terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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La Niña vem aí? Plataforma aponta possível risco climático para a safra 25/26 de soja



A pressão da colheita norte-americana ditou o tom negativo na Bolsa de Chicago (CBOT) durante a última semana. De acordo com informações fornecidas pela plataforma Grão Direto, o relatório de Acompanhamento de Safras do USDA indicou que 5% da área de soja já foi colhida, um ritmo que supera a média histórica e sinaliza a entrada de uma volumosa oferta no mercado global.

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O cenário desanimador, somado à falta de anúncios de novas compras chinesas após uma ligação entre os presidentes dos EUA e da China, levou o contrato de novembro/25 a acumular uma desvalorização de quase 2% na semana.

A força da soja brasileira

Em forte contraste, o mercado brasileiro demonstrou notável resiliência, com os preços domésticos sustentados por prêmios de exportação em patamares elevados. Essa valorização nos portos funcionou como um escudo, protegendo as cotações internas da queda em Chicago e neutralizando a desvalorização do dólar, que fechou a semana cotado a R$ 5,32. A força dos prêmios refletiu no preço da saca no porto de Paranaguá, que encerrou a semana a R$ 140.

A principal razão para a firmeza dos prêmios brasileiros continua sendo a tensão comercial entre Estados Unidos e China, que desvia a demanda chinesa quase que exclusivamente para a América do Sul. Essa demanda concentrada é confirmada pelas projeções da ANEC, que indicam embarques para setembro entre 7,2 e 7,85 milhões de toneladas, volume muito superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior, reforçando a forte procura pelo produto nacional.

O que esperar do mercado de soja?

As atenções do mercado se voltam para o início do plantio da safra 2025/26 no Brasil, que começou de forma cautelosa em estados como Paraná e Mato Grosso. O ritmo dos trabalhos de campo está diretamente dependente da chegada de chuvas mais regulares, aguardadas para as próximas semanas, e as previsões climáticas serão o principal vetor de influência no mercado, moldando as expectativas sobre o potencial da nova safra.

La Niña chegará?

Adicionando um fator de risco, a probabilidade de formação do fenômeno La Niña durante a primavera aumentou, com agências meteorológicas elevando o nível de alerta. Um La Niña, mesmo que de fraca intensidade, está associado a um padrão de chuvas mais irregular e abaixo da média para a região Sul, o que poderia comprometer o potencial produtivo em estados importantes e adicionar um prêmio de risco climático ao mercado futuro.

A agenda da semana trará dados importantes, como o novo relatório de Acompanhamento de Safra do USDA na segunda-feira, que mostrará o ritmo da colheita nos EUA. À medida que a oferta norte-americana aumenta, a janela de oportunidade para o Brasil capitalizar os atuais prêmios elevados se estreita, tornando as próximas semanas cruciais para a comercialização do restante da safra 2024/25.



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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta limitada pressiona mercado de feijão



O pico da safra ocorreu em agosto


O pico da safra ocorreu em agosto
O pico da safra ocorreu em agosto – Foto: Canva

Na última semana, durante reunião com o grupo Grandes Produtores de feijão e trigo da Syngenta (GPFT), foi apresentada uma análise sobre o abastecimento de feijão no Brasil até o final de 2025. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), os dados confirmam um quadro desafiador, em que a oferta limitada tende a pressionar os preços no mercado interno.

O pico da safra ocorreu em agosto, mas já em setembro os novos patamares de preços se mostram sólidos, indicando que os cálculos de mercado estão corretos. No caso do Feijão-carioca, a expectativa é de que os valores subam de forma significativa para reduzir o consumo. A própria Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em sua primeira previsão para a safra de 2026, já projeta redução na área cultivada de Feijão-cores, refletindo também os relatos do campo: a comercialização de sementes foi muito abaixo do esperado.

Nesse contexto, os produtores mais atentos têm optado por negociar de forma gradual, sem pressa em liquidar seus estoques. Essa estratégia ganha força diante da perspectiva de alta contínua, reforçando a importância do uso do preço médio como ferramenta para mitigar riscos e garantir melhores resultados.

Com menor oferta e expectativa de preços em ascensão, o consumidor deve sentir os efeitos já nos próximos meses. Para os produtores, a paciência e a gestão de estoques se consolidam como as principais armas em um cenário de incertezas, em que os movimentos do mercado tendem a favorecer quem adota uma postura de cautela e planejamento. As informações foram divulgadas na última sexta-feira.

 





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Farmácia da Pecuária é solução integrada da Zoetis para ampliar parceria com o produtor


Um médico e um mecânico de confiança. Reza a lenda que bastam esses dois profissionais para garantir uma vida plena. No entanto, quando se tratam de propriedades rurais, soluções mais completas são necessárias para atender toda a complexidade de culturas e animais que ali convivem.

Assim, nasce o conceito de Farmácia da Pecuária, com a Zoetis, líder global em saúde animal, reforçando o seu compromisso com o produtor ao oferecer ciência aplicada e orientação prática para o uso responsável de medicamentos veterinários.

Afinal, ter um rebanho saudável não é apenas uma questão de sorte ou genética. A capacidade de reagir com agilidade a doenças, feridas ou emergências pode fazer toda a diferença nos índices produtivos, no bem-estar animal e, principalmente, no desempenho econômico da fazenda.

Mesmo com todos esses benefícios, muitos produtores rurais não estruturam adequadamente sua Farmácia da Pecuária, o que compromete o sucesso do manejo sanitário. Nesse cenário, a Zoetis, empresa com mais de 70 anos de história, se consolida como parceira estratégica ao oferecer ciência aplicada ao campo e, também, conteúdo educativo que ajuda a organizar o dia a dia da propriedade e a garantir mais produtividade sustentável.

Organização e prontidão: os pilares da Farmácia da Pecuária

Uma Farmácia da Pecuária bem estruturada garante resposta rápida, uso racional de medicamentos e evita desperdícios, além de reduzir o impacto ambiental causado por sobras e descartes incorretos.

Por outro lado, a falta de organização tende a atrasar o início de um tratamento e agravar problemas que seriam simples de resolver com as ferramentas corretas à disposição, ou seja, resposta rápida reduz sofrimento e tempo de recuperação, melhorando o bem-estar animal.

Soluções Zoetis para uma farmácia eficiente e eficaz

A Zoetis oferece um portfólio robusto que cobre desde infecções comuns até emergências veterinárias, com destaque para produtos de alta eficácia, fácil aplicação e amplo espectro de ação. Veja:

Controle de infecções

  • Terramicina® Mais, Clamoxyl® e Pentabiótico®: antibióticos de referência no tratamento de pneumonia, metrite, diarreias bacterianas e outras infecções de importância clínica.
  • Associar com Flucortan®: anti-inflamatório que pode ser associado aos antibióticos, promovendo alívio rápido dos sintomas e acelerando a recuperação, sem comprometer o desempenho do animal.

O uso responsável de antibióticos ajuda a prevenir resistência bacteriana.

Feridas e miíases

  • Terra-Cortril®: spray antibiótico e anti-inflamatório para lesões de pele, escoriações e feridas abertas. É ideal para o pronto atendimento.
  • Matabicheiras Forte SV: atua no controle e prevenção de miíases (bicheiras), com efeito duradouro e cicatrização rápida.

Atendimento a emergências

  • Epinefrina e Prometazina: fundamentais para tratar choque anafilático e reações alérgicas.
  • Soro antiofídico: item obrigatório em áreas com risco de acidentes com serpentes.
  • D-500®: analgésico potente e de ação rápida, ideal para situações de dor intensa ou procedimentos de emergência.

Suporte à recuperação

  • Potenay® 50C: complexo vitamínico e energético que estimula o apetite e a imunidade em animais convalescentes, acelerando a retomada da produtividade.

Parceira no campo

cavalos campo Farmácia da Pecuáriacavalos campo Farmácia da Pecuária
Foto: Divulgação

A missão da Zoetis vai além da entrega de medicamentos. A empresa atua ao lado do produtor, oferecendo ciência aplicada e orientações práticas para promover uma pecuária mais organizada, eficiente e sustentável.

Com um plano claro para a Farmácia da Pecuária, o produtor está mais preparado para enfrentar desafios do cotidiano, garantir o bem-estar do rebanho e alcançar resultados financeiros mais consistentes.

Quer montar uma Farmácia da Pecuária eficiente, segura e funcional em sua propriedade? A Zoetis preparou um e-book exclusivo com tudo o que você precisa saber: como organizar, armazenar corretamente, montar kits de emergência e usar os produtos com responsabilidade. Não perca tempo e baixe agora!



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Haddad prevê queda dos juros e melhora na economia em 2026



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na manhã desta segunda-feira (22), em São Paulo, que acredita que a taxa de juros deve começar a cair de “forma consistente e sustentável” em breve. Embora não tenha dado expectativas ou prazos para que isso ocorra, o ministro disse crer que, no próximo ano, “as coisas vão melhorar muito”.

“Acho que o juros vão começar a cair e vão cair, na minha opinião, de forma consistente e de forma sustentável”, reforçou. “Eu não sei em que momento, mas em algum momento ─ com os indicadores de inflação que nós estamos colhendo, com o dólar no patamar que está e com tudo que está acontecendo ─ eu acho que as coisas vão melhorar muito a partir do ano que vem. E eu acho que vai ser uma trajetória sustentável”, acrescentou.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou a manutenção da Taxa Básica de Juros (Selic) em 15% ao ano. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para o controle da inflação, que é freada com o encarecimento do crédito e a desaceleração da economia.

No comunicado oficial, o Copom justificou a manutenção da Selic nesse patamar pela incerteza do ambiente externo, “em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos”.

Ao participar nesta manhã do evento Macro Day, promovido pelo banco BTG Pactual e realizado na capital paulista, o ministro defendeu que a alta na taxa de juros não se refere somente à questão fiscal no país.

“Existem outras coisas que explicam o juro no Brasil. Muitas outras coisas. O fiscal é muito importante, mas não é a única explicação para esse patamar de juros”, disse ele.
Ainda durante o evento, o ministro ponderou que a política fiscal não depende só do Executivo, mas que também é responsabilidade do Judiciário e do Congresso Nacional. Haddad ressaltou ainda que é preciso criar condições políticas para que o arcabouço fiscal seja fortalecido.

“Para ele [arcabouço] ser fortalecido, você precisa criar as condições políticas de sentar com os parlamentares e falar: ‘nós vamos precisar ajustar algumas regras, senão o arcabouço não vai ser sustentável no longo prazo’”, explicou o ministro.



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Primeira etapa do Plano Clima é concluída; agro vê iniciativa com ressalvas



A primeira etapa da estratégia de monitoramento do Plano Clima foi aprovada na última semana pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). De acordo com a pasta, a estratégia busca organizar a gestão, avaliação e transparência do programa. Também permite que a sociedade acompanhe os resultados e a efetividade das políticas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

Especialistas e o agronegócio, no entanto, defendem que o plano precisa ser revisto. A Sociedade Rural Brasileira (SRB), por exemplo, ressalta que o modelo atual não considera adequadamente o setor produtivo. A entidade, inclusive, já manifestou preocupação com o tema por meio de consultas públicas e notas técnicas.

“O Plano Clima precisa ser pautado em consenso técnico, clareza metodológica e alinhamento político, para garantir sua efetividade e proteger a competitividade do agro brasileiro nos mercados globais”, afirma Sérgio Bortolozzo, presidente da SRB.

Segundo a entidade, a proposta atual altera significativamente a lógica do Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa (INGEE), ao transferir para o setor agropecuário a responsabilidade pelas emissões de desmatamento em propriedades rurais — cerca de 70% das emissões ligadas a mudanças de uso da terra.

Aprimoramentos para o Plano Clima

O novo Plano Clima proposto para consulta pública tem gerado debates sobre a política que deverá orientar a descarbonização da economia na próxima década. Por definição, deve reunir todas as ações setoriais visando chegar em 2035 a um teto de emissões entre 1,05 Gton CO2eq e 850 milhões de ton CO2eq. As definições são estabelecidas conforme a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).

Na prática, o Plano pretende orientar políticas em todos os setores da economia, direcionar financiamentos e monitorar resultados de mitigação e adaptação. Trata-se de uma política nacional negociada entre setores produtivos, com atribuição de responsabilidades e metas alinhadas à NDC, considerando desenvolvimento sustentável, transição energética e segurança alimentar.

Avaliação do especialista: avanços e desafios

Para Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone, embora o Plano apresente avanços, ele ainda precisa de ajustes estratégicos. Ele elogia a separação da contabilidade das emissões de desmatamento por categorias fundiárias. Porém, alerta que faltam detalhes sobre custos e recursos para viabilizar metas como desmatamento ilegal zero até 2030 e restauração de milhões de hectares de florestas.

“O Plano Clima é positivo, mas depende de planejamento detalhado e recursos que vão além do orçamento corrente. Sem isso, sua efetividade e credibilidade internacional podem ser comprometidas”, afirma.

Além disso, Lima recomenda manter a gestão e contabilidade do desmatamento no setor de uso da terra e fortalecer o pilar de mobilização de recursos financeiros, garantindo que o plano funcione como ferramenta central para o desenvolvimento de baixa emissão de carbono.



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CMN regulamenta condições para renegociação das dívidas de produtor rural



O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou as condições para a renegociação das dívidas de produtores e cooperativas rurais prejudicados por eventos climáticos adversos. Na prática, o CMN regulamenta a Medida Provisória 1.314/2025, que autoriza a renegociação das dívidas rurais. A medida consta da resolução 5.247/2025 publicada na sexta-feira (19), após reunião extraordinária do colegiado.

O CMN autorizou a criação de duas linhas de crédito para a amortização ou liquidação de operações de crédito rural e de Cédula de Produto Rural (CPRs) de produtores rurais cujas atividades foram prejudicadas por eventos adversos. Uma das linhas é com recursos do Tesouro, de fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda, enquanto a outra envolve recursos livres das instituições financeiras.

Foi criada uma linha de crédito rural de até R$ 12 bilhões de recursos do Tesouro para a renegociação dívidas rurais, conforme já havia anunciado pelo governo. Parcelas ou operações de crédito rural de custeio e investimento no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e contratadas pelos demais produtores rurais poderão ser renegociadas, conforme prevê a resolução.

Também poderão ser alvo de amortização ou liquidação Cédulas de Produto Rural (CPRs) registradas e emitidas por produtores rurais em favor de instituições financeiras.

Renegociação

O colegiado autorizou a renegociação de operações de crédito rural e CPRs contratadas até 30 de junho de 2024 e em situação de adimplência até 30 de junho de 2024 e que estavam em situação de inadimplência em 5 de setembro de 2025 (data de edição da MP).

Parcelas de operações que tenham sido renegociadas ou prorrogadas com vencimento entre 5 de setembro de 2025 e 31 de dezembro de 2027 e em adimplência na data de contratação desta linha de crédito também poderão ser renegociadas.

Produtores rurais ou cooperativas poderão acessar a linha crédito controlado para renegociar as dívidas, desde que estejam em municípios que tenham decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência em pelo menos dois anos no período de 1º de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2024. Os decretos, em razão de enxurradas, inundações, granizo, secas, geadas, vendavais, precisam ser reconhecidos pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Poderão ser renegociadas dívidas de produtores com perdas de pelo menos 20% no rendimento médio da produção em pelo menos duas das três principais atividades agrícolas. Produtores e cooperativas com perdas de pelo menos 30% em duas ou mais safras entre 1º julho de 2020 e 30 de junho de 2024 poderão renegociar as dívidas para as atividades financiadas com amortização do saldo devedor.

Produtores e cooperativas com dificuldades no fluxo de caixa devido ao impacto acumulado de perdas de safra decorrentes dos eventos climáticos adversos que causaram aumento do endividamento no Sistema Nacional de Crédito Rural e impossibilitaram o reembolso integral das operações de crédito rural também poderão renegociar as dívidas.

Crédito

O crédito para renegociação terá limite de até R$ 250 mil por produtor o Pronaf, de até R$ 1,5 milhão por beneficiário do Pronamp e de até R$ 3 milhões por beneficiário para grandes produtores. Para cooperativa de produção agropecuária, o limite será de até R$ 50 milhões por cooperativa e de até R$ 10 milhões para associações e condomínios de produtores rurais.

Beneficiários do Pronaf que excederam o limite de enquadramento poderão contratar outra operação de crédito para liquidação ou amortização até o limite de R$1,250 milhão, bem como beneficiários do Pronamp poderão contratar outra operação de crédito para liquidação ou amortização até o limite de R$ 1,5 milhão. Pelo menos 40% do crédito deve ser alocado para pequenos e médios produtores, prevê a MP.

Os produtores poderão contratar o crédito para renegociação das dívidas rurais até 10 de fevereiro de 2026. O crédito para renegociar as dívidas terá prazo de até nove anos de pagamento com um ano de carência incluído, de acordo com a capacidade de pagamento do beneficiário, prevê o CMN.

A taxa de juros será calculada considerando a remuneração dos recursos das fontes do Tesouro de 2% a 6% conforme o porte do produtor, da remuneração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que vai operar a linha, variando de 1% para operações indiretas e 4% para operações diretas, e da remuneração das instituições financeiras credenciadas, de até 3% ao ano.

Os recursos das fontes do Tesouro destinados à linha de crédito deverão ser repassados ao BNDES, que poderá operar diretamente ou por meio das instituições financeiras por ele credenciadas, prevê o CMN. A distribuição dos recursos pelo BNDES entre as instituições financeiras credenciadas deverá obedecer a participação dos agentes financeiros na carteira de crédito rural referente ao conjunto dos municípios elegíveis para a renegociação.

O CMN veda, ainda, a contratação da linha de crédito de recursos controlados para liquidação de operações de crédito contratadas ao amparo de recursos do Fundo Social do Rio Grande do Sul no exercício de 2024.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de sementes de algodão enfrenta longo caminho



Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade


Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade
Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade – Foto: Divulgação

A colheita de algodão desta safra foi concluída, trazendo novos aprendizados e desafios para o setor. Segundo Kelyane Ribeiro de Sousa, Especialista de Campo e Sementes na Amaggi, as condições climáticas impactaram diretamente o desenvolvimento da planta e a qualidade do produto.

As chuvas mais extensas ao longo do ciclo resultaram em maior investimento da planta na produção de pluma, mas em contrapartida comprometeram a formação adequada do tegumento da semente. Esse desbalanço trouxe dificuldades adicionais na regulagem das máquinas durante a colheita, exigindo ajustes constantes para conciliar menores perdas de pluma no campo com a redução de danos mecânicos nas sementes.

O processo de produção de sementes de algodão, diferentemente da soja, apresenta uma complexidade maior, já que envolve etapas adicionais como o beneficiamento na algodoeira, o deslintamento, o tratamento e o plantio. Em cada uma dessas fases há riscos que podem comprometer a qualidade final do produto, demandando maior atenção técnica e controle rigoroso.

Mesmo diante desses desafios, o trabalho segue com foco no controle de qualidade, reforçando a dedicação das equipes em assegurar que o material entregue ao campo mantenha seu potencial produtivo. A experiência desta safra reforça a importância de aprimorar continuamente os processos para reduzir perdas e garantir maior eficiência na produção de sementes de algodão.

“O processo de produção de sementes de algodão, diferente da soja, tem ainda um longo caminho pela frente, em grande parte na algodoeira, deslintamento, tratamento e plantio, cada processo pode ainda comprometer a qualidade final do produto!”, conclui.

 





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Congresso na Embrapa Soja debaterá agricultura de baixa emissão de carbono



As ações de mitigação aos efeitos das mudanças climáticas para a agricultura paranaense estarão no centro das discussões do 3° Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que começa amanhã (23), às 8h, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR).

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O evento, que segue até quarta-feira (24), das 8h às 18h, é uma iniciativa do Grupo Gestor do Programa ABC+ do Paraná e está sendo promovido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, CS Consultoria Ambiental, Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina e Embrapa.

“Nosso objetivo é atualizar os participantes sobre iniciativas de adaptação e de mitigação às mudanças climáticas para a agricultura no Paraná. Neste sentido, estamos trazendo especialistas para apresentar e discutir temas relevantes para técnicos e produtores agropecuários, assim como compartilhar as iniciativas e as ações que vêm sendo realizadas no Paraná”, afirma a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Carnevalli.

Programação do congresso

A programação do primeiro dia, 23 de setembro, será aberta pela manhã com palestra sobre a Conferência das Partes (COPs), seguida do painel sobre a conjuntura das negociações da COP, com discussões sobre os avanços e necessidades da COP 29 para o setor agrícola, expectativas para a COP 30 e estratégias para fortalecer a imagem da agricultura sustentável brasileira.

À tarde, entre 14h e 16h, o painel sobre mercado de carbono tratará do papel do Sistema Plantio Direto na restauração do estoque de carbono do solo e das políticas públicas necessárias para sustentar o setor agropecuário. Encerrando o dia, das 16h às 18h, o painel sobre carbono na produção agropecuária abordará as práticas de agricultura, pecuária e floresta de baixo carbono, destacando técnicas de sequestro e redução de emissões ao nível de fazenda.

Na quarta-feira, 24 de setembro, as atividades começam às 8h com o painel sobre o carbono no mercado financeiro, com análises dos cenários internacional e nacional. Em seguida, entre 10h e 12h, haverá discussões sobre movimentações financeiras baseadas em carbono, incluindo oportunidades em linhas de crédito, seguros agrícolas e investimentos em fundos de carbono.

No período da tarde, das 14h às 17h40, o congresso se dedica ao papel dos biocombustíveis na agricultura de baixa emissão de carbono, tratando dos desafios e oportunidades, da política brasileira RenovaBio e das perspectivas de mercado para o setor.



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União Europeia libera retomada das importações de carne de frango do Brasil



A partir desta terça-feira (23), o Brasil retoma as exportações de carne de frango e de peru para a União Europeia. O bloco autorizou a volta das compras após suspender as importações em maio, quando foi registrado um foco isolado de influenza aviária no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a medida confirma a recuperação do status sanitário do país.

Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a reabertura para o mercado europeu. “O anúncio é a confirmação de um trabalho de alta eficiência realizado pelo Mapa, em um amplo esforço para a consolidação das negociações pelo restabelecimento deste que é um dos mais relevantes destinos da carne de frango do Brasil”, diz.

Na prática, a retomada das exportações ocorre de forma escalonada, mas já vale para produtos brasileiros com data de produção a partir de 18 de setembro. O comunicado do ministério reforça também que a liberação é resultado da rápida contenção do foco da doença. Diz também que o reconhecimento do bloco reafirma a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango.

Reabertura total será feita de forma gradual

Embora a medida abranja todo o território nacional, ainda não há liberação para a proteína vinda do Rio Grande do Sul. Nesse caso, o estado, exceto a área onde o foco de gripe aviária foi confirmado, poderá voltar a exportar a partir de 2 de outubro. Já em relação à zona de 10 km em torno da granja afetada, a retomada só ocorrerá em 16 de outubro.

Com a oficialização da reabertura, a ABPA projeta que as exportações brasileiras retornem aos patamares anteriores à suspensão. Além disso, a entidade aponta a possibilidade de incremento nos embarques devido à demanda reprimida no período.

A associação lembra ainda que, no intervalo entre janeiro e maio, quando foi registrada a ocorrência de gripe aviária, os embarques de carne de frango para a União Europeia somaram 125,3 mil toneladas, volume 20,8% maior que o de 2024. No mesmo período, a receita alcançou US$ 386,3 milhões, alta de 38% em relação ao ano anterior.

Perspectivas a partir da reabertura: olho na China

De janeiro a agosto de 2025, o Brasil exportou 3,28 milhões de toneladas de carne de frango. Em receita, foram gerados US$ 6,15 bilhões.

Paralelamente à decisão europeia, teve início a auditória da China no Brasil para avaliar os controles sanitários relacionais à influenza aviária. Na avaliação do Mapa, essa missão técnica faz parte de uma etapa essencial para a retomada dos embarques ao mercado chinês, que agora é o último grande destino a manter restrições contra a carne de frango brasileira.



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Estiagem dificulta colheita de mandioca



A ausência de chuvas por mais uma semana limitou os trabalhos no campo em diversas regiões. Assim, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), observaram a interrupção da colheita de raiz de mandioca. 

Além disso, diante da expectativa de novas altas e da busca de maior rentabilidade, muitos produtores reduziram as entregas. 

Do lado da demanda, houve sinais de melhoras na procura por novos lotes. Nesse cenário, os preços da matéria-prima tiveram novo impulso. Para a fécula, a movimentação no mercado esteve maior ao longo da semana passada, com crescimento no volume de negócios e valorizações mais expressivas.

Compradores, inclusive, já demonstraram interesse em garantir volumes para os próximos meses. Quanto às farinhas, o mercado registrou forte aumento da procura, com compradores buscando maiores lotes do derivado. 

No entanto, diante da baixa oferta de matéria-prima e das incertezas quanto ao comportamento dos preços, algumas empresas limitaram as vendas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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