sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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‘O evento marca o início de uma missão que reúne sojicultores de todo o Brasil’, diz Julio Cargnino



Falta pouco: nesta sexta-feira (3) acontecerá a largada oficial da temporada 2025/26 do plantio de soja no Brasil. Dessa vez, o município que recebe a Abertura Nacional do Plantio da Soja é Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul. O encontro será realizado na Fazenda Recanto e Lucio Basso, proprietário do espaço, recebeu a equipe do Soja Brasil para um bate-papo especial. Confira aqui.

Para o presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, essa é uma oportunidade de dar a largada nos trabalhos em um momento de muitos desafios econômicos e de mercado e, ao mesmo tempo, de incertezas climáticas.

“É muito importante que a gente coloque em prática uma plataforma que ajude os produtores a tomar as melhores decisões. Esse evento marca o início de uma grande missão, reunindo grandes parceiros e produtores de todas as regiões do país”, destacou Cargnino.

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Painéis da Abertura Nacional do Plantio de Soja

O Painel 1 – Biocombustíveis: Economia Verde e Oportunidades para o Produtor contará com a participação de Donizette Tokarski, presidente da União Brasileira do Biodiesel e do Bioquerosene (Ubrabio) e Arthur Falcette, secretário de Estado Adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, que também exerce a função de secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc.

Na sequência, será realizado o Painel 2 – Caminhos para Solução dos Gargalos do Agro, com mediação de Fabrício Rosa. Entre os convidados estão: o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon; a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e ex-presidente da FPA; e o deputado Rodolfo Nogueira, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

O evento será finalizado com o encerramento das autoridades, representadas por Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, e Jorge Michelc, presidente da Aprosoja MS.



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Polícia fecha fábrica de bebidas falsificadas no interior de SP



A Polícia Civil de São Paulo deteve na última terça-feira (30) em Americana duas pessoas envolvidas com falsificação de bebidas alcoólicas. Uma fábrica clandestina foi fechada e teve apreendidos cerca 17,7 mil itens utilizados na adulteração das bebidas.

No local, uma chácara na zona rural da cidade, os policiais encontraram recipientes para armazenamento e transporte de líquidos e garrafas vazias. Na fábrica clandestina eram produzidos uísque, gim e vodca. Não foi encontrado metanol.

“A gente estava investigando esse local há mais de um mês. Hoje, durante o cumprimento dos mandados, encontramos essa fábrica clandestina em um dos endereços. Ela era muito bem estruturada e servia não só o comércio local, mas a capital de São Paulo também”, disse o delegado Wagner Carrasco.

As duas pessoas detidas vão responder por crimes contra a propriedade material, contra saúde pública e contra relação de consumo.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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Especialistas debatem em SP impactos da mudança climática na Mata Atlântica



Carlos Nobre, professor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e copresidente do Painel Científico para a Amazônia (SPA), um dos mais respeitados cientistas do mundo dedicados ao tema mudança climática, será conferencista na sétima e última edição dos Diálogos pelo Clima, promovidos pela Embrapa. O evento, com foco no bioma Mata Atlântica, ocorrerá no dia 8 de outubro, das 8h30 às 17 horas, no Cubo Itaú, Vila Olímpia, na capital paulista.

Os Diálogos pelo Clima são um circuito de debates de caráter técnico-científico-institucional que vem percorrendo os biomas brasileiros, em preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Reúnem representantes do governo, de instituições científicas, de empresas públicas e privadas e da sociedade civil, além de formadores de opinião e demais lideranças, em palestras e mesas-redondas, com o objetivo de ampliar e aprofundar o debate público acerca da mudança climática, seus efeitos negativos sobre os biomas e sistemas produtivos, além de oportunidades e soluções visando ao seu enfrentamento.

Também serão conferencistas na sétima edição do circuito Ana Toni, diretora-executiva da COP30 e secretária nacional de Mudança do Clima, do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima; os enviados especiais pelo governo federal na COP30 Paulo Petersen, da Articulação Nacional de Agroecologia e da diretoria da Associação Brasileira de Agroecologia; André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam); e Frederico Assis, presidente do conselho da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC); além de Mariana Vasconcelos, cofundadora e CEO da empresa Agrosmart.

A mesa de abertura dos debates será conduzida pela presidente da Embrapa e anfitriã do evento, Silvia Massruhá, e pelo também enviado especial na COP30, o embaixador da FAO para o cooperativismo e ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues.

“A iniciativa Diálogos pelo Clima é a ponte que a Embrapa está construindo para conectar a ciência de excelência, a voz da sociedade e o poder de ação das políticas públicas. Acreditamos que as melhores estratégias nascem do diálogo. Por isso, criamos esse espaço para que, juntos, possamos traduzir evidências em ações eficazes, reafirmando nosso compromisso com um futuro próspero, colaborativo e sustentável para todos”, afirma Silvia Massruhá.

Mata Atlântica encerra ciclo de debates

“Na edição Mata Atlântica, que será realizada em São Paulo e encerra esse ciclo de debates, temos a expectativa de agregar lideranças de diversas frentes discutindo como concretizar a posição do Brasil como país responsável por mostrar que é possível sim ter uma agricultura sustentável, regenerativa e inteligente”, diz a presidente da Embrpa.

Roberto Rodrigues esteve também na primeira edição dos Diálogos pelo Clima, em maio deste ano, Em sua palestra, na ocasião, enfatizou o papel estratégico da agricultura tropical brasileira no enfrentamento dos desafios climáticos e no desenvolvimento sustentável.

Percepções consolidadas

Os resultados dos debates na capital paulista, com foco na Mata Atlântica, se somarão às contribuições levantadas nos eventos ocorridos em Cuiabá (MT, 26 de maio), Corumbá (MS, 12 de junho), Manaus (AM, 2 de julho), Porto Alegre (RS, 6 de agosto) e Fortaleza (CE, 16 de setembro), direcionados, respectivamente, aos biomas Cerrado, Pantanal, Amazônia, Pampa (e a Mata Atlântica presente nos estados do Sul) e Caatinga.

O intuito é que essas contribuições sejam consolidadas em um documento a ser entregue no fim de outubro ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, e possam subsidiar a formulação de políticas públicas e apoiar os negociadores brasileiros durante a Conferência, a ser realizada de 11 a 20 de novembro em Belém (PA).



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Brasil tem 43 notificações de intoxicação por metanol



Após determinação de notificação imediata pelo Ministério da Saúde, o número de suspeitas de intoxicação por metanol chegou a 43 no país. Desse total, foram registradas no Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) 39 casos em São Paulo, sendo dez confirmados e 29 em investigação, além de quatro casos em investigação em Pernambuco.

Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.

“Estamos diante de uma situação anormal e diferente de tudo o que consta na nossa série histórica em relação à intoxicação por metanol no país”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De acordo com o órgão do governo federal, os números atuais extrapolam a média anual de 20 casos de intoxicação por metanol no Brasil. A Polícia Federal conduz a investigação por suspeita de envolvimento de organização criminosa, por meio da adulteração de bebida alcoólica.

Sala de Situação

Para monitorar os casos de intoxicação, o Ministério da Saúde instalou, nA quinta-feira (1º), em caráter extraordinário, uma Sala de Situação que reúne equipes técnicas dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Agricultura e Pecuária; dos conselhos Nacional de Saúde (CNS), Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das secretarias de Saúde de São Paulo e Pernambuco.

Os profissionais atuarão na análise sistemática dos casos suspeitos, além do planejamento, da organização, coordenação e do controle das medidas a serem adotadas enquanto persistirem o risco sanitário e a necessidade de resposta nacional à intoxicação por metanol após o consumo de bebida alcoólica.



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produção nos Estados Unidos cai 2,83% na semana



A produção média de etanol nos Estados Unidos foi de 995 mil barris por dia na semana encerrada na sexta-feira passada, 26 de setembro. O volume representa queda de 2,83% ante o registrado na semana anterior, de 1,024 milhão de barris por dia.

Os estoques do biocombustível caíram 2,98%, de 23,5 milhões para 22,8 milhões de barris, enquanto as exportações passaram de 112 mil para 88 mil barris por dia (-21,4%). Os números foram divulgados, nesta quarta-feira (1º), pela Administração de Informação de Energia do país, do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Analistas consultados pela Dow Jones Newswires esperavam produção entre 1,004 milhão e 1,019 milhão de barris por dia. Quanto aos estoques, as estimativas iam de 23,3 milhões a 23,668 milhões de barris.

Os números de produção de etanol nos EUA são um indicador da demanda interna por milho. No país, o biocombustível é fabricado principalmente com o grão e a indústria local consome mais de um terço da safra doméstica do cereal.



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Poder de compra do suinocultor é o maior em 20 anos



O suinocultor paulista vive o momento mais favorável em mais de 20 anos no que se refere à compra do farelo de soja, um dos principais insumos da atividade. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Dados do instituto mostram que, com a venda de um quilo do suíno vivo na região de Campinas (SP), o produtor conseguiu comprar em setembro 5,57 quilos de farelo. Essa é a maior quantidade registrada pelo centro de pesquisas desde dezembro de 2004, quando a relação de troca atingiu recorde, de 6,49 quilos.

Ressalta-se, também, que o poder de compra atual está 54% acima da média da série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2024, que é de 3,62 quilos. 

Além dos preços mais firmes de venda do suíno vivo, o valor médio do animal em setembro atingiu R$ 9,25/kg sendo o maior valor de 2025. O que influenciou esse cenário favorável ao suinocultor foram as recentes fortes desvalorizações do farelo de soja. 

Levantamentos da Equipe de Grãos do Cepea mostram que a tonelada do derivado, negociado na região de Campinas, registrou média de R$ 1.660,53 em setembro. O valor está 21,7% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Arroba do boi gordo cai em setembro com maior oferta



Os preços do boi gordo encerraram setembro em queda, de acordo com os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse cenário é atípico, já que o mês geralmente marcado pela oferta apertada de animais para abate e por cotações em alta. 

Assim, confinadores reforçaram os lotes de animais desde o início do ano, e as entregas programadas para setembro acabaram sendo suficientes para atender a demanda interna e também a externa, que se mantém bastante aquecida.

Como resultado, levantamento do Cepea mostra que, em todas as regiões, as escalas foram alongadas e as cotações, pressionadas.

No acumulado de setembro, dentre as praças acompanhadas pelo Cepea, a maior desvalorização do boi gordo se observou justamente em Cuiabá (MT), estado que, de longe, concentra o maior rebanho tanto de pasto quanto confinado.

Nessa região, o preço da arroba caiu 4,5% ao longo de setembro. Em São Paulo, o Indicador Cepea/Esalq recuou 2,1%, encerrando o mês a R$ 304,10.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Lei prevê aumento de produtos da agricultura familiar na merenda escolar



Lei amplia percentual da agricultura familiar na merenda escolar para 45%


Foto: Pixabay

A Lei 15.226, de 2025, tem o objetivo de aumentar a parcela de alimentos oriundos da agricultura familiar na merenda escolar. Após ser sancionada pela Presidência da República, essa lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º).

De acordo com essa lei, “do total dos recursos financeiros repassados pelo FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] no âmbito do PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar], no mínimo 45% deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações”. Antes esse percentual era de 30%.

A nova lei também determina que as compras de alimentos da agricultura familiar, nesse caso, devem priorizar “os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas, as comunidades quilombolas e os grupos formais e informais de mulheres”.

Além disso, essa lei restringe a entrega às escolas de alimentos cujo prazo de validade esteja perto do vencimento.

O texto determina que “os gêneros alimentícios que possuem obrigatoriedade de determinação de prazo de validade adquiridos no âmbito do PNAE deverão ter, na ocasião da entrega, prazo restante de validade igual ou superior à metade do período entre sua data de fabricação e sua data final de validade, dispensados dessa obrigatoriedade os alimentos adquiridos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural e de suas organizações.”

A nova lei teve origem no PL 2.205/2022, projeto da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). No Senado, a proposta contou com o parecer favorável da Daniella Ribeiro (PP-PB).

A ampliação de 30% para 45% nos recursos destinados a compras da agricultura familiar foi uma mudança feita pelo Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)





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Isenção do IR é fim de distorção histórica


O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil mensais representa mais do que uma mudança técnica: é a correção de uma injustiça tributária que pesou no bolso de milhões de trabalhadores. Durante anos, a tabela ficou defasada, corroída pela inflação, levando contribuintes de renda média a pagar imposto como se tivessem tido aumento real, quando na prática apenas perdiam poder de compra. A decisão corrige parte dessa distorção, devolvendo justiça a quem vinha sendo penalizado silenciosamente.

A medida beneficia diretamente milhões de pessoas, especialmente da classe média, e traz uma sinalização importante: o sistema tributário deve respeitar o princípio da capacidade contributiva, segundo o qual quem pode mais paga mais, sem esmagar quem pode menos. Além disso, reduz a tributação sobre um poder aquisitivo fictício, já corroído pela inflação, e alivia o consumo das famílias, o que também gera reflexos positivos na economia real.

Para financiar o benefício e evitar um rombo fiscal, o projeto prevê novas alíquotas para os mais ricos: rendas anuais acima de R$ 600 mil (cerca de R$ 50 mil por mês) terão acréscimo de até 10% na alíquota do IR. Na prática, isso significa que uma parcela muito pequena da população, os contribuintes de alta renda, será chamada a contribuir mais, compensando a perda de arrecadação. Essa redistribuição, além de corrigir a injustiça histórica da tabela defasada, reforça a progressividade do imposto de renda.

É verdade que o custo fiscal ainda é elevado, estimado em cerca de R$ 25 bilhões, e que será preciso monitorar os efeitos sobre a arrecadação. Também há o risco de que, sem uma regra de correção automática, a mesma injustiça volte a se repetir no futuro. Mas o simbolismo é inegável: trata-se de um passo civilizatório em direção a um sistema mais justo, num país onde a carga tributária pesa desproporcionalmente sobre os que menos podem.

A aprovação da nova tabela do IR é um avanço importante, mas não definitivo. Se o Brasil deseja construir um sistema tributário mais justo, será preciso garantir correções periódicas e discutir uma reforma mais ampla, que reduza o peso sobre o trabalho e distribua melhor a carga entre consumo, renda e patrimônio. A mudança atual é um alívio imediato para milhões de brasileiros, mas deve ser vista como ponto de partida, na luta pela verdadeira justiça fiscal.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), com 493 votos favoráveis e nenhum contrário, o texto-base do projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais.

A proposta, encaminhada pelo governo federal, ainda terá que ser aprovada no Senado, antes da sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

A redução do IR foi uma promessa de campanha de Lula em 2022. Enviado para a Câmara em março, o texto foi aprovado em uma comissão especial que analisou o texto.

Atualmente, são isentos do imposto quem ganha até R$ 3.036. O projeto determina que, em 2026, as pessoas que ganham até R$ 5 mil, terão um desconto mensal de até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero. Já quem ganha de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00, o desconto será de R$ 978,62.

Segundo o governo, com a aprovação da proposta, serão beneficiados com a isenção mais de 26,6 milhões de contribuintes, em 2026.

Após a aprovação unânime, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a aprovação é um dia histórico para o país e para o Parlamento.

“Aqui demonstramos que quando o tema é o bem-estar das famílias brasileiras, não há lados, nem divisões. É interesse do país acima de qualquer diferença”, disse. “A Câmara dos Deputados sabe ouvir, decidir e estar ao lado do Brasil”, acrescentou.

Compensação

Para compensar a isenção, cujo custo está estimado será de R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos, o projeto prevê a tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, com uma alíquota progressiva de até 10%.

A alíquota máxima incidirá para quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão. Além disso, ela não será aplicada para quem já paga a alíquota máximo do IR, que é de 27,5%.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida atingirá cerca de 140 mil pessoas, 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.

O relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), estima que haverá uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027 com a taxação. Em seu parecer, Lira destinou esses recursos para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Reforma Tributária.

“É importante ressaltar que esse projeto vai atender diretamente a 15,5 milhões de pessoas no país. Esse projeto é fruto de uma base de cálculo de quase R$ 227 bilhões, que é apurado no imposto de renda no Brasil. E estamos discutindo uma renúncia de receita, no primeiro ano de, R$ 25,4 bilhões, portanto 10% do valor total do imposto de renda pago por todos os brasileiros”, disse.



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