terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Trigo ganha espaço em MS com apoio de pesquisa e mercado



Na última semana, um dia de campo promovido pela Embrapa Agropecuária Oeste e pela Cooperalfa reuniu produtores e técnicos em Dourados, no Mato Grosso do Sul. O encontro apresentou resultados de pesquisas, dados de mercado e práticas que reforçam o potencial da cultura do trigo na região, em especial no Cerrado.

Especialistas lembraram que o estado já chegou a cultivar cerca de 400 mil hectares de trigo na década de 1980, mas hoje a área não passa de 40 mil hectares. Para o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Auro Otsubo, o desafio é ampliar a produção de forma integrada. ”Não se trata de olhar o trigo isoladamente, e sim de adequá-lo dentro do sistema produtivo”, diz.

Representantes da cooperativa reforçaram a necessidade de trabalhar nichos de mercado, como o fornecimento de trigo para nutrição infantil, melhoradores e panificação. O diretor Claudiney Turmina lembrou que o Brasil ainda importa cerca de 40% do trigo consumido e defendeu a expansão no Cerrado: “É inevitável avançar rumo à autossuficiência. O trigo precisa fazer parte de um sistema produtivo sustentável”.

Impacto na soja

Outro ponto de destaque foi o impacto positivo da cultura sobre a soja. De acordo com a Cooperalfa, áreas que recebem trigo podem ter aumento de até 20% na produtividade da oleaginosa plantada em seguida. “O trigo melhora o solo, contribui para a ciclagem de nutrientes e reduz a pressão de plantas daninhas. Isso se reflete diretamente no ganho da soja”, explicou o agrônomo Luan Pivatto.

Pesquisadores também destacaram a evolução genética das cultivares, mais tolerantes à seca e a doenças como a brusone, além de estudos em andamento sobre a adubação nitrogenada. Para o analista Bruno Lemos, da Embrapa Trigo, “o trigo é um ótimo negócio, desde que respeitadas as janelas de plantio”. A avaliação dos técnicos é de que a cultura pode voltar a ocupar espaço relevante no Mato Grosso do Sul, fortalecendo o abastecimento interno e ampliando as oportunidades de renda para o produtor.



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Abacaxi na silagem: entenda como o fruto pode nutrir bem o seu gado


Pecuaristas, a busca por alternativas de alimento para o gado, especialmente em regiões com produção abundante de frutas, é uma prática que pode trazer economia e sustentabilidade. Ailton Conceição Filho, de Porto Nacional, no estado do Tocantins, uma região que produz muito abacaxi, levantou uma dúvida interessante: é possível fazer silagem de abacaxi para alimentar o gado? Assista ao vídeo abaixo e confira a resposta na íntegra.

Nesta sexta-feira (22), o zootecnista Edson Poppi, especialista na área de silagem e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que o resíduo de abacaxi tem um grande potencial nutricional, mas exige um manejo adequado para ser ensilado.

O potencial nutricional do abacaxi

Foto: Canva

Edson Poppi é totalmente a favor do uso de resíduos na alimentação de ruminantes. O resíduo de abacaxi, em particular, é um material com excelentes características nutricionais:

  • Rico em pectina: Um tipo de fibra solúvel que é facilmente digerível pelos microrganismos do rúmen, o que contribui para a eficiência digestiva do animal.
  • Alta energia: Possui 62% de NDT (Nutrientes Digestíveis Totais), o que o torna uma ótima fonte de energia para o gado, um insumo valioso na engorda.

O desafio da ensilagem e a solução

O principal desafio para a ensilagem do abacaxi é sua baixa matéria seca, que é de apenas 22% (78% de umidade). Esse teor elevado de água dificulta a compactação, um processo crucial para a fermentação adequada e a qualidade da silagem.

Para resolver esse problema, Edson Poppi sugere misturar o resíduo de abacaxi com um material mais seco. As opções incluem:

  • Silagem de milho
  • Silagem de capim
  • Feno picado

Essa mistura permite uma compactação eficiente, tornando a ensilagem viável.

Substituição e resultados na prática

Compatação de silagem para o gado, um dos importantes volumosos para a alimentação do gado. Foto: ReproduçãoCompatação de silagem para o gado, um dos importantes volumosos para a alimentação do gado. Foto: Reprodução
Compatação de silagem para o gado, um dos importantes volumosos para a alimentação do gado. Foto: Reprodução

O especialista afirma que a substituição do volumoso por até 60% de resíduos de abacaxi pode trazer um resultado muito bom na dieta do gado.

O abacaxi é uma fonte de energia e nutrição que pode ser utilizada de forma estratégica, aproveitando um subproduto da agroindústria e reduzindo os custos com a alimentação do rebanho.

A ensilagem de abacaxi é uma alternativa promissora para pecuaristas em regiões com produção abundante do fruto, desde que seja feito um manejo correto para garantir a compactação e a qualidade da silagem.



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Mapa investiga vacina EXCELL 10 após mortes de animais


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, em 12 de agosto de 2025, foi notificado pela Agência de Defesa Agropecuária do estado do Piauí (ADAPI) sobre a ocorrência de reações adversas em animais das espécies caprina, ovina e bovina, com possível relação ao uso da vacina contra clostridiose, denominada EXCELL 10, partidas 016/2024 e 018/2024, de propriedade do laboratório Dechra Brasil Produtos Veterinários Ltda.

“Neste momento o Mapa está dedicado e atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para confirmar a causa dos óbitos dos animais e adotar todas as medidas necessárias para proteção da produção pecuária”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Confira a ordem cronológica das ações do Ministério da Agricultura e Pecuária:

Após avaliação do caso, o Mapa, em 13 de agosto de 2025, iniciou o processo de fiscalização, solicitando à empresa relatórios de farmacovigilância do produto suspeito.

Em 14 de agosto de 2025, foi realizada fiscalização no laboratório fabricante, em Londrina (PR), com levantamento das notificações do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), além da verificação do processo de fabricação e do controle de qualidade da vacina.

No dia seguinte foi emitida ordem de apreensão cautelar das frações dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10 na distribuidora que comercializou unidades da vacina associadas à notificação da ADAPI. De forma complementar, o Mapa solicitou à fabricante o painel de distribuição da vacina em todo o país. Na mesma data, 15 de agosto, a empresa encaminhou comunicado aos distribuidores e lojistas para que fossem interrompidas as vendas dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10.

Três dias depois, em 18 de agosto, o Mapa iniciou a apreensão dos lotes na distribuidora localizada em Teresina (PI), coletando amostras para análise fiscal em laboratório da rede oficial. Após avaliação dos dados de distribuição, a ordem de apreensão foi estendida a todos os estados em 19 de agosto.

Na sequência, em 20 de agosto, a empresa emitiu comunicado oficial de recolhimento dos lotes 016/2024 e 018/2024, direcionado a distribuidores, médicos-veterinários e lojistas.

Até o momento, foram notificados ao Mapa os óbitos de 194 ovinos, 4 caprinos e 1 bovino. As ações de fiscalização e investigação seguem em andamento, por meio de inspeções no estabelecimento fabricante/proprietário, e realização de testes em amostras dos lotes da vacina e dos animais que vieram a óbito. A estimativa inicial de conclusão do processo de investigação é de 60 dias.

O Mapa esclarece que a clostridiose é uma doença fatal causada por toxinas de bactérias do gênero Clostridium spp., apresentando sintomas como inchaço muscular, manqueira, incoordenação motora e, em casos graves, rigidez muscular, tremores, trismo, opistótono (arqueamento do corpo com cabeça para trás) e convulsões.

A vacinação continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à clostridiose. O Ministério ressalta, ainda, que o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial é seguro.Informações à imprensa

 





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Cabras ficaram 200 anos isoladas em ilha e agora viram objeto de pesquisa



O campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), em Itapetinga, recebeu 21 cabras da Ilha de Abrolhos, na Bahia. Os animais viviam isolados há mais de 200 anos e foram levados para estudos científicos. Pesquisadores acreditam que os primeiros exemplares foram deixados por navegadores no período colonial, como forma de subsistência.

Segundo o professor Ronaldo Vasconcelos, do curso de Zootecnia da Uesb, a população pode apresentar características genéticas ligadas à sobrevivência em ambientes com pouca disponibilidade de água.

Após a chegada ao campus, os animais foram colocados em quarentena. O objetivo é monitorar a adaptação ao novo ambiente e garantir os cuidados sanitários necessários. Além disso, é fundamental mantê-los isolados de outros rebanhos, já que viveram muito tempo sem contato com doenças comuns do continente.

“Eles nunca tiveram contato com carrapatos, e um único carrapato pode ser fatal. Também não possuem verminoses. Isso não é bom, porque eles não têm resistência. Por isso, o trabalho precisa ser extremamente cuidadoso”, afirma Vasconcelos.

O professor Dimas Oliveira, também da Uesb, avalia que a pesquisa tem potencial de contribuir para a criação de caprinos em regiões semiáridas. A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargem) participa do projeto em parceria com a universidade.

A remoção das cabras foi necessária para reduzir os impactos ambientais causados no solo e vegetação da ilha, que é área de reprodução de aves endêmicas. A operação envolveu o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Embrapa, Marinha do Brasil, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e Uesb.

Durante a captura, os animais receberam identificação eletrônica e tiveram amostras de sangue coletadas para análise genética. Caso seja confirmada a singularidade da população, está previsto um plano de conservação, com ampliação do rebanho, armazenamento de sêmen e embriões. Além disso, há possibilidade de distribuição dos animais para produtores rurais.



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O que mais te ajudaria a usar mais tecnologia no campo?


Na enquete da semana perguntamos: O que mais te ajudaria a usar mais tecnologia no campo?

Segundo os resultados, 49% dos participantes acreditam que cursos ou orientação técnica são o que mais ajudaria na adoção de tecnologia no campo. Já 33% apontaram o preço mais acessível como fator determinante, enquanto 18% destacaram a necessidade de internet melhor.

Interpretação dos resultados

Para o gestor estadual do agronegócio do Sebrae-SP, Rodrigo Poli, os números revelam tendências importantes sobre o comportamento do produtor rural em relação à inovação.

“O acesso à internet não é mais um grande desafio no meio rural, devido às diversas ofertas de serviço por cabeamento, rádio e satélite. Talvez por isso esse resultado de 18% tenha sido o menor dentre os três apresentados”, analisa Poli.

Já o fato de o preço mais acessível aparecer em segundo lugar (33%) demonstra que ainda existe a percepção de que investir em tecnologia pode ser caro ou até mesmo inviável. “A dificuldade do produtor em estar em contato com empresas que ofertam soluções também é uma possibilidade”, completa.

O ponto mais relevante da pesquisa foi a liderança da opção curso ou orientação técnica (49%). Para Poli, isso evidencia que a maioria dos produtores entende que não é possível investir em inovação sem antes conhecer os benefícios e a aplicabilidade das ferramentas.

“É uma visão assertiva de gestão da propriedade. Primeiro é preciso compreender o que pode ser feito e com qual propósito, para só depois investir”, afirma o especialista.

Apoio do Sebrae na adoção de tecnologias

Diante desse cenário, o Sebrae-SP oferece diversas iniciativas para apoiar os produtores rurais. Entre elas:

  • ALI Rural: acompanhamento personalizado e presencial por 12 meses na propriedade, com foco em inovação e implementação de tecnologia
  • Cursos em parceria com o Senar: voltados para o uso de soluções tecnológicas aplicadas ao campo.
  • Dias de campo: eventos que expõem tecnologias capazes de aumentar eficiência e produtividade.
  • Vitrine Virtual do Sebrae-SP com um portfólio completo de informações, ferramentas de gestão e finanças.
  • Rede de consultores credenciados: suporte para planejar e estruturar estratégias de médio e longo prazo voltadas à inovação.



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Produtores rurais devem se proteger contra fraudes de cerealistas, alerta especialista


Nos últimos anos, aumentaram os relatos de produtores rurais que entregaram suas safras a cerealistas e acabaram sem receber o pagamento, resultando em perdas que, em muitos casos, ultrapassam milhões de reais. Segundo o especialista Leandro Amaral, além de comprometer a safra, esses calotes podem colocar em risco a continuidade do negócio e a segurança financeira das famílias produtoras.

Segundo informações de Amaral, grande parte dessas negociações ocorre sem contratos formais, baseadas apenas na confiança e em acordos verbais. Quando o pagamento não é efetuado, os produtores descobrem que seus ativos já estão comprometidos com bancos ou que não há garantias jurídicas para reaver o crédito.

Para minimizar riscos, Amaral recomenda que os produtores adotem uma gestão de risco mais estruturada. “A confiança é importante, mas não substitui a segurança jurídica. Um contrato bem elaborado e garantias reais podem fazer a diferença entre receber ou perder a safra”, afirma.

Entre as principais recomendações estão: pesquisar a saúde financeira da cerealista, verificar se há protestos ou ações judiciais, confirmar se silos e armazéns não estão alienados a bancos e consultar outros produtores que já negociaram com a empresa. Durante a negociação, é essencial exigir contrato formal com quantidade, preço e prazos claros, além de buscar garantias reais ou financeiras, como fiança bancária ou seguro de crédito.

Na entrega do produto, guardar notas fiscais, romaneios assinados e registrar fotos ou vídeos da pesagem e descarga ajudam a comprovar a transação caso haja litígio. Após a negociação, monitorar prazos de pagamento e reagir rapidamente a atrasos pode reduzir prejuízos. Amaral lembra que muitos produtores perdem milhões por acreditarem em sucessivas promessas de pagamento sem formalizar garantias.

Por fim, a diversificação de compradores, preferência por empresas sólidas e acompanhamento jurídico contínuo são medidas estratégicas de longo prazo para proteger a safra e a sustentabilidade do negócio rural. Segundo Amaral, seguir essas práticas não elimina completamente o risco, mas aumenta significativamente a segurança do produtor rural diante de possíveis calotes.





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Brasil pode perder espaço no mercado global de carbono



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA



Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA
Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA – Foto: Divulgação

Os estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão) podem gerar até US$ 1,4 bilhão por ano com créditos de carbono, segundo estudo do Earth Innovation Institute (EII). A projeção considera a adoção do modelo REDD+ jurisdicional, com pagamentos previstos a partir de 2026 e receita acumulada de US$ 21,6 bilhões até 2030. 

O valor seria ainda maior com a implementação das cartas de ajuste correspondente, previstas no Artigo 6 do Acordo de Paris, que evitam dupla contagem e permitem a negociação em mercados regulados internacionais, onde os preços chegam a ser 50% superiores, podendo elevar a receita anual a US$ 2 bilhões.

Uma das principais oportunidades é o programa CORSIA, da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), voltado ao setor aéreo. Porém, o Brasil ainda não está estruturado para oferecer créditos compatíveis e tampouco firmou acordos bilaterais que garantam reconhecimento internacional, o que limita sua competitividade. Países vizinhos, como o Peru, já avançaram nesse caminho ao fechar parcerias com compradores como a Suíça, assegurando condições mais favoráveis de comercialização.

Segundo o especialista em negócios climáticos Pedro Plastino, a ausência de uma diplomacia ativa do Itamaraty na negociação de Transferências Internacionais de Resultados de Mitigação (TIRMs) compromete a liquidez dos créditos brasileiros. Ele aponta como prioridades a assinatura de acordos bilaterais, a criação de governança transparente com distribuição de benefícios a comunidades e povos indígenas, o alinhamento a padrões internacionais como o CORSIA e o envolvimento do Ministério Público Federal.

 





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dia terá temporais com granizo e termômetros a 37°C



O Sul do país segue sob fortes instabilidades com o avanço de uma nova frente fria que traz chuva forte, granizo e rajadas de vento. Já grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste convivem com tempo seco de deserto. Veja a previsão do tempo para este sábado (23):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A combinação de uma área de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o avanço de uma nova frente fria favorecem a formação de instabilidades no Sul do Brasil. Pancadas de chuva entre moderada e forte intensidade se espalham pelo Rio Grande do Sul, acompanhadas de rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo, com risco de temporais. Também há previsão de chuva no centro-oeste de Santa Catarina e sul e sudoeste do Paraná, com risco de ventos fortes. As temperaturas caem em território gaúcho. No extremo norte paranaense, o calor persiste.

Sudeste

A maior parte da região segue sem previsão de chuva. Contudo, há chance de pancadas fracas e chuviscos no norte do Espírito Santo e no extremo nordeste de Minas Gerais. A nebulosidade se concentra nessas áreas, enquanto nas demais regiões o tempo firme predomina. As temperaturas ficam elevadas em toda a região, com máxima de 34°C em Presidente Prudente (SP), 35°C em Araçatuba (SP) e em Iturama (MG). A umidade relativa do ar segue baixa em grande parte do interior paulista e no centro-oeste mineiro, podendo ficar abaixo de 30% e até próximo dos 20% no noroeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

Com o deslocamento da frente fria, novas áreas de instabilidade avançam pelo sudoeste de Mato Grosso do Sul e, de forma mais fraca, pelo sudoeste de Mato Grosso. A nebulosidade aumenta no sul e sudoeste sul-mato-grossense, enquanto nas demais áreas o tempo firme predomina. As temperaturas ficam bem elevadas em todos os estados da região, com máximas de 39°C em Cuiabá (MT), 37°C em Sinop (MT) e 35°C em Campo Grande (MS). O ar segue muito seco, com umidade relativa abaixo de 30% em grande parte da região e, em pontos do norte de Goiás e leste de Mato Grosso, pode ficar em alerta, abaixo dos 20%.

Nordeste

Chuvas entre o litoral sul da Bahia até o Rio Grande do Norte, além de precipitações isoladas no Ceará e no litoral norte do Maranhão. Bastante nebulosidade na faixa leste da Região. As temperaturas ficam elevadas em grande parte do Nordeste, podendo chegar a 37°C em Imperatriz (MA) e 35°C em Teresina (PI), enquanto em Porto Seguro (BA) as máximas não passam dos 24°C.

Norte

As chuvas continuam no Amapá, Acre, norte e oeste do Amazonas e noroeste de Roraima, com possibilidade de chuva fraca no norte do Pará. A nebulosidade fica maior nas áreas com previsão de chuva e aumenta em alguns pontos do território paraense. Nas demais regiões, o sol predomina. As temperaturas seguem elevadas, com máxima de 37°C em Porto Velho (RO) e 35°C em Manaus (AM). A qualidade do ar é baixa no Tocantins, em Rondônia e no sul do Pará.



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Rondônia colhe resultados acima do esperado



Soja se prepara para novo ciclo após o vazio sanitário


Foto: Divulgação

Em um momento climático que favorece o campo, agricultura de Rondônia está otimista. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destaca que o clima seco predominante no estado contribuiu para a maturação dos grãos e o bom andamento da colheita do milho na segunda safra. Os dados mostram condições favoráveis no estado, onde a colheita avança com qualidade acima da expectativa.

A situação positiva do período é visível no campo, segundo Hudslon Huben, gerente sr. de efetividade e go to market da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada para Rondônia, MATOPIBAPA e Mato Grosso. “O clima seco e solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita de qualidade, com grãos bem formados e alto rendimento.”

Além do clima favorável, Rondônia também está cuidando para proteger a próxima safra de soja. Entre 10 de junho e 10 de setembro de 2025, está em vigor o “vazio sanitário da soja”, quando não é permitido plantar ou manter qualquer pé de soja vivo – nem mesmo aqueles que nascem sozinhos, os “guaxas” ou “tigueras”.

De acordo com o 9º levantamento da safra de grãos da Conab, o clima seco e as temperaturas elevadas em julho favoreceram a maturação das lavouras, principalmente do milho. “A expectativa é de boa produtividade. A soja colhida (2024-2025) apresentou bom rendimento, mantendo a tendência positiva observada desde o início do ciclo”, explica Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO.

O desempenho da agricultura em Rondônia leva o estado a superar a média nacional e alcançar quase 30% de crescimento da produção de grãos, resultado direto do esforço e da dedicação dos produtores rurais. “Esse resultado mostra que Rondônia está se tornando uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, ressalta o especialista da ORÍGEO.





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Clima favorece avanço da semeadura do milho


O início da safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o boletim, a implantação das lavouras está sendo conduzida em conformidade com as condições climáticas e com as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. “A semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas”, destacou o informativo. As condições recentes de tempo seco, insolação e aumento gradual das temperaturas do solo favoreceram o avanço do plantio, criando ambiente propício para o estabelecimento das lavouras.

O documento aponta tendência de expansão da área cultivada em comparação à safra anterior. Esse movimento é associado “aos resultados satisfatórios alcançados na última safra, aos programas de fomento, à necessidade de rotação de culturas e à adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação da variabilidade climática”.

A Emater/RS-Ascar realiza levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo. Os dados consolidados serão divulgados em 2 de setembro, durante a 47ª Expointer, em Esteio. Na safra 2024/2025, a produtividade estadual de milho, segundo o IBGE, foi de 7,37 t/ha em uma área total de 711,1 mil hectares.

Na Fronteira Oeste, o aumento da temperatura do solo impulsionou a implantação das lavouras. Em Maçambará, cerca de 750 hectares foram semeados, principalmente sob irrigação. Em São Borja, já foram implantados aproximadamente 4,5 mil hectares, sobretudo em propriedades que planejam uma segunda safra após a colheita do milho precoce. A Emater/RS-Ascar ressalta que, no município, “semeaduras realizadas nos dois primeiros decêndios de agosto apresentam historicamente desempenho superior em termos de produtividade, já que atrasos expõem os cultivos a maior risco de estiagens durante o estádio reprodutivo”.

Na região de Caxias do Sul, o solo está em fase de preparo, com início do plantio previsto para setembro, seguindo o calendário recomendado. Há expectativa de pequeno acréscimo na área em relação à safra anterior.

Em Erechim, muitos agricultores estão utilizando recursos próprios para o cultivo, alegando que crédito e seguro agrícola apresentam custos elevados. O plantio começou em áreas de menor risco de geadas.

Na região de Ijuí, a semeadura avançou intensamente na última semana, sobretudo nos municípios da Região Celeiro. Nos demais, os produtores aguardam a elevação das temperaturas para iniciar a implantação. O manejo químico com herbicidas está sendo concluído.

Na região de Santa Rosa, estima-se que 40% da área já esteja implantada. Algumas lavouras mais precoces apresentam adequada emergência das plantas. Até o momento, não há registros de cigarrinha, mas os agricultores foram orientados a monitorar os cultivos.

Em Soledade, o preparo do solo foi intensificado. Conforme o Zarc, a semeadura começou em 1º de setembro nos municípios de baixa altitude do Baixo Vale do Rio Pardo e, a partir do dia 11, nos demais. Em Rio Pardo e Candelária, mais de 50% do previsto já foi implantado. Segundo o boletim, observa-se tendência de ampliação da área “impulsionada pela utilização de cultivares de ciclo precoce e pela semeadura antecipada, estratégia voltada à redução dos riscos de estiagens e de altas temperaturas no final do ano”.

No mercado, a Emater/RS-Ascar registrou elevação de 0,84% no preço médio estadual do milho, que passou de R$ 61,85 para R$ 62,37 a saca.





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