segunda-feira, abril 27, 2026

Autor: Redação

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Reforma tributária muda cenário das importações



“A carga tributária na importação é elevada”


“A carga tributária na importação é elevada"
“A carga tributária na importação é elevada” – Foto: Divulgação

A reforma tributária em tramitação promete mudanças significativas na forma como empresas brasileiras realizam importações. A substituição do sistema atual, fragmentado e com diversos benefícios regionais, por um modelo uniforme baseado no destino, exigirá que importadoras revisem suas estratégias logísticas e fiscais.

A extinção gradual de benefícios estaduais, prevista até 2032, e a definição do local de incidência de tributos como CBS e IBS terão impacto direto no fluxo de caixa e nas margens operacionais, especialmente durante o período de transição, quando ocorrerá a migração dos tributos atuais para o novo modelo.

“A carga tributária na importação é elevada. Tributos como PIS, COFINS, ICMS e IPI incidem sobre bases de cálculo distintas e, além de todo o cenário burocrático existente no País, o que dificulta a previsibilidade financeira. Por conta desse alto custo fiscal na importação, alguns Estados concedem benefícios fiscais com objetivo de atrair investimento para a região e desonerar o contribuinte, como por exemplo o TTD 410 de Santa Catarina, o Invest do Espírito Santo, TTS Corredor de Importação de Minas Gerais, entre outros”, alerta ele.

Trading companies, que intermediavam operações de encomenda, também deverão se adaptar, já que o novo modelo tende a favorecer compras diretas entre fornecedor estrangeiro e importador final. A reconfiguração das cadeias de suprimento exigirá planejamento tributário integrado e redesenho das rotas logísticas para manter a competitividade. A principal preocupação das importadoras é manter operações eficientes diante do aumento da carga tributária e da eliminação dos incentivos estaduais, que hoje contribuem para atrair investimentos e reduzir custos fiscais.

 





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Como o manuseio dos alimentos evita contaminações



A segurança alimentar é uma preocupação global que começa no campo, mas se estende até a cozinha de casa. A responsabilidade por alimentos seguros não se restringe à alta tecnologia das fazendas, mas também às boas práticas diárias de manuseio e armazenamento. Confira o vídeo.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam a gravidade do problema: cerca de 420 mil pessoas morrem anualmente no mundo devido a contaminações por vírus, bactérias e fungos, muitas vezes invisíveis a olho nu.

A especialista em segurança de alimentos Paula Eloize ressalta que o principal foco de contaminação não está nas grandes tecnologias de produção, como a rastreabilidade digital, mas sim no manuseio diário dos produtos pelo consumidor. 

Um alimento que chega seguro da fazenda pode ser comprometido na etapa final, por falhas simples e comuns. Um dos erros mais graves é confiar apenas na aparência e no cheiro do alimento, que podem parecer normais, mas já estão contaminados.

Segundo a Vigilância Epidemiológica de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, muitos surtos de intoxicação alimentar no Brasil acontecem dentro das próprias casas. A falta de conhecimento sobre o manuseio correto dos alimentos é o principal fator de risco, transformando um ambiente de preparo em um local de proliferação de microrganismos perigosos.

Perigos na cozinha e a importância da contaminação cruzada

A geladeira, por exemplo, não é um local infalível para a segurança dos alimentos. O armazenamento inadequado pode transformá-la em um ambiente ideal para o desenvolvimento de bactérias. 

A contaminação cruzada, outro erro comum, ocorre quando os mesmos utensílios, como facas e tábuas, são utilizados para cortar alimentos crus e cozidos. Isso transfere microrganismos patogênicos de um alimento para o outro, colocando em risco a saúde de quem vai consumi-lo.

Para garantir a segurança alimentar em todas as etapas, desde a compra até o consumo, é crucial seguir boas práticas. Elas são simples, mas extremamente eficazes:

  • Na compra: Deixe para pegar os alimentos perecíveis (carnes, laticínios, frios) por último, para que permaneçam refrigerados o máximo de tempo possível.
  • No transporte: Separe os alimentos dos produtos de limpeza. Utilize sacolas específicas para cada tipo de produto para evitar qualquer tipo de contato.
  • Na geladeira: Para evitar a contaminação cruzada, armazene alimentos prontos para consumo nas prateleiras superiores e os alimentos crus, como carnes, nas prateleiras inferiores.
  • No preparo: Use tábuas e facas diferentes para manusear carnes cruas e alimentos cozidos ou que serão consumidos crus, como saladas.
  • No consumo: Reaqueça alimentos reaproveitados até que atinjam uma temperatura segura para eliminar possíveis bactérias. Descarte o que ficou muito tempo fora da geladeira, especialmente em climas quentes.

O controle de temperatura é um dos pontos mais importantes. A faixa de 5°C a 60°C é conhecida como “zona de perigo”, ideal para a proliferação de microrganismos. Manter a geladeira abaixo de 5°C e os alimentos quentes acima de 60°C é essencial para evitar qualquer tipo de contaminação.

A transparência e o compromisso com a segurança alimentar também são diferenciais para empresas do agronegócio. Negócios que adotam protocolos rigorosos, como o sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), ganham a confiança e a fidelidade do consumidor, mostrando que a responsabilidade pela segurança dos alimentos é uma prioridade em toda a cadeia produtiva.



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Barra Agroshow movimenta mais de R$ 32 milhões em negócios


A comissão organizadora da Barra Agroshow, feira de agronegócio realizada em Barra (BA), entre os dias 4 e 6 de setembro, divulgou nesta quarta-feira (24), que a primeira edição do evento movimentou mais de R$ 32 milhões em negócios e recebeu 12 mil visitantes.

Para os organizadores os números refletem que em sua primeira edição, o evento já se consolidou no calendário do setor baiano, destacando-se pela inovação e pelo fortalecimento de uma nova fronteira agrícola.

Com 84 expositores e mais de 120 marcas presentes, a Feira se firmou como palco para oportunidades de negócios, geração de conhecimento e troca de experiências entre produtores, empresários, pesquisadores, estudantes e representantes de diferentes elos das cadeias produtivas regionais.

A programação contou com quase 30 palestras abordando temas diversos ligados à agricultura.

Segundo o presidente da Barra Agroshow e do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra, Marco Caviola, o evento abriu novas perspectivas para o Médio São Francisco e para toda a Bahia.

“Recebemos aqui grandes especialistas brasileiros, com conhecimento em técnicas avançadas de produção e manejo, que compartilharam experiências e tiraram dúvidas. Esse conteúdo terá impacto direto na nossa produção e abrirá novas portas”, destacou Caviola.

Agricultura familiar

O dirigente ressaltou também a integração entre o comércio e a agricultura familiar, com a participação de mais de 25 produtores locais que puderam apresentar seus produtos.

Além disso, outro marco apontado pelos orgnizadores foi a realização do I Encontro Mulheres do Agro, no dia 5 de setembro.

Palestras Barra Agroshow, eventoPalestras Barra Agroshow, evento
Foto: Marca Comunicação

“Nunca em Barra vimos um movimento tão expressivo de mulheres, desde líderes do setor até agricultoras familiares. Esse protagonismo é reflexo da força e do alcance da Feira”, completou Caviola.

Solidariedade

Por fim, o evento também deixou sua contribuição social: mais de três toneladas de alimentos foram arrecadadas na entrada do evento e destinadas a cinco instituições de Barra.

  • Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Wanderley
  • Lar dos Idosos de Barra
  • Ação Solidária Adventista-ASA
  • Obra Social Madre Regina
  • Associação dos Pequenos Trabalhadores Rurais do Barro Vermelho.

“Foi uma forma de devolver à cidade toda a prosperidade que ela nos proporciona”, ressaltou o presidente Marco Caviola.

Localizada no Oeste da Bahia, na região do Médio São Francisco, Barra é reconhecida pelo cultivo de frutas irrigadas e apresenta forte potencial para culturas como cacau, uva, manga, citros e pecuária.


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Isenção do IR até R$ 5 mil já tem data de votação marcada na Câmara



A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (24), o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda. Além disso, o texto prevê isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil e segue agora para a Câmara dos Deputados.

Com 21 votos favoráveis, a proposta foi aprovada por unanimidade pelos senadores da CAE. Por tramitar em caráter terminativo, pode seguir direto para análise dos deputados, por isso, não precisará passar pelo plenário do Senado.

Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a análise ocorrerá na próxima quarta-feira, 1º de outubro. Nas redes sociais, ele afirmou que a decisão de pautar a votação foi resultado de acordo com os líderes partidários. “Vamos avançar com equilíbrio e diálogo, trabalhando em pautas importantes para o Brasil”, disse.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a isenção do imposto de renda será sancionada pelo presidente Lula ainda em outubro.

Alterações na tabela e novas regras de isenção

O projeto estabelece que contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês fiquem livres da cobrança do imposto. Para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350, haverá redução parcial e proporcional. Também está prevista a atualização do limite para dedução simplificada, que passa para R$ 17.640 anuais.

A proposta cria ainda o Imposto de Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM), com alíquota de até 10% para lucros anuais acima de R$ 1,2 milhão. Lucros distribuídos ao exterior também passarão a ser taxados em 10% na fonte, com mecanismos de compensação para evitar bitributação. Empresas do Simples Nacional ficam fora da regra.

Segundo o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o objetivo é corrigir a defasagem histórica da tabela e assegurar maior progressividade. “O texto conjuga justiça social, segurança jurídica e responsabilidade fiscal”, afirmou.

Dívidas e compensação a estados e municípios

O projeto institui também o Programa de Regularização Tributária para Pessoas Físicas de Baixa Renda (Pert-Baixa Renda). Poderão aderir contribuintes com renda mensal de até R$ 7.350, com parcelamento integral ou parcial das dívidas, a depender da faixa de renda.

Outra medida foi a inclusão da compensação financeira a estados, municípios e ao Distrito Federal para eventuais perdas de arrecadação. O ressarcimento será escalonado até 2035, começando em 100% e diminuindo gradualmente ao longo dos anos.



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“Brasil pode produzir alimentos preservando o meio ambiente”, diz Daoud sobre fundo de florestas



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (23), em Nova York, um aporte de US$ 1 bilhão no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFF, na sigla em inglês).

O mecanismo tem como objetivo remunerar financeiramente os países que preservam suas florestas tropicais, funcionando como um modelo de financiamento climático de alcance global.

Fundo voltado à preservação

Segundo Lula, o TFF foi estruturado em parceria com o Banco Mundial, organizações internacionais, sociedade civil, povos indígenas e comunidades locais.

A proposta é complementar a outros mecanismos de pagamento por redução de emissões de gases de efeito estufa, articulando conservação, uso sustentável de recursos ecossistêmicos e justiça social.

“O TFF não é caridade, é um investimento na humanidade, no planeta, contra a ameaça de devastação pelo caos climático”, afirmou o presidente.

O Brasil será o primeiro país a aportar recursos no fundo, liderando o compromisso global. Em agosto, durante reunião em Bogotá, o TFF já havia recebido o apoio dos países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.

Repercussão no agro

O anúncio foi tema de análise no programa Planeta Campo, do Canal Rural, que contou com a participação do comentarista Miguel Daoud.

Segundo ele, a criação do fundo reforça o papel do Brasil como potência agroambiental. “Nós precisamos ter a sustentabilidade para mostrar para o mundo que somos capazes de produzir alimentos preservando o meio ambiente”, disse.

O comentarista também comparou a iniciativa brasileira com a postura do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que durante a Assembleia Geral da ONU voltou a criticar políticas de energia verde e classificou a mudança climática como “a maior farsa do mundo”.

Para Daoud, a posição de Trump reflete a defesa da matriz energética fóssil dos Estados Unidos, enquanto o Brasil aposta na preservação como diferencial competitivo.

“Muitos países devastaram todas as suas florestas para poder crescer. E hoje é hora do planeta devolver às florestas a sua garantia, com a criação desse fundo”, destacou.

Brasil no centro das discussões

Segundo Daoud, a iniciativa pode ser considerada como uma oportunidade para o Brasil transformar preservação ambiental em poder de negociação internacional.

Ele lembrou ainda que estudos da Embrapa e de universidades estrangeiras apontam que a agricultura nacional é praticamente neutra em carbono, já que compensa grande parte das emissões com sequestro de CO₂.



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Combate ao agronegócio é tema de aula em universidade federal do RS



Um evento sediado na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) na segunda-feira (22) revoltou entidades do agro brasileiro pelo teor político, sendo taxado por parlamentares e associações representativas do setor como manifestação da extrema-esquerda em ambiente público federal.

Isso porque durante a aula inaugural da 6ª Turma Especial de Medicina Veterinária do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), realizada no auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CEHUS) do campus, também foi sediada a abertura oficial da XII Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, cujo tema foi “defender a vida, combater o agronegócio”.

Diante da ocasião, o deputado federal do Rio Grande do Sul, Ubiratan Sanderson, protocolou um ofício diretamente ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, solicitando que seja apurado possível discurso de ódio contra o agronegócio e desvio de finalidade no uso do espaço da UFPel para promoção político-ideológica.

Segundo ele, o tema do evento, que tem o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) como um dos principais apoiadores, constou em materiais de divulgação pública do evento, cartazes, comunicações digitais e falas de organizadores e participantes, sendo apresentada como mote político e pedagógico da atividade, o que lhe confere caráter oficial.

No texto, o parlamentar advoga que o uso do slogan, adotado como título institucional da jornada, extrapola os limites do debate acadêmico legítimo ao propor o “combate” a um setor econômico específico que representa parcela expressiva da economia nacional, é legalmente constituído, e integra a cadeia produtiva que abastece o mercado interno e externo de alimentos, combustíveis e matérias-primas.

De acordo com Sanderson, a expressão “combater o agronegócio”, ao ser adotada com apoio institucional e financiamento público indireto (por meio do Pronera), pode configurar discurso de hostilidade e incitação à animosidade contra indivíduos, empresas e atividades inteiras que operam de maneira lícita, contribuindo com tributos, empregos e desenvolvimento regional.

Em suas redes sociais, o deputado estadual do Rio Grande do Sul Felipe Camozzato também expressou repúdio ao evento.

Notas de repúdio

Em nota assinada nesta quarta-feira (24), a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) também manifesta preocupação com o evento.

“A atividade, que para nossa perplexidade e indignação, contou com conivência da Reitoria da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), local do evento, vai em caminho contrário às necessidades e anseios da sociedade brasileira”, destaca a entidade.

Segundo a Farsul, ao estimular o ataque a um setor que é responsável por alimentar milhões de brasileiros, além de mais duas centenas de outros países, faz apenas aumentar a cizânia em um país acossado pelo ranço ideológico.

“O discurso de ódio contra aqueles que são apontados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como exemplo de agricultura sustentável em nada agrega ao desenvolvimento de nossa nação”.

A Farsul também ressalta que é grave o fato de a XII Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária ocorrer dentro de um ambiente acadêmico, onde deveria imperar o conhecimento, a tolerância e a concórdia.

“A discussão de ideias é saudável e necessária, sem dúvida nenhuma, mas a mesquinhez da ira gratuita em nada agrega ao debate. Ainda mais quando esse estímulo ao ódio vem de um grupo que ascende ao ensino superior gratuito de forma privilegiada por uma legislação benevolente a um público específico”, diz outro trecho da nota.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) também divulgou nota em que repudia o evento, considerando o tema desta edição inaceitável.

“Para o CRMV-RS, o agronegócio é um pilar essencial do desenvolvimento nacional, responsável por milhões de empregos, pela produção de alimentos e pelas oportunidades oferecidas a médicas e médicos-veterinários e zootecnistas. Em vez de ser combatido, deve ser fortalecido com base em ciência, tecnologia, sustentabilidade e respeito”, destaca.

Resposta da Universidade

Em nota, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ressalta que a Aula Inaugural da 6ª Turma Especial de Medicina Veterinária do Pronera refletem o espírito de debate e pluralidade que caracteriza a vida universitária, em sintonia com sua longa trajetória de formação de profissionais críticos e comprometidos com diferentes setores da sociedade.

“É na universidade em que os projetos de sociedade são debatidos a partir das mais diferentes tendências conceituais e assim se buscam perspectivas para fomentar o desenvolvimento em seus diferentes contextos”, diz.

A UFPel também destaca que há mais de 20 anos, a UFPel mantém uma parceria com o Pronera, programa executado pelo Incra e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), voltado a oferecer educação formal a trabalhadores e trabalhadoras rurais assentados da reforma agrária, contribuindo para a democratização do acesso ao ensino superior e formando profissionais de excelência que hoje atuam em diferentes regiões do país, assim como ocorre com os egressos de todos os demais cursos da instituição.

Segundo a instituição, os mais de 100 cursos de graduação e 48 programas de pós-graduação a transformam em um espaço plural que atua em diversas áreas do conhecimento, entre elas as Ciências Agrárias.

“Cursos como Agronomia, Zootecnia, Engenharia Agrícola e Medicina Veterinária desenvolvem pesquisas e parcerias que contribuem tanto com a agricultura familiar quanto com o agronegócio, reconhecendo a importância de todos os segmentos para o desenvolvimento do Brasil”, ressalta a nota.





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PIB do RS registra recuo de 2,7%; quebra da safra de soja contribuiu para queda



O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul apresentou queda de 2,7% no segundo trimestre de 2025, tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período de 2024. Esse resultado se deve, principalmente, à quebra da safra de soja, principal produto agrícola do estado.

Dados divulgados nesta quarta-feira (24) pelo governo do estado, por meio do Departamento de Economia e Estatística (DEE), mostram que, apesar do recuo trimestral, o setor de indústria e serviços sustentam o crescimento em 12 meses. Políticas emergenciais e de reconstrução iniciadas em 2024, como o Plano Rio Grande, fazem parte desse progresso.

A elevação da demanda brasileira e internacional por máquinas e equipamentos fabricados no Rio Grande do Sul se soma às iniciativas ligadas à infraestrutura, comércio e serviços para sustentar a recuperação da economia e apoiar a geração de empregos no estado.

As informações foram fornecidas com a participação do secretário-adjunto, Bruno Silveira, do subsecretário de Planejamento, Alessandro Martins, do diretor do DEE, Tomás Fiori, e dos pesquisadores, Martinho Lazzari e César Conceição, responsáveis pelo levantamento.

PIB impulsionado pela indústria

Na comparação com o trimestre anterior, a agropecuária caiu 21,4%. Em contrapartida, a indústria cresceu 0,8%, puxada pela indústria de transformação (2,1%), com destaque para a produção de máquinas e equipamentos agrícolas.

Os serviços avançaram 0,3%, sustentados por serviços de informação (0,7%) e outros segmentos (1%). O comércio, porém, recuou 0,9%, registrando a segunda retração consecutiva.

Comparação anual

Frente ao segundo trimestre de 2024, o PIB gaúcho também recuou 2,7%, com queda da agropecuária, que encolheu 23,9%. Entre os principais produtos, a soja apresentou redução de 25,2%, enquanto arroz (+20,1%) e milho (+17,3%) tiveram crescimento no período.

A indústria cresceu 4%, liderada pela transformação (7,6%), após a base referente às enchentes de 2024. Os serviços aumentaram 2,4%, com avanços em transportes, armazenagem e correio (4,8%), outros serviços (3,5%) e comércio (2,6%). Em sentido oposto, o setor de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana registrou queda de 16%, influenciado pela menor geração hidrelétrica.

Comparação do PIB em 2025

No acumulado de janeiro a junho, o PIB do estado caiu 0,5%. A agropecuária recuou 13,3%, enquanto a indústria cresceu 1,7% e os serviços, 2,5%. Já no acumulado em 12 meses, o PIB do Rio Grande do Sul apresentou alta de 1,7%, resultado sustentado pelo crescimento da indústria (0,3%) e, sobretudo, dos serviços (3,5%).

Já o PIB nacional, segundo o IBGE, registrou crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2025 frente ao trimestre anterior e de 2,2% em relação ao mesmo período de 2024.

O pesquisador Martinho Lazzari ressaltou o papel o papel importante da indústria e serviços na sustentação da economia. “Apesar da quebra da safra da soja, cujas perdas se concentraram no segundo trimestre, a economia gaúcha teve crescimento no acumulado em 12 meses, com a indústria e os serviços apresentando desempenho positivo”, detalhou.



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Encontro Baiano de Laticinistas começa nesta quinta (25) em Salvador



A capital baiana, Salvador, receberá nesta quinta-feira (25), o 13º Encontro Baiano dos Laticinistas, evento promovido pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado da Bahia (Sindileite-BA), que reunirá mais de 40 marcas do setor de lácteos.

Considerado como o maior do segmento no Norte e Nordeste, o evento será realizado até o próximo domingo (28). São esperados cerca de 300 empresários do setor produtivo, entre indústrias, fornecedores e entidades públicas que se reunirão no Hotel Iberostar Waves.

A programação de palestras e painéis foi estruturada para qualificar todos os elos da cadeia, com debates que vão da inovação tecnológica e sustentabilidade aos desafios tributários e de gestão.

O encerramento contará com a participação especial do jornalista Caco Barcellos, que apresentará a palestra “Histórias bem contadas podem transformar marcas e negócios”.

Posição de destaque

A Bahia ocupa posição de destaque como o maior produtor e processador de leite do Nordeste.

Em 2024, foram 1,3 bilhão de litros produzidos, movimentando R$ 2,5 bilhões em valor bruto de produção e gerando milhares de empregos em toda a cadeia, do campo à indústria.

Para Lutz Viana, presidente do Sindileite-BA, a procura recorde confirma a consolidação do encontro:

“O Encontro de Laticinistas consolidou-se como referência no calendário do setor. Mais do que um evento, representa uma plataforma estratégica de conexão, favorecendo a troca de experiências, o alinhamento de ideias e a construção de soluções conjuntas para os desafios da cadeia produtiva. O resultado dessa relevância está na forte adesão: nesta edição, tivemos todas as inscrições concluídas e a totalidade dos stands comercializados.”

O evento conta com o apoio do Governo da Bahia, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), do Sebrae e do Conselho Nacional das Indústrias de Laticínios (CONIL).

Paulo Cintra, presidente do Conil, destaca a importância do evento: “Sou baiano, tenho minha indústria aqui, e foi dessa vivência que nasceu a ideia de criar o Encontro Baiano de Laticínios, há 15 anos. Desde então, ele vem crescendo, se profissionalizando e ganhando representatividade. Hoje, é um marco no calendário regional, promovendo integração da cadeia, disseminação tecnológica, geração de negócios, atração de investimentos e visibilidade nacional. É um verdadeiro catalisador do desenvolvimento regional e da competitividade do setor lácteo brasileiro.”

Completando 25 anos de história, o Sindileite-BA representa atualmente 104 indústrias associadas.


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COP30 é chance de mostrar agro brasileiro como ele é, diz Roberto Rodrigues



A COP30 é uma oportunidade para mostrar a agricultura brasileira “como ela é, sem distorções ou ataques infundados”. A afirmação é do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, enviado especial do agronegócio brasileiro no evento. A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima ocorre entre os dias 10 e 21 de novembro e será sediada por Belém (PA).

Em entrevista ao PC Talks, do Canal Rural, o professor emérito da FGVAgro falou sobre sua experiência de liderança no setor produtivo e os desafios do Brasil para a conferência climática. De acordo com ele, a missão inclui apoiar o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, na implementação de decisões anteriores.

“Sempre me queixei de que a COP resolve muitas coisas, mas pouco acontece na prática. Agora, o objetivo é colocar em prática”, destacou.

Agricultura prepara documento técnico

Rodrigues conta na entrevista é que o setor prepara um documento amplo, que deve ficar pronto até 10 de outubro. A proposta é apresentar como sementes, mecanização, logística e crédito transformaram o campo, sempre com base em ciência e sustentabilidade. Em síntese, o texto vai reunir a evolução da agricultura brasileira nos últimos 50 anos.

O documento também mostrará que o Brasil está disposto a compartilhar sua experiência com outros países tropicais. Segundo Rodrigues, duas condições são fundamentais: financiamento internacional, sobretudo para África, América Latina e Ásia, e regras de comércio mais flexíveis. “Hoje as normas são protecionistas e limitam o avanço dos trópicos”, afirmou.

Além da COP30: Novos desafios e visão de futuro

O documento também trará temas atuais, como os bioinsumos, agricultura regenerativa, inteligência artificial no campo e a recuperação de 40 milhões de hectares de áreas degradadas. Rodrigues reforça que a produção sustentável já é realidade e que o país pode ampliar sua contribuição.

Além disso, desafios internos como desmatamento ilegal e incêndios criminosos serão abordados. O ex-ministro da Agricultura, no entanto, enfatiza que esses crimes não podem ser atribuídos ao agricultor. “São práticas de criminosos, não do produtor rural. O que queremos é cumprir a lei e produzir de forma sustentável, competitiva e eficiente. Isso não pode ser jogado na conta do agricultor”, disse.

Para Rodrigues, o protagonismo do Brasil é decisivo neste momento de COP30. “O mundo é sacudido por quatro fantasmas: segurança alimentar, transição energética, mudanças climáticas e desigualdade social. A agricultura tropical, liderada pelo Brasil, pode enfrentar esses desafios e garantir paz universal”, conclui.

O PC Talks com a presença do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, vai ao ar no dia 8 de outubro, às 18h, no Canal Rural.



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CNA apresenta posicionamento do agro brasileiro para a COP30



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou, nesta quarta-feira (24), o documento “Agropecuária Brasileira na COP30”, que reúne propostas e posicionamentos do setor para a Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada de 10 a 21 de novembro em Belém (PA).

O material foi entregue pelo presidente da CNA, João Martins, ao enviado especial da Agricultura para a COP30, Roberto Rodrigues, à presidente da Embrapa, Sílvia Massruhá, e ao senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), durante cerimônia na sede da entidade, em Brasília. O evento contou com presidentes de federações estaduais, autoridades e representantes do Sistema CNA/Senar.

Reconhecimento do agro como agente climático

O documento reflete os anseios de produtores, entidades do setor e pesquisadores, após uma série de encontros realizados pela Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA.

A confederação defende que os produtores rurais sejam reconhecidos como agentes fundamentais na implementação de soluções climáticas, destacando a agricultura tropical como peça central para o cumprimento das metas de mitigação e adaptação às mudanças do clima.

Segundo a CNA, o setor também deve ser valorizado pela sua contribuição à segurança alimentar e energética, o que o torna essencial nas negociações internacionais.

Principais pontos do posicionamento

O position paper lista temas que devem ser levados às mesas de negociação da COP30, com destaque para:

  • Financiamento: a entidade cobra que os recursos internacionais de clima cheguem diretamente ao produtor rural, viabilizando crédito diferenciado, seguro climático e redução do endividamento.
  • Agricultura nas negociações: produtores devem estar no centro das decisões, com acesso a ferramentas de financiamento e reconhecimento como provedores de soluções ambientais.
  • Monitoramento (Global Stocktake): a CNA pede aprimoramento da plataforma global de acompanhamento do Acordo de Paris, com dados acessíveis e comparáveis entre países.
  • Adaptação: a entidade defende indicadores manejáveis, ajustados às realidades nacionais, e que valorizem práticas da agricultura tropical.
  • Mitigação: reforço ao papel da agropecuária na redução de emissões, com foco em financiamento e créditos de carbono.
  • Mercado de carbono: incentivo à inclusão do setor como gerador de créditos, com remuneração por práticas sustentáveis.
  • Transição justa: negociações devem respeitar particularidades produtivas e rejeitar medidas comerciais unilaterais ligadas ao clima.

Amazônia no centro das discussões

No capítulo final, a CNA ressalta que a COP30 deve deixar um legado para a Amazônia. A entidade lembra que a região abriga 30 milhões de pessoas em mais de 750 municípios e mais de um milhão de produtores que sustentam a segurança alimentar local.

“A COP30 deve ser muito mais do que um evento sobre conservação da natureza. É um teste decisivo para a agenda climática global e sua capacidade de reconhecer as necessidades de quem vive na floresta”, afirma o documento.

Com essa visão, a CNA reforça que a agricultura e a segurança alimentar são pilares inseparáveis da agenda climática, tanto na Amazônia quanto no restante do planeta.

Posicionamento da CNA traz 9 recomendações para Amazônia

  1. Reconhecer o direito à produção agropecuária sustentável na Amazônia como parte inseparável da agenda climática, combatendo a estigmatização dos agricultores locais;
  2. Acelerar a regularização fundiária e ambiental como condição básica para promover a segurança jurídica, garantir acesso a crédito e estimular investimentos produtivos;
  3. Reforçar a segurança alimentar regional, incentivando a produção local de alimentos;
  4. Combater o desmatamento ilegal por meio de incentivos econômicos eficientes, garantindo a sustentabilidade produtiva da região;
  5. Criar linhas de crédito rural e financiamento climático específicas para produtores amazônicos, com juros diferenciados e prazos adequados, apoiando sistemas integrados de produção, recuperação de pastagens e reflorestamento produtivo;
  6. Transformar a bioeconomia alimentar em vetor de renda e inovação, baseada em ciência, tecnologia, domesticação e agregação de valor;
  7. Afirmar a soberania nacional sobre o território e apoiar o combate à violência e ao crime organizado, reconhecendo que não há floresta protegida ou ação climática efetiva sem ordem e segurança no território;
  8. Investir em integração logística e energia limpa na região, reduzindo custos de transporte, aumentando a conectividade e criando condições para atrair investimentos sustentáveis;
  9. Valorizar a contribuição do agricultor amazônico na transição climática global, reconhecendo que produção de alimentos, conservação florestal e segurança alimentar devem caminhar de mãos dadas.



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