sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Orgânico, químico ou biológico: qual adubo escolher?



Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo


Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo
Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo – Foto: Divulgação

O uso correto de adubos é essencial para garantir a saúde do solo e o crescimento das plantas, seja na agricultura ou em hortas caseiras. Segundo Karoline Torezani, bióloga do CEUB, o adubo ajuda a reter água, protege as raízes e aumenta a produtividade, mas cada tipo possui características diferentes.

O adubo orgânico, feito de resíduos vegetais ou animais, fortalece o solo a longo prazo, enquanto o químico oferece nutrientes concentrados de absorção rápida. Já os biológicos usam microrganismos que estimulam o crescimento, sendo uma alternativa sustentável. Muitas vezes, a combinação entre eles traz melhores resultados.

“Há ainda os adubos biológicos, que utilizam microrganismos capazes de aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimular o crescimento, representando uma alternativa sustentável em muitos sistemas de cultivo. Na prática, muitas vezes a melhor solução é combinar o químico, que dá efeito rápido, com o orgânico, que fortalece o solo a longo prazo”, explica a especialista.

Apesar dos benefícios, o uso exagerado pode prejudicar o solo e poluir rios e lagos. Por isso, técnicas como rotação de culturas, agricultura de precisão e adubação verde são recomendadas para equilibrar produtividade e preservação ambiental. O grande desafio, conclui a especialista, é produzir mais sem comprometer os recursos naturais, garantindo um solo saudável para as próximas gerações. “Para reduzir esses impactos, práticas como a rotação de culturas, a agricultura de precisão e o uso equilibrado de diferentes adubações são estratégias importantes”, reforça.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Defensivos para milho caem 7% na segunda safra


O mercado de defensivos agrícolas para a segunda safra de milho movimentou US$ 2,36 bilhões em 2025, queda de 7% frente aos US$ 2,523 bilhões de 2024, aponta levantamento FarmTrak milho 2025, da Kynetec Brasil. A redução média de 13% nos preços dos produtos e a desvalorização do real diante do dólar, de 16%, explicam boa parte do resultado, mesmo com aumento de 6% na área plantada, que chegou a 16,9 milhões de hectares.

O estudo mostra ainda crescimento de 11% na adoção de tecnologias e elevação de 24% na área potencial tratada (PAT), que atingiu 386 milhões de hectares, refletindo o avanço do manejo fitossanitário diante da pressão de pragas, doenças e plantas daninhas. Entre os produtos, os inseticidas foliares seguem líderes, com US$ 891 milhões, seguidos de fungicidas foliares (US$ 500 milhões) e herbicidas (US$ 466 milhões).

“Fatores como plantio de soja no período adequado, mercado de etanol e exportação de milho em grão favoreceram a expansão dos cultivos”, afirma o especialista em pesquisas da Kynetec, Cristiano Limberger.

Adoção de nematicidas saltou de 33% para 44% da área cultivada, enquanto fungicidas ‘premium’ chegaram a 51% de penetração, com 1,4 aplicação média por ciclo. O número de aplicações de inseticidas para lagartas subiu de 2,3 para 2,8, refletindo maior atenção ao manejo de pragas.

Mato Grosso permanece como maior polo produtor da segunda safra, com 43% da área, seguido pelo Paraná (16%), Goiás e Mato Grosso do Sul (13% cada). O levantamento envolveu 2,2 mil entrevistas com produtores em toda a fronteira agrícola do milho na segunda safra. “Importante reforçar que em 2025 o avanço do manejo fitossanitário refletiu um forte cenário de pressão de pragas, doenças fúngicas e dificuldades no controle de plantas daninhas específicas”, resume Limberger.

 





Source link

News

Indígenas fazem ato no STF e defendem derrubada do marco temporal



Indígenas dos povos Kaingang, Xokleng, Guarani e Kaiowá realizaram nesta quinta-feira (2) um ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o marco temporal para a demarcação de terras indígenas.

As lideranças estão mobilizadas em Brasília para cobrar o julgamento dos recursos que pedem o reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei 14.701/2023, norma que criou a tese do marco temporal.

Pelo entendimento, os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

“A lei ataca todos os direitos e muda todo o Artigo 231 [da Constituição], que garante os direitos originários aos nossos territórios. A lei é uma afronta contra nós e fortalece o marco contrário a nós, que há anos vem dizimando os povos indígenas no Brasil”, afirmou Kretã Kaingang, um dos líderes que estiveram no ato.

Kretã também disse que os indígenas estão mobilizados durante o mês de outubro em função da posse do ministro Edson Fachin na presidência do STF e das comemorações dos 37 anos da promulgação da Constituição.

“Este mês é um mês importante para nós lutarmos pelo direito dos povos indígenas. É necessário que a gente faça a luta este ano para que seja pautado pelo presidente que assumiu nesta semana [Fachin] a questão da inconstitucionalidade da Lei 14.701 para a gente colocar um ponto final no marco temporal e para que o nosso povo possa ter paz”, completou.

Marco Temporal

Em setembro de 2023, o STF considerou que o marco temporal para demarcação de terras indígenas é inconstitucional. Em seguida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto de lei que validou o marco.

Contudo, em dezembro de 2023, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente e retomou a validade do marco.

O caso também foi alvo de uma audiência de conciliação no Supremo, mas representantes da Articulação dos Povos Indígenas (Apib) se retiraram dos debates após o ministro Gilmar Mendes rejeitar o pedido de suspensão do marco.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Primavera começa com La Niña e exige atenção do campo



A estiagem prevista compromete a umidade do solo


A estiagem prevista compromete a umidade do solo
A estiagem prevista compromete a umidade do solo – Foto: Pixabay

A chegada da primavera no sul do Brasil deve ocorrer sob a influência do fenômeno La Niña, que aumenta a chance de chuvas abaixo da média e períodos de estiagem, segundo a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI. O cenário acende alerta para produtores rurais, já que tanto a colheita de trigo quanto o plantio da safra de verão, como soja e milho, podem ser afetados.

A estiagem prevista compromete a umidade do solo, podendo atrasar o plantio de verão e reduzir a qualidade dos grãos de trigo ainda em campo. Para enfrentar o período, a especialista recomenda acompanhamento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo que reduzam os impactos da falta de chuva.

“O início da primavera deve ser mais seco, comprometendo a umidade do solo. Isso pode atrasar o plantio da safra de verão e reduzir a qualidade do trigo que ainda está em campo. A recomendação é que o produtor acompanhe de perto as previsões climáticas e adote práticas de manejo para mitigar os efeitos da falta de chuva”, explica a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI.

No setor pecuário, a combinação de calor e chuvas esparsas favorece pragas como a mosca-dos-chifres, que prejudicam a saúde animal. Entre as medidas preventivas indicadas estão o plantio direto, a rotação de culturas, o uso de irrigação, sementes resistentes ao déficit hídrico e estratégias de manejo integrado de pragas.

“Apesar dos desafios, o produtor pode transformar este período em oportunidade se planejar o plantio de acordo com as condições climáticas e adotar práticas sustentáveis. A resiliência é uma marca do agronegócio do Sul, e a primavera é um momento estratégico para confirmar isso”, completa Maquiel Vidal.

 





Source link

News

Produtores podem transformar neutralização de carbono em receita de até R$ 600 mil



Com a COP30 se aproximando, aumentam as discussões sobre metas climáticas e alternativas sustentáveis que estarão em pauta na conferência em Belém, Pará. Entre elas, a neutralização de carbono se destaca como solução estratégica, unindo redução de emissões e geração de créditos para o agronegócio.

O CEO da Eccaplan, Fernando Beltrame, explica que o conceito funciona unindo quem emite CO₂ com quem reduz ou captura o carbono. “O campo não só é parte da solução, mas também é um dos setores que mais sofrem com os efeitos das mudanças climáticas”, afirma.

Segundo Beltrame, a intensificação de secas, tempestades e outros eventos extremos tem colocado o produtor rural em posição de vulnerabilidade.

De acordo com ele, nesse cenário, a neutralização de carbono surge como alternativa estratégica. De um lado, quem emite CO₂ (seja pela queima de combustíveis, pelo uso de fertilizantes ou em viagens aéreas) e, do outro, quem reduz ou captura esse carbono.

Para Beltrame, há um conceito do poluidor pagador e do protetor recebedor: quem impacta paga, e quem protege precisa receber. No campo, essa compensação pode ser feita de diversas formas, como o plantio direto e a recuperação de pastagens.

“Se você emitiu 10 toneladas de CO₂, por exemplo, pode neutralizar isso plantando árvores, recuperando pastagens ou usando bioinsumos. Cada ação gera créditos de carbono, que podem ser comercializados”, explica Beltrame.

Metodologias reconhecidas

O CEO conta que a neutralização de carbono é um processo que já conta com metodologias reconhecidas internacionalmente para medir emissões e capturas de gases de efeito estufa.

“Uma delas é o GHG Protocol, o protocolo dos gases de efeito estufa. Com ele é possível calcular, por exemplo, quanto de diesel foi consumido, quanto isso representa em toneladas de CO₂, ou mesmo o uso de fertilizantes e seu impacto em emissões”, explica.

Segundo ele, esse cálculo permite comparar emissões com ações de captura. “Se uma empresa emitiu 10 toneladas de CO₂ e, no campo, foram preservadas ou plantadas árvores capazes de capturar essas 10 toneladas, ocorre a neutralização. É a soma de quem poluiu com quem compensou”, completa.

Agricultura regenerativa

A agricultura regenerativa já se mostra uma alternativa economicamente viável para a geração de créditos de carbono no Brasil. Um exemplo citado por Beltrame é o de seis produtores de café que adotaram práticas sustentáveis entre 2019 e 2022.

“Esses produtores reduziram o uso de fertilizantes e passaram a trabalhar com uma espécie de café mais adaptada ao local. Com isso, produziram mais na mesma área e ainda capturaram mais carbono no solo”, explica Beltrame.

“Esses seis produtores obtiveram e comercializaram cerca de 30 mil créditos de carbono, que podem gerar uma receita de até R$ 600 mil, dependendo da negociação”.

Para o especialista, a experiência reforça a necessidade de mais agricultores acessarem esse tipo de incentivo para tornar sua produção sustentável e financeiramente viável

Redução de emissões de carbono

Beltrame destaca que o campo tem diferentes caminhos para reduzir emissões e gerar créditos de carbono.

“Você pode reduzir o uso de fertilizantes, diminuir a dependência de combustíveis fósseis, adotar o plantio direto, recuperar pastagens, investir em bioinsumos ou em sistemas agroflorestais. Todas essas práticas, quando mensuradas, se transformam em créditos de carbono”, afirma.

“O produtor não só ajuda o meio ambiente, como também recebe incentivo financeiro. É uma solução sustentável e economicamente viável, que mostra que o campo é protagonista na luta contra as mudanças climáticas” conclui Beltrame.



Source link

News

Vendas de tratores sobem 13,4% em um ano, mostra Fenabrave



As vendas de tratores tiveram crescimento de 13,4% em agosto deste ano frente ao mesmo mês de 2024, somando 5,2 mil unidades.

Na comparação com julho, o número corresponde a uma leve queda de 1,1%, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (2), pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), associação que, além das concessionárias de carros, representa revendedores de equipamentos usados no campo.

No acumulado de janeiro a agosto, as vendas de tratores tiveram crescimento de 18,2%, totalizando 33,9 mil unidades. Segundo a entidade, o desempenho está sendo puxado por máquinas de menor potência, usadas, principalmente, em pequenas e médias propriedades rurais.

O balanço da Fenabrave mostra também que 215 colheitadeiras de grãos foram vendidas em agosto, praticamente repetindo o volume (214) de um ano antes. Em relação a julho, houve queda de 23,8% nas vendas dessas máquinas.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Nos oito primeiros meses do ano, as vendas de colheitadeiras, de 2 mil unidades na esteira da safra recorde de grãos, tiveram alta de 13% frente ao mesmo período de 2024.

Enquanto as vendas de carros podem ser atualizadas diariamente com base nos licenciamentos de veículos, os números de máquinas agrícolas precisam ser levantados com os fabricantes. Por isso, as estatísticas têm defasagem de um mês em relação ao balanço das vendas de automóveis, divulgado hoje pela Fenabrave com dados já relativos a setembro.



Source link

News

Bares e fabricantes treinam empresas para identificar bebidas falsas



Associações representativas de bares, restaurantes, de fabricantes e importadores de bebidas destiladas estão treinando gratuitamente donos e funcionários dos estabelecimentos oferecendo orientações sobre como identificar bebidas falsificadas ou adulteradas.

Ministrados pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) e Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), os cursos detalham como identificar sinais de falsificação em garrafas, tampas, rótulos e líquidos.

Segundo as entidades, a análise deve começar pela tampa, considerada o principal ponto de segurança dos produtos: tampas originais apresentam acabamento preciso, sem amassamentos ou espaçamentos e com arte impressa de alta qualidade.

A presença de lacres plásticos sobrepostos a tampas decoradas é um forte indicativo de adulteração, segundo as associações.

Outro ponto de atenção é o selo fiscal, obrigatório em bebidas destiladas importadas. Produzido pela Casa da Moeda do Brasil, o selo autêntico possui holografia que revela apenas uma letra por vez – R, F ou B. Se todas as letras forem visíveis simultaneamente, há a possibilidade de o selo ser falsificado.

Segundo as associações, garrafas da mesma marca devem ter o mesmo nível de enchimento e líquidos translúcidos, sem impurezas. Diferenças de coloração entre as unidades podem indicar falsificação.

As entidades ressaltam que produtos legítimos apresentam impressão de alta qualidade, com informações obrigatórias em português, como ingredientes, origem e número de registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Erros de grafia são considerados sinais claros de falsificação.

Responsabilidade criminal

“O treinamento alerta para os riscos legais e sociais do mercado ilegal. Estabelecimentos que compram de canais informais ou deixam de exercer cautela na aquisição de bebidas podem ser responsabilizados criminalmente”, dizem as associações, em nota.

O curso orienta ainda sobre o descarte correto das garrafas vazias. Para as entidades, 100% das bebidas falsificadas identificadas em operações policiais foram envasadas em garrafas originais reutilizadas.

“A expansão desse mercado [informal] no Brasil não apenas coloca em risco a saúde da população. Um produto ilegal é vendido, em média, 35% mais barato do que o original. A diferença pode chegar a até 48%, resultado da alta carga tributária do setor e da impunidade, que estão entre os principais fatores que estimulam o comércio ilícito”, disse o presidente da ABBD, Eduardo Cidade.

Segundo o levantamento, feito em abril, pelo Núcleo de Pesquisas e Estatísticas da Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo (FHORESP), 36% das bebidas comercializadas no Brasil são falsas, adulteradas ou contrabandeadas.

“Orientamos as empresas a redobrar a atenção nas compras: verificar sempre a procedência dos produtos, adquirir apenas de fornecedores conhecidos e exigir a nota fiscal. Sempre que possível, recomenda-se checar a autenticidade da nota junto à Receita Federal para evitar o risco de utilização de notas frias”, disse a federação, em nota.

A entidade ressaltou que o cuidado deve ser intensificado em festas realizadas fora dos ambientes controlados, em locais sem alvará e sem fiscalização. “Nesses locais, a presença de bebidas falsificadas e perigosas é ainda mais recorrente, colocando a saúde dos consumidores em risco extremo”.



Source link

News

Produtores aumentam uso de sêmen de Girolando em 12% no Brasil



Os produtores de leite do Brasil aumentaram em 12% a utilização de sêmen da raça girolando no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Esse crescimento supera o registrado ao longo de todo o ano passado, que fechou com alta de 9%, segundo levantamento de vendas.

O desempenho da raça será tema do 3º Congresso Internacional de Girolando, marcado para os dias 12 a 14 de novembro, no Center Convention, em Uberlândia (MG). O evento reunirá participantes de diversos países.

Avanços genéticos em pauta

O coordenador técnico do Programa de Melhoramento Genético de Girolando (PMGG), Edivaldo Ferreira Júnior, apresentará os avanços genéticos dos touros e as tecnologias usadas para identificar animais de alto valor genético para a produção de leite. Ele também abordará os investimentos feitos pelo Fundo de Investimento do PMGG para incentivar o uso de reprodutores da raça. A palestra será no dia 13, às 11h.

Ainda no dia 13, às 14h30, o criador Carlos Alberto Luiz de Almeida mostrará os resultados obtidos na Fazenda Bacuri, em Orindiúva (SP), com o uso dos reprodutores.

Programação do congresso

No dia 14, às 9h15, o criador Leonardo de Lima Avelar apresentará os avanços genéticos alcançados na Fazenda Campo Alegre, em Patos de Minas (MG). Às 14h45, o criador José Renato Chiari falará sobre os investimentos em genética superior na Fazenda São Caetano, em Morrinhos (GO), e os impactos na rentabilidade do negócio.

O congresso está com inscrições abertas pelo site, que também traz a programação completa. A agenda prevê três dias de palestras nos painéis “Inovações tecnológicas para a moderna pecuária leiteira” e “Avanços em genômica e melhoramento animal”.

Estão previstos debates sobre edição gênica, seleção genômica para eficiência alimentar e sustentabilidade, avaliação multirracial, bem-estar animal, inteligência artificial, gestão financeira, produção de leite para o mercado global, sucessão familiar, neutralidade de carbono e sustentabilidade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



Source link

News

Preços do boi gordo: atacado sobe graças a consumo aquecido


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo ainda se depara com acomodação dos preços em grande parte do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, se evidencia elevação de preços em determinados estados, mas o movimento acontece de forma pontual, em especial quando se trata das negociações envolvendo frigoríficos de menor porte.

“As indústrias de maior porte ainda dispõem de escalas de abate mais confortáveis, com a incidência de animais de parceria para suprir suas necessidades. Exportações ainda são uma variável relevante, atuando como principal ponto de suporte dos preços do boi no decorrer do ano”, disse.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 305,93 — ontem: R$ 304,10
  • Goiás: R$ 289,82 — R$ 289,64
  • Minas Gerais: R$ 289,41 — R$ 290
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,75 — R$ 318,18
  • Mato Grosso: R$ 293,38 — R$ 293,66

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta boa alta em seus preços no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva.

“O último trimestre é um período de melhor demanda, e justifica a perspectiva de continuidade do movimento de alta”, pontuou Iglesias.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 25,00 por quilo, alta de R$ 2,00; o quarto dianteiro foi cotado a R$ 17,50 por quilo, alta de R$ 0,50; e a ponta de agulha segue no patamar de R$ 16,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,3212 para venda e a R$ 5,3192 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3058 e a máxima de R$ 5,3458.

O post Preços do boi gordo: atacado sobe graças a consumo aquecido apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Impacto dos créditos de descarbonização no agronegócio é debatido na Câmara dos Deputados


O debate foi promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. Segundo o deputado Tião Medeiros (PP-PR), que convocou a audiência, é preciso discutir como sanções impostas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) às distribuidoras de combustíveis inadimplentes com o programa RenovaBio podem impactar nos créditos de descarbonização (CBIOs) sobre os custos logísticos, o abastecimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.

O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, estava entre os especialistas convidados para discutir os diferentes aspectos desse cenário. O pesquisador abordou os efeitos positivos dos créditos de descarbonização já sentidos pelo segmento agrícola com o RenovaBio e trouxe para o debate um relato sobre os impactos que já ocorrem no âmbito do agronegócio com o programa e os CBIOs. Ele também destacou como esforços de pesquisa, aliados à formulação de políticas públicas, podem maximizar os benefícios ambientais já percebidos. “O RenovaBio nasceu essencialmente de uma ação de pesquisa, desenvolvimento e inovação”, lembrou o pesquisador.

De acordo com Alexandre, o RenovaBio já mitigou mais de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalente com a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis de origem biorrenovável. “Somente no ano passado, tivemos algo próximo a 40 milhões e as expectativas para este ano é que se possa evitar em torno de 50 milhões de toneladas de CO2 equivalente a partir da produção e da utilização dos biocombustíveis”.

Os biocombustíveis têm suas fontes na agricultura, que, por sua vez, provê para a indústria uma variedade crescente dessas fontes. “A gente fala de biocombustível há alguns anos, principalmente de etanol e de biodiesel. Hoje, já falamos de combustíveis sustentáveis de viação, de diesel renovável, , de biogás, de biometano e de biobunker (mistura de biocombustível com o combustível tradicional para o transporte marítimo)”, ressaltou Alexandre. Ele também lembrou como os biocombustíveis, o Renovabio e os CBIOs, formam um elo direto entre a agricultura, o campo e as indústrias.

Além disso, ele destacou os CBIOs como um vetor real para a descarbonização da economia de vários setores. “Ao permitir que se remunerem práticas agrícolas de baixo carbono, a gente fornece insumos energéticos para setores que são de difícil descarbonização”, disse. Segundo Alexandre, remunerar a agricultura a partir do crédito de descarbonização ajuda a financiar novos investimentos em tecnologias agrícolas mais limpas e também de manejo.

Ele citou como os CBIOs são basicamente gerados pelos produtores de biocombustíveis, conforme uma nota de eficiência energética ambiental que mede o desempenho do processo de produção de biocombustíveis das usinas em relação ao combustível fóssil. “Isso significa que usinas, produtores de biocombustíveis e produtores rurais que investem em novas tecnologias que permitem a redução das emissões gerem um volume maior de créditos, criando um estímulo para que as usinas e os próprios produtores rurais possam investir na adoção de tecnologias de menor emissão de carbono”.

Seguindo nesse sentido, o pesquisador destacou mais um ponto de impacto do RenovaBio, que é o incentivo ao desenvolvimento de novos biocombustíveis a partir da diversificação de matérias-primas. “O CBIOs pode ser um indutor direto para que a gente avance na produção de novos biocombustíveis e combustíveis avançados. À medida que você tem mais demanda por novos biocombustíveis, isso gera demanda para a própria atividade agrícola, no sentido que você vai precisar gerar mais matéria-prima e não somente qualquer matéria-prima, mas matéria-prima produzida de forma sustentável”.

Para ele, é válido pensar que, próximo dos grandes polos de produção agrícola do País, principalmente de produção de biocombustíveis, possam se desenvolver novos polos industriais, biorrefinarias, onde se consiga produzir múltiplos bioprodutos a partir da biomassa, exemplificou Alexandre.

O chefe-geral encerrou sua participação colocando a Embrapa, em especial a Embrapa Agroenergia, à disposição para continuar implementando melhorias em políticas públicas e fornecendo os melhores dados, os melhores modelos para o programa RenovaBio.

Créditos de descarbonização

O crédito de descarbonização (CBIO) foi criado como um instrumento do RenovaBio, sendo registrado sob a forma escritural para fins de comprovação da meta individual do distribuidor de combustíveis, de que trata o art. 7º da Lei nº 13.576/2017 (Política Nacional de Biocombustíveis). Cada CBIO emitido por produtores e importadores de biocombustíveis corresponde a uma tonelada de carbono que deixa de ser emitida para a atmosfera.

Sobre o caso das distribuidoras

Em julho deste ano, a ANP divulgou lista de distribuidoras de combustíveis que estão inadimplentes com o RenovaBio. Entre as sanções então impostas pela agência, os fornecedores de combustíveis seriam proibidos de vender seus produtos para as distribuidoras que não cumpriram seus mandatos de compra de créditos de descarbonização (CBIOs).

Para o deputado Tião Medeiros, as sanções no mercado poderiam gerar “elevação de preços de combustíveis, especialmente o diesel, com aumento da concentração de mercado, aumento de custos logísticos, encarecimento de fretes rurais, riscos à previsibilidade e segurança energética no campo, aumento generalizado dos preços agrícola e dos alimentos e perda da competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional”.

Esses motivos justificaram a realização da audiência. O parlamentar ressaltou o objetivo de debater com setor produtivo, especialistas, órgãos reguladores e de representatividade e outros para propor soluções que preservem o caráter ambiental do RenovaBio sem comprometer a eficiência econômica e a segurança logística do agronegócio brasileiro.





Source link