quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Senadores dos EUA querem cancelar tarifaço contra o Brasil



A tarifa de 50% aos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos pode ter um fim, a depender de cinco senadores norte-americanos que apresentaram uma resolução contra a medida.

O texto tem como meta cancelar imediatamente a cobrança de 40% desse montante, imposto em agosto deste ano com base na Lei de Poderes de Emergência Econômica Internacional (IEEPA, na sigla em inglês).

Contudo, o intento dos parlamentares não contempla o adicional de 10%, em vigor desde abril e anunciada quando Donald Trump penalizou diversas outras nações, sendo a China, à época, a mais afetada.

Ao todo, cinco senadores apoiam o fim da cobrança ao Brasil, incluindo um republicano, Rand Paul, do estado do Kentucky. Os outros quatro nomes são Jeanne Shaheen, de New Hampshire, Tim Kaine, de Virginia, Ron Wyden, do Oregon e o líder da minoria democrata, Chuck Schumer, de Nova York.

Os representantes alegam que não há situação de emergência econômica com o Brasil, pressuposto necessário à implementação da IEEPA, visto que a balança comercial é superavitária para os Estados Unidos. Assim, a justificativa legal usada por Trump não seria válida.

Os senadores também se dizem preocupados com o aumento dos preços de produtos à população norte-americana. Exemplo disso é o café. Antes do início da vigência do tarifaço, o Brasil era responsável por mais de 30% dos grãos consumidos pelos Estados Unidos.

Motivos políticos

De acordo com reportagem da CNN, em comunicado, o republicano que se juntou aos democratas na iniciativa, ainda se refere ao julgamento de Jair Bolsonaro pelo plano de golpe como “perseguição”, mas diz não deve haver relação com os limites constitucionais do Executivo norte-americano.

Segundo ele, a política comercial dos Estados Unidos é de competência do Congresso, não da Casa Branca. “Estou alarmado com a perseguição de um ex-presidente pelo governo brasileiro e com a repressão autoritária à liberdade de expressão, mas isso não tem qualquer relação com os limites constitucionais do nosso próprio Executivo”, declarou Paul.

De acordo com o republicano, o presidente dos Estados Unidos não tem autoridade, sob a IEEPA, para impor tarifas unilateralmente.

Já o líder da minoria democrata, Chuck Schumer, afirma que Trump declarou uma emergência econômica falsa para ajudar seu aliado, Jair Bolsonaro, e pede apoio dos republicanos para conseguir a aprovação da medida no Congresso.

“Trump instituiu a falsa ‘declaração de emergência’ após a acusação de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em uma clara extrapolação de seu poder presidencial”, escreveu.

Conforme Schumer, os norte-americanos não merecem que Trump faça jogadas políticas com seu sustento e seus bolsos. “Já passou da hora de os republicanos no Congresso acabarem com essa loucura e se unirem aos democratas para enfrentar o imposto tarifário de Trump”, concluiu.



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Soja travada: preços caem e produtores seguram vendas; Chicago recua



O mercado brasileiro de soja apresentou pouco movimento nesta quinta-feira (18) . Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, os produtores, em várias regiões, já se preparam para o plantio e seguem segurando as ofertas, mantendo pedidas em patamares altos.

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A indústria, por sua vez, também mantém cautela. “As margens de esmagamento continuam pressionadas pelos preços mais caros da soja”, observou. Na Bolsa de Chicago, houve leve recuo; o dólar oscilou bastante, mas sem grandes variações. Os prêmios chegaram a cair durante o dia, mas recuperaram parte das perdas. No fim, os preços ficaram entre estáveis e um pouco mais fracos nas indicações de compra.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de 134,00 para 133,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 135,00 para 134,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 140,00 para 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em 134,50
  • Paranaguá (PR): caiu de 138,50 para 138,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em 127,00
  • Dourados (MS): manteve em 125,00
  • Rio Verde (GO): manteve em 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A fraca demanda por parte da China, a entrada da safra americana e as incertezas sobre o mandato de biocombustíveis nos Estados Unidos pressionaram as cotações.

A proposta da Agência de Proteção Ambiental (EPA), apresentada na terça-feira, não esclarece como as obrigações de mistura de biocombustíveis seriam realocadas no âmbito do programa de Isenção para Pequenas Refinarias do governo.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 923.000 toneladas na semana encerrada em 11 de setembro. O Egito liderou as compras, com 228.400 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 2.300 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 1,5 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,37 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,56 1/2 por bushel, com baixa de 6,50 centavos ou 0,61%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,35%, a US$ 284,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,13 centavos de dólar, com perda de 0,65 centavo ou 1,25%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,32%, sendo negociado a R$ 5,3190 para venda e a R$ 5,3170 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2697 e a máxima de R$ 5,3195



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Setembro Amarelo: como a gestão de pessoas e o diálogo mudam a vida na fazenda


Pecuaristas, a saúde mental, que antes era vista como um problema exclusivo das grandes cidades, tem se tornado cada vez mais comum no campo. Questões como depressão e ansiedade, aliadas ao isolamento e à solidão das fazendas, têm feito com que trabalhadores rurais sofram em silêncio. Confira o vídeo.

Nesta entrevista no programa Giro do Boi, a jornalista Jaqueline Lubaski, especialista em gestão de trabalhadores rurais, ressalta que o Setembro Amarelo atua como um alerta para a importância da conversa, que pode salvar vidas.

Jaqueline Lubaski, que atende centenas de fazendas no Brasil, afirma que o problema da saúde mental no campo sempre existiu, mas que, felizmente, tem sido debatido com mais frequência. Ela explica que as fazendas têm aderido às campanhas, investindo em ações sociais e de recursos humanos, e levando o tema para discussão.

A especialista destaca que um funcionário com a saúde mental abalada é improdutivo, o que impacta diretamente na receita da propriedade. É impossível “deixar o problema no portão” da fazenda e não levá-lo para a rotina de trabalho. Por isso, o gestor tem um papel crucial:

  • Olhar o funcionário como um ser humano: A fazenda é uma extensão da casa do proprietário, e os problemas dos colaboradores também são problemas do gestor.
  • Aproveitar recursos públicos: Todas as cidades têm Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que oferecem profissionais da saúde para palestras e apoio gratuito.
  • Fazer Diálogo Semanal de Segurança (DSS): Esses diálogos, de 15 minutos, devem ser utilizados para debater temas que vão além da segurança do trabalho, como a saúde mental, alcoolismo e outros assuntos que afetam a rotina.

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O caso da Fazenda LPCD e a nova geração

Setembro amarelo é tema de discussão entre trabalhadores rurais. Foto: Divulgação.

O Grupo LPCD, um dos maiores projetos de pecuária do Brasil, é um exemplo prático de como o manejo dos trabalhadores rurais, com foco na saúde mental, pode trazer resultados. O grupo, que tem quase 200 mil cabeças de gado, possui uma pessoa focada em ações sociais e investe em melhorias para os colaboradores.

A jornalista Jaqueline Lubaski ressalta que o grupo tem um grande problema: 40 vagas para vaqueiros em Tangará da Serra, no estado de Mato Grosso. A falta de mão de obra mostra uma mudança de comportamento:

  • A busca por qualidade de vida: A nova geração de trabalhadores rurais busca mais do que um salário, que é uma obrigação. Eles querem qualidade de vida, um ambiente saudável e leve, moradia decente e acesso à internet.
  • A importância do investimento: O gestor que não se adaptar a essa nova realidade, investindo no bem-estar dos colaboradores, não conseguirá reter mão de obra, pois as gerações passadas já estão se aposentando e as novas têm outras prioridades.

Casos de sucesso no campo

Jaqueline Lubaski conta que já identificou, através de pesquisas de clima, casos de depressão em trabalhadores rurais e, com o apoio de profissionais da saúde, conseguiu reverter o quadro.

O Setembro Amarelo é um convite para que o pecuarista se preocupe com o bem-estar do seu funcionário, pois o cuidado com as pessoas não se reflete apenas na redução de problemas pessoais, mas também na melhoria da produtividade.



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Em MT, programa monitora e auxilia sojicultores no momento da escolha da semente



Garantir que o produtor rural inicie a safra com sementes de qualidade é essencial para o sucesso das lavouras de soja. Fatores como taxas de germinação, vigor e sanidade influenciam diretamente no desempenho das plantas, o que afeta desde a densidade de estande até a produtividade final.

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Com esse objetivo, o programa Semente Forte, criado em 2017 pela Aprosoja Mato Grosso, realiza coletas de amostras em propriedades rurais e análises em laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), assegurando que os lotes adquiridos estejam dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.

O processo começa quando o agricultor aciona o Canal do Produtor e solicita uma Ordem de Serviço. A coleta é feita por supervisores de campo certificados como amostradores oficiais pelo Mapa, seguindo um padrão técnico que garante confiabilidade nos resultados. Assim, os produtores conseguem ajustar a densidade de semeadura de acordo com a qualidade real do lote adquirido.

O delegado do núcleo de Sorriso, Edgard Gomes Silva, lembra que já recebeu sementes fora dos padrões exigidos e que o acompanhamento técnico foi decisivo para corrigir a população de plantas. ”Se começa errado, termina errado. Um estande mal estabelecido gera custos desnecessários, aumenta riscos de acamamento, reduz a performance e pode até favorecer a invasão de plantas daninhas. Ter esse apoio dá muita segurança e confiança para iniciar o cultivo”, comenta.

Além da produtividade e rentabilidade, a avaliação correta das sementes também impacta na sustentabilidade da agricultura. Sementes de boa qualidade reduzem desperdícios de insumos, oferecem maior resistência a doenças e melhor adaptação às condições climáticas.

Além das análises, o programa orienta os agricultores sobre a importância de conferir a integridade das embalagens e a presença de documentos obrigatórios, como Nota Fiscal, Boletim Oficial de Análise e Certificado ou Termo de Conformidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

semeadura do triticale encerra em julho



Chuvas intensas impactam triticale semeado em maio e junho



Foto: Pixabay

De acordo com dados do 12º Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), “no Rio Grande do Sul, a semeadura do triticale foi encerrada ainda em julho”. A Conab detalhou que “a evolução da operação se deu em 5% da área em maio, 40% em junho e 55% em julho”.

A Conab informou que “apesar de mais atrasadas, são as lavouras semeadas em julho que apresentam as melhores condições”. Segundo a companhia, “as condições meteorológicas, com volumes pluviométricos menores e chuvas menos intensas e temperaturas baixas, favoreceram o perfilhamento e a manutenção da sanidade das plantas”.

Nas lavouras semeadas em maio e junho, a Conab registrou que “as chuvas torrenciais e volumosas, aliadas à nebulosidade alta, causaram a perda de fertilizantes por erosão e percolação, bem como desenvolvimento inicial lento”. “Embora o início do ciclo não tenha sido adequado, a melhora das condições meteorológicas permitiu melhora visual das lavouras, e as expectativas de produtividade inicial ainda podem ser mantidas”, avaliou.

A Conab apontou que “as lavouras semeadas em maio (5%) alcançam a fase reprodutiva durante agosto e, ao final de agosto, estavam no início do enchimento de grãos”. “Das áreas semeadas em junho, as que foram semeadas mais cedo dentro do mês também já estão na fase reprodutiva, mas no florescimento (totalizam 30% do total cultivado). O restante (65%) está no desenvolvimento vegetativo (perfilhamento, alongamento dos entrenós e emborrachamento)”, detalhou a companhia.





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Ceará sanciona lei que zera ultraprocessados na merenda até 2027



O governador do Ceará, Eumano de Freitas, sancionou nesta quinta-feira (18), a lei que proíbe alimentos ultraprocessados na merenda escolar do estado. A regra passa a valer para todas as escolas públicas e também para as particulares.

Segundo a lei, a retirada dos alimentos ultraprocessados dos cardápios escolares vai ser gradual. Em 2026, esse tipo de alimento ficará restrito a 10% de tudo o que é servido aos estudantes. Já em 2027 a meta é zerar a presença desse tipo de produto da alimentação dos alunos.

A lei foi sancionada na abertura da 2ª Cúpula da Coalização Global para Alimentação Escolar, realizada em Fortaleza. O encontro reúne representantes de mais de 80 países e, na abertura, contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Como em um ato simbólico, o ministro da Educação, Camilo Santana, e a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos, Cindy McCain, presentes na Cúpula, também assinaram a legislação. Alckmin elogiou a medida, mas não sinalizou se o governo federal estuda adotar uma medida semelhante para o restante do país.

Limites de alimentos ultraprocessados

Em fevereiro deste ano, o governo federal reduziu de 20% para 15% o limite de alimentos processados e ultraprocessados que poderão compor o cardápio das escolas públicas brasileiras em 2025, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O objetivo é oferecer alimentação mais saudável aos estudantes, priorizando alimentos mais nutritivos, produção local e maior diversidade de cultura alimentar das regiões do país.

A determinação consta em uma resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que é responsável pelo PNAE e pelo repasse de recursos destinados a estados e municípios para a merenda escolar. Em 2026, o limite de ultraprocessados na merenda será reduzido para até 10%.

O programa atende 40 milhões de crianças e jovens em 150 mil escolas dos 5.570 municípios do Brasil. São 50 milhões de refeições diárias e cerca de 10 bilhões por ano, com custo anual de cerca de R$ 5,5 bilhões.



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Sebrae e Inpi apresentam propostas para agilizar registros de IG



O Sebrae e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) realizam, em 22 de setembro, um evento online para discutir propostas que podem transformar a forma como são feitos os pedidos de Indicações Geográficas (IGs) no Brasil. Com isso, a expectativa é reduzir prazos, simplificar etapas e oferecer mais transparência aos procedimentos, fortalecendo produtos regionais e impulsionando o desenvolvimento econômico local.

Nos últimos quatro anos, o número de pedidos de IG cresceu de forma consistente, com média anual de 25 solicitações. Atualmente, o prazo médio para análise é de cerca de um ano. Por essa razão, o INPI vai lançar uma consulta pública sobre alterações na Portaria nº 04/2022 e no Manual de IGs, buscando agilidade e modernização.

Propostas e participação do público

O evento será dividido em três momentos. Primeiramente, o Inpi apresentará sugestões, como reduzir o prazo de 60 dias para manifestações contrárias e iniciar a análise de mérito e manifestações de forma paralela. Em seguida, os participantes poderão enviar suas contribuições e propor melhorias, tornando o processo ainda mais colaborativo.

Por fim, o Sebrae apresentará seu planejamento estratégico para 2026 e detalhará o suporte oferecido aos produtores interessados em registrar IGs. Esse apoio inclui o preparo da documentação, a identificação das singularidades regionais e a orientação para a construção de pedidos bem estruturados.

“Será um momento importante para regiões interessadas em obter o selo de IG estruturarem pedidos consistentes”, afirma Hulda Giesbrecht, do Sebrae.

Você sabe o que é Indicação Geográfica?

Uma Indicação Geográfica é um selo de propriedade intelectual que associa produtos e serviços à sua origem e às características únicas daquela região. Dessa forma, o reconhecimento agrega valor, credibilidade e competitividade, fortalecendo a economia local e promovendo o desenvolvimento regional.

Além disso, até dezembro de 2024, o Brasil somava 125 IGs registradas, incluindo o mel do Vale do Paraíba (SP), reconhecido em agosto.



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Etanol hidratado reduz forte desvantagem e deve superar açúcar em setembro


O mês de agosto foi um período marcado pela forte redução da desvantagem dos preços do etanol hidratado frente aos preços do açúcar bruto de Nova York. Esse comparativo leva em conta os preços de ambos, convertidos em US$/cents e colocados dentro da modalidade PVU, dentro da usina, descontando os impostos e taxas de importação, acrescentando o basis e os preços do CBIOS. Entre julho e agosto, a média de desvantagem do hidratado no mercado físico contra o açúcar bruto de Nova York caiu de -4,70% para -0,77%, considerado o hidratado com base em Ribeirão Preto (SP).

Essa queda forte de 3,94 pontos porcentuais na relação negativa do hidratado frente ao açúcar de Nova York não é uma novidade de curto prazo, visto que desde abril deste ano o hidratado vem gradualmente reduzindo a sua desvantagem frente ao açúcar bruto. Em março, a relação entre ambos era negativa em 21,99% e agora, mais recentemente na média fechada de agosto, ela é negativa em apenas 0,77%, com uma redução acumulada de 21,22 pontos percentuais desde o início da safra corrente 2025/26 do Centro-Sul.

Além disso, para setembro, a Safras & Mercado espera uma inversão da correlação negativa para positiva, com a média de setembro devendo oscilar com prêmios para o hidratado em +0,91%, contra a média de diferenciais de -0,77% vista agora em agosto. Isso tudo está ligado a ganhos mais expressivos a serem vistos sobre o etanol hidratado no mercado físico em meio a uma estabilidade do açúcar bruto em Nova York.

Em agosto, o hidratado no mercado físico teve uma valorização média de 3,45% na margem, frente ao mês imediatamente anterior. Porém, descontando os impostos e convertendo em centavos de dólar por libra-peso, esta vantagem foi ampliada para ganhos de 4,42% quando consideramos o movimento de valorização do real frente ao dólar de 1,29% visto no período.

Enquanto isso, o açúcar bruto em Nova York teve ganhos sobre outubro/25 de 0,26% na margem. Porém dentro da usina, considerando o câmbio e o basis, estes ganhos foram levemente neutralizados para níveis de 0,24%.

Ainda que o açúcar tenha se mantido em território positivo, os seus ganhos foram muito fracos e beirando a estabilidade frente aos avanços fortes de 4,42% do etanol hidratado no mercado físico, o que levou a forte neutralização da desvantagem do hidratado frente ao açúcar bruto de Nova York.

Porém, é notável que ainda assim a relação seguiu negativa ao etanol na média de agosto. Apesar disso, a Safras & Mercado alerta que essa correlação de desvantagem do hidratado frente ao açúcar deverá ser revertida em setembro. Isso porque a média de preços de agosto do etanol no mercado físico fora de R$ 3,27 o litro, sendo esta uma realidade totalmente diferente até mesmo da quarta e última semana de agosto, quanto mais a de setembro, onde as realizações para o hidratado em Ribeirão Preto entre usinas e distribuidoras já oscilavam entre R$ 3,38 a R$ 3,40 o litro. Logo, setembro terá claramente outra realidade de mercado frente ao que fora agosto.

É por isso que a Safras & Mercado projeta uma inversão da relação de preços do hidratado frente ao açúcar de positiva para negativa, saindo de -0,77% em agosto para +0,91% em setembro. Caso essa tendência se confirme, será a primeira vez desde julho de 2022 que o etanol terá uma média mensal positiva sobre o açúcar quando, na época, ele oscilava em +1,88%.

Em nossa visão, o açúcar contará com uma ajuda do basis para embarque imediato de VHP em Santos, com os diferenciais caindo de US$/cents -0,16 para US$/cents -0,10, enquanto o etanol hidratado será prejudicado por um breve movimento de valorização do dólar frente ao real que sairá da média de R$ 5,44 de agosto para a faixa de R$ 5,50 em setembro.

Ainda assim, o cenário se manterá positivo para o hidratado na correlação de forças com o açúcar de Nova York.

Maurício Muruci, de Safras & MercadoMaurício Muruci, de Safras & Mercado

*Maurício Muruci é especialista em açúcar, etanol e biodiesel da Safras & Mercado, com mais de 15 anos de experiência em análises econômicas e consultoria para mercados agrícolas


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Valor Bruto da Produção mineira tem estimativa de crescimento recorde



O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de Minas Gerais deve alcançar o valor recorde R$ 168,3 bilhões em 2025, crescimento de 14,3% em relação ao ano anterior.

O indicador é uma estimativa da geração de renda no meio rural, calculada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

Culturas que levaram à alta

O desempenho do VBP é puxado pelo segmento das lavouras, que deve alcançar R$ 113,5 bilhões, com aumento de 17,8% no ano. Sozinho, este setor representa 67% do faturamento do setor agropecuário mineiro.

“A alta no rendimento em algumas culturas tem sido determinante para esse resultado, especialmente o café, que registrou alta de 48,5% e tem o VBP estimado em R$ 59,1 bilhões”, detalha a assessora técnica da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Amanda Bianchi.

O VBP da soja, que ocupa o segundo lugar no segmento agrícola mineiro, deve alcançar R$ 18,4 bilhões, com crescimento de 9,9% em relação ao ano passado.

“Os preços da soja subiram no mercado doméstico em agosto, refletindo a forte disputa entre indústrias esmagadoras brasileiras e a demanda internacional, em especial da China”, contextualiza.

Ainda dentro do segmento das lavouras, também estão em alta as seguintes culturas:

  • Milho: 20,2%;
  • Tomate: 18,2%;
  • Algodão: 15,8%;
  • Trigo: 14,3%;
  • Amendoim: 8,2%; e
  • Uva: 1,3%

Juntos com o café, esses produtos correspondem a 79% do faturamento total das lavouras.

Valor Bruto da Produção pecuária

O VBP do segmento pecuário deve alcançar R$ 54,8 bilhões, com aumento de 7,8%. A liderança no setor é ocupada pelo leite, com faturamento estimado em R$ 18,4 bilhões e crescimento de 3,5% neste ano.

O indicador mostra que o desempenho do segmento também é impulsionado pelas carnes bovina, de frango e suína que têm faturamento estimado em R$ 17,9 bilhões (+13,2%), R$ 8,2 bilhões (+3,5%) e R$ 7,4 bilhões (+6,1%), respectivamente. Os ovos também estão em alta, com faturamento previsto de R$ R$ 2,9 bilhões (24,6%).



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