terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Vaca alcança valorização de R$ 3,5 milhões na 18ª Expogenética


Maior mostra de animais zebuínos avaliados de todo o país, a Expogenética está em sua 18ª e acontece em Uberaba, Minas Gerais. O evento teve início no dia 15 de agosto e se estende até o próximo domingo (24).

Durante o evento, no Leilão Nelore Paranã, transmitido pelo Canal Rural e Canal do Criador, a vaca Boa FIV de Naviraí teve 50% de suas cotas vendidas por R$ 1.743.000 nesta quinta-feira (21). Assim, alcançou a impressionante valorização de R$ 3.486.000.

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Foto: Reprodução Redes Sociais

O animal tem média de 52 oócitos por coleta e prenhez confirmada do Átila de Naviraí. Confira, abaixo, os índices genéticos da Boa FIV de Naviraí, que tem mãe, avó e bisavó doadoras: iABCz 24,76; Deca 1; P% 0,5%; MGTe 26,82; TOP 3%; IQG 30,87; e TOP 2%.



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ILPF garante rentabilidade e sustentabilidade no campo



A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) vem se consolidando como uma das principais estratégias para unir produtividade, sustentabilidade e retorno financeiro nas propriedades rurais.
De acordo com a Embrapa, mais de 17 milhões de hectares já utilizam sistemas integrados no país, com resultados que vão desde a melhoria da qualidade do solo até a redução da emissão de gases de efeito estufa.

Esse modelo permite diversificar a produção, otimizar o uso da terra e garantir maior resiliência frente às mudanças climáticas e às variações do mercado.

Rentabilidade: o primeiro passo para o produtor

Quando o assunto é inovação no campo, a pergunta que o produtor sempre faz é: qual será o retorno financeiro?

O sistema ILPF responde bem a essa dúvida porque:

  • Reduz custos com adubos e defensivos graças à reciclagem natural de nutrientes;
  • Aumenta a rentabilidade com mais de uma atividade produtiva na mesma área;
  • Diminui riscos climáticos e de mercado com diversificação da produção;
  • Melhora a qualidade do solo e da pastagem, favorecendo o desempenho animal.

Segundo levantamentos da Embrapa, os ganhos econômicos podem variar bastante de acordo com a região e o modelo adotado. Porém, mesmo que o investimento inicial demande crédito rural ou financiamento, o retorno costuma ocorrer entre 3 e 5 anos, garantindo segurança a médio e longo prazo.

Como os programas de apoio ajudam na transição

A adoção da ILPF ainda gera dúvidas, principalmente em pequenas e médias propriedades. É aí que entram iniciativas como o Integra São Paulo, em parceria com a Embrapa e a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral).

O programa capacita técnicos e leva equipes multidisciplinares até as propriedades para:

  • Avaliar a viabilidade da integração;
  • Oferecer soluções personalizadas para cada realidade;
  • Apoiar no manejo da lavoura, da pecuária e da floresta de forma conjunta.

Essas unidades-modelo funcionam como vitrine para que outros produtores vejam na prática os benefícios do sistema.

ILPF como ferramenta de sustentabilidade

Além da rentabilidade, a ILPF traz fortes resultados ambientais:

  • Sequestro de carbono: sistemas bem manejados podem ter saldo positivo ou até negativo, ou seja, retiram carbono da atmosfera.
  • Efeito poupa-terra: três culturas diferentes ocupam a mesma área, evitando a abertura de novas fronteiras agrícolas.
  • Uso racional de insumos: menor necessidade de fertilizantes químicos e defensivos.

Esses indicadores reforçam a contribuição da integração para as metas de redução de emissões do Brasil e para atender às exigências dos mercados internacionais cada vez mais atentos às práticas sustentáveis.

Conclusão

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta não é apenas uma alternativa sustentável, mas uma estratégia inteligente de negócios. Ao unir produtividade e preservação, o sistema garante que o produtor tenha rentabilidade e competitividade no mercado, ao mesmo tempo em que fortalece a imagem positiva do agro brasileiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Angola avançam em pautas agropecuárias durante encontros com autoridades angolanas


Dando início às agendas da missão oficial em Angola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se com o presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, Armando Manuel, e com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano. Os encontros ocorreram na última terça-feira (19).

O tema da reunião foi a participação do Fundo em projetos produtivos para produção de grãos, que estão sendo elaborados entre os governos brasileiro e angolano, com participação do setor privado brasileiro. Também foi tratada a possibilidade de parceria entre empresas brasileiras e o Fundo Soberano em projeto de produção de cana-de-açúcar.

“Fomos tratar das garantias que Angola deve oferecer para os projetos estruturantes que estamos fazendo e que avançaram bem. Estamos aqui para avançar cada vez mais no crescimento da agropecuária brasileira e angolana”, afirmou o ministro Fávaro.

Na ocasião, o presidente Armando Manuel afirmou que o projeto produtivo agrícola está entre as prioridades da instituição e sinalizou positivamente o interesse do Fundo no empreendimento.

A primeira reunião sobre o tema ocorreu em julho deste ano, durante visita do presidente do Fundo ao Brasil. Na oportunidade, realizada na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Fávaro e Manuel discutiram a possibilidade de investimentos financeiros nos dois países para intensificar a produção de alimentos.

Ainda na terça-feira, o ministro Carlos Fávaro se encontrou com o ministro de Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano, para tratar da produção de alimentos por meio do acordo Brasil-Angola, que está sendo desenvolvido pelo Grupo de Trabalho (GTI BR-AO), instituído em julho deste ano entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o objetivo de elaborar propostas para o estabelecimento de uma parceria entre os dois países a fim de enfrentar desafios como altos custos de produção, carência de unidades de armazenagem e infraestrutura básica no meio rural, entre outros.

Participaram da comitiva a embaixadora do Brasil no país africano, Eugênia Barthelmess; o subsecretário de Orçamento e Planejamento do Mapa, Fernando Soares; o adido agrícola, José Guilherme Leal; e empresários brasileiros.

 





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Nova frente fria leva tempestades e chance de tornado para estado brasileiro


A presença de um sistema de baixa pressão vindo do Paraguai e o deslocamento de uma nova frente fria para o Rio Grande do Sul devem trazer grande instabilidade para o estado entre esta sexta-feira (22) e o sábado (23).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o Climatempo, essas condições climáticas podem gerar “super-células” em grande parte do território gaúcho, ou seja, aglomerados de nuvens de temporais do tipo cumulunimbus, caracterizadas por serem pesadas e carregarem chuva forte e volumosa, além de muito vento.

O mapa de risco abaixo aponta perigo extremo para a Campanha e parte do sul do estado, onde a previsão é de chuva superior a 100 mm em apenas 24 horas.

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Foto: Climatempo

Outras áreas em alerta (Campanha, Oeste, Missões, Vales e parte da região Central) também devem registrar acumulados entre 50 mm e 100 mm, capazes de gerar alagamentos. Já as áreas em vermelho (Missões, Norte, Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte) terão temporais mais isolados, mas ainda com riscos de transtornos.

Contudo, a previsão é que todo o estado terá risco para queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h.

Risco de tornados

As condições meteorológicas que atingirão o Rio Grande do Sul a partir desta sexta são favoráveis para ocorrência de tornados, micro-explosões e downburst (quando o ar frio desce violentamente da nuvem, espalhando-se em todas as direções ao atingir o solo, semelhante a uma caixa d’água virando de uma vez só).

Segundo a Climatempo, estes são fenômenos muito difíceis de prever, mas, ainda assim, os meteorologistas da empresa apontam para esta possibilidade, mesmo que em áreas isoladas do Rio Grande do Sul, sobretudo entre esta sexta e o começo do sábado.



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Entidades do agro defendem uso de subprodutos de origem animal na produção de biodiesel



Brasília sediou nesta quinta-feira (21) um seminário sobre a integração entre a produção de alimentos e a energia renovável. O evento foi promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel e reuniu representantes do governo, do setor privado e de entidades do agronegócio.

O objetivo do encontro foi discutir formas de potencializar as cadeias produtivas ligadas ao biodiesel, com foco não apenas na transição energética, mas também no desenvolvimento econômico e social, na segurança alimentar e climática e na geração de emprego e renda.

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Segundo o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), as cadeias de proteína animal, como bovinos, aves e suínos, têm papel estratégico nesse processo. Ele destacou que a produção de biocombustíveis gera subprodutos, principalmente farelo para ração, que fortalece diretamente o setor de carnes.

“Queremos criar referências de planejamento e logística, discutir questões tributárias e alinhar essa agenda a uma política de inserção do Brasil no mercado internacional, oferecendo uma carne mais competitiva, acessível, de qualidade e com menor pegada de carbono”, afirmou o parlamentar.

O diretor de Economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove)**, Daniel Amaral, reforçou que o aumento da mistura de biodiesel no diesel fóssil também estimula o esmagamento de soja, ampliando a oferta de farelo.

“Esse aumento da oferta reduz o preço da ração no Brasil e fortalece a competitividade da cadeia de proteínas animais. Em outras palavras, o biodiesel gera emprego e renda, mas também contribui para alimentos mais baratos. Diferente do que muitos diziam, ele não pressiona os preços da alimentação, ao contrário: ajuda a reduzir custos”, disse Amaral.

No parlamento, há um pré-projeto que prevê medidas para promoção internacional das proteínas brasileiras e a priorização de sua exportação em negociações comerciais, tema que deve avançar no Congresso Nacional nos próximos meses.



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faça parte da Abertura Nacional do Plantio da Soja!



Ei, você: sabia que o evento que marca a abertura da safra 2025/26 de soja está com as inscrições abertas para quem deseja participar presencialmente? A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), diretamente da Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). Vale dizer que a cerimônia também celebra o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

O encontro também será transmitido ao vivo pela tela do Canal Rural e pelo YouTube.

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Realizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas de impacto no setor, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar de perto as máquinas em ação no campo e prestigiar um almoço especial de confraternização.

Quem deseja participar pode se inscrever gratuitamente clicando aqui. Não fique de fora e participe!



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“Gado passa fome no Brasil”: o alerta e as soluções para evitar o boi sanfona


Pecuaristas, a frase “o gado no Brasil passa fome!” pode soar dura, mas é a realidade em muitas fazendas, especialmente no período da seca. Essa falta de alimento de qualidade resulta no indesejado “efeito sanfona”, em que o animal engorda nas águas e emagrece na seca, comprometendo a rentabilidade da atividade. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história na íntegra!

Nesta entrevista especial, o zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição de ruminantes e consultor da Alcance Planejamento Rural, fez um alerta no programa Giro do Boi.

Ele explicou que, apesar de o gado nelore ser robusto e o negócio pecuário ser resiliente, a falta de planejamento nutricional custa muito caro.

O ciclo da fome e a perda de dinheiro

Gado em pastagem na seca. Foto: ReproduçãoGado em pastagem na seca. Foto: Reprodução
Gado em pastagem na seca. Foto: Reprodução

Tiago Felipini é categórico: o boi, a vaca e o bezerro ainda passam fome no Brasil. O pecuarista se dá ao luxo de deixar o gado perder peso, sem perceber que o potencial de ganho é muito maior com um bom manejo.

A genética brasileira, principalmente a nelore, é fantástica e evoluiu muito, mas a alimentação não acompanha.

O resultado da falta de comida é:

  • Boi sanfona: Animais que perdem todo o peso ganho na seca, atrasando a idade de abate e o ciclo de produção.
  • Prejuízo na reprodução: Vacas que entram na estação de monta muito magras não respondem à inseminação, não seguram a prenhez e perdem dinheiro com a tecnologia.
  • Custo elevado: Começar a suplementação no meio ou no final da seca, quando o gado já está perdendo peso, é caro. O pecuarista gasta não para ganhar peso, mas para repor o que já foi perdido, o que poderia ter sido evitado com um planejamento antecipado.

Estratégias para reverter o quadro

Bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: DivulgaçãoBovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação
Bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação

Para evitar o prejuízo, o produtor precisa de planejamento. O ideal é iniciar a suplementação proteica no início do período seco (abril), quando o pasto ainda está “verdulento”.

Nessa fase, o animal responde com um ganho de peso extra de 150 a 200 gramas por dia, que se soma ao ganho da pastagem, impulsionando o desempenho do rebanho.

Outras estratégias para garantir a alimentação do gado na seca incluem:

  • Sequestro: É a prática de confinar bezerros desmamados ou vacas que vão entrar em reprodução para preservar o pasto. O sequestro é uma das tecnologias que mais funciona para preservar a pastagem de invasoras e garantir o ganho de peso.
  • Casquinha de soja na TIP: A casquinha de soja pode substituir até 50% do milho na dieta, com o mesmo resultado e a um custo menor, otimizando o uso de insumos.
  • Sal proteinado: Se o pasto tem boa condição, o sal proteinado pode segurar o peso da boiada. É importante começar a usá-lo no início da seca, e não no final, para manter o ganho de peso e o escore corporal do rebanho.

A importância da ração e do manejo

Distribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: DivulgaçãoDistribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação
Distribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação

Em relação à dieta, Tiago Felipini alerta para os cuidados ao formular um proteinado para evitar intoxicação. É importante controlar a concentração de ureia (não ultrapassar 10%) e de sal branco para não restringir o consumo e causar estresse nos animais.

Em um confinamento, por exemplo, o zootecnista reforça que o dimensionamento correto da área de cocho é crucial. A falta de espaço faz com que os bois dominados comam menos e estressem, o que impacta o resultado.

A chave para reverter o quadro de gado passando fome é o planejamento antecipado, o uso estratégico de suplementos e a adoção de tecnologias de manejo que garantem o bem-estar e a produtividade do rebanho, como o sequestro e a nutrição de precisão.

O zootecnista reforça que “o gado tolera muito, mas o potencial é muito maior”, e com planejamento, o pecuarista pode ganhar muito mais dinheiro.



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Brasil quer parceria com EUA para conquistar novos mercados para etanol



O governo brasileiro defendeu perante o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado não é discriminatória nem provoca desigualdade, já que a taxa é aplicada a todo o
produto oriundo de fora do Mercosul, e não somente ao biocombustível dos EUA.

O tema foi debatido na quarta-feira (20) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Geraldo Alckmin, com lideranças do setor sucroenergético, que trataram do posicionamento que o Brasil deverá apresentar a respeito da investigação aberta pelo USTR da Seção 301 sobre seis práticas comerciais que o governo Donald Trump considera desleais.

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Segundo uma fonte que esteve presente no encontro, o governo defenderia ainda que Brasil e Estados Unidos devem atuar conjuntamente para abrir novos mercados para o etanol no mundo ao invés de cada um disputar o mercado do outro. Atualmente, os principais países que vêm criando ou ampliando sua política de mistura de etanol à gasolina são India, Japão e Indonésia.

Na sua defesa, o Brasil afirma que os Estados Unidos deveriam usar sua força econômica para fazer outros países estabelecerem políticas de mistura de etanol à gasolina e de estímulo ao uso de carros flex em algumas partes do mundo.

Ou ainda que os EUA usem sua força para derrubar as barreiras que existem para o uso do etanol como matéria-prima para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e biobunker, o combustível marítimo.

O posicionamento já vinha sendo debatido por uma força-tarefa montada pelo governo com técnicos do Itamaraty, do MDIC, das entidades empresariais e setoriais.

No encontro com representantes do setor sucroalcooleiro, Alckmin disse que o etanol não está na mesa de negociação com os Estados Unidos e que o açúcar do Nordeste terá prioridade nas tratativas para entrar na lista de exceções ao tarifaço.

Segundo Renato Cunha, presidente da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), Alckmin disse aos presentes na reunião que a flexibilização não estava em pauta.

De acordo com outra fonte que participou da reunião com o ministro, o setor não considera
aceitável a negociação da flexibilização da tarifa de 18% sobre a importação de etanol



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Ministro do Trabalho minimiza impacto do tarifaço nos empregos



Poucas empresas brasileiras levarão sua linha de montagem para os Estados Unidos, como forma de amenizar os impactos do tarifaço do governo norte-americano contra produtos brasileiros. A avaliação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Para ele, nesse caso, os efeitos negativos para o mercado de trabalho do país serão diminutos.

Já no pior dos cenários projetados, tendo como base uma pesquisa do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a redução das vagas de emprego seria de, no máximo, 320 mil em um total estocado de 48 milhões de empregos.

“Convenhamos: não seria o desastre total”, disse Marinho, ao reiterar que este seria o cenário “caso absolutamente tudo desse errado”. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (21) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Um dos objetivos do tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos importados é o de estimular empresas a se instalarem em território norte-americano, gerando empregos e riquezas àquele país.

Compradores substitutos

Marinho disse que, nas viagens que ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm feito, ouviu depoimentos de empresários que informaram ter encontrado compradores substitutos, para escoarem a produção que estava destinada aos Estados Unidos.

“O empresário tem de olhar o mercado; um mercado secundário ou outro comprador. Pode ser que o outro país não vá querer, eventualmente, pagar o mesmo preço pago pelos norte-americanos. Mas muitas vezes é preferível você ter o menor resultado do que ter um prejuízo”. acrescentou.

Ele lembrou que as compras públicas ajudarão, em especial, o setor de produtos alimentícios destinados a hospitais, merendas escolares e presídios, por exemplo.

Atenção especial

Segundo o ministro, o governo dará atenção especial aos setores mais afetados por produzirem essencialmente para o mercado norte-americano.

“Evidentemente alguns setores serão fortemente atingidos. Outros serão levemente atingidos ou não serão atingidos porque produzem essencialmente para outros mercados ou para o mercado brasileiro”, disse.

Perguntado sobre o risco de as empresas levarem linhas de montagem para os EUA, a fim de amenizar os impactos do tarifaço, ele disse que não vê “”um movimento grande em relação a isso”, e que, nesse caso, “o impacto ao mercado de trabalho será diminuto”, até porque economia e mercado de trabalho vivem um bom momento no Brasil.

“Com as medidas e iniciativas que o governo está tomando e com o diálogo com o empresariado brasileiro, daremos conta de passar esse processo. E o Brasil sairá mais forte depois desse processo”, complementou.



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