quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Framboesa ganha edição genética sem DNA externo



Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes


Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes
Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes – Foto: Pixabay

Pesquisadores da Universidade de Cranfield, no Reino Unido, anunciaram o primeiro método validado para editar o genoma da framboesa sem a introdução de DNA externo, segundo divulgação do ChileBio em 9 de setembro de 2025. Em estudo publicado na Frontiers in Genome Editing, a equipe isolou células individuais da fruta e aplicou a tecnologia CRISPR-Cas9 para realizar alterações precisas no genoma, estabelecendo bases importantes para acelerar o melhoramento genético da framboesa de forma segura e controlada.

Essa inovação abre caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes a fungos, com maior firmeza e prazo de validade prolongado, garantindo que os frutos cheguem em melhores condições às casas dos consumidores e contribuindo significativamente para a redução de perdas em toda a cadeia alimentar. Além disso, a tecnologia pode ser aplicada para aprimorar atributos como doçura, tamanho, número de sementes e até tolerância a ondas de calor, aumentando a qualidade, produtividade e sustentabilidade da produção.

Segundo os pesquisadores, versões aprimoradas de cultivares de elite podem ser geradas em cerca de 12 meses, possibilitando o início da propagação e testes de campo em tempo muito mais rápido do que os ciclos tradicionais de melhoramento, que normalmente levam uma década ou mais. Esse avanço representa um marco na biotecnologia vegetal e no melhoramento de frutas de alto valor comercial.

O próximo passo da equipe é regenerar plantas inteiras a partir das células geneticamente editadas. Somente após essa etapa será possível avaliar os frutos quanto às características desejadas, consolidando o potencial da edição genética como uma ferramenta inovadora e eficiente para transformar o cultivo de framboesas e oferecer produtos de melhor qualidade aos consumidores.

 





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Média diária de embarques de café não torrado e torrado se consolida em…


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Os dados divulgados nesta quarta-feira (06) pela Secretária de Comércio Exterior (Secex), mostram que no mês de julho de 2025, a média diária exportada de café não torrado contabilizou uma baixa de 20,4%, registrando um total de 7,001 toneladas, comparada a 8,794 toneladas embarcadas durante o mês de julho de 2024. O volume total exportado em julho/25 ficou em 161,038 milhões de toneladas, e no mês de julho do ano passado foi de 202,266 milhões de toneladas. 

O faturamento total das exportações do grão nos 23 dias de julho/25 somou US$ 1,043 bilhão, comparado a US$ 832,080 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Já o ganho diário ficou em US$ 45,365 milhões em julho/25, registrando assim um avanço de 25,4% com relação ao mês de julho/24, onde a média ficou em US$ 36,177 milhões. 

Sobre o valor negociado para exportação do produto, julho de 2025 registrou um avanço de 57,5% quando comparado ao mês de julho de 2024. A preço ficou em US$ 6.479,20 (julho/25), em contrapartida a US$ 4.113,80 (julho/24).  

Café torrado, extratos, essências e concentrados

O volume total embarcado do café torrado, extratos, essências e concentrados nos 23 dias de julho/25 ficou em 7,670 toneladas, comparado a 8.493 toneladas registrados nos 23 dias de julho/24. A média diária foi de 333 toneladas (julho/25), registrando uma baixa de 9,7% ao mês de julho/24, que ficou com o total de 369 toneladas. 

Sobre o faturamento com as exportações do grão, a 5ª semana de julho/25 fechou contabilizando um total de US$ 102,069 milhões, sendo que no mês de julho/24 a receita total ficou em US$ 82,086 milhões. A média diária registrou um aumento de 24,3%, somando US$ 4,437 milhões em julho/25,  comparada com US$ 3,569 milhões registrados em julho/24. 

Com relação ao preço médio, em julho/25 o produto foi negociado por US$ 13.306,40, contabilizando uma valorização de 37,7% frente ao preço médio negociado durante o mesmo período do ano passado, que registrou um valor de US$ 9.664,80. 
 





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Preços da soja não sentem impacto de relatório baixista do USDA; veja cotações


O mercado brasileiro de soja registrou baixa liquidez nesta sexta-feira (12), avaliou o analista da Safras & Mercado Thiago Oleto.

“Os ganhos em Chicago não se converteram em comercialização, já que a queda dos prêmios e do dólar pressionou a paridade e desestimulou a formação de preços, mantendo muitos participantes fora do mercado”, disse.

Preços da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 135
  • Santa Rosa (RS): ficou em R$ 136
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 141 para R$ 142
  • Cascavel (PR): se manteve em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 140,50 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): continuou em R$ 129
  • Dourados (MS): seguiu em R$ 128
  • Rio Verde (GO): ficou em R$ 126

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja subiram na sessão desta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os agentes ignoraram os dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O esperado relatório foi considerado baixista, mas não o suficiente para surpreender os investidores.

O órgão norte-americano indicou que a safra dos EUA de soja deverá ficar em 4,301 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,05 milhões de toneladas. No relatório anterior, os números eram de 4,292 bilhões (116,8 milhões). O mercado esperava uma produção de 4,273 bilhões ou 116,3 milhões.

Os estoques finais estão projetados em 300 milhões de bushels ou 8,16 milhões de toneladas, contra 290 milhões do relório anterior – 7,89 milhões. O mercado apostava em carryover de 293 milhões de bushels ou 7,97 milhões de toneladas.

O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,555 bilhões de bushels e exportações de 1,685 bilhão. Em agosto, os números eram de 2,540 bilhões e 1,705 bilhão.

Para a temporada 2024/25, o órgão indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, acima da estimativa do mercado de 327 milhões. As exportações estão projetadas em 1,875 bilhão e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 425,87 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 424,2 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 124 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 125,4 milhões de toneladas.

Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 123,58 milhões de toneladas, contra expectativa de 125,6 milhões de toneladas.

Safra brasileira e argentina

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 169 milhões de toneladas.

Já a produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, o número foi mantido em 50,9 milhões de toneladas.

As importações da China estão estimadas em 112 milhões de toneladas em 2025/26 e em 106,5 milhões de toneladas em 2024/25, sem alterações.

Contratos futuros

cotação preço sojacotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 12,75 centavos de dólar, ou 1,23%, a US$ 10,46 1/4 por bushel.

A posição janeiro teve cotação de US$ 10,65 1/4 por bushel, com alta de 12,75 centavos ou 1,21%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,31%, a US$ 288,60 por tonelada.

No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 52,17 centavos de dólar, com ganho de 0,57 centavo ou 1,10%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3536 para venda e a R$ 5,3516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3442 e a máxima de R$ 5,4067. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,13%.



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Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja


Pecuaristas, a primavera chega com o retorno das chuvas e da estação de monta, mas também traz de volta uma dura realidade: a proliferação de parasitas, especialmente a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans). Um animal infestado pode perder mais de meia arroba de carcaça em apenas sete meses, o que representa um prejuízo financeiro significativo para a fazenda. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta sexta-feira (12), o Giro do Boi recebeu o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal, que destacou a importância de setembro como um mês estratégico para o manejo preventivo.

O prejuízo silencioso da mosca-dos-chifres

moscas-dos-chifresmoscas-dos-chifres
Foto: Daniel Medeiros/Embrapa Rondônia

A mosca-dos-chifres é um dos parasitas que mais comprometem a rentabilidade e a produtividade da pecuária nacional.

O Brasil, com suas altas temperaturas e chuvas regulares na maior parte do ano, oferece as condições ideais para a sua multiplicação.

  • Perdas de peso: Estudos da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul apontam que a infestação da mosca-dos-chifres pode causar perdas superiores a meia arroba de peso vivo por animal (15 kg) em 210 dias (7 meses).
  • Prejuízo financeiro: Com a arroba valendo em média R$ 300, a perda direta por animal pode chegar a R$ 150, um valor que não dá para deixar escapar.
  • Picadas e estresse: Uma única mosca dá, em média, 40 picadas por dia em cada animal, o que causa estresse, desconforto e impacta negativamente o desempenho e a conversão alimentar.

O manejo preventivo: a chave para o lucro

Bovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do BoiBovinos em área de confinamento na fazenda Nova Piratinga. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Bovinos em área de confinamento. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A estratégia mais eficaz de controle da mosca-dos-chifres é o manejo preventivo, que deve ser feito ainda na seca, em agosto, quando as infestações estão baixas.

A Vetoquinol oferece um brinco com ação mosquicida desenvolvido com nanotecnologia que combina os princípios ativos fipronil e diazinon. A tecnologia é eficaz para:

  • Controle preventivo: Aplicar os brincos em todos os animais antes da chegada das chuvas garante que o rebanho esteja protegido, evitando a infestação e o prejuízo.
  • Longa duração: O produto garante proteção por 210 dias ininterruptos, cobrindo todo o período de maior proliferação.
  • Eficácia comprovada: Pesquisas mostram que o produto eliminou infestações em até 30 minutos após a aplicação.
  • Ganho de peso: Ao final do ciclo, o ganho médio por animal foi de 15,8 kg, o que demonstra o retorno do investimento.
  • Sem carência: O produto não tem carência, ou seja, não exige descarte de leite nem impede o abate dos animais, o que é fundamental para a segurança alimentar e a rastreabilidade.

O especialista ressalta que, ao final do ciclo de eficácia, o brinco deve ser retirado para evitar o desenvolvimento de resistência nas moscas, o que poderia agravar o problema.

Capacitação e o futuro da pecuária sustentável

A Vetoquinol, que está entre as 10 maiores indústrias de saúde animal do mundo, realiza a Jornada Fiprotag, uma série de encontros em diversas regiões do Brasil para capacitar os produtores sobre o controle da mosca-dos-chifres.

O compromisso com a capacitação e a sustentabilidade da pecuária nacional é um dos pilares da Vetoquinol, que estará na Expointer 2025 para apresentar suas tecnologias e conversar com os produtores.

O manejo correto e o uso de tecnologias adequadas garantem o bem-estar do rebanho, o aumento da produtividade e a rentabilidade da fazenda.



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Primeira ligação de fornecimento de biometano do Brasil é inaugurada



Presidente Prudente, no interior de São Paulo, é o primeiro município do país a utilizar o gás biometano para o fornecimento urbano.

A ligação do primeiro cliente com abastecimento ocorreu na quinta-feira (11), como parte da iniciativa da cidade para impulsionar a transição energética e a redução de gases do efeito estufa, informou em comunicado a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, que participou da iniciativa.

O biogás é produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar, como bagaço, palha, vinhaça e torta de filtro. Posteriormente, pode ser purificado para gerar biometano, que será distribuído em Presidente Prudente. Com aproximadamente 5,5 milhões de hectares destinados à cultura da cana, São Paulo se destaca como o maior produtor do país da cultura.

A cerimônia foi realizada no restaurante Beef Company Steakhouse & Grill, primeiro estabelecimento da cidade a receber a fonte de energia renovável diretamente da Usina Cocal no município de Narandiba, cidade próxima a Presidente Prudente.

Obras para o transporte de biometano

As obras para o primeiro gasoduto destinado de forma exclusiva ao transporte de biometano no país foram iniciadas em junho e já estão 80% concluídas.

Para o projeto, segundo a secretaria, estão sendo investidos cerca de R$ 12 milhões, com a expectativa de atender cerca de 5 mil pessoas, e 58 estabelecimentos, numa rede de 44 km. Além do restaurante, o gás será ligado em um hotel e em uma padaria na cidade nessa primeira etapa.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

“Fico feliz de ver São Paulo dando exemplo para o Brasil. Com essa ligação, Presidente Prudente se torna um município modelo e referência, sendo a primeira cidade verde do Brasil. A matriz energética de São Paulo é mais de 50% limpa e a gente deve muito isso ao biodiesel, biogás, biometano e ao etanol, que é o nosso pré-sal caipira”, disse em nota o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

Segundo ele, o projeto é um marco e permitirá que milhares de prudentinos tenham acesso aos benefícios do gás canalizado em casa, em seus comércios, indústrias e postos de combustível. “Objetivo da nossa gestão é levar essa rede para todo o estado”, concluiu.

Estudos da Fiesp e do governo de São Paulo de 2024 mostram que a ampliação da produção de biometano tem potencial para criar até 20 mil empregos e contribuir para uma redução de até 16% nas emissões previstas pelas metas climáticas estaduais.

A projeção é que a produção possa aumentar de 0,4 milhão para 6,4 milhões de m³/dia, cobrindo assim 40% da demanda de gás natural.



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Paraná lidera crescimento nas exportações de carne de peru



O Paraná foi o estado brasileiro com o maior crescimento percentual em exportação de carne de peru nos sete primeiros meses do ano. O aumento foi de 5,5% em volume, contrastando com a retração de 11% da média do país.

Em receita cambial, os paranaenses arrecadaram 21,3% a mais, índice significativamente superior aos 2,5% da alta nacional.

De acordo com o Agrostat Brasil, plataforma do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), entre janeiro e julho de 2025 as empresas brasileiras exportaram 30.141 toneladas, com receita de US$ 81,832 milhões. No ano anterior tinham sido 33.851 toneladas e US$ 83,914 milhões em divisas.

“O Brasil não é um dos maiores produtores mundiais de peru, mas a atividade desempenha um papel significativo no mercado interno e também na exportação”, comentou o veterinário Roberto Carlos Andrade e Silva no Boletim de Conjuntura Agropecuária, do Departamento de Economia Rural (Deral), referente à semana de 5 a 11 de setembro.

O Paraná é o terceiro produtor e exportador da proteína, mas foi o único a aumentar o volume de embarque no comparativo com os sete primeiros meses do ano passado, quando enviou 7.244 toneladas ao exterior, faturando US$ 17,932 milhões. Este ano foram 7.642 toneladas a um valor de US$ 21,746 milhões.

Santa Catarina, que lidera o segmento no Brasil, reduziu de 14.537 toneladas para 13.300 (menos 8,5%), embora tenha aumentado em 8,9% a receita cambial, de US$ 35,524 milhões para US$ 38,691 milhões.

O Rio Grande do Sul, por sua vez, reduziu em 25,6% o volume, de 12.051 para 8.962 toneladas, e em 31,4% o faturamento, de US$ 30,383 milhões para US$ 20,834 milhões.

Principais destinos

A carne de peru brasileira foi vendida para os seguintes países nos sete primeiros meses de 2025:

  • México: 4.529 toneladas;
  • Chile: 3.129 toneladas;
  • África do Sul: 2.734 toneladas;
  • Países Baixos: 2.062 toneladas
  • Peru: 2.039 toneladas.



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Safra global de milho é reduzida pelo USDA mesmo com recordes de produção



O relatório de setembro de oferta e demanda mundial de milho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), divulgado nesta sexta-feira (12), trouxe dados relativos à safra 2024/25 e 2025/26.

A safra global 2025/26 foi levemente reduzida de 1.288,58 bilhão de toneladas para 1.286,58 bilhão de toneladas, mesmo com os Estados Unidos chegando próximo às 430 milhões de toneladas, aumento de 13% frente ao ciclo atual.

Quanto aos estoques finais, a projeção é de 281,40 milhões de toneladas, contra as 282,54 milhões de toneladas estimadas em agosto e ante as 282,2 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

Principais produtores de milho

Segundo o relatório do USDA, a estimativa de produção em 2025/26 entre os países que mais cultivam o cereal pelo mundo é a seguinte:

  • Estados Unidos: 427,11 mi de ton – aumento frente às 425,26 mi de ton apontadas no mês passado;
  • China: 295 milhões de toneladas, sem alterações
  • Brasil: 131 mi de ton, sem mudanças;
  • Argentina: 53 mi de ton, mesmo volume apontado em agosto;
  • Ucrânia: 32 mi de ton, inalterado;
  • África do Sul: 16,5 mi de ton, similar à prevista em agosto

Safra 2024/25

A safra global 2024/25 de milho foi projetada pelo USDA em 1.226,02 bilhão de toneladas, superando as 1.225,30 bilhão de toneladas apontadas em julho.

O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 em 283,11 milhões de toneladas, abaixo das 284,18 milhões de toneladas indicadas em julho, mas acima das 276,1 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

A produção entre as nações que mais destinam suas lavouras ao cereal é a seguinte no atual ciclo:

  • Estados Unidos: 377,63 mi de ton
  • China: mantida em 294,92 mi de ton
  • Brasil: elevada de 132 mi de ton para 135 mi de ton
  • Argentina: 50 mi de ton, sem mudanças ante agosto
  • Ucrânia: 26,8 mi de ton, sem mudanças
  • África do Sul: 16,5 mi de ton, ante as 15,75 mi de ton do mês passado



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho e soja: cenário favorável anima mercado



Produção robusta deve elevar exportações



Foto: Expodireto Cotrijal

Produção robusta deve elevar exportações e garantir abastecimento interno; soja tem destino recorde previsto no mercado externo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou, nesta semana, as estimativas dos estoques de passagem para a safra 2024/25. Com a boa perspectiva para o milho, o volume final disponível do cereal deve atingir 12,8 milhões de toneladas. Já no caso da soja, a safra recorde sustenta tanto a expansão das exportações quanto do consumo interno, com reflexos positivos no estoque final do ciclo.

O cenário mais favorável para a produção de milho neste ciclo levou a Conab a revisar para cima os estoques de passagem, agora estimados em 12,8 milhões de toneladas. O número sinaliza maior segurança no abastecimento interno, após períodos de maior volatilidade no mercado.

No caso da soja, a Conab também atualizou o estoque inicial da atual temporada, fixando-o em 4,32 milhões de toneladas. Com uma safra recorde, o Brasil poderá exportar até 106,25 milhões de toneladas da oleaginosa, o que representa um aumento significativo frente ao ciclo anterior. O consumo interno também avança, com estimativa de 57 milhões de toneladas destinadas ao processamento no mercado doméstico.

Apesar desse volume expressivo de comercialização, a soja também deverá registrar recuperação nos estoques finais, estimados em 9,3 milhões de toneladas.

Com a revisão dos estoques, o mercado deve acompanhar de perto os próximos dados de colheita e o comportamento das exportações. O aumento nos volumes armazenados pode influenciar a dinâmica dos preços no segundo semestre, além de garantir maior previsibilidade aos setores de ração, biodiesel e exportadores. Segundo a Conab, a atualização reflete o avanço das colheitas, as condições climáticas favoráveis e a resposta positiva do mercado internacional aos preços brasileiros.





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USDA eleva a produção de soja e de milho dos Estados Unidos



O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta sexta-feira (12), indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,301 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 117,05 milhões de toneladas.

O número surpreendeu o mercado. Analistas das principais consultorias do globo vinham apontando que a produção seria de, no mínimo, um milhão de toneladas a menos, visto que no documento anterior, de agosto, as perspectivas do órgão eram de 4,292 bilhões (116,8 milhões de toneladas).

Já em relação aos estoques finais, o USDA projetou em 300 milhões de bushels ou 8,16 milhões de toneladas, contra 290 milhões do relório anterior (7,89 milhões de toneladas), enquanto as apostas eram de carryover de 293 milhões de bushels (7,97 milhões de toneladas).

O departamento dos Estados Unidos trabalha, neste momento, com projeção de esmagamento de 2,555 bilhões de bushels e exportações de 1,685 bilhão. Em agosto, os números eram de 2,540 bilhões e 1,705 bilhão, respectivamente.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, acima da estimativa do mercado de 327 milhões. Quanto às exportações, a projeção é de 1,875 bilhão e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.

Projeções do USDA para o milho

O relatório do USDA também atualizou números para a temporada 2024/25 e 2025/26 de milho do país. Assim, a expectativa é que os Estados Unidos colham 16,814 bilhões de bushels na temporada 2025/26, contra os 16,742 bilhões de bushels indicados em agosto.

Neste quesito, assim como na soja, o mercado também era mais pessimista, trabalhando com uma estimativa de 16,511 bilhões de bushels.

A área a ser plantada em 2025/26 foi elevada de 97,3 milhões de acres para 98,7 milhões de acres (aproximadamente 40 milhões de hectares). A área a ser colhida em 2025/26 foi aumentada de 88,7 milhões de acres para 90 milhões de acres.

Os estoques finais de passagem da safra 2025/26 foram estimados em 2,110 bilhões de bushels, acima dos 2,117 bilhões de bushels indicados em agosto, enquanto o mercado projetava 2,022 bilhões de bushels.

As exportações em 2025/26 foram indicadas em 2,975 bilhões de bushels, contra os 2,875 bilhões de bushels apontados no relatório do mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi indicado em 5,6 bilhões de bushels em 2025/26, estável em relação ao apontado em agosto.

Na safra 2024/25, o USDA aponta que os Estados Unidos deverão colher 14,867 bilhões de bushels, número estável em relação ao indicado em agosto. A produtividade média em 2024/25 deve atingir 179,3 bushels por acre, também sem mudanças.

A área a ser plantada deve ficar em 90,6 milhões de acres, igual ao indicado em agosto. Já a colheita foi prevista em 82,9 milhões de acres, similar ao indicado no mês anterior.

Os estoques finais de passagem da safra 2024/25 foram estimados em 1,325 bilhão de bushels, ante aos 1,305 bilhão de bushels indicados em agosto e aos 1,308 bilhão de bushels esperados pelo mercado.

Segundo o USDA, as exportações em 2024/25 foram indicadas em 2,83 bilhões de bushels, contra os 2,82 bilhões de bushels previstos no mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi reduzido de 5,47 bilhões de bushels para 5,435 bilhões de bushels.



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Marcos Troyjo destaca insegurança alimentar global e potencial estratégico do Brasil no agro


Durante o Seminário Campo das Ideias, realizado em Porto Alegre, o economista e diplomata Marcos Troyjo alertou para a gravidade da insegurança alimentar mundial e defendeu que o Brasil está prestes a assumir o protagonismo global na produção de alimentos.

No painel de abertura do Seminário Campo das Ideias, promovido pelo Senar-RS nesta quinta-feira (11), o economista, cientista político e diplomata Marcos Troyjo afirmou que o Brasil está em rota para se consolidar como a principal potência mundial na produção de alimentos. Segundo ele, o agravamento da insegurança alimentar global reposiciona os gargalos logísticos brasileiros como um problema geopolítico — e não apenas interno.

“Em um mundo com escassez de alimentos, os nossos desafios de infraestrutura deixam de ser um problema brasileiro e passam a ser uma questão mundial”, afirmou Troyjo, comparando: “Se você deve 10 reais ao banco, o problema é seu; se deve 10 bilhões, o problema é do banco.”

Troyjo ponderou que, apesar do potencial da África, seu mercado consumidor ainda é restrito. “Somando o PIB dos 54 países africanos, temos 3,2 trilhões de dólares — menos que o PIB da França. Uma única França é economicamente maior do que todo o continente africano”, afirmou.

Ele comparou esse cenário com o dos Estados Unidos, destacando o peso do consumo interno norte-americano. “Os americanos importam cerca de 12% do PIB, o que representa 3,6 trilhões de dólares — ou seja, os EUA importam, por ano, o equivalente a uma França inteira”, ressaltou, ao defender que o Brasil aprofunde relações comerciais com os EUA e Ásia.

Outro ponto abordado por Troyjo foi a necessidade de captar investimentos de longo prazo para modernizar a infraestrutura brasileira. Para ele, o cenário atual é mais favorável, graças à diversificação dos centros financeiros globais.

“Hoje, há liquidez em centros como Singapura, Xangai, Doha e Abu Dhabi. O desafio é apresentar projetos estruturados e com segurança jurídica”, alertou.

O economista ainda enfatizou que a judicialização excessiva no Brasil inibe investimentos estruturantes. “Se conseguirmos reduzir o perfil litigioso que domina a atenção de todos os setores, o país poderá consolidar sua posição como superpotência na produção de alimentos”, disse.

MAIS

O Seminário Campo das Ideias é uma iniciativa inédita do Senar-RS, com foco nos principais desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro. Realizado no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, o evento reúne especialistas como Roberto Rodrigues, Fernando Schuler, Aldo Rebelo, Marcelo Portugal e Marcos Fava Neves, além de representantes do Sistema Farsul e da Secretaria da Fazenda do RS.





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