sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Milho encerra semana com variações mistas


O mercado de milho encerrou a semana com variações mistas tanto na B3 quanto em Chicago, refletindo o equilíbrio entre a firme demanda e a pressão exercida pela perspectiva de safra recorde nos Estados Unidos. No Brasil, os contratos futuros mostraram ajustes pontuais, sustentados pelo comportamento do produtor, que segue comercializando apenas lotes limitados, o que ajuda a segurar os preços no mercado físico. A média Cepea registrou avanço de 0,76% na semana, compensando em parte a queda do dólar e contribuindo para a estabilidade nas cotações.

Segundo a TF Agroeconômica, na B3 os principais vencimentos encerraram o pregão com resultados distintos. O contrato de setembro/25 fechou a R$ 65,37, queda de R$ 0,02 no dia e de R$ 0,12 na semana. Já novembro/25 recuou para R$ 68,10, acumulando baixa de R$ 0,52 no dia e de R$ 1,42 na semana. O contrato de janeiro/26 terminou cotado a R$ 71,22, após perdas de R$ 0,42 no dia e de R$ 0,73 na semana. No mercado externo, as exportações brasileiras de agosto caíram em relação a julho, mas subiram quase 13% frente ao mesmo mês do ano passado, sinalizando um ritmo mais forte para o ciclo 25/26.

Em Chicago, os preços também fecharam a semana em leve baixa, após sessões de oscilação próxima da estabilidade. O contrato de dezembro encerrou a US$ 418,00 por bushel, recuo de 0,42% ou US$ 1,75 cents, enquanto março fechou a US$ 436,50, queda de 0,23% ou US$ 1,00 cent. O mercado segue dividido entre o impacto da colheita americana, que deve ser a maior da história, e o ritmo firme das exportações. Apenas na última semana, o USDA reportou vendas externas de 2,117 milhões de toneladas.

Com isso, o milho em Chicago acumulou queda semanal de 0,54%, equivalente a US$ 2,25 cents/bushel. O cenário mostra que, apesar da pressão da oferta abundante, a demanda segue sendo fator-chave e poderá gerar movimentos mais bruscos nos preços conforme a colheita avance e os dados de produtividade se confirmem.

 





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Confira como o milho encerrou a semana


No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul, o plantio de verão avança em ritmo normal e os preços seguem parados, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações atuais de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama, e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, as pedidas no interior variam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 segue em R$ 69,00/saca”, comenta.

A produção recorde ainda contrasta com mercado travado em Santa Catarina. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas ficam em R$ 70,00; no Planalto Norte, a diferença vai de R$ 75,00 para pedidos a R$ 71,00 nas ofertas. Esse impasse já leva parte dos agricultores a repensar investimentos no próximo ciclo”, completa a consultoria.

No Paraná a produção recorde sustenta oferta, mas a liquidez segue baixa. “O mercado de milho no Paraná segue com liquidez baixa, marcado pelo impasse entre pedidas e ofertas. Produtores pedem valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que trava os negócios”, indica.

Negociações avançam, mas resistência ainda limita mercado no Mato Grosso do Sul. “As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 53,00/saca, com destaque para a boa alta em Sidrolândia, enquanto Dourados mantém o melhor valor do estado. Apesar dos ajustes, os preços ainda não alcançam níveis capazes de estimular novos contratos, mantendo o impasse entre compradores e vendedores”, conclui.

 





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Ciclone e frente fria provocam chuva forte em alguns estados; veja a previsão do tempo para hoje



Processo de formação de um novo ciclone próximo à costa da região Sul e de uma nova frente fria associada a ele, além da presença de um cavado meteorológico em níveis médios da atmosfera, deve reforçar as instabilidades sobre o Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (8). O risco de temporal e chuva mais volumosa é alto, sobretudo no oeste e sul do estado e a semana começa com risco alto de temporal na Grande Porto Alegre, região central e no litoral do estado. Na serra gaúcha, no oeste, sul e litoral de Santa Catarina, a situação é de atenção para ocorrência de pancadas moderadas a forte.

Os ventos ficam mais intensos em grande parte da região, com rajadas desde o sul do Paraná até o sul do Rio Grande do Sul, variando entre 51 a 70 km/h. A chuva retorna no final do dia sobre a região de Foz do Iguaçu e cidades do sudoeste do Paraná com até forte intensidade. Chove moderado no norte de SC e na região do Vale do Itajaí. O norte do Paraná, ainda começa a semana com padrão de tempo firme e umidade baixa; não chove em Curitiba, mas, a segunda ainda será gelada na capital e o mar fica agitado na costa do Rio Grande do Sul.

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No Sudeste, a umidade que vem do oceano ainda mantém a chuva sobre o litoral do Espírito Santo e a semana começa com atenção em Vitória para pancadas moderadas a forte; demais áreas do interior do estado, parte do norte do Rio de Janeiro e leste de Minas, com possibilidade de chuva mais fraca e irregular.

O sol volta aparecer mais no leste e sul de SP e a semana começa sem chuva e com elevação de temperatura. Interior paulista, cidades do Triângulo, noroeste e norte de Minas com o tempo muito seco e calorão – a umidade relativa do ar continua em atenção com valores entre 30 e 21%. Não chove na cidade do Rio, mas, ainda pode ventar de forma moderada com rajadas de até 50 km/h, inclusive em áreas do litoral.

A presença das instabilidades no Sul, provocam chuva em parte do extremo sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul neste começo de semana, porém, o tempo segue abafado e ensolarado pela manhã, com as pancadas retornando à noite. Grande parte do Centro-Oeste, ainda com tempo muito seco e temperaturas altas, especialmente entre Goiás e Mato Grosso. Pode chover de forma mais isolada no noroeste e extremo norte de Mato Grosso durante a tarde, pela umidade presente no Norte do país. Cuiabá, Brasília, Campo Grande, Goiânia começam a semana sem chuva e com umidade entre 30 e 21%; em Brasília alerta para valores mais próximos a 12%.

Já no Nordeste, a presença de uma frente fria estacionária na altura da costa leste da região mantém a umidade alta e a condição de chuva moderada e ventos. As pancadas podem ocorrer em vários momentos em Maceió e no Recife, com potencial para chuva moderada a forte. Alagoas e João Pessoa, podem ter chuva fraca a moderada, ainda intercalando períodos de sol no decorrer da segunda. Os ventos podem variar entre 40 a 50 km/h desde o norte e litoral do Maranhão até o oeste da Bahia.

O ar ainda fica mais seco no sertão, com umidade em alerta no sul do Piauí e oeste da Bahia, entre 20 e 21% e atenção para valores entre 30 e 21% no sul do Ceará, oeste da Paraíba, Pernambuco e na região central no Maranhão e Piauí. Salvador, começa a semana com chuva mais fraca de manhã e tempo firme à tarde.

E no Norte, a combinação de calor e umidade mantém a formação de nuvens carregadas sobre parte dos estados. As pancadas de chuva se espalham sobre o Amazonas e Roraima, variando entre moderada e forte intensidade, mas acontecendo ainda de maneira irregular. No interior do Pará, a chuva pode cair de forma mal distribuída, porém, com moderada intensidade, enquanto Belém, começa a semana com tempo firme. Não chove no Acre, em Rondônia e Amapá, que devem ter uma segunda com o tempo aberto. No Tocantins, a atuação da alta pressão mantém o céu limpo, os termômetros bastante elevados e a umidade do ar em níveis críticos.

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Sebrae abre inscrições para expositores: ‘Feira do Empreendedor’



Microempreendedores individuais (MEIs), agricultores familiares e artesãos da região de Bauru já podem se inscrever para participar do espaço Sebrae Comunidades: Shopping Compre do Pequeno na Feira do Empreendedor 2025

O evento, promovido pelo Sebrae/SP, ocorrerá de 15 a 18 de outubro, no São Paulo Expo, na capital paulista. As inscrições ficam abertas até 15 de setembro e são gratuitas.

Para garantir a participação, os interessados devem observar os critérios do edital, respeitar prazos e apresentar a documentação exigida. O edital completo está disponível no site oficial da Feira do Empreendedor 2025

Além disso, o Shopping Compre do Pequeno representa uma vitrine estratégica para os pequenos negócios. Em 2024, a feira reuniu mais de 150 mil visitantes, demonstrando o potencial de alcance e de geração de oportunidades. Assim, o espaço foi criado para dar visibilidade, ampliar mercados e aproximar empreendedores de consumidores e parceiros.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

“Participar do espaço é mais do que expor produtos. É conquistar visibilidade, valorizar os pequenos negócios e transformar cada conexão em oportunidade real de crescimento e geração de renda. É oportunidade de levar um produto local para uma vitrine com visibilidade nacional”, destaca Juliana Fardin, analista de negócios do Sebrae/SP e gestora do Programa Sebrae Comunidades na região de Bauru.

Portanto, os empreendedores locais têm a chance de apresentar seus produtos a um público nacional e diversificado.

Serviço 

Sebrae Comunidades: Shopping Compre do Pequeno na FE 2025 

Inscrições: até 15 de setembro pelo link

Local da feira: São Paulo Expo (próximo ao Metrô Jabaquara)

 
Data da feira: 15 a 18 de outubro, das 10h às 20h 



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AgroNewsPolítica & Agro

Expointer 2025 registra recorde de público e vendas na agricultura familiar


A 48ª Expointer entrou para a história como a edição dos registros em público e mercados da agricultura familiar. Realizada no Par que Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a feira registrou o maior número de visitantes e de vendas no segmento, superando as marcas anteriores.

Os resultados foram apresentados neste domingo (09/07), durante coletiva de imprensa realizada no estande do governo do Estado, no Pavilhão Internacional. O anúncio contou com a presença do secretário de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, e do secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, além de autoridades e copromotores do evento.

Entre os dias de programação, 960.144 visitantes passaram pelo parque até as 14h30 de domingo. O recorde anterior era de 2023, quando 822 mil pessoas estiveram presentes. Em 2024, o público havia sido de 662 mil. O resultado deste ano representa um aumento de 16,8% em relação à melhor marca já registrada.

Um dos destaques foi o Pavilhão da Agricultura Familiar, que alcançou o maior volume de vendas da história, somando R$ 13,6 milhões em faturamento. A marca anterior, de R$ 10,8 milhões em 2024, foi superada em mais de 25%. O espaço também conta com a presença iniciada de 456 empreendimentos expositores, ampliando a oferta de produtos e serviços.

Na participação de animais, outro registro foi registrado, com 6.696 exemplares inscritos em competições e exposições. Mesmo assim, as vendas no setor tiveram queda: R$ 15,4 milhões em 2025 contra R$ 18,9 milhões em 2024. No geral, o evento também registrou redução de cerca de 45% no total de negociações.

A próxima edição já tem data confirmada. A Expointer 2026 ocorrerá de 29 de agosto a 6 de setembro.





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bergamota atua na saúde cardiovascular e redução do colesterol


A bergamota apresenta propriedades que contribuem para o controle da diabetes. De acordo com informações do portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Karla Leal, comer a bergamota com o bagaço ajuda a controlar e prevenir a diabetes, pois a pectina, que é a fibra presente na fruta, ajuda a diminuir a velocidade de digestão dos alimentos e a absorção de açúcar no intestino, controlando os níveis de glicose e do hormônio insulina no sangue.

A fruta também auxilia na saciedade, por ser rica em fibras solúveis, a bergamota promove a saciedade, diminuindo a fome e a vontade de comer doces. As folhas e cascas da bergamota contêm óleos essenciais antioxidantes, como limoneno e terpineno, que combatem os radicais livres, evitando a oxidação das células de gordura e reduzindo triglicerídeos e colesterol no sangue.

Além disso, a pectina presente na fruta diminui a absorção intestinal de gorduras, contribuindo para a redução do colesterol total e LDL, prevenindo doenças cardiovasculares, como aterosclerose e infarto. A bergamota é rica em fibras solúveis e água, que prolongam a saciedade, auxiliam na perda de peso e são baixas em calorias.

Os óleos essenciais da bergamota também têm efeito calmante no sistema nervoso central, melhorando o humor e diminuindo a frequência dos batimentos cardíacos, sendo uma boa opção para o tratamento do estresse e da ansiedade. A fruta é ainda rica em água e Potássio, ajudando a eliminar o excesso de sódio do organismo e a prevenir a hipertensão.

A bergamota contém antioxidantes, como vitamina A e C, que combatem os radicais livres, fortalecendo o sistema circulatório e melhorando a saúde das artérias. A pectina, por ser uma fibra prebiótica, também alimenta as bactérias benéficas do intestino, favorecendo o funcionamento intestinal.

Além disso, a fruta auxilia na formação do bolo fecal, facilitando a evacuação, e a vitamina C presente nela ajuda na absorção de Ferro dos alimentos, beneficiando a formação de hemoglobina e o tratamento da anemia. Segundo o informado, a bergamota fortalece o sistema imunológico e ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, como de mama, intestino e próstata, devido à presença de antioxidantes como ácido cítrico, flavonoides e óleos essenciais.





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Demanda aquecida deve continuar freando baixa da arroba do boi em setembro


O mercado físico do boi gordo se depara com predominante acomodação em seus preços nos últimos dias.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda desfrutam de uma posição mais confortável em suas escalas de abate.

“Tais indústrias contam com a incidência de animais de parceria (contratos a termo), somado a utilização de confinamento próprio para suprir suas necessidades”, define.

Segundo ele, as exportações em alto nível ainda são o grande ponto de sustentação do mercado, com um ritmo acelerado de embarques nas últimas semanas, o que deve continuar no restante do mês.

Iglesias reforça que algumas das principais indústrias estão com a escala cheia para o mês de setembro e, por conta disso, naturalmente tendem a pressionar o mercado, mas este movimento não deve ter força o suficiente para baixar significativamente os atuais patamares.

Variação de preços da arroba do boi na semana

  • São Paulo: R$ 312,17
  • Goiás: R$ 303,57
  • Minas Gerais: R$ 299,12
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,66
  • Mato Grosso: R$ 311,69

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com reajustes em seus preços no decorrer da quinta-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia nos primeiros dias do mês, motivando, assim, a reposição entre atacado e varejo.

No entanto, é importante reforçar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne bovina”.

A semana terminou com o quarto traseiro cotado a R$ 24 por quilo, o dianteiro precificado a R$ 18,10 por quilo e a ponta de agulha a R$ 17,10.

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,504 bilhão em agosto (21 dias úteis), com média diária de US$ 71,622 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 268,562 mil toneladas, com média diária de 12,788 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.600,00.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 56% no valor médio diário da exportação, ganho de 23,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,3% no preço médio. 



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Preços do açúcar ampliam quedas com perspectiva de oferta global robusta


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Os contratos futuros do açúcar mantiveram a trajetória de baixa nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (6), pressionados por perspectivas favoráveis para a oferta global da commodity. As cotações recuaram tanto na Bolsa de Nova York quanto na Bolsa de Londres, com perdas em todos os principais vencimentos.

Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro/25 caiu 0,08 cent, ou 0,50%, encerrando o dia cotado a 16,01 cents/lbp. O março/26 recuou 0,09 cent (-0,54%), negociado a 16,66 cents/lbp. Já os contratos para maio/26 e julho/26 também perderam 0,09 cent cada (-0,55%), fechando a 16,41 e 16,34 cents/lbp, respectivamente.

Em Londres, o cenário também foi de queda. O vencimento outubro/25 recuou US$ 1,50 (-0,32%), encerrando a US$ 462,10 por tonelada. O contrato para dezembro/25 cedeu US$ 1,90 (-0,41%), cotado a US$ 456,20 por tonelada. O março/26 teve perda de US$ 2,40 (-0,52%), negociado a US$ 460,00 por tonelada, enquanto o maio/26 caiu US$ 2,30 (-0,50%), a US$ 462,00 por tonelada.

Segundo Jack Scoville, analista da The Price Futures Group, o mercado segue pressionado pelas expectativas de ampla oferta global, alimentadas por condições climáticas favoráveis ao cultivo de cana-de-açúcar e beterraba em diversas regiões produtoras. “A colheita no Centro-Sul do Brasil está mais rápida agora, em meio a condições mais secas. A produção no Centro-Sul do Brasil também tem sido forte”, observou o analista.

Além da oferta brasileira, países como Índia e Tailândia também apresentam boas perspectivas, com o início antecipado da temporada de monções contribuindo para o desenvolvimento das lavouras. Esse cenário reforça a expectativa de suprimentos abundantes, o que limita o avanço dos preços no mercado futuro.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores limitam oferta e seguram preços do milho


Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 08 a 14 de agosto e publicada na quinta-feira (14), o mercado de milho no Brasil registrou leve alta em algumas praças. No Rio Grande do Sul, a média semanal ficou em R$ 62,37 por saco, enquanto as principais localidades locais praticaram valores entre R$ 59,00 e R$ 60,00 por saco. No restante do país, os preços variaram entre R$ 45,00 e R$ 64,00 por saco.

O Ceema apontou que as negociações com o cereal foram pontuais no mercado livre nacional, com vendedores limitando a oferta na expectativa de preços melhores. “Muitos consumidores estão recebendo lotes negociados antecipadamente e usando os estoques”, disse o relatório, que ainda destaca que os operadores apostam em queda dos preços nas próximas semanas devido à produção elevada e aos estoques de passagem altos, enquanto o ritmo das exportações ainda é fraco, apesar de melhoria em agosto, segundo o Cepea.

O plantio da nova safra de verão, concentrado no Sul do país, atingiu 6,7% da área esperada no Centro-Sul até 28 de agosto, contra 7,7% no mesmo período de 2024, conforme a AgRural. O clima está normal nessas regiões, embora haja problemas pontuais. Paralelamente, a colheita da safrinha estava praticamente encerrada no final de agosto, com cerca de 97% da área nacional da segunda safra colhida, segundo a Conab. A produção da nova safra de verão nacional é estimada em 25,6 milhões de toneladas, 0,5% acima do ano anterior.

No Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta crescimento de 1,8% na área de milho 2025/26, que deve atingir 7,39 milhões de hectares. No Rio Grande do Sul, a Emater estima que a área semeada na nova safra de verão chegará a 785 mil hectares, alta de 9,3% sobre 2024. Em clima normal, a produção pode alcançar 5,79 milhões de toneladas, mais de 9% acima do ano passado.

Segundo o analista da Safras & Mercado, o mercado brasileiro ainda opera com lentidão, com operadores aguardando a finalização da colheita da safrinha e o avanço da logística do cereal, o que trava a comercialização. “O câmbio ganha mais atenção, pois para haver recuperação consistente nos preços internos, o ritmo das exportações precisa aumentar. Por enquanto, o produtor não aceita vender abaixo dos atuais patamares de preços”, disse o relatório.

A consultoria Germinar indica que um fator de suporte aos preços é a forte demanda interna, com o consumo estimado entre 93 e 94 milhões de toneladas em 2025, contra 89 milhões no ano passado. O setor de etanol poderá absorver cerca de 23 milhões de toneladas em 2025, chegando a 24 milhões em 2026. Atualmente, o biocombustível representa quase 25% do consumo interno de milho, com tendência de crescimento devido a novas usinas.

No comércio exterior, os embarques brasileiros somaram cerca de 8 milhões de toneladas até agosto. Em 2024, as exportações totalizaram quase 39 milhões de toneladas, e a expectativa para 2025/26 varia entre 35 e 40 milhões de toneladas. Com uma produção total estimada próxima de 150 milhões de toneladas, seria necessário exportar até 56 milhões de toneladas para equilibrar a oferta, algo considerado difícil diante da lentidão nas vendas atuais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações brasileiras de ovos sobem cerca de 72% em agosto


As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, somaram 2.129 toneladas em agosto de 2025, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa alta de 71,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 1.239 toneladas.

A receita gerada com os embarques em agosto chegou a US$ 5,729 milhões, desempenho 90,8% superior ao registrado em agosto de 2024, que totalizou US$ 3,003 milhões, informou a ABPA.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações brasileiras de ovos alcançaram 32.303 toneladas, aumento de 192,2% em comparação com o mesmo período de 2024 (11.057 toneladas). A receita no acumulado do ano chegou a US$ 75,295 milhões, incremento de 214,5% em relação aos US$ 23,943 milhões do ano anterior.

Em agosto, os principais destinos de exportação foram o Japão, com 578 toneladas (+328,5%), seguido pelos Estados Unidos, com 439 toneladas (+628,9%), México, com 304 toneladas, Emirados Árabes Unidos, com 182 toneladas, e Chile, com 172 toneladas (-79,6%).

“Os embarques para os Estados Unidos sofreram os efeitos do tarifaço, com diminuição no fluxo embarcado no mês. Ao mesmo tempo, vemos a retomada de destinos, como os Emirados Árabes Unidos e o fortalecimento para novos importadores, como o México. De qualquer forma, não são esperados efeitos significativos à oferta interna de ovos, já que exportamos menos de 2% de nossa produção”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.





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