024/25, aumento de 9,4% em relação ao ciclo anterior. A produtividade também subiu, alcançando 1.693 kg/ha. A Bahia lidera a produção, com 36,3 mil toneladas, seguida por Mato Grosso, com 1.814 toneladas. O mercado reforça o avanço: em janeiro, a saca de mamona valorizou 36%, passando de R$ 199,70 para R$ 272,50.

“A mamona demanda menos água para fechamento do seu ciclo em relação a outras culturas utilizadas no cerrado e ainda contribui para uma estruturação mais eficiente do solo e maior retenção hídrica, principalmente em áreas de baixa fertilidade”, explica o head de sustentabilidade da ORÍGEO.

A ORÍGEO tem incentivado produtores a incluírem a mamona em programas de agricultura regenerativa, especialmente na entressafra. A estratégia, segundo Borges, amplia a diversidade produtiva, melhora a saúde do solo, quebra o ciclo de pragas e aumenta a resiliência diante das mudanças climáticas.

 





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