sexta-feira, maio 1, 2026

Autor: Redação

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Expectativa por corte de juros nos EUA aumenta após deflação


No morning call desta quinta-feira (11), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o PPI dos EUA mostrou deflação de 0,1% em agosto, reforçando otimismo para corte de juros pelo Fed. Bolsas americanas renovaram recordes, exceto o Dow Jones, pressionado por Apple e Amazon.

No Brasil, o Ibovespa avançou 0,52% a 142 mil pontos e dólar caiu a R$ 5,40. Hoje, atenção à PMC, LSPA, ICEI e CPI dos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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gestão e tecnologia transformam propriedade em MT


Na vida no campo, saber produzir é importante, mas saber gerir bem o que se produz é essencial. É isso que mostra a história inspiradora da família Abati, que desde 1992 se dedica à pecuária leiteira em Campo Verde, Mato Grosso (MT). Unindo tecnologia, inovação e muita parceria, eles transformaram a propriedade em um exemplo de sucesso na agricultura familiar.

João Moisés Abati lembra do começo com simplicidade. “A gente mexia com frango, depois fomos pro leite. Começamos pequeno, mas sempre sonhando em crescer.”

Com o tempo, o leite se tornou a principal atividade, e hoje é o filho, Fábio Luciano Abati, quem toca a rotina da fazenda, ao lado dos pais, esposa, filho e irmão — todos engajados na produção.

A gestão da propriedade ganhou força com informação e capacitação. “As etapas da gestão são fundamentadas com informação e parceiros. Fiz cursos com o Senar, Sebrae e também com a Comajul, nossa cooperativa. Essas parcerias fazem toda a diferença”, explica Abati, que também conta com o apoio da Secretaria de Agricultura do município de Campo Verde. 

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Um dos segredos da família Abati é a organização interna. Cada membro tem um papel definido dentro da propriedade. Desde 2012, as metas são claras e o planejamento é feito em conjunto. A presença do técnico, ligado à cooperativa, foi fundamental nesse processo de crescimento. “Ele chegou em 2003 e sempre esteve alinhado com nossas ideias. Ajudou muito na evolução do que temos hoje”, conta Abati.

O sistema de produção passou por transformações importantes. Inicialmente, o leite era produzido a pasto e, durante a seca, com silagem. Mas em 2017, a família decidiu investir em um modelo mais moderno: o compost barn, também chamado de “cama compostada”. Nele, os animais ficam em um barracão coberto, com alimentação, água e conforto disponíveis 24 horas por dia.

“Optamos pelo compost barn porque ele garante bem-estar para as vacas e melhora a produtividade. O rodeio é feito duas vezes ao dia, com tranquilidade, e os animais se expressam melhor. É um sistema que deu muito certo por aqui”, afirma o produtor.

Dois homens fazendo a ordenha mecânica Dois homens fazendo a ordenha mecânica
Pecuária leiteira da família Abati, Campo Verde (MT). Foto: Michelle Jardim.

Tecnologia e conhecimento caminham juntos

A transição para esse modelo mais intensivo contou com o apoio da cooperativa e foi um marco para a região, onde o sistema ainda era pouco utilizado. “No Sul e Sudeste já era comum, mas aqui fomos um dos primeiros. Foi um passo importante”, lembra o produtor rural.

Outra mudança fundamental foi na gestão reprodutiva. “Quando cheguei aqui, não sabia inseminar. Fiz o curso pelo Senar e aprendi. Hoje usamos inseminação artificial em todo o rebanho, o que elevou a qualidade genética dos nossos animais”, explica. Segundo ele, aplicar tecnologia no campo exige conhecimento e os cursos foram essenciais.

Capacitações em gestão e manejo também ajudaram a organizar melhor a produção e os custos. “A informação que a gente traz dos cursos nos permite tomar decisões com mais segurança. Isso faz diferença lá na frente”, afirma Abati, com a convicção de quem viu os resultados acontecerem na prática.

Sucessão familiar garante futuro no campo

Outro pilar importante para o sucesso da propriedade é a sucessão familiar. Para Fábio, envolver os jovens é essencial para manter a atividade viva. “Hoje meu menino tem 15 anos e já está engajado. A mão de obra está cada vez mais difícil, então precisamos formar dentro de casa.”

A tecnologia, inclusive, tem sido aliada nesse processo. Com acesso à internet e ferramentas digitais, os jovens se sentem mais atraídos pela lida no campo. “A gente traz informação, mostra que dá pra trabalhar com qualidade, sem perder a vida rural. Isso motiva a nova geração a ficar.”

Para Juraci José Vastos, Secretário de Agricultura de Campo Verde, esse tipo de resultado é fruto das parcerias que funcionam. “Trabalhamos junto com o Senar, Sebrae e o sindicato rural para levar tecnologias de gestão aos produtores. Nossa função é incentivar, acompanhar e mostrar que é possível evoluir com organização e planejamento.”

Para quem está na lida do leite e quer crescer com segurança, o exemplo dos Abati é claro: parceria, capacitação e união familiar são os ingredientes certos para colher bons resultados, mesmo em tempos desafiadores.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre a família Abati? Assista hoje (11), às 17h45, ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Alimentos pesam na primeira deflação do ano; economista avalia até quando



Em meio ao tarifaço dos Estados Unidos, o preço dos alimentos registrou queda pelo terceiro mês consecutivo. A divulgação feita nesta quarta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O café, um dos itens mais afetados pelas sobretaxas, caiu 2,17% em agosto.

Na avaliação de Caio Augusto Rodrigues, economista e sócio da consultoria Terraço Econômico, o movimento ocorre porque estão sobrando produtos no mercado interno. Por consequência, muitos dos setores ainda não conseguiram alinhar novos compradores diante das sanções do governo norte-americano.

Queda dos alimentos não deve se manter

Rodrigues lembra que a capacidade do Brasil em abrir novos mercados pode fazer com que a normalização dos preços desses itens exportados ocorra em, no máximo, seis meses. Ou seja, o recuo observado em agosto pode se manter por mais algum tempo, mas não deve passar disso.

“A não ser que algo grave aconteça, como algum conflito nas regiões para onde esses produtos estão começando a ir, a queda dos alimentos deve cessar logo no começo de 2026”, argumenta.

O economista reforça que, enquanto não houver um acordo formal com os Estados Unidos, esse desvio temporário de produtos para outros mercados deve continuar segurando os preços. Ele alerta, porém, que assim que a situação for normalizada parte desses produtos voltará ao fluxo habitual de exportações. Com isso, os efeitos de contenção de preços no mercado interno tendem a desaparecer.

Primeira deflação em um ano: o que isso significa?

O recuo dos alimentos, que contribuiu para a variação negativa de 0,11% do índice que mede a inflação oficial do país (IPCA), marca a primeira deflação registrada em 2025. Rodrigues explica que apesar de ser importante, esse dado isolado não conta toda a trajetória da inflação até agora.

“No caso de agosto, o que puxou a conta para baixo foram transporte, alimentação e habitação. Dentro de habitação, o maior impacto veio dos descontos na conta de luz, algo mais ligado ao sistema do que a preços de mercado na ponta final”, afirma.

Sobre a trajetória inflacionária daqui para frente, o economista ressalta que o movimento vai depender da interação entre juros altos e atividade econômica. Embora os efeitos já tenham começado a ser sentidos, a expectativa é que apareçam de forma mais consistente apenas em 2026.

“Os juros estão cumprindo o papel de frear a economia e, por consequência, a inflação. Mas isso acontece com atraso e ainda não dá segurança para o Banco Central relaxar. Até lá, será preciso observar como esse arrefecimento impacta no mercado de trabalho e se de fato ajuda a trazer a inflação para dentro da meta”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Reprovação de vestimentas agrícolas chega a 60%



Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos


Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos
Mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos – Foto: Divulgação

O programa IAC-Quepia, de Qualidade de Vestimentas Protetivas Agrícolas, coordenado pelo pesquisador Hamilton Ramos, identificou uma queda significativa na performance dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) usados no campo. Desde 2020, mais de 60% das peças enviadas por fabricantes para certificação foram reprovadas em testes de laboratório. A causa, segundo Ramos, foi a substituição do hidrorrepelente à base de oito carbonos, descontinuado por razões ambientais, por um de seis carbonos, menos durável e resistente.

Essa mudança impactou diretamente a eficiência dos tecidos utilizados em EPI, fundamentais para proteger trabalhadores durante a aplicação de defensivos agrícolas. Ramos reforça que a indústria de EPI não foi responsável pelo problema, já que a limitação estava no novo composto químico, que não reproduzia o mesmo nível de proteção. “Por conta de questões ambientais, o hidrorrepelente original foi substituído por outro, similar, formado, contudo, por somente seis carbonos, que não apresentou a mesma durabilidade”, adianta.

Diante do cenário, o IAC-Quepia iniciou pesquisas em parceria com empresas brasileiras do setor químico e de EPI para buscar soluções. Testes finais estão em andamento com novos hidrorrepelentes que suportam lavagens sem perda de eficiência, garantindo durabilidade e segurança.

O programa já foi responsável, nos últimos dez anos, por reduzir de 80% para 20% o índice de reprovação desses equipamentos no Brasil, aproximando a indústria nacional dos padrões internacionais. Agora, a expectativa é recuperar os baixos índices e assegurar novamente a confiabilidade dos EPIs agrícolas. “Trata-se de uma conquista representativa, que colocou a indústria nacional de EPI em condições de igualdade em relação a padrões internacionais de confiabilidade. O objetivo, agora, é auxiliar à indústria a novamente manter baixos índices de reprovação”, comenta.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Axial ou híbrida: qual colheitadeira escolher?



A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura


A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura
A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura – Foto: United Soybean Board

Na hora de renovar o maquinário agrícola, a escolha da colheitadeira é decisiva para garantir produtividade e eficiência no campo. A principal dúvida entre os produtores está entre os modelos axiais e híbridos, que apresentam sistemas distintos de trilha. A axial utiliza um único rotor responsável por realizar a trilha e a separação da palhada, sendo indicada para grandes volumes. Já a híbrida combina um cilindro convencional dedicado à trilha e dois rotores para a separação final dos grãos, unindo eficiência e menor índice de perdas.

A decisão deve levar em conta fatores técnicos e as condições da lavoura. Culturas sensíveis a danos mecânicos, como feijão e sementes, tendem a se beneficiar do sistema axial, que preserva melhor a qualidade dos grãos. Em lavouras com grande volume de palhada, como trigo e arroz, as híbridas se destacam pela alta capacidade de processamento. Além disso, áreas planas favorecem o uso das axiais, enquanto terrenos mais acidentados podem exigir a eficiência das híbridas. “A escolha deve considerar tipo de cultura, área e objetivo de produtividade, e não apenas preço ou potência”, orienta Anderson Schofer, especialista em colheitadeiras da Massey Ferguson.

Outro aspecto importante é a tecnologia embarcada, disponível em ambos os sistemas. Recursos como piloto automático via GPS, monitoramento de produtividade em tempo real, telemetria e diagnóstico remoto já fazem parte das duas categorias, cabendo ao produtor definir a configuração mais adequada para sua operação.

“Antes de decidir, o produtor deve avaliar suas culturas, área de plantio, tipo de solo, disponibilidade de mão de obra, custo de manutenção e metas de produtividade. Contar com a consultoria técnica de um representante ou concessionária especializada é fundamental para tomar uma decisão assertiva e garantir que o investimento gere os resultados esperados”, finaliza.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Lula diz que discutirá tarifas de Trump com membros do Brics


Logotipo Reuters

 

Por Brad Haynes e Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentou como um porta-voz do multilateralismo em um mundo fragmentado em uma ampla entrevista à Reuters nesta quarta-feira, na qual revelou planos de discutir com membros do Brics a guerra comercial global do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O que o presidente Trump está fazendo é tácito, ele quer acabar com o multilateralismo — em que os acordos se dão coletivamente numa instituição — e quer criar o unilateralismo — em que ele negocia sozinho com outro país”, disse Lula. “Qual é o poder de negociação que tem um país pequeno com os Estados Unidos na América do Norte? Nenhum.”

Lula disse que haverá uma conversa no Brics sobre como lidar com as tarifas de Trump. Ele acrescentou que planeja ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na quinta-feira, bem como para o presidente da China, Xi Jinping, e outros líderes depois.

Além do Brasil, Índia e China, o grupo também tem Rússia e outras economias emergentes entre seus membros.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como é que cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão”, disse ele. “É importante lembrar que o Brics tem dez países no G20”, acrescentou, referindo-se ao grupo que reúne 20 das maiores economias do mundo.

Lula ressaltou que o Brasil agora ocupa a presidência do Brics e disse que quer discutir com os aliados por que Trump está atacando o multilateralismo e quais podem ser seus objetivos.

Trump chamou o Brics de “antiamericano” e ameaçou as nações que participam dele com tarifas de 10% no início de julho, enquanto o grupo se reunia em uma cúpula no Rio de Janeiro.

Mais tarde, ele aplicou tarifas de 50% sobre muitos produtos do Brasil e da Índia, enquanto as tarifas sobre exportações chinesas foram fixadas em 30% após um acordo em maio, embora outras tarifas possam ser aplicadas a alguns produtos.

Trump vinculou as tarifas sobre produtos brasileiros ao que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, e parte das tarifas sobre produtos indianos às importações contínuas de petróleo russo pelo país.

Lula acrescentou que conversará com a União Europeia e prometeu finalizar o acordo comercial entre o bloco e o Mercosul, que, segundo ele, conectaria 722 milhões de pessoas, antes do final do ano.

“Vamos fechar o acordo”, disse ele.

(Reportagem de Brad Haynes e Lisandra Paraguassu, em Brasília)





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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra pregão em baixa em Chicago



Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo


Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo
Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo – Foto: Bing

A soja negociada em Chicago encerrou o pregão desta terça-feira (10) em baixa, mesmo diante da deterioração das lavouras americanas reportada pelo USDA. Segundo análise da TF Agroeconômica, o contrato para novembro recuou 0,24% ou -2,50 cents/bushel, cotado a US$ 1.031,25, enquanto janeiro fechou a US$ 1.050,50, em queda de 0,21% ou -2,25 cents/bushel. No segmento de derivados, o farelo de soja para outubro subiu 2,06% a US$ 287,70 por tonelada curta, mas o óleo de soja recuou na mesma proporção, a US$ 49,93 por libra-peso.

Apesar do cenário climático adverso nos Estados Unidos, que deveria oferecer suporte às cotações, o mercado segue pressionado pela ausência da China nos relatórios oficiais de compras, fator que preocupa exportadores diante da perda de participação no maior mercado importador do mundo. O aumento das vendas pontuais para destinos como o Egito não tem compensado essa lacuna.

Outro fator baixista é a queda no preço do petróleo, impactado por um projeto de lei republicano que visa restringir a Agência de Proteção Ambiental (EPA) de redistribuir obrigações de mistura de biocombustíveis. Caso aprovado, o movimento pode resultar em excesso de biodiesel e etanol, reforçando o embate entre o lobby do petróleo e o lobby agrícola no Centro-Oeste americano.

No entanto, há um limite para a pressão negativa: a possibilidade de uma safra menor nos EUA. A contínua seca em parte do cinturão da soja e do milho aumenta as especulações de que o USDA poderá revisar para baixo a produção no relatório mensal a ser divulgado na sexta-feira. Esse cenário ainda mantém investidores atentos às oscilações climáticas como suporte de preços no curto prazo.

 





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Soja apresenta firmeza no Sul


O mercado de soja no Rio Grande do Sul apresentou firmeza, sustentado pela demanda de exportação, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,00 (-0,36%) nos portos. No interior, as cotações marcaram ganho e ficaram em torno de R$ 135,00 por saca, em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa para 30/09”, comenta.

O mercado de soja em Santa Catarina mantém-se sólido, impulsionado pela demanda consistente da indústria local de processamento. “A safra recorde de 3,3 milhões de toneladas reforçou a posição do estado como fornecedor estratégico para o consumo interno, o que ajuda a sustentar preços firmes e reduz a pressão de oferta sobre o mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,84”, completa.

O Paraná segue como um dos estados mais dinâmicos no mercado de soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,50. Em Cascavel, o preço foi 129,01. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,47. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,36 (-0,68%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 123,00. Nesse contexto, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

O mercado de soja em Mato Grosso do Sul apresentou valorização. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,00 (+1,20%), Campo Grande em R$ 130,00 (+1,56%), Maracaju em R$ 123,00 (+0,20%), Chapadão do Sul a R$ 125,00, Sidrolândia a em R$ 130,00 (+1,56%)”, informa. Os produtores de Mato Grosso mantêm cautela na comercialização da safra futura. “Campo Verde: R$ 125,80 (+0,66%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,89, Nova Mutum: R$ 120,76. Primavera do Leste: R$ 124,00 (+0,67%). Rondonópolis: R$ 130,50. Sorriso: R$ 119,40 (-0,33%)”, conclui.

 





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Milho tem ajustes na B3 e queda em Chicago


O mercado de milho apresentou movimentos distintos nesta segunda-feira, com ajustes na B3 e quedas em Chicago. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos futuros no Brasil encerraram de forma mista, refletindo a influência da alta do dólar, que não foi suficiente para compensar a pressão negativa vinda do mercado externo. A ampla oferta, característica da reta final da colheita, deixa os compradores em posição confortável, enquanto os vendedores adotam postura cautelosa, liberando apenas pequenos lotes e aguardando preços mais atrativos.

Na B3, os ajustes foram pontuais. O contrato de setembro/25 fechou em R$ 65,47, com leve alta diária de R$ 0,08 e ganho semanal de R$ 0,52. Já o vencimento de novembro/25 encerrou a R$ 68,18, queda de R$ 0,06 no dia e recuo de R$ 0,97 na semana. O contrato de janeiro/26 foi cotado a R$ 71,28, em baixa de R$ 0,03 no dia e de R$ 0,69 na semana. Esses resultados refletem um cenário em que vendedores, atentos às recentes valorizações nos portos e no mercado internacional, mantêm a oferta restrita e pedem preços firmes em novos negócios.

No cenário externo, as cotações do milho em Chicago recuaram diante do avanço da colheita nos Estados Unidos, que caminha para confirmar a maior safra da história do país. O contrato de dezembro caiu 0,47%, encerrando a US$ 419,75/bushel, enquanto o de março recuou 0,46%, para US$ 437,50/bushel. Embora a demanda continue sólida, o mercado ainda levanta dúvidas quanto ao real tamanho da safra reportada pelo USDA, o que limita quedas mais intensas.

Outro fator de pressão foi a proposta de lei nos EUA que pretende bloquear a realocação das obrigações de mistura de biocombustíveis, o que pode reduzir a demanda de milho destinado à produção de etanol e adicionar incerteza ao mercado futuro.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Milho continua travado no Sul


O mercado gaúcho de milho continua travado no Rio Grande do Sul, com baixa liquidez e negociações restritas, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações atuais de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama, e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, as pedidas no interior variam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 segue em R$ 69,00/saca”, comenta.

Após perdas no Oeste, nova safra começa com perspectivas climáticas favoráveis em Santa Catarina. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. Já no Planalto Norte, os pedidos chegam a R$ 75,00, frente a ofertas de R$ 71,00. Esse cenário desestimula negócios e leva parte dos agricultores a repensar investimentos para o próximo ciclo”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com baixa liquidez, reflexo do impasse entre pedidas e ofertas. “Produtores mantêm valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores seguem firmes em ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que limita o fechamento de negócios”, indica a consultoria.

A comercialização do milho em Mato Grosso do Sul mostra sinais de avanço, embora de forma lenta. “As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 53,00/saca, com destaque para Sidrolândia, enquanto Dourados mantém o melhor valor do estado. Mesmo com ajustes pontuais, os preços ainda não atingem patamares capazes de estimular novos contratos, mantendo o impasse entre compradores e vendedores”, informa.





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