quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Valor bruto da produção deve crescer 11,3% em 2025, projeta Mapa



O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária em 2025 deve atingir R$ 1,406 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O número fica acima dos R$ 1,404 trilhão estimado pela pasta no mês passado. Em relação a 2024, há crescimento de 11,3%, destaca a pasta. Para 2024, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,261 trilhão para R$ 1,263 trilhão, aumento de 1,1% ante o ano anterior.

As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.

Crescimento das lavouras e da pecuária

Do total previsto para 2025, R$ 928,075 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 66% do total e incremento estimado de 10,8% ante 2024.

Outros R$ 478,080 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 34% do total e alta de 12,3% em comparação com o ano passado. Em 2024, conforme projeções do ministério, o VBP agrícola recuou 3% e o da pecuária cresceu 10,4%.

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Na agricultura, o maior crescimento de VBP, de 47,2%, é projetado para as lavouras de café, somando R$ 115,278 bilhões neste ano. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 8,8% maior, para R$ 322,172 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 164,681 bilhões, incremento anual de 32,4%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 10,840 bilhões, alta anual de 3,8%.

Culturas em queda

O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 1,3%, estima o ministério, para R$ 117,909 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve recuar 17,9%, para R$ 23,073 bilhões.

Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve recuar, respectivamente, 10,2% e 15,9%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 22,215 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,367 bilhões.

Por outro lado, o valor bruto da produção das lavouras de algodão é estimado em R$ 36,639 bilhões, alta anual de 8,4%. As previsões apontam para crescimento de 21,1% do VBP do cacau, para R$ 13,310 bilhões.

Valor da cadeia de bovinos

Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 20,5%, para um VBP projetado em R$ 204,168 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.

Segundo o Mapa, o valor bruto da cadeia de suínos deve avançar 9,6%, para R$ 60,932 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 4,7% acima do ano anterior, para R$ 111,096 bilhões.

Já a receita bruta obtida com a produção de leite deve aumentar 5,2%, para R$ 71,514 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 14,1% maior, para R$ 30,370 bilhões.

O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 19 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.



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ONU aumenta verba para hospedar países em Belém



A menos de dois meses da COP30, que será realizada em Belém, a Organização das Nações Unidas (ONU) aumentou o valor pago a países em desenvolvimento para custear hospedagens durante a COP30, em Belém. O objetivo é viabilizar a participação das delegações no encontro sobre mudanças climáticas, marcado para novembro. Até agora, apenas 40% das reservas foram confirmadas.

A medida, no entanto, ainda não resolveu a crise de acomodações. Até agora, 79 países já reservaram hospedagem em Belém por meio da plataforma do governo ou de articulações próprias. Outros 70 ainda negociam, o que deixa a organização distante da meta de 196 delegações.

O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, avaliou que houve progresso, mas reforçou que “ainda há mais a ser feito”, segundo nota divulgada pela Secretaria Extraordinária para COP30 (Secop).

Brasil considera apoio insuficiente

Apesar do aumento, o governo brasileiro avalia que o valor segue abaixo da média praticada em outras capitais. Além disso, o valor não cobre os custos locais, o que pressiona ainda mais a organização. Como comparação, em Bonn, na Alemanha, sede de uma das conferências preparatórias da ONU, a diária subsidiada chegou a US$ 400.

Diante desse cenário, o Brasil pediu à ONU uma taxa emergencial para a COP30, de forma a facilitar a participação de países em desenvolvimento. O governo, no entanto, rejeitou a proposta de subsidiar hospedagens com recursos próprios. A secretária executiva da Casa Civil, Míriam Belchior, afirmou que o país já arca com despesas significativas para realizar o evento e não cabe transferir esse custo para os brasileiros.

Pressão por hospedagens continua

A crise de hospedagens ganhou força em agosto, quando 29 países enviaram uma carta pedindo a mudança da sede da COP30. Naquele momento, menos de um quarto das delegações tinha garantido acomodação.

Para tentar contornar o impasse, a ONU sugeriu que o Brasil bancasse parte dos custos de hospedagem, mas o governo descartou a hipótese. Segundo a Casa Civil, o país não pode assumir o papel de financiar delegações estrangeiras, inclusive de nações mais ricas.



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Chegada da primavera será marcada por frente fria e temporais; veja onde



A chegada da primavera, que se inicia no dia 22 de setembro, virá acompanhada de uma intensa frente fria sobre as Regiões Sul, Sudeste e partes do Centro-oeste e Norte do país.

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De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre o sábado (20) e a quarta-feira (24), tal condição deve trazer temporais intensos para grandes áreas do país.

Na sequência, uma massa de ar frio e seco provocará queda acentuada das temperaturas, causando, inclusive, geada no Sul e friagem na região Norte.

Chegada dos temporais

Inicialmente, o Inmet indica que os temporais devem atingir áreas do Rio Grande do Sul no sábado. Já no domingo (21), com o avanço da frente fria, as áreas de instabilidade devem se estender por toda a Região Sul e em áreas de Mato Grosso do Sul, com grandes chances de atingir o extremo sul e sudoeste de São Paulo no final do dia.

Na segunda-feira (22), a frente fria deve chegar ao Sudeste, avançando também pelos estados do Centro-Oeste, onde provocará temporais que se alongam até o sudoeste da Amazônia.

Na Região Sul, os temporais de sábado e domingo devem ser intensos, acompanhados de descargas elétricas, rajadas de vento. Assim, segundo o Inmet, não se descarta queda de grazino e acumulados significativos de chuva, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Baixas temperaturas

A partir de segunda (22), é a vez do frio ganhar destaque no Rio Grande do Sul, onde os declínios de temperatura devem ser expressivos.

Com o deslocamento da massa de ar frio ao longo da próxima semana (22 a 24 de setembro), a queda dos termômetros ocorrerão também nas demais áreas do Centro-Sul e até do Norte.



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Plantio de soja avança lentamente e atinge 0,12%, aponta AgRural



O plantio da safra de soja 2025/26 atingiu apenas 0,12% da área estimada, segundo dados mais recentes da AgRural. O relatório destaca que o ritmo é puxado principalmente pelo desempenho das lavouras do Paraná, mas estados como Mato Grosso e São Paulo também iniciaram o plantio, de forma gradual.

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Estimativas do plantio de soja

A consultoria estima o plantio de soja no Brasil em 48,6 milhões de hectares e a produção em 176,7 milhões de toneladas, de acordo com linhas de tendência de produtividade. Se alcançados, ambos os números seriam recordes, comparáveis com o número de 171,47 milhões de toneladas estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ciclo passado.

Milho

Por outro lado, a primeira safra de milho 2025/26 registra avanço mais expressivo, com 17% da área projetada semeada na região centro-sul do Brasil, principal produtora do cereal. Até o momento, os três estados do Sul lideram o progresso da semeadura.



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Ciclone causa virada do tempo, provocando chuva de 100 mm e frio



A formação de um ciclone extra tropical no Sul provoca uma virada de tempo no Centro Sul do Brasil durante o próximo fim de semana, de acordo com Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.

O fenômeno climático vai provocar chuvas de 100 milímetros no norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Também em decorrência do ciclone, chuvas de 80 milímetros devem ocorrer em os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso na segunda (22) e terça-feira (23) da próxima semana. Ainda de acordo com Arthur, essas chuvas devem vir acompanhadas de temporais.

Após a onda de calor, que começa nesta quinta-feira (18) e vai até o próxima segunda-feira (22), o frio deve retornar a região Sul, com temperaturas variando de 10 a 12 graus. Há risco de geada na serra gaúcha e catarinense na terça ( 23) e quarta (24).

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Moagem de cana no Centro-sul avança 10% em agosto



As usinas do Centro-Sul moeram 50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de agosto, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período da safra passada. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Açúcar e etanol

A produção de açúcar na safra 2024/25 somou 3,872 milhões de toneladas na segunda metade de agosto, alta de 18,2% na comparação com igual período do ano passado, que registrou 3,276 milhões de toneladas. O mix de produção destinado ao adoçante ficou em 54,2%, enquanto na quinzena anterior havia alcançado 55%.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, o recuo no mix e a redução no teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) mostram que algumas usinas ajustaram a estratégia de alocação da cana entre açúcar e etanol. “Embora o ATR não tenha alcançado o pico do ano passado, os dados sugerem restrições operacionais nesse patamar e mudanças no direcionamento da matéria-prima”, afirma.

Na mesma quinzena, a produção de etanol atingiu 2,42 bilhões de litros. Por um lado, o etanol hidratado, usado diretamente nos veículos, registrou retração de 7,6% e totalizou 1,46 bilhão de litros. Já o anidro, que é misturado à gasolina, avançou 8,3% e chegou a 964,57 milhões de litros.

O etanol de milho manteve trajetória de expansão e, além disso, atingiu 405,92 milhões de litros na segunda metade de agosto. O volume representa alta de 17,5% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Com isso, a participação do milho no total produzido alcançou 16,8%. Para a Unica, esse avanço reforça a diversificação de matérias-primas e a relevância do biocombustível na matriz energética.

Produção e unidades em operação

No período, 257 unidades estavam ativas no Centro-Sul. Destas, 237 processaram cana, 10 produziram etanol de milho e outras 10 atuaram de forma flex, alternando entre cana e milho. Portanto, o resultado significa um avanço, já que no ciclo passado, eram 261 unidades em operação.

A moagem avançou, mas a qualidade da matéria-prima foi menor. O ATR médio caiu de 155,82 quilos por tonelada em 2024 para 149,79 quilos neste ano, queda de 3,9%. Por isso, a Unica avalia que o cenário exige ajustes na estratégia das usinas para equilibrar a oferta de açúcar e etanol e atender à demanda do mercado interno e externo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Margem de lucro do produtor de soja cai pela metade em quatro anos


A soja, responsável por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro, apresentou nos últimos anos oscilações de receitas, custos e margens. O novo estudo da Serasa Experian aponta que essa movimentação pressiona a saúde financeira dos produtores, que nos últimos quatro anos registraram suas margens de lucro caindo pela metade. Segundo a empresa, o resultado decorre da combinação de preços menores, custos ainda elevados e recuos de produtividade, fatores que reforçam a necessidade de “uma gestão de risco ainda mais tecnológica, baseada em dados e com um monitoramento em tempo real para toda a cadeia”.

A análise de sensibilidade foi construída a partir de dados de receitas e custos – insumos, defensivos, arrendamentos e mão de obra – apurados nos principais municípios brasileiros nos últimos cinco anos. Essas informações foram associadas aos mapas de produtividade produzidos pela Serasa Experian para o mesmo período nessas regiões.

Frente às últimas cinco safras, o ciclo 2021/22 marcou o auge de rentabilidade para o produtor, com receita média de R$ 8.465,03 por hectare, impulsionada pelo preço da saca acima de R$ 150 e, em alguns casos, ultrapassando R$ 175. No entanto, a produtividade caiu 7% devido a condições climáticas adversas. Nos anos seguintes, a realidade mudou: em 2023/24, a receita por hectare caiu 15% em relação ao pico registrado em 2021/22, chegando a R$ 6.922,12, acompanhada de queda de 3% na produtividade.

Os custos também pesaram. De acordo com a Serasa Experian, fertilizantes e defensivos subiram substancialmente entre 2021 e 2022, pressionados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia. O custo por hectare atingiu o pico em 2022/23, registrando R$ 5.713,62 para produtores com terras próprias e R$ 7.505,49 para arrendatários. Mesmo com uma leve queda posterior, os patamares seguem elevados.

Segundo o aponta o estudo, esse descompasso impactou diretamente a rentabilidade. No caso do produtor proprietário, a margem média que era de 48,6% em 2020/21 caiu para 29,6% em 2022/23 e recuperou para 35,7% em 2024/25.

Para o arrendatário, a situação foi mais crítica. De 27,2% em 2020/21 para apenas 7,3% em 2023/24, com recuperação parcial para 14,8% em 2024/25. A Serasa Experian observou que cenários com financiamento total dos custos no mercado de crédito ampliam ainda mais essa pressão, reduzindo as margens a níveis mínimos.

De acordo com especialistas da Serasa Experian, “a sustentabilidade financeira do agronegócio depende cada vez mais de governança de crédito robusta e análise de dados de alta precisão”. A empresa afirma que hoje é possível “combinar diferentes dimensões de risco – histórico de pagamentos, capacidade produtiva, resiliência climática, compliance ESG e projeções de preços – para antecipar riscos e renegociar contratos quando necessário”.





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Atraso na colheita do algodão faz Adab prorrogar início do vazio sanitário



A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) concedeu, por meio de Portaria e em caráter excepcional, novos prazos para conclusão da destruição de soqueiras (restos culturais) do algodão, para a Safra 2024/2025, e início do vazio sanitário em decorrência ao atraso na colheita da pluma baiana.

De acordo com o novo ato normativo (078/2025), publicado em 4 de setembro no Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE-BA), propriedades em regime irrigado, que não conseguiram cumprir os prazos anteriormente estabelecidos, precisam requerer a mudança junto ao órgão, assumindo o compromisso de manter suas áreas manejadas, sem a presença de plantas de algodão com risco fitossanitário.

A medida estabelece normas para o controle da praga bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) no Estado da Bahia.

O calendário agrícola regionalizado define os prazos máximos de 5 de outubro, para conclusão da destruição de soqueiras do algodão das propriedades irrigadas da Região I, e dia 25 de setembro de 2025 para a Região II.

De acordo com a Adab, a mudança no calendário agrícola atende ao pleito apresentado pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que representa os cotonicultores do setor produtivo.

A justificativa da entidade, para o não cumprimento dos prazos, anteriormente fixados, está fundamentada em fatores climáticos e operacionais, que impactaram diretamente na atividade de colheita e, por consequência, na de destruição das soqueiras.

O vazio sanitário é uma prática essencial e prevista no Programa Nacional de Controle do Bicudo, sendo fundamental para a convivência com essa praga.

Trata-se de uma medida integrada de manejo fitossanitário, onde a coordenação do período de proibição de plantio em todo o território restringe a fonte de alimento para os insetos.

O Termo de Compromisso e Responsabilidade, para os produtores requerentes desta prorrogação, está disponível no site www.adab.ba.gov.br. O descumprimento é considerado infração, com penalidades previstas em Lei.

A medida vale para as regiões:

  1. Região I:

a) Bacia do Rio Corrente: Brejolândia, Canapolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Santana, Serra Dourada, São Felix do Coribe e Tabocas do Brejo Velho e;

b) Bacia do Rio Grande: Angical, Barreiras, Buritirama, Catolandia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luis Eduardo Magalhães, Mansidão, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, São Desidério.

  1. Região II:

a) Bacia do Rio Grande: (Microrregião de Campo Grande no município de São Desidério, Baianópolis, Wanderley e Linha Branca no município de Correntina).


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AgroNewsPolítica & Agro

Balança comercial tem superávit na 2ª semana de setembro


Na segunda semana de setembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), “no mês, as exportações somam US$ 13,3 bilhões e as importações, US$ 11,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,76 bilhão e corrente de comércio de US$ 24,8 bilhões”.

De acordo com os dados divulgados pela Secex/MDIC, no acumulado do ano as exportações totalizam US$ 240,8 bilhões e as importações, US$ 196,3 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 44,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 437,1 bilhões.

O órgão informou que, no comparativo mensal das exportações, houve queda de 2,2% nas médias diárias até a segunda semana de setembro de 2025 (US$ 1,326 bilhão) frente ao mesmo período de 2024 (US$ 1,355 bilhão). Em relação às importações, a média diária cresceu 3,3%, passando de US$ 1,113 bilhão em setembro de 2024 para US$ 1,150 bilhão em setembro de 2025.

Assim, até a segunda semana de setembro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,476 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 176,02 milhões. Segundo a Secex/MDIC, houve crescimento de 0,3% na corrente de comércio em comparação com a média de setembro de 2024.

No acumulado até a segunda semana do mês de setembro de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária apresentou queda de US$ 10,73 milhões (4,0%) em Agropecuária, de US$ 3,07 milhões (1,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 22,02 milhões (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mesmo período, os setores importadores registraram crescimento de US$ 50,89 milhões (5,0%) em produtos da Indústria de Transformação, queda de US$ 2,45 milhões (11,1%) em Agropecuária e de US$ 6,55 milhões (8,9%) em Indústria Extrativa.

Segundo a Secex/MDIC, até a segunda semana de setembro de 2025, o desempenho das exportações por setor indicou queda de 4,0% em Agropecuária, que somou US$ 2,60 bilhões; retração de 1,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,85 bilhões; e queda de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,64 bilhões. A combinação desses resultados levou à queda do total das exportações.

A Secex/MDIC apontou que a retração das exportações foi puxada pela queda nas vendas de animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (-35,0%), soja (-7,5%) e algodão em bruto (-29,1%) na Agropecuária; outros minerais em bruto (-31,2%), minério de Ferro e seus concentrados (-9,7%) e minérios de níquel e seus concentrados (-100,0%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-27,5%), celulose (-50,7%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-34,6%) na Indústria de Transformação.

Ainda assim, alguns produtos registraram aumento nas vendas: arroz com casca (140,5%), milho não moído, exceto milho doce (2,1%) e sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (77,9%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (56,8%), minérios de Cobre e seus concentrados (7,3%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (6,7%) na Indústria Extrativa; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (42,6%), veículos automóveis de passageiros (46,9%) e ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (79,4%) na Indústria de Transformação.

No caso das importações, até a segunda semana de setembro de 2025, a Secex/MDIC informou queda de 11,1% em Agropecuária, que somou US$ 0,20 bilhão; queda de 8,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,67 bilhão; e crescimento de 5,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,61 bilhões. A combinação desses resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras de milho não moído, exceto milho doce (11,8%), centeio, aveia e outros cereais, não moídos (211,6%) e soja (619,4%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (185,2%), outros minérios e concentrados dos metais de base (12,7%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (15,4%) na Indústria Extrativa; medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (43,4%), outros medicamentos, incluindo veterinários (56,8%) e motores e máquinas não elétricos e suas partes, exceto motores de pistão e geradores (79,0%) na Indústria de Transformação.

Segundo a Secex/MDIC, mesmo com o crescimento geral das importações, alguns produtos apresentaram diminuição: trigo e centeio, não moídos (-35,4%), cevada, não moída (-99,7%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-28,7%) na Agropecuária; óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-13,0%) e gás natural, liquefeito ou não (-20,6%) na Indústria Extrativa; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-10,5%), válvulas e tubos termiônicas, diodos, transistores (-20,0%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-44,2%) na Indústria de Transformação.





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