sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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volume de soja inspecionado para exportação sobe 5% na semana



Os volumes de soja e de milho inspecionados para exportação em portos dos Estados Unidos aumentaram na semana encerrada em 25 de setembro. Já os de trigo diminuíram. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (29) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu relatório semanal de inspeção dos embarques de grãos do país.

O volume de soja inspecionado para exportação em portos norte-americanos subiu 5%, para 593.956 toneladas. Já o volume de milho foi de 1,53 milhão de toneladas, aumento de 10,2% ante a semana anterior. O volume inspecionado de trigo, por sua vez, caiu 21,4%, para 738.604 toneladas.

O relatório mostra os volumes de grãos inspecionados para exportação no acumulado do ano-safra iniciado no dia 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para o milho e a soja.



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Valor médio do trigo no Paraná é o mais baixo desde abril de 2024



Os preços do trigo seguem em queda no Brasil, indicam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

No Paraná, especificamente, o valor médio do cereal em setembro é o menor desde abril de 2024, em termos reais. No Rio Grande do Sul, os valores são os mais baixos desde janeiro deste ano. 

De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão vem da intensificação da colheita nacional, da desvalorização do dólar frente ao Real em setembro e da queda nos preços externos.

Além disso, a suspensão temporária das retenciones (taxas de exportação) na Argentina levou compradores a reduzir ainda mais suas ofertas, forçando vendedores a aceitar valores menores. 

De acordo com dados do Cepea, em setembro (até o dia 26), a média do trigo no Rio Grande do Sul está em R$ 1.262,67/tonelada, baixas de 2,2% frente à de agosto/25 e de 9,2% sobre a de setembro/24, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), sendo também a menor desde janeiro/25. 

No Paraná, a média está em R$ 1.354,35/t, recuo mensal de 5,5% e queda anual 10,3%, e registrando o patamar mais baixo, em termos reais, desde abril/24.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Polícia Federal investigará intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas



O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse nesta terça-feira (30) que solicitou à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para investigar a procedência e uma possível rede de distribuição do metanol que causou a intoxicação de pelo menos 10 pessoas no estado de São Paulo, após consumo de bebida adulterada. Desde o início de setembro três pessoas morreram por contaminação pelo metanol.

“No momento, as ocorrências estão concentradas no estado de São Paulo, mas tudo indica que há uma distribuição para além do estado de São Paulo. Portanto, sendo uma ocorrência que transcende limites de um estado, isso atrai a competência da Polícia Federal”, explicou o ministro, durante coletiva de imprensa.

Segundo Lewandowski, a pasta também determinou à Secretária Nacional do Consumidor (Senacom) a abertura de inquérito administrativo para acompanhar as ocorrências e verificar, do ponto de vista do direito do consumidor, quais as providências a serem adotar.

“A adulteração de produtos constitui crime comum, capitulado no Código Penal no artigo 272. E também a venda, a distribuição de produtos adulterados constitui crime, de acordo com o Código do Consumidor”, destacou o ministro.

“Tomamos as providências cabíveis. Providências, eu diria, enérgicas, para não só identificarmos a origem e podermos coarctar [restringir] a distribuição desses produtos que são claramente intoxicantes para a população. Também estamos em íntima cooperação com o Ministério da Saúde”, concluiu Lewandowski.

Balanço

De acordo com o governo do estado de São Paulo, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol com suspeita de consumo de bebida adulterada.
Atualmente, dez casos estão sob investigação, dos quais três resultaram em óbito – um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital paulista e o terceiro, de 45 anos, ainda sem residência identificada.



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Tarifaço é suficiente para explicar impasse das compras chinesas de soja dos EUA?



Com a tensão no cenário comercial, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que pretende usar parte da arrecadação do tarifaço para compensar os produtores rurais do país, afetados pela perda do mercado chinês.

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O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, avaliou que o Brasil precisa se preparar, já que a China, maior compradora de soja brasileira, pode ampliar ainda mais sua participação no comércio nacional.

Além do tarifaço

Segundo ele, não se trata apenas de uma questão tarifária. A China, que já enfrentou embates piores com os EUA sem deixar de comprar soja, hoje conta com estoques elevados do grão e aproveita o excesso de oferta mundial. “O estoque de passagem global está em torno de 125 milhões de toneladas, sendo que só o Brasil tem quase 4 milhões. Isso pressiona os preços e explica a queda vista no mercado futuro, que pode se aprofundar”, afirmou.

Daoud lembrou ainda que a China é um mercado crescente para diversos produtos além da soja e milho, como o café, e destacou a importância do Brasil investir em produtos com valor agregado para reduzir a vulnerabilidade a ciclos de baixa nos preços das commodities.

Por outro lado, ele chamou a atenção para um fator estrutural de maior risco, que é o endividamento global. “O mundo hoje deve 350 trilhões de dólares, mais de 300% do PIB mundial, estimado em 110 trilhões. Isso gera preocupação com a elevação de juros, tanto nos EUA quanto na Europa, e pode afetar fortemente a economia mundial”, explicou.

Nesse cenário, a China continua sendo um cliente estratégico para o Brasil, mas o país precisa estar atento às oscilações internacionais. “Ela pode comprar do Brasil, da Argentina, ou até segurar seus estoques sem recorrer aos Estados Unidos. Mas o ponto central é que a preocupação maior está na dívida global e no aumento das taxas de juros, que podem impactar todos os mercados”, concluiu.



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña se aproxima e acende alerta para safra de soja


Com o avanço do plantio no Brasil e clima adverso nos Estados Unidos, o mercado da soja vive um momento de instabilidade. Ao mesmo tempo, a decisão da Argentina de zerar impostos sobre exportação pressiona preços e intensifica a competição global. A conjuntura global da soja tem se mostrado desafiadora. O anúncio do governo argentino de isentar temporariamente os impostos de exportação até 31 de outubro aumentou a competitividade dos grãos do país vizinho, impactando diretamente as cotações em Chicago. A expectativa de maior oferta nos embarques de novembro gerou pressão baixista, afetando contratos futuros.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, nos Estados Unidos, o cenário climático contribui para a instabilidade. A intensificação do clima seco no Meio-Oeste, em plena fase de enchimento e maturação das lavouras, levanta dúvidas sobre o volume e qualidade da safra norte-americana, com riscos de grãos menores e menor teor de óleo.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de novembro de 2025 caiu 1,17%, fechando a US$ 10,14 por bushel. Já o de março de 2026 recuou 1,13%, encerrando a US$ 10,49. No Brasil, o dólar subiu 0,38% na semana, cotado a R$ 5,34, mas sem força para conter o movimento de queda nas principais regiões produtoras.

Com o fim do vazio sanitário em estados como Goiás, o plantio da safra 2025/26 ganhou ritmo. No entanto, os produtores seguem em alerta. Modelos climáticos apontam mais de 70% de chance de ocorrência do fenômeno La Niña entre outubro e dezembro, o que pode comprometer o regime de chuvas no Centro-Oeste, norte de Minas e oeste da Bahia. A previsão também indica temperaturas elevadas, chegando a 40°C em algumas regiões.

Essa combinação de calor e déficit hídrico amplia o risco de estresse térmico nas lavouras em fase inicial, exigindo maior atenção ao manejo e à janela de plantio.

Do lado da demanda, a China já cobriu praticamente toda a necessidade de soja para outubro e cerca de 60% para novembro. Ainda restam de 10 a 11 milhões de toneladas a serem adquiridas até janeiro, mas os preços elevados no Brasil e na Argentina dificultam os negócios. Mesmo com margens apertadas ou negativas, os esmagadores chineses não podem parar de comprar, o que aumenta a pressão sobre o produtor brasileiro.

O ritmo das vendas por parte do produtor brasileiro será determinante: quanto maior a oferta, maior a tendência de recuo nos preços. Ao mesmo tempo, a agressividade argentina com descontos pode limitar qualquer tentativa de valorização. O mercado segue atento à divulgação do relatório Payroll nos EUA, que pode influenciar a política de juros do Federal Reserve. Uma possível redução da taxa básica na próxima reunião do FOMC, em 29 de outubro, poderia impactar o câmbio e as commodities de forma mais ampla.

 





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mercado spot paulista remunera mais que exportação



Os preços médios da saca de 50 kg do açúcar cristal voltaram a cair no estado de São Paulo. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores do instituto, a oferta por parte das usinas segue restrita para o cristal Icumsa 150, açúcar de melhor qualidade. No entanto, a demanda ainda enfraquecida impede reações nos preços. 

Já para o açúcar demerara negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os valores estão em alta, sendo sustentados por sinais de fortalecimento da demanda. 

Pesquisadores do Cepea ressaltam que, mesmo diante do recuo no preço doméstico e da alta no valor externo, o mercado spot paulista ainda remunera mais que o internacional. 

Cálculos do Cepea mostram que, de 22 a 26 de setembro, enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 118,85/sc, a das cotações do contrato nº 11 da ICE Futures (vencimento Outubro/25) foi de R$ 108,86/sc. 

Assim, o spot paulista remunerou 9,17% a mais que as vendas externas. Para esse cálculo, foram considerados US$ 64,15/tonelada de fobização, US$ 99,14/t de prêmio de qualidade e R$ 5,3314 de dólar.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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USDA em Pequim mantém projeção de importação de soja em 2025/26



A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim manteve em 106 milhões de toneladas sua estimativa para a importação chinesa de soja no ano comercial 2025/26. O volume é 1 milhão de toneladas menor do que a estimativa para 2024/25, de 107 milhões de toneladas.

“A previsão relativamente estável para as importações de soja está ligada ao crescimento contido na demanda de esmagamento e aos esforços contínuos de Pequim para limitar o crescimento das importações”, disse o USDA em relatório.

O USDA em Pequim observou que a China ainda não comprou soja da safra 2025/26 dos Estados Unidos, devido às tensões comerciais entre os dois países. A representação destacou também que, entre junho e agosto, o Brasil exportou mais de 10 milhões de toneladas de soja por mês para o país asiático.

“Nas últimas semanas, à medida que a oferta brasileira começou a ficar mais restrita e os preços aumentaram, a China reservou carregamentos adicionais da Argentina e do Uruguai para compensar a falta de suas compras sazonais normais de soja dos EUA”, disse o USDA. “Fontes do setor relatam que os pedidos recentes e os amplos estoques comerciais constituídos durante o verão (do Hemisfério Norte) fornecerão oferta adequada de soja importada até meados de dezembro.”

O esmagamento foi elevado de 101 milhões para 103 milhões de toneladas, enquanto a produção foi aumentada levemente, de 19,8 milhões para 19,9 milhões de toneladas. O escritório aumentou o consumo doméstico de 124,4 milhões para 125,6 milhões de toneladas em 2025/26, e reduziu os estoques finais de 47,37 milhões para 45,31 milhões de toneladas.



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Indicador do etanol hidratado se estabiliza no final do mês



Distribuidoras de etanol voltaram a ficar um pouco mais ativas no mercado spot do estado de São Paulo neste encerramento de setembro. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

No entanto, a maior parte desses demandantes ainda adquire volumes pontuais e insuficientes para causar reações nos preços de negociação.

Do lado das usinas, a participação de vendedores também está limitada, com agentes atentos aos resultados finais do desempenho da safra 2025/26.

Nesse cenário, entre 22 e 26 de setembro, os valores do hidratado ficaram praticamente estáveis. O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7416/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins). O valor representa ligeira desvalorização de 0,2% no comparativo ao período anterior.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Desemprego fica em 5,6% no trimestre até agosto, aponta IBGE



A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice repetiu o resultado do trimestre anterior e segue no menor nível desde o início da série histórica, em 2012.

Estabilidade do mercado de trabalho

Na comparação com o mesmo período de 2024, quando a taxa estava em 6,6%, houve queda de um ponto percentual. Analistas já projetavam esse patamar, com expectativa entre 5,4% e 6%. Para especialistas, a manutenção do índice reflete a estabilidade do mercado de trabalho formal e informal.

De acordo com o IBGE, o contingente de ocupados no país permanece elevado, sustentando a taxa em patamar historicamente baixo. “O mercado tem mostrado resiliência, mesmo diante de um cenário econômico de incertezas”, destacou em nota o instituto.

Rendimento e massa salarial

O rendimento médio real da população ocupada foi estimado em R$ 3.488 no trimestre até agosto. O valor ficou estável em relação aos três meses anteriores, mas registrou aumento de 3,3% na comparação anual.

Já a massa de rendimento real habitual, que considera o total recebido pelos trabalhadores, somou R$ 352,6 bilhões. O resultado representa alta de 1,4% frente ao trimestre anterior e de 5,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Perspectivas

Economistas avaliam que o desempenho do mercado de trabalho deve continuar acompanhando o ritmo da economia brasileira. A taxa de desemprego tende a permanecer em níveis baixos, mas ainda depende de fatores como crescimento do PIB, custo do crédito e cenário internacional.



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Presidente da Conafer é preso em flagrante pela CPMI do INSS



O presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (30), enquanto prestava depoimento à CPMI do INSS. Ele negou envolvimento em fraudes nos descontos de aposentados e afirmou desconhecer detalhes de operações de pessoas e empresas ligadas à entidade, investigadas por irregularidades.

Para o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), Lopes mentiu ao colegiado, mesmo após ter se comprometido a falar a verdade. “Ele tentou de todas as maneiras nos convencer de que se tratava de uma operação perfeitamente legal e correta. Não é, nós sabemos muito bem que isso é lavagem de dinheiro, dinheiro dos aposentados” afirmou.

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Segundo Viana, o presidente da Conafer ocultou informações e tentou convencer o colegiado de que a operação era regular. Ao agir dessa forma, Lopes teria cometido crime de falsidade ideológica. “Sei que nossa voz de prisão se repetirá, a pessoa será ouvida e liberada, mas há um grito na garganta de todos os brasileiros em relação a essa impunidade”, disse o presidente da CPMI.

O pedido de prisão já havia sido feito pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), alegando que Carlos Roberto Ferreira teria praticado o crime de falso testemunho pelo menos quatro vezes ao longo da oitiva.

O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), informou que, ainda nesta terça-feira, pedirá a prisão preventiva de Lopes ao encarregado do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça. Os parlamentares entendem que a prisão preventiva é urgente, pois haveria perigo de fuga da testemunha e de que o dinheiro não seja encontrado para ressarcir os cofres públicos.



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