quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Manejo de pastagem: o guia para escolher o capim ideal para gado e cavalo


Pecuaristas, a busca por uma pastagem que sirva para o gado e para os cavalos na mesma área é um desafio. Raimundo Marcos, de Palmas, no estado do Tocantins, tem essa dúvida e quer saber se existe alguma variedade de capim que possa atender a ambos os animais. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações na íntegra.

Nesta quinta-feira (11), o engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens e embaixador de conteúdo do Giro do Boi, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que a maioria das gramíneas serve para os dois, mas o segredo está no manejo, devido às diferentes formas de pastejo.

Diferença no pastejo: gado vs. cavalo

Foto: Ricardo Paino Beltrame/Embrapa

A principal diferença entre o pastejo do gado e do cavalo é a forma como eles cortam o capim. O bovino come andando, pegando as pontas do capim. Já o cavalo come parado e corta o capim até embaixo, e se não houver um manejo correto, ele pode ir até a raiz.

Para os bovinos, essa forma de pastejo não traz problema. O problema mora nos equídeos, pois se eles comerem a gema apical (o tecido de onde brota a folha), a planta não vai brotar novamente e a forrageira pode ser prejudicada.

Por isso, para os cavalos, é preciso plantar um capim que tenha a gema apical bem baixinha.

Capins ideais para gado e cavalo

Capim humidicola. Foto: DivulgaçãoCapim humidicola. Foto: Divulgação
Capim humidicola. Foto: Divulgação

A maioria das gramíneas serve para o gado e para o cavalo, mas algumas variedades são mais indicadas para equídeos por terem a gema apical mais baixa e uma melhor digestibilidade. Wagner Pires recomenda:

  • Braquiária humidícola
  • Dictyoneura ou laneiro
  • Tifton
  • Grama estrela
  • Panicum aruana: É um material excelente para equinos, caprinos e ovinos por ter a gema apical baixa.

O especialista alerta para o uso do capim Massai. Quando está baixo, o cavalo come bem. No entanto, à medida que cresce, o capim Massai perde digestibilidade.

O cavalo, que gosta do capim, come em grande quantidade, o que pode causar empazinamento e, em alguns casos, até a morte do animal.

O uso do Mombaça e do Zuri, que são capins de porte mais alto, deve ser feito com cautela, pois o cavalo pode comer a gema apical e estragar a forrageira. O segredo, portanto, é a escolha do capim certo para o manejo que você pretende ter.



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Exportação de produtos atingidos por tarifaço cai 22% em agosto


As exportações de produtos afetados pelo tarifaço norte-americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024. Já as vendas de itens que não sofreram taxas adicionais recuaram 7,1%.

A constatação está no Monitor de Comércio Brasil-EUA, boletim elaborado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa mais de 3,5 mil empresas envolvidas no comércio entre os dois países.

A análise é feita em cima de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que já havia revelado que as exportações brasileiras para os Estados Unidos regrediram 18,5% em agosto ante o mesmo mês de 2024.

De acordo com a Amcham, os dados do mês passado indicam que as sobretaxas impostas pelos EUA provocaram uma queda expressiva nas exportações brasileiras e vêm contribuindo também para a desaceleração das importações.

Já em relação aos produtos não taxados, a Amcham avalia que a queda de 7,1% foi influenciada “sobretudo por fatores de mercado, como a menor demanda dos EUA por petróleo e derivados”.

Segundo parceiro comercial

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, o comércio entre os dois países chegou a US$ 56,6 bilhões. As exportações brasileiras somam US$ 26,6 bilhões e apresentam alta de 1,6% ante janeiro a agosto de 2024.

Mas o resultado isolado de agosto significou a maior queda mensal de 2025, “indicando que o tarifaço influenciou as decisões empresariais”, frisa a Amcham.

Tarifaço do governo Trump

Donald Trump
Foto: Divulgação Casa Branca

A aplicação de taxas de até 50% para grande parte das vendas brasileiras para os Estados Unidos ficou conhecida como tarifaço.

O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países.

O presidente americano também usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Os dados mostram que, diferentemente do alegado por Trump, os Estados Unidos vendem mais do que compram do Brasil. Apenas em agosto, esse déficit comercial brasileiro ficou em US$ 1,2 bilhão, alta de 188% ante mesmo mês do ano passado.

Já no consolidado de janeiro a agosto, o déficit soma R$ 3,4 bilhões.

O levantamento da câmara empresarial mostra que, de janeiro a julho, o déficit americano com o mundo todo é de US$ 809,3 bilhões, alta de 22,4% ante o mesmo período de 2024. Mas o Brasil está na outra ponta dessa conta como o quinto parceiro que mais tem déficit na relação com os americanos, perdendo apenas para Países Baixos, Hong Kong, Reino Unido e Emirados Árabes.

Importações brasileiras

De acordo com a Amcham, o impacto do tarifaço também se manifesta nas importações brasileiras, “especialmente em setores mais integrados com a indústria americana, como carvão mineral, essencial para a produção da siderurgia no Brasil”, ou seja, materiais que as empresas brasileiras compram dos Estados Unidos para revender aos americanos incorporados em outros produtos.

Em agosto, as importações brasileiras subiram 4,6%, mas em ritmo de expansão abaixo dos registrados em 18,1% (julho) e 18,8% (junho), indicando perda de dinamismo nas trocas bilaterais.

“A forte desaceleração no ritmo das importações brasileiras vindas dos EUA sinaliza um efeito indireto das tarifas, reflexo do alto grau de integração e de comércio intrafirma entre as duas maiores economias das Américas”, avalia o presidente da Amcham, Abrão Neto.



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AgroNewsPolítica & Agro

só 69% das lavouras têm internet


Um levantamento da ConectarAGRO, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), revela que apenas 69% das lavouras de café no Brasil têm acesso à internet, mostrando desigualdades regionais significativas. Segundo Paola Campiello, presidente da associação, o dado evidencia desafios em estados com topografia complexa e pequenas propriedades, como Minas Gerais.

O estudo cruzou informações de produção e cobertura digital 4G e 5G em 1,27 milhão de hectares cultivados. Paraná (81,8%), Espírito Santo (79,5%) e São Paulo (76,3%) lideram em conectividade, favorecendo o uso de tecnologias como agricultura de precisão e rastreabilidade. Minas Gerais, maior produtor do país, conecta 67,8% de seus 886 mil hectares, enquanto Bahia (40,7%) e Goiás (10,5%) apresentam os piores índices, dificultando a inserção plena na agricultura 4.0.

A análise municipal reforça os contrastes. Patrocínio, no Cerrado Mineiro, conecta 57,9% das lavouras, enquanto Monte Carmelo alcança 81,9% e Serra do Salitre apenas 23%, demonstrando como a falta de infraestrutura limita produtividade mesmo em áreas tradicionais. “O dado, que à primeira vista parece robusto, esconde os desafios do estado, cuja produção é marcada por topografia montanhosa, grande dispersão territorial e predominância de pequenas propriedades, o que dificulta a universalização da cobertura digital mesmo em regiões de forte tradição cafeeira, como Sul de Minas e Matas de Minas”, explica.

“A conectividade representa inclusão social, segurança alimentar e soberania tecnológica. Garantir acesso digital nas lavouras é assegurar que o café brasileiro continue sendo referência mundial em qualidade, inovação e sustentabilidade, em um mercado cada vez mais exigente”, conclui Campiello.

 





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Certificado que atesta qualidade de citros para a UE é emitido pela 1ª vez


Pela primeira vez, o Brasil exportou uma carga de lima ácida (limão thaiti) destinada à União Europeia com certificação de conformidade oficial que atesta a qualidade do produto.

O documento foi apresentado na terça-feira (9), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém uma unidade do sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

De acordo com o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Mapa, Hugo Caruso, a comprovação da fitossanidade já era uma exigência cumprida pelo setor produtivo brasileiro há muito tempo, mas a certificação da qualidade é uma novidade.

“Agora precisamos atuar para que a União Europeia reconheça o Brasil como exportador de produtos com a qualidade certificada”, afirmou. O pedido já foi solicitado e a emissão do certificado é a comprovação de que o país está seguindo os requisitos.

Emissão eletrônica

emissão certificado lima ácidaemissão certificado lima ácida
Foto: Divulgação

O certificado que atende os requisitos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) é emitido de forma eletrônica, de forma rápida e segura. Segundo Caruso, as primeiras ações para chegar à emissão começaram em 2018, com um treinamento no entreposto da Ceagesp, em São Paulo.

Já em 2022, o primeiro treinamento para fiscais do Mapa ocorreu na sede da Superintendência de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA-SP). Assim, servidores do Vigiagro foram capacitados para poder fiscalizar, por meio de amostragem, se os citros exportados pelo Brasil seguem os padrões exigidos pelo órgão europeu.

No caso desta carga da carga de lima ácida, a certificação envolveu a primeira empresa registrada como Serviço de Controle Autorizado para atendimento dos padrões OCDE de frutas, a Andrade Sun Farms Agroindustrial, que cultiva o fruto nas regiões de Mogi Mirim (SP), Mogi Guaçu (SP) e Paraguaçu (MG).

Redução do tempo de inspeção

A inspetora e certificadora de qualidade da Andrade Sun, Renata Imperato, informa que a carga viaja de navio por 24 a 25 dias e tem enfrentado atraso no desembarque, que pode chegar a 13 dias, sendo que a inspeção que comprova a sanidade e a qualidade no destino pode levar mais quatro ou cinco dias.

“Mesmo com o transporte feito em contêineres refrigerados, com ventilação, umidade e temperatura controladas, cada hora conta para esse tipo de carga”, disse ela.

Segundo o diretor do Dipov, o certificado oficial deve reduzir o tempo de inspeção, permitindo que as frutas cheguem mais cedo aos pontos de venda. Ele conta que a ideia é reduzir as amostras que são inspecionadas no destino de 60% da carga para 5%, o que deve acelerar o processo de desembaraço na União Europeia.

Caruso disse ainda que esse foi o primeiro de muitos certificados em conformidade com os requisitos da OCDE. “Queremos que essa conquista inspire outras cadeias. Além da certificação, queremos continuar como voz ativa na elaboração das chamadas brochuras da OCDE”, falou. Essas brochuras funcionam como um manual da qualidade da fruta, com fotos e informações sobre os padrões e a classificação dos produtos.



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Tuberculose bovina: a doença sem cura que desabilita a exportação do gado! Veja


Pecuaristas, a tuberculose bovina é um dos maiores desafios da pecuária, causando prejuízos bilionários e desabilitando lotes inteiros de gado para exportação. Transmitida pelo ar, é uma doença silenciosa e incurável, o que a torna ainda mais perigosa. Assista ao vídeo abaixo e saiba como prevenir a doença e se livrar dos prejuízos.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, o médico-veterinário Everton Andrade, da Friboi, e a pesquisadora Cristina Corsi Dib, do Instituto Biológico de São Paulo, explicaram os perigos da tuberculose bovina e a importância da prevenção para a saúde do rebanho e do consumidor.

O que é a tuberculose bovina?

A tuberculose bovina é uma doença infecciosa e crônica, causada pela bactéria Mycobacterium bovis. Ela é caracterizada pela formação de lesões (granulomas) nos órgãos do animal, principalmente nos pulmões e linfonodos.

O grande problema é que a doença é subclínica, ou seja, não apresenta sinais ou sintomas na maior parte dos casos.

O animal com tuberculose pode parecer saudável, mas está transmitindo a bactéria para todo o rebanho, contaminando o ambiente por meio das fezes, urina e secreções.

Por ser uma zoonose, a doença pode ser transmitida para o homem por meio da ingestão de leite ou carne contaminados, o que reforça a necessidade de um controle sanitário rigoroso.

Prejuízos à pecuária: da fazenda à exportação

Bovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A tuberculose bovina é uma doença incurável e não tem tratamento. Uma vez que o animal é detectado com a doença, ele deve ser sacrificado para evitar a contaminação de outros animais e de humanos.

Para o produtor, o prejuízo financeiro é enorme. A tuberculose desabilita a exportação do gado, pois se um animal de um lote é detectado com a doença, todo o lote é desabilitado.

O produtor perde todo o investimento feito na engorda e sanidade, o que pode chegar a milhões de reais, dependendo do tamanho do lote.

Como prevenir a doença?

Foto: Reprodução

A prevenção é a única forma de combater a tuberculose bovina. As medidas de controle devem ser feitas desde a origem dos animais, com um diagnóstico preciso para garantir a saúde do rebanho.

  • Exija certificado sanitário: Ao comprar um lote de gado, exija um certificado assinado por um médico-veterinário que ateste que os animais estão livres de tuberculose e brucelose.
  • Teste de tuberculinização: O teste de tuberculinização é feito no campo, por um veterinário habilitado. O Instituto Biológico vende as tuberculinas para este teste.
  • Higiene: A limpeza e desinfecção das instalações são fundamentais, pois a bactéria é resistente e pode sobreviver no ambiente por longos períodos.
  • Ronda sanitária: A observação diária do gado em confinamento é crucial para a detecção precoce de sinais de doença e a identificação de animais suspeitos.

Onde buscar informações?

Foto: Divulgação

O Instituto Biológico de São Paulo, uma das maiores instituições de pesquisa do Brasil, oferece serviços de diagnóstico e produção de antígenos para a detecção da tuberculose. O pecuarista pode entrar em contato com a instituição para buscar auxílio e sanar dúvidas.

A Friboi, em parceria com diversos especialistas, elaborou um e-book com dicas de prevenção e controle da tuberculose bovina e outras doenças que acometem o rebanho.

Clique aqui para baixar a cartilha que traz informações essenciais para que o produtor possa proteger seu rebanho e garantir a segurança dos alimentos.



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Inscrições abertas para o 3° Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono



Estão abertas as inscrições para o 3° Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, das 8h às 18h, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR).

O evento é promovido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Embrapa e parceiros do setor agropecuário, como federações e associações de engenharia agronômica, além de consultorias ambientais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas neste link.

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Programação do congresso

A programação inclui palestras e painéis sobre as negociações internacionais da COP 30, o papel do carbono na produção agropecuária, o mercado de carbono, movimentações financeiras relacionadas à sustentabilidade e os desafios e oportunidades para os biocombustíveis.

Palestras e painéis

23/09 (terça-feira)
8h – 12h30 | Palestra de abertura e Painel: Conjuntura das negociações da COP

  • Gustavo Mozzer (Embrapa) – Negociações da COP 29 para o setor agrícola: avanços e necessidades
  • Rogério Mello (UPL) – O que esperar da COP 30 para o setor agrícola
  • Gustavo Spadotti (Embrapa) – Estratégias para mostrar a verdadeira imagem da agricultura sustentável brasileira

14h – 16h | Painel: Mercado de Carbono

  • Juca Sá (Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto) – Sistema Plantio Direto e o estoque de carbono do solo
  • Políticas públicas para sustentar o setor agropecuário

16h – 18h | Painel: Carbono na Produção Agropecuária

  • Henrique Debiasi (Embrapa) – Agricultura Baixo Carbono: técnicas de sequestro e redução de emissões
  • Emerson Nunes (Cocamar) – Pecuária Baixo Carbono: técnicas de sequestro e redução de emissões
  • Floresta – Técnicas de sequestro e redução de emissões em nível de fazenda

24/09 (quarta-feira)
8h – 10h | Painel: O Carbono no mercado financeiro

  • Charles Santos (CS Comercial) – Panorama do mercado financeiro internacional relativo a carbono
  • Leonardo Gava (CBI) – Panorama do mercado financeiro nacional relativo a carbono agrícola

10h – 12h | Painel: Movimentações financeiras baseadas em carbono

  • Odair Machado – Linhas de crédito e seguros agrícolas para produtores alinhados à sustentabilidade
  • Investimento em Fundos de Carbono

14h – 17h40 | Painel: Biocombustíveis na Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

  • Priscila Sabaini (Embrapa) – Desafios e oportunidades dos biocombustíveis; RenovaBio como política brasileira de sucesso
  • José Luis Zotin (CENPES/Petrobras) – Perspectivas e mercado dos biocombustíveis



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Só falta você: faça parte da Abertura Nacional do Plantio da Soja!



Falta pouco para a Abertura Nacional do Plantio da Soja, evento que marca o início da safra de soja 2025/26. E você já sabe como fazer parte? As inscrições para participação presencial estão abertas e são gratuitas. O processo é bem simples: basta acessar o link, preencher os dados e garantir a vaga.

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Onde será?

A cerimônia será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), e também celebra o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

Parceria

Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o evento reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas como o mercado mundial da soja, condições climáticas e cenário geopolítico.

O evento

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas agrícolas em operação no campo e participar de um almoço de confraternização.



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Trump recua e celulose brasileira fica isenta do tarifaço



O governo de Donald Trump retirou a celulose e derivados da lista de produtos sujeitos ao tarifaço. A medida inclui também a exclusão da tarifa recíproca de 10%, que estava em vigor desde abril deste ano. A informação foi confirmada pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa os fabricantes de celulose.

Em nota, o presidente da Ibá, Paulo Hartung, comemorou a decisão e reforçou as negociações do setor com os empresários norte-americanos. “Trata-se de uma decisão muito positiva, que se deu graças aos esforços de clientes que levaram ao país as peculiaridades de produtos e matérias-primas essenciais”, disse.

Hartung acrescentou que a medida reforça a importância da diplomacia e do diálogo. “É necessário que o governo se mantenha firme na busca de canais, assim como empresários devem manter o contato constante com seus clientes e fornecedores”.

O que diz a ordem executiva

A medida foi publicada no fim da semana passada e entrou em vigor na última segunda-feira (8). O decreto, assinado por Trump, confirma que a exclusão vale para três categorias específicas de celulose. Juntas, representam mais de 90% do volume exportado aos Estados Unidos, conforme dados da Ibá de 2024.

Por outro lado, o novo decreto não altera as taxas adicionais aplicadas contra papéis em geral e painéis de madeira. Neste sentido, as categorias seguem com sobretaxa de 50% e 40%, respectivamente. Segundo Hartung, essa questão específica segue sendo acompanhada pela entidade e por empresas associadas do setor.

Importância do mercado norte-americano

No ano passado, o Brasil exportou 18,57 milhões de toneladas de celulose. Os Estados Unidos foram o segundo maior destino, com 2,8 milhões de toneladas, principalmente de fibra curta à base de eucalipto — matéria-prima usada em papéis higiênicos e lenços, desenvolvida sob medida para atender à demanda local.

De acordo com o sistema ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações em 2024 renderam US$ 1,19 bilhão. Entretanto, com as sobretaxas em vigor, os embarques para o mercado norte-americano recuaram 15,2% em valor e 8,5% em volume entre janeiro e maio de 2025, segundo a Câmara de Comércio Brasil-EUA (Amcham Brasil).



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AgroNewsPolítica & Agro

Medida traz alívio ao campo, diz advogado



Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES


Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES
Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES – Foto: Pixabay

A Medida Provisória nº 1.314/2025 marca um avanço importante para o agronegócio brasileiro ao estabelecer novas condições para a liquidação e amortização de operações de crédito rural. Segundo análise do advogado Fábio Lamonica Pereira, especialista em Direito Bancário e do Agronegócio, a medida oferece alívio financeiro a produtores rurais e cooperativas afetados por eventos climáticos adversos.

Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES, com juros subsidiados, voltados a produtores que comprovem perdas em duas ou mais safras entre 2020 e 2025. As operações incluem custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs), inclusive renegociadas, desde que contratadas até junho de 2024. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda definirá prazos e encargos.

Outro aspecto é a autorização para que bancos utilizem recursos próprios, a taxas de mercado, em operações destinadas a quitar ou reduzir dívidas já existentes. O público-alvo são produtores que tiveram a capacidade de pagamento comprometida por prejuízos acumulados em safras anteriores.

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o uso dessas linhas, especialmente as não subsidiadas, exige cautela. A MP não substitui direitos já previstos em lei, como o alongamento de débitos no Manual de Crédito Rural, e deve ser avaliada de forma estratégica para garantir que a renegociação seja realmente vantajosa.

“É fundamental compreender que, embora a MP traga novas oportunidades de financiamento para o agro e renegociação de dívidas, ela não anula ou substitui o direito já previsto em lei e no Manual de Crédito Rural (MCR). Este amparo legal permite o alongamento de débitos nas mesmas condições contratuais originais, quando há comprovação de eventos adversos que impactaram a produção”, conclui.

 





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Grama estrela roxa irrigada: como a nutrição e o manejo garantem o lucro


Pecuaristas, o uso de irrigação para otimizar a produção de forragem tem se tornado uma estratégia cada vez mais comum. João Paulo, de Montes Claros, no estado de Minas Gerais, tem uma dúvida: vale a pena investir num piqueteamento de grama estrela africana roxa irrigada? Assista ao vídeo completo abaixo e confira a resposta detalhada.

Nesta quarta-feira (25), o engenheiro agrônomo Március Gracco, da Intensifique Consultoria Agropecuária, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que a grama estrela é, sim, uma excelente opção, mas o sucesso do investimento depende de um manejo adequado para desenvolver todo o seu potencial e transformá-lo em lucro.

O potencial da grama estrela: além da produtividade

Capim grama-estrela-africana. Foto: Divulgação

A grama estrela africana roxa, assim como outras forrageiras (zuri, mombaça), tem um grande potencial de produtividade. No entanto, o potencial não se desenvolve sozinho; ele precisa ser cultivado com as seguintes estratégias de manejo:

  • Nutrição: É fundamental suprir a demanda de nutrientes da planta, com a aplicação de cálcio, magnésio, nitrogênio e outros minerais, a partir de uma análise de solo detalhada.
  • Manejo: A colheita do pasto deve ser feita de acordo com a fisiologia da planta. Muitos produtores, por erros de manejo, perdem parte do potencial de produtividade.

Március Gracco conta que já viu áreas com potencial de produzir 30 a 35 toneladas de matéria seca por ano, mas que, por erros de manejo, não colheram nem 15, o que se traduz em perda de dinheiro e de produtividade.

Para que o investimento na irrigação da grama estrela africana roxa valha a pena, é preciso colher o pasto com maestria e transformá-lo em arroba. O produtor precisa de uma gestão de precisão para garantir que o pasto seja consumido no ponto ideal de crescimento, que é o ponto de maturidade fisiológica.

O especialista ressalta que não basta a planta ter um potencial; é preciso desenvolvê-lo com fertilidade e manejo de colheita.

Com um manejo de alta precisão, a produtividade pode ser aumentada, o que se traduz em mais arrobas por hectare e, consequentemente, em maior lucro.

A grama estrela é uma excelente opção para quem busca produzir mais arrobas por hectare com irrigação, mas o retorno financeiro dependerá do planejamento e da execução no dia a dia.



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