terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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Produção mundial de milho recua para 1,286 bilhões de toneladas



Brasil deve produzir 131 milhões de toneladas de milho



Foto: Canva

Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), na análise referente à semana de 12 a 18 de setembro publicada nesta quinta-feira (18), “na mesma lógica da soja, as cotações do milho subiram nesta semana, mesmo com um relatório de oferta e demanda baixista para o cereal”. A entidade acrescentou que “a mudança de primeiro mês cotado, em Chicago, ajudou nessa variação”. De acordo com a Ceema, “o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 4,23/bushel, contra US$ 3,99 uma semana antes”.

O relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado na sexta-feira (12), indicou que para o ano 2025/26 “a produção estadunidense será maior em cerca de 2 milhões de toneladas, atingindo agora 427,1 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais dos EUA somariam 53,6 milhões de toneladas, praticamente repetindo o volume de um mês antes”.

Segundo as informações, “a produção mundial de milho ficou estimada em 1,286 bilhão de toneladas, com recuo de 2 milhões sobre agosto, enquanto os estoques finais mundiais chegariam a 281,4 milhões, perdendo um milhão de toneladas sobre o anunciado em agosto”. A análise aponta ainda que “a produção brasileira ficaria em 131 milhões de toneladas e a da Argentina em 53 milhões de toneladas”. Diante disso, “o preço médio ao produtor estadunidense de milho, em 2025/26, ficou mantido em US$ 3,90/bushel”.

A Ceema informou também que “até o dia 14/09, a colheita estadunidense do cereal chegava a 7% da área semeada, ficando dentro da média histórica”. Das lavouras ainda a colher, “67% estavam entre boas a excelentes condições, sendo que 41% das mesmas estavam em fase de maturação”.





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nova espécie de besouro da Caatinga recebe nome de expressão típica do Nordeste



O besouro Athyreus arretado, uma nova espécie de besouro da família Geotrupidae, grupo popularmente conhecido como “besouros escavadores”, descrita recentemente por pesquisadores do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O nome curioso da espécie, Athyreus arretado, é uma homenagem a uma expressão típica do Nordeste usada para destacar algo impressionante, belo ou espetacular.

O apelido não poderia ser mais adequado, já que o besouro se diferencia por características marcantes na sua morfologia, como o chifre localizado na parte frontal do pronoto (a “placa” que cobre a parte superior do tórax) e a presença de carenas (estruturas em forma de cristas) que desenham um padrão semelhante à letra “J” em seu corpo.

Medindo cerca de 2,3 centímetros de comprimento, o besouro apresenta coloração marrom-avermelhada no dorso e tonalidade alaranjada na parte inferior. Segundo os pesquisadores, os exemplares observados foram atraídos pela luz de lanternas e voavam próximos ao solo, a apenas 60 cm de altura.

O novo inseto foi encontrado na Ecorregião das Dunas do São Francisco, no município de Casa Nova, Bahia. Essa área de paleodunas (antigas dunas de areia hoje cobertas por vegetação da Caatinga) é considerada prioritária para a conservação da fauna e flora, justamente pela alta ocorrência de espécies endêmicas.

De acordo com o estudo, este é o primeiro besouro da família Geotrupidae descrito para a região e apenas o segundo registro de uma nova espécie de Coleoptera (ordem dos besouros) nas dunas do Submédio São Francisco.

Segundo o pesquisador Gabriel Luiz Celante, que assina a descrição da nova espécie, a descoberta é uma prova do quanto a Caatinga ainda tem a revelar. O besouro foi encontrado em uma região pouco estudada e isso reforça que o bioma guarda espécies únicas que precisam ser registradas e preservadas.

“Nosso trabalho não é apenas dar nome a um ser vivo até então desconhecido pela ciência, mas também chamar atenção para a importância da conservação desse ecossistema que é exclusivamente brasileiro”, destaca.

De acordo com o coordenador do Laboratório de Mirmecologia do Cemafauna, Dr. Benoit Jean Bernard Jahyny, a relevância do estudo faz parte de um esforço maior de preservação. “Cada nova espécie descrita é uma peça que se encaixa no grande quebra-cabeça da vida. O Athyreus arretado evidencia a riqueza natural na Caatinga e o papel fundamental da pesquisa científica realizada no sertão”, afirma.



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PEC da blindagem, isenção do IR e mais; a semana no Congresso



A agenda política da semana será marcada por votações econômicas importantes no Congresso. Entre os temas principais, destaque para a segunda parte da regulamentação da reforma tributária e o pacote de socorro às empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos, ambos em tramitação no Senado Federal.

Os senadores também trabalham no projeto de lei 1.952/2019, que propõe mudanças no Imposto de Renda, incluindo a cobrança sobre lucros e dividendos, além de ajustes na tabela progressiva para pessoas físicas. A proposta também reduz a alíquota para empresas, acaba com dedução de juros sobre capital próprio e retira isenção sobre investimentos.

Além disso, o Congresso poderá analisar o veto presidencial ao projeto que isentava a Embrapa do pagamento de taxas de registro de patentes e de proteção de cultivares. A proposta buscava reduzir custos em pesquisas, mas foi barrada pelo governo na última semana.

Confira abaixo os pricipais destaques da agenda política na semana:

Reforma tributária e tarifaço

O Senado votará na quarta-feira (24) o Projeto de lei Complementar (PL) 108/2024, que é a segunda parte da regulamentação da reforma tributária. O texto foi aprovado na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A proposta, se aprovada, retorna ao plenário da Câmara dos Deputados. O projeto define as regras para o Comitê Gestor do IBS e da CBS, impostos que substituirão a atual tributação sobre consumo.

Na terça-feira (23) é o tarifaço que volta a ser tema de destaque no Congresso. A expectativa é que os parlamentares analisem o projeto que viabiliza o pacote de apoio a empresas afetadas pelas taxas adicionais dos EUA. A medida foi imposta pelo governo de Donald Trump e começou a valer em 6 de agosto.

PEC da Blindagem em debate

O relator da Proposta de Emenda à Constituição nº 3 de 2021, conhecida como “PEC da Blindagem“, afirmou que apresentará seu parecer na quarta-feira. Nas redes sociais, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) disse que recomendará a rejeição do texto. A decisão sobre a data de votação, no entanto, caberá ao presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA).

CPMI do INSS

Fora da pauta econômica, a CPMI do INSS deverá ouvir na segunda-feira (22) o ex-diretor financeiro Rubens Oliveira Costa, apontado como sócio do “Careca do INSS”. Ele prestará esclarecimentos sobre suposta participação em fraudes com descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Costa foi convocado como testemunha, apesar de defesa pedir que fosse ouvido como investigado.



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Exportações de alimentos recuam em agosto


As exportações brasileiras de alimentos industrializados totalizaram US$ 5,9 bilhões em agosto, queda de 4,8% em relação a julho e de 1% frente a agosto de 2024, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). O resultado reflete a retração das vendas para os Estados Unidos, após a entrada em vigor da tarifa adicional de 50%, que reduziu significativamente embarques de açúcares e proteínas animais.

Enquanto os EUA recuaram para US$ 332,7 milhões em compras (-27,7% ante julho), a China consolidou sua liderança como principal destino, somando US$ 1,32 bilhão em agosto, alta de 10,9% frente ao mês anterior e de expressivos 51% na comparação anual. O México também ganhou destaque, com embarques de US$ 221,1 milhões, impulsionados pelo forte aumento das vendas de proteínas animais, que avançaram mais de 360% em relação a agosto de 2024.

Apesar da queda pontual, o setor segue fortalecido. De janeiro a julho, as exportações somaram US$ 36,44 bilhões, praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2024, embora com recuo de 7,7% em volume. No mercado interno, as vendas responderam por 72% do total, com alta nominal de 9,3%, acompanhando a expansão da renda e do emprego. Até julho, a indústria de alimentos registrava 2,114 milhões de postos de trabalho diretos, 3,3% a mais que no ano anterior.

As perspectivas, porém, ainda exigem cautela. A ABIA projeta que, no pior cenário, as exportações do setor podem recuar 4,5% entre agosto e dezembro. Além da tarifa nos EUA, os custos industriais seguem pressionados por insumos e embalagens, com alta acumulada de 7,9% no ano. 

 





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conheça os tipos, formatos e receitas para aproveitar melhor o cereal



O arroz faz parte do dia a dia dos brasileiros em versões que vão do tradicional às mais elaboradas receitas inspiradas na culinária de diferentes países. Mais do que os temperos, a escolha do tipo de grão é o que garante o resultado final de cada prato.

Para mostrar na prática como cada tipo de grão pode transformar uma receita, veja algumas sugestões de preparo: 

Grãos curtos, médios e longos 

De modo geral, o arroz pode ser classificado em três categorias principais de acordo com o comprimento do grão: curto, médio e longo, e essa característica influencia diretamente na textura e no uso culinário.

Enquanto os grãos longos tendem a ficar mais soltinhos, os curtos são naturalmente mais pegajosos, o que abre espaço para diferentes aplicações gastronômicas. 

Arroz de grão longo 

Com formato fino e comprido (cerca de quatro vezes mais longo do que largo), o arroz desse tipo tem baixo teor de amido. Isso faz com que, depois de cozido, os grãos permaneçam soltos e separados, resultando em uma textura leve e fofa.

É a melhor escolha para receitas que pedem um arroz soltinho. Entre os representantes mais conhecidos estão o basmati e o jasmine, muito utilizados na culinária indiana e tailandesa, e o arroz selvagem, bastante adotado em pratos da culinária canadense. 

Grão médio 

Menos alongado que o de grão longo, esse arroz tem proporções de duas a três vezes mais compridas do que largas. Após o cozimento, adquire uma textura macia, ligeiramente úmida e com tendência a grudar levemente.

Essa característica faz dele um grão versátil, ideal para preparos que exigem uma cremosidade equilibrada, como risotos, paellas e algumas receitas japonesas. O arroz arbório e o arroz carnaroli são os exemplos mais famosos dessa categoria, na qual também pode se enquadrar o arroz vermelho e o arroz preto. 

Tipo curto 

Com um formato curto e arredondado, o grão concentra mais amido e, por isso, torna-se naturalmente pegajoso depois de cozido.

Essa textura é valorizada em pratos que precisam de maior aderência, como sushi, onigiri e outras receitas típicas da culinária asiática. Entre os exemplos mais conhecidos estão os arrozes da variedade japonesa, como o arroz sasanishiki, utilizado no preparo de sushis. 

Receitas inspiradas nessas variedades

A Josapar, detentora das marcas Tio João e Meu Biju, ensina algumas receitas com esses tipos de arrozes:

Arroz com aspargos e ovos

Ingredientes

Arroz:

  • 1 xícara de Arroz Basmati
  • 1 colher (sopa) de azeite
  • 2 ¼ de xícaras de água fervente
  • Sal a gosto

Acompanhamentos:

  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 1 cebola picadinha
  • 1 dente de alho amassado
  • 15 aspargos limpos, em pedaços de 3 cm
  • ½ xícara de molho de tomate
  • ½ colher (chá) de rapadura ou açúcar
  • ½ colher (chá) de páprica picante
  • Molho de pimenta a gosto
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto
  • 4 ovos
  • ½ xícara de tomates-cereja, cortados em metades
  • ¼ de xícara de amêndoas
  • Folhas de salsinha

Modo de preparo

Cozinhe o arroz conforme o modo de preparo sugerido na embalagem.

Refogue a cebola no azeite, numa panela. Adicione o alho e os aspargos e refogue por cerca de 4 minutos. Acrescente molho de tomate, rapadura, páprica, molho de pimenta, sal e pimenta-do-reino. Adicione o arroz cozido e misture até incorporar o molho. Faça 4 buracos, onde devem ser colocados os ovos. Tempere os ovos com sal e pimenta-do-reino. Tampe a panela e deixe os ovos cozinharem em fogo médio. Quando cozidos, desligue o fogo.

Cubra a panela com tomates-cereja, amêndoas e folhas de salsinha. Sirva em seguida.

Risoto de cogumelos e queijo grana padano

Ingredientes

  • 100 g de cogumelos Paris
  • 100 g de cogumelos Shitake
  • Sal a gosto
  • Pimenta-do-reino a gosto
  • 1 cebola picada
  • 1 dente de alho
  • 1 taça de vinho branco
  • 2 xícaras (chá) de Arroz Carnaroli
  • 1l de caldo de legumes
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 150 g de queijo Grana Padano em lascas

Modo de preparo

Em uma frigideira, grelhe os cogumelos fatiados com sal e pimenta-do-reino. Reserve.

Em uma panela, frite a cebola e o alho, adicione Arroz Carnaroli e, em seguida, coloque uma taça de vinho branco. Aos poucos, vá adicionando caldo de legumes e, quando o arroz estiver al dente, acrescente os cogumelos grelhados e a manteiga. Depois de pronto, adicione as lascas de queijo por cima e sirva.

Poke de salmão

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de Arroz Sasanishiki
  • 540 g de salmão fresco
  • 250 g de tomate-cereja
  • 8 fatias de pepino japonês
  • 150 g de cubos de manga
  • 150 g de cubos de abacate
  • Salsinha ou cebolinha a gosto
  • Sal e pimenta a gosto
  • Limão siciliano a gosto
  • Azeite a gosto

Modo de preparo

Cozinhe o Arroz Sasanishiki de acordo com as instruções da embalagem. Em seguida, em um recipiente, junte os cubos de salmão fresco, os tomates–cereja cortados ao meio, as fatias de pepino japonês, os cubos de manga e os cubos de abacate, tempere com sal, pimenta, limão e o azeite, mexendo devagar para não desmanchar o abacate. Em uma tigela, coloque uma porção de arroz e junte a um pouco da mistura de salmão preparada anteriormente. Salpique a salsinha e a cebolinha e estará pronto para servir.

 



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Lula viaja aos EUA para participar de Assembleia da ONU



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (21), para Nova York, onde participa da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O evento reúne chefes de Estado entre os dias 22 e 24 de setembro e marca a retomada das discussões multilaterais em um momento de tensões internacionais.

Além do discurso de abertura, tradição reservada ao Brasil desde 1955, a agenda de Lula inclui encontros sobre democracia, mudanças climáticas e a situação no Oriente Médio. Além disso, o governo pretende usar os debates para reforçar prioridades da política externa e articular apoio a iniciativas brasileiras.

Discursos e reuniões multilaterais

Como ocorre desde 1955, o Brasil abrirá o debate geral. Lula deve discursar na terça-feira (23), logo após o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da assembleia, Annalena Baerbock. No pronunciamento, o governo deve apresentar prioridades da política externa e reforçar temas ligados à segurança internacional e à crise climática, em preparação para a COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA).

Na segunda-feira (22), Lula participa de conferência sobre a questão palestina, convocada pela França e pela Arábia Saudita. Neste sentido, o Itamaraty avalia que o encontro pode estimular novos países a reconhecerem oficialmente a Palestina como Estado. Atualmente, 147 nações já fizeram esse reconhecimento, mas potências como França, Reino Unido e Canadá ainda não formalizaram a decisão.

Democracia e clima em foco

Outro compromisso do presidente será a segunda edição do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, marcado para quarta-feira (24). O encontro é liderado pelo Brasil, Chile e Espanha e deve reunir cerca de 30 países. O objetivo é avançar em uma agenda conjunta contra a desinformação e a fragilidade institucional.

No mesmo dia, Lula divide com António Guterres a presidência de um encontro sobre mudanças climáticas. A expectativa é de que países apresentem novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Também em Nova York, o Brasil organiza evento para ampliar apoio ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltado ao financiamento da preservação ambiental.

Paralelamente à assembleia, a delegação brasileira também deve participar da Semana do Clima de Nova York, que reúne governos e sociedade civil em mais de 500 eventos. Por isso, encontro é considerado preparatório para a conferência do clima que o Brasil sediará em novembro.



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Frente fria e chuva avançam pelo país na próxima semana



Por causa do avanço de uma frente fria, a semana começa com instabilidades espalhadas por diversas regiões do Brasil, trazendo chuva volumosa, risco de temporais e queda nas temperaturas, conforme previsão do tempo do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Segundo ele, as condições devem impactar tanto a rotina no campo quanto a retomada das operações para o plantio da safra 2025/26.

Confira o que esperar do tempo entre os dias 22 e 26 de setembro:

Sul

As chuvas se concentram até a tarde desta segunda-feira no Rio Grande do Sul, avançando depois para Santa Catarina e Paraná. À noite, as pancadas diminuem, mas seguem no litoral. O alerta é para tempo severo, com rajadas de vento que podem passar de 100 km/h e risco de granizo em áreas produtoras.

A partir de terça-feira, o tempo volta a firmar, favorecendo o trabalho no campo. Porém, a frente fria que avança após o ciclone extratropical derruba as temperaturas, que devem ficar abaixo dos 10°C em toda a região. Há risco de geada na serra gaúcha, catarinense e em áreas do sudoeste do Paraná, no município de General Carneiro, além da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, onde os termômetros podem marcar menos de 4°C.

Sudeste e Centro-Oeste

Na região Sudeste, uma frente fria provoca pancadas de chuva e temporais em São Paulo, que se espalham para Rio de Janeiro e Minas Gerais. O risco é de rajadas de vento acima de 100 km/h e granizo nos quatro estados, com potencial de danos às lavouras, principalmente no interior paulista e no sul de mineiro.

Apesar disso, o volume acumulado entre 50 e 80 mm deve ajudar a reverter o déficit hídrico nas áreas produtoras e diminuir o risco de focos de incêndio nessas áreas. Em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, os acumulados podem ultrapassar 100 mm, elevando o risco de alagamentos urbanos.

No Centro-Oeste, áres de instabilidade espalham chuva por Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, com risco de temporais, rajadas de vento e queda de granizo. Para os produtores que aguardavam a volta da chuva para o início da safra 2025/26, a notícia é positiva. A expectativa é de acumulados entre 30 e 60 mm, volumes suficientes para viabilizar as operações em áreas de sequeiro.

Norte e Nordeste

Na região Nordeste, as chuvas se concentram no litoral do Maranhão e do Ceará, além da faixa leste da região. No interior, o tempo firme predomina, com calor de até 40°C e umidade relativa do ar abaixo de 30%. O cenário aumenta o risco de incêndios, enquanto a colheita do algodão segue sem grandes interrupções.

No Norte, pancadas de chuva atingem Pará, Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Tocantins. Em áreas produtoras, como Rondônia, sudoeste do Pará e Acre, os volumes entre 50 e 60 mm ajudam a recuperar as pastagens. Já no centro-leste e norte do Pará, onde não deve chover, o calor de 37°C mantém o risco elevado para focos de incêndio.

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Produção mundial de trigo atinge 816,2 milhões de toneladas



Argentina projeta 19,5 milhões de toneladas de trigo



Foto: Canva

Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), na análise referente à semana de 12 a 18 de setembro publicada nesta quinta-feira (18), “a cotação do trigo, para o primeiro mês cotado em Chicago, igualmente subiu nesta semana, fechando a quinta-feira (18) em US$ 5,24/bushel, contra US$ 5,03 uma semana antes”. De acordo com o relatório divulgado no dia 12/09 para o ano 2025/26, “a produção estadunidense foi mantida em 52,4 milhões de toneladas, porém os estoques finais foram reduzidos, ficando agora em 23 milhões de toneladas naquele país”.

Ainda conforme a Ceema, “a produção mundial de trigo subiu para 816,2 milhões de toneladas, ganhando quase 10 milhões sobre o indicado em agosto”. A análise destacou também que “os estoques finais mundiais subiram para 264,1 milhões de toneladas, quatro milhões a mais do que o indicado em agosto”.

Segundo a Ceema, “a produção da Argentina ficou projetada em 19,5 milhões de toneladas e a brasileira em 7,5 milhões”. O preço médio ao produtor estadunidense de trigo, em 2025/26, “foi reduzido em 20 centavos de dólar, ficando em US$ 5,10/bushel”.

Nos Estados Unidos, “a colheita do trigo de primavera, no dia 14/09, atingia 94% da área, contra 92% na média histórica para a data”. Já “o plantio do trigo de inverno alcançava 11% da área esperada, contra 13% na média histórica para a data”, informou a Ceema.





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a estratégia do diferimento de pasto que evita o prejuízo na seca



A série “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!“, do Giro do Boi, continua a fornecer um guia prático para a produção de carne na seca. No episódio da última sexta-feira (19), o doutor em zootecnia Iorrano Cidrini explicou quantos hectares de pastagem é necessário diferir em uma fazenda para garantir que o gado passe o período de seca sem perder peso.

O diferimento, também conhecido como “feno em pé” ou “vedação de pastagens”, é a tecnologia de vedar uma área de pasto no outono para ser utilizada no período mais crítico do ano, a seca. O objetivo é estocar forragem para que, quando o crescimento da pastagem estiver a zero, os animais tenham o que comer, garantindo o bom desempenho do rebanho.

O método SD: suprimento e demanda

A quantidade de hectares que o pecuarista precisa reservar vai depender do tamanho da propriedade e da demanda de pasto durante a seca. No entanto, de forma geral, a recomendação é diferir cerca de 30% da área da fazenda.

Para definir a quantidade exata de hectares, é necessário utilizar o método SD (Suprimento e Demanda). A primeira coisa a se fazer é estimar a demanda, definindo:

  • Categoria animal: Quais animais (bezerros, garrotes, etc.) e qual o peso deles.
  • Número de animais e tempo: Quantos animais vão ficar na área e por quanto tempo.
  • Consumo: Quantos quilos de matéria seca esses animais consomem por dia.

A partir desses dados, o pecuarista consegue saber a quantidade de pasto que ele vai precisar para alimentar o rebanho durante a seca.

Estimando a oferta e a eficiência de pastejo

Depois de estimar a demanda, o pecuarista precisa estimar o suprimento, ou seja, a quantidade de pasto que a área vedada oferece. A quantidade de matéria seca por hectare pode variar de 4.000 a 6.000 kg, dependendo do tipo de capim e do manejo.

É crucial também considerar a eficiência de pastejo. Uma parte do pasto diferido será perdida por pisoteio e acamamento. Por isso, a eficiência de pastejo deve ser calculada para a massa que será consumida. Com todos esses dados em mãos, o pecuarista consegue chegar à quantidade de hectares que ele precisa reservar para o período da seca e garantir o bom desempenho do seu rebanho.

Para mais detalhes sobre o diferimento e a suplementação na seca, acompanhe os próximos episódios da série do Giro do Boi.



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Contaminação de peixes por microplásticos pode afetar produção de soja e café



A contaminação e a morte de peixes por microplásticos podem não só diminuir a disponibilidade desse alimento, mas também afetar a produção de culturas de grande importância para a agricultura brasileira.

O alerta foi feito por Décio Luis Semensatto Junior, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus de Diadema, em palestra durante a Escola São Paulo de Ciência Avançada sobre Poluentes Emergentes, que aconteceu na primeira quinzena de setembro em Santos, no litoral sul paulista.

“É preciso que o problema da ingestão de microplásticos por peixes deixe de ser analisado isoladamente e que seus impactos ambientais passem a ser avaliados de forma integrada, porque os ecossistemas aquáticos e terrestres estão conectados”, sublinhou Semensatto.

Os peixes são predadores naturais das larvas de libélulas (Anisoptera), que vivem na água, explicou o pesquisador. Por sua vez, esses insetos alados são predadores de algumas espécies de abelhas polinizadoras de flores e frutos de grande importância econômica.

Dessa forma, a contaminação e a morte de peixes pela ingestão de microplásticos podem ocasionar o aumento de larvas de libélulas em ecossistemas aquáticos e, consequentemente, o aumento da predação e diminuição de abelhas polinizadoras de cultivos como a soja, café, feijão e a laranja.

“Para aumentar a produção vegetal é preciso proteger os peixes [contra a contaminação por microplásticos], porque a natureza está conectada”, reiterou Semensatto.

Onipresença na água

Derivados da degradação de objetos maiores, como garrafas e sacolas, os microplásticos viajam a longas distâncias e tornaram-se onipresentes nos ambientes em vários organismos aquáticos. “As tampas de garrafas, por exemplo, duram 100 anos e, durante esse período, passam por ambientes aquáticos, afetando diversos organismos de diferentes tamanhos.”

Até mesmo a minúscula pulga-d’água (Daphnia magna) não está imune à contaminação por microplásticos. Os pesquisadores têm identificado a presença de nanoplásticos no interior dessa espécie de microcrustáceo, que mede, no máximo, 5 milímetros e que se alimenta de matéria orgânica em suspensão, como microalgas, bactérias e detritos, atuando como um organismo filtrador comum em corpos de água doce. Por isso, é muito utilizada como bioindicador de amostras ambientais para a realização de testes ecotoxicológicos.

“Análises em laboratório revelaram a presença de até dois nanoplásticos no interior desses organismos, que podem ser derivados de tampas de garrafa ou desprendidos de uma fibra”, disse Semensatto.

De acordo com o pesquisador, as características químicas e físicas dos microplásticos mudam ao longo da viagem pelos ambientes aquáticos, o que dificulta a identificação dos polímeros originais por meio das atuais técnicas de espectroscopia, empregadas para identificação de substâncias.

A exposição à radiação ultravioleta (UV), à água e a outros fatores ambientais induz à degradação dos microplásticos e, consequentemente, a mudanças na cor e na estrutura física desse materiais, permitindo aumentar sua área superficial e a liberação de partículas ainda menores: os chamados nanoplásticos.

Durante um projeto de pesquisa em andamento, os pesquisadores coletaram na foz do rio Amazonas um tipo de fibra cuja extremidade foi fragmentada ao longo do tempo, passando a liberar alguns potenciais nanoplásticos.

“Isso mostra como um único fragmento pode se multiplicar em incontáveis outros, cada um com sua própria ‘história’ química e física. Isso é uma tragédia”, avaliou Semensatto.
Combustível fóssil em movimento

Na avaliação do pesquisador, os tratados e acordos sobre mitigação das mudanças climáticas devem levar em conta a cadeia de produção e o ciclo de vida dos plásticos, pois esses temas estão diretamente relacionados.

“Os plásticos podem ser fabricados a partir de fontes renováveis, mas 99% dos polímeros que usamos hoje são derivados de combustíveis fósseis. Portanto, os plásticos são combustíveis fósseis em movimento”, avaliou.

No início de agosto, representantes de 184 países se reuniram em Genebra, na Suíça, para a quinta sessão do Comitê Intergovernamental de Negociação com o objetivo de elaborar um instrumento juridicamente vinculante (em que os signatários têm de cumprir o acordo) para enfrentar a poluição plástica. As negociações, contudo, terminaram sem consenso.

“A discussão sobre a poluição plástica está se movendo muito lentamente e é preciso avançar”, alertou Semensatto.
 



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