sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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Pesquisa da Embrapa testa cultivo de plantas no espaço



O experimento da Embrapa com plantas de batata-doce e sementes de grão-de-bico na missão do voo suborbital a bordo do New Shepard-31, da Blue Origin, em abril, foi apresentada no 76º Congresso Internacional de Astronáutica (IAC 2025), em Sydney, Austrália. O IAC é o evento mundial mais importante da área. A pesquisa fez parte de ações da Rede Space Farming Brazil, que reúne diversas instituições nacionais e internacionais.

No documento, elaborado para o congresso, os pesquisadores da Embrapa contam como foi o preparo dos materiais para o voo, feito sob condições rigorosas, durante o trajeto e o pós-voo. Além disso, os cientistas apresentaram como serão as avaliações para conhecer as respostas aos efeitos causados pela radiação espacial e pela microgravidade. O protocolo de controle ocorre para que não haja nenhum tipo de contaminação ou perda de amostras em nenhuma etapa.

Para a pesquisadora Alessandra Fávero, coordenadora da Rede Space Farming Brazil e uma das autoras do artigo, as pesquisas sobre o cultivo no espaço são fundamentais para a sustentabilidade da agricultura espacial. Ambientes espaciais impõem estressores às plantas, incluindo microgravidade e exposição elevada à radiação.

A microgravidade impacta a fisiologia e a biologia molecular das plantas, assim, são necessários estudos para mitigar esses efeitos. A exposição à radiação em voos espaciais é um fator de risco conhecido para a instabilidade genética e à viabilidade reduzida das culturas. Este estudo visa caracterizar as modificações transcricionais e genéticas induzidas por radiação. Ao fornecer dados empíricos sobre a seleção de culturas e estratégias de resiliência genética, a pesquisa contribui para a missão da Nasa de desenvolver habitats biológicos fora da Terra.

Além de contribuir com o compromisso de alavancar parcerias comerciais de voo espacial, como demonstrado pela colaboração entre a Agência Espacial Brasileira, a Embrapa, instituições de pesquisa dos EUA e parceiros comerciais, que lideraram a missão geral e a integração de voos espaciais, coordenação científica e operações de voo suborbital a bordo do New Shepard NS-31 da Blue Origin.

O experimento

O cultivo das plântulas de batata-doce ocorreu sob condições padronizadas para garantir uniformidade no estágio de desenvolvimento, exposição à luz, temperatura, umidade e disponibilidade de nutrientes.

As plântulas foram fornecidas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e preparadas para o voo espacial em condições assépticas. As amostras foram enviadas para a WSSU para montagem pré-voo e transportadas para o local de lançamento três dias antes. 

Nos pontos de coleta designados, as plântulas expostas à microgravidade e as amostras de controle terrestre foram fixadas quimicamente para preservação de RNA, proteínas e metabólitos para análises pós-voo. Dosímetros foram colocados com os FPAs no espaço e no solo para quantificar a exposição à radiação em ambos os ambientes.

No pós-voo, as amostras foram refrigeradas no Laboratório de Astrobotânica da WSSU para análises moleculares e histológicas. Algumas também foram enviadas para o Brasil como parte da parceria da Rede Space Farming Brazil. Após a extração, essas amostras foram congeladas para transporte adequado.

Trezentas sementes de grão-de-bico foram levadas no voo junto com as plantas de batata-doce para investigar os efeitos da radiação espacial na viabilidade das sementes e integridade genética. Dosímetros foram posicionados dentro do recipiente de sementes de grão-de-bico, perto dos FPAs e em um membro da tripulação. Essas medições permitiram a análise espacialmente resolvida da exposição à radiação.

Após o retorno, as sementes serão enviadas para a Embrapa no Brasil para cultivo sob condições controladas. Vários parâmetros de crescimento, incluindo taxa de germinação, alongamento radicular, altura do broto e acúmulo de biomassa, serão registrados. As plantas serão então monitoradas quanto a anormalidades morfológicas e crescimento.

A pesquisa, de uma forma geral, avançará a respeito do conhecimento sobre a adaptação das plantas a ambientes extraterrestres, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento da agricultura sustentável fora da Terra.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Liquidez do milho não muda


O mercado gaúcho de milho continua com baixa liquidez e negociações restritas, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indústrias ainda dependem de grãos de outros estados e também do Paraguai. As indicações de compra variam de R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, os pedidos oscilam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto a referência futura no porto está em R$ 69,00/saca para fevereiro/26”, comenta.

O mercado catarinense de milho permanece quase parado diante da distância entre o que pedem os produtores e o que oferecem aos compradores. “Em Campos Novos, agricultores mantêm pedidas próximas de R$ 80,00/saca, mas as ofertas não ultrapassam R$ 70,00. No Planalto Norte, pedidos de R$ 75,00 enfrentam ofertas em R$ 71,00, bloqueando as negociações e levando parte dos produtores a rever estratégias para a próxima temporada”, completa.

O mercado paranaense segue sem ritmo, marcado pelo impasse entre pedidas e ofertas. “Produtores mantêm valores médios próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto a indústria não passa de R$ 70,00 CIF. Os vendedores continuam liberando apenas pequenos volumes a preços mais altos, mantendo o mercado spot praticamente parado, mesmo com ampla disponibilidade estadual”, indica.

O milho sul-mato-grossense segue com negociações travadas e baixa liquidez. “Os preços variam entre R$ 48,00 e R$ 53,00/saca, com Dourados no topo. Apesar de pequenos ajustes, o mercado permanece estável. Produtores seguem firmes em pedidos mais altos, restringindo lotes, o que reduz o interesse da indústria e mantém o spot praticamente parado”, conclui.

 





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Trigo no Sul: Ofertas abundantes


O mercado de trigo no Sul do Brasil segue pressionado pela oferta elevada e pela cautela dos compradores. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul há ofertas a R$ 1.050/t, mas sem tomadores, refletindo a grande disponibilidade e o baixo volume exportado, que soma apenas 74 mil toneladas, bem abaixo da média histórica. 

Em dólar, os preços do trigo gaúcho estão a US$ 215 sobre rodas e US$ 225 dentro do navio, superiores aos US$ 220 FOB da Argentina. Para dezembro, indicações em reais recuaram para R$ 1.180, com possibilidade de deságio de 20% para trigo de ração. Os preços pagos aos produtores também caíram, chegando a R$ 68,00/saca em Panambi, marcando queda frente ao Paraná.

Em Santa Catarina, a safra ainda não colhida mantém o mercado local parado, e os moinhos buscam abastecimento no RS ou de outros estados. Valores CIF chegam a R$ 1.400, enquanto o preço da pedra recua para R$ 69,33/saca em Canoinhas, R$ 63,00 em Chapecó e R$ 73,00 em Xanxerê. A oferta limitada e os preços considerados baixos dificultam negociações internas.

No Paraná, a colheita avançada aumenta o volume negociado, com negócios CIF entre R$ 1.200 e R$ 1.280, dependendo do frete. O trigo importado mantém preços estáveis, com argentino e paraguaio travando negociações em algumas regiões.

Com a média de preços pagos aos agricultores recuando 3,56% na semana, o custo de produção atualizado pelo Deral em maio atinge R$ 74,63/saca, ampliando o prejuízo teórico para -8,8%. No entanto, o mercado futuro já registrou oportunidades de lucro de cerca de 32%, mostrando que o resultado depende do momento de venda.

 





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confira a previsão de hoje



O primeiro sábado de outubro deve ser marcado por pancadas de chuva no Sul, Sudeste e no Norte do país, além de altas temperaturas no Centro-Oeste. Acompanhe:

Sul

No Paraná, as chuvas começam a perder intensidade, mas ainda há previsão de pancadas irregulares no sul e leste do estado. Em Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul, as precipitações continuam, mas tendem a diminuir até a noite. As temperaturas se elevam em grande parte da região Sul, enquanto no litoral norte gaúcho, na faixa litorânea entre os territórios catarinense e paranaense os termômetros tendem a ficar mais amenos.

Sudeste

Previsão de fortes pancadas de chuva no sul, litoral e leste de São Paulo, no leste de Minas Gerais, Espírito Santo e no litoral norte do Rio de Janeiro, com maior concentração de nebulosidade nessas áreas. As temperaturas permanecem elevadas em toda a região, com exceção de trechos do litoral paulista, fluminense e capixaba. A umidade relativa do ar continua baixa em grande parte de São Paulo e no centro-oeste mineiro.

Centro-Oeste

As áreas de instabilidade permanecem no norte e oeste de Mato Grosso e em áreas do sul de Mato Grosso do Sul. Nas demais localidades, o tempo firme predomina. O calor continua intenso na região, com máximas podendo alcançar os 40°C em Cuiabá (MT). A umidade relativa do ar segue baixa em Goiás, no centro-leste mato-grossense e no território sul-mato-grossense.

Nordeste

A previsão de chuva continua ao longo do litoral da Bahia e entre Sergipe e Rio Grande do Norte, podendo avançar também para áreas do agreste baiano. No interior da região, o sol e o calor predominam, com temperaturas elevadas. Em Teresina, no Piauí, e em Imperatriz, no Maranhão, as máximas podem alcançar até 37°C, e a qualidade do ar permanece baixa em grande parte do interior.

Norte

As pancadas diminuem no Acre, mas ainda podem ocorrer de forma isolada. No Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Amapá, as chuvas continuam com risco de temporais. As temperaturas permanecem elevadas em toda a região, com máximas que tendem a alcançar os 36°C em Palmas, capital do Tocantins.



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Trigo, soja e milho apresentam movimentos cautelosos


O mercado agrícola inicia o dia com oscilações moderadas, sem sinais claros de tendência para trigo, soja e milho. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo nos Estados Unidos registra leves altas, com o contrato Dez/25 cotado a US$ 515,00 e o Dez/26 em US$ 588,25. No Brasil, os preços seguem pressionados: CEPEA Paraná a R$ 1.240,89 e Rio Grande do Sul a R$ 1.214,43, refletindo a abundância de oferta global e o ritmo lento das exportações da União Europeia e de países do Mar Negro.

A soja em Chicago ajusta-se após máximas recentes, com o contrato Nov/25 em US$ 1.022,75 e Mai/26 em US$ 1.068,50. No mercado interno, CEPEA Paraná registra R$ 130,27 no interior e R$ 135,12 em Paranaguá, com altas diárias de 1,17% e 0,51%, respectivamente. A paralisação parcial do governo dos EUA suspendeu temporariamente as atividades do USDA, deixando os traders cautelosos e negociando “às cegas”, enquanto circulam rumores sobre um possível auxílio de US$ 105 por acre para produtores de soja norte-americanos.

O milho apresenta oscilações discretas em Chicago, com Dez/25 cotado a US$ 421,75 e Jul/26 a US$ 455,00. No mercado brasileiro, o contrato B3 Nov/25 encerra a R$ 65,71 e Jul/26 a R$ 69,70, enquanto CEPEA aponta R$ 64,57, alta de 0,40% no dia. Entre os fatores que pressionam o mercado estão o rápido progresso da colheita nos EUA, favorecido pelo clima seco no Centro-Oeste, e o bom ritmo das exportações, cujos números estão temporariamente menos transparentes devido à paralisação do governo americano.

Nos mercados internacionais da América do Sul, o trigo argentino e paraguaio apresenta cotações variadas, com FOB para novembro e dezembro entre US$ 210 e US$ 215, enquanto o milho paraguaio registra valores entre US$ 176 e US$ 205 para outubro e novembro. Esses movimentos destacam a sensibilidade do mercado a fatores climáticos, logísticos e políticos, mantendo produtores e traders em posição de cautela diante da abundância de oferta e incertezas nos relatórios governamentais.

 





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Diferença entre preços do branco e vermelho é a menor desde nov/24



Preços dos ovos brancos e vermelhos caem e diferença atinge menor nível desde 2024


Foto: Pixabay

A diferença entre os preços dos ovos tipos extra brancos e vermelhos, ambos comercializados em Santa Maria de Jetibá (ES), recuou em setembro, sendo a menor desde novembro/24, apontam dados do Cepea. Vale lembrar que esse cenário é visto após os preços das duas variedades de ovos ter alcançado, em março deste ano, uma diferença recorde, considerando-se toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2019 nesta praça.

Desde então, a diferença entre os valores das duas variedades tem recuado de forma contínua. Segundo pesquisadores do Cepea, o estreitamento gradual entre as duas variedades de ovos reflete o aumento da oferta no mercado doméstico ao longo dos últimos meses, que pressionou as cotações da proteína. 

Dados do Cepea mostram que, entre julho e setembro, o preço dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Santa Maria de Jetibá, caiu 14% em relação ao trimestre anterior, em termos reais (dados deflacionados pelo IGD-DI de agosto/25), enquanto que, para os ovos vermelhos, a retração na média trimestral foi ainda mais intensa, de 18% (também em termos reais). 





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Brasil aguarda retorno das exportações de frango para China



Setor de frango espera fim do embargo chinês após inspeção de autoridades


Foto: Divulgação

A China ainda não retomou as compras de carne de frango brasileira – as aquisições estão suspensas desde meados de maio, quando foi registrado um caso de gripe aviária em uma granja comercial do RS –, mas o setor avícola nacional está otimista e à espera de boas notícias nas próximas semanas, apontam pesquisadores do Cepea. Vale lembrar que representantes chineses estiveram no Brasil na segunda quinzena de setembro avaliando a forma que o País administrou a ocorrência do caso da gripe aviária. 

Dados da Secex mostram que, de janeiro a maio, a média mensal de exportação de carne à China era de 45,65 mil de toneladas, quantidade que representava, em média, 10% do total escoado pelo Brasil. Já em junho, julho e agosto, a média de escoamento ao país asiático caiu para 191 toneladas, passando a representar apenas 0,05% dos embarques nacionais nesse período. 

Pesquisadores do Cepea indicam que, caso a China – único país que mantém o embargo sobre a proteína brasileira – retome as compras por aqui, o Brasil está preparado para ofertar carne de frango o suficiente para atender ao país asiático sem comprometer a disponibilidade doméstica e nem impulsionar os valores internos da proteína. 





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Safra de grãos na Argentina mostra bons indicadores


A área projetada para o girassol na Argentina atingiu 2,7 milhões de hectares, impulsionada por uma maior intenção de semeadura no sul agrícola do país. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), 32,4% dessa área já foi implantada, registrando avanço intersemanal de 1,4 ponto percentual e mantendo adiantamento em relação à média dos últimos cinco ciclos e ao ciclo anterior, de 12,3 e 22,1 pontos percentuais, respectivamente. As últimas precipitações favoreceram principalmente o oeste agrícola, incluindo San Luis, centro e sul de Córdoba, além do norte e leste de La Pampa, enquanto regiões do centro-oeste de Buenos Aires e sul de Santa Fé enfrentam excesso hídrico, o que poderá atrasar o início das atividades.

Na cultura do milho, o plantio avançou 7,4 pontos percentuais na última semana, atingindo 19,8% das 7,8 milhões de hectares estimadas para a safra. A boa umidade do solo tem permitido cumprir o cronograma de semeadura antecipada, refletindo avanço interanual de 7 pontos percentuais. No entanto, em áreas do oeste, centro e nordeste de Buenos Aires, a falta de condições de piso e estradas em mau estado tem retardado o ritmo de plantio, enquanto regiões como o centro de Santa Fé e Entre Ríos observam boa resposta à fertilização em lotes já entre V2 e V4.

O trigo também se beneficia das recentes chuvas, com impacto positivo sobre a lavoura. Embora não haja áreas sob condições de restrição hídrica, a umidade é considerada oportuna, especialmente com o aumento das temperaturas, e cerca de 80% do cereal já se encontra em estádio de encanação ou além. As aplicações de defensivos continuam para controle de doenças fúngicas e pragas, enquanto os rendimentos estimados seguem aumentando, aproximando-se dos máximos históricos. Colaboradores do NOA já relatam os primeiros lotes colhidos, com produtividade em torno de 10 qq/ha, alinhada às projeções atuais.

Quanto à cevada, após as chuvas, 88% da área cultivada apresenta condição hídrica adequada ou ótima, e quase 90% das lavouras mantêm estado de cultivo bom ou excelente, em linha com relatórios anteriores. Atualmente, 13% dos lotes iniciaram a espigação e 1% a floração, principalmente nos núcleos norte e sul. No sul de Buenos Aires, a elevada umidade favoreceu a ocorrência de doenças como a “mancha em rede”, intensificando as aplicações de fungicidas. Apesar disso, com 60% das áreas em encanação, 75% dos lotes nos principais núcleos cebadeiros do sul mantêm condição boa ou excelente, sustentada por níveis ótimos de umidade do solo.

 





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Federarroz orienta produtores a repensar área de plantio


A redução da área plantada surge como a principal alternativa para o arroz irrigado enfrentar a próxima safra, segundo informações divulgadas pela Federarroz. O alerta foi reforçado em palestra online nesta quinta-feira (2/10), conduzida pelo presidente da entidade, Denis Nunes, com análise do economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.

O cenário global do arroz é de alerta, com forte pressão da Índia no mercado internacional, estoques elevados e instabilidades econômicas. Durante a palestra “Contexto da Safra de arroz 2025/2026”, Denis Nunes destacou os principais desafios que impactam o setor: variação cambial, juros elevados, instabilidade nos EUA e o crescimento da produção em países asiáticos e norte-americanos.

Segundo a Federarroz, para mitigar os impactos, os produtores devem considerar alternativas como diversificação com pecuária e outras culturas, renegociação de arrendamentos, fortalecimento de associações e aumento das exportações. A principal recomendação prática, no entanto, é a redução da área plantada, ajustada à realidade de cada propriedade, para equilibrar os estoques e evitar queda nos preços internos.

“O choque de realidade é necessário para que tomemos atitudes. São medidas dolorosas, mas que podem evitar o pior cenário”, afirmou Denis Nunes.

Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul, foi enfático: “Estamos nos aproximando de um iceberg. Precisamos manobrar agora para evitar a colisão”. Para ele, a recomendação da Conab de ampliar a área semeada é “irresponsável”, considerando os altos estoques e a baixa demanda. “Se isso ocorrer, o preço ao produtor vai desabar”, advertiu.

Entre os fatores que acentuam a preocupação estão a queda de renda da população, o crédito mais restrito e a dificuldade de inserção competitiva do arroz brasileiro no mercado internacional frente a países como Índia, China e Estados Unidos. “Todos os indicadores nos levam à redução da área plantada como única alternativa para ajustar oferta e demanda”, concluiu Da Luz.

Além das ações no campo, a Federarroz também propõe mobilização política. Entre as demandas ao governo federal estão o reforço na fiscalização de importações com riscos fitossanitários, subvenções para comercialização e aumento do preço mínimo do arroz. Já ao governo estadual, a entidade pede o uso da taxa CDO para auxiliar produtores afetados por enchentes, equiparação do ICMS com outros estados e incentivo ao consumo interno do grão.

 





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A um ano das eleições, agro cobra políticas agrícolas de Estado, não de governo



A um ano do primeiro turno das eleições de 2026 que definirão presidente, governadores, deputados estaduais, federais e distritais e senadores, entidades do agro já apontam o que esperam dos representantes do Executivo e Legislativos, sejam novos ou reeleitos.

Um dos estados que mais tem pleiteado políticas públicas depois de enchente e secas severas em safras seguidas é o Rio Grande do Sul. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, espera que os futuros gestores se atentem mais à agricultura e pecuária do país, em especial à gaúcha.

“Nós queríamos ter um governo que olhasse a agricultura não com pacotes agrícolas, mas que olhasse com uma política agrícola a longo prazo, que pensasse a agricultura e pecuária para 10 anos, que nós tivéssemos políticas que não fossem anuais, mas que ultrapassasse os governos, que fosse uma política de Estado, uma política que olhasse a longo prazo”, detalha.

Segundo ele, os novos eleitos precisam olhar a questão do crédito rural, dos juros compatíveis à renda do agricultor e, também, os custos de produção.

Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Maurício Buffon, quer que o próximo governo enxergue o agronegócio como parceiro. “Sem o agronegócio como um todo, quando falamos em agricultura e pecuária, é o motor da economia do país. Se hoje existe no Brasil um superávit, se existe uma balança comercial positiva, ela passa pelo agronegócio brasileiro, por todas as culturas, não apenas a soja”, destaca.



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