domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Gliricídia: a leguminosa que se tornou a salvação do gado na seca do semiárido


Pecuaristas, a busca por alternativas para garantir alimento de qualidade para o gado na seca é crucial para a produtividade da fazenda. Uma planta, a gliricídia, uma leguminosa originária do México e América Central, tem se destacado como uma solução para o semiárido brasileiro, que possui um rebanho de mais de 30 milhões de cabeças. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o doutor em zootecnia e pesquisador da Embrapa, Rafael Dantas dos Santos, destacou o potencial da gliricídia.

Ele explica que a planta, testada em diversas pesquisas da Embrapa, foi uma das poucas que resistiram a um longo período de deficiência hídrica registrado em 2013, no estado de Sergipe, provando sua resiliência e adaptabilidade.

Gliricídia: uma alternativa promissora para o semiárido

Gliricídia. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido
Gliricídia. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido

A gliricídia tem se mostrado uma opção promissora para a alimentação do rebanho leiteiro. As suas características a tornam ideal para as condições desafiadoras do semiárido brasileiro:

  • Resistência à seca: A gliricídia foi uma das poucas plantas que resistiram a um longo período de seca em Sergipe, provando sua resiliência e seu potencial para garantir alimento mesmo em condições extremas.
  • Alto teor de proteína: A planta é rica em proteína, com um teor que pode chegar a 22% de proteína bruta, o que a torna uma excelente fonte de alimento para o gado, especialmente na seca.
  • Alta produção de massa verde: A gliricídia produz uma boa quantidade de massa verde, que pode ser armazenada para o período seco, garantindo segurança alimentar para o rebanho.
  • Cultivo fácil e rápido: O plantio deve ser feito no início das chuvas. Se a área for irrigada, o primeiro corte pode ser feito em 4 meses. Se for em área de sequeiro, é preciso esperar um pouco mais para que as raízes se desenvolvam e a planta se estabeleça.

Produção de alimento e economia

Consórcio de gliricídia com a palma forrageira. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido
Consórcio de gliricídia com a palma forrageira. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido

A gliricídia é uma alternativa de baixo custo que garante um alimento de boa qualidade para o gado. Segundo o pesquisador, 8 kg da silagem de gliricídia têm a mesma quantidade de proteína e o dobro de matéria seca de 1 kg de farelo de soja, e custa menos da metade do preço, gerando uma economia significativa para o produtor.

A produção de alimentos no próprio local, utilizando a mão de obra familiar e reduzindo a dependência de insumos externos, é outra vantagem da gliricídia. O produtor pode cortar a planta sempre que tiver material para ser armazenado. Quanto mais ele corta, mais a planta se desenvolve e produz.

A gliricídia é uma solução que a Embrapa tem apresentado para os produtores do semiárido. A sua resistência à seca, o alto teor de proteína e o baixo custo a tornam uma ferramenta estratégica para a pecuária da região, que busca por mais produtividade e sustentabilidade, com um manejo simples e eficaz.



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Os desafios e oportunidades do Plano Clima para o agro brasileiro


Na última semana, encerrou-se o prazo para contribuições na consulta pública sobre o Plano Clima. A iniciativa pretende alinhar o desenvolvimento econômico do país às metas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O Plano representa um marco nas políticas ambientais brasileiras que, ao mesmo tempo, lança desafios complexos à competitividade da agropecuária nacional — setor fundamental da economia brasileira.

No texto divulgado pelo governo, o Plano Clima contabiliza as emissões de gases de efeito estufa das atividades do agronegócio e do desmatamento, tanto legal quanto ilegal. O resultado? Fica atribuído ao setor agropecuário brasileiro 70% das emissões de Uso da Terra, Mudança no Uso da Terra e Florestas (LULUCF), tornando-o o principal responsável pelas emissões totais.

Naturalmente, essa mudança gerou resistência do setor. Recai sobre sua responsabilidade, também, o cumprimento das metas mais ambiciosas para mitigação nos próximos anos.

Em recente audiência pública no Senado Federal, governo e setor produtivo evidenciaram a complexidade do tema. De um lado, o Executivo busca concatenar ações internas que orientem os setores no cumprimento da nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), assumida pelo país junto ao Acordo de Paris. De outro, porém, o setor agro cobra o reconhecimento dos ganhos já obtidos em eficiência produtiva e na captura de carbono, defendendo maior equilíbrio na metodologia de cálculo do inventário nacional de emissões.

O governo, inclusive, reconheceu que o cálculo é limitado e está trabalhando na revisão da metodologia. Mas, para além do embate nos cálculos do inventário, outro ponto tem chamado a atenção: o receio do setor de que a ampliação da responsabilização prejudique sua imagem no mercado internacional.

Aqui, vale ampliarmos a análise para além das questões climáticas. A recente tensão comercial com os Estados Unidos, que elevaram as tarifas sobre produtos brasileiros, atingiu diretamente cadeias relevantes, como café e carne bovina. Além disso, também passamos por momentos de negociação com a União Europeia. Por lá, o setor enfrenta pressões crescentes relacionadas a critérios ambientais, o que tem tornado fundamental o estabelecimento de métricas climáticas equilibradas e transparentes.

Apesar de a concepção do Plano ter ocorrido antes da escalada nas relações comerciais, agora é importante que o texto leve em consideração o que o país busca também economicamente na ampliação de mercados. Como bem pontuado na audiência pública, as metas e ações também têm um tom político e podem servir para avançar, ou prejudicar, relações comerciais e a imagem do setor.

Além disso, existem preocupações com os mecanismos para atingir a meta de fim do desmatamento legal até 2030. Um dos pontos principais é a criação de instrumentos para remunerar produtores que mantêm áreas preservadas. Estão no radar a regulamentação do mercado de carbono, fundos para recuperação de áreas degradadas, linhas de crédito com juros reduzidos e incentivos financeiros para propriedades com vegetação nativa.

O resultado dependerá de como o governo e o setor irão equilibrar os riscos e as oportunidades. O Plano Clima pode se tornar um vetor de inovação e liderança internacional nas questões ambientais e climáticas ou, caso não encontre equilíbrio, poderá ser fonte de tensões adicionais para um setor vital da economia brasileira. A questão não é simples — mas vale o esforço para resolver.

*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados, com ampla experiência em relações governamentais. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).


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China propõe nova ordem mundial ao lado da Rússia e da Índia



O presidente da China, Xi Jinping, propôs, nesta segunda-feira (1), a criação da Iniciativa de Governança Global (IGG), possível embrião de uma nova ordem mundial. A proposta foi divulgada durante encontro com a presença de 20 líderes de países não ocidentais, incluindo o russo Vladimir Putin e o indiano Narendra Modi.

No discurso oficial da reunião, Xi Jinping destacou que a governança global estaria ameaçada pela “mentalidade da Guerra Fria, o hegemonismo e o protecionismo” que continuariam a “assombrar o mundo” após 80 anos do fim da 2ª Guerra Mundial e da criação das Nações Unidas (ONU).

“O mundo encontra-se num novo período de turbulência e transformação. A governança global chegou a uma nova encruzilhada. A história nos diz que, em tempos difíceis, devemos manter nosso compromisso original com a coexistência pacífica, fortalecer nossa confiança na cooperação vantajosa para todos”, disse o líder chinês.

A proposta de Xi foi divulgada na Organização para Cooperação de Xangai Plus (OCX), fórum fundado em 2001, que reúne 10 países membros, sendo dois observadores e 15 parceiros.
O evento na China ocorre em meio à guerra comercial promovida pelos Estados Unidos (EUA) contra adversários e aliados, incluindo a Índia, taxada em 50% por Trump. Os EUA exigem que a Índia pare de comprar óleo russo, medida que Nova Délhi se recusa a aceitar.

Na reunião desta segunda-feira, o presidente indiano Narendra Modi apareceu, aos sorrisos e de mão dadas, com os homólogos russo e chinês. Esta foi a primeira vez, em sete anos, que o primeiro ministro indiano viajou à vizinha China. Os gigantes asiáticos têm uma relação marcada por tensões regionais, geopolíticas e disputas fronteiriças.

A 24ª cúpula da OCX em Tianjin, cidade costeira do Norte da China, acontece às vésperas das comemorações do “80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial”.

A celebração marca o fim da 2ª guerra mundial para os chineses, que lutavam contra a ocupação japonesa. Segundo a diplomacia em Pequim, são esperados 50 líderes mundiais no desfile militar da próxima quarta-feira (3).

Cinco princípios

No encontro desta segunda-feira, em Tianjin, o presidente da China Xi Jinping propôs uma nova governança global baseada em cinco princípios: igualdade soberana entre estados; respeito ao direito internacional; pratica do multilateralismo; abordagem centrada nas pessoas; adoção de medidas concretas.

“Devemos defender que todos os países, independentemente de tamanho, força e riqueza, sejam participantes, tomadores de decisão e beneficiários iguais na governança global. Devemos promover maior democracia nas relações internacionais e aumentar a representação e a voz dos países em desenvolvimento”, justificou Xi.

O evento em Tianjin e a proposta chinesa tem sido interpretada por analistas como uma resposta à guerra tarifária imposta pelo governo de Donald Trump. Xi Jinping ainda criticou o unilateralismo nas relações internacionais, prática fortalecida pelo governo Trump, que tem adotado medidas e decisões sem consultar adversários ou aliados.

Para o presidente da China, “devemos defender a visão de uma governança global com ampla consulta e contribuição conjunta para benefício compartilhado, fortalecer a solidariedade e a coordenação e nos opor ao unilateralismo”.

Ao lembrar a Organização da Cooperação de Xangai (OCX) promove a cooperação e integração entre os países euroasiáticos, Xi Jinping enfatizou que as nações devem “continuar a derrubar muros, não erguê-los; devemos buscar a integração, não a dissociação. Devemos promover a cooperação de alta qualidade no Cinturão da Rota da Seda e impulsionar uma globalização econômica universalmente benéfica e inclusiva”.

O Cinturão de Rota da Seda é a iniciativa da China para cooperação econômica entre países do mundo, apontado como um dos principais alvos da política dos EUA que tentaria reverter a perda relativa de poder na economia mundial diante o crescimento chinês.

O presidente Xi Jinping ainda anunciou ajuda de US$ 280 milhões para os membros da Organização de Cooperação de Xangai, além de um empréstimo adicional de 10 bilhões de yuans aos bancos membros do OCX. A organização ainda promove iniciativas de cooperação em diversas áreas, como Inteligência Artificial, luta contra narcotráfico, energia verde, entre outras.

Rússia

O presidente da Rússia, Vladmir Putin, destacou que uma dúzia de Estados são candidatos para participar da OCX, o que demonstraria o interesse de parte da comunidade internacional no “diálogo aberto e transparente” da organização. Putin também elogiou a proposta de nova governança global da China.

“A Rússia apoia a iniciativa de Xi Jinping e está interessada em iniciar discussões específicas sobre as propostas apresentadas pela China. Acredito que é a OCS que poderia assumir o papel de liderança nos esforços que visam moldar um sistema de governança global mais justo”, afirmou o líder de Moscou.

Índia

O presidente da Índia, Narendra Modi, agradeceu a China pela organização do evento e destacou, em uma rede social, a “excelente” reunião com Vladimir Putin, pivô das tarifas imposta por Washington contra Nova Délhi.

“Discutimos maneiras de aprofundar a cooperação bilateral em todas as áreas, incluindo comércio, fertilizantes, espaço, segurança e cultura. Trocamos opiniões sobre processos regionais e globais, incluindo a solução pacífica do conflito na Ucrânia. Nossa Parceria Estratégica Privilegiada Especial continua sendo o pilar mais importante da estabilidade regional e global”, escreveu Modi.

Índia e China

A China e a Índia tentam melhorar a relação marcada por tensões fronteiriças e regionais. O encontro bilateral entre Modi e Xi foi apontado pela diplomacia chinesa como a continuação de um processo de melhoria das relações iniciada em Kazan, na Rússia, durante a cúpula do Brics de 2024.

“O relacionamento está de volta a uma trajetória positiva. A paz e a estabilidade nas regiões fronteiriças foram mantidas e os voos diretos estão prestes a ser retomados. Esse progresso beneficia não apenas os povos da Índia e da China, mas também o mundo inteiro. Índia e China são parceiras, não rivais. Nosso consenso supera em muito nossa discordância”, informou, em nota, o Ministério das Relações Exteriores de Pequim.



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AgroNewsPolítica & Agro

Alta do milho puxa preços do trigo e da soja


O início de setembro traz mercados agrícolas internacionais ainda influenciados pelo feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. De acordo com o boletim da TF Agroeconômica, os preços do trigo, milho e soja apresentam ajustes moderados, enquanto investidores avaliam posições e oportunidades de recompra.

No mercado do trigo, o final do trimestre registrou forte movimentação de recompras de posições vendidas por fundos, especialmente com os mercados norte-americanos fechados nesta segunda-feira (1º). Em termos de cotações, o CEPEA PR se manteve em R$ 1.408,30, sem variação diária, mas com recuo de 4,67% no mês; no CEPEA RS, o preço caiu 0,38% no dia, fechando a R$ 1.283,87. Já os preços internacionais seguem variados, com a Argentina e o Paraguai oferecendo volumes competitivos para exportação.

A soja, por sua vez, segue a expectativa por desdobramentos nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Enquanto o CEPEA PR interior marcou R$ 134,25 (-0,17% no dia, +1,03% no mês), o porto de Paranaguá cotou R$ 139,56 (-0,07% dia, +0,97% mês). Paralelamente, a China avalia abastecimento adicional de 10 milhões de toneladas de Argentina e Uruguai, estratégia que pode impactar as compras americanas e brasileiras.

O milho se destaca com maior impulso de alta, puxado pelas recompras de lotes nos fundos e pelo desempenho sólido das exportações dos EUA, superiores a 2 milhões de toneladas semanais. Na B3, o contrato SET25 fechou em R$ 65,49 (+0,37%), enquanto o JUL26 marcou R$ 68,80 (-0,14%). Internamente, os preços CEPEA registraram R$ 64,29 (+0,05% dia, +1,18% mês). Além disso, o setor avança com grandes investimentos, como a parceria entre Amaggi e Inpasa para construção de três mega usinas de etanol de milho no Mato Grosso.

 





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Semana morna para a soja; atenção se volta ao clima no Brasil com frio, calor e chuvas no Brasil no radar



O mercado de soja passou a semana praticamente sem grandes mudanças nos preços, com cotações em Chicago mantendo-se lateralizadas diante de um cenário ainda indefinido. Segundo a plataforma Grão Direto, o acompanhamento do desdobramento da onda de calor que atingiu o meio-oeste dos Estados Unidos gerou alguma expectativa sobre impactos nas lavouras, mas os relatórios recentes não trouxeram fatores suficientes para provocar avanços.

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Soja no Brasil

No Brasil, mesmo com o leve recuo em Chicago e o câmbio pressionado para baixo, os prêmios de exportação ajudaram a manter os preços firmes. O mercado físico operou com ritmo moderado, e o foco dos agentes começa a se voltar para a safra 2025/26, reforçando atenção à temporada futura.

Chicago acompanha clima

Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2025 encerrou a semana cotado a US$ 10,37 por bushel, apresentando leve alta de 0,1%, enquanto o contrato para março de 2026 recuou 0,37%, fechando a US$ 10,86 por bushel. O dólar caiu 0,18%, sendo cotado a R$ 5,42 no final da semana. Pautado em indefinições, o mercado físico apresentou movimentos mistos, refletindo a cautela dos operadores.

Fatores internacionais

O cenário futuro segue sendo moldado por diferentes fatores. No âmbito internacional, donos de navios buscam se adequar às novas regras do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que estabelecem taxas adicionais para embarcações de fabricação, propriedade ou financiamento chinês em portos americanos. A medida ainda não é lei, mas já movimenta o setor, podendo impactar negativamente exportações de grãos e compras da China nos EUA.

Indicadores econômicos influenciam

No campo econômico, dados de emprego de agosto nos Estados Unidos, especialmente o payroll, podem redefinir as apostas sobre os próximos passos do Fed. No Brasil, o PIB do segundo trimestre e a produção industrial devem refletir os efeitos dos juros altos sobre a atividade econômica, influenciando também as expectativas para a Selic.

A agenda local inclui balanço da balança comercial, PIB, produção industrial e atenção especial ao PMI industrial, enquanto o cenário externo positivo tende a sustentar o Ibovespa em alta e o dólar em baixa, favorecendo também a possível queda dos juros na abertura.

Clima no Brasil e a nova safra de soja

Quanto ao clima, a partir de setembro, frentes frias devem gradualmente romper o bloqueio atmosférico, trazendo pancadas de chuva ainda irregulares nas áreas centrais, mas com maior consistência a partir da segunda quinzena do mês. Em outubro, o regime úmido deve se instalar de forma definitiva, favorecendo o plantio da soja.

De forma geral, o cenário aponta para um início de safra dentro da normalidade climática, com chuvas mais cedo que no ciclo 2024/25, embora ainda irregulares em setembro. O maior risco segue sendo a distribuição irregular e a possibilidade de tempestades localizadas.



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Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,85%



A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,86% para 4,85% este ano. É a décima quarta redução seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (1º). A pesquisa é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,33% para 4,31%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,94% e 3,8%, respectivamente.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em julho, pressionada pela conta de energia mais cara, a inflação oficial divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechou em 0,26%, sendo o segundo mês seguido de queda nos preços dos alimentos, o que ajudou a segurar o índice. No acumulado em 12 meses, o IPCA alcançou 5,23%, acima do teto da meta de até 4,5%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e o início da desaceleração da economia fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na última reunião, em julho, após sete altas seguidas na Selic.

Em comunicado, o Copom informou que a política comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em relação aos preços. A autoridade monetária informou que, por enquanto, pretende manter os juros básicos, mas não descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necessário.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nos 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,18% para 2,19% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,87%.

Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,89% e 2%, respectivamente.

Puxada pela agropecuária no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,56 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,62.



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AgroNewsPolítica & Agro

Segunda safra de milho enfrenta desafios logísticos


A colheita da segunda safra de milho no Brasil atingiu 94,8% da área plantada, desempenho acima da média histórica recente, mas ainda atrasado em relação ao ciclo anterior. O atraso compromete o período mais competitivo para exportação, entre julho e setembro, fazendo com que parte do milho chegue ao mercado quando os Estados Unidos já ofertam grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil e pressionando preços.

A produção nacional deve superar 130 milhões de toneladas em 2025, com risco de sobreoferta. No mercado interno, o consumo é robusto, puxado pela indústria de ração animal e pelo etanol de milho, que absorve cerca de 21 milhões de toneladas. Mesmo assim, a pressão sobre os preços deve se manter ao longo do ano, aliviando apenas em períodos de menor disponibilidade, como dezembro e janeiro.

“O milho brasileiro tem uma janela mais competitiva de julho a setembro. Se a colheita e o programa de exportação atrasam, parte desse milho só chega ao mercado quando os Estados Unidos já estão ofertando grandes volumes, reduzindo espaço para o Brasil nas vendas externas e pressionando os preços”, analisa Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Os principais destinos continuam sendo China, União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Irã, Vietnã e Egito, mas a concorrência internacional está mais acirrada. Conflitos geopolíticos e disputas tarifárias exigem do Brasil a busca por novos mercados e a consolidação de parcerias já existentes.

Fatores como câmbio, clima e gargalos logísticos serão determinantes para a competitividade. O real valorizado reduz a vantagem frente a EUA e Argentina, enquanto safras cheias nesses países ampliam a oferta global. A capacidade de armazenagem interna é limitada, e o escoamento depende majoritariamente da malha rodoviária, elevando custos. Estratégias de gestão de risco, como fracionar vendas e travar custos, são essenciais para proteger o produtor e garantir fluidez nos embarques.

 





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Mandioca apresenta oferta restrita e cotações sobem



A oferta de mandioca diminuiu ainda mais na última semana, elevando os preços da matéria-prima na maioria das regiões acompanhadas. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, produtores que efetuaram as podas das lavouras de 1º ciclo agora já não dispõem de raízes para entrega. Já  os demais continuam retraídos por conta da rentabilidade limitada. 

Além disso, o clima seco em algumas áreas também tem afetado o avanço dos trabalhos no campo. 

Entre 25 e 29 de agosto, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 454,37 (R$ 0,7902/grama de amido). O valor representa alta de 0,6% em relação à semana anterior. 

A média nominal de agosto, porém, caiu 6,3% frente ao mês anterior e 11,9% sobre igual período do ano passado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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preços das variedades encerram agosto em direções opostas



Os preços dos feijões carioca e preto encerraram agosto em movimentos opostos de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No caso do carioca, pesquisadores explicam que a dinâmica de preferência por qualidade e a postura firme dos produtores sustentaram os valores. Já para o feijão preto, a ampla oferta continua pressionando as cotações.

Segundo o instituto, um destaque da semana passada foi a publicação, no Diário Oficial da União, da Portaria Interministerial Mapa/MF/MPO/MDA nº 24, de 23 de julho de 2025.

A portaria promove o estabelecimento de parâmetros da subvenção econômica de feijões cores e preto nos estados Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A destinação dos recursos envolve R$ 21,7 milhões por meio dos leilões de Pepro (Premio Equalizador Pago ao Produtor Rural) e PEP (Prêmio para o Escoamento de Produto).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cotações do milho seguem firmes em São Paulo



Embora as negociações envolvendo milho sejam pontuais no spot nacional, os preços do cereal seguem firmes. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Indicador Esalq/BM&FBovespa, atravessou agosto variando de R$ 63 a R$ 64/saca de 60 kg. No campo, a colheita da segunda safra se aproxima da reta final, enquanto a semeadura da primeira temporada já se iniciou no Sul do país.

De acordo com o centro de pesquisas, os vendedores seguem limitando a oferta, com alguns apostando em valorizações, fundamentados na reta final da colheita e no fato de os grãos estarem sendo devidamente armazenados em partes das regiões.

Do lado da demanda, compradores que necessitam de lotes para o curto prazo esbarram na pedida mais elevada dos vendedores, uma vez que os demais consumidores do grão vêm recebendo lotes negociados antecipadamente e usando os estoques.

Estes compradores apostam na queda dos preços ao longo das próximas semanas, uma vez que a produção elevada tende a resultar em estoques altos. Além disso, o ritmo de exportação está enfraquecido nesta temporada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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