sábado, maio 2, 2026

Autor: Redação

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Exportações de café para os EUA caem 47% e demanda deve ficar descoberta



A taxação dos Estados Unidos vem pressionando o mercado do café, que reage com forte volatilidade nos preços. Só que isso vem perdendo força nos últimos dias, principalmente nos contratos futuros. Em uma semana, as perdas somam quase 3%.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do dia 1º a 25 de agosto, as exportações brasileiras do grão para os EUA caíram 47%.

Segundo o diretor da Faros Consultoria, Haroldo Bonfá, as volatilidades fazem parte do acompanhamento das bolsas, tanto em Londres quanto em Nova York.

De acordo com ele, o “tarifaço” norte-americano retira do mercado 7 a 8 milhões de sacas anuais que deveriam ser enviadas aos Estados Unidos, então o setor busca alternativas, como enviar o café para Canadá ou México e depois processar. O Brasil já tem histórico de comercialização com esses países.

O analista comenta que nos Estados Unidos há grande discussão sobre inflação. Um aumento de 50% no preço da matéria-prima reflete nos preços ao consumidor, encarecendo o produto e impactando índices inflacionários.

No entanto, apesar do impacto nos preços, o consumo não deve ser afetado, já que o café é considerado “inelástico”. “É pouco provável que o consumo caia. Economistas dizem que o café é ‘inelástico’, ou seja, a variação de preço não afeta diretamente o consumo, porque traz benefícios de saúde e emocionais. Mas os preços, sim, são afetados”, contextualiza.

Para os produtores, Bonfá recomenda cautela e usar o bom senso nas vendas, aproveitando oportunidades de lucratividade, mas de forma ponderada.

“Primeiro, tenha consciência do que colheu; o volume precisa durar até a próxima safra. A maioria dos produtores está bem capitalizada, então não há necessidade imediata de vender tudo. Use o bom senso: aproveite oportunidades para lucrar, mas faça de forma ponderada.” recomenda.

Ainda segundo o diretor, mesmo considerando safras de Vietnã e Colômbia, elas não serão suficientes para suprir a falta de arábica do Brasil nos Estados Unidos. A expectativa da maioria dos analistas é de preços altos até a próxima colheita.



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Cálculo mais preciso da calagem aumenta produtividade do milho em 50%


Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, desenvolveram um método prático para estimar a necessidade de calagem com base nos atributos químicos do solo e na composição do calcário.

Fruto de dez anos de estudo e de quase 30 anos de experiência do professor Silvino Guimarães Moreira, da Escola de Ciências Agrárias de Lavras (Esal/Ufla), com estudos sobre calcário, o método leva em conta a relação entre cálcio, magnésio e pH do solo.

Desta forma, permite estimar doses específicas para duas profundidades: de 0 a 20 cm e de 0 a 40 cm — sendo esta última o principal foco do trabalho. Ao contemplar a correção em camadas mais profundas, a metodologia favorece a melhoria da fertilidade do subsolo e amplia o volume explorado pelas raízes.

O estudo acaba de ser publicado na revista internacional Soil & Tillage Research, uma das mais prestigiadas publicações internacionais na área de ciência do solo.

Melhoria das estimativas

A pesquisa vem sendo realizada para melhorar as estimativas de cálculo de doses de calcário, uma vez que os métodos atualmente disponíveis acabam por subestimar as quantidades necessárias quando se objetiva corrigir o pH do subsolo, sobretudo em áreas agrícolas novas.

Como observa o professor, ao subestimar as doses necessárias, tornam-se necessárias reaplicações e atrasos na correção da acidez, com impactos econômicos relevantes, sobretudo em áreas arrendadas, em que o tempo de retorno da calagem não acompanha o ciclo produtivo.

diferenças nas lavouras de milhodiferenças nas lavouras de milho
À esquerda, dose de 3 t/ha de calcário; à direita, aplicação de 12 t/ha. Foto: Divulgação Ufla

Para chegar ao novo método, os pesquisadores conduziram sete experimentos de campo em diferentes municípios de Minas Gerais e abrangendo diferentes condições edafoclimáticas, ao longo de quatro anos (14 safras).

Os municípios que receberam os experimentos foram: Ijaci, Nazareno, Ingaí, Uberlândia, Araguari, São João del Rei e Formiga. Nesses locais, os pesquisadores avaliaram diferentes doses de calcário incorporadas até 0,40 m de profundidade.

De acordo com o professor Silvino Moreira, essa diversidade geográfica e temporal confere robustez aos resultados, garantindo que as conclusões não sejam pontuais, mas representativas de diferentes realidades de solo e clima.

Os resultados mostraram ser possível aumentar a produtividade das culturas anuais e a resiliência destas culturas aos déficit hídricos, comuns nas condições de cultivos de sequeiro na região sob Cerrado, especialmente na segunda safra.

Isso foi possível com níveis mais elevados de cálcio e magnésio no solo não só na camada de 0 a 20 cm, mas também na camada de 20 a 40 cm. O estudo define novos níveis críticos para os nutrientes cálcio e magnésio no solo para estas duas camadas de solo, os quais são maiores do que os tradicionalmente recomendados.

Em lavouras de milho segunda safra submetidas a veranicos severos, a aplicação baseada na nova metodologia proporcionou ganhos de produtividade superiores a 50%. Em lavouras de soja houve ganhos de até 30%.

O efeito foi atribuído ao maior desenvolvimento radicular em profundidade, o que permitiu às plantas acessar água e nutrientes mesmo em períodos de déficit hídrico. Nas fotos da lavoura de milho (acima) é possível verificar a diferença no desenvolvimento das plantas, com dose de 3 t/ha de calcário (primeira foto de milho) e com 12 t/ha de calcário (segunda foto de milho).

O produtor Evandro Ferreira, da Fazenda Campo Grande, em Nazareno, considera que a pesquisa foi um divisor de águas na busca por altas produtividades na região. “As chamadas ‘altas doses de calcário’ não representam excesso, mas sim a aplicação criteriosa e ajustada às reais necessidades do solo”, pontuou.

Profundidade da aplicação de cálcio

O método mostrou que, para atingir 95% da produtividade das lavouras anuais, é preciso garantir 60% de cálcio na camada de 0 a 20 cm do solo e 39% na camada de 20 a 40 cm.

Essa proposta foi especialmente desenvolvida para correção de solos para implantação de culturas anuais sobre sistema de plantio direto (SPD) ou para reabertura de áreas atualmente em uso, mas que não tiveram uma correção adequada. A proposta também já começa a ser testada em lavouras de café.

Os pesquisadores envolvidos no estudo esperam que o método tenha impacto direto na agricultura brasileira, sobretudo em regiões como o Cerrado, onde a produção de grãos depende fortemente da correção da acidez do solo.

Isso porque, com uma recomendação mais precisa de calagem, produtores podem alcançar maior eficiência no uso de insumos, reduzir custos a longo prazo e aumentar a resiliência das lavouras frente às variações climáticas.

“Trata-se de uma contribuição relevante não apenas para a agricultura mineira, mas também para outras regiões tropicais, onde solos ácidos e altamente intemperizados impõem sérias limitações à produção agrícola”, considera o professor Silvino Moreira.



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Diesel sobe em agosto e supera preço de julho


Em agosto, o preço do diesel registrou alta em relação a julho, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O diesel comum ficou 0,65% mais caro, alcançando média de R$ 6,19, enquanto o diesel S-10 subiu 0,81%, chegando a R$ 6,22. De acordo com a Edenred, as oscilações do petróleo e do câmbio seguem como fatores determinantes para os reajustes no Brasil.

Regionalmente, o Sudeste teve o maior aumento para o diesel comum, de 1,15% (R$ 6,14), enquanto o S-10 registrou a maior alta no Centro-Oeste, de 1,28% (R$ 6,34). No Norte, o diesel comum foi o único a apresentar queda, de 0,73%, mas ainda assim manteve o preço mais alto do País, a R$ 6,76. Já os menores valores médios foram encontrados no Sul: R$ 6 para o tipo comum e R$ 6,06 para o S-10.

“O aumento registrado no diesel em agosto está ligado à influência de variáveis externas que continuam determinantes para a formação dos preços no Brasil. Oscilações no valor do petróleo e no câmbio acabam sendo incorporadas de forma relativamente rápida à cadeia de distribuição, o que ajuda a explicar a elevação observada no período”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

No levantamento por estados, o Acre liderou com os preços mais altos: R$ 7,59 para o diesel comum e R$ 7,55 para o S-10, apesar de leves quedas em relação a julho. O Paraná registrou o menor preço para o diesel comum, a R$ 5,97, enquanto Pernambuco teve o menor valor para o S-10, a R$ 5,96. As maiores altas ocorreram em Sergipe, com avanço de 4,06% no diesel comum (R$ 6,41), e no Paraná, com alta de 1,86% no S-10 (R$ 6,02). O IPTL considera abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, consolidando os preços a partir de milhões de transações, o que garante confiabilidade ao levantamento.

 





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Uma volta ao mundo pelos sabores do café… em Santos



Que o Brasil é campeão na produção e na exportação de café, todo mundo já sabe. Mas, dentre as opções da bebida no mercado, você saberia diferenciar o grão de cada região? Essa é a proposta de um dos cursos oferecidos pelo Museu do Café, localizado em Santos, no litoral paulista.

Além de aprender sobre a origem e os métodos de preparo, o público que visita o local pode sentir aromas e experimentar o café de todas as formas. Segundo Fernanda Marqueria, gestora do Centro de Preparação de Café do museu, esse contato direto desperta a curiosidade e cria uma conexão ainda mais profunda com a bebida.

O Museu do Café

Falar de café no Brasil, é também pensar na cidade de Santos, onde fica o principal porto do país. Foi por lá que o café brasileiro ganhou o mundo e é lá que está o Museu do Café, instalado no edifício da antiga Bolsa Oficial, um dos símbolos dessa ligação entre passado e presente. 

Para a gestora do CPC, o local é importante para a aproximação do público com o universo do café. “Mais do que valorizar a história desse produto tão importante para o Brasil em termos econômicos, sociais, culturais e políticos, a ideia é mostrar como ele faz parte do nosso cotidiano e está em constante transformação”, diz.

Ali, visitantes percorrem exposições que mostram a força do grão na economia nacional e participam de vivências que aproximam da cultura sensorial da bebida. É uma forma de entender por que a bebida, em suas múltiplas versões, segue unindo tradições, inovação e memória afetiva. Mas a pergunta que surge é inevitável: como diferenciar um café do outro? 

O mundo na xícara

Em um dos cursos dentro do Centro de Preparação do Café, os amantes da bebida conseguem viajar por um mundo de sabores, passando por países produtores mais conhecidos, como Brasil e Colômbia, mas também por destinos menos óbvios, como Índia e Costa Rica. Além disso, é importante que o grão de cada região chegue ao mercado com muita qualidade.

Quem explica melhor é José Cordeiro, professor da Universidade do Café aqui no Brasil. “Esse frescor permite que as características sensoriais de cada origem sejam percebidas com muito mais facilidade quando comparamos um café com o outro”. Segundo ele, cada grão apresenta características sensoriais próprias, definidas por fatores como solo, clima, latitude, longitude e outros elementos naturais. 

Outra forma de diferenciar os tipos de café é fazendo a comparação simultânea, que ajuda na construção do paladar. De acordo com Cordeiro, isso permite que o consumidor entenda melhor as diferenças entre cada perfil sensorial. 

“Eu posso experimentar um café da Colômbia, que geralmente tem bom corpo e notas frutadas, e compará-lo simultaneamente com o do Brasil. Essa comparação ajuda a criar uma memória gustativa, que vai sendo desenvolvida aos poucos”, afirma.

Em relação aos cursos, o especialista reafirma a importância de atividades, como as disponíveis no Museu do Café. Na visão dele, elas também ajudam os produtores a melhorar a qualidade dos grãos, bem como capacitar baristas para fazer extrações de excelência. Para o público geral, o ganho é bastante claro: o contato com a história do grão no Brasil valoriza o processo e o valor de uma bebida de qualidade.



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Mercado do boi gordo encerra semana com preços estáveis


De acordo com o informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (5), o mercado do boi gordo em São Paulo encerrou a semana sem alterações nas cotações.

O levantamento aponta que as indústrias se dividiram em dois perfis. Algumas alongaram suas escalas de abate para cerca de dez dias e, por cautela, se retiraram das compras na sexta-feira. Outras, que atuaram no período da manhã, mantiveram-se pouco dispostas a negociar em valores diferentes dos praticados no dia anterior, projetando um mercado mais pressionado na próxima semana.

Com esse cenário, a cotação de todas as categorias permaneceu inalterada em relação à quinta-feira.

No Mato Grosso, parte das indústrias, já com escalas preenchidas para a próxima semana, não participou das compras nesta sexta-feira. Na região Sudeste do estado, houve redução de R$ 3,00 por arroba nas ofertas de compra da novilha, após 12 dias úteis de estabilidade. Para as demais categorias e regiões, os preços seguiram estáveis.

Em relação ao comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 268,5 mil toneladas em agosto, com média diária de 12,8 mil toneladas. O resultado representa crescimento de 23,5% em relação ao mesmo mês de 2024. O preço médio da tonelada foi de US$ 5,6 mil, alta de 26,3% no comparativo anual.

Apesar de o volume total embarcado em agosto ter ficado 3% abaixo do registrado em julho, o resultado consolidou o melhor desempenho da história para o mês, estabelecendo um recorde nas exportações brasileiras de carne bovina.





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Queijo colonial artesanal ganha reconhecimento nacional


A tradição de produção de queijos artesanais atravessa gerações e, ao longo do tempo, se consolidou como referência em qualidade e autenticidade. A história começou em 1927, quando Ambrose Lorenzon criou o primeiro rótulo da família, preservando uma receita que permanece até hoje. Após um período de pausa, em 2007, Sérgio e sua esposa decidiram retomar a produção e, assim, resgataram a identidade do queijo colonial artesanal.

Atualmente, quem lidera a sexta geração é Gabriel Lorenzon, que assumiu a atividade ao lado do pai. Segundo ele, “nosso queijo mantém a mesma receita familiar, e cada conquista é um reconhecimento da nossa história e da dedicação de toda a família”.

O resultado desse cuidado não demorou a aparecer nos concursos. Em 2022, o queijo conquistou medalha de bronze em competição regional. No ano seguinte, o colonial com 30 dias de maturação recebeu medalha de ouro no mesmo evento. Em 2024, por sua vez, veio a consagração: o produto alcançou o segundo lugar no concurso nacional realizado em Brasília, promovido pela CNA e pelo SENAR.

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Mais do que os títulos, porém, Gabriel ressalta o valor da validação de especialistas. “Participar de um concurso é ter a certeza de que pessoas qualificadas avaliaram o seu queijo e reconheceram a qualidade. Esse feedback é fundamental para continuar evoluindo”, afirma Lorenzon.

Além disso, o apoio de instituições como o Sebrae tem sido essencial nessa trajetória. Com incentivos e programas voltados à qualidade, pequenos produtores conseguem se desenvolver com mais segurança. Dessa forma, segundo Gabriel, é possível crescer de forma sustentável e manter viva uma tradição iniciada há mais de 140 anos na propriedade da família.



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Receita de café exportado chega a US$ 9 bilhões até julho


A safra brasileira de café está estimada em 55,2 milhões de sacas beneficiadas em 2025. Segundo o 3º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (4), o volume representa alta de 1,8% em relação ao ano passado, mesmo sendo um ciclo de baixa bienalidade.

De acordo com a Conab, a produção é influenciada pela recuperação de 3% na produtividade nacional, que passou de 28,8 sacas por hectare em 2024 para 29,7 sacas neste ano. No ciclo anterior, marcado pela bienalidade positiva, a safra foi prejudicada por adversidades climáticas. A área em produção foi estimada em 1,86 milhão de hectares, queda de 1,2% frente a 2024, enquanto a área em formação cresceu 11,9%, alcançando 395,8 mil hectares. Assim, a área total destinada ao cultivo de café chega a 2,25 milhões de hectares, alta de 0,9% em comparação ao ano anterior.

O levantamento aponta que a produção de café arábica deve alcançar 35,2 milhões de sacas, uma redução de 11,2% em relação à safra anterior. Minas Gerais concentra 75,2% da área nacional destinada à espécie, com 1,38 milhão de hectares, e deve colher 24,7 milhões de sacas, queda de 10,8% frente ao ciclo passado. A Conab atribui a retração ao efeito da bienalidade negativa e à seca prolongada que antecedeu a floração.

No caso do conilon, a produção deve atingir 20,1 milhões de sacas, crescimento de 37,2% em comparação ao ano passado. A Conab explica que o resultado se deve à regularidade climática, que favoreceu a formação dos frutos. O Espírito Santo, responsável por 69% da produção nacional da espécie, deve colher 13,8 milhões de sacas, alta de 40,3% em relação a 2024, impulsionada pelas chuvas no norte do estado.

Na Bahia, a produção total está estimada em 4,1 milhões de sacas, aumento de 33,5% em relação ao ano anterior. O resultado decorre da entrada de novas lavouras irrigadas em produção, principalmente nas regiões do Atlântico e do Cerrado. A produção de conilon no estado deve crescer 51,2%, alcançando 2,95 milhões de sacas, enquanto o arábica deve registrar avanço de 2,4%, totalizando 1,1 milhão de sacas. Rondônia também deve apresentar crescimento de 10,4%, com produção estimada em 2,3 milhões de sacas.

No mercado externo, o Brasil exportou 23,7 milhões de sacas de 60 quilos entre janeiro e julho de 2025, queda de 16,4% em comparação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar da retração, o volume é o terceiro maior já registrado no período. Segundo o levantamento, a redução já era esperada devido à menor disponibilidade de estoques após o recorde de exportações em 2024 e à limitação da produção de arábica.

A receita gerada pelas exportações no acumulado até julho somou US$ 9 bilhões, o maior valor para o período. O desempenho representa alta de 44,1% em relação ao ano anterior, resultado impulsionado pela elevação dos preços internacionais do café no início do ano.





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Projeções para safra de soja dividem opiniões


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 8 a 14 de agosto e publicada na última quinta-feira (14), os prêmios têm ajudado a sustentar parte dos preços da soja no Brasil, com o câmbio mantendo-se próximo de R$ 5,44 por dólar. Nesse cenário, as principais praças gaúchas registraram valores de R$ 122,00 por saca, enquanto em outras regiões do país os preços oscilaram entre R$ 117,00 e R$ 123,00 por saca.

Em paralelo, projeções da iniciativa privada indicam que a futura safra brasileira pode alcançar 178,2 milhões de toneladas em 2025/26. A StoneX avaliou que o número é baseado em expectativa de produtividade excelente. O Ceema ponderou, no entanto, que “além de muito cedo, tais números são, por enquanto, bastante otimistas, já que é preciso esperar o comportamento do clima nas diferentes regiões do país”. O relatório destacou ainda que o Mato Grosso enfrenta preocupações com a baixa umidade, considerada a menor em dez anos, no início do plantio autorizado a partir de 7 de setembro, após o vazio sanitário. O Sul do país também continua sob risco de seca.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em levantamento recente, manteve a área de soja do estado em 13,08 milhões de hectares, alta de 1,67% em relação ao ano anterior. A produtividade média foi projetada em 60,4 sacas por hectare, recuo de 8,8% frente ao ciclo anterior. A produção final estimada é de 47,2 milhões de toneladas, queda de 7,3% em relação à colheita passada. O instituto destacou que ainda há incertezas relacionadas ao clima e ao nível de investimento dos produtores em tecnologia diante de custos elevados e preços relativamente baixos.

No Rio Grande do Sul, a Emater estimou redução de 0,8% na área a ser semeada em 2025/26, para 6,74 milhões de hectares. Apesar da retração, a entidade afirmou que, em condições climáticas normais, a produção poderá se recuperar após a quebra de 27% registrada na safra passada em comparação ao ano anterior. A expectativa é de que a colheita alcance 21,4 milhões de toneladas, avanço de 57,1% sobre o último ciclo, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare, o equivalente a 53 sacas.





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Mercado do trigo segue pressionado no Brasil


Os preços do trigo permaneceram estáveis na semana de 8 a 14 de agosto, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada na última quinta-feira (14). No Rio Grande do Sul, as cotações foram de R$ 70,00 por saco, enquanto no Paraná ficaram em R$ 75,00 por saco.

De acordo com a Ceema, os moinhos seguem abastecidos e as negociações de grão continuam restritas. Produtores com necessidade imediata têm cedido nos valores, enquanto moageiras bem estocadas ofertam preços ainda menores. A entrada de maior volume da safra 2025, associada às boas expectativas de produtividade, ao câmbio em patamares mais baixos e à ampla oferta mundial, reforça a pressão sobre o mercado interno.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), “em agosto/25, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.291,08/tonelada, queda de 2% frente a julho/25 e de 12,2% em relação a agosto/24, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.433,50/tonelada, com baixa de 2,9% no comparativo mensal e de 9,4% no anual. Em São Paulo, os recuos foram de 4,6% e 12,6%, respectivamente, com média de R$ 1.431,12/tonelada em agosto/25. Em Santa Catarina, a cotação média foi de R$ 1.432,41/tonelada, com recuo de 0,6% e 7,6%, nesta mesma ordem”.

No Rio Grande do Sul, o plantio registrou redução de 9%, totalizando 1,2 milhão de hectares. A queda está relacionada ao alto custo de produção, às incertezas climáticas e às dificuldades de acesso a crédito. Na região de Passo Fundo, a Emater informou que “o investimento na lavoura é de em média R$ 4.000,00/hectare, o que equivale a mais de 60 sacos/ha. Lembrando que a média regional nas últimas safras ficou entre 60 e 62 sacos/ha. Para 2025 o potencial é de 70 a 80 sacos/ha, desde que o clima ajude, pois conta também a qualidade do grão. Tanto é verdade que trigos com PH acima de 78 recebem o valor de mercado, hoje entre R$ 69,00 e R$ 70,00/saco. Abaixo de 75, podem ser vendidos por menos da metade, em torno de R$ 40,00/saco, quando destinados à ração”.

A entidade destacou ainda a relevância da cultura para o sistema produtivo, com benefícios para a cobertura do solo, controle de plantas daninhas e descompactação, além da preparação para o cultivo de verão. Uma novidade neste ano é a possibilidade de destinação do trigo à indústria de etanol. Em Passo Fundo, a fábrica da Be8 deve absorver parte da produção fora do padrão exigido pelos moinhos. O grão com PH abaixo de 70 poderá ser comercializado entre R$ 50,00 e R$ 60,00.

Apesar das alternativas, os produtores enfrentam dificuldades. Para a maioria deles, nos últimos cinco anos apenas uma safra apresentou rentabilidade. Conforme a análise, o trigo, que historicamente se firmou como opção de cultivo de inverno, tem perdido espaço devido aos custos elevados e à instabilidade climática.





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inclusão de mulheres e jovens na agricultura familiar


A 27ª edição do Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) da Expointer foi aberta oficialmente nesta quinta-feira (4/9), reunindo 456 empreendimentos de 196 municípios gaúchos. Ao todo, são 356 agroindústrias, 70 estandes de artesanato e 30 de flores, plantas e mudas. Desse total, 146 são liderados por mulheres e 69 por jovens, reiterando, por mais um ano, a visibilidade, aprendizado e oportunidades para pequenos produtores que o espaço proporciona. 

Vozes femininas 

Entre as mulheres, Ivani Baculin Sonaglio, 63 anos, da Geleias Ivani, de Bento Gonçalves, destaca a satisfação de tocar seu próprio negócio e envolver a família. “Trabalhar com amor renova as energias, faz a gente se sentir viva e rejuvenescida”, diz Ivani, feliz em ver seus produtos valorizados e representar mulheres na agricultura familiar. 

Raquel Pellegrini, 37 anos, da Casa do Sabor, de Paraí, reforça a atuação feminina na agroindústria da família. “É tão gratificante tocar algo que amamos, que nos dá entusiasmo e força”, comenta, destacando o cuidado com cada etapa da produção e a relação próxima com os clientes. 

Jovens no campo 

Entre os jovens, Eduardo, 28 anos, de Arroio do Tigre, da Agroindústria Moh Suinocultura, deixou o mundo corporativo para atuar no campo. A sucessão familiar permitiu unir tradição e inovação. “Programas como o Agrofamília – Jovens e a participação em feiras são fundamentais para ampliar a produção e fortalecer o negócio”, afirma.

Sidnei Herves, 25 anos, de Campestre da Serra, estreia na Expointer com a vinícola da família, mantendo a tradição iniciada pelo avô. Ele valoriza a opção pelo campo, que permite preservar raízes e criar um negócio com qualidade de vida. “Cheguei de peito aberto e está sendo surpreendentemente positiva”, diz o produtor sobre a feira. 

Ações e políticas públicas 

As ações do Governo, em parceria com a Emater/RS-Ascar, reforçam a participação de mulheres e jovens. Programas como Fomento às Atividades Produtivas Rurais, Agrofamília – Jovens e Bolsa Juventude Rural oferecem assistência técnica, capacitação, financiamento e acompanhamento social. 

Para as mulheres, a Emater desenvolve iniciativas que fortalecem autonomia econômica, capacitação e inclusão social. Entre elas, o Curso de Desenvolvimento para Mulheres Rurais capacita participantes em diversas áreas, oferecendo um novo olhar sobre si mesmas e valorizando seu papel como agricultoras e líderes comunitárias. 

Além do curso, a Emater realiza orientação técnica, encontros e apoio ao acesso a crédito e à comercialização de produtos, contribuindo para que as mulheres ampliem oportunidades e fortaleçam seus negócios. 

A participação de 146 mulheres e 69 jovens no PAF evidencia o espaço como símbolo de diversidade e inovação no campo gaúcho. A combinação de tradição, geração de renda, capacitação e políticas públicas incentiva o crescimento de pequenos negócios e a permanência de famílias no campo, mostrando que o PAF 2025 promove inclusão produtiva e fortalecimento econômico para mulheres e jovens na agricultura familiar. 





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