segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Queda nos preços de soja é registrada no Brasil; saiba as cotações por região



O mercado brasileiro de soja registrou preços de estáveis a mais baixos nesta terça-feira (23). A forte queda do dólar e a baixa nos prêmios pressionaram o mercado nacional. Segundo a consultoria Safras & & Mercado, as negociações estiveram travadas, com alguma movimentação notada em Goiás e Mato Grosso, mas sem volumes relevantes

Saiba as cotações de soja nesta terça-feira (23):

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 131,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 131,50 para R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 123,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja apresentaram leve alta em uma sessão volátil. Após atingir os menores patamares em seis semanas, pressionada pelo cenário fundamental, o mercado esboçou recuperação com base em fatores técnicos.

EUA

O avanço da colheita de uma safra recorde nos Estados Unidos, combinado com a fraca demanda chinesa pela soja americana, mantém o mercado sob pressão. O produto sul-americano segue mais competitivo, especialmente após a retirada das retenções pelo governo argentino

O reflexo da medida argentina é sentido também no farelo de soja, onde o país vizinho é um player global importante. As cotações do subproduto voltaram a registrar queda substancial.

Contratos futuros de soja

Nos contratos da soja em grão, a posição novembro fechou com alta de 1,00 centavo de dólar, ou 0,09%, a US$ 10,12 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,31 3/4 por bushel, com alta de 1,25 centavo ou 0,12%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,99%, a US$ 277,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,88 centavos de dólar, com ganho de 0,19 centavo ou 0,38%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,11%, negociado a R$ 5,2775 para venda e R$ 5,2755 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2765 e a máxima de R$ 5,3460.



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Argentina entra na ‘corrida da soja’: Brasil corre risco de perder protagonismo? Daoud responde



A Argentina suspendeu temporariamente os impostos sobre a exportação de soja, movimentando o mercado internacional e acirrando a disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo maior importador mundial do grão. A medida elimina uma taxa de 26% sobre grãos e carnes, válida até o fim de outubro ou até que os embarques atinjam US$ 7 bilhões, e visa estimular vendas imediatas.

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O movimento reforça a posição da América do Sul como principal fornecedora da China. Nos primeiros oito meses de 2025, o Brasil manteve a liderança nas exportações ao país asiático, mesmo com um recuo no ritmo de embarques. Já os EUA perderam espaço diante da guerra comercial e da busca chinesa por soja mais barata. A suspensão temporária de tarifas pela Argentina amplia essa pressão sobre os produtores norte-americanos, que ainda não conseguiram vender nenhum carregamento da nova safra para Pequim.

E a soja brasileira: corre risco?

A questão que fica é se o Brasil corre risco de perder protagonismo nas exportações de soja: sim ou não? O Soja Brasil conversou com o comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud. “A decisão argentina não vai afetar as vendas do Brasil”, pontua. Ele ressalta que a medida vale apenas para compras imediatas, entre 23 de setembro e o fim de outubro, e que a China ainda tem espaço para adquirir cerca de 13 milhões de toneladas.

“Essa decisão ajudou a derrubar os preços em Chicago, mas o prêmio pode aumentar e compensar parte do efeito, sem impactos sobre o mercado brasileiro”, completa Daoud, reforçando que o Brasil mantém sua posição de destaque no fornecimento de soja para o maior importador mundial do grão.



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Como a vermifugação na primavera impulsiona a lucratividade



A chegada da primavera e das primeiras chuvas no Hemisfério Sul marca um ponto crucial para a pecuária brasileira. Com a rebrota dos pastos, é o momento ideal para a vermifugação estratégica do rebanho, uma medida essencial para evitar os prejuízos bilionários que os parasitas causam ao setor. 

Um manejo eficiente garante que o gado aproveite ao máximo a qualidade do novo capim, traduzindo o investimento em rentabilidade. Saiba mais no vídeo.

A principal razão para a urgência na vermifugação neste período é o ciclo de vida dos parasitas. As larvas, que são as maiores vilãs, ainda não se desenvolveram nas pastagens, e um tratamento preventivo agora impede que a infestação se agrave. 

Enquanto parasitas externos, como moscas e carrapatos, são visíveis, o perigo real mora nas verminoses internas, que agem silenciosamente no organismo do animal.

Segundo Antônio Coutinho, gerente técnico da Vetoquinol Saúde Animal, a verminose pode ser responsável por uma perda de até 20% do ganho de peso do gado. O investimento em uma dose de vermífugo, como o Bullmax Premium, se paga em apenas três dias de ganho de peso adicional que o animal teria sem a infestação. Esse dado ilustra a importância de encarar a vermifugação como um investimento, e não como um gasto.

Planejamento e tecnologia: O caminho para o sucesso

A pecuária moderna exige que o produtor rural faça um planejamento rigoroso e utilize as ferramentas certas para o controle de parasitas. Uma das melhores práticas é a realização de exames de fezes no rebanho, que podem identificar a presença de parasitas e orientar o protocolo de tratamento mais adequado. 

Essa abordagem evita o tratamento generalizado, otimiza o uso de medicamentos e combate o problema de forma mais precisa.

  • Saúde intestinal: A vermifugação no momento certo garante que o animal absorva melhor os nutrientes do pasto. A verminose, quando não tratada, compromete a microbiota do rúmen, fundamental para a digestão da forragem. Um rúmen saudável é sinônimo de um gado mais eficiente e produtivo.
  • Perdas invisíveis: Os prejuízos causados pela verminose vão além da perda de peso. Infestações severas podem levar a doenças, comprometer a produção de carne e leite e, em casos extremos, causar a morte do animal. Antônio Coutinho reforça que a verminose é um problema que “rouba o dinheiro do produtor de tudo quanto é jeito”.

Além do controle dos parasitas internos, um manejo sanitário completo deve incluir também a prevenção de parasitas externos. Produtos como brincos mosquicidas (por exemplo, o Fiprotag 210) são ferramentas eficazes que mantêm as moscas longe do rebanho por longos períodos. Esse tipo de ação evita o estresse dos animais e, consequentemente, a perda de peso.

O manejo integrado de parasitas é a chave para a rentabilidade da fazenda, especialmente em estações como a primavera, quando o clima quente e úmido se torna um ambiente ideal para a proliferação de moscas, carrapatos e vermes. 

O investimento na saúde do rebanho não é uma despesa, mas sim uma estratégia inteligente para garantir a máxima produtividade e lucratividade no agronegócio.



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100 kg de carne com suspeita de tuberculose são apreendidos em mercado municipal



Operação da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) apreendeu, no último sábado (20), 100 kg de carne bovina com suspeita de contaminação por tuberculose bovina.

A ação ocorreu no mercado municipal de carnes em Ibicaraí, no sul do estado, em parceria com a Vigilância Sanitária e a Polícia Militar.

Segundo informações da fiscalização, durante a vistoria em uma câmara fria destinada ao armazenamento de produtos cárneos, os agentes encontraram um corte bovino com lesões compatíveis com a doença, uma zoonose grave que pode ser transmitida aos seres humanos e que é causada pela bactéria Mycobacterium bovis.

A peça possivelmente contaminada estava misturada a outras que haviam passado por inspeção regular. De acordo com os fiscais da Adab, o material foi imediatamente retirado de circulação.

Em entrevista ao portal g1, a médica veterinária oficial da Adab, Lorena Silva, contou que a carne estava disponível para ser comercializada. “Ela não estava exposta ainda, ela seria comercializada no outro dia [sábado], que é um dia típico de feira lá no município”, detalhou.

O dono do produto não foi encontrado no local e, por isso, a ação foi direcionada ao responsável por fazer a manutenção logística e de higiene do espaço. Caso o proprietário estivesse presente, Lorena conta que ele seria conduzido à delegacia e indiciado por crime de saúde pública.

A Vigilância Sanitária alerta que a transmissão por tuberculose bovina pode ocorrer pelo consumo de carne contaminada mal cozida, leite cru não pasteurizado ou até pelo contato direto com animais ou carcaças infectadas. Assim, a infecção representa risco tanto para consumidores quanto para açougueiros e manipuladores de alimentos.

De acordo com o Ministério da Agricultura, a doença é de evolução silenciosa nos rebanhos, mas provoca lesões internas e pode levar o animal à morte em estágios avançados.

Estudo nacional indica que a prevalência da tuberculose bovina no Brasil varia de 0,16% a 9%, conforme a região e o sistema de criação. Entre 2014 e 2018, mais de 19 mil animais apresentaram lesões suspeitas em frigoríficos, com cerca de 3.900 carcaças totalmente inutilizadas.



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Rajadas de vento de quase 100 km/h no Brasil; chuvas, temporais e frio duram até quando?



Frio, chuvas e temporais atingem o Brasil desde segunda-feira (22). Em Bragança Paulista (SP), por exemplo, as rajadas de vento chegaram a quase 100 km/h, segundo medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O meteorologista do Canal Rural, Artur Müller, explica que esses fenômenos são típicos da primavera. Saiba todos os detalhes:

Segundo Müller, o choque de temperaturas e a passagem de uma frente fria são fatores que geram instabilidade, com ventos fortes e queda de granizo, como observado recentemente no Rio Grande do Sul e em outras regiões do Sudeste.

Além de Bragança Paulista, rajadas de 95 km/h foram registradas em Belo Horizonte (MG) e acima de 80 km/h em localidades de Mato Grosso do Sul, como Dionísio Cerqueira e Água Clara. A frente fria agora se afasta para o oceano, mas ainda provoca temporais com atividade elétrica intensa e ventos acima de 70 km/h, principalmente em oeste de Minas, Goiás, Brasília, Mato Grosso e sul do Tocantins.

O tempo nesta quarta-feira (24)

Para amanhã (24), a tendência é de continuidade das chuvas, principalmente em Rondônia, Mato Grosso e Goiás, com menor intensidade em partes do interior de São Paulo. A primavera é uma estação de transição, que traz tanto calor e chuvas do verão quanto frio e secura do inverno. Recentemente, algumas regiões do Brasil Central registraram até 40ºC, enquanto outros pontos, como Rio Brilhante (MS), tiveram mínima de 6ºC.

O impacto das chuvas nas lavouras de soja

As chuvas têm impacto direto no plantio de soja, especialmente em Mato Grosso. O aumento do volume de precipitações nas regiões norte e noroeste favoreceu áreas irrigadas, enquanto produtores de sequeiro aguardam maior regularidade para iniciar o plantio.

Segundo dados da Conab, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná avançam no plantio à frente do ano passado, mas ainda abaixo da média dos últimos cinco anos.

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Como fica o tempo na próxima semana?

Nas próximas semanas, a frente fria deve continuar espalhando umidade, beneficiando principalmente Mato Grosso, Goiás e Paraná. Em Goiás, o vazio sanitário termina em breve, permitindo o início do plantio, com chuvas previstas de 30 a 40 mm. Entre 29 de setembro e 3 de outubro, a chuva deve retornar ao Paraná, Mato Grosso do Sul e faixa oeste de Mato Grosso. De 4 a 8 de outubro, o padrão segue com volumes de 20 a 25 mm em Mato Grosso.

Frio

Sobre as baixas temperaturas, o frio intenso deve persistir até quinta-feira (25), principalmente no centro-sul do país. Regiões de serra, como Serra Catarinense e Serra Gaúcha, correm risco de geada durante a madrugada.

Nordeste terá chuvas?

Segundo o meteorologista, não há previsão de chuvas no Nordeste, exceto no estado de Tocantins. Na região, o tempo firme predomina, com sol e temperaturas elevadas, favorecendo atividades ao ar livre. É o momento ideal para o sojicultor ‘pegar uma praia’ e, também, se concentrar nas atividades agrícolas.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Argentina suspende retenciones sobre grãos



A medida se soma a reduções já implementadas desde julho


A medida se soma a reduções já implementadas desde julho
A medida se soma a reduções já implementadas desde julho – Foto: Pixabay

O governo argentino anunciou nesta segunda-feira (22) a eliminação temporária das retenciones, equivalentes às exportações, sobre todos os grãos até o dia 31 de outubro. A medida foi comunicada pelo porta-voz presidencial, Manuel Adorni, que destacou o objetivo de acelerar o ingresso de dólares no país e fortalecer as reservas do Banco Central, que na última semana vendeu US$ 1,1 bilhão em meio à forte pressão cambial. A decisão atinge soja, milho, trigo, girassol e outros cultivos estratégicos.

Segundo Adorni, a iniciativa busca aumentar a competitividade do setor e garantir maior oferta de divisas em um momento de incerteza econômica. Ele também acusou setores opositores de tentar “boicotar o programa de governo” por meio de críticas às medidas. A suspensão das retenciones, que terá efeito até cinco dias após as eleições nacionais, foi interpretada como uma aposta de curto prazo para aliviar a crise cambial.

A medida se soma a reduções já implementadas desde julho, quando o Decreto 526 diminuiu alíquotas sobre grãos e carnes, e segue a linha do presidente Javier Milei de gradualmente encerrar o sistema de tributos às exportações. O governo argumenta que o setor agroexportador, responsável por cerca de US$ 48 bilhões anuais, é essencial para a estabilidade macroeconômica e o crescimento regional. Apesar disso, especialistas lembram que o próprio Executivo condiciona a eliminação definitiva das retenciones à conquista de um superávit fiscal sustentável.

No campo, as reações foram divididas. Nicolás Pino, presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), elogiou a decisão e defendeu que a isenção seja permanente. Já Andrea Sarnari, da Federação Agrária Argentina (FAA), criticou o caráter transitório, destacando que pequenos e médios produtores não terão como se beneficiar, pois já venderam sua produção. Para ela, o impacto positivo deve se concentrar em grandes exportadores capazes de estocar grãos à espera de melhores condições de mercado.

 





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Brasil busca safra recorde em setembro e produção agrícola sustentável



Setembro traz marcos importantes para o agro brasileiro: o Dia da Árvore (21), o início da primavera (22) e o começo da nova safra de grãos no país. Para especialistas, essas datas simbolizam futuro, renovação e escolhas que impactam a produção agrícola e ambiental.

Segundo o head of agrobusiness da Terradot, Renato Rodrigues, esses marcos de setembro simbolizam renovação e escolhas que impactam o futuro da produção agrícola.

Safra recorde em setembro

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta a safra 2026 em 353,8 milhões de toneladas, superando o recorde da temporada passada. A soja deve alcançar 178 milhões de toneladas, mantendo o Brasil como maior produtor mundial.

O milho deve atingir cerca de 138 milhões de toneladas, enquanto o algodão caminha para mais de 4 milhões de toneladas. Arroz e feijão registram pequenas quedas, mas devem garantir o abastecimento interno.

Práticas sustentáveis

Rodrigues destaca que o Brasil não é apenas potência em volume de produção, mas também em tecnologia e práticas sustentáveis. Ele cita a integração lavoura-pecuária-floresta, presente em mais de 20 milhões de hectares, que alia produção e conservação ambiental.

“As árvores nos sistemas produtivos geram sombra, aumentam o bem-estar animal, fixam carbono, protegem nascentes e melhoram o microclima, aumentando a resiliência da lavoura e a produtividade por hectare”, afirma.

O especialista ressalta que, combinadas a práticas regenerativas como rotação de culturas, plantio direto, uso de bioinsumos, pó de rocha e manejo integrado de pragas, essas estratégias colocam o Brasil na vanguarda de um modelo de agricultura de baixo carbono e alta produtividade.

“Produzir mais é importante, mas o verdadeiro recorde que precisamos buscar está nos hectares recuperados, nas áreas reflorestadas, nas pastagens regeneradas e na biodiversidade preservada”, reforça Rodrigues.

Segundo ele, o país tem condições climáticas favoráveis para alinhar agricultura e pecuária à preservação de florestas, biomas nativos e unidades de conservação, como lembra a celebração dos 25 anos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Para Rodrigues, esta safra representa mais do que grãos: é a oportunidade de semear ideias, compromissos e escolhas que podem consolidar o Brasil como grande potência agroambiental mundial.



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Canal do Criador, do grupo Canal Rural, celebra 5 anos de história



O Canal do Criador nasceu em 2020, em plena pandemia, com o propósito de ampliar a presença do agro e dos leilões na televisão. Em setembro de 2025, o canal completou 5 anos, mostrando que a iniciativa do grupo Canal Rural se consolidou como um dos principais veículos de comunicação do setor, fortalecendo ainda mais a pecuária brasileira.

“O Canal do Criador nasceu pra ser um grande parceiro do pecuarista brasileiro, e hoje para nós é motivo de muito orgulho ver esse projeto crescer e se consolidar dessa forma”, afirma Júlio Cargnino, diretor-presidente do Canal Rural.

Desde a sua criação, o projeto trouxe parcerias estratégicas e promoveu negócios em todo o país. “O Canal do Criador nasceu valorizando a pecuária. Hoje, depois de 5 anos, conseguimos constituir um crescimento muito forte, com propósito e com muita parceria. Muito obrigada a todos que fazem esse canal ser o canal que faz o mercado acontecer”, destaca Plínio Queiroz, diretor de Pecuária do grupo Canal Rural.

Reconhecimento do setor

O trabalho desenvolvido ao longo desses cinco anos também é reconhecido por parceiros importantes. Para Paulo Horto, da Programa Leilões, a trajetória reflete a relevância conquistada em pouco tempo: “Parabéns, Canal do Criador. Canal mais jovem do agronegócio brasileiro. Se a gente for ver a precocidade, já que a gente trabalha muito com genética, o Canal do Criador é um top 01, principalmente em precocidade, porque, em 5 anos, se tornou um dos principais veículos de comunicação do agronegócio brasileiro. Um orgulho para nós da Programa Leilões, que estamos desde o nascimento como um grande parceiro.”

Comemorando meia década de atuação, o Canal do Criador reforça sua missão de dar visibilidade à pecuária nacional. Como parte do grupo Canal Rural, segue fortalecendo a comunicação no campo, aproximando criadores, leiloeiros e investidores, e mostrando que a união entre tradição e inovação é o caminho para o futuro do agro.



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Lei antidesmatamento adiada; o que está por trás da decisão?



A União Europeia indicou que pode adiar para 2026 a entrada em vigor do Regulamento de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), conhecido como lei antidesmatamento. A legislação afeta diretamente produtos como café, cacau, borracha, carne, madeira e óleo de palma. Na avaliação do setor produtivo é preciso cautela, uma vez que a decisão ainda tem que ser formalizada.

Por meio de nota, o Conselho Nacional do Café (CNC) ressalta que o futuro das novas regras do bloco europeu continua em incerto. “A decisão ainda não é definitiva, pois a proposta precisa ser apreciada e votada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia”, diz.

O que está por trás do adiamento?

O professor da FGV e especialista em direito ambiental e bioeconomia, Daniel Vargas, explica que a lei antidesmatamento vem perdendo força há bastante tempo, mesmo sem começar a valer de fato. Sobre os motivos para a decisão, ele avalia que a própria conjuntura política da União Europeia reduziu o espaço para medidas como o EUDR.

“A eleição do novo Parlamento Europeu em 2025 marcou uma mudança ideológica no discurso europeu. A competitividade passou a ser o foco principal, com a meta de eliminar barreiras que possam encarecer a produção”, afirma. Segundo ele, a aprovação recente do pacote chamado Omnibus, que flexibiliza regras do Green New Deal, é exemplo desse movimento.

Além disso, Vargas reforça que fatores externos também pesam. A volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos gerou preocupação no bloco, que enfrenta dificuldades econômicas e a pressão dos gastos militares com a guerra em curso nas fronteiras. Diante dessa perspectiva, ele explica que não há espaço para impor novas exigências que criem entraves burocráticos à produção.

Em relação ao início da vigência da nova legislação nos próximos anos, a aposta do professor da FGV é clara. “A chance de o EUDR ser implementado nos próximos anos é cada vez menor”, conclui.

Ao analisar o adiamento das novas regras, o CNC volta a reforçar a necessidade de diálogo entre países produtores e consumidores de café. “É uma forma de construir uma regulamentação justa e exequível. O setor cafeeiro brasileiro continuará atuando para melhor informar às cooperativas, associações e produtores sobre os próximos passos relacionados à legislação”, afirma.

Por fim, a entidade reforça que o Brasil está preparado para atender às regras do mercado europeu. Nesse sentido, o setor afirma que já cumpre parte das exigências.



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Mesmo com quebra, açúcar deve ter superávit global de quase 3 milhões de toneladas


O mercado global de açúcar deve ter um superávit de 2,8 milhões de toneladas (valor bruto) na temporada 2025/26, diz projeção da StoneX.

De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da empresa Marcelo Di Bonifácio Filho, mesmo diante de uma safra 2024/25 deficitária, o mercado vem sendo pressionado pela combinação de estoques elevados e ritmo lento de importações globais.

“Os aspectos de trade flow [fluxo comercial], portanto, vem sendo muito mais impactantes ao mercado neste momento e podem ser balizadores para a trajetória dos futuros daqui para frente”, considera.

Segundo ele, nos últimos meses, compradores internacionais têm mantido importações em ritmo mais fraco, aproveitando os preços baixos e evitando movimentos que pudessem gerar “gatilhos” de alta.

Bonifácio Filho destaca que esse comportamento é resultado do excedente produtivo de 2023/24, aliado às exportações recordes do Brasil em 2024, que contribuíram para a formação de estoques elevados nos principais mercados consumidores.

Já do lado da oferta, a safra atual do Centro-Sul brasileiro segue historicamente volumosa em moagem. Entre abril e agosto, o setor registrou uma maximização inédita do mix açucareiro, com o indicador acumulado ultrapassando 52%.

“Esse aumento na produção de açúcar reforça a tendência de preços mais baixos no médio prazo, especialmente considerando a expectativa de um ciclo positivo a nível global para 2025/26”, observa o analista.

Brasil lidera nas Américas

Brasil lidera produção de açúcarBrasil lidera produção de açúcar
Foto: Divulgação Stonex/ Arte refeita por Canal Rural

O Brasil segue como protagonista na produção de açúcar nas Américas. Segundo as primeiras estimativas oficiais da StoneX para a safra 2026/27 (abril a março) no Centro-Sul, a moagem deve crescer mais de 20 milhões de toneladas, com recuperação no ATR e um mix açucareiro que, apesar de uma leve queda, seguirá elevado.

De acordo com Bonifácio Filho, esse desempenho será fortemente impulsionado pelo avanço do etanol de milho, cuja produção deve alcançar 11,4 milhões de m³ na temporada.

Assim, com esse aumento, o Centro-Sul tende a elevar significativamente os volumes de açúcar ofertados no próximo ano, atingindo 41,7 milhões de toneladas na safra internacional 2025/26 (outubro a setembro).

Para Bonifácio Filho, essas projeções, ainda que preliminares, são fundamentais para o cenário atual de preços. “O crescimento estimado para 2026 no Centro-Sul brasileiro dá suporte aos níveis atuais do mercado e garante o superávit previsto”, diz.

Estimativa de produção de açúcar na Índia

Desde julho, o clima na Índia tem se mantido dentro do esperado. Em agosto, as chuvas ficaram 5% acima da média, favorecendo os canaviais, especialmente em Maharashtra, após um julho de precipitações irregulares.

De acordo com a StoneX, no sul daquele país, os reservatórios seguem em níveis elevados, impulsionando tanto o desenvolvimento das lavouras para a safra 2025/26 quanto o plantio para 2026/27. Já em setembro, as precipitações começaram a cair em Karnataka e Maharashtra, cenário positivo para a possível antecipação da colheita, caso o clima mais seco se mantenha em outubro.

Com o clima dentro do previsto, a StoneX mantém sua estimativa de produção de açúcar em 32,3 milhões de toneladas, considerando 4,5 milhões de toneladas desviados para etanol.

“Agora, as atenções se voltam à decisão do governo sobre exportações, já que a Isma [Indian Sugar Mills Association] solicitou 2,0 MMt, embora o cenário seja pouco viável economicamente, pois a paridade de exportação segue na faixa de US¢ 17-18/lb, acima dos preços atuais em Nova York”, diz a empresa, em nota.

Déficit global

A StoneX também divulgou a 8ª revisão do saldo global de açúcar 2024/25 (outubro a setembro), temporada que está praticamente concluída.

De acordo com o levantamento, o déficit global projetado é de 4,7 milhões de toneladas, resultado da queda combinada na produção do Brasil e da Índia, que, juntos, registraram retração de 9,3 milhões de toneladas em valor bruto: “Esse cenário reduziu o potencial exportável dos dois maiores players globais”.

Para os próximos meses, os fluxos de comércio serão determinantes na formação dos preços. De acordo com Bonifácio Filho, no quarto trimestre, espera-se um leve aperto entre o volume disponível para exportação e a demanda, com a redução nas vendas brasileiras durante a entressafra do Centro-Sul e estoques mais baixos na Tailândia, cuja produção se intensifica apenas no início de 2026.

“Além disso, a oferta de açúcar refinado deve enfrentar riscos, já que a menor compra de açúcar bruto pelas refinarias pode limitar o volume disponível para reexportação. Caso a demanda por branco cresça no final de 2025 e início de 2026, a pressão altista pode aumentar, tornando o Diferencial Londres-NY (prêmio do branco) um indicador-chave a ser monitorado”, conclui o analista.



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