domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Nelore e IA: a ultrassonografia que revoluciona a genética da raça


Pecuaristas, a tecnologia está transformando a pecuária, e o futuro da raça nelore pode estar na combinação da inteligência artificial e da ultrassonografia. Um estudo de doutorado de um técnico da ABCZ, defendido na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), revelou um grande potencial para a predição de prenhez em novilhas e a herdabilidade da qualidade da carne. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes dessa novidade.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Feliciano Benedetti de Freitas, técnico da ABCZ há 15 anos e autor da pesquisa, detalhou como a inovação pode entregar soluções práticas e revolucionar a produtividade e a rentabilidade da raça nelore. Ele falou diretamente de Cuiabá, no estado de Mato Grosso.

Inteligência artificial e precocidade sexual em novilhas

Procedimente de ultrassonografia em bovinos. Foto: Divulgação/ABCZ
Procedimente de ultrassonografia em bovinos. Foto: Divulgação/ABCZ

O primeiro artigo da tese de Feliciano Benedetti de Freitas utilizou algoritmos de machine learning (aprendizado de máquina) para prever, com base em dados fenotípicos, quais novilhas têm maior probabilidade de emprenhar mais cedo.

O estudo, que analisou 1.167 fêmeas da Fazenda Porto do Campo (Agropecuária Fogliatelli), provou que é possível agilizar a tomada de decisão do pecuarista e selecionar as fêmeas com maior precocidade sexual e melhor aproveitamento nutricional.

O uso da inteligência artificial permite ao criador formar rebanhos mais produtivos e lucrativos, reduzindo o intervalo entre gerações e otimizando o manejo reprodutivo.

Ultrassonografia e a qualidade da carne nelore

Pecuarista Shiro Nishimura. Foto: Divulgação/Associação Confraria da Carcaça Nelore
Pecuarista Shiro Nishimura. Foto: Divulgação/Associação Confraria da Carcaça Nelore

O segundo artigo da tese, que utilizou dados de mais de 6 mil animais da Fazenda Araponga (Jaciara, no estado de Mato Grosso), investigou a herdabilidade e as correlações genéticas entre o peso corporal e as características de carcaça, avaliadas por ultrassonografia. As variáveis analisadas foram:

  • Área de olho de lombo (AOL): A área muscular do lombo, um indicador de rendimento.
  • Espessura de gordura subcutânea (EGS): A camada de gordura que protege a carcaça.
  • Marmoreio (MAR): A gordura entre as fibras musculares, que confere sabor e maciez.
  • Índice RATIO: O formato das peças musculares.

O estudo mostrou que essas características têm uma herdabilidade de moderada a alta. Isso significa que é possível realizar acasalamentos dirigidos para animais mais precoces, com carcaça de melhor rendimento e carne de qualidade superior.

Os resultados confirmam que a raça nelore, com uma seleção tecnicamente bem conduzida, tem uma enorme capacidade de evolução genética e produtiva.

O potencial para revolucionar a pecuária zebuína

Cortes de carne Nelore com alto marmoreio. Foto: Divulgação/Associação Confraria da Carcaça Nelore
Cortes de carne Nelore com alto marmoreio. Foto: Divulgação/Associação Confraria da Carcaça Nelore

A tese de doutorado de Feliciano Benedetti de Freitas, com seus dois artigos científicos, tem o potencial de revolucionar a pecuária zebuína.

Nos Estados Unidos, características como AOL, EGS e MAR são fundamentais para o pagamento ao produtor e definem os padrões de rendimento e qualidade da carne. Com o uso da ultrassonografia, agora é possível aplicar o mesmo modelo ao nelore no Brasil.

A adoção de tecnologias como machine learning e ultrassonografia aponta caminhos concretos para:

  • Antecipar a entrada de fêmeas na reprodução: Reduzindo o intervalo entre gerações e aumentando a eficiência da cria.
  • Selecionar animais superiores: Com base em dados objetivos e não apenas em fenótipo.
  • Direcionar acasalamentos: Com foco em características desejáveis, como marmoreio e espessura de gordura.

O trabalho de Feliciano, que é técnico da ABCZ há 15 anos, reforça a relevância e a aplicabilidade prática do estudo. É um passo importante para que o nelore continue sua evolução e se consolide como uma raça de alta performance para a produção de carne de qualidade.



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Brasil vive momento favorável para reduzir a dependência externa de fertilizantes, diz Alckmin



O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (2), que o Brasil vive um momento favorável para reduzir a dependência externa de fertilizantes. A declaração foi feita em vídeo exibido durante a abertura do 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em São Paulo.

Segundo o vice-presidente, o governo federal tem atuado para fortalecer a produção nacional. “Por meio do Conselho Nacional de Fertilizantes, o governo do presidente Lula está trabalhando na implementação de um conjunto de projetos estratégicos, públicos e privados, para impulsionar o setor”, afirmou.

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Alckmin destacou ainda o papel do programa Biofert, que oferece crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Clima. “Com o programa Biofert, o BNDES criou uma linha de crédito para apoiar a instalação e conversão de unidades produtivas para a produção de fertilizantes orgânicos e organominerais”, explicou.

Entre os projetos em andamento, o vice-presidente citou o Complexo de Serra do Salitre, que deve responder por 15% da oferta nacional de fosfatados, além da retomada das unidades da Petrobras na Bahia e em Sergipe e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Araucária (PR). “Essas unidades poderão suprir cerca de 20% da demanda nacional de nitrogenados, reduzindo nossa dependência de importações”, afirmou.

Ele também destacou a importância do projeto em Autazes (AM), voltado para a produção de potássio. “O projeto poderá produzir cerca de 20% da nossa demanda por cloreto de potássio”, disse.



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Safra 25/26 inicia com relações de troca desfavoráveis, aponta empresa global



O Brasil inicia a safra 2025/26 em um dos cenários mais desafiadores dos últimos anos no mercado de fertilizantes, com relações de troca bastante desfavoráveis. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, esse movimento é observado em outros países e tende a pressionar as margens dos agricultores e colocar em dificuldades os produtores que não possuem um bom gerenciamento de custos e de risco.

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Segundo o analista de Inteligência de Mercado, Tomás Pernías, a última vez em que se registrou uma relação de troca semelhante foi em 2022, quando a guerra entre Rússia e Ucrânia disparou os preços dos fertilizantes.

No caso do MAP (fosfatado), a oferta global segue apertada, com disputa acirrada entre compradores. “Em momentos críticos, o produtor precisou de ao menos 30 sacas de soja para adquirir uma tonelada de MAP. Isso levou importadores brasileiros a buscar alternativas com fósforo menos concentrado, que às vezes ofereciam melhor custo-benefício”, afirma Pernías.

A ureia também registrou alta volatilidade ao longo de 2025. Restrições de exportação da China reduziram a oferta, enquanto a Índia manteve compras ativas, sustentando os preços internacionais.

O que os produtores podem esperar

Nos últimos dias, surgiram sinais de alívio. A China retomou parcialmente as exportações de fosfatados, e a demanda internacional mostrou resistência a preços mais altos, gerando quedas recentes nas cotações. Ainda assim, como parte das compras brasileiras já foi concluída, os custos elevados deverão ser absorvidos pelos produtores nesta temporada.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja fecha agosto em alta na CBOT


O mercado da soja em Chicago (CBOT) encerrou agosto em forte valorização, influenciado por preocupações com o clima nos Estados Unidos, maior produtor mundial. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,83%, a US$ 1.036,75 por bushel, enquanto o contrato de novembro avançou 0,62%, a US$ 1.054,50.

Os derivados da soja tiveram desempenhos distintos: o farelo para setembro recuou 0,94%, cotado a US$ 283,60 por tonelada curta, enquanto o óleo caiu 0,54%, encerrando a US$ 51,47 por libra-peso. A valorização do grão foi impulsionada pela falta de chuvas no cinturão agrícola americano, que pode comprometer a produtividade, e também por uma demanda externa que compensou a queda nas compras chinesas oficiais.

Apesar da alta diária, a semana registrou queda: o contrato de soja para novembro perdeu 0,38% (-US$ 4,00/bushel), o farelo caiu 1,7% (-US$ 4,9/ton curta) e o óleo recuou 5,9% (-US$ 3,24/libra-peso) nos contratos de outubro. Essa volatilidade reflete ajustes na demanda global e cortes na safra americana, mantendo o mercado atento às oscilações e aos riscos climáticos.

No acumulado do mês, a soja apresentou forte valorização de 6,6% (+US$ 65,25/bushel), o farelo subiu 5,2% (+US$ 13,9/ton curta), enquanto o óleo registrou queda de 4,75% (-US$ 2,60/libra-peso). Esses resultados mostram como fatores climáticos e comerciais impactam de forma distinta os produtos derivados da soja, influenciando diretamente a estratégia de venda e armazenamento de produtores e exportadores brasileiros.

 





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‘Safra de soja será desafiadora, com custos altos e preços baixos’, aponta presidente da Aprosoja SP



O plantio de soja foi liberado nesta segunda-feira (1º) em áreas de São Paulo e do Paraná, conforme o calendário do vazio sanitário contra a ferrugem asiática. Produtores já podem iniciar a semeadura nas regiões autorizadas. Para orientar os agricultores e destacar as expectativas da safra, o Soja Brasil ouviu os presidentes da Aprosoja nos dois estados.

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Aprosoja São Paulo comenta

Em São Paulo, o presidente da Aprosoja, Andrey Rodrigues, reforça a necessidade de cautela neste início de semeadura. ”Gostaria de dizer a todos os produtores que avaliem bem as condições e os prognósticos climáticos antes da semeadura. Estamos diante de uma safra desafiadora, com preços baixos e custos altos”, comenta.

Ele ressalta que o momento exige atenção redobrada. ”A cautela precisa ser muito grande. Fizemos nossa parte em sustentabilidade, manejo de solos e culturas de inverno, mas viemos de safras frustrantes. Não podemos errar novamente. O produtor está numa fase difícil e precisa acertar para colher bons frutos e seguir firme na atividade”, acrescenta.

Soja no Paraná

No Paraná, o presidente Eduardo Cassiano afirma que, apesar do otimismo, há preocupação com custos e preços. ”Olhando o clima até novembro, parece que não teremos um cenário tão favorável neste ano. Diferente das últimas safras, o produtor está animado, mas, ao mesmo tempo preocupado com os preços. Os custos subiram entre 6% e 8%, principalmente pelos insumos”, avalia.

Segundo ele, a perspectiva de preço não é favorável e isso segurou parte dos investimentos.
“Mas o plantio começa e esperamos que a produtividade nos ajude. Já iniciamos a primeira região do Paraná, no dia 10 começa a segunda e, no fim do mês, a terceira. Agora é torcer para que tudo corra bem e tenhamos uma boa safra”, afirma.



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Preços do tomate sofrem forte queda em São Paulo



Levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea da última semana mostram que o preço médio da caixa do tomate salada 3A no atacado de São Paulo apresentou forte queda. O valor médio foi de R$ 57, representando um valor 19,3% mais baixo em relação ao período anterior.

Em Campinas (SP), a baixa foi de 11,3%, para R$ 82/cx, enquanto os atacados do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte (MG) apresentaram relativa estabilidade, a R$ 73/cx e R$ 60/cx, respectivamente. 

Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, a pressão vem da maior produtividade e das temperaturas mais elevadas. Para setembro, com o fim da colheita de tomates tardios, a previsão é que a disponibilidade seja um pouco mais controlada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Colheita de trigo inicia na região Sul, mas negócios seguem lentos



Com moinhos abastecidos, as negociações de trigo em grão seguem limitadas, apontam os levantamentos  do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, vendedores estão focados no desenvolvimento da safra, nos trabalhos de campo e também no início da colheita no Sul do Brasil. Aqueles com necessidade imediata acabam cedendo nos valores pedidos, enquanto moageiras bem estocadas ofertam preços ainda menores. 

Além disso, a proximidade da entrada de maior volume da safra 2025, as boas expectativas de produtividade, a taxa cambial em patamares mais baixos e a ampla oferta mundial reforçam a pressão sobre as cotações internas. 

Em agosto de 2025, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.291,08/tonelada, quedas de 2% frente a julho/25 e de 12,2% em relação a agosto/24, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI).

No Paraná, a média foi de R$ 1.433,50/t, baixa de 2,9% no comparativo mensal e de 9,4% no anual. Em São Paulo, os recuos foram de 4,6% e 12,6%, respectivamente, com média de R$ 1.431,12/t em agosto/25. 

Em Santa Catarina, a cotação média foi de R$ 1.432,41/t, retrações de 0,6% e 7,6%, nesta mesma ordem.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cotações do açúcar encerram agosto em queda



Os preços do açúcar cristal encerraram agosto em queda no mercado spot de São Paulo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Entre 25 e 29 de agosto, a média do Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 118,69/saca de 50 kg. O valor representa baixa de 1,56% em relação à verificada no intervalo anterior. 

Pesquisadores explicam que o recuo das cotações foi atribuído à menor movimentação no mercado. Houve pequena presença de compradores interessados em negociações do cristal para pronta-entrega. 

De fato, a liquidez captada pelo Cepea caiu 47% na última semana em comparação com a anterior. 

Dados da Unica mostram que, na primeira quinzena de agosto, a região Centro-Sul produziu 3,615 milhões de toneladas de açúcar, avanço de 15,96% frente ao mesmo período de 2024. O mix de produção esteve significativamente mais açucareiro, com 55% da cana direcionada ao açúcar.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Governo publica regras para prevenção de incêndio florestal em propriedade rural



O governo federal definiu as regras para implementação de medidas preventivas a incêndios florestais em propriedades rurais. Entre elas, prevê a proibição do uso do fogo em pastagens, áreas agrícolas ou áreas de manejo florestal sem autorização prévia e formal do órgão ambiental.

As regras foram aprovadas pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e publicadas em resolução no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 1º de setembro. A medida ocorre após o recorde de incêndios florestais registrado no ano passado em meio à seca nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do país.

O objetivo das medidas é de reduzir as ações irregulares ou ilegais que possam causar incêndios florestais, reduzir a ocorrência de grandes incêndios florestais, formar e mobilizar ambientes e resilientes ao incêndios florestais e incentivar planejamentos e ações conjuntas entre proprietários rurais para compartilhamento de equipamentos, veículos, aeronaves e brigadistas ao combate de incêndios florestais, segundo a resolução.

A elaboração de aceiros, faixas sem vegetação que funcionam como barreiras para evitar a propagação dos incêndios florestais, bem como de queima controlada para fragmentação do combustível, também estarão sujeitas à orientação técnica e autorização do órgão ambiental.

A resolução determina como medida preventiva o uso de sistemas e dispositivos de monitoramento, comunicação e alerta para acionamento de brigadas locais particulares ou dos Corpos de Bombeiros Militares.

As regras preveem ainda o uso de aeronaves adaptadas para transporte e lançamento de água para combate ao incêndio florestal, a manutenção periódica de máquinas e equipamentos agrícolas e o uso de reservatório natural ou artificial de água e bomba com capacidade para abastecimento de equipamento, veículo ou aeronave de transporte e lançamento de água para combate a incêndio florestal.

Todos imóveis rurais, à exceção de agricultores familiares, deverão elaborar e implementar as medidas da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) ou do Plano Operativo de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais.

De acordo com a resolução, produtores rurais terão o prazo de dois anos para se adequar e cumprir as novas regras. O cumprimento das medidas da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) ,servirá como atenuante para possíveis penas a produtores rurais em decorrência de incêndios florestais. A resolução entra em vigor na próxima segunda-feira.



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Em movimento atípico, etanol valoriza em agosto pelo segundo ano consecutivo



A cotação média do etanol hidratado no mercado paulista subiu em agosto pelo segundo ano consecutivo. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Pesquisadores explicam que o comportamento é atípico para o período, considerado por usinas do Centro-Sul como de pico de colheita e, consequentemente, de queda de preços no spot.

Dados mensais do Cepea, iniciados em 1999, mostram que, em 11 temporadas, o valor do combustível cedeu de julho para agosto. Segundo o Centro de Pesquisas, na atual temporada (2025/26), o suporte aos preços vem da menor oferta. 

As adversidades enfrentadas pela indústria na produção de etanol, devido ao baixo rendimento agrícola, às queimadas dos canaviais do ano passado e ao clima seco nas principais regiões produtoras, têm resultado em menor oferta de cana-de-açúcar. 

No fechamento de agosto de 2025, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado teve média de R$ 2,6716/litro, alta de 4,02% em relação ao mês anterior. Para o anidro (modalidade spot e contratos), a média foi de R$ 2,9713/litro, aumento de 3,08% em igual comparação.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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