O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média em diversos estados brasileiros.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a alta acontece de maneira comedida, “sem movimentos explosivos”.
“Estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Tocantins já apresentam esse tipo de ambiente, mais propenso à alta. O encurtamento das escalas de abate é elemento chave a ser considerado.”
Segundo ele, neste momento os frigoríficos de menor porte estão apontando para uma posição de menor conforto. “Já os de maior porte ainda contam com escalas de abate mais alongadas, ainda contando com a incidência de animais de parceria”, disse.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 307,92 — ontem: R$ 305,93
Goiás: R$ 292,32 — R$ 289,82
Minas Gerais: R$ 290,29 — R$ 289,41
Mato Grosso do Sul: R$ 319,55 — R$ 318,75
Mato Grosso: R$ 293,19 — R$ 293,38
Mercado atacadista
O mercado atacadista encerra a semana apresentando preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.
“Vale destacar que o mercado interno se aproxima do momento de maior demanda, com a entrada do 13º salário, a criação de postos temporários de emprego e as confraternizações de final de ano motivando cada vez mais a reposição ao longo da cadeia produtiva”, assinalou Iglesias.
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,00 por quilo e o dianteiro segue no patamar de R$ 17,50 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,3363 para venda e a R$ 5,3343 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3243 e a máxima de R$ 5,3613. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,02%.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
A logística também contribui para a competitividade – Foto: Canva
Os Estados Unidos continuam estruturalmente dependentes das importações de celulose, com a celulose de mercado representando 11% da demanda total em 2024. Segundo análise do Rabobank, o Brasil domina o fornecimento de celulose de fibra curta aos EUA, com participação de 82%, apoiado por baixos custos, eucaliptos de rápido crescimento e fábricas integradas em larga escala. A previsão é que a produção brasileira de fibra curta continue crescendo, impulsionada por novos projetos e expansões planejadas até 2029.
A diferença de preço entre a celulose de fibra longa produzida nos EUA e a brasileira de fibra curta se ampliou para USD 250 a USD 300 por tonelada métrica. Avanços tecnológicos, como o uso de processos enzimáticos e refino mecânico de baixa intensidade, permitem substituir a fibra curta em papéis tissue e embalagens sem comprometer o desempenho, aumentando a competitividade brasileira.
No comércio internacional, a celulose da União Europeia enfrenta tarifa de 15% nos EUA, enquanto a brasileira é tributada a 10% e se beneficia de câmbio favorável e frete competitivo. Esse conjunto garante forte vantagem de custo posto em destino, reforçando a atratividade da celulose brasileira frente a concorrentes globais.
A logística também contribui para a competitividade. A expansão portuária na Costa Leste dos EUA e a proximidade com fábricas consumidoras de fibra virgem no sudeste norte-americano reduzem gargalos no transporte marítimo, facilitando o escoamento. Além disso, a redução das importações chinesas, devido ao aumento da produção doméstica e à desaceleração econômica, amplia oportunidades para a celulose brasileira.
Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) estão conduzindo expedições para investigar a presença de mercúrio na bacia do rio Madeira, motivados pela preocupação com a contaminação causada pela mineração ilegal de ouro na região.
O estudo busca analisar os níveis de poluição, os impactos ambientais e os efeitos na fauna local, com atenção especial aos peixes e à vida aquática.
Durante 12 dias, a equipe de química aplicada à tecnologia realizou a terceira expedição de 2025, considerada uma das maiores iniciativas de monitoramento ambiental do mundo.
Na última viagem, composta por oito profissionais, foram percorridos mais de 1.780 km do rio, com coleta de dados em 54 pontos que incluem cidades como Humaitá, Novo Aripuanã, Manicoré, Borba, Nova Olinda do Norte e a vila de Urucurituba, próxima à foz do Rio Madeira.
O diferencial do estudo é o monitoramento de múltiplos compartimentos ambientais: água, sedimento e peixes, permitindo correlacionar dados e identificar os pontos mais críticos de contaminação.
Monitoramento e causas da contaminação
A exploração do ouro na região, que utiliza mercúrio para separar o metal precioso do solo e das rochas, é apontada como a principal causa da contaminação.
O projeto prevê monitoramento contínuo, intercalando períodos de seca e cheia, para analisar se variáveis hidrológicas e meteorológicas influenciam na movimentação do mercúrio no rio. Estudos preliminares indicam concentrações mais elevadas em áreas de maior exploração de ouro e garimpos ilegais.
Substância altamente tóxica
Uma vez liberado no ambiente, o mercúrio se transforma em metilmercúrio, uma substância altamente tóxica que se acumula na cadeia alimentar, podendo afetar a saúde humana ao longo do tempo.
De acordo com a equipe de pesquisadores, o ser humano está no topo da cadeia alimentar. Quando um peixe pequeno contaminado é consumido por um peixe maior, o mercúrio se concentra ao longo da cadeia até atingir os humanos. Conforme o nível de contaminação, isso pode causar impactos na saúde da população a curto, médio ou longo prazo.
O mercado de soja encerrou a semana com poucos negócios expressivos, tanto para portos quanto para a indústria. Nesta sexta-feira (3), de acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, foi possível observar volatilidade na Bolsa, com o dólar ajudando em alguns momentos e gerando oportunidades pontuais. Mesmo assim, o foco do produtor segue voltado ao plantio da nova safra, o que mantém spreads altos entre compradores e vendedores.
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Ele destacou ainda que houve ofertas mais atrativas em algumas regiões, como em Goiás, onde surgiram negócios a R$ 130,00 com pagamento em dezembro. “É um preço bom, acima da paridade, mas mesmo assim o produtor preferiu não fechar”, comentou. No geral, a semana foi considerada calma, com o mercado atento à situação das exportações americanas e à relação comercial com a China.
Preços de soja no Brasil
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
Cascavel (PR): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,50
Rondonópolis (MT): manteve em R$ 123,00
Dourados (MS): manteve em R$ 124,50
Rio Verde (GO): subiu de R$ 121,00 para R$ 121,50
Paranaguá (PR): manteve em R$ 136,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja mudaram de direção e fecharam em leve baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Na semana, o saldo foi positivo, impulsionado pela expectativa de um possível encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
A perspectiva de retomada da demanda chinesa pelo produto americano sustentou os preços durante boa parte da sessão. No entanto, o avanço rápido da colheita nas regiões produtoras dos EUA acabou pesando sobre o mercado e provocando uma correção técnica.
Adiamento do USDA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou que o acompanhamento semanal da colheita não será divulgado na segunda-feira. O tradicional relatório de oferta e demanda (Wasde), previsto para o dia 9, também será adiado.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão para novembro fecharam em baixa de 5,75 centavos de dólar, ou 0,56%, a US$ 10,18 por bushel. A posição janeiro recuou 4,75 centavos, para US$ 10,37 por bushel.
Nos subprodutos, o farelo para dezembro caiu US$ 0,70 (0,25%), cotado a US$ 278,60 por tonelada. O óleo para dezembro fechou a 50,05 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,39 centavo (0,77%).
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em leve baixa de 0,05%, negociado a R$ 5,3363 na venda e R$ 5,3343 na compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,3243 e a máxima de R$ 5,3613. Na semana, acumulou desvalorização de 0,02%.
O Governo de Rondônia emitiu um alerta sanitário urgente para os pecuaristas após a confirmação de um foco de raiva bovina em uma fazenda. A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) confirmou a ocorrência no município de Campo Novo de Rondônia, após resultados laboratoriais positivos.
Até o momento da confirmação, três animais doentes, todos com idade superior a 36 meses, vieram a óbito. Diante do diagnóstico, as equipes da Idaron agiram imediatamente, dando início às medidas emergenciais de controle do foco.
A principal ação é a visita a todas as propriedades localizadas em um raio de até 12 km do local, com o objetivo de orientar os produtores sobre a necessidade urgente de vacinação do rebanho.
A raiva é uma doença viral fatal que ataca o sistema nervoso central do animal e, por ser uma zoonose, representa um risco gravíssimo à saúde pública, podendo ser transmitida para o ser humano. A confirmação em Rondônia, um estado chave para a pecuária nacional, acende um sinal de alerta para toda a cadeia produtiva e exige a máxima colaboração dos pecuaristas.
Três medidas cruciais para proteger o rebanho e a saúde humana
O foco da Idaron é garantir o rápido controle e evitar a disseminação do vírus. Além das visitas em campo, a agência está promovendo campanhas educativas para reforçar as informações cruciais. Aos produtores, a Idaron indica que sigam rigorosamente três medidas emergenciais:
Vacinar o gado: a vacinação é a única forma eficaz e comprovada de proteger o rebanho contra a doença.
Fazer a declaração: o produtor tem a obrigação de declarar a vacinação do gado junto à Idaron, garantindo o monitoramento oficial da cobertura vacinal.
Notificar: é obrigatório notificar a agência imediatamente em caso de qualquer suspeita da doença em animais na fazenda.
O sucesso no controle depende da parceria e da conscientização de cada pecuarista em Rondônia. Ao vacinar e notificar, o produtor não apenas protege sua propriedade, mas contribui para a Saúde Única na região.
Protocolo de vacinação e sintomas de alerta
O produtor deve seguir o protocolo de aplicação da vacina para garantir a imunização completa:
Esquema inicial: animais que estão sendo vacinados pela primeira vez precisam receber uma segunda dose de reforço cerca de quatro semanas após a primeira aplicação.
Reforço contínuo: após esse esquema inicial, basta aplicar uma dose anualmente para assegurar a proteção contínua do rebanho.
Qualquer sintoma suspeito deve ser notificado imediatamente para que o serviço veterinário oficial possa isolar a área e realizar o abate sanitário, impedindo que o vírus se espalhe. Os produtores devem ficar atentos a sinais como:
Mudança de comportamento (agressividade ou isolamento);
Incoordenação motora ou paralisia;
Salivação excessiva (baba).
A notificação rápida é a ferramenta mais poderosa contra a raiva bovina, protegendo o rebanho e a economia do estado.
Nos quatro cantos do país, a Mitsubishi Motors reforça seu compromisso com o agronegócio e reconhece a importância do setor e o papel dos produtores no desenvolvimento do Brasil. Não à toa, a parceria sólida com o Soja Brasil desde o início do projeto tem gerado benefícios aos agricultores.
Durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, realizada nesta sexta-feira (3), em Sidrolândia (MS), a empresa anunciou descontos especiais para os associados das Aprosojas estaduais.
“A nova Mitsubishi Triton é parceira da Aprosoja Brasil e do Projeto Soja Brasil desde o início. Conseguimos condições muito vantajosas, com descontos que podem ultrapassar R$ 35 mil, válidos exclusivamente para os associados das Aprosojas”, afirmou Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil.
Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Rener Ramos, gerente de vendas diretas da Mitsubishi, destacou que a montadora acompanha os sojicultores brasileiros e os oferece veículos com robustez e aderência para enfrentar qualquer tipo de terreno. Já Ivo Crozetta, diretor da HC Veículos, convidou os interessados a realizar testes com o automóvel e, por fim, desejou uma safra próspera, com clima favorável.
Mauro Correia, CEO da Mitsubishi Motors, celebrou a trajetória da parceria: “É um prazer estar presente desde o começo dessa jornada. A safra recorde evidencia a força e a evolução do setor, com uma nova geração de produtores conectados e atentos à tecnologia.”
Ele também parabenizou os produtores e ressaltou que a expectativa de uma safra recorde demonstra a importância do agronegócio para o PIB brasileiro e o quanto o segmento tem avançado. “Estamos acompanhando tudo de perto e, por isso, apresentamos a nova Mitsubishi Triton, completamente renovada, mais tecnológica, econômica, confortável e segura. Nosso objetivo é oferecer ao produtor não apenas uma ferramenta de trabalho, mas também de agilidade, segurança e eficiência”, destacou.
Um trem de carga da Rumo Logística descarrilou na tarde de quinta-feira (2) no município de Araraquara, interior de São Paulo. Cerca de 30 vagões carregados com milho saíram dos eixos e, de acordo com a empresa, ninguém ficou ferido.
O trabalho de remoção dos vagões e limpeza da linha férrea seguiu durante toda a madrugada e deve continuar ao longo desta sexta com o auxílio de tratores e caminhões. De acordo com a companhia, ninguém ficou ferido.
O acidente aconteceu no Km 14 da ferrovia, entre os pátios de Tutoia e o distrito Bueno de Andrada, em Araraquara. Uma das suspeitas é que houve falha em um engate, causando a queda dos vagões.
A linha é uma das principais ligações ferroviárias que conecta o interior paulista ao Porto de Santos. A administração portuária disse, em nota, que “não foram registrados impactos na operação ferroviária”.
O trecho da linha férrea entre Bueno de Andrada e Tutoia, em Araraquara, faz parte da Malha Paulista, que é operada pela Rumo, e é usado principalmente para transportar cargas diversas, como commodities agrícolas, produtos industrializados e combustíveis.
Trata-se do segundo acidente na cidade em sete dias envolvendo a mesma companhia. Em 25 de setembro, uma composição também com milho colidiu em um caminhão carregado com cana-de-açúcar em uma passagem de nível quando o veículo tentou avançar sobre a linha férrea antes de o trem passar. Na ocasião, 14 dos vagões saíram dos trilhos e tombaram.
O Pará conta com o sistema de restauração florestal Siflor, criado para oferecer aos produtores rurais um procedimento simplificado de reabilitação de propriedades em situação de irregularidade relacionada ao desmatamento. A ferramenta permite que áreas embargadas sejam recuperadas e retornem ao mercado formal, especialmente no setor da carne.
Segundo a analista de sustentabilidade da JBS, Vitória Pereira, o sistema foi desenvolvido para facilitar a vida do produtor que precisa se regularizar.
“O Sirflor é um sistema de restauração florestal criado para oferecer ao produtor um procedimento administrativo simplificado, que permite reabilitar propriedades que atualmente não atendem aos critérios do termo de ajustamento de conduta por estarem relacionadas a algum desmatamento ilegal”, explica.
De acordo com a analista, o processo possibilita que a produção da matéria-prima retorne ao mercado formal e legal, além de ser usado quando o produtor faz a adequação ambiental. É uma alternativa para que ele volte a comercializar, principalmente carne, e avance na regularização ambiental.
Prazo de regularização pode ser rápido
O tempo necessário para emitir a declaração de legalidade varia de acordo com a situação da propriedade e o tipo de prática aplicada em campo. No entanto, os resultados têm surpreendido pela agilidade. “A média é de até 20 dias, mas já tivemos casos concluídos em apenas seis”, destaca Vitória.
Esse prazo curto se deve ao apoio de consultorias especializadas e dos chamados escritórios verdes, que atuam lado a lado com os produtores durante todo o processo.
Essa rede de suporte garante que cada etapa seja cumprida com eficiência, evitando atrasos e assegurando a volta rápida à cadeia produtiva.
Riscos para quem ignora o embargo
Apesar das alternativas disponíveis, ainda existem produtores que insistem em ignorar embargos ambientais.
“Infelizmente, há casos em que produtores desobedecem essa exigência legal. Quando isso acontece, eles podem cometer infrações ambientais mais graves e ficam sujeitos a sanções severas, tanto administrativas quanto civis e até criminais”, alerta Vitória Pereira.
Apoio técnico e proximidade com o produtor
Os escritórios verdes, além de oferecerem assistência remota, têm investido em ações presenciais. Mutirões, encontros e participação em feiras regionais ajudam a esclarecer dúvidas e engajar os produtores.
“Além do contato virtual, nós participamos de feiras, eventos e realizamos mutirões itinerantes. Tudo isso aproxima o produtor, esclarece dúvidas e facilita o engajamento no processo de adequação ambiental, permitindo que ele volte à cadeia produtiva” conclui.
No Rio Centro se encerra nesta sexta-feira (3) o terceiro e último dia do Rio+Agro – Fórum Internacional do Desenvolvimento Agroambiental Sustentável, com ênfase na visão do Brasil + nações do cinturão tropical do planeta para ações comuns de ciência, tecnologia, empreendedorismo e cooperativismo, objetivando atuar na segurança alimentar, energética, mudança climática e desigualdade social.
Autoridades estiveram presentes nos dois primeiros dias no Rio Centro, como o ex-ministro Roberto Rodrigues, hoje coordenador da visão agrícola para a COP30; Tirso de Salles Meirelles, presidente da Fesp; e Francisco Maturro, presidente da Rede ILPF com o programa Caminho Verde, que busca transformar 40 milhões de hectares de áreas degradadas em cultivos sustentáveis, modernos e integrados com agroindústrias visando agregação de valor.
O estado do Rio de Janeiro se fez presente com o Instituto Rio Metrópole, com municípios como Macaé que irá instalar uma unidade industrial para produzir fertilizantes nitrogenados, aproveitando o gás natural das bases marítimas da Petrobras.
O governador do Rio, Cláudio Castro, na abertura do Rio+Agro nos deu a seguinte declaração:
“Temos investido muito na questão do interior [do estado]. Assim que eu assumi no finalzinho da pandemia eu conversava com os colegas e governadores que melhor tinham passado e todos me falavam que tinham passado melhor graças a um interior forte e nós vimos do processo de valorização do interior e quando você vai para o interior é impossível você não enxergar o agro. Esse agro que é forte, pujante, mas que hoje é muito regional. E precisa de muito pouco para esse agro virar nacional e mundial”, disse.
E completou: “Então estamos trabalhando no favorecimento da infraestrutura, na redução da carga tributária, no incentivo e na jornada do empreendedor. Agora os laboratórios de uva, de café e de soja que vão ser fundamentais para que encontremos as nossas próprias soluções para a valorização desse empreendedor. Então eu não tenho dúvida que esse evento mostra um pouco disso, traz para o Rio conhecer aquilo que é feito e mostra um Rio de Janeiro que tem sido a cada dia mais agro. E sabemos que a questão do petróleo, óleo e gás é uma questão finita e o Rio de Janeiro vai precisar ter novas matrizes econômicas e o agro, com certeza, é uma das principais dela”, disse.
O governador ainda detalhou: “O Rio é vitrine, é vanguarda, é coração. Então quando o Rio investe sobretudo no agro ecológico, no agro verdadeiramente verde, sustentável, eu acho que estamos dando uma prova para o Brasil inteiro que dá para fazer dessa forma. O agro não precisa ser destrutivo, o agro pode ser construtivo de uma sociedade verde, sustentável e no Rio estamos dando esse toque sustentável desde esse início e por isso essa feira toda para juntar o agro com sustentabilidade. É uma maneira de mostrarmos para o mundo inteiro que é possível”.
Muito interessante a ação da Agrofavela, iniciativa da ONG Central Única das Favelas (Cufa) que irá desenvolver hortas urbanas comunitárias, gastronomia e produtos que gerem renda e mais qualidade de vida nas comunidades. Os dados são de forte impacto, com 17 milhões de brasileiros vivendo nas favelas, porém com um consumo de mais de R$ 300 milhões.
Embaixadores de países como Etiópia e Kenia mostraram as oportunidades para ampliação da tecnologia em toda África, e Ana Euler, diretora executiva da Embrapa, fez uma excelente apresentação mostrando todas as tecnologias disponíveis hoje para utilização no Brasil e em toda faixa tropical do planeta.
O Rio+Agro encerra hoje com mais painéis, com exemplos e cases de sucesso, com o prêmio Nobel da Agricultura Drª Mariângela Hungria com sua pesquisa de fixação de nitrogênio no solo.
Esta ação Rio+Agro objetiva levar a correta imagem agro sustentável do Brasil para o mundo.
*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
Uma nova frente fria chega ao Rio Grande do Sul no domingo (5) e deve avançar pelo demais estados da região Sul no decorrer da segunda-feira (6). Esta frente fria chega associada a um ciclone extratropical.
De acordo com a Climatempo, o deslocamento desta frente fria tem potencial para provocar chuva forte, rajadas de vento intensas e queda de granizo nos três estados da região Sul. Rajadas de vento de 80 km/h a 100 km/h poderão ocorrer na passagem dos temporais.
O maior risco para tempestades severas é considerado para as regiões oeste, sul e Campanha gaúcha. A região de fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai deve ser a primeira a ser impactada por esta frente fria, com tempestades previstas para tarde e noite do domingo (5). Ainda segundo a Climatempo, a passagem de frente fria causará uma queda acentuada da temperatura no estado.
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.