terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Milho dos EUA impulsiona produção global de grãos



O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas



O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas
O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas – Foto: Agrolink

A produção mundial de grãos deve alcançar um recorde de 2,404 bilhões de toneladas no ciclo 2025-26, segundo o Relatório de Mercado de Grãos divulgado pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC) em 21 de agosto. O crescimento é impulsionado principalmente por uma revisão maior na produção de milho, especialmente nos Estados Unidos, que registraram aumento nas projeções de área plantada e produtividade.

O milho deve atingir 1,299 bilhão de toneladas, volume 5% superior ao recorde histórico de 2024, representando o maior salto individual entre os grãos. O trigo também caminha para uma colheita recorde, com estimativa de 811 milhões de toneladas, 1,3% acima do ano anterior. Além disso, o conselho prevê ganhos menores para sorgo e aveia.

No consumo, a tendência é de expansão, com previsão de crescimento de 49 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior, chegando a 2,391 bilhões de toneladas — também um recorde. Após três anos de estoques em queda, a expectativa é de um leve aumento de 13 milhões de toneladas nos estoques finais, embora ainda abaixo da média histórica.

A soja segue o mesmo movimento. O IGC elevou ligeiramente sua projeção de produção global para 430 milhões de toneladas, acima das 425 milhões do ano passado, mesmo com ajustes para baixo na safra norte-americana. O consumo deve crescer 18 milhões de toneladas, sustentado pela demanda firme. O Índice de Grãos e Oleaginosas (GOI) avançou 1% no mês, apoiado pelos preços de milho e soja, mas permanece estável frente a 2024-25, já que a forte queda de 33% nos preços do arroz compensou as altas de outras commodities.

 





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Silos secadores são solução ao déficit de armazenagem em SC


Santa Catarina registrou produção recorde de grãos na safra 2024/25. Conforme o levantamento realizado pelo Observatório do Agro Catarinense, o crescimento no volume total foi de 20,7% em comparação com ciclo 2023/24. O panorama positivo, conquistado através de múltiplos fatores como tecnologia, manejo e clima favorável, esbarra no déficit de armazenagem enfrentado pelo Estado. O Boletim Agropecuário de junho expõe o descompasso entre a produção agrícola e sua capacidade de armazenamento. Entre 2020 e 2025, a produção total de grãos aumentou 19% em Santa Catarina, enquanto os espaços destinados para sua armazenagem foram ampliados em apenas 5,1%. 

Diante deste cenário, os silos secadores são uma boa alternativa para os agricultores familiares catarinenses. O extensionista rural da Epagri em Xaxim, Jeferson Soccol, avalia que “diante do déficit de armazenamento, os silos secadores com ar natural são uma opção atrativa para os produtores. É uma tecnologia mais acessível, com custo menor, que permite que eles possam armazenar seus próprios grãos ou adquiri-los de vizinhos. Com isso, eles podem utilizá-los na alimentação dos animais ou mantê-los na propriedade para comercialização na entressafra, quando os preços costumam ser melhores”. 

A extensionista do município de Galvão, Elaine Regina Baggio, explica que os silos são utilizados para a secagem e armazenagem dos grãos, principalmente em pequenas propriedades. Eles possuem diferentes capacidades de armazenamento, que variam de 300 a até 2.500 sacos. Elaine aponta que além da redução dos custos com secagem, armazenagem, transporte e frete, os grãos colhidos na propriedade possuem qualidade superior aos recebidos dos silos comerciais, o que é um fator bastante positivo, principalmente para os produtores que se dedicam à pecuária, porque geram mais rendimento e qualidade na alimentação dos animais.

Este é o caso de Anderson Giacomin, de Galvão. Em sua propriedade, ele e a família cultivam soja, milho, trigo e feijão, adotam diversas práticas de agricultura regenerativa, como o uso de plantas de cobertura,  e ainda mantêm um pequeno rebanho de gado de corte. O agricultor relembra que a decisão de investir em um silo secador foi gradual. Eles buscavam melhorar a qualidade do grão cultivado, mas não estavam seguros de que esta fosse uma opção viável para a propriedade. Em uma feira, ele e a família viram uma miniatura do silo secador no estande da Epagri, conversaram com extensionistas, visitaram algumas propriedades que já haviam optado por este tipo de armazenagem e passaram a considerar o investimento. “Fiz o curso ‘Negócio Certo Rural’, no Sebrae e a partir de uma análise criteriosa de custo e benefícios, percebi que o silo se pagaria, então optamos pela construção em 2024”, diz. 

O agricultor relata que a Epagri prestou toda a consultoria para construção do sistema, da formulação do projeto até a execução. “A Epagri também nos indicou produtores que já haviam construído silos e isso foi determinante, porque conversar com outros produtores trouxe mais segurança para fazer esse investimento”, recorda Anderson. Elaine Baggio acredita que diante das dificuldades de armazenagem, quanto maior a divulgação dos silos secadores, maior será a procura por este sistema. Segundo ela, sempre que surge a necessidade ou o interesse dos agricultores, são realizadas capacitações coletivas ou viagens técnicas para tirar dúvidas e difundir conhecimento. 

Anderson construiu dois silos com capacidade para 2.500 sacos e já observa algumas mudanças. Segundo ele, este processo não altera as características do grão, como pode ocorrer, por exemplo, na secagem com ar aquecido. Com isso, a qualidade do grão é superior. Além de reduzir os custos, ele também consegue vender sua colheita em momentos mais favoráveis e agora destina parte do plantio de milho para a produção de farinhas, aumentando sua renda. Essas transformações geraram otimismo, que agora é repassado a outros agricultores em eventos técnicos realizados em sua propriedade. No mês de julho a família Giacomin recebeu 25 produtores rurais interessados em saber um pouco mais sobre o sistema de silos secadores. 

Os participantes da tarde de campo receberam instruções dos extensionistas da Epagri Cezar Roberto Bevilaqua, de Passos Maia, e Paulo César Menoncini, do escritório de São Carlos. O objetivo de atividades como esta é “difundir informação sobre uma tecnologia interessante que pode ser utilizada na propriedade e que vai gerar mais rendimento e qualidade nos grãos”, afirma Jeferson Soccol. No mesmo sentido, Anderson defende que é preciso difundir a ideia para outros produtores. “Com o silo secador na propriedade é possível diminuir os gastos com o frete e a armazenagem. Além disso, o agricultor pode ter acesso ao grão que ele mesmo cultivou, que costuma apresentar mais qualidade e se torna uma excelente ração, porque o processo de secagem é feito apenas com ar natural, o que mantém suas principais características”,  afirma o produtor.

Os agricultores interessados em obter mais informações sobre o funcionamento do silo e o enquadramento do sistema em suas propriedades podem procurar os escritórios municipais da Epagri. “O técnico fará o projeto e o cálculo da capacidade de armazenamento de acordo com a espécie de grão e a necessidade de cada produtor. Por isso, o custo médio depende do dimensionamento da construção. Uma das principais características do silo secador é a facilidade da construção e o produtor pode armazenar milho, feijão, trigo, soja, arroz em casca, entre outros grãos”, explica a extensionista Elaine. 

Por se tratar de uma área estratégica para o desenvolvimento da produção agrícola catarinense, a armazenagem de grãos é uma das áreas contempladas pelo programa Pronampe Agro SC, da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina. Através dele, os agricultores familiares podem obter auxílio financeiro para pagamento dos juros de financiamento contratados no Plano Safra, para investimento em suas propriedades. O pedido de adesão ao programa Pronampe Agro SC deve ser feito nos escritórios municipais da Epagri.  

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Lula diz que não há espaço para negociação e rejeita “humilhação” de ligar…


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Por Lisandra Paraguassu e Brad Haynes

BRASÍLIA (Reuters) – Com as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros subindo para 50% nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro em uma entrevista à Reuters que não vê espaço para negociações diretas com o presidente dos EUA, Donald Trump.

O Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas e não vai desistir das negociações comerciais, disse Lula, mesmo admitindo que não há, no momento, interlocução.

No entanto, Lula não tem pressa e, por enquanto, nem mesmo intenção de ligar para Trump.

“Pode ter certeza de uma coisa: o dia que a minha intuição me disser que o Trump está disposto a conversar, eu não terei dúvida de ligar para ele. Mas hoje a minha intuição diz que ele não quer conversar. E eu não vou me humilhar”, disse.

Apesar das exportações brasileiras enfrentarem uma das maiores tarifas impostas por Trump, as novas barreiras comerciais dos EUA não deverão causar prejuízos tão drásticos à maior economia da América Latina, o que garante ao presidente brasileiro mais fôlego para marcar uma posição mais dura contra o norte-americano do que a maioria dos líderes ocidentais.

“Se os Estados Unidos não querem comprar, nós vamos procurar outro para vender; se a China não quiser comprar, nós vamos procurar outro para vender. Se qualquer país que não quiser comprar, a gente não vai ficar chorando que não quer comprar, nós vamos procurar outros”, disse, lembrando o quanto o comércio internacional do Brasil cresceu nas últimas décadas.

Lula disse não ter problemas pessoais com Trump, acrescentando que eles poderiam se encontrar na Assembleia Geral da ONU, no mês que vem, ou na cúpula climática da ONU em novembro no Brasil. Mas ele lembrou o histórico de Trump de repreender duramente convidados da Casa Branca, como o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy.

“O que Trump fez com Zelenskiy foi uma humilhação. Isso não é normal. O que Trump fez com Ramaphosa foi uma humilhação”, disse Lula. “Um presidente não pode humilhar outro. Eu respeito a todos e exijo respeito.”

Hoje, o comércio do Brasil com os Estados Unidos representa apenas 12% da balança comercial brasileira, contra quase 30% da China.

Lula descreveu as relações entre os EUA e o Brasil como no ponto mais baixo em 200 anos, depois que Trump vinculou a nova tarifa à sua exigência de fim do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por tentativa de golpe para permanecer no poder após a derrota na eleição de 2022.

Mas o Supremo Tribunal Federal (STF), que está julgando o caso contra Bolsonaro, “não se importa com o que Trump diz e nem deveria”, disse Lula, acrescentando que Bolsonaro deveria enfrentar outro julgamento por provocar a intervenção de Trump, chamando o ex-presidente de “traidor da pátria”.

“Essas atitudes antipolíticas, anticivilizatórias, é que colocam problemas numa relação, que antes não existia. Nós já tínhamos perdoado a intromissão dos Estados Unidos no golpe de 1964”, disse. “Mas essa não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras para um país soberano como o Brasil. É inadmissível.”

Ao admitir que as negociações estão difíceis, o presidente disse que o foco de seu governo agora é nas medidas compensatórias para amortecer o impacto econômico das tarifas dos EUA na economia brasileira, mantendo ao mesmo tempo a responsabilidade fiscal.

“Nós vamos fazer aquilo que estiver no alcance da economia brasileira, mantendo a responsabilidade fiscal que nós estamos mantendo no governo. Vamos fazer o que for necessário”, disse.

“Nós temos que criar condições de ajudar essas empresas. Nós temos a obrigação de cuidar da manutenção dos empregos das pessoas que trabalham nessas empresas. Nós temos a obrigação de ajudar essas empresas a procurar novos mercados para os produtos delas. E nós temos a preocupação de convencer os empresários americanos a brigarem com o presidente Trump para que possam flexibilizar”, afirmou, sem dar detalhes das medidas que serão anunciadas ainda esta semana.

Lula deixou claro que o governo vai trabalhar no apoio às empresas brasileiras e, no futuro, pode tomar outras atitudes, para além da representação na Organização Mundial do Comércio (OMC) feita nesta quarta, mas garantiu que não imporá tarifas aos Estados Unidos.

“Não vou fazer porque eu não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Eu quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam e eu não quero brigar com os Estados Unidos. Primeiro, porque a relação é muito civilizada. Segundo, porque eu tenho muita relação com o povo americano. Terceiro, porque eu tenho muita relação com os sindicatos americanos, uma relação histórica, muito antes do Trump fazer política. E eu quero manter essa relação e também não quero causar prejuízo aos trabalhadores americanos. É esse o sinal que eu quero dar.”

O governo estuda medidas de retaliação aos Estados Unidos, mas não através de tarifas. Até agora, o que foi estudado, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters, é a chamada retaliação cruzada. Para compensar os prejuízos da indústria brasileira, o governo federal deixaria de repassar a empresas americanas royalties de produtos farmacêuticos e copyright da indústria cultural.

O presidente, no entanto, não confirmou essas alternativas e disse que é preciso muita cautela e paciência.

“Temos que ter muita cautela. A gente sabe que muitas vezes a pessoa morre afogada… porque começa a dar braçadas de forma precipitada e se cansa logo. Vamos agir como se ela tivesse caído numa piscina e nada de dar braçadas, vamos aprender a boiar para a gente sobreviver e quem sabe sair vivo dessa piscina”, afirmou.

Nas articulações do presidente brasileiro entram, por exemplo, uma negociação com os Brics. Perguntado se há alguma negociação em andamento para uma resposta conjunta do bloco, no dia em a Índia passou a ser tarifada pelos Estados Unidos em mais 25%, além dos já previstos 35%, Lula respondeu: “Ainda não tem, mas vai ter.”

Lembrando que ainda é presidente do bloco até dezembro, Lula afirmou que vai telefonar na quinta-feira para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e nos próximos dias para o presidente da China, Xi Jinping, e em seguida para os demais membros do bloco.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como é que cada um está vendo sua situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão. É importante lembrar que os Brics têm dez países no G20. No G7 tinha quatro Brics convidados”, disse.

Lula afirmou ainda que conversará com a União Europeia, com quem o Mercosul fechou um acordo de livre comércio em dezembro, e com o Canadá, que pretende retomar as negociações com o bloco. Este mês, vai enviar um grupo de empresários com o vice-presidente Alckmin ao México, com que o Brasil conversa para ampliar um acordo bilateral.

“Podem ficar certos que eu vou conversar com todo mundo. Primeiro porque eu gosto de conversar. Se o Trump soubesse o quanto eu gosto de conversar, ele já tinha conversado comigo.”

(Edição de Pedro Fonseca)





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercados de grãos iniciam o dia com leve oscilação


Os mercados internacionais de grãos abriram nesta sexta-feira, 22 de agosto, com pequenas oscilações nos preços de trigo, soja e milho. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo registra leve baixa nos contratos de Chicago, negociado a US$ 505,00 para setembro, diante da entrada de grãos do Hemisfério Norte, melhores perspectivas de produção na Rússia, com mínimo de 85 milhões de toneladas. No Brasil, a aproximação das colheitas nos principais estados produtores pressiona levemente os preços, uma vez que os agricultores resistem a aceitar ofertas mais baixas.

A soja segue em leve alta na CBOT, cotada a US$ 10,35 por bushel para setembro, após fortes ganhos nos dias anteriores. O óleo e o farelo se mantêm estáveis, com o mercado atento à conclusão da colheita americana, à demanda doméstica, às exportações da safra 2025/26 e à falta de compras da China, que limita maiores ganhos. No Brasil, os preços sobem de forma gradual, impulsionados pela demanda chinesa, enquanto analistas monitoram vendas brasileiras e fatores geopolíticos que podem impactar o mercado global.

O milho apresenta ligeira oscilação em Chicago, negociado a US$ 387,75 para setembro, sustentado por estimativas de produtividade recorde nos principais estados produtores dos EUA, conforme levantamento da ProFarmer. Iowa projeta produtividade média de 12.455 kg/ha, acima dos 12.101 kg/ha de 2024, enquanto Minnesota estima 12.733 kg/ha, superando 10.350 kg/ha no ano anterior. No Brasil, os preços começam a subir no segundo semestre com o fim da pressão da colheita da safrinha, refletindo dados da B3 e do Cepea.

No mercado físico nacional e regional, o trigo no Paraná é cotado a R$ 1.419,57, enquanto no Rio Grande do Sul registra R$ 1.283,02. Para a soja, CEPEA Paraná aponta R$ 136,83 e Paranaguá R$ 142,92, e o milho CEPEA indica R$ 64,03, com destaque para negociações também no Paraguai e Argentina. O movimento mostra ajustes diários, variações mensais e influência direta da dinâmica internacional sobre os preços locais.

 





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Soja brasileira rouba espaço dos EUA; preços sobem e mercado ganha ritmo



A semana foi marcada pela recuperação dos preços da soja no Brasil e na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Mesmo com prêmios cedendo, a alta do dólar ajudou a dar ritmo aos negócios no Brasil, principalmente envolvendo vendas antecipadas.

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Segundo a consultoria Safras & Mercado, o mercado disponível apresentou um movimento mais moderado. Os produtores, que já negociaram bem com a recente reação das cotações, adotaram postura mais retraída, especulando e aguardando por condições ainda melhores.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 kg subiu de R$ 131,00 para R$ 135,50
  • Cascavel (PR): passou de R$ 131,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): aumentou de R$ 120,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 136,00 para R$ 141,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com entrega em novembro, os mais negociados, tiveram valorização de 1,44%, cotados na manhã de sexta-feira (22) a US$ 10,57 ½ por bushel. Boa parte dessa alta veio do salto dos preços na quinta-feira (21), quando a posição subiu cerca de 2%, seguindo a disparada de 5% nos preços do óleo de soja.

Em geral, o cenário segue baixista para os contratos em Chicago, apesar da recente valorização. A tradicional crop tour do Profarmer, que divulgará os números finais na sexta-feira à tarde, indica bom potencial produtivo, embora os participantes considerem que os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estejam superestimados.

Demanda da soja americana pela China

As importações de soja do Brasil pela China subiram 13,9% em julho na comparação anual, reflexo de maior oferta pela safra brasileira e dos temores com a guerra comercial com os Estados Unidos. Foram 10,39 milhões de toneladas importadas do Brasil em julho, ante 9,12 milhões no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, a China trouxe 42,26 milhões de toneladas, 3% inferior ao mesmo período de 2024.

Dos Estados Unidos, a China comprou 420,874 mil toneladas em abril, queda de 11,5% na comparação anual. No acumulado do ano, as importações somam 16,57 milhões de toneladas, 31,2% acima do mesmo período do ano passado.

Produtores de soja dos EUA pediram ao presidente Donald Trump que firme um acordo com a China para garantir compras da oleaginosa, diante da ausência de contratos antecipados da nova safra.

A China tem priorizado a soja brasileira, o que pode gerar perdas bilionárias aos agricultores americanos. Em 2023/24, o país comprou 54% da soja exportada pelos EUA, equivalente a US$ 13,2 bilhões. A American Soybean Association alertou que os produtores enfrentam forte pressão financeira, com preços em queda e custos mais altos, e que a falta de acordo até o outono agravará os impactos para o setor.



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Alckmin diz que tarifaço de Trump atinge 3,3% das exportações brasileiras



O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil vai superar a crise comercial aberta pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos e destacou que a dependência brasileira em relação ao mercado norte-americano é menor do que no passado. “Vai passar. Na década de 1980, era 24% a nossa exportação para os EUA. Hoje, é 12%. E o que está afetado é 3,3%”, disse. As informações são da Agência Brasil.

Segundo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, os setores mais impactados são os de manufaturados, como máquinas, equipamentos, calçados e têxtil. Ele ressaltou que, enquanto alimentos como carne e café encontram alternativas em outros mercados, os produtos industrializados têm mais dificuldade de realocação. “Acaba realocando, mas demora um pouco mais”, pontuou.

O vice-presidente reforçou que continuará negociando para reduzir a alíquota de 50% e retirar mais itens da lista de sobretaxados. Ele lembrou que 42% dos produtos brasileiros exportados aos EUA não foram afetados e que outros 16% foram incluídos em taxas semelhantes às aplicadas a outros países, como aço, alumínio e cobre.

Como alternativa, Alckmin citou a ampliação de mercados por meio de acordos internacionais. O governo aposta na assinatura do tratado Mercosul-União Europeia até o fim do ano, além de negociações em andamento com o EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), Singapura e Emirados Árabes Unidos.

No plano interno, o governo anunciou medidas de apoio aos exportadores brasileiros, como linhas de crédito, suspensão de tributos sobre insumos importados e aumento da restituição de tributos federais. Já no âmbito internacional, o Brasil levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC) e não descarta acionar também a Justiça norte-americana. “Você não pode usar política regulatória por razões partidárias, políticas”, afirmou o vice-presidente.



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Confira como estão as safras argentinas



O trigo também apresenta melhora significativa na umidade do solo



O trigo também apresenta melhora significativa na umidade do solo
O trigo também apresenta melhora significativa na umidade do solo – Foto: Seane Lennon

De acordo com dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), um amplo sistema de tempestade avançou sobre o leste da área agrícola da Argentina no início desta semana, trazendo volumes importantes de chuva para os cereais de inverno e para o girassol. No norte do país, a semeadura já supera 70% da área projetada, enquanto no Centro-Norte de Santa Fé, com 23% de avanço, a estimativa de plantio se mantém firme. No total, 15,8% dos 2,6 milhões de hectares projetados já foram semeados, mostrando avanço de 15,3 pontos percentuais em relação ao ano passado e 6,6 pontos acima da média do último quinquênio.

O trigo também apresenta melhora significativa na umidade do solo, em um momento crucial para a refertilização, principalmente nas regiões-chave para a produção. Apesar de alguns excessos de água no centro-leste, a expectativa é que boas condições climáticas normalizem a situação no curto prazo, permitindo a continuação das lavouras e a boa absorção de nutrientes. 

A semeadura da cevada foi concluída em todo o país, incluindo os últimos lotes do sul. Durante o período de plantio, partes do sul, centro e oeste de Buenos Aires tiveram atrasos devido ao excesso de água, que dificultou a entrada das máquinas. Hoje, 98% dos lotes nos principais núcleos cevadeiros do sul apresentam condição de cultivo entre normal e excelente, com 60% das lavouras em perfilhamento. Já no centro de Buenos Aires, 50% das lavouras estão no mesmo estágio.

No milho destinado a grão, a colheita avançou apenas 1,3 ponto percentual na última semana, atingindo 95,9% da área estimada. Esse ritmo representa atraso de 2,8 pontos em relação ao ano passado e 1,1 ponto abaixo da média das últimas cinco safras. Ainda restam plantios tardios e de segunda safra no sul, que demandarão vários dias para retomada geral das colheitas. Assim, a finalização da colheita de milho 2024/25 pode se estender até setembro. A produção projetada permanece em 49 milhões de toneladas.

 





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Uberlândia (MG) recebe feira de queijo, mel, café e cachaça



A Prefeitura de Uberlândia (MG), por meio da Secretaria Municipal de Agronegócio, inaugurou, nesta sexta-feira (22) a Feira do queijo, mel, café e cachaça – Edição 2025. Realizada no piso I do Uberlândia Shopping, a feira é aberta ao público e segue até este domingo (24), das 14h às 20h, com o objetivo de valorizar e fortalecer as agroindústrias rurais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. O evento conta com o apoio da Emater/MG e do próprio shopping, com um espaço para exposição e comercialização de produtos.

“O evento é uma oportunidade de levar os produtos do campo para mais perto da população, destacando a qualidade e a tradição das agroindústrias locais. Além da venda direta, oferecemos cursos e treinamentos que auxiliam os pequenos produtores a aperfeiçoarem seus processos”, afirmou Thiago Silveira, secretário municipal de Agronegócio.

Sete agroindústrias foram selecionadas por meio de chamamento público para participar da feira. São quatro de Queijo Minas Artesanal, uma de Mel, uma de Café e uma de Cachaça. Os produtores são responsáveis pela conservação e transporte de seus produtos, além das negociações comerciais realizadas durante o evento. Todos os itens expostos estão acondicionados em suas embalagens originais, garantindo qualidade e segurança para o consumidor.

Além da comercialização, a feira sedia o 5º Concurso Regional de Queijo Minas Artesanal do Triângulo Mineiro, promovido pelo Governo de Minas Gerais por meio da Emater-MG. Dez competidores participarão da disputa, e cinco serão selecionados para representar a região na etapa estadual, que acontecerá em 4 de setembro, em Itanhandu (MG).



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Passarelas garantem travessia segura de animais e aumentam proteção de motoristas



A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) iniciou a construção de seis passarelas aéreas para garantir a travessia segura de animais nas rodovias GOs-118 e 239, na região da Chapada dos Veadeiros em Goiás.

O projeto tem como foco principal a preservação dos animais, que poderão usar as passarelas para escapar dos riscos das rodovias movimentadas. As estruturas também contribuem para a segurança dos motoristas.

De acordo com a Goinfra, três passarelas já estão construídas e em fase de instalação, enquanto as demais serão construídas em seguida.

Segundo o gerente de Meio Ambiente da Goinfra, Fábio Miguel, as estruturas são soluções completas para minimizar o impacto da rodovia sobre a fauna existente. “Buscamos aprimorar corredores ecológicos naturais, deixando os ambientes mais seguros para primatas, marsupiais e outros animais arboríferos, bem como motoristas e demais usuários”, explica.

Também está em processo final de contratação os serviços de cerca direcionadora de fauna para passagens inferiores. A função da estrutura é conduzir os animais terrestres para atravessarem a rodovia utilizando passagens subterrâneas que já existem ao longo das rodovias GO-239 e da GO-119.

“Estamos colocando em prática soluções que demonstram que infraestrutura, preservação e segurança viária podem e devem caminhar juntas”, ressalta o diretor de Segurança Viária da agência, Flávio Cavalcante.



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Friboi é a marca de picanha favorita dos paulistanos, aponta Datafolha



A Friboi, do grupo JBS, foi eleita pela terceira vez consecutiva a marca de picanha preferida dos paulistanos. O reconhecimento veio na pesquisa Datafolha divulgada na publicação “O Melhor de São Paulo Gastronomia 2025”, da Folha de S.Paulo.

“Estar nas mesas dos paulistanos e ser reconhecido por um público tão exigente é motivo de orgulho. Esse prêmio é um reflexo do nosso compromisso com a qualidade, e da paixão que colocamos em cada corte”, destaca a diretora de Marketing da JBS, Anne Napoli.

A pesquisa Datafolha, ouviu paulistanos de todas as regiões da cidade entre abril e maio de 2025, também revelou as marcas favoritas em 49 categorias de produtos culinários.

Além de premiar as marcas na publicação anual, a Folha de S.Paulo organizou uma premiação para os bares e restaurantes vencedores da edição de 2025 na última segunda-feira (18), na Pinacoteca.

O evento, que teve o patrocínio da JBS, reuniu grandes nomes da gastronomia para celebrar os destaques da cena culinária da capital paulista.



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