domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Imea mantém estimativa de queda de 7,29% na produção de soja em MT



O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve a projeção de produção de soja em Mato Grosso para a safra 2025/26 em 47,18 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 7,29% em relação ao ciclo anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (1º) no relatório de oferta e demanda da instituição.

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Segundo o NOAA, a primeira quinzena de setembro deve registrar ausência de chuvas em grande parte do estado, cenário que pode comprometer a germinação das lavouras e atrasar o início do plantio.

Além do clima adverso, pesam sobre a temporada fatores como custos de produção elevados, preços futuros em baixa e juros altos, que limitam os investimentos.

Oferta e demanda de soja

Entre janeiro e julho de 2025, as exportações de soja de Mato Grosso avançaram 2,49% em comparação ao mesmo período de 2023, quando o estado registrou recorde de embarques. Com esse desempenho, o Imea manteve a previsão de exportações da safra 2024/25 em 30,80 milhões de toneladas.

O esmagamento também segue aquecido, puxado pela demanda por óleo de soja diante do aumento da mistura obrigatória de biodiesel, mantendo a projeção de consumo interno em 12,99 milhões de toneladas. Os estoques finais da safra 2024/25 foram estimados em 1,36 milhão de toneladas.

Para a safra 2025/26, o Imea prevê exportações de 29,83 milhões de toneladas, uma redução de 3,16% frente ao ciclo anterior. O processamento, por outro lado, deve crescer, com expectativa de 13,24 milhões de toneladas destinadas ao esmagamento, impulsionado pelo avanço do biodiesel. Já os estoques finais foram projetados em 0,94 milhão de tonelada, queda de 31,04% na comparação anual.



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Da compra de insumos ao cocho: como a logística garante o lucro do pecuarista


Pecuaristas, o custo com a dieta de confinamento representa a maior parte dos gastos na engorda. Para garantir uma dieta boa e barata, é preciso uma logística de compra de insumos de alta precisão. A JBS, que engorda mais de 200 mil bois por ano em seus boitéis, tem uma equipe dedicada a essa tarefa complexa, que se traduz em mais lucro para o produtor. Assista ao vídeo e confira.

Nesta reportagem, o Giro do Boi entrevistou Rodrigo Guimarães, executivo da mesa de compra de insumos dos boitéis JBS.

Ele explicou como o planejamento de aquisição, a logística e a busca por coprodutos regionais são estratégias que se refletem na construção de margem para o pecuarista cliente da engorda terceirizada.

Logística e planejamento para reduzir custos

Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento no Boitel JBS de Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

A gestão de insumos é um dos pilares da “cozinha do boi”. Rodrigo Guimarães ressalta que, com 70% do custo da engorda vindo da dieta, é fundamental ser assertivo na compra.

A equipe da JBS atua com um planejamento de médio e longo prazo, aproveitando as janelas de oportunidade do mercado para garantir os melhores preços.

  • Antecipação: A equipe antecipa os movimentos do mercado, como a entrada da safrinha, quando o preço do milho é pressionado pela maior disponibilidade, e o pecuarista se beneficia de um preço de insumos mais baixo.
  • Regionalidade: Cada confinamento tem sua particularidade regional. A equipe busca os melhores insumos e coprodutos locais para formular a dieta. Em Guaiçara, no estado de São Paulo, por exemplo, usa-se o farelo de amendoim, subprodutos de cana (silagem e bagaço), DDG e gérmen de milho. No estado de Mato Grosso, a dieta é mais “quente”, com maior disponibilidade de milho.
  • Armazenagem: A empresa tenta armazenar o máximo possível de insumos, para garantir a qualidade e diluir o custo ao longo do ano, evitando a compra em períodos de alta de preços.
  • Volume: O volume de compra (só Guaiçara trabalhou com 60 mil toneladas de insumos no ano passado) permite uma melhor negociação e a redução do custo por tonelada, um benefício que o pequeno e médio produtor não teria individualmente.

Sinergia e competitividade

Confinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do BoiConfinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi
Confinamento de bovinos de corte da JBS em Guaiçara (SP). Foto: Reprodução/Giro do Boi

A compra de insumos não é um trabalho isolado. É uma engrenagem que tem que rodar em sinergia com a equipe de nutrição, as consultorias e os gerentes regionais.

O objetivo é formular uma dieta boa, que entregue a performance esperada, com o custo mais competitivo possível, para que o pecuarista tenha um bom resultado.

A competitividade dos boitéis JBS é um reflexo desse trabalho. Rodrigo Guimarães afirma que a casa cheia é um sinal de que a empresa está competitiva no mercado. O resultado é um jogo em que todos ganham: a JBS, com boi de qualidade, e o pecuarista, com um resultado econômico positivo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Expointer tem público recorde em fim de semana de estreia


Um período de calor atípico no inverno gaúcho contribuiu para que a 48ª Expointer registrasse público recorde no primeiro fim de semana. De acordo com os números oficiais, 258.940 pessoas estiveram no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, entre sábado (30) e domingo (31). O volume é o maior já registrado em dois dias desde o início da série histórica, há dez anos.

No sábado, data de abertura da feira, foram contabilizados 119.539 visitantes, número que superou a marca histórica para o primeiro dia do evento. O movimento intenso se manteve no domingo, consolidando o novo recorde de público.

Além da presença de visitantes, a edição deste ano também alcançou o maior número de animais inscritos em toda a história da feira, somando 6.696 exemplares, entre rústicos e de argola. A ovinocultura aparece como destaque, reunindo 997 ovinos.

Veja também: Agrolink marca presença na Expointer com cobertura especial

O pavilhão das agroindústrias registrou igualmente números inéditos, com 456 empreendimentos reunidos. As vendas no espaço tiveram crescimento expressivo: nos dois primeiros dias, o montante chegou a R$ 3.049.992,75, aumento de 35,43% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram movimentados R$ 2.252.141,87.

Com programação até 7 de setembro, a 48ª Expointer apresenta expositores de máquinas e implementos agrícolas, pecuária de elite, agricultura familiar, artesanato e atrações culturais. A organização projeta que o público total ultrapasse o da edição passada, reforçando a feira como vitrine nacional do agronegócio e espaço de aproximação entre o campo e a cidade.

O portal Agrolink acompanha o evento a partir de um estúdio instalado no espaço do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), com entrevistas, reportagens e análises em tempo real.





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Após taxação dos EUA, produtores destinam 11 toneladas de mel para merenda escolar



A Secretaria de Educação do Piauí anunciou a compra de 11 toneladas de mel para a merenda escolar da rede estadual. A medida beneficiará 178 mil alunos e também os apicultores do estado, que deixaram de vender mel para os Estados Unidos após a taxação de 50% sobre os produtos brasileiros.

Segundo a secretaria, a primeira entrega já foi realizada no município de Uruçuí, no sul piauiense. O investimento de R$ 492 mil garante o fornecimento para dois meses e também traz novidades ao cardápio das crianças. O mel será usado em receitas como bolos, vitaminas e saladas de frutas, substituindo o açúcar refinado.

Rico em nutrientes, o alimento contém glicose, frutose, vitaminas, minerais e antioxidantes que ajudam a fortalecer a imunidade dos estudantes, além de ter propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas.

A iniciativa alia saúde, qualidade e valorização do trabalho de pequenos produtores rurais, transformando o mel em um aliado importante para a merenda escolar.

“A inclusão desse produto no cardápio da merenda escolar fortalece ainda mais a proposta de uma alimentação saudável e balanceada, que já é oferecida na rede estadual. Além do sabor, o mel reforça a energia necessária para que os alunos mantenham o foco e o rendimento durante a rotina em tempo integral”, destaca a nutricionista, Micaela Messeas Lima.

Na escola estadual CETI Maria Pires Lima, em Uruçuí, os estudantes aprovaram o novo ingrediente no cardápio escolar.

“Foi uma surpresa muito boa receber o mel na nossa alimentação. Isso fará a diferença no dia a dia para quem estuda em tempo integral e precisa de mais energia para acompanhar todas as atividades”, afirmou Maria Vitória Costa, 18 anos, estudante da 3ª série do curso de Informática.



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Conab anuncia R$ 300 milhões para compra de arroz


O governo federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), anunciou nesta segunda-feira (1) a destinação de mais R$ 300 milhões para operações de Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz.

O objetivo da ação é sinalizar ao mercado preços mais justos ao produtor. Com esse volume de recursos, será possível garantir contratos para, aproximadamente, 200 mil toneladas da safra 2025/2026. O anúncio foi feito pelo presidente da estatal, Edegar Pretto, durante a 48ª Expointer, que acontece até o próximo domingo (7), em Esteio, no Rio Grande do Sul.

Segundo Pretto, o mecanismo funciona como um seguro de preços ao produtor. Na prática, quem aderir ao COV garante o direito — e não a obrigação — de vender arroz ao governo por um valor previamente fixado, que deve estimular a produção. Assim, caso o mercado ofereça um preço mais vantajoso no momento da venda do produto, o produtor poderá optar por não executar o contrato com a Conab, sem custos adicionais, e aproveitar o melhor preço.

“É a mão amiga do governo federal sinalizando, antes mesmo da semeadura, a opção de venda por um preço que viabiliza economicamente o cultivo de arroz, permitindo que o produtor possa fazer o planejamento da sua lavoura, com a segurança de que terá uma remuneração adequada na comercialização do produto. Caso ele opte por vender ao governo, o arroz irá para os estoques públicos, e contribuirá para o abastecimento alimentar”, afirma Pretto.

Terceira rodada dos contratos

Os detalhes da operação, como os preços a serem pagos aos produtores e as datas de negociação e vencimento dos contratos, serão definidos pelo governo federal e publicados em Portaria Interministerial e editais da Conab.

Esta é a terceira rodada de COV lançada pela Conab em apoio aos produtores de arroz em menos de um ano, com a mobilização de recursos, até agora, na ordem de R$ 1,5 bilhão.

No final de 2024, a estatal já havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção, somando até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Em uma ação preventiva, em que a Conab previa um cenário de oferta abundante, a estatal sinalizou um preço acima de R$ 87 pela saca de 50 quilos de arroz em casca. Naquela ocasião, 91 mil toneladas foram negociadas e parte já está incorporada aos estoques públicos.

Em junho deste ano, a Conab lançou uma segunda rodada de COV, com o objetivo de sinalizar melhores preços aos produtores frente à queda dos preços na comercialização da atual safra, sendo que entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual de mercado caiu mais de 42% e chegou a ser de R$ 65,46 para a saca de 50 quilos.

De acordo com Pretto, nesta segunda rodada, os preços sinalizados pelo governo foram de cerca de R$ 74, e houve grande adesão, tanto que quase 100% dos contratos foram vendidos, o que equivalente a 109,2 mil toneladas.

Segundo ele, o arroz dos estoques públicos pode ser utilizado pela Conab para abastecer a população em situações de crise ou emergência, além de evitar oscilações bruscas e manter preço justo ao consumidor.

Pagamento aos produtores de arroz

pagamento contrato opção de venda de arroz - Expointer
Foto: Catiana de Medeiros/Conab

Durante o evento, a Conab fez o pagamento a agricultores que executaram contratos da primeira rodada de COV, em 2024, e foi assinada a intenção de fornecimento de arroz ao governo por meio da segunda rodada de COV, realizada este ano.

Responsável por cerca de 70% da produção nacional, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do país. De acordo com o 11º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025, divulgado recentemente pela Conab, o estado colheu 8,3 milhões de toneladas, aumento de 15,9% em relação à safra anterior. No Brasil, a produção foi estimada em 12,3 milhões de toneladas, alta de 16,5%.



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Presidente da Aprosoja Brasil reforça a importância da cultura da soja para o MS e para o Brasil



”O estado de Mato Grosso do Sul tem na soja sua principal atividade agrícola, que gera emprego e renda para toda a região. Esse evento valoriza cada vez mais a cultura e mostra a força do estado como grande produtor de soja no Brasil.” A afirmação é do presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, sobre a importância da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26.

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A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). O evento marca o início da safra 2025/26 e também celebra a 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

O encontro é uma iniciativa do Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil e a Aprosoja/MS, e reunirá produtores rurais, especialistas e autoridades para debater os principais temas que impactam o setor, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar de perto máquinas em ação no campo e prestigiar um almoço especial de confraternização.

Para quem não puder comparecer, a cerimônia será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube.

Vale lembrar que as inscrições para a participação presencial são gratuitas e já estão abertas online. Clique aqui e garanta sua vaga!



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Expointer 2025 espera receber mais de 800 mil pessoas



A 48ª Expointer abriu as portas neste final de semana, em Esteio (RS), consolidando-se como uma edição marcada por recordes. Com 140 hectares de área e mais de 2,5 mil expositores, a feira se apresenta como vitrine do agro brasileiro, reunindo genética animal, agricultura familiar, inovação em máquinas e oportunidades de negócios.

Segundo o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, a expectativa é receber mais de 800 mil visitantes até o fim do evento. Entre sábado (30/8) e domingo (31/8), 258.940 pessoas estiveram no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

Nesta edição, a feira reúne quase 7 mil animais de 52 raças, um número inédito. O gado de corte europeu e os cruzamentos voltados para a produção de carne de qualidade estão entre os destaques.

Agricultura familiar em evidência

O Pavilhão da Agricultura Familiar também ampliou sua participação: são 456 expositores, 70 a mais que no ano passado. O espaço se consolidou como parada obrigatória para os visitantes, oferecendo desde alimentos típicos até produtos artesanais.

Máquinas

O setor de máquinas e implementos, que historicamente concentra o maior volume de negócios da feira, aposta em tecnologia para o campo e condições facilitadas de pagamento. Instituições financeiras parceiras trabalham para atender os produtores gaúchos em meio a um cenário de juros altos e perdas acumuladas em cinco safras consecutivas.



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AgroNewsPolítica & Agro

produtores inadimplentes também devem ser incluídos em Medida Provisória, diz Farsul


A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) reafirmou, por meio do presidente Gedeão Pereira, no último sábado (30), sua posição sobre a proposta do Governo Federal para renegociação das dívidas dos produtores rurais durante reunião na Casa da Farsul, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O encontro contou com a presença do presidente da entidade e do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos Júnior, em agenda realizada durante a Expointer.

Segundo Pereira, a entidade “mantém posição favorável à transformação do PL 5.122 em Medida Provisória”, mas discorda dos parâmetros apresentados pelo Executivo, que indicam prazo reduzido, juros mais elevados e alcance limitado. A proposta foi articulada com intermediação do senador Luis Carlos Heinze (PP/RS), que defende a criação de uma linha específica de renegociação.

A Farsul apresentou contrapontos, entre eles a inclusão de dívidas fora do sistema financeiro tradicional, como com cooperativas de grãos, distribuidores de insumos e cerealistas, além das operações com recursos livres e juros médios de 3% ao mês. A entidade também defende que produtores inadimplentes possam ser contemplados. “Produtores em situação de inadimplência, já inscritos em cadastros negativos e que comprovem o não cumprimento do contrato por razões climáticas, possam serem incluídos na negociação”, apontou.

Outro ponto destacado foi a necessidade de garantia de recursos para evitar a repetição do ocorrido na Expointer passada, quando uma linha do BNDES atendeu apenas metade da demanda, levando produtores a recorrer ao crédito livre. Por isso, a Federação solicita que o valor inicialmente anunciado de R$ 10 bilhões seja ampliado para R$ 25 bilhões, sendo R$ 15 bilhões liberados ainda em 2025 e R$ 10 bilhões previstos para 2026.

A proposta em discussão prevê limites de enquadramento de dívida por produtor: até R$ 250 mil para o Pronaf, R$ 1,5 milhão para o Pronamp e R$ 3 milhões para os demais produtores, com taxas de juros compatíveis a cada faixa. A Farsul, no entanto, reivindica que dívidas acima desses valores também possam ser renegociadas em condições alternativas, com prazos semelhantes, mas juros mais altos.

Pereira afirmou que a equipe econômica da entidade está finalizando levantamento que será entregue ao governo nesta segunda-feira (1º), detalhando o impacto da linha proposta e o montante que ficará de fora. A Federação reforçou ainda que, independentemente da Medida Provisória, continuará mobilizada pela aprovação do PL 5.122 no Congresso Nacional, com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “A urgência é evidente, porque estamos às vésperas da safra de verão e os produtores precisam de segurança para seguir no campo”, destacou Pereira. 





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Produtores em campo: plantio de soja é liberado nesta segunda-feira (1º) em regiões de SP e PR



Além de marcar o início de um novo mês, esta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, traz a liberação do plantio de soja em áreas de São Paulo e Paraná. Produtores já podem iniciar a semeadura nas regiões autorizadas pelo calendário do vazio sanitário da ferrugem asiática.

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Plantio de soja em São Paulo

A Região I, liberada para plantio a partir de hoje, engloba cidades como Águas de Santa Bárbara, Alambari, Alumínio, Angatuba, Apiaí, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Arandu, Avaré, Barão de Antonina, Barra do Chapéu, Barra do Turvo, Bernardino de Campos, Boituva, Bom Sucesso de Itararé, Buri, Cabreúva, Cajati, Campina do Monte Alegre, Cananéia, Canitar, Capão Bonito, Capela do Alto, Cerqueira César, Cerquilho, Cesário Lange, Chavantes, Coronel Macedo, Eldorado Paulista, Espírito Santo do Turvo e Fartura.

Outros municípios que também fazem parte da região são: Guapiara, Guareí, Iaras, Ibiúna, Iguape, Ilha Comprida, Ipauçu, Iperó, Iporanga, Itaberá, Itaí, Itanhaém, Itaoca, Itapetininga, Itapeva, Itapirapuã Paulista, Itaporanga, Itararé, Itariri, Itatinga, Itú, Jacupiranga, Juquiá, Laranjal Paulista, Mairinque, Manduri, Miracatu, Mongaguá, Nova Campina, Óleo, Ourinhos, Paranapanema, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Pereiras, Peruíbe, Piedade, Pilar do Sul, Piraju, Porangaba, Porto Feliz, Quadra, Registro, Ribeira, Ribeirão Branco, Ribeirão do Sul, Ribeirão Grande, Riversul, Salto, Salto de Pirapora, Salto Grande, Santa Cruz do Rio Pardo, São Miguel Arcanjo, São Pedro do Turvo, São Roque, Sarapuí, Sarutaiá, Sete Barras, Sorocaba, Taguaí, Tapiraí, Taquarituba, Taquarivaí, Tatuí, Tejupá, Timburi, Torre de Pedra e Votorantim.

Semeadura no Paraná

No Paraná, o plantio começa hoje nas regiões Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste do estado (Região II), onde o vazio sanitário terminou em 31 de agosto. Nesses municípios, que incluem as principais áreas produtoras do estado, a semeadura poderá ser realizada de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2025.

Confira o calendário completo aqui.



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Gliricídia: a leguminosa que se tornou a salvação do gado na seca do semiárido


Pecuaristas, a busca por alternativas para garantir alimento de qualidade para o gado na seca é crucial para a produtividade da fazenda. Uma planta, a gliricídia, uma leguminosa originária do México e América Central, tem se destacado como uma solução para o semiárido brasileiro, que possui um rebanho de mais de 30 milhões de cabeças. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o doutor em zootecnia e pesquisador da Embrapa, Rafael Dantas dos Santos, destacou o potencial da gliricídia.

Ele explica que a planta, testada em diversas pesquisas da Embrapa, foi uma das poucas que resistiram a um longo período de deficiência hídrica registrado em 2013, no estado de Sergipe, provando sua resiliência e adaptabilidade.

Gliricídia: uma alternativa promissora para o semiárido

Gliricídia. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido
Gliricídia. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido

A gliricídia tem se mostrado uma opção promissora para a alimentação do rebanho leiteiro. As suas características a tornam ideal para as condições desafiadoras do semiárido brasileiro:

  • Resistência à seca: A gliricídia foi uma das poucas plantas que resistiram a um longo período de seca em Sergipe, provando sua resiliência e seu potencial para garantir alimento mesmo em condições extremas.
  • Alto teor de proteína: A planta é rica em proteína, com um teor que pode chegar a 22% de proteína bruta, o que a torna uma excelente fonte de alimento para o gado, especialmente na seca.
  • Alta produção de massa verde: A gliricídia produz uma boa quantidade de massa verde, que pode ser armazenada para o período seco, garantindo segurança alimentar para o rebanho.
  • Cultivo fácil e rápido: O plantio deve ser feito no início das chuvas. Se a área for irrigada, o primeiro corte pode ser feito em 4 meses. Se for em área de sequeiro, é preciso esperar um pouco mais para que as raízes se desenvolvam e a planta se estabeleça.

Produção de alimento e economia

Consórcio de gliricídia com a palma forrageira. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido
Consórcio de gliricídia com a palma forrageira. Foto: Divulgação/Embrapa Semiárido

A gliricídia é uma alternativa de baixo custo que garante um alimento de boa qualidade para o gado. Segundo o pesquisador, 8 kg da silagem de gliricídia têm a mesma quantidade de proteína e o dobro de matéria seca de 1 kg de farelo de soja, e custa menos da metade do preço, gerando uma economia significativa para o produtor.

A produção de alimentos no próprio local, utilizando a mão de obra familiar e reduzindo a dependência de insumos externos, é outra vantagem da gliricídia. O produtor pode cortar a planta sempre que tiver material para ser armazenado. Quanto mais ele corta, mais a planta se desenvolve e produz.

A gliricídia é uma solução que a Embrapa tem apresentado para os produtores do semiárido. A sua resistência à seca, o alto teor de proteína e o baixo custo a tornam uma ferramenta estratégica para a pecuária da região, que busca por mais produtividade e sustentabilidade, com um manejo simples e eficaz.



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