O Canal do Criador nasceu em 2020, em plena pandemia, com o propósito de ampliar a presença do agro e dos leilões na televisão. Em setembro de 2025, o canal completou 5 anos, mostrando que a iniciativa do grupo Canal Rural se consolidou como um dos principais veículos de comunicação do setor, fortalecendo ainda mais a pecuária brasileira.
“O Canal do Criador nasceu pra ser um grande parceiro do pecuarista brasileiro, e hoje para nós é motivo de muito orgulho ver esse projeto crescer e se consolidar dessa forma”, afirma Júlio Cargnino, diretor-presidente do Canal Rural.
Desde a sua criação, o projeto trouxe parcerias estratégicas e promoveu negócios em todo o país. “O Canal do Criador nasceu valorizando a pecuária. Hoje, depois de 5 anos, conseguimos constituir um crescimento muito forte, com propósito e com muita parceria. Muito obrigada a todos que fazem esse canal ser o canal que faz o mercado acontecer”, destaca Plínio Queiroz, diretor de Pecuária do grupo Canal Rural.
Reconhecimento do setor
O trabalho desenvolvido ao longo desses cinco anos também é reconhecido por parceiros importantes. Para Paulo Horto, da Programa Leilões, a trajetória reflete a relevância conquistada em pouco tempo: “Parabéns, Canal do Criador. Canal mais jovem do agronegócio brasileiro. Se a gente for ver a precocidade, já que a gente trabalha muito com genética, o Canal do Criador é um top 01, principalmente em precocidade, porque, em 5 anos, se tornou um dos principais veículos de comunicação do agronegócio brasileiro. Um orgulho para nós da Programa Leilões, que estamos desde o nascimento como um grande parceiro.”
Comemorando meia década de atuação, o Canal do Criador reforça sua missão de dar visibilidade à pecuária nacional. Como parte do grupo Canal Rural, segue fortalecendo a comunicação no campo, aproximando criadores, leiloeiros e investidores, e mostrando que a união entre tradição e inovação é o caminho para o futuro do agro.
A União Europeia indicou que pode adiar para 2026 a entrada em vigor do Regulamento de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), conhecido como lei antidesmatamento. A legislação afeta diretamente produtos como café, cacau, borracha, carne, madeira e óleo de palma. Na avaliação do setor produtivo é preciso cautela, uma vez que a decisão ainda tem que ser formalizada.
Por meio de nota, o Conselho Nacional do Café (CNC) ressalta que o futuro das novas regras do bloco europeu continua em incerto. “A decisão ainda não é definitiva, pois a proposta precisa ser apreciada e votada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia”, diz.
O que está por trás do adiamento?
O professor da FGV e especialista em direito ambiental e bioeconomia, Daniel Vargas, explica que a lei antidesmatamento vem perdendo força há bastante tempo, mesmo sem começar a valer de fato. Sobre os motivos para a decisão, ele avalia que a própria conjuntura política da União Europeia reduziu o espaço para medidas como o EUDR.
“A eleição do novo Parlamento Europeu em 2025 marcou uma mudança ideológica no discurso europeu. A competitividade passou a ser o foco principal, com a meta de eliminar barreiras que possam encarecer a produção”, afirma. Segundo ele, a aprovação recente do pacote chamado Omnibus, que flexibiliza regras do Green New Deal, é exemplo desse movimento.
Além disso, Vargas reforça que fatores externos também pesam. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos gerou preocupação no bloco, que enfrenta dificuldades econômicas e a pressão dos gastos militares com a guerra em curso nas fronteiras. Diante dessa perspectiva, ele explica que não há espaço para impor novas exigências que criem entraves burocráticos à produção.
Em relação ao início da vigência da nova legislação nos próximos anos, a aposta do professor da FGV é clara. “A chance de o EUDR ser implementado nos próximos anos é cada vez menor”, conclui.
Setor pede continuidade do diálogo
Ao analisar o adiamento das novas regras, o CNC volta a reforçar a necessidade de diálogo entre países produtores e consumidores de café. “É uma forma de construir uma regulamentação justa e exequível. O setor cafeeiro brasileiro continuará atuando para melhor informar às cooperativas, associações e produtores sobre os próximos passos relacionados à legislação”, afirma.
Por fim, a entidade reforça que o Brasil está preparado para atender às regras do mercado europeu. Nesse sentido, o setor afirma que já cumpre parte das exigências.
O mercado global de açúcar deve ter um superávit de 2,8 milhões de toneladas (valor bruto) na temporada 2025/26, diz projeção da StoneX.
De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da empresa Marcelo Di Bonifácio Filho, mesmo diante de uma safra 2024/25 deficitária, o mercado vem sendo pressionado pela combinação de estoques elevados e ritmo lento de importações globais.
“Os aspectos de trade flow [fluxo comercial], portanto, vem sendo muito mais impactantes ao mercado neste momento e podem ser balizadores para a trajetória dos futuros daqui para frente”, considera.
Segundo ele, nos últimos meses, compradores internacionais têm mantido importações em ritmo mais fraco, aproveitando os preços baixos e evitando movimentos que pudessem gerar “gatilhos” de alta.
Bonifácio Filho destaca que esse comportamento é resultado do excedente produtivo de 2023/24, aliado às exportações recordes do Brasil em 2024, que contribuíram para a formação de estoques elevados nos principais mercados consumidores.
Já do lado da oferta, a safra atual do Centro-Sul brasileiro segue historicamente volumosa em moagem. Entre abril e agosto, o setor registrou uma maximização inédita do mix açucareiro, com o indicador acumulado ultrapassando 52%.
“Esse aumento na produção de açúcar reforça a tendência de preços mais baixos no médio prazo, especialmente considerando a expectativa de um ciclo positivo a nível global para 2025/26”, observa o analista.
Brasil lidera nas Américas
Foto: Divulgação Stonex/ Arte refeita por Canal Rural
O Brasil segue como protagonista na produção de açúcar nas Américas. Segundo as primeiras estimativas oficiais da StoneX para a safra 2026/27 (abril a março) no Centro-Sul, a moagem deve crescer mais de 20 milhões de toneladas, com recuperação no ATR e um mix açucareiro que, apesar de uma leve queda, seguirá elevado.
De acordo com Bonifácio Filho, esse desempenho será fortemente impulsionado pelo avanço do etanol de milho, cuja produção deve alcançar 11,4 milhões de m³ na temporada.
Assim, com esse aumento, o Centro-Sul tende a elevar significativamente os volumes de açúcar ofertados no próximo ano, atingindo 41,7 milhões de toneladas na safra internacional 2025/26 (outubro a setembro).
Para Bonifácio Filho, essas projeções, ainda que preliminares, são fundamentais para o cenário atual de preços. “O crescimento estimado para 2026 no Centro-Sul brasileiro dá suporte aos níveis atuais do mercado e garante o superávit previsto”, diz.
Estimativa de produção de açúcar na Índia
Desde julho, o clima na Índia tem se mantido dentro do esperado. Em agosto, as chuvas ficaram 5% acima da média, favorecendo os canaviais, especialmente em Maharashtra, após um julho de precipitações irregulares.
De acordo com a StoneX, no sul daquele país, os reservatórios seguem em níveis elevados, impulsionando tanto o desenvolvimento das lavouras para a safra 2025/26 quanto o plantio para 2026/27. Já em setembro, as precipitações começaram a cair em Karnataka e Maharashtra, cenário positivo para a possível antecipação da colheita, caso o clima mais seco se mantenha em outubro.
Com o clima dentro do previsto, a StoneX mantém sua estimativa de produção de açúcar em 32,3 milhões de toneladas, considerando 4,5 milhões de toneladas desviados para etanol.
“Agora, as atenções se voltam à decisão do governo sobre exportações, já que a Isma [Indian Sugar Mills Association] solicitou 2,0 MMt, embora o cenário seja pouco viável economicamente, pois a paridade de exportação segue na faixa de US¢ 17-18/lb, acima dos preços atuais em Nova York”, diz a empresa, em nota.
Déficit global
A StoneX também divulgou a 8ª revisão do saldo global de açúcar 2024/25 (outubro a setembro), temporada que está praticamente concluída.
De acordo com o levantamento, o déficit global projetado é de 4,7 milhões de toneladas, resultado da queda combinada na produção do Brasil e da Índia, que, juntos, registraram retração de 9,3 milhões de toneladas em valor bruto: “Esse cenário reduziu o potencial exportável dos dois maiores players globais”.
Para os próximos meses, os fluxos de comércio serão determinantes na formação dos preços. De acordo com Bonifácio Filho, no quarto trimestre, espera-se um leve aperto entre o volume disponível para exportação e a demanda, com a redução nas vendas brasileiras durante a entressafra do Centro-Sul e estoques mais baixos na Tailândia, cuja produção se intensifica apenas no início de 2026.
“Além disso, a oferta de açúcar refinado deve enfrentar riscos, já que a menor compra de açúcar bruto pelas refinarias pode limitar o volume disponível para reexportação. Caso a demanda por branco cresça no final de 2025 e início de 2026, a pressão altista pode aumentar, tornando o Diferencial Londres-NY (prêmio do branco) um indicador-chave a ser monitorado”, conclui o analista.
A Moratória da Soja foi um dos temas da reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) nesta terça-feira (23), em Brasília. Criado em 2006 para impedir a compra de grãos oriundos de áreas desmatadas na Amazônia após 2008, o acordo deveria durar apenas dois anos, mas se estendeu até hoje.
Em agosto, o Cade derrubou a medida, mas poucos dias depois a Justiça Federal de Brasília concedeu liminar restabelecendo o acordo. O caso agora será analisado pelo tribunal do Cade.
Outros assuntos abordados
Além do impasse sobre a soja, a Frente Parlamentar da Agropecuária se posicionou contrariamente à medida provisória que altera alíquotas de Imposto de Renda. A FPA já apresentou 290 emendas à proposta, que afeta instrumentos importantes como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e os Fundos de Investimento na Cadeia Produtiva das Agroindústrias (Fiagros).
O vice-presidente da FPA, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), criticou a proposta, afirmando que o governo insiste em aumentar impostos em vez de reduzir gastos. Ele defendeu prioridade para uma reforma administrativa, que está na pauta e prevê avaliação de políticas públicas e revisão anual das despesas. A relatoria da MP está sob responsabilidade do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).
A NetZero, empresa especializada na produção de biochar, anunciou em Minas Gerais a construção de sua primeira planta voltada à cana-de-açúcar, marcando um passo importante para o crescimento do setor e para a sustentabilidade agrícola.
O biochar é um tipo de carvão produzido por pirólise (aquecimento da biomassa sem oxigênio) que melhora a qualidade do solo, retém água e nutrientes, e libera esses elementos às plantas durante períodos de seca.
Segundo o CEO da NetZero, Pedro Figueiredo, o produto pode ser aplicado em diversas culturas, como hortaliças, café e flores, e tem como objetivo recuperar e tornar o solo mais produtivo.
De acordo com ele, a planta será instalada em uma fazenda próxima a companhias de açúcar e álcool, aproveitando tanto o bagaço quanto a palha de cana que normalmente seriam descartados, reduzindo emissões de CO2 e metano.
“O objetivo é desenvolver uma produção de biochar a partir da palha deixada pelos produtores, beneficiando o uso dos dois principais rejeitos da cana-de-açúcar”, explicou Figueiredo.
Segundo Figueiredo, a inauguração está prevista para fevereiro de 2026, e a empresa já planeja expandir a tecnologia para outras regiões do país.
O CEO também revelou uma nova parceria com a empresa Ativos para a construção de uma planta em Goiás, reforçando a expansão acelerada do biochar na cadeia da cana.
Com essa iniciativa, a NetZero contribui para a economia circular, aproveitando integralmente os resíduos da cana e promovendo maior sustentabilidade na produção agrícola.
Em operação conjunta concluída no último sábado (20) pelo Ibama e pela PRF, em Pernambuco, foram aplicados mais de R$ 320 mil em autos de infração por irregularidades no transporte de madeira.
A ação fiscalizatória iniciada no dia 8 deste mês foi deflagrada nos municípios de Arco Verde, Petrolina e Salgueiro, no sertão do estado, e teve como objetivo coibir o transporte irregular de produtos florestais e garantir o cumprimento da legislação ambiental vigente.
Dezenove autos de infração foram lavrados por transporte irregular de 928,79 m³ de madeira serrada, que não tinha Guias Florestais consideradas válidas, conforme análise feita. A quantidade equivale a aproximadamente 19 caminhões carregados do produto.
Os agentes ambientais aplicaram, também, quatro autos de infração por transporte irregular de 144,09 m³ de estacas de madeira sabiá e de jurema com Documentos de Origem Florestal (DOFs) considerados inválidos.
Os agentes apuraram que as cargas tinham como origem os biomas Amazônia e Caatinga.
Além dos municípios de Salgueiro, de Parnamirim, de Serra Talhada e de Verdejante, as seguintes organizações de Pernambuco receberam doações dos produtos florestais apreendidos:
Instituto de Pesquisas Agronômicas (IPA);
Exército Brasileiro;
Corpo de Bombeiros;
Unidades do Instituto Federal (IF);
Diocese de Salgueiro.
A destinação da madeira apreendida segue o previsto na legislação, promovendo a reutilização responsável dos recursos e beneficiando diversas comunidades locais.
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Foto: Pixabay
Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (18), preparado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção de carne de peixe manteve crescimento nos últimos anos no Paraná. Em 2024, o valor bruto da produção (VBP) de peixes, considerando o cultivo em cativeiro e captura, chegou a R$ 2,29 bilhões, aumento de 10,4% em relação a 2023.
De acordo com o boletim, a tilápia continua como a principal espécie produzida no estado, respondendo por mais de 80% do VBP. A produção de alevinos aparece em seguida, representando quase 8% do total.
O levantamento aponta que a atividade é específica na região Oeste, nos núcleos regionais de Toledo e Cascavel, responsáveis ??juntos por 73% do VBP da piscicultura paranaense. O núcleo de Paranaguá ocupa a terceira posição, com participação de 6,8% no VBP estadual.
Ainda segundo o boletim, em Paranaguá predomina a pesca de captura marinha, diferentemente das demais regiões, onde o cultivo em cativeiro é a atividade principal. Entre os produtos capturados, destacam-se o camarão em primeiro lugar e, em seguida, os pescados marinhos que englobam diversas espécies.
Entre custos elevados, margens apertadas e a busca por produtividade, o compromisso é seguir no campo sem abrir espaço para erros que comprometam a safra. Esses são os desafios dos sojicultores de Mato Grosso, estado em que o plantio de soja já começa a avançar.
Com cautela, os produtores aguardam a regularidade das chuvas, mesmo com os números superiores à média histórica para este período. Confira a reportagem exibida no Mercado & Cia desta terça-feira (23):
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Na fazenda Cachoeirinha, em Campo Novo do Parecis, a meta é cultivar 3 mil hectares, dos quais 450 já foram plantados. O ritmo está mais acelerado do que no ano passado, com atenção especial à profundidade e à distribuição das sementes.
Com 100% da área de milho cultivada na safra 2024/25, o solo permanece coberto por palhada, garantindo maior retenção de umidade para a soja. Com 80 mm acumulados em três chuvas nesta semana, a equipe pretende concluir o plantio da oleaginosa até 15 de outubro.
Do outro lado da lavoura de soja
Os custos, porém, impõem limites. Com juros elevados, a situação de preços também não é favorável, o que reforça a necessidade de cautela. Produtores relatam dificuldades de fluxo de caixa e apontam que o investimento em insumos será menor, o que deve impactar a produtividade. No ciclo passado, a média foi de 64 sacas por hectare e, neste ano, a estimativa é menor.
Clima como colaborador
A situação climática é determinante. Segundo o Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis, a região deve cultivar cerca de 400 mil hectares nesta temporada. No entanto, muitos produtores aguardam estabilidade do regime de chuvas antes de iniciar o plantio. A expectativa é de que, com boas precipitações até o fim de outubro, a janela ideal seja aproveitada.
Até agora, apenas 0,55% dos 13 milhões de hectares previstos em Mato Grosso foram semeados, número superior ao registrado no mesmo período de 2024 (0,27%) e também acima da média dos últimos cinco anos (0,48%). Apesar do avanço, a maior parte do plantio ainda depende de condições climáticas mais firmes.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na noite desta segunda-feira (22), uma carga irregular de equipamentos eletrônicos no município de Gurupi, no Tocantins.
Durante fiscalização no km 666 da BR-153, a PRF abordou um caminhão VW/30.320 que transportava frutas e legumes. Na inspeção do compartimento de carga, os policiais identificaram caixas de papelão que não correspondiam às mercadorias declaradas.
Ao abrir as embalagens, os policiais se depararam com um carregamento de equipamentos eletrônicos escondidos entre as caixas de frutas e legumes.
No total, foram contabilizados 153 celulares, 8 tablets, 199 capas de celular, um leitor de código de barras e uma impressora térmica. Nenhuma documentação fiscal acompanhava a mercadoria, o que caracteriza transporte irregular e levanta suspeitas sobre a origem dos produtos.
Diante dos fatos , a ocorrência foi inicialmente enquadrada como descaminho. Toda a carga apreendida foi encaminhada à Receita Federal em Palmas, Tocantins, onde passará pelos procedimentos cabíveis.