terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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Boa disponibilidade hídrica acelera plantio na Argentina



O plantio de girassol também apresenta avanço


O plantio de girassol também apresenta avanço
O plantio de girassol também apresenta avanço – Foto: United Soybean Board

A recente boa disponibilidade de água no solo tem impulsionado a aceleração do plantio de milho no país, segundo dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA). Nos últimos dias, os produtores intensificaram as semeaduras de milho para grão, antecipando-se à chegada de um novo frente de tempestades. Até o momento, estima-se que 6,2% das 7,8 milhões de hectares projetadas para a safra 2025/26 já foram plantados. Em Córdoba, a semeadura precoce pode representar até 25% dos plantios, acima dos 15% registrados na campanha anterior. Na região núcleo, a umidade favorável faz com que a semeadura inicial supere 80% do total da área.

O plantio de girassol também apresenta avanço, com 25,6% da área projetada já semeada, refletindo aceleração frente à média das últimas cinco campanhas. As atividades concentraram-se no centro-leste do país, enquanto em Santa Fé a prioridade foi o milho. No norte, as plantações têm respondido bem às chuvas recentes, favorecendo boas implantações.

O trigo, por sua vez, é beneficiado pelas precipitações no NEA, com 93% da área entre espigamento e enchimento de grão. No centro e sul, a elevada disponibilidade hídrica exige maior aplicação de fungicidas contra royas e manchas amarelas. Apesar de alguns casos de clorose e lavagem de nutrientes em áreas alagadas, 97,1% das lavouras seguem em condição de Normal a Excelente, e 54,6% já atingem estágios críticos, mantendo altas expectativas de produtividade.

Na cevada, 91% da área apresenta condição hídrica adequada a ótima, com 88% das lavouras em estado Normal/Bom. Cerca de 66% das plantações estão em pleno perfilhamento, enquanto 32% iniciaram alongamento do caule, principalmente na região central. Nos núcleos cevadeiros do sul, 82,5% da área apresenta condição Normal/Buena, e fungicidas começaram a ser aplicados após as últimas chuvas.

 





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Maior do que o esperado! USDA e Conab confirmam ampla oferta mundial de soja na safra 25/26



Os mais recentes relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmam um quadro de ampla oferta mundial de soja na temporada 2025/26.

O USDA surpreendeu o mercado ao indicar uma safra americana maior que o esperado, enquanto a Conab projetou produção recorde no Brasil, consolidando o país como maior produtor global. As informações são da Safras & Mercado.

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No relatório de setembro, o USDA estimou a produção norte-americana em 4,301 bilhões de bushels, equivalentes a 117,05 milhões de toneladas, com produtividade de 53,5 bushels por acre. Os números superaram as expectativas do mercado, que aguardava 116,3 milhões de toneladas. Os estoques finais foram projetados em 8,16 milhões de toneladas, também acima da última previsão.

Safra mundial de soja

A safra mundial de soja em 2025/26 foi indicada em 425,87 milhões de toneladas, contra 424,2 milhões de toneladas em 2024/25. Já os estoques finais globais foram revisados para 124 milhões de toneladas, levemente abaixo da expectativa do mercado.

O USDA manteve a produção brasileira de 2024/25 em 169 milhões de toneladas, mas projetou a safra 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para a Argentina, a estimativa foi de 48,5 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior (50,9 milhões). As importações da China seguem firmes, com 112 milhões de toneladas previstas para 2025/26.

Brasil caminha para novo recorde de soja

No cenário doméstico, a Conab prevê uma produção de 177,67 milhões de toneladas em 2025/26, avanço de 3,6% frente à safra anterior. O resultado é sustentado pelo aumento da área plantada, estimada em 49,083 milhões de hectares (+3,7%), e pela recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul.

A estatal ressalta que, mantidas as condições climáticas, o Brasil poderá alcançar mais um recorde produtivo, reforçando sua liderança global. A produtividade média deve ficar em 3.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação ao ciclo passado.

Apesar da pressão sobre os preços internos e dos desafios de rentabilidade, a demanda mundial pela oleaginosa segue firme, impulsionada pelo esmagamento para ração animal e pela maior produção de biocombustíveis no Brasil e no exterior.



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Inovação e negócios marcam a Victam Latin America em São Paulo


A Victam Latin America voltou a São Paulo reunindo 250 expositores de 30 países e destacando o Brasil como protagonista mundial do setor. O país é o terceiro maior produtor de ração e líder nas exportações de proteína animal, o que faz da feira uma vitrine estratégica para negócios e inovação.

Criada há mais de 60 anos na Holanda, a Victam é considerada referência global em nutrição animal e processamento de grãos. O evento é bienal e itinerante, com edições na Europa, Ásia, África e América Latina, sempre com o propósito de conectar a indústria local às principais tendências internacionais.

Para a organização, o Brasil se tornou um mercado estratégico. “Há dois anos lançamos a feira no Brasil justamente pela força desse mercado brasileiro. Normalmente entramos em novos países quando expositores e a indústria nos pedem. E acreditamos que, nos próximos cinco anos, as exportações e importações devem pelo menos dobrar e com isso a feira cresce junto”, ressaltou Sebas van den Ende, diretor-geral da Victam Corporation.

Entre as oportunidades de negócios discutidas durante o evento, o segmento de pet food ganhou destaque. De acordo com o Sindirações, esse subnicho já representa 53,5% do faturamento do chamado pet care.

“Esse mercado de pet care envolve toda a cadeia, ou seja, médicos veterinários, medicamentos e acessórios dos cães, gatos, peixes, ou seja, dos animais de companhia. Mais de 50% corresponde a alimentação e o Brasil tem um grande potencial de crescimento já que a população de pets segue em expansão e há uma evolução constante na demanda por alimentos industrializados”, disse Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.

No espaço de exposição, empresas brasileiras se destacaram com inovações. De acordo com Daniel Costandrade, coordenador de engenharia da Matisa, a máquina lançada na feira destinada ao processo final de embalagem e empacotamento, oferece selagem dupla para evitar contaminação cruzada durante o processo de transporte.

“Essa tecnologia é uma novidade 100% nacional. Com a selagem dupla, conseguimos garantir que o produto esteja livre de qualquer contaminação depois do ensaque, trazendo mais segurança ao consumidor final. Além disso, o equipamento aplica todas as normas regulamentadoras para evitar acidentes tanto ao operador quanto ao ambiente industrial.”

Na área de automação, a STW apresentou soluções para fábricas inteligentes com uso de robótica. Segundo Júnior Sulzbabach, sócio-fundador da companhia, o robô suporta muito mais peso do que a indústria está acostumada.  “Ele [robô] tem capacidade acima de uma tonelada, podendo movimentar até 30 toneladas em processos de paletização e transporte. 

Além disso, já é possível usar inteligência artificial nas fábricas de ração. “O operador pode perguntar qual é o melhor processo ou como obter mais eficiência e o sistema responde com base em dados acumulados há mais de dez anos. É como um ‘chat GPT’ voltado para o processo produtivo”, afirma.

Além das novidades tecnológicas, a feira também foi palco para discussões globais sobre sustentabilidade. Um dos pontos altos foi a plenária da RTRS (Round Table on Responsible Soy) ou Mesa Global da Soja Responsável. O objetivo da plataforma é promover discussões e ferramentas para impactar na produção de baixo carbono. O foco da conferência no Brasil, neste ano, foi encontrar soluções para o futuro da soja sustentável.

“Conseguimos, em certa medida, enxergar as necessidades dos diferentes elos da cadeia de valor que compõem a soja. Os desafios são aqueles que nós já conhecemos, sobretudo, na agricultura regenerativa e no mercado de carbono e, em breve, certamente vão surgir também as questões de certificações sociais e ambientais, que, de certa forma, vão orientar toda a estratégia da plataforma nos próximos anos.”





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Quais estados brasileiros mais produzem peixes e camarões?



Pesquisa divulgada na última quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou dados da aquicultura e carcinicultura do país em 2024.

Segundo o levantamento, em comparação a 2023, a piscicultura cresceu 10,3%, alcançando 724,9 mil toneladas, com a tilápia respondendo por quase 70% da produção.

Já a produção de camarão chegou a 146,8 mil toneladas. O município de Morada Nova de Minas, na região central de Minas Gerais, lidera a produção de peixes, enquanto Aracati, Ceará, é destaque na produção de camarão.

A estimativa da produção de peixes em 2024 mostrou um aumento de 10,3%, chegando a 724,9 mil toneladas, o que resultou em um valor de produção de 7,7 bilhões de reais, crescimento de 15,8% em relação ao ano anterior.

Peixe mais produzido

O peixe mais produzido no Brasil, desde o início do levantamento da piscicultura, é a tilápia. Em 2024, sua produção correspondeu a 68,9% do total de peixes. Em relação ao ano anterior, foi um aumento de 12,8%, resultando em 499,4 mil toneladas.

Quase metade desse total (47,5%) é proveniente da região Sul, devido principalmente ao Paraná, responsável por 38,2% da produção nacional, ou 190,5 milhões de quilos.

Produção de camarão

Já a produção brasileira de camarão criado em cativeiro atingiu 146,8 mil toneladas, um crescimento de 15,2% com relação ao ano anterior. O valor de produção foi de R$ 3,1 bilhões, equivalente a um aumento de 16,3%. Essa estimativa corresponde a um recorde na série histórica da produção, que vem crescendo continuamente desde 2017.

Do total, 99,7% são provenientes da região Nordeste:

  • Ceará: 57,1%;
  • Rio Grande do Norte: 21,5%

Ambos os estados registraram aumentos que, somados, resultam em cerca de 18 milhões de quilos.

Os maiores produtores municipais estão concentrados nesses dois estados, começando por Aracati, Ceará, que, com produção de 18,0 mil toneladas, é origem de 12,2% da produção nacional e 21,4% da produção estadual. Na sequência, aparecem Jaguaruana, Ceará, com 8,8% e Pendências, Rio Grande do Norte, com 6,5% da produção nacional.



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Acordo Mercosul-EFTA é positivo, mas efeito sobre tarifaço é limitado



O Mercosul assinou nesta semana, no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). O bloco reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, países de alto poder aquisitivo.

Atualmente, esses parceiros representam menos de 1% das exportações brasileiras e pouco mais de 1,5% das importações. O potencial de crescimento é apontado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que enxerga mais de 700 oportunidades de exportação para a região.

Segundo estimativas do governo, o tratado pode acrescentar R$ 3,34 bilhões às exportações brasileiras até 2044. Em 2024, o Brasil vendeu US$ 3,1 bilhões aos países da EFTA, sendo 38% em alumina calcinada.

Impacto do acordo é limitado

Especialistas ouvidos pelo grupo Estado avaliam que o acordo tem peso mais político do que comercial. Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a parceria mostra que o Mercosul consegue negociar com países desenvolvidos, mas dificilmente trará ganhos expressivos. “O simbolismo é mais forte que as oportunidades reais. Estamos falando de mercados ricos, mas altamente competitivos”, disse Castro.

O ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, destacou que o tratado segue moldes semelhantes ao acordo com a União Europeia, ainda em negociação. Para ele, a aproximação com a EFTA serve como argumento político para destravar a negociação com os europeus.

Reação da indústria

Setores impactados pelas tarifas norte-americanas observam o tratado com cautela. A indústria de máquinas e equipamentos, atingida pela alíquota de 50% nos EUA, avalia positivamente a abertura de novos mercados, mas prevê efeito econômico limitado.

Segundo Patrícia Gomes, diretora de mercados externos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a relevância está no movimento de ampliar a rede de acordos internacionais. “O Brasil tem poucas parcerias comerciais. Avançar nesse campo é essencial”, afirmou.

A entidade, no entanto, defende que futuros tratados incluam redução gradual de impostos sobre bens de capital, com prazos de até dez anos para zeragem. A expectativa é que a reforma tributária reduza custos industriais e aumente a competitividade do setor.



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USDA eleva estimativa de colheita de soja nos EUA


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 12 a 18 de setembro e publicada nesta quinta-feira (18), “na esteira do anúncio do relatório de oferta e demanda do USDA, em 12/09, o mercado da soja assumiu uma postura mais altista, embora o relatório e os fundamentos deste mercado sejam baixistas”. De acordo com a Ceema, “o fechamento desta quinta-feira (18) para o primeiro mês cotado, agora novembro, ficou em US$ 10,37/bushel, contra US$ 10,15 uma semana antes”.

O relatório do USDA elevou a estimativa de colheita nos Estados Unidos para 117,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, frente a 116,8 milhões em agosto. “Os estoques finais estadunidenses somam agora 8,2 milhões de toneladas, contra 7,9 milhões de toneladas em agosto”, informou a Ceema. “A produção mundial de soja passou a 425,9 milhões de toneladas, contra 426,4 milhões, enquanto os estoques finais mundiais fechariam este novo ano comercial em 124 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões em agosto”.

A entidade acrescentou que “a produção brasileira seria de 175 milhões de toneladas e a da Argentina de 48,5 milhões de toneladas, enquanto as importações chinesas foram mantidas em 112 milhões de toneladas”. O preço médio ao produtor de soja estadunidense para 2025/26 foi reduzido em 10 centavos de dólar, ficando agora em US$ 10,00/bushel.

A Ceema destacou ainda que “no dia 14/09, 5% da área de soja nos EUA havia sido colhida, contra 3% na média para esta época”. Do total das lavouras ainda a colher, “63% estavam em boas ou excelentes condições, contra 64% da semana anterior, sendo que 41% das lavouras registravam queda das folhas”.





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rentabilidade do setor cai pela metade em quatro anos



A margem da soja, responsável por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro, caiu pela metade nos últimos quatro anos. Uma pesquisa inédita da Serasa Experian mostra que a combinação de preços menores, custos elevados e recuos de produtividade pressionou os resultados do setor.

Pressão sobre receitas e margens

O levantamento analisou receitas e despesas de produtores nos principais municípios do país, incluindo insumos, defensivos, arrendamentos e mão de obra. Os produtores de soja foram classificados em quatro perfis: donos de terra sem custeio, donos de terra com custeio total financiado, arrendatários sem custeio e arrendatários com custeio integral.

O ciclo 2021/22 registrou a maior receita média por hectare: R$ 8.465, com preços da saca acima de R$ 150. A produtividade, porém, caiu 7% devido a condições climáticas adversas. Nos anos seguintes, a receita recuou 15%, para R$ 6.922 em 2023/24, acompanhada de queda de 3% na produtividade.

Com isso, as margens refletiram essa pressão. Para proprietários, a rentabilidade média caiu de 48,6% em 2020/21 para 29,6% em 2022/23, recuperando-se para 35,7% em 2024/25. Para arrendatários, o recuo foi maior: de 27,2% para 7,3% em 2023/24, atingindo 14,8% em 2024/25. Custos totalmente financiados reduziram ainda mais os ganhos da safra de soja.

Gestão de risco como diferencial

Para Marcelo Pimenta, head de Agro da Serasa Experian, o cenário reforça a necessidade de governança de risco estruturada. “O agronegócio brasileiro é referência em produtividade, mas a gestão de risco precisa acompanhar esse nível. Com análises precisas, é possível apoiar o produtor em períodos de volatilidade e proteger o crédito agrícola.”

Ferramentas como cadastro positivo, Cédulas de Produto Rural e sensoriamento remoto permitem monitorar riscos e renegociar contratos. Segundo a Serasa, a combinação de dados de crédito, capacidade produtiva e projeções de preços ajuda a sustentar a saúde financeira do setor.

“Produzir continua essencial, mas a disciplina na gestão será decisiva para manter a competitividade no futuro do agronegócio”, conclui Pimenta.



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Plano Safra começa com redução na contratação de crédito rural



O crédito rural nos primeiros dois meses do Plano Safra 2025/26 apresentou leve queda em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Por outro lado, os recursos contratados e ainda não liberados mantêm o volume próximo da safra passada. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados na última sexta-feira (19).

Em julho, as instituições financeiras liberaram R$ 39,5 bilhões, contra R$ 42,8 bilhões no mesmo mês de 2024/25, uma redução de 8%, conforme a nota técnica. No entanto, ao considerar também os valores contratados e ainda não liberados, o total chega a R$ 49,58 bilhões, alta de 15,76%. O Mapa explica que a contabilização ocorre apenas no momento da liberação, que pode levar até 360 dias, tornando a comparação mais precisa.

Os primeiros dois meses da safra 25/26

No acumulado de julho e agosto, as instituições financeiras liberaram R$ 81,11 bilhões em crédito rural. Desse total, R$ 33,72 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 4,48 bilhões ao investimento e R$ 4,36 bilhões à comercialização. Para industrialização, os bancos liberaram R$ 5,36 bilhões, e R$ 33,19 bilhões foram aplicados em CPRs. Somando os valores contratados e ainda não liberados, o total alcança R$ 99,08 bilhões, queda de 1,75% em relação ao mesmo período de 2024/25.

No total, o Plano Safra 2025/26 prevê R$ 516 bilhões, divididos entre recursos controlados e livres. Os controlados somam R$ 174,6 bilhões e incluem fundos constitucionais, Funcafé, recursos obrigatórios e equalizados. Médios e grandes produtores contrataram R$ 64,25 bilhões para custeio e R$ 49,53 bilhões para investimento.

A equalização é viabilizada por R$ 3,9 bilhões em subvenção do Tesouro Nacional, que cobre a diferença entre a taxa de juros da fonte e a final aplicada ao produtor.

Recursos livres e financiamento via CPR

Os recursos livres somam R$ 327 bilhões, divididos em direcionados e sem direcionamento. As instituições aplicam R$ 300 bilhões dos direcionados obrigatoriamente em crédito rural, enquanto os R$ 27 bilhões restantes, sem direcionamento, seguem encargos mais próximos do praticado pelo mercado. Já o financiamento via Cédulas de Produto Rural (CPR) soma R$ 188,53 bilhões, com R$ 179,43 bilhões vinculados às LCAs e R$ 9,1 bilhões à poupança rural.

Atualmente, 25 instituições financeiras operam linhas equalizáveis, incluindo o BNDES. Com isso, o acesso a programas como Moderfrota, Proirriga, Renovagro, Inovagro e PCA são ampliados. Preços, condições climáticas e fatores conjunturais podem influenciar a procura por crédito ao longo da safra.



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Produção mundial de milho recua para 1,286 bilhões de toneladas



Brasil deve produzir 131 milhões de toneladas de milho



Foto: Canva

Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), na análise referente à semana de 12 a 18 de setembro publicada nesta quinta-feira (18), “na mesma lógica da soja, as cotações do milho subiram nesta semana, mesmo com um relatório de oferta e demanda baixista para o cereal”. A entidade acrescentou que “a mudança de primeiro mês cotado, em Chicago, ajudou nessa variação”. De acordo com a Ceema, “o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 4,23/bushel, contra US$ 3,99 uma semana antes”.

O relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado na sexta-feira (12), indicou que para o ano 2025/26 “a produção estadunidense será maior em cerca de 2 milhões de toneladas, atingindo agora 427,1 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais dos EUA somariam 53,6 milhões de toneladas, praticamente repetindo o volume de um mês antes”.

Segundo as informações, “a produção mundial de milho ficou estimada em 1,286 bilhão de toneladas, com recuo de 2 milhões sobre agosto, enquanto os estoques finais mundiais chegariam a 281,4 milhões, perdendo um milhão de toneladas sobre o anunciado em agosto”. A análise aponta ainda que “a produção brasileira ficaria em 131 milhões de toneladas e a da Argentina em 53 milhões de toneladas”. Diante disso, “o preço médio ao produtor estadunidense de milho, em 2025/26, ficou mantido em US$ 3,90/bushel”.

A Ceema informou também que “até o dia 14/09, a colheita estadunidense do cereal chegava a 7% da área semeada, ficando dentro da média histórica”. Das lavouras ainda a colher, “67% estavam entre boas a excelentes condições, sendo que 41% das mesmas estavam em fase de maturação”.





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nova espécie de besouro da Caatinga recebe nome de expressão típica do Nordeste



O besouro Athyreus arretado, uma nova espécie de besouro da família Geotrupidae, grupo popularmente conhecido como “besouros escavadores”, descrita recentemente por pesquisadores do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O nome curioso da espécie, Athyreus arretado, é uma homenagem a uma expressão típica do Nordeste usada para destacar algo impressionante, belo ou espetacular.

O apelido não poderia ser mais adequado, já que o besouro se diferencia por características marcantes na sua morfologia, como o chifre localizado na parte frontal do pronoto (a “placa” que cobre a parte superior do tórax) e a presença de carenas (estruturas em forma de cristas) que desenham um padrão semelhante à letra “J” em seu corpo.

Medindo cerca de 2,3 centímetros de comprimento, o besouro apresenta coloração marrom-avermelhada no dorso e tonalidade alaranjada na parte inferior. Segundo os pesquisadores, os exemplares observados foram atraídos pela luz de lanternas e voavam próximos ao solo, a apenas 60 cm de altura.

O novo inseto foi encontrado na Ecorregião das Dunas do São Francisco, no município de Casa Nova, Bahia. Essa área de paleodunas (antigas dunas de areia hoje cobertas por vegetação da Caatinga) é considerada prioritária para a conservação da fauna e flora, justamente pela alta ocorrência de espécies endêmicas.

De acordo com o estudo, este é o primeiro besouro da família Geotrupidae descrito para a região e apenas o segundo registro de uma nova espécie de Coleoptera (ordem dos besouros) nas dunas do Submédio São Francisco.

Segundo o pesquisador Gabriel Luiz Celante, que assina a descrição da nova espécie, a descoberta é uma prova do quanto a Caatinga ainda tem a revelar. O besouro foi encontrado em uma região pouco estudada e isso reforça que o bioma guarda espécies únicas que precisam ser registradas e preservadas.

“Nosso trabalho não é apenas dar nome a um ser vivo até então desconhecido pela ciência, mas também chamar atenção para a importância da conservação desse ecossistema que é exclusivamente brasileiro”, destaca.

De acordo com o coordenador do Laboratório de Mirmecologia do Cemafauna, Dr. Benoit Jean Bernard Jahyny, a relevância do estudo faz parte de um esforço maior de preservação. “Cada nova espécie descrita é uma peça que se encaixa no grande quebra-cabeça da vida. O Athyreus arretado evidencia a riqueza natural na Caatinga e o papel fundamental da pesquisa científica realizada no sertão”, afirma.



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