sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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Brasil no topo: a ASBIA e a genética que nos fará o maior produtor de carne


Pecuaristas, o mercado de genética bovina no Brasil está em ascensão. Com um crescimento expressivo na comercialização de sêmen, o país se aproxima cada vez mais da meta de se tornar o maior produtor mundial de carne bovina. Assista ao vídeo abaixo e confira essa história.

Para liderar essa jornada, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) tem uma nova diretoria e um plano de continuidade que promete fortalecer ainda mais o setor.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Luis Adriano Teixeira, novo presidente da ASBIA, falou sobre os resultados do INDEX-ASBIA e as metas para os próximos três anos de sua gestão.

Números recordes e a democratização da genética

Tanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia OrientalTanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia Oriental
Tanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia Oriental

O mercado de genética bovina no Brasil teve um aumento expressivo no primeiro semestre de 2025. O relatório INDEX ASBIA revelou um crescimento de 14,37% na entrada de doses de sêmen no mercado, em relação ao ano anterior.

Ao todo, foram comercializadas quase 11 milhões de doses, com a pecuária de corte crescendo 5,5% e a de leite, 7,9%.

Luis Adriano Teixeira destaca que o Brasil tem o potencial de se tornar o maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos.

A ASBIA, que está à frente da entidade no triênio 2025-2028, tem como meta a democratização do melhoramento genético, garantindo que as tecnologias de inseminação cheguem a todos os pecuaristas, independentemente do porte de sua fazenda.

O aperfeiçoamento do INDEX ASBIA e a chegada do INDEX Embriões

Botijão com semen bovino para os protocolos de IATF na fazenda. Foto: ReproduçãoBotijão com semen bovino para os protocolos de IATF na fazenda. Foto: Reprodução
Botijão com semen bovino para os protocolos de IATF na fazenda. Foto: Reprodução

Uma das missões da nova gestão é o aperfeiçoamento do INDEX ASBIA, um dos relatórios mais avançados e completos do mundo, que oferece dados cruciais para o planejamento estratégico do setor.

Além disso, a ASBIA, em parceria com a Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões (SBTE), lança uma novidade: o INDEX Embriões. O relatório, que chega ao mercado como uma ferramenta de excelência, fará um “raio-x” completo da produção nacional de embriões bovinos, segmentados por raça e estado.

O objetivo do INDEX Embriões é proporcionar aos associados oportunidades concretas de crescimento, reconhecimento e inovação.

A ASBIA está de olho no mercado e seguirá atuando para que seus associados se posicionem cada vez melhor nesse cenário de crescimento e de busca pela liderança mundial na produção de proteína animal.



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Jantar em São Paulo homenageará duas lideranças da pecuária nacional



A consultoria agrícola Datagro promove no dia 18 de setembro, no Palácio Tangará, em São Paulo, a primeira edição do Beef Dinner, uma noite de gala que reunirá as principais lideranças da pecuária brasileira.

A inspiração para o evento vem do tradicional Sugar Dinner de Nova York, evento que a empresa organiza na cidade norte-americana com os principais atores da cadeia do açúcar e etanol.

O jantar integra a programação oficial da Beef Week e ocorre no dia seguinte ao 5º Fórum Pecuária Brasil, ocasião em que o “tarifaço” dos Estados Unidos ao Brasil entrará em pauta.

“O Beef Dinner inaugura um espaço de referência para a pecuária brasileira. Assim como o Sugar Dinner se tornou um marco global para o setor sucroenergético, este encontro nasce para reforçar a posição da produção da carne bovina do Brasil no cenário internacional e destacar sua relevância para o desenvolvimento econômico e social do país”, afirma o presidente da Datagro, Plinio Nastari. 

Nesta primeira edição, o evento presta homenagem a dois nomes que ajudaram a transformar
a pecuária brasileira em protagonista mundial: José Batista Sobrinho, fundador da J&F, maior conglomerado empresarial do país, detentor de marcas como a JBS, líder global na produção de proteína animal; e Antônio Campanelli, cuja empresa que leva seu sobrenome se tornou referência em produção de excelência e inovação tecnológica.  

“O reconhecimento a lideranças que ajudaram a moldar o setor mostra como a pecuária brasileira constrói sua trajetória com base em trabalho, inovação e visão de longo prazo. Esse encontro simboliza a celebração de uma história que ainda tem muito a contribuir para o Brasil e para o mundo”, destaca João Otávio Figueiredo, head de pecuária da Datagro. 

Serviço 
Beef Dinner – 1ª edição 
Data: 18 de setembro de 2025 
Local: Palácio Tangará – São Paulo (SP)



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Ferramentas da Embrapa Soja ganharão destaque em evento internacional de sustentabilidade



As inovações da Embrapa Soja estão entre os destaques da Conferência Internacional da Mesa Redonda da Soja Responsável (Round Table on Responsible Soy Association – RTRS), que acontece nos dias 17 e 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo.
O evento reunirá representantes de toda a cadeia da soja, lideranças internacionais e especialistas em sustentabilidade.

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Na Sessão 4 – “Getting practical: solutions for Regenerative Agriculture & Carbon”, no dia 18, o pesquisador da Embrapa Soja, Marco Antonio Nogueira, participará das discussões sobre práticas regenerativas e estratégias relacionadas ao carbono. A presença da instituição reforça o papel da pesquisa científica na busca por soluções que unam produtividade, resiliência climática e sustentabilidade.

Embrapa Soja e a agricultura tropical

Desde a década de 1970, a Embrapa tem sido protagonista no desenvolvimento de tecnologias que transformaram a agricultura tropical, como a correção da fertilidade dos solos, o sistema de plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o zoneamento agrícola de risco climático (Zarc) e o uso de bioinsumos.

Um dos marcos da instituição é a fixação biológica de nitrogênio (FBN), base do cultivo da soja no país. Três das quatro cepas hoje autorizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a produção de inoculantes foram obtidas pela Embrapa, a partir de pesquisas que selecionaram bactérias altamente eficientes.

A Embrapa Soja também desenvolveu práticas de manejo conservacionista e de recuperação de áreas degradadas, como o Sistema Santa Fé, que integra braquiárias a culturas como milho e soja, aumentando a produção de forragem e melhorando a qualidade do solo.

Avanço dos insumos biológicos

O uso de insumos biológicos na agricultura cresce de forma acelerada no Brasil, acompanhando tendência mundial. Segundo o pesquisador Marco Antonio Nogueira, os produtores brasileiros estão entre os mais dispostos a adotar essas tecnologias, em parte pela experiência consolidada com inoculantes e agentes de controle biológico.

Na soja, por exemplo, já se utiliza mais insumos biológicos do que químicos para o controle de fitonematoides. A adoção do Sistema Plantio Direto e o avanço dos bioinsumos refletem uma transição gradual para práticas de menor impacto ambiental, estimulada tanto pela pesquisa quanto pelo setor privado.

Contribuição para a sustentabilidade

Para Nogueira, iniciativas como a RTRS ajudam a aproximar os diferentes atores da cadeia produtiva e reforçam a adoção de boas práticas. “Essas estratégias de transferência de tecnologia contribuem cada vez mais para sistemas regenerativos, beneficiando produtores e a sociedade. Essa é a contribuição que a agricultura brasileira pode oferecer: além de alimentos, fibras e bioenergia, sustentabilidade”, conclui o pesquisador.



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Óculos de realidade virtual proporcionam imersão em fazendas com diferentes sistemas de cultivo na Expointer


Óculos de realidade virtual estão permitindo que visitantes da 48ª Expointer simulem uma visita a duas fazendas, com diferentes sistemas de cultivo e manejo, sem sair do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A iniciativa, da Rede ILPF, está disponível para experimentação no estande da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), no Pavilhão Internacional, em todos os dias da feira.

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é um sistema de produção sustentável e regenerativo que integra, em uma mesma área, atividades agrícolas, pecuárias e florestais. A combinação fortalece a produtividade, a rentabilidade e a conservação dos recursos naturais. Com os óculos de realidade virtual, o visitante tem uma experiência imersiva, na qual visita duas fazendas: uma que ainda utiliza o sistema de monocultivo tradicional e outra que já faz uso das técnicas e ferramentas do sistema ILPF.

“É uma tecnologia portátil que conseguimos levar a exposições e feiras pelo Brasil. Com uma vivência de seis minutos, a pessoa pode ver como funciona o monocultivo e sua degradação do solo, em contraste com um exemplo de sistema ILPF, dentre diversos outros modelos possíveis de integração”, explica a coordenadora de projetos da Rede ILPF, Andreza Cruz.

Além dos óculos de realidade virtual, a visita é guiada por fones de ouvido, com opções de áudio de narração em português, espanhol e inglês.

A Rede ILPF é uma associação formada por parceria público-privada entre a Embrapa, a cooperativa Cocamar e as empresas Bradesco, John Deere, Soesp, Suzano, Syngenta e Timac Agro.





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Ministério regulamenta pedidos de registro de novos defensivos agrícolas



O Ministério da Agricultura regulamentou o recebimento de pedidos de registros de novos defensivos agrícolas. A partir de 15 de setembro de 2025, as empresas que pretendem pleitear o registro de agrotóxicos deverão protocolar seus novos processos de registros exclusivamente junto ao Ministério da Agricultura por meio de sistema eletrônico, conforme ato da Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta, publicado no Diário Oficial da União.

O ato ocorre no âmbito da regulamentação da Lei 14.785/2023, conhecida como novo marco legal dos defensivos agrícolas, que estabelece a competência do protocolo e distribuição das solicitações de registro de agrotóxicos ao Ministério da Agricultura.

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Após o recebimento dos pedidos de registro de novos produtos, o ministério deve distribuir os processos para análise dos órgãos competentes – à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com a portaria, os protocolos de registros de produtos pleiteados a partir de 15 de setembro juntamente à Anvisa e Ibama não serão considerados.

A lei que regulamenta o registro, controle e fiscalização de defensivos agrícolas estabelece que o peticionamento para registro dos produtos deve ser centralizado no Ministério da Agricultura, que coordena a fila de protocolos. Mas a análise sobre os produtos permanece de forma tripartite, sendo compartilhada pelos órgãos de defesa agropecuária, de meio ambiente e saúde pública.



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Exportações de soja dos EUA registraram alta em julho



As exportações de soja dos Estados Unidos somaram 1,751 milhão de toneladas em julho, um aumento em relação ao número de 1,500 milhão de toneladas registradas em junho e 1,495 milhão de toneladas do mesmo período de 2024. Os dados são do Departamento de Comércio dos EUA.

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Derivados de soja

No segmento de derivados, as exportações de farelo de soja também cresceram, alcançando 1,010 milhão de toneladas em julho, ante 1,000 milhão de toneladas no mês anterior e 768,430 mil toneladas em julho do ano passado.

Já o óleo de soja apresentou queda, com 28,651 mil toneladas embarcadas, abaixo das 42,540 mil toneladas de junho e das 44,168 mil toneladas de julho de 2024.

As informações são da consultoria Safras & Mercado.



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Arena do Turismo Rural é novidade na Expointer 2025



Espaço de 400m² aposta em valorização do setor rural e das tradições gaúchas


Foto: Divulgação

Quem caminha perto das tradicionais esferas do Parque Assis Brasil, em Esteio, logo percebe uma nova área na 48ª Expointer. É lá que está localizada a Arena do Turismo Rural, um espaço de 400m² que contempla duas estruturas cobertas, conectadas por um pergolado para a circulação dos visitantes. O ambiente promove os destinos turísticos gaúchos através da valorização das manifestações culturais e das experiências locais.   

A ação inédita é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul (Setur/RS) e a Associação Brasileira das Agências de Viagens do Rio Grande do Sul (ABAV/RS).  

Posicionada em local estratégico, a Arena se divide em dois ambientes: o pavilhão principal é inteiramente voltado ao turismo rural, com agências receptivas associadas à ABAV posicionadas em balcões para promover pacotes e roteiros pelo Estado; em frente – e conectada através de uma passagem – está uma área de mesmo tamanho que retrata a história, origens e símbolos do tropeirismo, com direito a historiadores da área contando as tradições para turmas de estudantes que visitam o estande. No mesmo espaço se encontra a área reservada para apresentações artísticas de grupos gaúchos. 

A área, de 400m² ao todo, reconhece o segmento do turismo rural em um importante contexto: nesta quarta-feira (3/9), o secretário estadual do Turismo, Ronaldo Santini, e o ministro do Turismo, Celso Sabino, promovem a assinatura da portaria de autorização do Cadastro de Produtores Rurais no sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo, o Cadastur. Com a Nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024, os produtores rurais podem aderir ao Cadastur como prestadores de serviços turísticos, permitindo a promoção de produtos voltados à agricultura familiar. 

Programação dos próximos dias

De quinta-feira (4/9) até domingo (7/9), a Arena do Turismo Rural conta com uma extensa programação de ativações, com exposições de municípios, de produtores gaúchos, além de apresentações culturais, musicais e de cheffs.





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Brasil deve colher 55,2 milhões de sacas de café em 2025, diz Conab



O Brasil deve colher 55,2 milhões de sacas de café, estima a Companhia Nacional de Abastecimento ( Conab). Esse número representa um crescimento de 1,8% em comparação com 2024.

De acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (4) pela Conab, a produção estimada de café em 2025 é influenciada pela recuperação de 3% na produtividade das lavouras na média nacional, saindo de 28,8 sacas por hectare em 2024 para 29,7 sacas por hectare neste ano. Já a área em produção para o atual ciclo está estimada em 1,86 milhão de hectares, redução de 1,2% ao se comparar com 2024, enquanto a área em formação registra um aumento de 11,9%, podendo chegar a 395,8 mil hectares.

Com isso, a área total destinada à cafeicultura em 2025, considerando as espécies arábica e conilon tanto em produção como em formação, é de 2,25 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 0,9% em relação ao ano anterior.

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A produção do café arábica está estimada em 35,2 milhões de sacas beneficiadas, o que representa uma redução de 11,2% em comparação à safra anterior. Essa queda é explicada, principalmente, pelo ciclo de baixa bienalidade associado à redução da área em produção. Minas Gerais, principal estado produtor de café do país, concentra a maior área com a espécie, totalizando 1,38 milhão de hectares, equivalente a 75,2% da área nacional de arábica.

No estado, a produção está estimada em 24,7 milhões de sacas, redução de 10,8% em relação ao volume total produzido na safra anterior. Além da bienalidade negativa, o registro de longo período de seca nos meses que antecederam à floração influencia na queda esperada.

No caso do conilon, a produção está estimada em 20,1 milhões de sacas beneficiadas, acréscimo de 37,2% em relação à safra anterior. Esse resultado é atribuído à melhor regularidade climática durante as fases críticas das lavouras, que favoreceu parte das floradas, e à boa formação de frutos por rosetas, em especial no Espírito Santo que representa 69% da produção de conilon no país.

No estado, espera-se uma colheita de 13,8 milhões de sacas desta espécie, incremento de de 40,3% em relação à safra anterior. Esta alta é justificada pelas boas precipitações verificadas no norte do estado, que beneficiaram as lavouras de conilon.

Exportações

O Brasil exportou 23,7 milhões de sacas de 60 quilos de café no acumulado de janeiro a julho de 2025, o que representa uma redução de 16,4% na comparação com igual período de 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Apesar da redução no comparativo anual, a quantidade exportada nos sete primeiros meses de 2025 é a terceira maior já registrada no Brasil, na comparação com igual período dos anos anteriores. Essa redução no volume de café exportado pelo Brasil nos primeiros meses de 2025 já era esperada, sendo influenciada pela restrição dos estoques internos após o recorde de exportação em 2024 e pela limitação da produção de arábica na safra em andamento.

No mesmo intervalo, a exportação brasileira de café nos sete primeiros meses de 2025 somou cerca de US$ 9 bilhões, o que representa uma alta de 44,1% na comparação com igual período de 2024 e corresponde ao maior valor já registrado para o período, na comparação com os anos anteriores. A alta dos preços internacionais do café, especialmente no primeiro bimestre do ano, favoreceu esse aumento da exportação em valor, mesmo com a queda do volume embarcado no período.



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Decisão judicial sobre uso de herbicida 2,4-D causa preocupação entre produtores de grãos do RS



Em decisão proferida na última segunda-feira (1º), a juíza Patrícia Antunes Laydner, da Vara Regional do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, determinou a proibição imediata do uso do herbicida à base de 2,4-Dem toda a região da Campanha Gaúcha. A restrição também vale para áreas localizadas a menos de 50 metros de plantações de uva e maçã em qualquer região do estado.

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A magistrada destacou que o produto tem alto potencial de deriva, quando partículas do químico são carregadas pelo vento, atingindo lavouras vizinhas e provocando danos ambientais e riscos à saúde. Entre as culturas mais vulneráveis, foram citadas a viticultura e a fruticultura familiar.

A liminar concede 120 dias para que o governo estadual apresente e implemente um sistema de monitoramento e fiscalização, além de definir zonas de exclusão em locais de maior risco de deriva. Também prevê ampla divulgação da medida a agricultores, distribuidores de insumos e à população. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 10 mil.

Impacto na safra de grãos

Às vésperas do início da safra 2025/26, a decisão gera apreensão entre produtores de grãos, especialmente de soja e arroz.

“Essa decisão traz pontos positivos para culturas mais sensíveis, mas para os produtores de grãos da nossa região tem diversos impactos negativos. Um deles é o alto custo de tecnologias alternativas* contra ervas daninhas resistentes, já que o 2,4-D é, até agora, uma ferramenta barata e eficaz. Além disso, muitos produtores já adquiriram sementes de soja da tecnologia Enlist, que exigem o uso desse herbicida em etapas posteriores. Isso gera complicações na implantação e desenvolvimento da nova safra. No entanto, é preciso buscar caminhos de coexistência entre todas as culturas, pensando sempre no desenvolvimento regional”, afirmou Gilberto Dickel da Fontoura, presidente da Cotrisul, cooperativa de produtores de grãos de Caçapava do Sul.

Secretaria da Agricultura

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi)informou que está avaliando as medidas cabíveis diante da decisão, com o objetivo de assegurar a proteção das lavouras e evitar prejuízos ao calendário agrícola.

Durante a Expointer, a pasta assinou um protocolo de intenções para fortalecer a Política Estadual de Conservação do Solo e da Água, em parceria com entidades como Emater, Fetag-RS e CREA-RS, reforçando o compromisso com práticas agrícolas sustentáveis.

A Seapi lembrou ainda que, desde 2019, adota medidas específicas para reduzir os impactos da deriva do 2,4-D, como as Instruções Normativas nº 05 e 06, que instituíram termos de responsabilidade, cadastramento de aplicadores, registro de áreas sensíveis e exigência de declaração de uso.

Segundo dados da Secretaria, essas ações já resultaram em avanços: houve redução de 40,28% nas ocorrências de deriva entre a safra 2022/23 e as anteriores, acumulando uma queda superior a 63% nos últimos dois anos.



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Painelistas destacam potencial crescente do hidrogênio verde no Rio Grande do Sul


Diálogos Energia e Futuro, desta quarta-feira (3/9), na Expointer, entrou no debate sobre hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise da água utilizando fontes limpas, como eólica e solar. O investimento no novo vetor energético nasce da necessidade de se buscar alternativas sustentáveis de olho na descarbonização. O painel focou a questão logística do combustível. Participaram representantes de quatro empresas das 12 aprovadas para receberem subvenção econômica do governo do Estado por meio de edital de R$ 102,4 milhões lançado em junho.

A Tramontina propõe a implantação de uma unidade de produção de hidrogênio verde para o energético abastecer a frota de empilhadeiras e veículos industriais internos da empresa, eliminando emissões de carbono. Também será destinado à alimentação de fornos industriais atualmente movidos a hidrogênio cinza, produzido a partir de fontes fósseis. “A Tramontina sempre acreditou no hidrogênio verde como combustível do futuro”, disse o conselheiro-consultor da empresa, Osvaldo Steffani.

O projeto da Refinaria de Petróleo Riograndense prevê a geração de hidrogênio para a produção, em Rio Grande, de combustível sustentável de aviação (Sustainable Aviation Fuel  – SAF). Está prevista, também, a autossuficiência em hidrogênio, com o reaproveitamento de subprodutos como insumo para a produção, reduzindo a intensidade de carbono e eliminando a dependência de fontes fósseis. “Não adianta ser renovável, tem de ser sustentável”, disse o gerente de Novos Negócios da Refinaria Riograndense, João Luís Bulla.

Mobilidade sustentável com hidrogênio verde

A iniciativa da RD Locações em parceria com Protium Dynamics, Marcopolo e empresa Sete de Setembro propõe uma solução completa de mobilidade sustentável com hidrogênio verde no Rio Grande do Sul. A ação abrange a produção local a partir de fontes renováveis, operação de ônibus com células a combustível para transporte urbano e a comercialização do oxigênio gerado, visando descarbonizar o transporte pesado e impulsionar a economia do hidrogênio no Estado. “Definimos que precisávamos produzir onde houvesse produção, pressurização, armazenamento e abastecimento”, afirmou Ricardo Vieira, gerente comercial da RD Locações.

A Be8, em Passo Fundo, projeta a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio verde para caminhões extrapesados com motores adaptados, utilizando o combustível produzido a partir de etanol. Com investimento estimado em R$ 38,7 milhões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade técnica, operacional e econômica do uso do H2V no transporte rodoviário pesado, contribuindo para a descarbonização do setor e posicionando o Rio Grande do Sul como referência nacional na transição energética. “A iniciativa do governo do Estado  em incentivar o hidrogênio verde é fundamental”, disse Camilo Abduch Adas, diretor de transição energética e relações institucionais da Be8.

A busca por soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono tem movimentado governos, empresas e centros de pesquisa. No caso do Rio Grande do Sul, o edital de subvenção econômica do governo atraiu 16 empresas, cujos projetos somados, entre recursos próprios e o aporte, chegam a quase R$ 1 bilhão, o que mostra o potencial do segmento.

O Diálogos Energia e Futuro, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e pela Casa Civil, terá continuidade nesta quinta (4), também abordando o hidrogênio verde. O foco será em fertilizantes. Participam Roberto Zuch, da Infravix Engenharia; Stevan Silveira, da Renobrax; e Luiz Paulo Hauth, da BeGreen Bionergia. A mediação será de Isa Osterkamp, da Sema. 





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