quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Marcos Troyjo destaca insegurança alimentar global e potencial estratégico do Brasil no agro


Durante o Seminário Campo das Ideias, realizado em Porto Alegre, o economista e diplomata Marcos Troyjo alertou para a gravidade da insegurança alimentar mundial e defendeu que o Brasil está prestes a assumir o protagonismo global na produção de alimentos.

No painel de abertura do Seminário Campo das Ideias, promovido pelo Senar-RS nesta quinta-feira (11), o economista, cientista político e diplomata Marcos Troyjo afirmou que o Brasil está em rota para se consolidar como a principal potência mundial na produção de alimentos. Segundo ele, o agravamento da insegurança alimentar global reposiciona os gargalos logísticos brasileiros como um problema geopolítico — e não apenas interno.

“Em um mundo com escassez de alimentos, os nossos desafios de infraestrutura deixam de ser um problema brasileiro e passam a ser uma questão mundial”, afirmou Troyjo, comparando: “Se você deve 10 reais ao banco, o problema é seu; se deve 10 bilhões, o problema é do banco.”

Troyjo ponderou que, apesar do potencial da África, seu mercado consumidor ainda é restrito. “Somando o PIB dos 54 países africanos, temos 3,2 trilhões de dólares — menos que o PIB da França. Uma única França é economicamente maior do que todo o continente africano”, afirmou.

Ele comparou esse cenário com o dos Estados Unidos, destacando o peso do consumo interno norte-americano. “Os americanos importam cerca de 12% do PIB, o que representa 3,6 trilhões de dólares — ou seja, os EUA importam, por ano, o equivalente a uma França inteira”, ressaltou, ao defender que o Brasil aprofunde relações comerciais com os EUA e Ásia.

Outro ponto abordado por Troyjo foi a necessidade de captar investimentos de longo prazo para modernizar a infraestrutura brasileira. Para ele, o cenário atual é mais favorável, graças à diversificação dos centros financeiros globais.

“Hoje, há liquidez em centros como Singapura, Xangai, Doha e Abu Dhabi. O desafio é apresentar projetos estruturados e com segurança jurídica”, alertou.

O economista ainda enfatizou que a judicialização excessiva no Brasil inibe investimentos estruturantes. “Se conseguirmos reduzir o perfil litigioso que domina a atenção de todos os setores, o país poderá consolidar sua posição como superpotência na produção de alimentos”, disse.

MAIS

O Seminário Campo das Ideias é uma iniciativa inédita do Senar-RS, com foco nos principais desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro. Realizado no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, o evento reúne especialistas como Roberto Rodrigues, Fernando Schuler, Aldo Rebelo, Marcelo Portugal e Marcos Fava Neves, além de representantes do Sistema Farsul e da Secretaria da Fazenda do RS.





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Governo divulga lista de produtos prioritários do Brasil Soberano



O governo federal divulgou nesta sexta-feira (12) a lista de produtos elegíveis ao crédito emergencial do Plano Brasil Soberano, conjunto de medidas lançado para apoiar exportadores brasileiros afetados pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos no dia 30 de julho deste ano.

A tabela de produtos afetados pelas tarifas adicionais do governo estadunidense já está disponível no portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O programa assegura R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) em crédito com juros reduzidos para empresas com pelo menos 5% do faturamento afetado.

Outras empresas poderão acessar R$ 10 bilhões via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É preciso estar em situação regular na Receita Federal e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para acessar a linha de crédito.

Ao todo, 9.777 produtos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) terão prioridade na linha de crédito do programa brasileiro. Desse total, 9.075 serão automaticamente considerados, enquanto outros 702 exigem autodeclaração das empresas para comprovar prejuízo nas exportações.

De acordo com o governo, os financiamentos poderão ser usados para capital de giro, capital de giro para produção de bens afetados pelo tarifaço, aquisição de bens de capital e investimento para adaptação da atividade produtiva, adensamento da cadeia produtiva e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos. Os prazos variam de 5 ano a 10 anos, com carência entre 12 meses e 24 meses.



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Plano para cadeia produtiva do cânhamo no Brasil é lançado


A Embrapa e o Instituto Ficus lançaram nesta quarta-feira (10), em Brasília, o relatório “Caminhos Regulatórios para o Cânhamo no Brasil”. O documento, elaborado por um grupo de trabalho vinculado ao Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Presidência da República (CDESS), apresenta um diagnóstico abrangente e um plano de ação estratégico para estruturar a cadeia produtiva do cânhamo no país.

O documento foi lançado durante o seminário “Caminhos Regulatórios para o Cânhamo no Brasil”, realizado no auditório Biomas, na sede da Embrapa, em Brasília. O evento contou com apresentações de especialistas que detalharam os principais pontos do relatório e apresentaram experiências realizadas à regulamentação, cultivo, pesquisa e ao uso de cânhamo e cannabis no Brasil, no Paraguai e no Uruguai. 

Na abertura, o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa destacou a importância do momento que coloca luz sobre um tema sensível, mas que, na opinião do pesquisador, não pode ser deixado de lado numa casa de ciência e tecnologia. “A Embrapa não deve se furtar de trabalhar para o desenvolvimento da cadeia produtiva da cannabis. Não é concebível, num país como o nosso, estarmos importando matérias-primas importantes para a indústria e para a área de saúde”, afirmou.

Pillon ressaltou que, desde os anos 1970, a Embrapa atua para consolidar várias cadeias produtivas. No caso da cadeia do cânhamo, segundo ele, há espaço para avançar na genética para as condições de produção brasileiras, nos sistemas de produção, em usos industriais e na área de saúde. No entanto, a legislação atual impede a realização de pesquisas sobre o assunto. “A missão da Embrapa é fazer pesquisa e, hoje, há um conjunto de regramentos que não permite à Embrapa e outras instituições realizar sua missão, que é fazer pesquisa”, ressaltou.

O pesquisador Ricardo Alamino Figueiredo, chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF), ressaltou que as primeiras discussões sobre a pesquisa científica sobre o tema ocorreram há três anos, com a proposição de um programa de pesquisa em cannabis. Para ele, a parceria com o Instituto Ficus é importante para unir pesquisa e setor produtivo. “Esse projeto visa acelerar o desenvolvimento da pesquisa e do mercado da cannabis no Brasil, e o relatório que está sendo apresentado neste evento é uma contribuição inicial desse processo”, ressaltou.

Em mensagem lida durante o evento, a coordenadora do Grupo de Trabalho que produziu o relatório, Patrícia Villela Marino, disse que o lançamento do documento é um momento histórico de colaboração entre o poder público e a sociedade civil. “Esse documento representa muito mais que um conjunto de recomendações técnicas. Constitui-se como um verdadeiro mapa estratégico, um roteiro passo a passo para instaurar a cadeia produtiva do cânhamo em solo brasileiro, incorporado com segurança jurídica e nas mais rigorosas práticas sustentáveis.”

Plano de Ação

O pesquisador Tarso Araújo, consultor do Instituto Ficus, apresentou o plano de ação proposto pelo GT, com ações de curto, médio e longo prazo para impulsionar a regulamentação e o desenvolvimento da cadeia do cânhamo no Brasil.

As ações passam por mudanças na regulamentação, visando diminuir amarras jurídicas que atualmente impedem o avanço da pesquisa e do uso do cânhamo, até, em dez anos, o Brasil se consolidar como um ator mundialmente competitivo.

O primeiro passo deve ocorrer já em outubro, com a liberação, pelo governo, do cultivo do cânhamo industrial. Tarso Araújo também disse ser fundamental a atualização, pela Anvisa, da Portaria 344/1998, que proíbe o cultivo de cannabis, para excluir o cultivo de cânhamo industrial dos controles da Lei de Drogas.

O pesquisador ressalta que há uma dependência do cumprimento das ações de curto prazo para a realização das demais ações do plano. “As ações iniciais vão gerar uma regulamentação que vai permitir o desenvolvimento dos cultivos experimentais para, em seguida, desenvolver a produção comercial. O relatório projeta uma produção comercial já em médio prazo, de dois a cinco anos, com a colheita e beneficiamento de pelo menos uma matéria-prima de baixo valor agregado para exportação ou para consumo interno. Se essa regulamentação atrasar ou não ocorrer, todo o cronograma planejado será perdido e vamos continuar atrasados em relação às possibilidades de exportação”, salientou.

Potencial Econômico

O economista Rafael Giovanelli, do Instituto Escolhas, apresentou dados que mostram como o cânhamo pode se tornar uma nova fronteira agrícola e industrial. Segundo ele, a regulamentação poderia gerar milhares de empregos e movimentar bilhões de reais, superando em rentabilidade culturas tradicionais como soja e algodão.

Para Rafael Giovanelli, a regulamentação do cânhamo é uma oportunidade estratégica para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento econômico sustentável no Brasil. De acordo com o economista, o mercado global de derivados de cânhamo foi estimado entre US$ 5 e 7 bilhões em 2023, com projeções de crescimento anual de 16% a 25% até 2033.

Segundo ele, a regulamentação dessa cadeia produtiva pode gerar mais de 14 mil empregos e receitas líquidas de R$ 5,76 bilhões até 2030. Além disso, Rafael Giovanelli destacou que o cânhamo pode oferecer retornos financeiros mais altos que culturas como algodão, soja, milho, girassol, gergelim e canola, tanto na produção de fibras quanto de sementes. Ele também destacou a redução da dependência de importações e o potencial exportador da cultura. “Atualmente, quase 100% dos derivados de cânhamo no Brasil são importados, incluindo para o mercado de cannabis medicinal, projetado em R$ 1 bilhão para 2025. A produção nacional pode substituir essas importações, baratear produtos e tratamentos, e gerar excedentes exportáveis.”

Pesquisa e Inovação

A pesquisadora Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, destacou que a falta de autorização para pesquisas com a planta impede o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima tropical. Isso mantém o país dependente de sementes importadas e limita a competitividade. “Sem ciência, sem pesquisa, aquilo que é potencial não se tornará realidade”, ressaltou a pesquisadora ao afirmar que somente o desenvolvimento científico e tecnológico pode transformar o potencial dessa cultura em realidade, gerando impacto social, novas fontes de renda, emprego e inovação para o país.

A pesquisadora contrastou a situação brasileira com o avanço significativo de países como China, Estados Unidos, Canadá e França, que já investem milhões em pesquisa, desenvolvem novas genéticas e manejos e se estabelecem no mercado global.

Para Daniela Bittencourt, a ausência de regulamentação clara para autorizar pesquisas com cannabis tem travado o avanço científico no país. Ela apontou a burocracia excessiva, a falta de transparência nos processos de autorização de estudos e a morosidade na importação de insumos como grandes entraves à realização de atividades científicas.

Daniela Bittencourt apresentou a proposta do Programa de Pesquisa em Cannabis da Embrapa, estruturado em quatro eixos principais, visando cobrir “desde a semente até o produto final”:

Ela ressaltou que esses eixos são interdependentes e se integram para o desenvolvimento de diferentes sistemas produtivos e processos inovadores. Afirmou ainda que a Embrapa busca uma plataforma de inovação aberta para colaborar com o setor produtivo e a sociedade civil.

Aplicações Industriais

Representantes da Associação Nacional do Cânhamo, Rafael Arcuri, e da Associação Brasileira de Cannabis e Cânhamo Industrial, Luís Maurício Ribeiro, apresentaram os usos já consolidados da planta no mundo. “É uma cadeia produtiva de desperdício zero”, resumiu Arcuri. Luís Maurício Ribeiro ressaltou que existem mais de 25.000 produtos catalogados com a fibra do cânhamo e que o Brasil tem uma grande oportunidade de se tornar protagonista nessa cadeia produtiva.

Segundo Luís Maurício Ribeiro, o cânhamo é uma planta versátil com diversas aplicações industriais. Suas aplicações abrangem têxteis (fibras), biomateriais, construção civil (como o hempcrete), alimentos funcionais (sementes e óleo), cosméticos sustentáveis e insumos farmacêuticos.

Rafael Arcuri destacou a versatilidade do cânhamo, que permite o aproveitamento integral da planta, com seus resíduos sendo utilizados em bioconstrução ou como biochar para a recuperação de solos.

Além disso, o cânhamo pode contribuir para a produção de biocompósitos, reduzindo a dependência de plásticos convencionais, bioembalagens, bioinsumos e biopolímeros, além de papel com propriedades superiores.

Desafios Regulatórios

O professor Sergio Barbosa, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), e o especialista Ricardo Galeano, da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai, discutiram a definição de limites de THC, licenciamento e fiscalização. Barbosa lembrou que países como Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia já diferenciam o cânhamo da cannabis psicoativa, o que garante segurança jurídica para a produção industrial.

Segundo o pesquisador da UFV, é preciso repensar o limite de 0,3% de concentração de THC (tetrahidrocanabinol) nas plantas de cânhamo para viabilizar a produção e pesquisas no Brasil. Ele explicou que o calor e a luminosidade do país estimulam a produção de THC pelas plantas.

Em seu trabalho de doutorado, Sergio Barbosa avaliou 16 variedades importadas. Apenas uma manteve valores baixos de THC, e ainda assim foram superiores a 0,3%. “Todas as variedades ultrapassaram 0,3% de THC. É necessário repensar esse limite porque é algo que, fisiologicamente, as plantas não vão conseguir cumprir nesse momento no Brasil.” Para resolver essa questão, ele sugere que o Brasil adote limites entre 1% e 2% de THC. Segundo ele, com até 2% da substância, as variedades não são classificadas como “tipo droga”.

Nesse sentido, a legislação paraguaia define cânhamo industrial (ou cannabis não psicoativa) como uma planta cujas flores contenham menos de 0,5% de THC. A experiência do país vizinho na regulamentação do cânhamo foi detalhada por Ricardo Galeano. O Paraguai é atualmente o maior exportador de produtos de cânhamo da América Latina. De acordo com Ricardo Galeano, o país adotou regulamentações internacionais e leis nacionais, culminando no decreto 272/2020, que estabelece as condições gerais para as atividades de produção, comércio e pesquisa.

Inclusão Social e Arranjos Produtivos

O advogado Emílio Figueiredo e a representante do Grupo Centroflora, Tatiana Ribeiro, ressaltaram que o cânhamo pode gerar inclusão social no campo. Eles defenderam políticas que priorizem a agricultura familiar e associações de pacientes, como já ocorre em países vizinhos, a exemplo do Paraguai.

De acordo com Emílio Figueiredo, as associações de pacientes surgiram em 2014, com os primeiros movimentos de pacientes buscando o reconhecimento do uso medicinal da cannabis. Segundo dados de julho de 2025, essas associações atenderam 130.000 pacientes nos últimos 12 meses.

O advogado disse que a omissão regulatória atual gera insegurança jurídica para as associações. Ele informou que atualmente existem 21 decisões judiciais favoráveis às associações no Brasil para não criminalizar o cultivo. Para ele, a regulamentação pode trazer segurança jurídica para os pacientes e fomentar esse arranjo produtivo já existente.

Por sua vez, Tatiana Ribeiro falou sobre o Programa “Parcerias pro Mundo Melhor”, criado pela Centroflora em 2003. A empresa atua com pesquisa e desenvolvimento de botânicos brasileiros. O programa oferece apoio técnico aos produtores de insumos.

Segundo Tatiana Ribeiro, por meio desse programa, as famílias são treinadas em cultivo sustentável e boas práticas. A Centroflora fornece apoio técnico e material e para o cumprimento de aspectos regulatórios junto aos órgãos do governo. Para ela, esse modelo pode ser aplicado junto a associações de produtores.

Experiência Internacional

Encerrando o evento, o engenheiro agrônomo Sergio Vazquez Barrios, do Ministério da Agricultura do Uruguai, relatou como o país estruturou sua regulamentação e hoje exporta derivados de cannabis e cânhamo. Ele destacou que a estabilidade jurídica, com a aprovação de diversas normas a partir de 2013, foi decisiva para atrair investimentos e fomentar inovação. Atualmente, a legislação prevê o uso de cannabis com três finalidades: pesquisa científica ou medicinal; uso não médico (alimento, industrialização, cosméticos) e uso recreativo para adultos.

Sergio Vazquez Barrios apontou a adaptação de variedades importadas como um grande desafio para o setor. “As plantas que vêm do hemisfério norte para as latitudes do Uruguai não se adaptam ou não rendem o suficiente para serem economicamente atrativas. Isso ressalta a importância da pesquisa para desenvolver variedades híbridas e, futuramente, talvez com componentes transgênicos”, afirmou.

Segundo ele, outros desafios incluem a geração de variedades de cânhamo hermafroditas estéreis para evitar a polinização, especialmente para a produção de flores sem sementes para extração de canabinoides. O Uruguai busca a pesquisa em bioplásticos e a harmonização dos sistemas de registro de variedades entre os países do Mercosul.

Veja abaixo o seminário na íntegra:





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Governo define produtos elegíveis para crédito emergencial



O governo brasileiro divulgou nesta sexta-feira (12) a Portaria Conjunta MDIC/MF nº 4, que torna pública a tabela de produtos afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. Dessa forma, a medida regulamenta o acesso à linha de crédito emergencial do programa Brasil Soberano, criado para reduzir os impactos do tarifaço.

O plano de ação, lançado em 13 de agosto, tem como objetivo proteger exportadores, preservar empregos e incentivar investimentos em setores estratégicos, especialmente os mais afetados pelas medidas do governo de Donald Trump. Além disso, o programa disponibiliza R$ 30 bilhões em crédito via Fundo Garantidor de Exportações (FGE).

A tabela de produtos está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e se divide em duas listas. A primeira entra automaticamente no cálculo do faturamento das exportações, enquanto a segunda exige que os exportadores apresentem autodeclaração, comprovando que suas vendas foram efetivamente atingidas pelas tarifas.

Critérios de acesso a crédito

O volume disponível contará com alguns critérios de prioridade. Os recursos serão liberados primeiro para empresas que tiveram pelo menos 5% do faturamento proveniente de produtos impactados pelo tarifaço entre julho de 2024 e junho de 2025. Para volumes menores, há R$ 10 bilhões adicionais pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outro ponto de atenção é a situação regular quanto a tributos e contribuições federais na Receita Federal (RFB) e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Segundo o governo federal, quem estiver sob regime de recuperação judicial ou extrajudicial, falência ou liquidação, não poderá se beneficiar da medida. A exceção ocorre se as empresas tiverem plano de recuperação aprovado judicialmente.

Prazos e limites de financiamento

As linhas de crédito do Brasil Soberano oferecem prazos de 5 a 10 anos, com carência de 12 a 24 meses, a depender da finalidade do financiamento. O valor máximo para aquisição de bens de capital e investimentos é de R$ 150 milhões por empresa. Para capital de giro, grandes empresas podem receber até R$ 200 milhões. Para médias, pequenas e microempresas, o limite de R$ 35 milhões.

O governo reforça que os financiamentos são reembolsáveis e que os riscos são assumidos pelas instituições financeiras, sem gerar impacto sobre o resultado primário.



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Fórum global debate prevenção da influenza aviária


Entre os dias 9 e 11 de setembro de 2025, o Brasil sediou, em Foz do Iguaçu (PR), o Fórum Internacional sobre Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO Américas), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O encontro reuniu cerca de 500 especialistas, gestores públicos, acadêmicos, representantes do setor privado e organizações internacionais para discutir estratégias coordenadas de prevenção e controle da doença, que representa uma ameaça crescente à saúde animal, à saúde pública e à sustentabilidade da produção agropecuária.

Conhecida popularmente como gripe aviária, a IAAP é altamente contagiosa e afeta principalmente aves, mas já foi detectada em 83 espécies de mamíferos, incluindo bovinos leiteiros e animais silvestres. Desde 2020, a IAAP tem se espalhado por diversos continentes, dizimando plantéis, afetando a biodiversidade, o comércio internacional e a segurança alimentar – além de acender um alerta global sobre o risco de uma nova pandemia humana.

“A influenza aviária deixou de ser uma ameaça esporádica e se tornou um desafio global. Nenhum país ou setor conseguirá enfrentar esse desafio de forma isolada — e o fracasso não é uma opção. A colaboração prática, baseada na ciência, é essencial para proteger nossos sistemas agroalimentares, os meios de subsistência e a saúde pública”, afirmou Beth Bechdol, diretora-geral adjunta da FAO.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou a relevância da resposta integrada. “Enfrentar a influenza aviária exige esforço coletivo entre países, setor produtivo, comunidade científica e organismos internacionais. Este desafio deve ser tratado com total transparência, só assim construiremos confiança e garantiremos a segurança alimentar global. Quando a influenza aviária foi detectada em uma granja comercial neste ano, o Brasil mostrou uma diferença decisiva. A resposta rápida e eficaz reforçou a credibilidade e a robustez do nosso sistema sanitário”, disse.

Abertura

Pela primeira vez, representantes do setor privado, incluindo associações de produtores de aves e prestadores de serviços de saúde animal, participaram diretamente de um diálogo global ao lado de lideranças científicas e governamentais.

Na abertura do Fórum, o secretário adjunto de Defesa Agropecuária do Mapa, Allan Alvarenga, destacou a política de transparência iniciada em 2023 e o investimento contínuo em equipes e laboratórios. O secretário adjunto, reforçou, ainda, a necessidade de melhorar a regionalização e “discutir a vacinação com base em ciência”.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, evidenciou a importância de uma comunicação clara e objetiva com mercados e organismos internacionais. Ele ressaltou que, após o foco registrado no Rio Grande do Sul, o Brasil conseguiu manter as exportações em patamar elevado e retomar mercados em poucas semanas, reforçando a credibilidade do país no comércio global.

Durante a abertura também foi anunciado o credenciamento, pela FAO, do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA/SP) como centro de referência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Temas prioritários

O diálogo global se baseou na Estratégia Global 2024–2033 de Prevenção e Controle da IAAP, lançada pela FAO em parceria com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), no âmbito do GF-TADs. A iniciativa busca apoiar a criação e implementação de planos nacionais e regionais, fortalecendo a cooperação internacional e a capacidade de resposta a riscos transfronteiriços e pandêmicos.

 





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Pacote de ajuda aos exportadores deve diminuir efeito do tarifaço, avalia Fazenda


As ações do governo brasileiro devem reduzir pela metade o impacto do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos na economia brasileira, é o que aponta o boletim Macrofiscal divulgado na quinta-feira (11) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.
Segundo dados do boletim, as tarifas aos produtos brasileiros devem levar a uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) do Produto Interno Bruto. Com a resposta do governo, o impacto cai para 0,1 p.p..

No cenário avaliado, que abrange 22 setores da economia, sem as medidas do governo federal, a perda de empregos ficaria em aproximadamente 138 mil postos de trabalho, concentrada na indústria (71,5 mil), nos serviços (51,8 mil) e, em menor escala, na agropecuária (14,7 mil). Com a adoção das medidas, a perda ficará em 65 mil empregos.

Na inflação, o impacto previsto é de 0,1 p.p. A SPE diminuiu de 4,9% para 4,8% a projeção da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025.
Com isso, os efeitos decorrentes do menor saldo de balança comercial são parcialmente compensados pela maior disponibilidade de produtos no mercado interno.

As estimativas não incorporam choques de confiança, aumento da volatilidade financeira ou deterioração das condições de crédito. E levam em conta a aplicação da tarifa de 50% às exportações em comparação com cenário de referência, com tarifas de 10%.

Plano Brasil Soberano

Segundo a secretaria, o Plano Brasil Soberano aliado ao adiamento do pagamento de tributos pelas empresas, manutenção de empregos e compras públicas pode conter os efeitos do tarifaço.

O programa oferta linhas de crédito do Fundo Garantidor de Exportação com condições mais favoráveis a exportadores e micro, pequenas e médias empresas. As linhas disponibilizam capital de giro para compensar a queda com exportações aos EUA e estimular a busca por novos mercados, e capital para aquisição de bens de capital e para investimento, exigindo em contrapartida manutenção dos empregos.

“Embora as tarifas tenham impacto setorial relevante, impactam pouco no agregado da economia, e ainda menos quando consideradas as compensações com o Plano Brasil Soberano. Linhas de crédito e a oferta de garantias e diferimentos de tributos, além de compras governamentais, vão auxiliar o investimento em capital e inovação produtiva por parte de produtores e empresas, facilitando a diversificação dos destinos das exportações”, diz o estudo.



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Pecuaristas dos EUA querem bloqueio das importações de carne bovina do Brasil



Pecuaristas dos Estados Unidos, que já haviam manifestado apoio ao tarifaço contra o Brasil, agora pedem a suspensão completa das importações de carne bovina brasileira até que sejam atendidas exigências de segurança sanitária e transparência.

A National Cattlemen’s Beef Association (NCBA), entidade que representa os pecuaristas norte-americanos, reiterou durante uma audiência da Seção 301, investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA , que o governo brasileiro precisa responder por “práticas comerciais desleais”. Entre essas práticas, a NCBA cita restrições ao acesso de carne dos EUA ao mercado brasileiro, bem como falhas do Brasil em reportar em tempo hábil casos sérios de saúde animal, incluindo a encefalopatia espongiforme bovina (doença da “vaca louca”).

Em nota publicada no site da associação, Kent Bacus, diretor executivo de assuntos governamentais da NCBA, enfatiza: “A NCBA pedo ao governo Trump para suspender as importações de carne do Brasil até que um processo completo de auditoria e inspeção comprove que o Brasil pode atender a um nível equivalente de segurança alimentar e saúde animal.”

A preocupação dos produtores americanos envolve tanto aspectos de saúde animal quanto os impactos comerciais. Segundo a NCBA, o Brasil, nos últimos anos, vendeu bilhões em carne para consumidores dos Estados Unidos enquanto manteve “barreiras técnicas” que dificultam o acesso recíproco da carne americana ao Brasil.

Além disso, reivindicam que atrasos no reporte de casos atípicos da doença da vaca louca, entre outras falhas, põem em dúvida os padrões de segurança alimentar brasileiros.



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“Sem erros políticos, Brasil será potência do agro mundial”, afirma presidente da Farsul


Presidente do Sistema Farsul defende protagonismo do agronegócio brasileiro e critica tentativas de retrocesso em política econômica. Evento debateu rumos do setor no RS e no mundo.

Durante o seminário Campo das Ideias, realizado nesta quinta-feira (11/09) em Porto Alegre (RS), o presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destacou o papel estratégico do Brasil no cenário global de segurança alimentar. Em sua fala no painel de abertura, Pereira alertou para o crescimento acelerado de países asiáticos e o impacto direto desse avanço na demanda por alimentos. “A diferença hoje é que não são mais crianças, mas adultos entrando na sociedade de consumo. E isso exige mais produção. Aí está o Brasil”, afirmou.

Promovido pelo Senar-RS, o seminário Campo das Ideias reuniu especialistas, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os principais desafios e oportunidades do agronegócio. O evento ocorreu no Teatro do Bourbon Country e teve inscrição gratuita, com painéis ao longo do dia sobre economia, geopolítica, sustentabilidade e inovação no agro.

Gedeão Pereira citou o exemplo da Indonésia, país com 270 milhões de habitantes e crescimento econômico em torno de 4% a 5%, semelhante ao que a China registrava antes de se tornar potência mundial. “Esse movimento pressiona o mercado por mais alimentos, energia e insumos. O Brasil está exatamente onde deveria estar: como fornecedor estratégico de proteína e grãos”, declarou.

O presidente da Farsul também aproveitou o espaço para criticar decisões políticas que, segundo ele, podem comprometer esse protagonismo. “O Brasil não pode fazer as coisas erradas. E está tentando fazer. Isso é lastimável. Se acertarmos, temos um grande país à frente, especialmente no nosso setor, que é altamente promissor — inclusive no curto prazo”, advertiu.

Pereira ainda mencionou os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump e como o agronegócio brasileiro conseguiu se adaptar rapidamente. “O agro reagiu, ajustou algumas rotas e seguiu crescendo. Porque no fim das contas, as pessoas precisam tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias. E aí está o Brasil”, completou.

“O Brasil precisa entender seu papel. Temos o que o mundo precisa, mas não podemos errar o rumo com medidas equivocadas. O agro está pronto, mas depende de políticas públicas sérias”, concluiu.





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Produtor que tem CAF conquista benefícios, oportunidades e apoio do Sebrae


O Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) é hoje a principal porta de entrada para que agricultores familiares conquistem políticas públicas, crédito rural e novas oportunidades de mercado. Criado para identificar oficialmente a agricultura familiar no Brasil, o CAF funciona como um documento de identidade, reconhecendo a atividade produtiva desenvolvida na propriedade.

“O CAF é a principal identidade da agricultura familiar. Então, tudo que ele vai conseguir de acesso ao crédito, de benefícios, vem através deste documento”, afirma Larissa Vale Queiroz, gerente de Agronegócio e Indústria do Sebrae no Amapá (AP).

Através desse cadastro, é possível garantir mais transparência e segurança no processo, já que as informações fornecidas pelos produtores são validadas com base em registros existentes nos bancos de dados do governo federal.

Com este documento, o agricultor amplia suas chances de acessar crédito rural, vender para escolas públicas e participar de programas do governo que incentivam a produção e garantem mercado para pequenos produtores.

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Na foto, há uma mulher que usa óculos e está com uma blusa na cor ferrugem.
Larissa Vale Queiroz, gerente de Agronegócio e Indústria do Sebrae/AP. Foto:Fabiana Bertinelli.

Apoio do Sebrae fortalece negócios

“O Sebrae vê o CAF como a nossa microempresa. Então, a gente consegue atender o agricultor em todas as categorias”, reforça Queiroz.

Segundo a gerente, ao emitir o Cadastro, a família passa a ter acesso a importantes programas do governo como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Além disso, abre caminho para consultorias do Sebrae em gestão, inovação, marketing e tecnologia.

“Ter o CAF não significa apenas acessar crédito ou vender para o governo. O cadastro é um dos instrumentos para que o produtor futuramente possa pleitear a aposentadoria”, acrescenta.

Dicas práticas para obter o CAF

“O CAF é um por núcleo familiar. Se o produtor rural tem o CAF, ele abrange toda a família”, explica a gerente do Sebrae/AP. O cadastro pode ser feito junto à Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), órgãos estaduais e municipais parceiros.

“Quando for uma área de assentamento, quem faz a emissão é o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Caso o Incra não faça, o instituto por meio de parcerias com a Anater e/ou prefeituras, solicita a emissão, neste caso o CAF terá conotação que é numa área de assentamento.”

Para quem ainda não possui o documento, a recomendação é buscar orientação no Sebrae, organizar documentos que comprovem a identidade, propriedade e atividade agrícola da família. Além disso,  aproveitar os programas de capacitação do Sebrae. 

“A gente tem o Sebraetec, que é um produto do Sebrae. E dentro deste nosso programa, a gente pode ajudar a fazer a marca, logomarca, a gente faz tempo de prateleira, etc.”, finaliza Queiroz.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Embate entre Trump e Fed pode enfraquecer dólar e prejudicar o agro


A tentativa de Donald Trump de forçar o Federal Reserve a cortar juros em um ambiente de inflação persistente levanta preocupações globais. A medida pode enfraquecer o dólar, corroer receitas das exportações agrícolas e expor o Brasil a um quadro crítico: supersafra pressionando preços, custos de produção elevados e uma taxa de juros de 15% que torna o crédito rural praticamente inacessível para milhares de produtores.

Nos últimos meses, a inflação nos Estados Unidos voltou a mostrar resistência, enquanto a criação de empregos perdeu fôlego. Em vez de reforçar a necessidade de cautela, Trump tem exigido cortes imediatos nos juros, alegando impacto negativo sobre crédito, investimentos e mercado imobiliário.

A interferência ameaça a independência do Fed, instituição que construiu sua credibilidade justamente por atuar contra pressões políticas de curto prazo.

Caso o Fed ceda e reduza juros antes do tempo:

  • Investidores buscam outros mercados, reduzindo a atratividade dos ativos americanos.
  • O dólar tende a se desvalorizar globalmente, afetando preços internacionais das commodities.
  • A inflação pode acelerar, deteriorando ainda mais a confiança no sistema financeiro.
  • Para o agro brasileiro, que depende da cotação do dólar para remunerar exportações, um dólar fraco significa perda direta de competitividade:
  • Receita de exportações: preços em dólar mais baixos reduzem os ganhos em reais.
  • Custos de insumos: embora fertilizantes e defensivos importados possam baratear, a volatilidade cambial aumenta o risco de contratos.
  • Competitividade internacional: menor valor das commodities em dólar reduz a atratividade dos produtos brasileiros frente aos concorrentes.
  • Incerteza financeira: o setor perde previsibilidade, essencial para planejar crédito e investimentos de longo prazo.

O problema se torna ainda mais crítico porque o Brasil enfrenta simultaneamente:

  • Supersafra histórica, que aumenta a oferta e pressiona os preços para baixo.
  • Custos elevados de produção, ainda impactados por logística, energia e mão de obra.
  • Taxa de juros de 15%, que encarece brutalmente o crédito rural.

Nesse ambiente, muitos produtores não conseguem financiar a próxima safra. Para parte significativa do setor, crédito caro é simplesmente fatal: inviabiliza operações, trava investimentos e acelera processos de descapitalização.

Cenários possíveis

Moderado: cortes graduais de juros nos EUA, inflação controlada e dólar levemente mais baixo. O agro perde parte da margem, mas mantém a viabilidade.

Adverso: corte abrupto com inflação em alta, dólar em queda global, commodities desvalorizadas, supersafra deprimindo preços e crédito inviável no Brasil. Resultado: margens esmagadas e risco de insolvência para milhares de produtores.

O agronegócio brasileiro prospera em cenários de dólar forte e estabilidade monetária global. A pressão política de Donald Trump sobre o Fed pode produzir exatamente o oposto: juros artificialmente baixos, inflação persistente, dólar enfraquecido e margens menores para o agro.

Com supersafra, custos elevados e juros domésticos de 15%, a equação se torna explosiva para o Brasil. O risco é claro: sem crédito acessível, parte relevante dos produtores pode não resistir, comprometendo não apenas a renda do campo, mas também a sustentabilidade da maior força econômica do país.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


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