sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em seis estados



O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em seis estados na semana de 31 de agosto a 6 de setembro.

Na média dos postos pesquisados no país, o biocombustível tinha paridade de 67,91% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que é utilizado.

Assim, o etanol é mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:

  • Goiás (67,16%);
  • Mato Grosso (67,30%);
  • Mato Grosso do Sul (65,03%);
  • Minas Gerais (69,19%);
  • Paraná (67,49%); e
  • São Paulo (66,34%).



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Crédito Rural completa 60 anos e a indústria das renegociações de dívidas três décadas


O crédito rural no Brasil foi formalmente instituído pela Lei nº 4.829, de 5 de novembro de 1965, criando o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR).

O objetivo era modernizar a agricultura, ampliar investimentos em custeio e comercialização e garantir o abastecimento interno. O modelo, fortemente subsidiado pelo Estado, expandiu a produção, mas também concentrou recursos e aumentou a inadimplência.

Até 1995, não havia instrumentos estruturados de renegociação. O acúmulo de dívidas após o Plano Real levou à primeira grande iniciativa: a securitização, que converteu dívidas em títulos alongados.

Surgiram, então, o Programa Especial de Saneamento de Ativos (Pesa) e o Programa de Revitalização de Cooperativas (Recoop). Nos anos 2000, novas normas ampliaram o alcance das renegociações. A Lei nº 11.775/2008 autorizou liquidações e repactuações em condições especiais, formando um dos maiores pacotes da história.

Em 2009, o FAT Giro Rural abriu linha emergencial de crédito, prorrogada em 2022, demonstrando a continuidade desse tipo de socorro.

Renegociações ligadas a fundos constitucionais (FNE, FCO, FNO) e eventos climáticos também marcaram o período. Destacam-se a Resolução CMN nº 4.112/2012 (prorrogação no semiárido), 4.272/2013 (estiagens no Sul) e 4.519/2016 (prorrogação de dívidas de custeio).

Nos últimos 20 anos, tornou-se rotina o uso de resoluções do CMN e portarias da PGFN para renegociar débitos originários de operações de crédito rural e das inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), com condições facilitadas para produtores.

Recentemente, programas como o Desenrola Brasil Rural, voltado à agricultura familiar, renegociaram mais de R$ 6 bilhões em 2023, e a Medida Provisória nº 1.213/2025 prevê R$ 12 bilhões em prorrogação de dívidas, reforçando a presença contínua de pacotes emergenciais.

Indústria das renegociações

No Brasil, produtores continuam reféns de decisões políticas tomadas no afogadilho, aumentando ineficiências que se repetem a cada seca ou inundação. Essa realidade criou uma “indústria das renegociações”: recursos públicos consumidos, governos desgastados e raízes do problema pouco atacadas, mascarando uma bolha de inadimplência.

Outra indústria prospera paralelamente: a das recuperações judiciais. Hoje, é urgente revisar a política agrícola como fator de planejamento estratégico para preparar o Agro para a nova era geopolítica e econômica. O efeito Trump, tarifas internacionais e a competição global intensificam a necessidade de eficiência no uso de recursos para manter a competitividade brasileira.

Conflitos globais e a agenda climática, reforçada na COP30, exigem uma abordagem integrada, sustentável e resiliente. Cada real de subvenção deve alcançar um número maior de produtores mais vulneráveis, de forma pulverizada. O futuro exige seguro rural subsidiado, corresponsabilidade entre produtores e financiadores, diferenciação de juros com e sem seguro e menor dependência de socorros emergenciais.

Fundos garantidores

Novas soluções, como fundos garantidores vinculados ao seguro rural, podem representar um caminho viável para o crédito rural no Brasil. Só assim o país poderá atingir padrões internacionais de gestão de risco.

Financiamento sustentável, uso de tecnologias e boas práticas agrícolas, seguro rural e o Zoneamento Agrícola (Zarc) da Embrapa protegem o solo, aumentam a produtividade e permitem que o produtor permaneça em sua área sem necessidade de desmatamento — é o efeito “poupa terra”, mitigando riscos climáticos. Todos se beneficiam desse ciclo virtuoso.

A indústria das renegociações de dívidas precisa ser extirpada: é hora de cortar pela raiz essa cultura de procrastinação e socorros paliativos, construindo um sistema de crédito rural sólido, eficiente e justo — onde o país e seus produtores finalmente saiam do ciclo vicioso de perdas e dependência.

*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Presença de abelhas eleva polinização da canola


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (4), as lavouras de canola no Rio Grande do Sul registram bom desenvolvimento, impulsionadas por dias ensolarados e temperaturas em elevação no final de agosto. “A radiação solar tem estimulado a polinização natural, intensificada pela presença de abelhas, fator que pode contribuir para o incremento da produtividade”, apontou o boletim.

Atualmente, a cultura está em pleno estádio reprodutivo, com áreas em floração, formação de síliquas e enchimento de grãos. A sanidade é considerada satisfatória, embora haja registros pontuais de pragas e doenças. Entre elas, destaca-se a traça-das-crucíferas (Plutella xylostella), identificada em diversas regiões.

A Emater/RS-Ascar projeta área cultivada de 203.206 hectares e produtividade média de 1.737 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, na Campanha, o início da floração coincidiu com temperaturas mais elevadas e radiação solar intensa, condições que favoreceram a fecundação. Na Fronteira Oeste, especialmente em São Borja, 55% das áreas estão em floração e 45% em enchimento de grãos. A disponibilidade de umidade no solo e a luminosidade têm contribuído para a formação adequada das síliquas.

Em Frederico Westphalen, 55% das lavouras estão em florescimento e 45% em enchimento de grãos, com bom estado fitossanitário e baixa ocorrência de pragas. Em Ijuí, 50% das áreas estão em floração, 48% em formação de síliquas e 2% em maturação. A presença da traça-das-crucíferas motivou a recomendação de inseticidas fisiológicos para preservar os polinizadores.

Na região de Santa Rosa, a distribuição dos estádios fenológicos mostra 3% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 49% em florescimento, 43% em enchimento de grãos, 4% em maturação e 1% já colhido. Segundo o boletim, a floração ativa na parte superior das plantas e a formação de síliquas nas inferiores indicam bom potencial produtivo.

Em Soledade, 70% das lavouras estão em florescimento, 25% em enchimento de grãos e 5% em estágio vegetativo. As temperaturas entre 15 °C e 23 °C, aliadas à radiação solar, favoreceram o crescimento, e a cultura apresenta boa sanidade, com monitoramento contínuo e aplicações pontuais de fungicidas.





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Alívio na inflação é temporário e futuro incerto, diz economista



Após o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil completar um mês, a constatação é que os impactos na economia são ambíguos. Quem explica melhor é o economista Sillas Cezar, pesquisador da Universidade de São Paulo. Segundo ele, por um lado há uma enorme incerteza que tem se traduzido na queda do ritmo dos investimentos. Por outro, o país conta com um superávit comercial, que é um bom indicador e representa alívio inflacionário.

Os efeitos no longo prazo, no entanto, não devem se sustentar. Se no IPCA-15 de agosto, alimentos como manga, arroz e carnes acumulam recuo, esse movimento pode ser reajustado pela redução da produção no campo. “No agronegócio, o cenário mais provável é de ajuste: produtores tendem a reduzir a produção para conter perdas, o que diminui a oferta e eleva os preços novamente em algum prazo não muito longo”, explica.

Impactos do tarifaço na economia

Os primeiros reflexos do tarifaço começaram a aparecer no resultado da balança comercial de agosto. No mês passado, as exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 18,5%, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Neste ponto, Cezar não descarta um efeito em cadeia a partir dos impactos das tarifas norte-americanas em outros países. De acordo com ele, isso poderia levar a uma queda mais generalizada dos preços internacionais. “Somado a um dólar menos pressionado, haveria espaço para aumento do poder de compra interno”.

Mesmo assim, o especialista diz que ainda é cedo e que o cenário tem que ser monitorado. 

Alívio inflacionário: até quando?

Mas afinal, as tarifas impostas pelos Estados Unidos devem se prolongar? Para o pesquisador da USP, o cenário segue incerto e dominado por disputas políticas. Ele afirma que qualquer previsão categórica seria precipitada.

“Se alguém disser que sabe essa resposta, estará mentindo. Os cenários vão desde uma melhora em prazo relativamente curto até uma crise mais prolongada”, resume.

Cezar também destaca que a estratégia de Donald Trump está diretamente associada ao enfraquecimento econômico de outros países, o que amplia as incertezas. “O sucesso de Trump hoje está ligado ao declínio econômico de muita gente. Quem sairá vencedor dessa disputa? Ainda não sabemos. Eu não sei.”

Linha do tempo do tarifaço

Após adiamento e exclusão de quase 700 produtos da lista original, a cobrança das alíquotas que chegam a até 50% sobre produtos como carne bovina, café e frutas, começou oficialmente em 6 de agosto. De lá para cá, houve diversas tentativas de negociação por parte do governo brasileiro, mas sem sucesso. 

Uma semana depois do anúncio das tarifas, em 13 de agosto, o Brasil lançou um pacote de ações a fim de reduzir os impactos nas empresas que dependem das exportações para os Estados Unidos. Intitulado de Brasil Soberano, a principal medida anunciada inclui R$ 30 bilhões em crédito.

Já no começo de setembro, empresários brasileiros estiveram em Washington para mais uma tentativa de convencer os norte-americanos a rever o tarifaço contra os produtos do Brasil. No entanto, a comitiva, que contou com mais de 100 empresas envolvidas e entidades do setor produtivo, voltou sem acordo.



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Brasil registra superávit de US$ 500 milhões na primeira semana de setembro



O Brasil registrou superávit de US$ 500 milhões na balança comercial durante a primeira semana de setembro de 2025. As exportações somaram US$ 6,4 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,9 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

No acumulado do ano, as exportações alcançam US$ 234 bilhões, contra US$ 190,7 bilhões em importações, o que resulta em um saldo positivo de US$ 43,3 bilhões.

Comparativo mensal

Na comparação das médias diárias, as exportações da primeira semana de setembro de 2025 (US$ 1,280 bilhão) caíram 5,5% em relação a setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhão). Já as importações cresceram 5,7%, passando de US$ 1,114 bilhão em setembro de 2024 para US$ 1,178 bilhão em setembro de 2025.

Com isso, até a primeira semana de setembro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,458 bilhões, com saldo positivo de US$ 102,9 milhões. Em relação a setembro de 2024, houve leve retração de 0,4%.

Exportações e importações por setor

No acumulado até a primeira semana de setembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, o desempenho setorial das exportações (média diária) foi o seguinte:

  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 37,9 bilhões (+4,8%);
  • Agropecuária: queda de US$ 68,89 bilhões (-25,4%);
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 40,25 bilhões (-14,0%).

No mesmo período, as importações (média diária) tiveram o seguinte desempenho:

  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 18,09 milhões (+24,6%);
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 54,23 milhões (+5,4%);
  • Agropecuária: queda de US$ 3,4 milhões (-15,5%).



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Dieta de vaca leiteira: o risco de 60% de concentrado para a saúde ruminal


Pecuaristas, a nutrição das vacas leiteiras é um dos fatores mais importantes para a produtividade da fazenda. A busca por uma dieta que maximize a produção de leite pode levar a erros graves. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Natan Eduardo Reis Almeida, de Mirador, no estado do Maranhão, questionou sobre o impacto de uma dieta com 60% de concentrado e 40% de volumoso na saúde ruminal e na produção de suas vacas.

Nesta segunda-feira (8), o médico-veterinário e consultor Guilherme Vieira respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde” do programa Giro do Boi.

Ele explica que, embora essa dieta possa aumentar a produção no curto prazo, ela não é sustentável e pode causar sérios problemas de saúde, comprometendo a longevidade e a produtividade do animal.

O risco da acidose e a importância da ruminação

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Foto: Giro do Boi

Guilherme Vieira ressalta que, no curto prazo, o aumento da proporção de concentrado na dieta resulta em um aumento da produção de leite. No entanto, essa alta produção não se mantém por muito tempo.

O problema está na falta de volumoso e, consequentemente, na falta de fibras longas que estimulam a mastigação e a ruminação.

A ruminação é essencial porque estimula a produção de saliva, que é rica em tamponantes naturais. Esses tamponantes neutralizam a acidez ruminal.

Uma dieta com 60% de concentrado diminui a salivação, o que leva a um aumento da acidose ruminal e, por consequência, a uma acidose metabólica.

A acidose metabólica e a acidose ruminal têm grandes impactos na saúde da vaca:

  • Problemas de casco: Pode causar a laminite, uma inflamação que causa dor e dificuldade de locomoção.
  • Saúde do rúmen: Leva à destruição das papilas ruminais e à diminuição da flora e fauna ruminal, que são essenciais para a digestão.
  • Diminuição da digestão: O impacto na saúde do rúmen compromete a digestão dos animais, o que resulta em menor aproveitamento dos nutrientes e, consequentemente, menor produção de leite.

Diferença entre gado de corte e gado de leite

Guilherme Vieira explica a diferença entre a nutrição do gado de corte e do gado de leite. Atualmente, o gado de corte em confinamento e semiconfinamento utiliza de 60% a 70% de concentrado e de 30% a 40% de volumoso na dieta.

No entanto, o gado de corte é muito menos pesado e tem uma necessidade nutricional diferente da vaca de leite.

A vaca de leite tem uma necessidade nutricional muito grande e ingere de 15 a 20 kg de matéria seca por dia. Por isso, para as vacas leiteiras, o ideal é manter a proporção de 50% de volumoso e 50% de concentrado na dieta, com uma ração que equilibre os nutrientes e preserve a saúde ruminal.



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Preços da batata seguem em patamares baixos



Os preços da batata seguem em baixos patamares, como apontam os levantamentos da equipe Hortifrúti/Cepea

Na última semana, a média da ágata especial foi de R$ 38/sc de 25 kg no atacado de São Paulo. O valor se mostrou estável na comparação com o período anterior. 

De acordo com produtores consultados pelo Hortifrúti/Cepea, há um fluxo regular de comercialização, sem relatos de ações para retardamento de colheita visando melhores preços no decorrer da safra.

Para setembro, segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, os valores devem continuar baixos, já que ainda há grande oferta.  Por outro lado, no decorrer do mês, a tendência é de desaceleração da safra em Vargem Grande do Sul (SP), gerando menor oferta. O Sudoeste Paulista deve retomar a colheita a partir de outubro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Lista de setembro do Pronaf inclui 10 novos produtos



Alho, banana e feijão estão entre produtos com desconto



Foto: Pixabay

O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) divulgou a lista de produtos contemplados com descontos no Pronaf para o mês de setembro. A medida beneficia agricultores familiares de diversas regiões do país, com reduções nas parcelas de financiamento quando os preços de mercado ficam abaixo dos valores de garantia estabelecidos para cada cultura.

A portaria publicada nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da União, inclui produtos como alho (MG e GO), banana (PE), borracha (SP), cana-de-açúcar (RJ), cebola (BA e DF), feijão (RJ), feijão-caupi (PI), laranja (BA e RS), raiz de mandioca (RJ) e trigo (GO e PR). Produtos como batata-doce, arroz (TO), banana (TO, SC e GO), cana-de-açúcar (MA) e mel de abelha (PI e RS) deixaram de ser contemplados neste mês.

Entre os maiores percentuais de desconto estão o cará/inhame no Paraná (59,52%), feijão-caupi em Mato Grosso (54,15%), raiz de mandioca no Rio de Janeiro (52,12%) e cebola em São Paulo (46,88%). Outros percentuais significativos incluem batata no Distrito Federal (40,87%) e feijão em estados do Sul do país.

Os percentuais são calculados a partir da diferença entre os preços médios de mercado e os valores de garantia definidos para cada cultura. O período de validade das condições vai de 10 de setembro a 9 de outubro de 2025, conforme a Portaria SAF/MDA nº 347, de 5 de setembro de 2025.





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Importações de trigo atingem o nível mais alto dos últimos 13 anos



As importações brasileiras de trigo seguem em ritmo elevado. É isso o que apontam os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar da queda verificada em agosto/25 (frente a julho/25 e em relação a agosto/24), o volume adquirido no acumulado de 2025 (de janeiro a agosto) é o maior desde 2007. 

Pesquisadores explicam que os preços externos mais atrativos têm estimulado as moageiras brasileiras a ampliarem as compras, sobretudo de países vizinhos. A soma total atingiu 493,23 mil toneladas de trigo importadas em agosto, 20% a menos que em julho/25 e 9,5% abaixo da quantidade registrada em agosto/24. 

Ainda assim, nos últimos 12 meses (de setembro/24 a agosto/25), o volume supera em 13,5% o do intervalo anterior, totalizando 6,77 milhões de toneladas. No acumulado de 2025, são 4,68 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação a 2024.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do açúcar apresentam novas quedas em setembro



Na primeira semana de setembro, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal (Icumsa de 130 a 180) teve média de R$ 118,52/sc, queda de 0,14% frente à do período anterior. É isso o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores explicam que a desvalorização está relacionada à baixa demanda e ao fato de agentes de usinas terem cedido aos preços, para viabilizar as vendas. Além disso, o movimento de retração dos valores do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures) levaram compradores brasileiros a adotar postura cautelosa, aguardando a reação do mercado interno paulista antes de efetuar novos negócios. 

A produção de açúcar nas usinas paulistas segue em ritmo intenso, mesmo diante da menor qualidade da cana. De acordo com dados da Unica, o estado de São Paulo produziu 2,368 milhões de toneladas do adoçante na parcial da safra 2025/26 (de abril/25 até a primeira quinzena de agosto). O volume produzido representa um aumento de 20,46% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. 

O elevado volume se explica pelo mix de produção mais voltado ao açúcar: 61,64% das 27,722 milhões de toneladas de cana processadas em São Paulo. Esse é um dos fatores que pode ter reforçado a pressão sobre as cotações na última semana, ainda conforme o centro de pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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