sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

News

Agro cresce 10% em um ano e mantém papel central na economia brasileira


O resultado do PIB brasileiro no segundo trimestre de 2025 mostrou dois movimentos distintos: de um lado, uma desaceleração em relação ao início do ano; de outro, a confirmação de que a agropecuária continua sendo um dos pilares da economia nacional.

De abril a junho, a economia cresceu 0,4% em relação ao trimestre anterior, abaixo dos 1,3% registrados no começo do ano. Ainda assim, na comparação anual, o avanço foi de 2,2%, e no acumulado do semestre, 2,5%.

O setor de serviços, que representa 70% do PIB, cresceu 0,6%, impulsionado por tecnologia, transporte e finanças. A indústria avançou 0,5%, com destaque para a extração mineral, que subiu 5,4%.

Já a agropecuária recuou 0,1% no trimestre, reflexo da sazonalidade das safras. Mas isso não significa perda de relevância. Pelo contrário: no recorte de 12 meses, o setor cresceu 10,1%, desempenho que sustentou grande parte do crescimento da economia.

O peso do agro no PIB

Segundo os dados, três setores — agropecuária, indústrias extrativas e serviços — responderam por 60% da alta anual do PIB. Sozinha, a produção rural garantiu boa parte do resultado, mostrando que mesmo em um trimestre mais fraco, o campo é a base da expansão.

O balanço deixa claro: a economia brasileira continua dependente do desempenho do agro. Isso mostra a força do setor, mas também revela a necessidade de ampliar investimentos, tecnologia e planejamento para que o crescimento não fique tão sujeito ao ritmo das safras.

O recado é simples: sem o campo, não há PIB robusto no Brasil.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

News

Calor aumenta, e regiões têm risco de temporal; veja a previsão do tempo para hoje



A frente fria permanece posicionada na altura do Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (3) e segue favorecendo o fluxo de umidade oriundo do norte do país, mantendo a condição para chuva forte em diversas áreas do estado . As áreas de maior atenção seguem concentradas sobre a metade sul, entre o oeste, campanha, região central, sul e costa doce, áreas em que haverá risco para temporais acompanhados por raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

Por conta da chuva dos últimos dias e também pela expectativa de volumes significativos, o risco para transtornos deverá permanecer elevado – tanto para condições de fortes pancadas quanto para eventuais inundações, alagamentos ou deslizamentos. Entre a região metropolitana de Porto Alegre, Vales e Missões, também pode chover forte no decorrer das horas. Durante os intervalos de chuva, as rajadas de vento podem chegar até 90 km/h.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Entre Santa Catarina e o Paraná, vamos observar um maior predomínio de sol e sem condições para a ocorrência de chuva significativa em praticamente todas as regiões. Excepcionalmente, algumas áreas do leste catarinense e litoral paranaense podem contar com alguma chuva fraca isolada no decorrer do dia. Nas demais áreas de ambos os estados, os destaques seguem sendo a condição de tempo firme e o calor – que começa a ganhar força e se espalhar.

Algumas cidades do norte e noroeste paranaense já podem contar com máximas próximas aos 35ºC. Além da chuva e do calor, os ventos continuam ganhando destaque no decorrer das horas, com rajadas persistentes em boa parte da região durante o dia. Entre o litoral do RS e SC, os ventos podem ultrapassar os 50 km/h, mesmo sem a presença da chuva.

No Sudeste, a circulação de ventos úmidos que sopram do oceano deve favorecer a ocorrência de pancadas de chuva irregulares em alguns pontos do Espírito Santo e também entre a zona da mata e a região dos vales de Minas Gerais, sobretudo no período da manhã. No entanto, não há risco de chuva forte ou acumulados expressivos. Ainda nessa metade leste do estado mineiro, o céu deve permanecer mais encoberto e as temperaturas mais amenas durante o dia, incluindo na capital Belo Horizonte.

Entre São Paulo e o Rio de Janeiro, o tempo já segue firme e sem previsão de chuva significativa. O calor ganha força no decorrer das horas, especialmente no interior paulista, onde as máximas já ultrapassam os 30ºC e a umidade relativa do ar segue significativamente baixa. As capitais São Paulo e Rio de Janeiro devem contar com bastante sol durante a quarta-feira. A capital paulista pode registrar baixos índices de umidade relativa do ar durante as horas mais quentes.

Enquanto no Centro-Oeste, boa parte dos estados seguem sob atuação da massa de ar quente e seca que continua atuando sobre o interior do país. Ao longo do dia, é esperado um predomínio maior do sol entre algumas nuvens no céu, bastante calor e alerta de baixa umidade do ar em grande parte da região. Entre as capitais, Campo Grande e Cuiabá seguem com maior destaque, com chance para máximas significativamente elevadas.

Na capital do Mato Grosso, os termômetros podem bater os 40ºC à tarde. Excepcionalmente no extremo norte e noroeste de Mato Grosso, haverá condições para pancadas de chuva com fraca a moderada intensidade – não sendo descartada a ocorrência de chuva forte no decorrer das horas –, devido ao avanço de algumas instabilidades que atuam sobre a região norte do país.

Já no Nordeste, a entrada de umidade vinda do oceano mantém a chuva sobre praticamente toda a costa leste da região – além de algumas áreas da zona da mata nordestina. O litoral da Bahia entra com maior destaque e risco para fortes pancadas de chuva – não sendo descartado também a ocorrência de temporais – ao longo do dia.

Algumas áreas do agreste e sertão baiano podem contar com chuva isolada. Chove também entre Aracaju e Natal, em forma de pancadas de chuva irregulares, que variam entre fraca e moderada intensidade – não sendo descartada a ocorrência de chuva forte isolada. Nas demais regiões interioranas, o tempo segue firme, com calor intenso e baixa umidade do ar à tarde.

E no Norte, a chuva segue ganhando força entre o Acre, Rondônia e o Amazonas, se espalhando também em boa parte do estado de Roraima. Ao longo do dia, podem ocorrer fortes pancadas de chuva, acompanhadas por rajadas de vento. No Amazonas, não estão descartados eventuais temporais. Entre o norte do Pará e o Amapá, pode chover fraco e de maneira isolada no decorrer das horas. No Tocantins, o tempo segue firme e as temperaturas lá no alto, com máximas significativamente elevadas e alerta de baixa umidade do ar à tarde.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sorgo cresce como opção lucrativa na safrinha



Combustível do futuro deve impulsionar o setor



Combustível do futuro deve impulsionar o setor
Combustível do futuro deve impulsionar o setor – Foto: Divulgação

O sorgo vem ganhando destaque como uma cultura de rentabilidade na segunda safra, deixando de ser apenas uma alternativa para se tornar uma escolha estratégica do produtor. Com menor exigência de água e boa adaptação às variações climáticas, o grão mantém produtividade mesmo em plantios tardios, como após fevereiro, quando o milho costuma apresentar quedas de rendimento.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de sorgo alcançou 5,96 milhões de toneladas em 2024/2025, crescimento de 34,8% em relação ao ciclo anterior. O avanço reflete aumento de 9,6% na área plantada, totalizando 1,59 milhão de hectares, e elevação de 23% na produtividade média, que chegou a 3.731 kg/ha, segundo dados da consultoria Céleres.

Além dos benefícios agronômicos, a valorização do sorgo no mercado interno e a crescente demanda por biocombustíveis reforçam seu potencial de lucratividade. A Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024) deve impulsionar o setor, com projeção de consumo adicional de milho e sorgo de 22,1 milhões de toneladas e 2,6 milhões de hectares até 2034, conforme estimativa da Céleres.

Entre as inovações tecnológicas, a semente de sorgo ADV 1151 IG, desenvolvida pela Advanta e comercializada pela ORÍGEO, destaca-se pela tolerância a herbicidas imidazolinonas e pode ser plantada em consórcio com Brachiaria. Esse sistema melhora a fertilidade e proteção do solo, aumenta a oferta de alimento para animais na seca e contribui para a integração lavoura-pecuária, tornando o sorgo uma cultura cada vez mais estratégica e rentável.

 





Source link

News

‘Casa Nostra’ resgata imigração italiana e faz turistas viverem tradições


No distrito de Pindobas, em Venda Nova do Imigrante, região serrana do Espírito Santo (ES), está a ‘Casa Nostra’, um espaço que resgata a trajetória dos imigrantes italianos. Construída nos moldes das antigas casas dos imigrantes, ela fica dentro do Sebrae/ES e transforma lembranças em experiência afetiva e cultural.

Logo na entrada, o visitante é recebido por um guia que apresenta os ambientes da casa e os objetos históricos. Um vídeo também é apresentado, para que o turista entenda o caminho da imigração italiana no Estado.

Cada detalhe do espaço transporta o público para o passado, criando uma conexão entre história e emoção.

“A ideia da Casa Nostra foi juntar a linguagem do contemporâneo com a memória e história dos imigrantes italianos”, diz Ronaldo Barbosa, curador do espaço. 

No entanto, é na sala principal que a magia começa de fato. O visitante encontra o ‘Nono e a Nona’, personagens interpretados por moradores da região. Eles discutem em voz alta, brincam, implicam um com o outro e, de repente, tudo termina em música e dança.

Quem participa acaba envolvido por esse jeito expansivo, tão característico das famílias italianas, que fazem questão de incluir todos. “O dia mais feliz da minha vida é quando eu venho para cá”, conta Maria das Graças Pimenta, uma das integrantes do elenco ‘Casa Nostra’.

Uma senhora com lenço na cabeça. Uma senhora com lenço na cabeça.
Maria das Graças Pimenta, uma das integrantes do elenco Casa Nostra.
Foto: Fabiana Bertinelli
  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Uma vivência cheia de sabor

A visita passa pelo quarto, um espaço que, para os italianos, sempre foi muito reservado -, poucas pessoas tinham permissão para entrar. E antes de seguir para a cozinha, os visitantes recebem um lenço para colocar na cabeça, em respeito à tradição da colônia.

“Eu vivi com meus avôs e era desse jeito aqui: casa cheia, família grande e muita alegria” relata Adriana Zandonade, integrante do elenco.

Mulher com a polenta nas mãosMulher com a polenta nas mãos
Adriana Zandonade, integrante do elenco Casa Nostra.
Foto: Fabiana Bertinelli

E como manda a tradição, nada de ficar parado, então, o visitante são convidado a amassar o pão, mexer a polenta, modelar biscoitos e a ajudar a preparar o café, tornando a experiência ainda mais envolvente e afetiva.

“A intenção é que o turista sinta a alegria e a garra dos imigrantes”, conta Renata Agostini Vescovi, analista do Sebrae/ES.

Para participar desta experiência imersiva, os ingressos devem ser adquiridos com antecedência no Sebrae/ES ou acesse aqui.

E vem novidade por aí, em breve, o local ganhará mais um atrativo cultural: o Museu do Imigrante. “É um museu que será criado, editado e curado pelos jovens. Vamos fazer um trabalho com todas as escolas públicas, e será uma espécie de ‘cartografia do afeto’, onde as crianças vão trazer as memórias das suas casa”, relata o curador Barbosa. 



Source link

News

Cenário internacional tem fortalecimento do dólar e bolsas sob pressão


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que impactos globais, como alta dos Treasuries, fortaleceram o dólar e pressionaram bolsas em NY.

No Brasil, Ibovespa caiu 0,67% a 140 mil pontos, dólar subiu a R$ 5,47 e juros futuros avançaram. PIB do 2º tri veio acima do consenso, mas mostrou desaceleração. Hoje, destaque para a produção industrial, IBC-Br e agenda internacional de serviços e indústria.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

News

Em meio ao “tarifaço”, Datagro reúne cadeia da carne no 5º Fórum Pecuária Brasil em São Paulo 



Em um cenário marcado pelo aumento nas tarifas imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre diversos produtos brasileiros, entre eles a carne bovina, a Datagro promove, dia 17 de setembro, no Word Trade Center (WTC), em São Paulo, a 5ª edição do Fórum Pecuária Brasil.

O encontro ocorre em um momento decisivo para o setor, reunindo líderes, técnicos, produtores, investidores e representantes da indústria frigorífica para debater os rumos da atividade no país e no mercado internacional.

A programação contará com seis painéis temáticos, abordando desde as perspectivas do setor para os próximos anos, desafios da indústria no mercado interno, oportunidades externas, até a retomada da liquidez do contrato futuro de boi gordo na B3.

Entre os confirmados, além de Plinio Nastari, presidente da Datagro, estão nomes como Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC); Mauricio Velloso, presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon); Sérgio Bortolozzo, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), além de executivos das principais empresas do setor, como Marfrig, Friboi, Minerva Foods, entre outros.

“O Fórum Pecuária Brasil é um espaço que une todos os elos da cadeia para discutir os desafios e oportunidades que temos pela frente. Nosso objetivo é oferecer informação de qualidade, baseada em dados, e criar um ambiente de diálogo estratégico para que o setor avance de forma sustentável e competitivo”, afirma João Otávio Figueiredo, head de pecuária da Datagro.

Outro destaque da edição é a apresentação dos resultados da mais recente edição do Indicador do Boi na Estrada, projeto que percorreu propriedades em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins, Goiás, Pará e Bahia.

A iniciativa, realizada em parceria com a Nova Futura Investimentos e a Nutron| Cargill, traz um retrato direto da realidade do segmento no país.

“Mais do que uma rodada pelo campo, o Indicador do Boi na Estrada se consolidou como um evento que busca fomentar o contrato futuro do boi gordo e levar informação de qualidade para a ponta. O mais interessante é que o evento une todos os elos da cadeia de maneira harmoniosa”, ressalta Figueiredo.

Indicador do Boi Datagro

Lançado em 2019, o Indicador do Boi Datagro, índice oficial da B3 desde fevereiro deste ano, já monitora mais de 75% do abate nacional, com dados fornecidos por milhares de produtores de mais de 1,3 mil municípios e mais de 120 unidades frigoríficas. Atualmente, a plataforma reúne mais de 11 mil usuários cadastrados, consolidando-se como a principal referência de dados do setor.

Além de estimular a liquidez do setor, o contrato futuro de boi gordo funciona como um instrumento essencial de gestão de risco diante da volatilidade de preços.

“Essa ferramenta garante previsibilidade para pecuaristas, confinadores e frigoríficos, ao possibilitar a fixação antecipada de valores e a diminuição da vulnerabilidade frente às oscilações do mercado físico”, ressalta Figueiredo.

Na edição de 2024, o Fórum Pecuária Brasil reuniu mais de 550 participantes, incluindo os principais frigoríficos do país, em mais de oito horas de conteúdo especializado e networking.

Serviço

5º Fórum Pecuária Brasil
Data:
17 de setembro
Horário: 8h
Local: World Trade Center São Paulo
Endereço: Av. das Nações Unidas, 12551 – Cidade Monções, São Paulo – SP, 04578-903
Para mais informações, acesse o site do Fórum



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Drones agrícolas reduzem desperdício e aumentam produtividade no campo



A agricultura brasileira enfrenta desafios que vão da elevação do custo de insumos


Foto: Pixabay

A agricultura brasileira enfrenta, a cada safra, desafios que vão da elevação do custo de insumos à necessidade de produzir mais em menos tempo. Em regiões de difícil acesso, como encostas íngremes ou áreas alagadas, a pulverização manual ou com máquinas pesadas pode ser ineficiente e até arriscada. É nesse cenário que os drones agrícolas têm ganhado relevância, trazendo mais segurança, precisão e economia para o dia a dia no campo.

A Fotus Agro tem apostado nesse movimento com equipamentos de pulverização aérea que se destacam pela capacidade de operar em diferentes tipos de terreno. Com sensores que identificam obstáculos de até um centímetro a 40 metros de distância, os drones utilizados pela Fotus, que são o EA-60X da marca EAvision, conseguem acompanhar o relevo e manter a estabilidade, mesmo em áreas acidentadas ou estreitas, onde tratores e aviões agrícolas não chegam.

Na prática, isso significa que culturas como café em encostas de Minas Gerais ou arroz em áreas alagadas no Rio Grande do Sul podem receber a Aplicação de defensivos sem perdas significativas. O agricultor evita o desperdício de insumos, que chegam a representar até 30% do custo de produção em algumas culturas, e ainda garante que a pulverização seja feita de forma uniforme.

Outro ponto de destaque é a segurança. Em muitas propriedades, trabalhadores ainda são expostos diretamente a produtos químicos durante a aplicação. Com o uso do drone, esse contato é reduzido drasticamente. 

Além da pulverização líquida, os drones também permitem a dispersão de sólidos, como sementes e fertilizantes granulados. Esse recurso pode ser decisivo em momentos de replantio após perdas causadas por geadas ou chuvas fortes. Devido à antena RTK inclusa em seu sistema, a margem de erro inferior a dez centímetros assegura que a distribuição seja precisa, evitando sobreposição e falhas no plantio.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tarifas dos EUA reduzem investimentos da indústria gaúcha


As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reduziram a intenção de investir da indústria gaúcha. De acordo com a Pesquisa Sondagem Industrial, divulgada nesta terça-feira (2) pela Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, o índice que mede a disposição dos industriais em investir nos próximos seis meses recuou de 59 pontos, em julho, para 54,6 em agosto.

As projeções dos empresários para a demanda e as exportações também caíram no mesmo período. O índice de demanda passou de 53,6 para 49,4 pontos, enquanto o de exportações caiu de 50,1 para 44,4 pontos, o menor patamar desde junho de 2020. A expectativa de menor atividade levou as empresas a projetarem redução no número de empregados e na compra de insumos. O índice de empregados recuou de 51 para 47 pontos e o de aquisição de matérias-primas, de 51,9 para 48,9 pontos.

Segundo o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a ausência de perspectivas para uma solução diplomática amplia a cautela do setor. “Enquanto não tivermos uma solução concreta para o problema, o cenário é de atenção entre os industriais gaúchos. O impacto da alta das tarifas não impacta só as empresas atingidas neste momento, mas causa incerteza para negócios no futuro”, afirmou. O Rio Grande do Sul é um dos estados mais prejudicados pela taxação americana, com 85,7% dos embarques da indústria de transformação destinados aos Estados Unidos atingidos pela medida.

Apesar da queda nas expectativas futuras em agosto, a produção industrial gaúcha alcançou 51,1 pontos em julho, resultado dentro da normalidade para o período em comparação a junho. Os índices da pesquisa variam de zero a 100 pontos, sendo valores acima de 50 indicativos de crescimento. O emprego, no entanto, recuou para 48,8 pontos, a segunda queda consecutiva.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu em 70% em julho, estável em relação a junho, mas considerada abaixo do usual, com índice de 45,2 pontos. Ainda assim, ficou mais próxima do nível considerado adequado (50 pontos) do que no mês anterior, quando havia registrado 43 pontos.

Os estoques de produtos finais cresceram em julho frente a junho, mantendo-se acima do planejado, mas mais próximos do desejado pelas empresas. Tanto o índice de evolução mensal quanto o de estoques em relação ao planejado marcaram 51,1 pontos, completando quatro meses consecutivos acima de 50.

A pesquisa ouviu 164 empresas entre os dias 1º e 12 de agosto, sendo 37 pequenas, 56 médias e 71 grandes.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de acácia-negra cresce com demanda por energia


De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28), o mercado da acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul permanece voltado principalmente à produção de energia. Cerca de 90% da madeira é destinada ao consumo doméstico, ao aquecimento industrial, além de usos em lareiras, olarias, restaurantes, padarias, pizzarias e para a produção de carvão. Uma parcela menor é utilizada como escora na construção civil. Com as temperaturas baixas no período, o corte e a comercialização foram intensificados. Em alguns municípios, houve incentivo ao plantio por parte de indústrias do setor, que forneceram mudas. A cultura mantém condições fitossanitárias adequadas, e os preços da lenha e da casca apresentaram leve elevação.

Na mesma região, a demanda por eucalipto segue estável, com utilização em lenha, toras, postes e carvão. Apesar disso, a implantação de novas áreas e o manejo da brotação permanecem abaixo do esperado, o que pode resultar em escassez nos próximos anos. As condições fitossanitárias são consideradas boas. Os preços variaram entre R$ 120 e R$ 200 por estéreo de lenha empilhada, R$ 170 a R$ 350 para lenha entregue ao consumidor e entre R$ 250 e R$ 350 para lenha picada. Em Lajeado, a redução nas vendas de carvão desacelerou a movimentação de madeira. Produtores têm enfrentado dificuldades com mão de obra e altos custos de exploração, o que tem levado à substituição gradual das florestas por cultivos anuais e pecuária. A produtividade média é de 300 st/ha no primeiro corte, entre seis e sete anos, e cerca de 220 st/ha no segundo corte com rebrota. Os estoques de lenha e carvão vegetal permanecem normalizados, garantindo o abastecimento do mercado nos próximos meses.

Na região de Passo Fundo, os bosques remanescentes estão sendo colhidos, e áreas florestais são convertidas em lavouras anuais. Os preços médios registrados foram de R$ 300 por metro cúbico de madeira para serraria em floresta em pé e de R$ 120 por metro cúbico estéreo para lenha entregue à indústria.

Em relação ao pínus, na região administrativa de Caxias do Sul, os preços e a procura por toras se estabilizaram após quedas nos primeiros meses do ano. O mercado segue com pouca movimentação para toras acima de 30 centímetros e estável para toras de 18 a 30 centímetros. As práticas de desrama e desbaste foram retomadas em áreas de menor diâmetro, mas muitas lavouras ainda são destinadas ao corte raso sem replantio, sendo gradualmente substituídas por outros cultivos. O setor alerta para risco de déficit de madeira nos próximos anos. A cultura apresentou boas condições fitossanitárias.

Em Passo Fundo, a coleta de resina de pínus ocorre de forma lenta e restrita a florestas já exploradas, sem disponibilidade de novas áreas para início da atividade.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

agronegócio é responsável por cerca de 40% do PIB estadual


O agronegócio segue como principal motor da economia do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O dado integra a revista Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2025, lançada nesta terça-feira (2/9), no estande do Governo do Estado, no Pavilhão Internacional da 48ª Expointer. A publicação, elaborada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), reúne informações atualizadas sobre a diversidade produtiva, os gargalos e as perspectivas do setor.

Com 43 páginas e disponível em português e em inglês, o material apresenta dados coletados entre 2024 e 2025 sobre 65 culturas agrícolas – entre grãos, frutas e hortaliças –, além das principais cadeias pecuárias, como bovinos de corte e leite, suínos, aves, ovinos, caprinos, bubalinos, equinos, apicultura e piscicultura. A Radiografia também fornece análises sobre irrigação, armazenagem de grãos, importações e exportações.

De acordo com o titular da Seapi, Edivilson Brum, a diversidade produtiva gaúcha garante segurança alimentar, movimenta a economia e fortalece o setor agroindustrial, além de atrair o interesse de outros países. “Essa vitalidade assegura não apenas a produção primária, mas também o potencial de transformação em produtos de maior valor agregado”, destacou, acrescentando que a publicação oferece maior previsibilidade ao produtor.

O chefe da Divisão Agropecuária do Departamento de Governança e Sistemas Produtivos da Seapi, Paulo Lipp João, lembrou que a revista existe desde 2019 e reúne as principais culturas produzidas no Estado. “É um panorama completo da nossa realidade produtiva, agora também disponível em inglês”, frisou.

Na abertura do evento, o diretor do Departamento de Governança dos Sistemas Produtivos, Paulo Roberto da Silva, ressaltou o trabalho coletivo envolvido na produção da publicação.

Produção e destaque nacional

Mesmo com os impactos climáticos, o RS manteve protagonismo na produção nacional de grãos, carnes e lácteos. O Estado segue líder em culturas como arroz, soja e milho, com expectativa de recuperação após perdas recentes. Também figura entre os maiores produtores de carne bovina, suína e de frango, além de leite, consolidando-se como um dos principais fornecedores de proteínas do país.

O estudo, no entanto, aponta entraves que limitam a competitividade do setor, como a dependência das condições climáticas, os gargalos logísticos e a necessidade de linhas de crédito mais acessíveis e estáveis para os produtores.

Perspectivas para 2025

A Radiografia projeta retomada do crescimento neste ano, impulsionada por investimentos em inovação tecnológica, pesquisa e diversificação de mercados. A abertura de novas frentes de produção e a valorização de cadeias como a olivicultura e a fruticultura são apontadas como caminhos para ampliar a base econômica e agregar valor às exportações.

Além da relevância econômica, a publicação enfatiza o papel social e estratégico da agropecuária para o desenvolvimento sustentável do Estado, reforçando a importância de políticas públicas e parcerias que garantam competitividade e resiliência ao setor.





Source link