domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Lula anuncia apoio ao acordo de neutralidade do Canal do Panamá



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (28), o reconhecimento direto do Brasil ao tratado sobre a neutralidade permanente e a operação do Canal do Panamá.

Lula recebeu o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, para uma visita oficial, e, em seu discurso, fez referência às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em retomar o controle da via interoceânica.

“O Brasil apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o Canal, conquistada após décadas de luta. Há mais de 25 anos, o país administra o corredor marítimo com eficiência e respeito à neutralidade, garantindo trânsito seguro a navios de todas as origens”, disse Lula em declaração à imprensa no Palácio do Planalto.

“Tentativas de restaurar antigas hegemonias colocam em xeque a liberdade e a autodeterminação de nossos povos. Ameaças de ingerência pressionam instituições democráticas e comprometem a construção de um continente integrado, desenvolvido e autônomo. O comércio internacional é utilizado como instrumento de coerção e chantagem”, acrescentou.

Tratado de neutralidade

O tratado de neutralidade do Canal do Panamá é um dos atos bilaterais dos Tratados Torrijos-Carter, assinados pelos Estados Unidos e pelo Panamá, que regem o funcionamento e a neutralidade da via aquática, com o Panamá assumindo a administração total do canal em 1999.

O Brasil, como nação-membro da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece a validade desses tratados, que visam garantir o trânsito seguro e não discriminatório para todas as nações.

As obras do Canal do Panamá foram iniciadas pela França em 1880 e assumidas pelos Estados Unidos em 1904. O empreendimento reduziu o tempo de viagem para se cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico de navio, fundamental para o comércio internacional. O canal é gerenciado e operado pela Autoridade do Canal do Panamá, uma agência do governo do país.

“Não há duvida de que a questão do canal nos afeta muito porque é uma luta de um século, conquistada por negociação e conseguimos alcançar a plena soberania”, disse o presidente panamenho José Raúl Mulino.

Exportações brasileiras

O Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil e a Autoridade do Canal do Panamá firmaram, nesta quinta, memorando de entendimento para otimizar as exportações brasileiras e modernizar a operação dos portos brasileiros.

O documento prevê o intercâmbio de experiências e transferência de informações sobre o funcionamento do Canal do Panamá, estudos sobre o uso de novas rotas e avaliação de rotas marítimas e fluviais mais sustentáveis.

Durante a visita oficial, também foi assinado memorando para cooperação sobre desenvolvimento agrícola e pecuário, em áreas como capacitação técnica, sanidade animal e vegetal, produção sustentável e inovação. Ainda, a Embraer anunciou o acordo para a venda de quatro aeronaves do modelo A-29 Super Tucano para o Serviço Nacional Aeronaval do Panamá.

Segundo o presidente Lula, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também vai atuar junto ao país para ampliar a capacidade panamenha de produção de vacinas e contribuir para o estabelecimento de um polo farmacêutico regional.

Panamá na COP30

O presidente Mulino confirmou sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, em novembro, e contou sobre o impacto das migrações nas florestas da Região de Darién, na divisa de Colômbia e Panamá.

Segundo ele, os caminhos foram devastados e toneladas de lixo foram deixados pelas milhares de pessoas que cruzam a região em direção à América do Norte.

O país também é afetado pelas secas e está construindo um reservatório para abastecer, inclusive, o lago do Canal do Panamá, que torna possível a navegação no local.

“Precisamos de água, de florestas e lutar todos os dias contra a mudança do clima”, disse Mulino.

O presidente Lula destacou que Brasil e Panamá são responsáveis por uma imensa biodiversidade e merecem ser remunerados pelos serviços ambientais. Ele pediu que o país faça a adesão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30, um mecanismo financeiro para recompensar países por preservar suas florestas tropicais.

“Apesar de ser um dos poucos países que absorvem mais gases de efeito estufa do que emitem, o Panamá já lida com os efeitos da elevação do nível do mar em seu território. O deslocamento do povo indígena Guna de seu arquipélago ancestral é um exemplo concreto da injustiça climática”, disse o presidente brasileiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Hub Agro será sede do Agro Inovar RS na Expointer


O Parque de Exposições, em Esteio, será sede do Agro Inovar RS, uma arena de inovação do agronegócio no Estado, organizado pela Prefeitura de Esteio e pela Universidade Feevale. O evento acontecerá no Hub Agro, espaço ao lado da Casa de Esteio no Parque, que irá reunir especialistas, empreendedores e lideranças para debater temas de grande relevância para o setor, dividido em quatro eixos temáticos. São eles a educação e formação profissional, a inovação e startups, o protagonismo feminino no agro e tecnologia, sustentabilidade e soluções práticas.

O prefeito de Esteio Felipe Costella destacou que o projeto reforça a vocação do município como palco de grandes iniciativas. “Vai ser possível mostrar para o mundo o quanto somos capazes de articular parcerias que dão certo e trazer novas ideias e soluções, não só para o mercado agro, mas para toda a indústria e setores que movimentam a economia do Estado e do Brasil”, afirmou.

“A ideia é que o Agro Inovar RS traga inovação, tecnologia e empreendedorismo, com uma série de palestras, eventos e apresentações, consolidando a colaboração entre a Feevale e a Prefeitura de Esteio”, destacou o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa.

Manuela Bruxel, diretora de Inovação da Universidade Feevale, salientou que, neste ano, o Hub Agro tem duas propostas. “Além de contar com o evento Agro Inovar RS, com sua série de eventos, palestras e atividades em parceria com a prefeitura de Esteio, por exemplo, queremos mostrar para os visitantes da feira tudo o que já acontece no espaço, que são as metodologias de pré-incubação e incubação de startups. A ideia é que, junto à programação, possamos criar conexões com os produtores e empresários que visitam a feira, por isso estaremos de portas abertas com uma programação focada à tecnologia, à inovação, às conexões e à sustentabilidade”, explicou.

Sobre o Agro Inovar RS

O Agro Inovar RS busca consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional em inovação para o agronegócio. Em sua essência, o projeto convida empresários, produtores, startups, investidores e instituições a cocriar o futuro do setor, unindo conhecimento e tecnologia para transformar desafios em oportunidades.

O evento ocorrerá durante a Expointer 2025, no Parque de Exposições Assis Brasil, entre o próximo sábado (30) e 7 de setembro. As atividades serão realizadas no Hub Agro, localizado ao lado da Casa de Esteio. O espaço, que tem como objetivo fomentar empresas e profissionais para a criação de soluções para o agronegócio, estará aberto diariamente, das 9h às 18h, oferecendo ao público uma experiência imersiva em inovação, negócios e networking.

Além de proporcionar oportunidades de networking, o Agro Inovar RS deverá potencializar investimentos em inovação tecnológica. Durante os nove dias de feira, os participantes terão acesso a palestras, painéis e debates conduzidos por experts e grandes players do mercado. O propósito é conectar a vanguarda da tecnologia com a tradição e força do setor agropecuário, promovendo um desenvolvimento sustentável tanto para áreas rurais quanto urbanas.

As atrações serão voltadas ao público em geral, em especial, empresários rurais e urbanos, integrantes do poder público, parques, hubs e startups, bem como agricultores e pecuaristas em busca de soluções. Para estruturar os conteúdos, o Agro Inovar RS apresenta quatro grandes eixos temáticos, que norteiam sua programação:

Educação e formação profissional

– Integração entre eventos de inovação

– Formação profissional no agro: o veterinário do futuro

– Ensino e atualização técnica para o setor

Inovação e startups

– Mapeamento de startups e ecossistema de inovação no RS

– Tecnologias e soluções para o setor

– Novas soluções para antigos desafios no mercado pet

– Identificação eletrônica animal: aplicabilidade em diferentes espécies

Protagonismo feminino no agro

– Empreendedorismo feminino no agro e liderança

– Mulheres no agro e inteligência artificial (IA)

– Encontro das primeiras-damas

Tecnologia, sustentabilidade e soluções práticas

– Plano de forragem hidropônica: nutrição de rebanhos por hidroponia

– Integração campo-cidade e soluções para o futuro sustentável

Serviço:

O quê: Agro Inovar RS – Arena de Inovação do Agronegócio

Quando: De sábado (30) a 7 de setembro, das 9h às 18h, na Expointer

Onde: Hub Agro – Parque de Exposições Assis Brasil – Esteio/RS

Realização: Universidade Feevale e Prefeitura de Esteio





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Maçã brasileira ganha premiação inédita para reconhecer lideranças do setor



A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) entrega, neste sábado (30), a inédita Medalha do Mérito ABPM Clube da Maçã Brasileira, criada para reconhecer personalidades e instituições que contribuíram para o desenvolvimento da cadeia produtiva da fruta no país.

Nesta primeira edição, o homenageado é o engenheiro agrônomo e empresário Leandro Bortoluz. Nascido em Caxias do Sul e criado em Vacaria, formou-se pela Universidade Federal de Santa Maria e ampliou seus conhecimentos em países como Chile, Estados Unidos, Nova Zelândia e Itália, trazendo inovações que, na visão da ABPM, modernizaram a produção nacional e abriram portas para o Brasil no cenário global da fruticultura.

Durante a cerimônia, também será concedido a Bortoluz o título de Cidadão Honorário de Vacaria. A distinção reconhece não apenas a trajetória profissional, mas também o impacto social e comunitário do trabalho desenvolvido.

“Mais de 4 mil produtores brasileiros, 35 mil hectares de cultivo, um potencial superior a 1,3 milhão de toneladas e 120 mil empregos diretos e indiretos fazem da pomicultura uma das forças da fruticultura nacional. Essa história se construiu com inovação, resiliência e liderança. É isso que celebramos ao conceder a Medalha do Mérito”, destaca o presidente da ABPM, Francisco Schio.

A cerimônia reunirá lideranças do setor produtivo, autoridades, familiares e comunidade local em um momento de celebração da história da maçã no Brasil.

Serviço

O que: Entrega da Medalha do Mérito ABPM Clube da Maçã Brasileira
Local: Centro de Eventos Jair Soares (Av. Antônio Ribeiro Branco – Parque de Rodeios Nicanor Kramer da Luz, em Vacaria – RS)
Quando: 30 de agosto

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Tarifaço não deve atrapalhar exportações de carne ou cotações da arroba ao longo do ano



O tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil resultou, em um primeiro momento, em oscilações na pecuária brasileira e dúvidas sobre a perda de mercado para a carne nacional.

Contudo, as cotações da arroba já seguem em patamares mais normalizados e não devem mais ser impactadas por esse motivo. A avaliação é da analista de mercado da consultoria Datagro Isabela Ingrácia.

“As exportações [de carne bovina] do Brasil têm se mantido em níveis recordes ao longo desses últimos dois meses, que foram o período em que já temos o tarifaço implementado. Mesmo que no acumulado deste ano os Estados Unidos ainda sejam o segundo maior destino das nossas exportações, o Brasil está diversificando cada vez mais seus destinos”, ressalta.

Segundo ela, apenas 4% de toda a proteína bovina exportada pelo Brasil tem o mercado norte-americano como destino. Enquanto isso, 5% de tudo o que os Estados Unidos consomem parte dos pecuaristas brasileiros.

“A gente vê realmente um movimento de alta nos preços da carne no mercado norte americano. Isso porque eles estão passando por problemas de oferta, uma grande liquidação do rebanho, principalmente de matrizes, e muitas dificuldades na produção, por isso eles estão dependendo cada vez mais do mercado internacional”, conta.

Movimento para reduzir tarifas

Isabela ressalta que o Brasil é o principal fornecedor mundial de carne bovina não apenas em termos de volume, mas também de preços atrativos.

A analista da Datagro ressalta que há movimentos nos Estados Unidos entre os principais importadores de carne brasileira e das grandes redes de fast food para buscar acordos comerciais que diminuam a tarifa para que a proteína bovina nacional possa voltar ao mercado norte-americano.

Preço da arroba

Com a cotação da arroba próximo de R$ 310 em São Paulo e em preços semelhantes nos grandes polos nacionais, Isabela reforça que o fator que ditará a continuidade deste movimento de estabilidade e alta nos próximos meses é a oferta de fêmeas com a chegada da estação de monta em meados de outubro e novembro.

“Também há a expectativa de um volume melhor de chuvas a partir de outubro. Então esse movimento é o que vai ditar realmente essas novas surpresas que a gente pode ter na arroba do boi gordo.”

Já no consumo interno, a analista destaca que o país vive em níveis até acima do observado no cenário de pré-pandemia.

“A competitividade com a carne de frango e a suína também está em um patamar positivo e atrativo para que o consumidor continue consumindo carne bovina, mesmo com os preços no mercado interno conseguido aumentar em ritmo parecido ao da arroba do boi”, conta.

Além disso, na visão de Isabela, os níveis de exportação da carne bovina no país, com cerca de 35% de tudo o que é produzido sendo embarcado, tende a exercer papel cada vez mais importante nos preços do mercado interno.

Cenário de preços para a arroba no 2° semestre

A analista da Datagro destaca que os preços da saca de milho seguem muito atrativos aos pecuaristas. “A gente vê que com a comercialização da safrinha e também com a maior produção no Brasil, ainda temos níveis atrativos na relação de troca desse insumo com o produtor”.

Assim, no segundo semestre, ainda há uma reposição que segue em viés de alta. “Mas a chegada da estação de monte e, consequentemente, uma menor oferta de fêmeas no mercado é o que deve, realmente, ditar os preços do boi gordo no mercado interno”, afirma.



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Aprosoja MT reforça capacitação para enfrentar período de estiagem no estado



O período de estiagem em Mato Grosso é esperado todos os anos e, junto à escassez de chuvas, aumenta o risco de incêndios nas áreas rurais. Diante disso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça a importância de preparar as equipes nas propriedades. Para auxiliar nesse trabalho, a entidade disponibiliza informações por meio da campanha de combate e prevenção de incêndios: Desinformação é Fogo.

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Segundo Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da associação, ter acesso a informações confiáveis é fundamental para que os produtores saibam como agir. “O solo é a vida do produtor. Se ele queima, perde-se um valor que não se recupera facilmente. Por isso, dentro das fazendas, nos preparamos para emergências. Os funcionários ficam em alerta nesse período, e a Aprosoja MT nos ajuda muito com podcasts, redes sociais e o Canal do Produtor. Toda informação é bem-vinda”, afirma Gilson.

Outras medidas contra a estiagem

Além da capacitação, os produtores reforçam medidas preventivas, como manutenção de máquinas, disponibilidade de equipamentos, limpeza de aceiros e preparo para intervenção rápida em caso de incêndio. Paulo Bustamante, do núcleo de Sinop, explica que a ideia é alinhar toda a equipe para agir imediatamente diante de focos de fogo, protegendo principalmente a palha, considerada a maior riqueza do solo. “Quando a equipe está treinada, sabe exatamente o que fazer. A ação rápida faz toda a diferença”, destaca Bustamante.

Rafael Marsaro, delegado coordenador do núcleo de Campo Verde, ressalta que muitos incêndios recentes foram causados por fios de energia que caíram sobre as lavouras. Ele lembra que o combate na zona rural depende dos próprios produtores.

“Só quem passou por um incêndio em uma palhada sabe o quanto é perigoso e difícil de controlar. Com os ventos, o fogo pode se deslocar até 600 metros. As fazendas contam com equipes, caminhões-pipa e o apoio de vizinhos, que se mobilizam rapidamente. A ajuda mútua é essencial”, pontua Marsaro.



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Carne premium com Caracu: a genética e o manejo que geram gado de 23 arrobas


Pecuaristas, a busca por animais adaptados e de alta performance tem levado o setor a resgatar raças que se confundem com a história do Brasil. O caracu, a primeira raça bovina a desembarcar no país, é um exemplo de animal que, após ser dado como extinto, está revivendo um passado glorioso e se mostrando uma excelente opção para a produção de carne premium. Assista ao vídeo abaixo e confira.

O programa Giro do Boi recebeu Renato Francisco Visconti Filho, vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Caracu (ABC Caracu).

Ele explicou como a raça, que chegou a ser a segunda maior do Brasil até a década de 1960, se modernizou e hoje é uma excelente opção para a pecuária moderna.

O caracu e a adaptação ao cocho

Vaca Nelore com bezerro meio-sangue Caracu ao pé. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Vaca Nelore com bezerro meio-sangue Caracu ao pé. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

Apesar de ser um animal rústico, que se adaptou a mais de 500 anos de adversidades no Brasil, o caracu é um animal que se destaca em confinamento, provando sua versatilidade.

  • Fácil adaptação: Por ser taurino, o caracu se adapta facilmente ao cocho, comendo bem e tendo uma conversão alimentar muito boa.
  • Precocidade: A raça tem precocidade sexual e de desenvolvimento, o que a torna ideal para a pecuária moderna, com ciclos mais curtos e eficientes.
  • Carne macia: A carne de caracu é macia e de qualidade, e pode ser consumida por qualquer pessoa, atendendo às exigências dos mercados mais nobres.

O caracu em cruzamento com outras raças (seja taurinas ou zebuínas) pode fechar abates de 21, 22 e até 23 arrobas em animais sobreano, o que mostra o potencial de ganho de peso da raça.

As entidades de pesquisa como o IZ (Instituto de Zootecnia) de Sertãozinho (SP) e a Embrapa Gado de Corte têm rebanhos experimentais há décadas, o que comprova o potencial da raça.

O gene mocho e a modernização da raça

Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

Um dos grandes avanços na raça foi a introdução do gene mocho, que veio do mocho nacional, um gado que apareceu na região de Goiás.

O gene mocho, que atende a uma demanda do mercado para facilitar o manejo em confinamentos, trouxe outros benefícios para a raça:

  • Acabamento de carcaça: A mochação resultou em um animal com maior convexidade e um acabamento mais moderno, que atende à exigência do mercado.
  • Encurtamento do ciclo: A genética do mocho trouxe uma precocidade de desenvolvimento, o que encurta o ciclo de produção e aumenta a rentabilidade.

A ABC Caracu não tem a visão de separar o “chifrudo” do mocho. Há espaço para todos, e o caracu mocho é mais uma opção para os produtores que buscam a eficiência e a modernização.

O potencial da genética e a oportunidade

Reprodutor Caracu em área de curral. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de curral. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

A história do caracu é a história de um animal sobrevivente que se adaptou a todas as adversidades. A associação tem um projeto de genômica para acontecer e busca identificar indivíduos que possam encurtar ainda mais o ciclo de produção.

Renato Visconti Filho ressalta que o caracu ainda tem um rebanho pequeno, o que o torna uma oportunidade para novos criadores. O fato de o Zé Mineiro, um dos fundadores da JBS, com 93 anos, ter se associado à associação para criar a raça, mostra o quanto o caracu é um animal promissor.

A dedicação de Renato e de tantos outros criadores, que investem em melhoramento genético e na comunicação, tem o objetivo de fazer a raça crescer e garantir que ela continue a ser um patrimônio da pecuária nacional.



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Clima favorecerá reta final do milho 2ª safra, diz meteorologista



Com apenas uma pequena parte das lavouras de milho ainda em maturação, o clima favorece a finalização da colheita do milho segunda safra. Essa é a avaliação do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 94,8% das áreas com o cereal no Brasil já foram retiradas de campo.

Apesar da boa perspectiva, o meteorologista chama a atenção para alguns fatores que podem prejudicar o produtor nesta reta final. “O tempo quente e seco favorece essa etapa final. Quanto às operações em campo, o produtor precisa ficar atento, pois já está deixando a palhada para plantar a soja e deve tomar cuidado com focos de incêndio, para que a situação não saia do controle”, reforça.

No relatório divulgado na última segunda-feira (25), a Conab ressalta que a colheita se aproxima do fim em Mato Grosso do Sul e em Goiás. Em Mato Grosso e no Paraná, no entanto, os trabalhos são apenas pontuais. Já em São Paulo, a produtividade varia em função da época de plantio e da influência das geadas que aconteceram no fim de junho.

De acordo com Müller, o atraso na colheita dos milharais no estado de São Paulo também pode ser explicado pelo plantio mais tardio. “Esse atraso, que está na casa dos 30%, foi provocado pelo prolongamento do período chuvoso na época da colheita da soja, o que acabou atrasando um pouco o trabalho dos produtores”, diz.

O que esperar daqui para frente?

Uma frente fria deve avançar no fim de semana, mas não há risco para o milho segunda safra e nem geada. “A atmosfera já começa a responder a um padrão de primavera. A geada é mais preocupante nas fases iniciais ou na floração, mas agora, no período de colheita, o dano é pontual. O produtor pode ficar tranquilo quanto ao frio”, destaca.

Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o frio chegou a atrasar os trabalhos. Entretanto, as temperaturas voltam a subir no fim de semana, com máximas perto de 30°C e mínimas entre 15°C e 18°C, bem diferentes dos 3°C ou 4°C que provocaram geada. Sobre a possibilidade de altos índices de chuva, Müller diz que o produtor não precisa se preocupar. 

“Nesse momento, a maior preocupação é que não chova, já que a palhada molhada e o solo encharcado dificultam a entrada das máquinas. Após a colheita, a expectativa volta a ser por chuva, para garantir o início da safra de verão”, reforça.

Safra de milho dos Estados Unidos

A expectativa também é positiva para o milho norte-americano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), mais de 70% das áreas são avaliadas como boas ou excelentes.

Muitas lavouras estão na fase de enchimento de grãos, com chuvas regulares ajudando no desenvolvimento. Segundo o meteorologista do Canal Rural, a previsão é que, em 20 a 25 dias, o tempo fique mais firme, favorecendo o início da colheita e garantindo bom rendimento.



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Caracu: a história da 1ª raça genuinamente brasileira que agora está sendo resgatada


Pecuaristas, a história da pecuária brasileira se confunde com a história de uma das raças mais antigas do país. O caracu, um taurino originário da Península Ibérica, foi a primeira raça bovina a desembarcar no Brasil, trazida por portugueses e espanhóis em 1534. Naquela época, o animal era tido como de tripla aptidão: carne, leite e tração. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes desta incrível história.

O programa Giro do Boi recebeu Renato Francisco Visconti Filho, vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Caracu (ABC Caracu), para contar a história de resgate dessa raça que se tornou um patrimônio da pecuária nacional.

O resgate de um patrimônio da pecuária nacional

Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti FilhoReprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

A seleção natural ao longo dos séculos fez com que o caracu desenvolvesse características desejáveis para a pecuária nacional, como:

  • Rusticidade e docilidade: O animal se adaptou ao clima e ao solo do Brasil tropical.
  • Precocidade sexual e de desenvolvimento: O que o torna um animal de ciclo curto.
  • Habilidade maternal: Qualidade que o torna uma excelente matriz na cria.
  • Inigualável adaptação: O caracu é adaptado às nossas condições de clima e solo.

A raça chegou a ser a segunda maior do Brasil até a década de 1960. No entanto, por falta de foco e pela expansão de outras raças, ela foi dada como extinta.

Renato Visconti Filho, cirurgião dentista aposentado e produtor rural, é um dos responsáveis pelo seu resgate. Ele, que produzia nelore, angus e brahman, decidiu resgatar a paixão de seu avô na criação de caracu.

O renascimento do caracu e o papel da ABC Caracu

Detalhe de cortes de carne do gado Caracu. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti FilhoDetalhe de cortes de carne do gado Caracu. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Detalhe de cortes de carne do gado Caracu. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

Renato Visconti Filho iniciou a criação de gado puro caracu em 2010. Ele se associou à ABC Caracu e, ao visitar outros criatórios, viu o potencial da raça.

Em 2019, ele foi eleito presidente da associação, com a missão de não deixar a raça “perder terreno” novamente. Hoje, a ABC Caracu é presidida por Isabel Penteado (SP), e Renato atua como vice-presidente.

A ABC Caracu é responsável por manter a associação viva e por impulsionar projetos de resgate e melhoramento genético.

A raça, que um dia foi o maior rebanho do Brasil, está de volta, revivendo um passado glorioso graças ao trabalho de pessoas dedicadas, que acreditam em sua genética e na sua adaptabilidade às condições brasileiras.



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Evento em Florianópolis revela as 10 startups mais promissoras do Brasil



O Startup Summit 2025, promovido pelo Sebrae em Florianópolis (SC), segue até amanhã (29) e já movimenta o ecossistema de inovação brasileiro. Durante a abertura, nesta quarta-feira (27), foram anunciadas as dez empresas finalistas do Prêmio Sebrae Startups, que agora disputam o título de grande vencedora.

As startups foram selecionadas entre as Top 30 que apresentaram seus pitches no primeiro dia do evento. Além do prêmio, cada uma delas conquistou vaga no Web Summit Lisboa 2025, uma das maiores conferências de tecnologia do mundo.

Na quinta-feira (28), as 10 finalistas voltam ao palco para uma nova rodada de apresentações, e ao final serão reveladas as três melhores. A grande campeã será conhecida na sexta-feira (29).

Com mais de 3,3 mil inscrições, o Startup Summit reforça Santa Catarina como polo de inovação e tecnologia no país. A equipe do Porteira Aberta Empreender está na cobertura do evento, acompanhe a matéria.



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AgroNewsPolítica & Agro

Abertura oficial do Pavilhão do Artesanato ocorrerá na próxima segunda-feira na Expointer


A abertura oficial do Pavilhão do Artesanato na Expointer ocorrerá, na próxima segunda-feira, 1º de setembro, às 14h, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O Pavilhão será sede da 42ª Exposição de Artesanato do Rio Grande do Sul (Expoargs), que ocorrerá simultaneamente à Expointer, de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025. Promovida pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), por meio do Programa Gaúcho de Artesanato (PGA), a feira estará aberta para visitação das 8h às 20h.

Ao todo, 189 artesãos de 56 municípios gaúchos irão expor e comercializar seus produtos em 124 estandes na Expoargs. A maior feira de artesanato gaúcho reunirá ampla variedade de técnicas tais como: cutelaria, tecelagem, patchwork, macramê, modelagem em couro, entalhe em madeira, típico regional, tapeçaria e pintura, entre outras.

Uma das atrações do evento será a exposição permanente “Saberes e Fazeres Artesanais”, um showroom que apresentará a diversidade do artesanato gaúcho. O espaço possibilitará ao público contemplar peças representativas da produção artesanal e, posteriormente, visitar os estandes para conhecer os artesãos e adquirir os produtos diretamente.

Participarão da feira artesãos de Alegrete, Alvorada, Ametista do Sul, Arroio do Meio, Arroio do Sal, Bagé, Barra do Ribeiro, Butiá, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Cachoeirinha, Camaquã, Campo Bom, Canoas, Capão da Canoa, Capela de Santana, Eldorado do Sul, Esteio, Fagundes Varela, Flores da Cunha, General Câmara, Gramado, Gravataí, Imbé, Lindolfo Collor, Marau, Morro Reuter, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Paraí, Passo do Sobrado, Passo Fundo, Pelotas, Portão, Porto Alegre, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Vitória do Palmar, Santana da Boa Vista, Santana do Livramento, Santo Antônio da Patrulha, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Sertão Santana, Sobradinho, Tapes, Taquara, Torres, Tramandaí, Venâncio Aires, Veranópolis, Viamão, Vila Flores e Xangri-Lá.

Os expositores foram selecionados por uma Comissão de Avaliação e Triagem, de acordo com os seguintes critérios: aplicação da técnica e qualidade do produto final; estética (equilíbrio e harmonia na criação das peças); produto associado à cultura local (possuir atributos / características culturais ou iconografia do estado); destaque técnico (artesãos apresentam trabalho diferenciado, em termos de criatividade, inovação, qualidade e domínio do processo produtivo, dentro da sua matéria-prima/técnica); ineditismo e diversidade (produtos, técnicas ou matérias-primas com referência cultural, únicas ou pouco frequentes no conjunto de artesãos inscritos para a oportunidade).

Resultados da edição anterior

Em 2024, a 41ª Expoargs registrou a comercialização de 25.999 peças, totalizando R$ 1.770.530,60 em vendas.

PGA

Desenvolvido pela FGTAS, o Programa Gaúcho do Artesanato (PGA) incentiva a profissionalização e fomenta a atividade artesanal com políticas de formação, qualificação e apoio à comercialização. É responsável pela emissão da Carteira de Artesão, que viabiliza a isenção de ICMS para a circulação de produtos, a emissão de notas fiscais e a exportação de produtos como pessoa física, além da participação de exposições e feiras para comercialização dos produtos.





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